Jarbas Passarinho

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Jarbas Passarinho

Jarbas Gonçalves Passarinho (Xapuri, 11 de janeiro de 1920) é um militar e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de Inácio de Loiola Passarinho e Júlia Gonçalves Passarinho. Ingressou na carreira militar e foi alçado à Artilharia chegando a tenente-coronel quando da deposição de João Goulart e a subsequente instauração do Regime Militar de 1964, por meio do qual foi alçado à política. Foi casado com Ruth de Castro Gonçalves Passarinho e é pai de cinco filhos.

Em 15 de junho de 1964 foi empossado governador do Pará em lugar do deposto Aurélio do Carmo cuja presença à frente do executivo foi dispensada pelo novo regime. Jarbas Passarinho filiou-se à ARENA e após deixar o governo[1] foi eleito senador em 1966, mas em seguida foi nomeado ministro do Trabalho e Previdência Social no governo Costa e Silva[2] sendo mantido no cargo pela Junta Militar de 1969 que assumiu o poder após o afastamento do presidente da República até que o presidente Emílio Garrastazu Médici o nomeou ministro da Educação.[3] Em sua atuação como ministro de estado foi signatário do Ato Institucional Número Cinco em 13 de dezembro de 1968. É de autoria, do então Ministro Jarbas Passarinho, a célebre frase que dirigiu ao Presidente Costa e Silva por ocasião da assinatura do AI-5: "Sei que a Vossa Excelência repugna, como a mim e a todos os membros desse Conselho, enveredar pelo caminho da ditadura pura e simples, mas me parece que claramente é esta que está diante de nós. [...] Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência”.[4]

Reeleito senador em 1974 foi um dos poucos arenistas a vencer no pleito daquele ano[5] e com o passar dos anos foi um dos fundadores do PDS e presidiu o Senado Federal (1981-1983) durante o governo João Figueiredo. Sua liderança foi posta à prova a partir do cisma entre ele e Alacid Nunes, outrora seu maior aliado. Progressivamente afastados cada um usou de influência para controlar o PDS local e como Passarinho dispunha do apoio de Brasília os alacidistas apoiaram e elegeram o deputado federal Jader Barbalho governador do Pará em 1982, mesmo ele sendo filiado ao PMDB. No mesmo ano Passarinho foi derrotado por Hélio Gueiros na disputa pelo Senado. Um ano depois foi nomeado ministro da Previdência Social pelo presidente João Figueiredo.[6]

Por ocasião das eleições de 1986 aceitou uma coligação com o PMDB de Jader Barbalho e nisso Hélio Gueiros foi eleito governador com Almir Gabriel e Jarbas Passarinho eleitos senadores, porém o acerto não o demoveu de fazer oposição ao governo José Sarney.[7] Eleito presidente do diretório nacional do PDS, renunciou pouco antes das eleição presidencial de 1989.

Ministro da Justiça no governo Fernando Collor,[8] deixou o cargo antes das investigações que resultariam no impeachment presidencial. Seu papel de maior relevo foi o de presidente da CPI do Orçamento, todavia esse fato não impediu sua derrota quando concorreu ao governo do Pará pelo PPR em 1994 derrotado por Almir Gabriel.[9]

Notas e referências

  1. Governou de 15 de junho de 1964 até 31 de janeiro de 1966.
  2. Permaneceu no cargo entre 15 de março de 1967 e 31 de agosto de 1969 quando o presidente afastou-se por motivos de saúde.
  3. De 30 de outubro de 1969 a 15 de março de 1974.
  4. Jarbas Passarinho (2007). Jarbas Passarinho. Wikiquote. Página visitada em 20 de agosto de 2014.
  5. Além de Jarbas Passarinho foram eleitos Teotônio Vilela (AL), Luís Viana Filho (BA), Henrique de La Rocque (MA), Mendes Canale (MT) e Petrônio Portela (PI).
  6. Entre 14 de novembro de 1983 e 15 de março de 1985.
  7. De acordo com o arquivo on line do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) foi eleito com 336.041 votos.
  8. De 13 de outubro de 1990 a 2 de abril de 1992.
  9. Após vencer as eleições em primeiro turno foi derrotado no segundo e conforme o TSE o terceiro mais votado pertencia ao PT.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Aurélio do Carmo
Governador do Pará
1964 — 1966
Sucedido por
Alacid Nunes
Precedido por
Nascimento e Silva
Ministro do Trabalho e Previdência Social
1967 — 1969
Sucedido por
Júlio Barata
Precedido por
Favorino Mércio
Ministro da Educação
1969 — 1974
Sucedido por
Ney Braga
Precedido por
Luís Viana Filho
Presidente do Senado Federal
1981 — 1983
Sucedido por
Nilo Coelho
Precedido por
Hélio Beltrão
Ministro da Previdência Social
1983 — 1985
Sucedido por
Waldir Pires
Precedido por
Bernardo Cabral
Ministro da Justiça
1990 — 1992
Sucedido por
Célio Borja
Precedido por
Lobão da Silveira
Senador pelo Pará
1967 — 1983
Sucedido por
Hélio Gueiros
Precedido por
Gabriel Hermes
Senador pelo Pará
1987 — 1995
Sucedido por
Ademir Andrade


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