Afonso Celso de Assis Figueiredo

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Afonso Celso de Assis Figueiredo
Visconde de Ouro Preto
Deputado Geral por Minas Gerais
Mandato 1864 a 1879
Senador por Minas Gerais
Mandato 17ª à 20ª legislatura (senador vitalício)
Ministro da Marinha
Mandato 1866 a 1868
Ministro da Fazenda
Mandato 1879 a 1880, 1889
Presidente do Conselho de Ministros
Mandato 1889
Vida
Nascimento 21 de fevereiro de 1836
Ouro Preto
Morte 21 de fevereiro de 1912 (76 anos)
Rio de Janeiro
Progenitores Mãe: Maria Madalena de Figueiredo
Pai: João Antônio Afonso
Dados pessoais
Alma mater Faculdade de Direito de São Paulo
Cônjuge Francisca de Paula Martins de Toledo
Partido Liberal[1]
Profissão político, professor
Títulos nobiliárquicos
Visconde de Ouro Preto, com grandeza 13 de junho de 1888
}

Afonso Celso de Assis Figueiredo,[nota 1] visconde de Ouro Preto, (Ouro Preto, 2 de fevereiro de 1836Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1912), foi um político brasileiro.[2]

No início do século XX, posteriormente à proclamação da república, foi professor de Direito Civil e Comercial da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro. Foi um dos políticos mais importantes do Segundo Reinado do Império do Brasil e grande amigo de D. Pedro II.

Armas do visconde de Ouro Preto.

Foi eleito senador pela província de Minas Gerais e tomou posse em 26 de abril de 1879.[3] Também ocupou os cargos de secretário de Polícia, inspetor da Tesouraria Provincial e procurador da Fazenda. Tendo sido deputado provincial em dois mandatos e deputado geral por Minas Gerais por quatro vezes.

Foi ministro da Marinha e da Fazenda e membro do Conselho de Estado. Presidiu o último Conselho de Ministros do Império. Assis Figueiredo foi preso em 15 de novembro de 1889 no Quartel-General do Campo de Santana, no dia da proclamação da república, com todo o ministério, tendo sido exilado em seguida.

Ainda no Império, o visconde de Ouro Preto, monarquista convicto, abraçou a causa abolicionista. Quando senador, criou um imposto de 20 réis sobre o preço das passagens de bonde, fato que gerou grande agitação no Rio de Janeiro, conhecida como a "Revolta do Vintém", em janeiro de 1880.

Publicou, entre outras obras, A esquadra e a oposição parlamentar e Advento da ditadura militar. Foi agraciado com o título nobiliárquico de visconde em 13 de junho de 1888.

Casou em 6 de janeiro de 1859 com Francisca de Paula Martins de Toledo (São Paulo, 11 de fevereiro de 1839 — Rio de Janeiro, 22 de abril de 1916), filha do coronel da Guarda Nacional e conselheiro Joaquim Floriano de Toledo, e de sua segunda esposa, Ana Margarida da Graça Martins. Do casamento entre o visconde de Ouro Preto e Francisca de Paula nasceu o imortal Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, que veio a fundar o Jornal do Brasil. Francisca de Paula era irmã de Carlota Martins de Toledo, esposa de Jorge João Dodsworth, o segundo barão de Javari. Dodsworth era cunhado do barão de Tefé e, portanto, tio de Nair de Tefé.

Seu irmão, Carlos Afonso de Assis Figueiredo, foi ministro da Guerra e presidente da província do Rio de Janeiro. O visconde de Ouro Preto escreveu uma obra de história sobre os dez primeiros anos da República.

O gabinete de 7 de junho de 1889[editar | editar código-fonte]

Foi presidente do Conselho de Ministros e simultaneamente ministro da Fazenda

Notas

  1. Pela grafia arcaica, Affonso Celso de Assis Figueiredo.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Francisco de Paula da Silveira Lobo
Ministro da Marinha do Brasil
1866 — 1868
Sucedido por
João Maurício Wanderley
Precedido por
Gaspar da Silveira Martins
Ministro da Fazenda do Brasil
1879 — 1880
Sucedido por
José Antônio Saraiva
Precedido por
João Alfredo Correia de Oliveira
Primeiros-ministro do Brasil
1889
Sucedido por
Tancredo Neves
(presidência de João Goulart)
Precedido por
João Alfredo Correia de Oliveira
Ministro da Fazenda do Brasil
1889
Sucedido por
Cândido Luís Maria de Oliveira
Precedido por
Cândido Luís Maria de Oliveira
Ministro da Fazenda do Brasil
1889
Sucedido por
Ruy Barbosa