Hugo Napoleão do Rego Neto

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Hugo Napoleão do Rego Neto (Portland[1], 31 de outubro de 1943) é um advogado e político brasileiro radicado no estado do Piauí. Foi duas vezes deputado federal, duas vezes senador, três vezes ministro de estado e por dois mandatos alternados foi governador do referido estado. É filiado aos Democratas (DEM).

[editar] Biografia

Filho do diplomata Aluísio Napoleão de Freitas Rego, é advogado formado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1967. Nesse mesmo ano iniciou sua carreira profissional com um estágio na Procuradoria Geral de Justiça do estado da Guanabara passando depois à condição de assessor jurídico do Banco Denasa de Investimentos S/A (1968) e a membro do escritório de advocacia Nunes Leal (1971) interrompendo sua trajetória profissional em razão de seu ingresso na política.

Política

Neto de Hugo Napoleão do Rego, eleito deputado federal pelo PSD do Piauí em 1954, recebeu de seus familiares diversos convites para disputar eleições e assim dar continuidade à trajetória de seu clã político, declinando dos mesmos para não interromper seu curso de Direito. Depois de formado aguardou ainda por alguns anos até que se filiou a ARENA e foi eleito deputado federal em 1974 e 1978 sendo que neste último ano teve seu nome ventilado como postulante ao governo do Piauí preferindo no entanto apoiar o médico Lucídio Portela em razão de sua fidelidade política para com o senador Petrônio Portela, irmão de Lucídio. Em 1980 ingressou no PDS e foi eleito governador do Piauí em 1982, o primeiro escolhido por sufrágio popular após um hiato de vinte anos, tendo como antagonista o senador Alberto Silva, candidato do PMDB. Uma vez investido no cargo Hugo Napoleão manteve-se alinhado com seu antecessor até os acontecimentos que redundaram na escolha do deputado federal Paulo Maluf como candidato do PDS à Presidência da República apesar da veemente oposição interna. Consumada a escolha, Hugo Napoleão somou-se aos dissidentes da legenda na Frente Liberal e hipotecou apoio à candidatura de Tancredo Neves (PMDB), fato que o fez desentender-se com Lucídio Portela a quem sucedera no comando do executivo estadual visto que este último manteve-se fiel a Maluf.

Sem o arrimo de seu antigo partido ingressou no PFL e trouxe consigo do PDS o vice-governador do estado, um dos dois senadores, quatro dos seis deputados federais e dezesseis dos dezessete deputados estaduais e a maioria dos prefeitos pedessistas. Em 14 de maio de 1986 renunciou ao cargo transferindo o poder ao vice-governador Bona Medeiros. Em novembro daquele ano foi eleito senador pelo Piauí chegando ao posto de presidente nacional do PFL alguns anos mais tarde.

Ministro de Estado

Entre outubro de 1987 e janeiro de 1989 sua vaga no Senado Federal foi ocupada por seu primeiro suplente o escritor Álvaro Pacheco, visto que Napoleão fora nomeado Ministro da Educação pelo presidente José Sarney acumulando por um breve período o cargo de Ministro da Cultura. Ao deixar seu posto no Executivo foi guindado à presidência da executiva nacional do PFL e ainda antes das eleições presidenciais de 1989 ensaiou uma articulação a favor da candidatura do empresário Sílvio Santos ao Palácio do Planalto, manobra logo abortada. Após o afastamento do presidente Fernando Collor foi nomeado ministro das Comunicações por Itamar Franco, o sucessor do mandatário afastado, permanecendo no cargo entre outubro de 1992 e dezembro de 1993, o que permitiu nova convocação de Álvaro Pacheco. Em 1994 foi reeleito senador e tornou-se o primeiro político piauiense a romper a marca do meio milhão de votos. Nesse novo mandato foi escolhido por seus pares líder do PFL no Senado Federal.

Volta ao governo

Em 1998 foi candidato a governador do Piauí pela coligação Avança Piauí contudo perdeu a eleição para o médico Francisco de Assis de Moraes Souza, o Mão Santa, reeleito governador em segundo turno. Mesmo vencido nas urnas impetrou uma ação de impugnação de mandato eletivo contra seu adversário por abuso de poder econômico durante a camapanha eleitoral, tese afinal aceita pelo Tribunal Superior Eleitoral que cassou Mão Santa em 6 de novembro de 2001 com base na denúncia formulada por sua coligação. Empossado em 19 de novembro, Hugo Napoleão renunciou ao mandato de senador poucas horas antes de seu retorno ao governo do estado e em seu lugar foi efetivado o médico Benício Sampaio (então filiado ao PPB, o atual PP). Candidato a reeleição em 2002 pela coligação O Piauí que o Povo Quer foi derrotado ainda em primeiro turno por Wellington Dias a despeito de ter iniciado a campanha como favorito. Quatro anos mais tarde ensaiou uma candidatura a deputado federal mas optou por disputar o Senado sendo derrotado pelo empresário João Vicente Claudino.

[editar] Fontes de Pesquisa

Polícia Militar do Piauí - Almanaque. Teresina, 1986.
SANTOS, José Lopes dos - Novo Tempo Chegou. 1ª Ed. Brasília, Senado Federal, 1983.

Referências

  1. Diversas fontes divergem com relação ao local de nascimento de Hugo Napoleão. A página do Senado Federal informa Portland (Oregon, Estados Unidos); a página do Tribunal Superior Eleitoral traz a localidade piauiense de José de Freitas como naturalidade e, por fim, a página do Ministério da Educação informa que a cidade natal seria o Rio de Janeiro


Precedido por
Lucídio Portela
Governador do Piauí
19831986
Sucedido por
Bona Medeiros
Precedido por
Celso Furtado
Ministro da Cultura do Brasil
1988
Sucedido por
José Aparecido de Oliveira
Precedido por
Affonso Camargo Neto
Ministro das Comunicações do Brasil
19921993
Sucedido por
Djalma Bastos de Morais
Precedido por
Kléber Eulálio
Governador do Piauí
20012003
Sucedido por
Wellington Dias



  Este artigo é um esboço sobre Biografias. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.
Ferramentas pessoais