Aureliano Chaves

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Aureliano Chaves
Governador de Minas Gerais
Mandato: 15 de março de 1975
até 5 de julho de 1978
Precedido por: Rondon Pacheco
Sucedido por: Levindo Ozanam Coelho
Nascimento 13 de janeiro de 1929
Três Pontas, MG
Falecimento 1 de Maio de 2003 (74 anos)
Itajubá, MG
Partido político: ARENA
Profissão: Engenheiro
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Antônio Aureliano Chaves de Mendonça (Três Pontas, 13 de janeiro de 1929Itajubá, 1 de maio de 2003) foi um político brasileiro, governador de Minas Gerais (1975-1978) e vice-presidente da República (1979-1985). Foi o primeiro vice civil do regime militar desde Pedro Aleixo (o vice de Artur da Costa e Silva, que foi impedido de assumir pelos militares quando esse ficou doente, o substituindo por uma junta), já indicando a dissolução das bases do regime. Ocupou a titularidade por dois períodos relativamente extensos (dois meses em 1981 e cerca de um mês em 1983), devido aos problemas de saúde de João Figueiredo.

[editar] Biografia

Graduado em Engenharia Eletromecânica pelo Instituto de Engenharia de Itajubá (hoje Universidade Federal de Itajubá) em 1953, foi professor universitário antes de optar pela carreira política a qual iniciou ao ser eleito deputado estadual pela UDN em 1962 chegando a liderar sua bancada e também a exercer a liderança do governo Magalhães Pinto ao qual serviu como Secretário de Estado. Partícipe do movimento que apeou João Goulart do poder em 1964, foi eleito deputado federal pela ARENA em 1966 e 1970, posicinou-se contra a licença para processar o deputado Márcio Moreira Alves, episódio que foi pivõ de grave crise política que resultaria no AI-5 em 1968. Eleito governador de Minas Gerais por via indireta em 1974, conseguiu harmonizar as antigas forças divergentes do PSD mineiro e da UDN.

Era um nacionalista clássico. Foi ministro de Minas e Energia no governo Sarney e incentivou o programa do álcool, o Pró-álcool. Por ocasião das eleições indiretas sucessórias à João Figueiredo, se ofereceu em 1984 como candidato dentro de seu partido, o PDS. O mesmo fizeram Paulo Maluf, Mário Andreazza e Marco Maciel. Decidiu-se então se fazerem prévias dentro do partido. Com a vitória de Maluf (que não contava com a simpatia da direção da legenda), nomes como Aureliano, Maciel, Antônio Carlos Magalhães e Sarney decidiram sair do PDS e fundar um novo partido, o Partido da Frente Liberal, em alusão à "frente liberal" que esses políticos formavam a partir dali, para apoiar o candidato da oposição Tancredo Neves no colégio eleitoral, na chamada "Aliança Democrática". Com isso, Aureliano rompia com o governo Figueiredo.

A união da legenda recém-formada se mostraria fundamental para a vitória de Tancredo e para o término, enfim, do regime militar. Concorreu à presidência nas eleições diretas de 1989 pelo mesmo PFL, tendo como vice em sua chapa Cláudio Lembo, obtendo irrisória votação, com cerca de 0,9% e terminando o pleito em oitavo lugar. Lembo depois diria que boa parte dos correligionários da legenda os havia abandonado para apoiar informalmente Fernando Collor de Melo. Após isso, decidiu formalmente se retirar da vida pública, mas ainda assim exercia certa influência sobre seu estado natal, era uma voz a ser ouvida, como na ocasião das privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso, das quais foi radicalmente contra e como o próprio governador Aécio Neves (cujo avô Tancredo era um grande amigo e aliado de Aureliano) admitiu por ocasião de sua morte: "Ele era um consultor informal".


Precedido por
Rondon Pacheco
Governador de Minas Gerais
19751978
Sucedido por
Levindo Ozanam Coelho
Precedido por
Adalberto Pereira dos Santos
Vice-presidente do Brasil
19791985
Sucedido por
José Sarney
Precedido por
César Cals
Ministro de Minas e Energia do Brasil
19851988
Sucedido por
Iris Rezende



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