Ciro Gomes

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Ciro Gomes
Deputado Federal pelo Ceará Ceará
Mandato 1 de fevereiro de 2007
até 31 de dezembro de 2011
Ministro da Integração Nacional do Brasil Brasil
Mandato 1 de janeiro de 2003
até 31 de março de 2006
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Antecessor(a) Luciano Barbosa
Sucessor(a) Pedro Brito
Ministro da Fazenda do Brasil Brasil
Mandato 6 de setembro de 1994
até 1 de janeiro de 1995
Presidente Itamar Franco
Antecessor(a) Rubens Ricupero
Sucessor(a) Pedro Malan
52.º Governador do Ceará Ceará
Mandato 15 de março de 1991
até 6 de setembro de 1994
Antecessor(a) Tasso Jereissati
Sucessor(a) Francisco Aguiar
43.º Prefeito de Bandeira de Fortaleza.svg Fortaleza
Mandato 15 de março de 1989
até 2 de abril de 1990
Antecessor(a) Maria Luíza Fontenele
Sucessor(a) Juraci Magalhães
Deputado Estadual do Ceará Ceará
Mandato 15 de março de 1983
até 15 de março de 1989
Vida
Nascimento 6 de novembro de 1957 (56 anos)
Pindamonhangaba, São Paulo
Nacionalidade  brasileiro(a)
Dados pessoais
Cônjuge Patrícia Saboya (1983 - 1999)

Patrícia Pillar (1999 - 2012)

Partido PDS (1979 - 1983)
PMDB (1983 - 1988)
PSDB (1988 - 1996)
PPS (1996 - 2003)
PSB (2003 - 2013)
PROS (2013-)
Profissão Advogado e Professor

Ciro Ferreira Gomes (Pindamonhangaba, 6 de novembro de 1957) é um advogado, professor universitário e político brasileiro radicado em Sobral, Ceará, desde 1968. É formado em direito pela Universidade Federal do Ceará.[1]

Foi casado com Patrícia Saboya Gomes, sua aliada política e atualmente Deputada Estadual pelo Ceará. Também foi casado com a atriz Patrícia Pillar, de quem se separou em janeiro de 2012.[2]

Dois de seus seis irmãos seguiram carreira política, Cid Gomes governador do Ceará reeleito em 2010, e Ivo Gomes deputado estadual.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Em 1979, disputou as eleições da UNE, onde concorreu para vice-presidente na chapa Maioria, que na época era vista como uma tentativa da direita de buscar influência no âmbito estudantil.

Iniciou a carreira política no PDS, sucessor da Aliança Renovadora Nacional, a Arena, partido que dava sustentação à Ditadura Militar Brasileira. Em 1980 a agremiação passou a se chamar PDS, partido pelo qual disputou seu primeiro pleito, tendo se filiado ao partido poucos meses antes, elegendo-se deputado estadual em 1982.[3] Em 1983 trocou de partido, passando para o PMDB, partido pelo qual reelegeu-se deputado estadual em 1986. Em 1988 migrou ao PSDB e conseguiu ser eleito, neste mesmo ano, prefeito de Fortaleza. Na eleição presidencial de 1989, apoiou no primeiro turno Mário Covas, candidato de seu partido, e Lula, no segundo turno. Em 1990, foi eleito governador do Ceará vencendo Paulo Lustosa. Foi o primeiro governador a ser eleito pelo PSDB. Ficou no posto entre 1991 e 1994.

Deixou o cargo para assumir o Ministério da Fazenda em 6 de setembro de 1994 a convite do então presidente Itamar Franco. Sucedeu, nesta ocasião, Rubens Ricupero, flagrado confidenciando ao jornalista Carlos Monforte que havia problemas no Plano Real no instante em que a Rede Globo estava se preparando para colocar no ar um programa jornalístico (no episódio conhecido como escândalo da parabólica).

Foi membro do PSDB até 1996, quando filiou-se ao recém-criado PPS (do antigo Partido Comunista Brasileiro, presidido por Roberto Freire - fundado em 19 de março de 1992) para concorrer à presidência da República em 1998. Foi o terceiro mais votado com 7.426.190 votos (ficou atrás de Fernando Henrique Cardoso e Luís Inácio Lula da Silva). Em 2002 disputou novamente o cargo público mais importante do país pelo PPS e terminou o pleito em terceiro lugar com 10.170.882 votos (ficou atrás de Lula e José Serra). No segundo turno, apoiou Lula. Nessa campanha, afirmou que havia combatido a ditadura militar.[3]

Passou em 2003, por não concordar com Freire quanto à oposição do PPS ao governo, para o PSB. Aceitou então convite de Lula para assumir o Ministério da Integração Nacional, responsável pelo desenvolvimento regional e obras de infraestrutura. No ministério, Ciro favoreceu os repasses a prefeituras do Ceará, o que tarde foi objeto de uma investigação sobre o possível desvio de milhões de reais dos cofres públicos.[4]

Foi divulgada, em 2010, pela revista Veja, uma investigação da Polícia Federal sobre o suposto desvio de 300 milhões de reais de verbas do Ministério da Integração Nacional, entre 2003 e 2009, quando Ciro era o titular da pasta, para financiar campanhas políticas. A investigação também levantou o suposto envolvimento de Cid Gomes e do político cearense Zezinho Albuquerque no esquema de desvio de recursos.[4] O esquema contaria também com a participação do empresário Raimundo Morais Filho, segundo ele próprio afirmou aos seus advogados, em vídeo obtido pela revista Época.[5]

Dois dias após a reportagem da revista Veja, a Polícia Federal emitiu uma nota oficial negando qualquer envolvimento de Ciro Gomes ou de seu irmão Cid em um esquema de corrupção, como publicado pela revista.[carece de fontes?] Revelou ainda na nota que a investigação corre em segredo de jsutiça, portanto qualquer acusação feita pela revista seria infundada e sem base.[carece de fontes?]

Em março de 2006 Ciro renunciou ao cargo para concorrer à Câmara dos Deputados Federais pelo Estado do Ceará. A candidatura ocorreu devido à chamada "cláusula de barreiras". Ela minava partidos políticos que não tivessem pelo menos 5% de votos em âmbito nacional. Assim, Ciro quis "salvar" o PSB da degola política e se candidatou, pois sabia que teria ampla votação. Caso contrário ele estaria na disputa pelo governo do Ceará ou como candidato a vice-presidente na chapa com Luiz Inácio Lula da Silva. Foi eleito o deputado federal proporcionalmente mais votado do Brasil com mais de 16% dos votos. "Salvou" o PSB. Seu irmão Cid Gomes foi eleito governador do Ceará no mesmo ano.

Em 2005, defendeu Lula no caso do mensalão.[6]

Em 2007, foi divulgado que Victor Samuel Cavalcante da Ponte, amigo pessoal de Ciro e responsável pela arrecadação da campanha dele e de seu irmão Cid Gomes em 2006, e diretor-administrativo do Banco do Nordeste, respondia a processo administrativo por reduzir, por meio de acordo, sem possuir os poderes legais, uma dívida do banco com a empresa Frutas do Nordeste do Brasil S.A. (Frutan) de 65 milhões para 6,6 milhões de reais. Na época do acordo, Ciro havia enviado cartas a empresários dizendo que Ponte falava em seu nome e de seu irmão em relação à contribuição para suas campanhas políticas.[7] Ciro Gomes informou que nunca interveio nas operações do banco e que ligar seu nome ao caso "é forçar notoriamente a barra".[8]

Em 22 de abril de 2008, afirmou em sabatina da Folha que poderia se candidatar à presidência do Brasil em 2010.[9] Já em 18 de junho de 2009, admitiu ponderar sobre candidatura ao cargo de governador do estado de São Paulo.[10] Mas não se candidatou a nenhum cargo público nas eleições de 2010. Ciro resolveu não participar da campanha de Dilma durante o 1º Turno, e somente se integrou para ajudar na disputa durante o 2º Turno.[11]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Precedido por
Maria Luíza Fontenele
Prefeito de Fortaleza
19891990
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Juraci Magalhães
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Tasso Jereissati
Governador do Ceará
19911994
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Ministro da Fazenda do Brasil
19941995
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Luciano Barbosa
Ministro da Integração Nacional
20032006
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Pedro Brito