Democratas (Brasil)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Democratas
"A Força das Novas Ideias"
DEM logotipo.jpg
Número no TSE 25
Presidente José Agripino Maia
Fundação 28 de março de 2007 (7 anos)
Sede Senado Federal - Anexo I - 26° andar - Brasília/DF
Ideologia Conservadorismo,
Liberalismo econômico,
Democracia cristã,
Direita,
Centro-direita
Antecessor PFL (1985-2007)
Governadores (2010)[1]
1 / 27
Prefeitos (2012)[2]
278 / 5 568
Senadores (2010)[3]
4 / 81
Deputados federais (2010)[4]
28 / 513
Deputados estdauais (2010)[5]
76 / 1 024
Vereadores (2012)[6]
3 209 / 56 810
Cores Azul, Verde e Branco                   
Site www.democratas.org.br

Democratas (DEM) é um partido político brasileiro de centro-direita[7] [8] [9] [10] [11] [12] /direita[10] [13] [14] [15] [16] cujas ideologias políticas são o liberalismo[17] e o conservadorismo liberal[18] [19] , sendo, ao lado do PSDB e do PPS, oposição ao governo Dilma Rousseff. O partido é membro da Internacional Democrata Centrista junto com diversos outros partidos de direita como a CDU na Alemanha ou a UMP na França e também da União Internacional Democrata. Foi refundado em 28 de março de 2007, em substituição ao Partido da Frente Liberal (PFL).[20] Seu código eleitoral é o 25[21] e suas cores oficiais são o azul, o verde e o branco.

Posição ideológica

O DEM afirma ser defensor da ética, da democracia, do exercício dos direitos humanos, da economia de mercado e do liberalismo econômico. Conforme entrevista de Jorge Bornhausen à Veja em 2006, apresenta-se como um partido de centro defensor do liberalismo social, sendo afiliado à Internacional Democrática de Centro, embora setores do partido defendam a adesão à Internacional Liberal (que une os partidos de ideologia puramente liberal).

De acordo com o cientista político Jairo Nicolau, a refundação do PFL como DEM teve como objetivo coroar um processo geral de modernização do partido.[22] "O DEM gostaria de ser um partido de direita moderno, com um novo programa e dirigido às camadas médias urbanas; uma espécie de Partido Conservador do Reino Unido", diz.[22] De acordo com ele, isso explicou a saída de membros históricos da direção do partido e a ascensão de jovens dirigentes como Rodrigo Maia, Kátia Abreu e Gilberto Kassab.[22]

Aliado histórico do PSDB, o Democratas foi peça vital para a aprovação do Plano Real, das reformas constitucionais durante o governo FHC bem como da emenda constitucional que garantiu a possibilidade do então presidente Fernando Henrique Cardoso se recandidatar. Marco Maciel, ex-senador pelo PFL de Pernambuco, foi o vice-presidente nos dois mandados de FHC. Em 2002, o partido rompe com o governo na sequência de uma operação da polícia federal envolvendo Roseane Sarney, a então candidata à presidência pelo PFL. Porém nas eleições de 2006 alia-se novamente ao PSDB, sendo o senador pefelista pernambucano José Jorge o candidato a vice-presidente na chapa com Geraldo Alckmin. Tal aliança se repete em 2010 com o deputado federal democrata fluminense Índio da Costa para vice na chapa de José Serra.

Após a cisão de diversas lideranças, como Gilberto Kassab, Kátia Abreu e Raimundo Colombo, que buscavam uma aproximação com o governo federal e um discurso mais centrista (com a fundação do Partido Social Democrático), o DEM passou a adotar uma postura mais enfática quanto ao ideário do partido, na tentativa de se aproximar do eleitorado mais conservador. O então senador Demóstenes Torres defendia uma guinada à direita por parte do partido. "Existe um eleitorado liberal, de perfil conservador, que precisa de um partido que o represente. Temos de falar a essas pessoas, representá-las no Congresso, com clareza", afirmou numa entrevista à Folha de S. Paulo. [23]

Junto com o PSDB e o PPS, o Democratas forma o maior bloco oposicionista durante o governo Lula e o governo Dilma, único momento em sua história onde foi oposição. Em todos os outros momentos, integrou a base governista.

Dados sobre o partido

NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde outubro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.

A exemplo de seu antecessor imediato o novo partido possui raízes na política nordestina de onde provém a maior parte de sua bancada. Houve uma redução dessa presença na região, porém, com a migração do clã Sarney para o PMDB e a morte de Antônio Carlos Magalhães em 2007. Ainda assim, metade dos senadores do partido é oriunda do Nordeste, dentre os quais o ex-vice-presidente da República Marco Maciel; na Câmara dos Deputados um terço da bancada representa os estados nordestinos (só a Bahia contribui com nove representantes).

Na Região Sudeste o partido elegeu dezenove representantes, sendo sete deputados e um senador por Minas Gerais e cinco deputados federais pelo Estado do Rio de Janeiro. No estado de São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, o partido detém quatro deputados federais, 11 deputados estaduais e 45 prefeituras. Já no Rio de Janeiro, sob César Maia, que não pode aspirar a uma nova reeleição por estar em segundo mandato consecutivo, lançou a deputada federal Solange Amaral como candidata do partido, mas não logrou êxito. Eduardo Paes, do PMDB foi o eleito.

Rodrigo Maia, filho de César Maia, primo de José Agripino Maia, foi o primeiro presidente do DEM, eleito em 28 de março de 2007. Assim como Rodrigo Maia, Antônio Carlos Magalhães Neto dá continuidade à linhagem política paterna.

O Democratas é o único partido conservador e liberal no Brasil e compôs, junto com o PSDB, o PPS e os pequenos partidos de esquerda, a oposição ao governo Lula e atualmente ao governo Dilma. Possui a oitava maior bancada na Câmara Federal, e a sexta no Senado Federal, além de governar 278 prefeituras [24] .

Nas eleições de 2006 e 2008, houve redução da bancada do partido na câmara dos deputados e do número de prefeituras administradas pelo partido. Com a expulsão de José Roberto Arruda e a saída de Raimundo Colombo, o DEM governa apenas o estado do Rio Grande do Norte com Rosalba Ciarlini. O DEM governou de março de 2006 a 2011 a maior cidade do país, São Paulo, com Gilberto Kassab até a criação do PSD. Em 2012, o partido elegeu João Alves Filho prefeito em Aracaju e Antônio Carlos Magalhães Neto em Salvador, suas duas únicas capitais. Isso não impediu que o partido elegesse 278 prefeitos, número inferior ao registrado em 2008, em que pese o declínio da oposição, incluindo PSDB e PPS e a formação do terceiro PSD. Curiosamente, o PSD de Kassab, prefeito paulistano, que elegeu 497 prefeitos em 2012, venceu em 33 cidades em São Paulo. Atrás do DEM, que elegeu 45 prefeitos neste Estado.

Os Democratas são a primeira agremiação brasileira desde o fim do bipartidarismo em 1979 sem "partido" no nome, e também cuja sigla não é um acrônimo.

História

NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde outubro de 2012).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.

O Democratas é o sucessor da antiga Frente Liberal (PFL), que por sua vez foi uma dissidência do antigo Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Aliança Renovadora Nacional. É considerado como o herdeiro ideológico da antiga União Democrática Nacional (UDN).

União Democrática Nacional

A União Democrática Nacional (UDN) era um partido político brasileiro fundado em 7 de abril de 1945, frontalmente opositor às políticas e à figura de Getúlio Vargas e de orientação conservadora. Seu famoso lema era "O preço da liberdade é a eterna vigilância" e seu símbolo era uma tocha acesa. O "udenismo" caracterizou-se pela defesa do liberalismo clássico e da moralidade, e pelo ataque ao populismo. Era um partido com forte apoio das classes médias urbanas e de parte da elite. Assim como o atual DEM, era considerado o partido mais à direita no espectro político brasileiro. Hoje muitos integrantes do DEM são herdeiros políticos de antigas famílias udenistas, como os Caiado (GO), os Maia (PB, RN e RJ) e os Magalhães (BA).

Aliança Renovadora Nacional

A ARENA (Aliança Renovadora Nacional) foi um partido político fundado em 4 de abril de 1966, meses após a extinção do pluripartidarismo a partir da adesão majoritária de membros da União Democrática Nacional (UDN) e do Partido Social Democrático (PSD) além das legendas conservadoras de menor vulto eleitoral. Base parlamentar do Regime Militar de 1964, recebeu uma votação esmagadora nas eleições legislativas de 1966 e 1970 graças a fatores como a fraqueza da oposição oficial, representada pelo Movimento Democrático Brasileiro (MDB). Contudo o avanço do MDB em 1974 e 1978 fez o governo alterar as regras políticas de modo a aumentar sua bancada. Uma semana após o decretado do fim do bipartidarismo, a ARENA é oficialmente extinta em 29 de novembro de 1979. Seus membros refundam o Partido Democrático Social (PDS) que passa a ser o suporte do governo do então presidente-general João Figueiredo.

Cisão no PDS

Ainda sob o efeito do crescimento oposicionista, o governo manobra para garantir maioria ao PDS nas eleições seguintes, dando o primeiro passo ao prorrogar a realização do pleito municipal de 1980, transferindo-o para 1982, quando seriam eleitos pelo voto direto os governadores de estado (pela primeira vez desde os anos 1960) e escolhidos os integrantes do Congresso Nacional que ajudariam a compor o Colégio Eleitoral na eleição do novo Presidente da República em 1985. Fazendo uso do decurso de prazo (instrumento que garantia a aprovação de um projeto de lei do Executivo nos moldes exatos em que foi enviado ao parlamento se este não o apreciar em tempo hábil) o governo aprova em 11 de janeiro de 1982 uma lei eleitoral que proibia as coligações partidárias e instituía a obrigatoriedade do voto apenas em candidatos de um mesmo partido. Graças a esses "planos de contingência" o PDS pode eleger o maior número de governadores, senadores, deputados federais, deputados estaduais, prefeitos e vereadores.

O ano de 1984 ficou marcado na história brasileira por uma série de acontecimentos que contribuíram para pôr fim ao regime militar instaurado em 31 de março de 1964. Durante os quatro primeiros meses do ano uma série de comícios organizados pela oposição e com o apoio maciço da sociedade civil deu forma à campanha das Diretas Já que exigia eleições diretas para Presidente conforme previa a Emenda Dante de Oliveira. Em 10 de janeiro o PDS rejeitou tal proposição, mas em 7 de fevereiro surgiu um grupo pró-Diretas no partido. Nesse meio tempo houve um comício em Curitiba e no dia do aniversário de São Paulo 300 mil pessoas compareceram a um outro na Praça da Sé. A reação do governo foi conhecida através de um pronunciamento do presidente Figueiredo pela televisão no vigésimo aniversário do regime quando o mesmo admitiu a eleição direta, mas somente para 1988. Às vésperas da votação, foi decretado estado de emergência no Distrito Federal e em alguns municípios de Goiás sendo que em 25 de abril de 1984 a ausência de 112 deputados pedessistas impediu que se alcançasse o quorum necessário para a apreciação da emenda pelo Senado Federal.

Partido da Frente Liberal

Partido da Frente Liberal

Frustrada a eleição direta as discussões sobre a sucessão presidencial se voltam para o Colégio Eleitoral. Nesse ponto o PDS se encontrava buliçoso e os embates resultaram nas candidaturas de Paulo Maluf, antigo governador biônico de São Paulo, e Mário Andreazza.

Uma dissidência dentro do PDS, conhecida por Frente Liberal, que conversava com o PMDB, apoiou Tancredo Neves ainda antes da escolha de Paulo Maluf e Flávio Marcílio (deputado federal pelo Ceará e piauiense de nascimento) como candidatos a presidente e a vice-presidente da República em vez de Mário Andreazza e Divaldo Suruagy. Os malufistas, contudo, não puderam impedir a debandada de seus adversários rumo à candidatura oposicionista. Com o apoio de Aureliano Chaves, Marco Maciel, Jorge Bornhausen, Ney Braga e Guilherme Palmeira, dentre outros, a Frente Liberal indicou José Sarney como candidato a vice-presidente na chapa do PMDB. No dia 15 de janeiro de 1985 a chapa Tancredo/Sarney obteve 480 dos 686 votos do Colégio Eleitoral (70% do total). Nove dias depois, em 24 de janeiro de 1985, surgiu o Partido da Frente Liberal (PFL), arrimo da aliança que elegeu Tancredo Neves e sustentou a seguir o governo Sarney.

Em mais de vinte anos de história, o Partido da Frente Liberal fez do Nordeste base de sua força política graças aos nomes de Antônio Carlos Magalhães na Bahia, Marco Maciel em Pernambuco e da família Sarney no Maranhão (embora José Sarney nunca deixou o PMDB). Ao todo o partido elegeu o governador no Distrito Federal e em mais treze estados bem como prefeitos em onze capitais brasileiras, inclusive Rio de Janeiro e Curitiba, marco de sua incursão no Sudeste e no Sul do Brasil, respectivamente. Quanto ao Congresso Nacional e às disputas municipais, o partido sempre esteve situado entre os dois primeiros lugares.

Aureliano Chaves é escolhido candidato a Presidente da República em 1989. A tibieza de sua campanha contudo levou suas bases a apoiar a candidatura de Fernando Collor do PRN, ainda que senadores pefelistas tenham arquitetado a candidatura do empresário Silvio Santos numa manobra tolhida pelo Tribunal Superior Eleitoral. Aliado de Collor no segundo turno da eleição contra Luiz Inácio Lula da Silva, o PFL participou de seu governo e mesmo após o impeachment integrou a coalizão que sustentou Itamar Franco. Nos anos de 1994 e 1998 apoiou Fernando Henrique Cardoso e assim garantiu a vaga de vice-presidente para Marco Maciel. Próximo ao pleito de 2002 uma operação da Polícia Federal em São Luís prejudicou a pré-candidatura de Roseana Sarney à presidência e levou ao rompimento com o governo.

Opositor indormido do governo Lula, o PFL recompôs sua coligação com o PSDB com vistas à eleição presidencial de 2006 e apresentou o senador pernambucano José Jorge como vice-presidente na chapa de Geraldo Alckmin. Nesse mesmo ano o partido assistiu à posse de Cláudio Lembo como governador de São Paulo após a renúncia de Alckmin para disputar o Planalto assim como a entronização de Gilberto Kassab como alcaide paulistano diante da renúncia de José Serra para disputar (e vencer) o governo do estado.

Após a derrota de Geraldo Alckmin no segundo turno das eleições presidenciais de 2006, o senador Jorge Bornhausen, presidente do partido à época, anunciou a intenção de lançar candidato próprio (talvez o prefeito do Rio de Janeiro César Maia) à Presidência da República em 2010 ao invés de apoiar novamente um candidato tucano. Em 28 de março de 2007 o partido é refundado.

Refundação do partido

Refundação PFL-DEM (2007)

Em 28 de março de 2007, o partido muda de nome para recuperar sua imagem após péssimos resultados nas eleições de 2006, em que perdeu dezenove cadeiras na Câmara dos Deputados e uma cadeira no Senado, além de conquistar apenas o governo do Distrito Federal. O primeiro nome escolhido foi "Partido Democrata" (PD). Entretanto, decidiram modificar sua sigla para DEM e seu nome para "Democratas". A eleição do deputado fluminense Rodrigo Maia como presidente do partido indica uma mudança de núcleo do Nordeste para o Rio de Janeiro e São Paulo.[carece de fontes?]

A tentativa de uma nova imagem para o antigo PFL não chegou a ser uma aspiração isolada, na verdade quando da organização da ainda Frente Liberal um dos nomes cogitados para a nova agremiação foi o de "Partido Liberal Progressista" (PLP), contudo tal ação não vingou. Segundo a Fundação Getúlio Vargas durante o governo Collor uma informação atribuída ao Ministro da Justiça Jarbas Passarinho (e por ele negada com veemência) dava conta de que o PDS e PFL teriam a intenção de se reagrupar no "Partido Social Liberal" (PSL), aliás o termo "social" surgiu como alternativa para uma mudança de nome do partido algum tempo depois, entretanto havia quem apregoasse somente a alteração na expressão "frente" de modo a preservar a sigla PFL. Durante a transição para a nova sigla foi revelado por Jorge Bornhausen que "PFL" era uma denominação provisória apesar de decorridos vinte e dois anos desde a fundação do partido e a expressão "democratas" serve como um contraponto ao que ele qualificou de "onda de populismo" na América do Sul.

O partido trocou seus líderes por uma geração mais jovens como Gilberto Kassab ou Kátia Abreu.[25] [26]

Como uma das maiores conquistas até o momento, o partido conseguiu a derrubada da CPMF, tendo sua bancada fechado questão no Senado Federal contra a contribuição, defendendo a filosofia liberal de redução da carga tributária,[26] .

Para as eleições de 2010, DEM, PSDB e PPS formalizaram um pré-acordo para a constituição da coligação oposicionista, intitulada "Bloco Democrático-Reformista". Assim, o DEM lançou o deputado do Rio de Janeiro, Índio da Costa, como candidato a vice-presidente na chapa do candidato a presidente do PSDB, José Serra.

Em novembro de 2009, o partido defrontou-se com o escândalo Mensalão do GDF ou mensalão do DEM de Brasília,[27] envolvendo o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda. No entanto, como o partido deliberou pela expulsão de Arruda, o mesmo pediu desfiliação do partido no dia 10 de dezembro de 2009, para evitar um desgaste político ainda maior.

Cisão de 2011

Gilberto Kassab e outros correligionários insatisfeitos decidem criar em 2011 o Partido Social Democrático.[28] , dedicado a uma orientação política menos conservadora e mais centrista. O Democratas recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral contra a criação da nova sigla, porém sem êxito.[29] O partido perdeu para o PSD dezessete deputados federais, uma senadora (Kátia Abreu), um governador (Raimundo Colombo) e diversos deputados estaduais e vereadores.[30]

Controvérsia

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), que conta com o apoio de entidades de representação da sociedade civil, divulgou em outubro de 2007 um estudo do TSE que aponta um ranking de cassações de políticos por corrupção. Entre 2000 e 2007, 623 políticos de diversos partidos tiveram seus mandatos cassados, não incluídos casos de cassações por condenações criminais. No período assinalado, o DEM lidera este ranking, com um total de 69 cassações (29% do total), seguido pelo PMDB, com 66 (19,5%) e pelo PSDB, com 58(17,1%).[31]

Principais Lideranças

José Agripino: presidente do DEM

Bancada na Câmara dos Deputados

Composição atual

Deputados AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
28 0 0 1 1 3 0 0 0 1 0 4 1 1 1 2 2 0 2 1 2 0 1 1 0 1 4[32] 1

Bancada eleita para a legislatura

Legislatura Eleitos  % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
54ª (2011-2015)
43 8,38 0 0 1 1 6 0 0 0 3 1 3 1 1 1 1 2 2 2 2 2 0 1 1 3 1 6 2 -22
53ª (2007-2011)
65 12,67 0 2 1 1 13 0 2 0 1 2 6 0 0 2 1 3 2 5 5 1 0 2 2 3 3 5 3 -19
52ª (2003-2007)
84 16,37 0 2 3 0 19 2 1 0 3 7 7 1 1 1 1 5 4 2 4 2 1 3 1 2 2 7 3 -21
51ª (1999-2003)
105 20,47 3 1 4 2 20 1 1 1 2 6 8 1 1 3 3 8 5 6 9 3 2 0 1 3 0 8 3

Participação do partido nas eleições presidenciais

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Aécio Neves (PSDB) Aloysio Nunes (PSDB) PSDB, PMN, SD, DEM, PEN, PTN, PTB, PTC e PTdoB
2010 José Serra (PSDB) Indio da Costa (DEM) PSDB, DEM, PTB, PPS, PMN e PTdoB 43.711.388 43,95
2006 Geraldo Alckmin (PSDB) José Jorge (PFL) PSDB e PFL 37.543.178 39.17
1998 Fernando Henrique Cardoso (PSDB) Marco Maciel (PFL) PSDB, PFL, PPB, PTB e PSD 35.936.540 53,06
1994 Fernando Henrique Cardoso (PSDB) Marco Maciel (PFL) PSDB, PFL e PTB 34.364.961 54,27
1989 Aureliano Chaves Cláudio Lembo sem coligação 600.838 0,83

Referências

  1. Governadores 2010 UOL.
  2. Resultados da eleição municipal de 2012 Google Política e Eleições.
  3. Senadores 2010 UOL.
  4. Deputados federais 2010 UOL.
  5. Deputados estaduais 2010 UOL.
  6. Vereadores Eleitos no País em 2012 G1.
  7. Cesar Maia fala sobre eleições de 2012 no Rio Diariodorio.com.
  8. Kassab quer comando do DEM iG. Ultimosegundo.ig.com.br.
  9. Partidos iniciam articulação para 2011 Redebrasilatual.com.br.
  10. a b Luiz Carlos Azenha (19 de Agosto de 2010). Guinada a direita (em português) Vi o mundo. Viomundo.com.br. Página visitada em 10 de Novembro de 2010.
  11. DEM recusa ideia de fusão com o PSDB Estadão.com.br.
  12. DEM: CANDIDATURA PRÓPRIA EM 2014 Blogdemocrata.com.br.
  13. Aliança de direita se desmancha e DEM procura candidato para 2014 (em português) Correio do Brasil (6 de Novembro de 2010). Página visitada em 10 de Novembro de 2010.
  14. Espaço da direita no Senado tende a cair pela metade (em português) Correio do Brasil (26 de Julho de 2010). Página visitada em 10 de Novembro de 2010.
  15. Cândido Mendes (10 de Novembro de 2010). Direita inquietante do DEM (em português) Jornal do Brasil. Jb.com.br. Página visitada em 10 de Novembro de 2010.
  16. Sócrates Santana (9 de Novembro de 2010). A insustentável leveza do DEM Pimentanamuqueca.com.br. Página visitada em 10 de Novembro de 2010.
  17. Entrevista de Jorge Bornhausen à Veja em 2006 Veja.
  18. Adriana Vasconcelos. Líder do DEM, senador Demóstenes Torres diz que companheiros de oposição têm batido cabeça. Página visitada em 02 de Dezembro de 2012.
  19. Visto o partido pertencer à Internacional Democrata Centrista (antiga Internacional Democrata Cristã e grupo do qual fazem parte partidos conservadores do mundo todo) e não a Internacional Liberal como os partido puramente liberais.
  20. Cujo nome sempre foi provisório desde a fundação durante a redemocratização.
  21. Tribunal Superior Eleitoral:. Partidos políticos registrados no TSE Tse.jus.br. Página visitada em 25 de julho de 2007.
  22. a b c Nicolau, Nicolau (13 de agosto de 2010). O Declínio Inequívoco do PFL Papo Político. Papopolitico.com.br.
  23. [1]
  24. [2]
  25. Revista IstoÉ, nr. 2049, de 18 de fevereiro de 2009, pg. 51-2
  26. a b Revista IstoÉ, nr. 2049, de 18 de fevereiro de 2009, pg. 52
  27. Imagens do mensalão do DEM de Brasília chocam o Brasil Globo.com. Video.globo.com.
  28. Cronologia da criação do PSD de Gilberto Kassab Site da Folha de S. Paulo.
  29. TSE concede registro ao PSD, que concorrerá em 2012 Veja.
  30. [3] Estadão.com.br (27 de dezembro de 2011).
  31. Balanço mostra 623 cassações de mandatos de 2000 em diante por corrupção G1/Globo.com. Página visitada em 23/03/2014.
  32. http://www.dem.org.br/2013/09/democratas-filia-o-deputado-federal-marcelo-aguiar/

Bibliografia

  • CANTANHEDE, Eliane - O PFL. São Paulo: Publifolha, 2007.
  • Revista ISTO É: Brasil 500 Anos - Atlas Histórico. São Paulo, Editira Três, 1998.

Ligações externas

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Democratas (Brasil)