Fernando Haddad

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Fernando Haddad
Fernando Haddad em 2012
Prefeito de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg[1]
Mandato 1 de janeiro de 2013
a atualidade
Antecessor(a) Gilberto Kassab
Ministro da Educação do Brasil
Mandato 29 de julho de 2005
até 24 de janeiro de 2012
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva
Dilma Rousseff
Antecessor(a) Tarso Genro
Sucessor(a) Aloizio Mercadante
Vida
Nome completo Fernando Haddad
Nascimento 25 de janeiro de 1963 (51 anos)
São Paulo, São Paulo, Brasil
Nacionalidade  brasileiro(a)
Dados pessoais
Cônjuge Ana Estela Haddad
Partido Partido dos Trabalhadores (PT)
Religião Cristão Ortodoxo[2]
Profissão professor universitário

Fernando Haddad (São Paulo, 25 de janeiro de 1963) é um advogado, acadêmico e político brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores (PT). É o atual prefeito da cidade de São Paulo[3] . Foi ministro da Educação entre julho de 2005 e janeiro de 2012, nos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff[4] .

É professor de Ciência Política da Universidade de São Paulo, universidade na qual foi diplomado em Direito, fez mestrado em Economia e doutorado em Filosofia [5] .

Trabalhou como analista de investimento no Unibanco. Em 2001, foi nomeado subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico pela então prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, permanecendo no cargo até 2003.[6]

Integrou o Ministério do Planejamento durante a gestão Guido Mantega (2003-2004), quando elaborou o projeto de lei que instituiu no Brasil as Parcerias Público-Privadas (PPPs)[7] .

Eleito prefeito de São Paulo pelo PT em 2012, vencendo no segundo turno contra o candidato José Serra do PSDB [1] .

Vida[editar | editar código-fonte]

Família[editar | editar código-fonte]

Fernando Haddad com esposa e filhos e o ex presidente Lula com sua esposa
Fernando Haddad em comício em São Mateus

Fernando Haddad é o segundo de uma família de três filhos. Seu pai, Khalil Haddad, imigrou do Líbano para o Brasil aos 24 anos, em 1947, vindo a estabelecer-se como comerciante atacadista de tecidos [8] [9] . Sua mãe, Norma Thereza Goussain Haddad, filha de libaneses nascida no Brasil, formou-se no curso de Magistério no Liceu Pasteur[10] e atualmente presta serviços filantrópicos, ocupando atualmente a presidência do Grupo Socorrista Maria de Nazaré [11] . Kardecista, D. Norma lia o Evangelho toda semana com Fernando e suas duas irmãs, Priscila e Lúcia, criando nas crianças o hábito da oração antes de dormir, que é mantido até hoje [12] .

A família Haddad cultiva como referência espiritual, Cury Habib Haddad, avô paterno de Fernando, que, ao ficar viúvo, tornou-se padre da Igreja Ortodoxa do Líbano. Naquele país, destacou-se como líder na luta contra o domínio francês, no período posterior à Primeira Guerra Mundial[13] . Morreu em 1961 no Brasil.[14] Fernando Haddad carrega sempre na carteira a foto do avô, que ele não chegou a conhecer [8] .

Infância e juventude[editar | editar código-fonte]

Passou a infância no bairro Planalto Paulista, onde desenvolveu a paixão pelo esporte nos campos de várzeas [9] . Cursou a Pré-Escola e o Ensino Fundamental no Ateneu Ricardo Nunes [15] , e o secundário no Colégio Bandeirantes [9] . Em 1981, ingressou na Faculdade de Direito do Largo São Francisco , da USP [5] . Durante a graduação, Fernando Haddad dividiu-se entre os estudos e o trabalho com o pai no comércio atacadista de tecidos.[9] [12] [13]

Política estudantil[editar | editar código-fonte]

No terceiro ano da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, no Largo São Francisco, começou a militância estudantil. Em um período de distensão da ditadura militar, que acirrava o debate político nas universidades, Fernando Haddad fez uma imersão na leitura de Karl Marx, aplicando-se à crítica ao stalinismo e também ao trotskismo, que considerava apenas uma crítica moralista ao totalitarismo[16] .

Nessa época, conectou-se com o pensamento da Escola de Frankfurt, identificando-se com as teorias críticas de Theodor Adorno, Max Horkheimer e Herbert Marcuse [10] [17] . Associou-se a militantes de fora das duas facções que se revezavam na direção do Centro Acadêmico XI de Agosto - o Partido Comunista Brasileiro, alinhado à União Soviética, e a trotskista Libelu de crítica ao regime soviético [17] . Fernando apoiou a nova chapa que concorria ao centro acadêmico, ironicamente chamada The Pravda - escrita com a junção das logomarcas dos jornais The New York Times (EUA) e Pravda (URSS). Com a vitória, tornou-se em 1984 presidente do Centro Acadêmico XI de Agosto.[8] [9] [13] Na ação política, participou das passeatas e comícios do movimento Diretas Já, em favor do restabelecimento de eleições diretas para Presidente da República [18] .

Formação acadêmica[editar | editar código-fonte]

Formado bacharel em direito, mestre em economia (com a dissertação O caráter sócio-econômico do sistema soviético) desde 1990, e doutor em filosofia (com a tese De Marx a Habermas - O Materialismo Histórico e seu paradigma adequado, sob a orientação de Paulo Arantes) desde 1996. Obteve esses três graus pela Universidade de São Paulo (USP).[5]

No final de 1985 diplomou-se em Direito e, no ano seguinte, foi aprovado no exame da OAB Em outubro de 1986, Haddad foi selecionado para o mestrado em Economia da Universidade de São Paulo (USP), que viria a concluir em 1990, depois de passar um ano (1989) elaborando a tese como aluno visitante da MacGill University [19] .

Prosseguiu a jornada acadêmica na USP cursando, entre 1991 e 1996, o doutorado em Filosofia. Nos dois níveis da pós-graduação defendeu teses de crítica ao socialismo real, adotando em ambas abordagens ancoradas na escola frankfurtiana.[5] [17]

Casamento e filhos[editar | editar código-fonte]

Em 1988, aos 25 anos, casou-se com a dentista paulistana, Ana Estela Haddad[16] [20] , depois de dois anos de namoro e de uma amizade mantida desde que ele tinha 17 anos.

No Canadá, enquanto trabalhava na tese de mestrado, ela fazia estágio em Odontologia[13] [21] . Em 1992 nasceu o primeiro filho, Frederico, e em 2000, a filha Ana Carolina [8] [22] .

Carreira[editar | editar código-fonte]

Em 1986, associou-se ao engenheiro Paulo Nazar, seu cunhado, para atuar no ramo da incorporação e construção.[9] [13] Em 1988, trabalha como analista de investimento do Unibanco.[13] Em 1997, é aprovado no concurso para lecionar na USP, tornando-se, aos 34 anos, professor do departamento de Ciência Política.[5] No mesmo ano, se desfaz do negócio da família em função do agravamento do estado de saúde de Khalil Haddad.[12] A partir de 1998 trabalha como consultor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, onde cria a conhecida Tabela Fipe.[9] [23]

Prefeitura de São Paulo (2001-2003)[editar | editar código-fonte]

Em 2001, assumiu a função como chefe de gabinete da Secretaria de Finanças e Desenvolvimento Econômico do município de São Paulo.[24] no início da gestão da prefeita Marta Suplicy, integrando-se à equipe encarregada de equacionar o desequilíbrio fiscal provocado pelas dívidas herdadas da gestão anterior [25] [26] .

Na Secretaria, comandada por João Sayad, Haddad ajudou a montar uma estratégia de pagamento escalonado aos credores e a organizar as finanças municipais[27] . Ao final de dois anos e meio, segundo fontes do Partido dos Trabalhadores (PT), o município teria alcançado o equilíbrio fiscal, incrementando a capacidade de investimento [28] [29] . Haddad deixou a Secretaria junto com Sayad, no primeiro semestre de 2003. Haddad, no mesmo ano, assumiu a Assessoria Especial do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão e Sayad, em 2005, foi convidado por José Serra, eleito prefeito, para assumir a Secretaria de Cultura do Município de São Paulo.

Dados da nova gestão após o fim da administração de Marta Suplicy revelaram um quadro bastante diferente, com um déficit acumulado de 1,9 bilhão de reais somente no último ano da ex-prefeita Marta Suplicy, o que superou as dívidas com fornecedores deixadas pela gestão de Celso Pitta (1997-2000)[30] . A dívida deixada pela gestão Marta Suplicy com credores ultrapassou a soma de dois bilhões de reais[31] . Não obstante as acusações, o Tribunal de Contas do Município de São Paulo aprovou todas as contas da gestão Marta Suplicy.

Governo Federal[editar | editar código-fonte]

Em 2003, Fernando Haddad foi convidado por Guido Mantega para integrar sua equipe do Ministério do Planejamento, em Brasília[32] . Na função de assessor especial, formata a Lei de Parcerias Público-Privadas, as PPPs, destinada a estimular empresários a investir em áreas consideradas estratégicas pelo governo federal [16] [33] . No ano seguinte, foi promovido ao cargo de Secretário-Executivo do Ministério da Educação, na gestão de Tarso Genro[34] . Desenvolveu então o ProUni, transformando em lei federal o programa de concessão de bolsas de estudo em universidades privadas para estudantes de baixa renda [35] [36] [37] .

Em Brasília, como Ministro da Educação

Haddad assumiu o cargo de Ministro da Educação do Governo Lula em 29 de julho de 2005[38] . Com o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) de 2007[39] , inaugurou no MEC uma visão sistêmica da educação, que levou o Ministério a atuar da creche à pós-graduação[40] [41] [42] [43] . Ainda em 2007, instituiu o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB), que passa a medir a qualidade do ensino fundamental e médio[44] . O novo indicador permite estabelecer metas de desempenho anual para cada escola, município e estado, bem como melhorar a distribuição dos recursos pela identificação das carências localizadas[45] [46] .

Em (2007), substituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica- (FUNDEB)[47] . A mudança ampliou o fundo de financiamento - antes restrito ao ensino fundamental - para toda a educação básica, incluindo creche, pré-escola, ensino médio e modalidades como alfabetização de adultos, educação no meio rural, entre outras.[48] Em 2008, Claudio Haddad que é diretor do Ibmec São Paulo o solicitou com a proposta de mudar o Sistema S.[49] Com o Fundeb, os recursos transferidos da União para estados e municípios saltam de 500 milhões de reais (média no Fundef) para cinco bilhões ao ano[50] [51] . Em contrapartida, estabeleceu o piso salarial nacional para o professor, que passou a ser progressivamente adotado pelas unidades federativas[52] [53] [54] .

Ao final da gestão Haddad, o Brasil havia aumentado o investimento público em educação de 3,9% para 5,1% do produto interno bruto[55] .

Durante sua gestão no Ministério da Educação criou o programa "Universidade para Todos" (ProUni), que em janeiro de 2012 atingiu, segundo dados do Governo Federal, a marca de um milhão de bolsas de estudos concedidas a estudantes de baixa renda em universidades privadas [56] [57] [58] e o Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Também durante sua gestão foi regulamentado o piso salarial nacional do professor [59] , foi estipulado o ensino fundamental de nove anos [57] e criado o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) no País [60] , expandiu o acesso à universidade, criando catorze novas instituições e mais de 100 campi,[57] aumentou de 139 mil para 218 mil o número de vagas nas universidades federais segundo dados do governo.[40] Além de ter tornado o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a porta de entrada em universidades federais e privadas, por meio da criação do SiSU, o Sistema de Seleção Unificada para instituições públicas de ensino superior, que usa o desempenho do ENEM como critério [61] [62] . Substituiu o Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (FUNDEF) pelo Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) aumentando de 500 milhões para 5 bilhões de reais os investimentos ao ano da creche até o ensino médio, segundo dados da Câmara dos Deputados [63] .

Acesso à universidade[editar | editar código-fonte]

O Programa Universidade para Todos (ProUni) foi um projeto criado durante a gestão de Haddad no MEC, que concede bolsas de estudo em universidades privadas para estudantes de baixa renda. O embrião do projeto surgiu quando ele integrava a Secretaria de Finanças na gestão Marta Suplicy na Prefeitura de São Paulo. Na ocasião, já havia proposto uma lei municipal que permitia a transformação de débitos tributários de instituições privadas de ensino em bolsas de estudos. Quando assessorou o então ministro do Planejamento Guido Mantega, prosseguiu discutindo com universidades particulares a proposta de trocar tributos por bolsas.

Quando foi secretário executivo do Ministério da Educação, em 2004, concretizou a ideia na forma de projeto de lei federal. E foi durante a sua gestão como ministro que o programa se expandiu até atingir a marca de um milhão de bolsas concedidas[40] . Com o mesmo propósito de facilitar o acesso de estudantes de baixa renda à universidade, o ministro Haddad alterou as regras do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES). Assegurou a redução dos juros, aumento de prazo de carência, dispensa de fiador e um mecanismo de remissão da dívida para professores da escola pública e médicos do Sistema Único de Saúde (SUS), à razão de 1% por mês de exercício profissional.

Haddad instalou 14 novas universidades federais e concebeu e implementou a Universidade Aberta do Brasil e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia. Durante os seis anos e meio em que comandou o MEC, o número de vagas no ensino superior público federal passou de 139,9 mil em 2007 para 218,2 mil em 2010. Foram entregues ao país 126 campus universitários federais, 214 escolas técnicas e 587 polos de educação à distância. O número de formandos cresceu 195% nos últimos dez anos [40] .

ENEM[editar | editar código-fonte]

Em 2009 Haddad reformulou o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). A mudança amplia as funções do exame e, em 2011, 59 universidades federais e privadas já utilizavam a nota do ENEM para substituir o vestibular, à semelhança dos sistemas utilizados em outros países, como o SAT norte-americano, Baccalauréat francês e o Gāo Kǎo chinês [64] . O ENEM, de acordo com informações do Portal R7, é considerado o segundo maior exame do mundo, só sendo superado pelo exame aplicado na China[65] .

Haddad explicando as falhas do Enem

O novo ENEM tem sido marcado pelo que os estatísticos chamam de lei dos grandes números. Nas primeiras edições do ENEM foram registrados problemas de diferentes magnitudes. No primeiro ano, em 2009, houve vazamento da prova, que foi adiada para a elaboração e reimpressão de novo teste. O consórcio Connasel, responsável pela aplicação do exame, foi condenado a ressarcir os prejuízos e os responsáveis pelo vazamento foram condenados a pena de reclusão[66] . Em 2010 cerca de 3,5 mil provas – do total de 4,6 milhões - [67] tiveram problemas de impressão, como questões repetidas e cabeçalho da folha de respostas errado. Novas provas foram aplicadas aos estudantes prejudicados, sem custos adicionais para a União[68] . Mas com enormes desgastes para os estudantes e demais envolvidos no processo. Em 2011 houve o cancelamento de 14 quesitos da prova para 600 alunos de um colégio de Fortaleza, que tiveram acesso antecipado às questões na fase do pré-teste[69] .

Essas falhas, no entanto, não teriam afetado a credibilidade do ENEM, que vem crescendo continuadamente em participação[70] . Em 2009, foram 4,15 milhões de inscritos no Enem. Em 2010, 4,61 milhões[71] , e em 2011, o número de candidatos saltou para 6,22 milhões[70] .

A condução de Haddad do ENEM foi duramente criticada por partidos de oposição e também por articulistas na imprensa, apontando que as falhas ocorridas repetidamente no exame serão um ponto fraco do ex-ministro durante a campanha para a prefeitura de São Paulo nas eleições municipais de 2012[72] .

Emendas constitucionais para a Educação[editar | editar código-fonte]

Haddad conseguiu apoio político[carece de fontes?] para aprovar duas emendas constitucionais (nº 53 e nº 59) que alteraram oito dispositivos da Constituição, instituindo[73] [74] :

  1. Obrigatoriedade do ensino dos 4 aos 17 anos;
  2. Fim do dispositivo de Desvinculação de Receitas da União (DRU) que retirava do orçamento do MEC, desde 1995, cerca de R$ 10 bilhões ao ano;
  3. Limite mínimo do investimento público em educação como proporção do PIB;
  4. Ensino fundamental de nove anos;
  5. Substituição do Fundef pelo Fundeb;
  6. Piso salarial nacional para os professores da rede pública;
  7. Extensão dos programas complementares de livro didático, alimentação, transporte e saúde escolar para toda a educação básica, da creche ao ensino médio.

Indicadores da educação[editar | editar código-fonte]

Indicadores nacionais e internacionais de avaliação constatam que, embora ainda haja muito a fazer para compensar o atraso histórico da educação brasileira, houve melhorias objetivas durante a gestão de Haddad no MEC. Segundo o Banco Mundial, o Brasil foi o país que mais avançou em aumento de escolaridade[75] . Segundo o IDEB, a nota média dos alunos subiu acima das metas pré-fixadas como viáveis para o período entre 2005 e 2009. Nos anos iniciais do ensino fundamental (1ª à 4ª série) a nota passou de 3,8 para 4,6 – a meta era de 4,2. Nos anos finais do ensino fundamental (5ª à 8ª série), subiu de 3,5 para 4,0 – a meta era de 3,7. No ensino médio, o Ideb subiu de 3,4 para 3,6 – a meta era de 3,5[76] . No indicador internacional – Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) –, o Brasil aparece entre os três países que mais evoluíram na educação básica, depois do Chile e de Luxemburgo[77] . O avanço foi classificado no relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) como "impressionante"[78] .

Segundo pesquisa divulgada pelo instituto Datafolha, logo após Haddad ser indicado pelo Partido dos Trabalhadores em janeiro de 2012 para se candidatar à Prefeitura de São Paulo, a pasta de educação do governo federal (MEC) foi a melhor avaliada pela opinião pública[79] .

Distribuição de livros didáticos[editar | editar código-fonte]

Durante sua gestão, o Programa Nacional de Livros Didáticos (PNLD) distribuiu mais de 700 milhões de livros gratuitos para estudantes do ensino fundamental e ensino médio. Foram atendidas 185 mil escolas em todas as regiões do Brasil[80] . Desse total, 484 mil livros destinados a jovens e adultos foram alvo de grande polêmica em 2012. O livro intitulado Por uma Vida Melhor citava expressões como "nós pega os livro" e "os menino pega o peixe" para exemplificar que esta linguagem, coloquial em algumas regiões do país, não se adequa à norma culta da língua portuguesa[81] . Inicialmente, a imprensa anunciou que foram distribuídos livros com erros de concordância verbal[82] . O debate se prolongou com a discordância entre estudiosos sobre o ensino da língua nas escolas. Professores renomados como Pasquale Cipro Neto, Marcos Bagno, Carlos Alberto Faraco e Dante Lucchesi se posicionaram a favor da obra[83] , enquanto a Academia Brasileira de Letras emitiu uma nota pública contrária à aplicação do livro, argumentando que não cabe ensinar em sala de aula variedades da língua que não seja a padrão[84] . Haddad prestou esclarecimentos sobre o livro no Senado Federal e a Defensoria Pública da União propôs uma ação judicial pedindo o recolhimento dos livros[85] . A ação acabou sendo arquivada Ministério Público Federal, por considerar que o livro não propaga o estudo errado da língua portuguesa[83] .

Em setembro de 2007, o livro Nova História Crítica de Mario Schmidt, que constava no Guia do Livro Didático do Ministério da Educação de 2002 até abril de 2007 e era distribuído em escolas do ensino fundamental, foi alvo de polêmica semelhante. Ali Kamel, diretor de jornalismo da Rede Globo, apontou que o livro teria como finalidade a doutrinação dos alunos para o socialismo. Para a historiadora Eliana Vinhaes, professora da UERJ, a polêmica não passou de uma "falsa questão", pois ninguém se mostrou incomodado pelas passagens do livro em relação ao negro e ao índio, que, segundo ela, também deixam a desejar.[86] Apesar da polêmica, o livro de Schmidt para o segundo grau permaneceu no PNLD de 2008.

Programa Brasil Sem Homofobia[editar | editar código-fonte]

Em 2006, o Ministério da Educação elaborou o Programa Brasil Sem Homofobia, após as secretarias e entidades sociais concluírem que entre tantos preconceitos existentes, apenas um deles é a homofobia, que significa o ódio e a violência contra homossexuais, e que prejudica a imagem de alunos, professores e servidores, interfere no aprendizado e na evasão escolar[87] . Como parte dessa política, o MEC vem capacitando professores para o combate à homofobia[88] , financiando projetos em todas as regiões para promover o reconhecimento à diversidade sexual e trabalhando com instituições de ensino superior na produção de materiais didáticos de enfretamento ao problema[89] .

Em 2008, a ONG Pathfinder, em parceria com outras entidades,[90] produziu três vídeos com recursos de uma emenda parlamentar[91] que foram liberados pelo MEC. Os vídeos integravam um kit de materiais pedagógicos que seriam distribuídos nas escolas do ensino médio[92] . Os críticos do programa batizaram-no de "Kit Gay", entendendo que o programa não combate nenhum preconceito e tinha a finalidade de "ensinar e divulgar o estilo de vida homossexual"[93] .

Em 2011, os vídeos foram postados na internet antes de serem examinados e aprovados pelo ministério[94] . O material provocou polêmica nos meios de comunicação. Programas de TV evangélicos e bancadas parlamentares religiosas da Câmara dos Deputados apontaram que os vídeos não pretendiam combater preconceitos em geral, mas estimulavam a prática homossexual nos alunos[95] . Do outro lado, parlamentares progressistas, lideranças e entidades sociais defendiam o projeto das ONGs[96] [97] . A Unesco entrou no debate, declarando que o kit estava "adequado às faixas etárias e de desenvolvimento afetivo-cognitivo a que se destina"[98] .

A presidente Dilma Rousseff encerrou a polêmica, determinando que o material não fosse distribuído oficialmente[99] . Haddad anunciou que o material seria refeito[100] . Aloízio Mercadante, seu sucessor no MEC, afirmou que dará continuidade ao Programa sem o uso de vídeos[101] . Em maio de 2012, o deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, admitiu que usou as denúncias de corrupção que pesavam contra o então ministro da Casa Civil Antonio Palocci para pressionar a presidente Dilma pela suspensão dos vídeos. A oposição ao governo federal propôs a criação de uma CPI para investigar as denúncias de enriquecimento ilícito que pesavam contra o então ministro, mas não obteve apoio suficiente devido à falta de adesão dos deputados da Frente Evangélica. Os deputados evangélicos teriam ameaçado a dar quórum para a abertura da CPI caso os vídeos fossem liberados para os alunos[102] .

Invasão da reitoria da USP[editar | editar código-fonte]

Em 2 de novembro de 2011, a reitoria da USP foi invadida e tomada por estudantes e militantes de partidos de esquerda, em protesto contra a presença na Polícia Militar na Cidade Universitária. Na ocasião, a PM havia detido três estudantes que portavam maconha no campus. No dia 8, a PM cumpriu a decisão judicial de desocupação da reitoria, prendendo 72 estudantes.[103] Provocado a se posicionar, em entrevista no dia, Haddad condenou a ocupação de prédios públicos,[104] mas declarou que "não se pode tratar a USP como a Cracolândia, nem a Cracolândia como a USP".[105] O secretário de Cultura de São Paulo, Andrea Matarazzo, rebateu a declaração, dizendo: "Essa declaração mostra que o ministro Haddad não conhece o que se passou na USP nem na Cracolândia [106] . À época, uma série de operações policiais estava sendo realizada na região da Cracolândia, promovendo a retirada dos viciados das ruas, sem maiores preocupações com tratamentos hospitalares ou soluções efetivas para a questão das drogas.[107]

Transporte de familiares em aviões oficiais[editar | editar código-fonte]

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, nos anos de 2010 e 2011, Haddad fez 129 voôs em aviões da Força Aérea Brasileira acompanhado da mulher e da filha, de Brasília para São Paulo, completando pelo menos uma viagem de ida e volta por semana. O uso de aviões da FAB é regulamentado pelo decreto federal 4.244/2002, que prevê o transporte de ministros, além de outras autoridades, para agendas oficiais ou no deslocamento para casa, porém não há nada no texto sobre a extensão desse benefício a parentes ou conhecidos das autoridades. Entretanto, Haddad fixou residência em Brasília em 2005, ao assumir o ministério da Educação, e recebia mensalmente o auxílio moradia de 3.800 reais. Além disso, segundo o jornal, dezenas de voôs foram realizados nos finais de semana. Como exemplo o diário cita um voô realizado em fevereiro de 2011, em uma aeronave Embraer de 45 lugares que partiu de São Paulo para Brasília, em um domingo, só com Haddad e a filha.[108] [109]

Eleições de 2012[editar | editar código-fonte]

Campanha[editar | editar código-fonte]

Thiago Benicchio, Henrique Boney, Felipe Aragonez, Eduardo Suplicy, Chico Macena e Fernando Haddad, apresentando seu Plano de Governo para o Sistema Cicloviário
Luiza Erundina e Chico Macena fazem campanha para Fernando Haddad em Sapopemba

Em evento realizado em São Paulo, o Partido dos Trabalhadores homologou a pré-candidatura de Fernando Haddad para concorrer a prefeitura de São Paulo nas eleições de 2012 [110] .

No dia 18 de junho de 2012, o PT formalizou aliança municipal com o PP, partido da base de apoio aos governos Dilma e Alckmin, cujo apoio a José Serra era dado como certo.[111] Tal aliança, em virtude da presença de Paulo Maluf na presidência estadual do PP, fez com que a candidata a vice, Luiza Erundina, desistisse de concorrer ao lado de Haddad, embora tenha deixado claro que faria campanha por Haddad por considerá-lo o melhor candidato.[112] . PCdoB e PSB também se somaram a coligação de apoio a Haddad. Nádia Campeão foi anunciada como vice de Fernando Haddad no lugar de Luiza Erundina [113] .

Fernando Haddad com sua vice, Nádia Campeão

Em julho, Haddad anunciou que pretende disponibilizar uma rede pública de bicicletários com empréstimos de bicicletas pela periferia da cidade de forma integrada com o Bilhete Único [114] . Dias depois pedalou com cicloativistas em um trajeto da Praça do Ciclista até o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores e assinou a “Carta de compromisso com a mobilidade por bicicletas” por iniciativa das associações de ciclistas, CicloBr e Ciclocidade. Ao final do evento apresentou seu Plano de Governo para o Sistema Cicloviário do Município de São Paulo [115] , o plano, intitulado "Sou + SP de Bicicleta", entre outros, teve a participação do cicloativista Henrique Boney em sua elaboração [116] e foi disponibilizado na internet pelo coordenador da área de transportes do seu programa de governo, Chico Macena [117] . O Plano chegou a ser elogiado pela sua oponente nas eleições, a ex apresentadora e vereadora Soninha Francine[118] .

Concepção do Arco do Futuro

Em agosto, Haddad lança seu plano de governo, chamado de "Arco do Futuro". Haddad planeja redesenhar a cidade transformando todas operações urbanas em andamento e em projetos, em apenas uma única Operação urbana, cobrindo toda área no entorno deste "Arco" com estímulos fiscais, estruturais e sociais para atrair o desenvolvimento e a criação de novos pólos de empregos e serviços [119] [120] .

Apuração das urnas[editar | editar código-fonte]

Em 7 de outubro recebeu 1.776.317 votos válidos, ficando em segundo lugar com 28,98%. Este resultado lhe permitiu continuar com a disputa pela Prefeitura de São Paulo no segundo turno [121] . Na votação do dia 28 de outubro, Fernando Haddad foi eleito prefeito de São Paulo, com 3.387.720 votos (55,57% dos votos válidos).[122] [123] [124]

Promessas de campanha[editar | editar código-fonte]

Logo após os resultados nas urnas que confirmaram a vitória de Fernando Haddad, a imprensa de São Paulo reuniu suas principais promessas anunciadas durante a campanha eleitoral para que fossem objeto de futura cobrança pela população [125] [126] .

Transição de governo[editar | editar código-fonte]

Fernando Haddad anunciando novos secretários durante o processo de transição de governo

No dia seguinte aos resultados das urnas, o prefeito eleito de São Paulo foi a Brasília para negociar com a presidente Dilma Rousseff as dívidas do município com a união [127] , e o atual prefeito, Gilberto Kassab, anunciou que o responsável em sua gestão pelo processo de transição será Nelson Hervey, seu secretário de governo [128] , enquanto o coordenador de transição de governo de Haddad será Antônio Donato [129] . Em meio ao processo de transição Haddad foi a París para defender a candidatura de São Paulo para receber a Expo 2020 [130] .

Em novembro e dezembro Haddad anunciou os nomes dos primeiros secretários de seu goveno. A Secretaria de Goveno ficou com Antônio Donato, a de Finanças com Marcos de Barros Cruz, Desenvolvimento Urbano ficou com Fernando de Mello Franco, Planejamento com Leda Paulani , Luís Fernando Massonetto em Negócios Jurídicos [131] , Jilmar Tatto em Transportes, José de Filippi na Secretaria Municipal de Saúde [132] , Chico Macena na Coordenação das 31 Subprefeituras, João Antonio em Relações Governamentais, Eliseu Gabriel para a Pasta de Desenvolvimento Econômico e do Trabalho, Netinho para a Secretaria de Promoção da Igualdade Racial, Ricardo Teixeira para a Secretaria de Verde e Meio Ambiente (após a desistência do nome inicialmente escolhido, Roberto Tripoli), Marianne Pinotti para a Secretaria da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, Luciana Temer na Secretaria de Assistência Social [133] ,Celso Jatene em Esportes, Desnise Motta Dau para a Secretaria de Mulheres, Nunzio Briguglio Filho para a Secretaria de Comunicação, Rogério Sotilli em Direitos Humanos, Paula Mota Lara para Controle Urbano, Cesar Callegari para a Secretaria de Educação e Leonardo Barchini para Relações Internacionais [134] .

Prefeito de São Paulo (2013-2016)[editar | editar código-fonte]

Cerimônia de posse na sede da prefeitura de São Paulo

Em 1 de janeiro de 2013 Fernando Haddad foi empossado prefeito da cidade de São Paulo. Sua administração tem enfrentado atualmente grandes manifestações de protestos, devido ao aumento de passagens de R$ 3,00 para R $ 3,20.

Índices de aprovação[editar | editar código-fonte]

Em meio à onda de protestos, o Datafolha divulgou uma pesquisa em que 40% dos paulistanos consideravam a gestão de Haddad como ruim ou péssima, 35% como regular e 18% como ótima ou boa.[nota 1] [136] Em uma pesquisa divulgada em 18 de junho pelo mesmo instituto, 55% avaliaram o desempenho de Haddad diante das manifestações como ruim ou péssimo.[136] Este índice caiu sucessivamente para 50% e 44% nas duas pesquisas seguintes (realizadas pelo Datafolha em 21 e 28 de junho).[135] No final de seu primeiro ano como prefeito de São Paulo, apenas 18% aprovavam sua gestão.[137]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Publicações[editar | editar código-fonte]

Teses acadêmicas[editar | editar código-fonte]

  • O Caráter Sócio-Econômico do Sistema Soviético. Mestrado em Economia. Orientador: Eleutério Fernando da Silva Prado [5] .
  • De Marx a Habermas - O Materialismo Histórico e seu Paradigma Adequado. Doutorado em Filosofia. Orientador: Paulo Eduardo Arantes [5] .

Livros[editar | editar código-fonte]

  • O Sistema Soviético e sua decadência, Scritta Editorial, São Paulo, 1992; ISBN 85-85328-18-5
  • Em defesa do socialismo, Editora Vozes, Petrópolis, 1998; ISBN 85-326-1992-4
  • Desorganizando o consenso, Vozes, Petrópolis, 1998; ISBN 85-326-1997-5
  • Sindicatos, cooperativas e socialismo, Editora Fundação Perseu Abramo, São Paulo, 2003; ISBN 85-86469-80-7
  • Trabalho e Linguagem para a Renovação do Socialismo, Azougue Editorial, Rio de Janeiro, 2004; ISBN 85-88338-43-2

Artigos em periódicos acadêmicos e prefácios[editar | editar código-fonte]

  • “Habermas leitor de Weber”, Lua Nova, n. 38, 1996.
  • “Trabalho e classes sociais”, Tempo Social, número 9 (2), 1997.
  • “Habermas: herdeiro de Frankfurt?”, Novos Estudos Cebrap, n.48, 1997.
  • “Arrighi toma o elevador”, prefácio ao livro “A Ilusão do Desenvolvimento”, de Giovanni Arrighi, 1998.
  • “Teses sobre Karl Marx”, Estudos Avançados, USP, 34, 1998.
  • “Trabalho e Linguagem”, Lua Nova, n. 48, 1999.
  • “Toward the redialectization of historical materialism”, Cultural Critique, University Of Minnesota Press, n. 49, Fall, 2001.
  • “Dialética Positiva: de Mead a Habermas”, Lua Nova, no prelo.

Artigos publicados em jornais[editar | editar código-fonte]

  • “Privatização e Déficit Público”, Jornal Folha de São Paulo, 26/7/1990.
  • “Privatização e Eficiência”, Jornal Folha de São Paulo, 25/8/1990.
  • “Nazismo sem Bala”, Jornal Folha de São Paulo, 26/6/1994.
  • “50 anos em 5”, Jornal O Estado de São Paulo, 25/8/1997.
  • “O embate Arrighi X FHC”, Jornal Folha de São Paulo, 30/11/1997.
  • “Um 1999 sombrio”, Jornal Folha de São Paulo, 9/10/1998.
  • “Reeleição e dependência”, Jornal Folha de São Paulo, 9/1/1999.
  • “O seu, o meu e o nosso dinheiro”, Jornal Folha de São Paulo, 19/4/1999.
  • “Patrimônio e democracia”, Jornal Folha de São Paulo, 18/8/1999.
  • “Lanterna na Proa”, Jornal Folha de São Paulo, 9/11/1999.
  • “Terceiro Setor e Economia Solidária”, Jornal Folha de São Paulo, 28/12/1999.
  • “IPTU Progressivo: Simples e justo”, Jornal Folha de São Paulo, 8/12/2001.
  • “PSDB e PFL”, Jornal Folha de São Paulo, 24/4/2002.
  • “Ainda o PSDB”, Jornal Folha de São Paulo, 14/5/2002.

Notas

  1. Segundo o Datafolha: "As taxas de aprovação de Haddad hoje são parecidas com as obtidas por outros ex-prefeitos no período equivalente de suas gestões. Em junho de 1986, Jânio Quadros tinha 16% de aprovação. Em 1989, Luiza Erundina marcou os mesmos 16%. Paulo Maluf, o prefeito seguinte, fez 20%. Em junho de 1997, Celso Pitta tinha 19%. Quatro anos depois, Marta alcançou 20%. José Serra, em julho de 2005, teve 30%. O único que destoa é Gilberto Kassab, que antecedeu Haddad, com 46%.[135]

Referências

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  134. Haddad dá cargo a vereador do PTB e humorista ganha vaga na Câmara. Folha de São Paulo. Página visitada em 6 de dezembro de 2012.
  135. a b Após protestos, aprovação de Alckmin e Haddad cai. Folha de S. Paulo (1 de julho de 2013). Página visitada em 5 de julho de 2013.
  136. a b Aprovação de Haddad cai de 34% para 18%, aponta Datafolha. G1 (1 de julho de 2013). Página visitada em 3 de julho de 2013.
  137. Datafolha: Alckmin venceria em SP; Haddad tem aprovação próxima de Kassab e Pitta. Folha de São Paulo (1º de dezembro de 2013). Página visitada em 1º de dezembro de 2013.
Precedido por
Gilberto Kassab
Prefeito de São Paulo
2013 — atualidade
Sucedido por
-
Precedido por
Tarso Genro
Ministro da Educação do Brasil
20052012
Sucedido por
Aloizio Mercadante

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