Palácio do Catete

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Palácio do Catete
Nomes anteriores Palacete do Largo do Valdetaro
Palácio de Nova Friburgo
Nomes alternativos Palácio das Águias[1]
Estilo dominante Neoclássico
Arquiteto Carl Friedrich Gustav Waehneldt
Início da construção 1858 (156 anos)
Local Rio de Janeiro, Brasil Brasil.
Endereço Rua do Catete, 153 - Catete

O Palácio do Catete localiza-se no bairro do Catete[2] , no município do Rio de Janeiro, no Brasil. Foi a sede do poder executivo brasileiro de 1897 a 1960. A partir desse ano, a sede do poder executivo foi transferida para a recém-inaugurada cidade de Brasília. A partir da década de 1970, o palácio passou a abrigar o Museu da República, função que continua exercendo até hoje.

História[editar | editar código-fonte]

A escadaria principal do Palácio do Catete
O Salão Ministerial do Palácio do Catete, onde foram tomadas durante muito tempo as principais decisões políticas do Brasil. Dentre elas, destacam-se, sobretudo, as assinaturas das declarações de guerra contra a Alemanha em 1917,[3] e contra as Potências do Eixo em 1942.[4]
Foto do palácio em 1897, com as estátuas das musas no topo.
Chafariz no jardim do palácio. O monumento, sem a sua parte superior representando o nascimento de Vênus, estava anteriormente situado no antigo Largo do Valdetaro, em frente ao palácio, de onde foi transferido para sua atual localização no jardim do museu.

A edificação foi erguida como residência da família do cafeicultor luso-brasileiro António Clemente Pinto, Barão de Nova Friburgo, na então capital do Império do Brasil. Era denominado Palacete do Largo do Valdetaro, bem como Palácio de Nova Friburgo.

Com projeto do arquiteto alemão Carl Friedrich Gustav Waehneldt, datado de 1858, os trabalhos tiveram início com a demolição da antiga casa de número 150 da Rua do Catete. A construção terminou oficialmente em 1866, porém as obras de acabamento prosseguiram ainda por mais de uma década.

Após o falecimento do barão e da baronesa, o filho destes, Antônio Clemente Pinto Filho, o Conde de São Clemente, vendeu o imóvel em 1889, pouco antes da Proclamação da República do Brasil, para um grupo de investidores, que fundou a Companhia Grande Hotel Internacional. Este empreendimento, entretanto, não teve sucesso em transformar o palácio em um hotel de luxo. Devido à crise econômica da virada do século XIX para o XX (encilhamento), o empreendimento veio a falir, sendo os seus títulos adquiridos pelo conselheiro Francisco de Paula Mayrink, que, cinco anos mais tarde, quitou as dívidas junto ao então denominado Banco da República do Brasil.

À época, a sede do Poder Executivo do Brasil era o Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro. Em 1897, o presidente Prudente de Morais adoeceu e, entrementes, assumiu o governo o vice-presidente, Manuel Vitorino, o qual fez adquirir o palácio e ali fez instalar a sede do governo. Oficialmente, o palácio foi sede do Governo Federal de 24 de fevereiro de 1897 até 1960 quando a capital e o Distrito Federal foram transferidos para Brasília.

Vários eventos históricos aconteceram nas salas do palácio, tais como a morte do presidente Afonso Pena, em 1909; a assinatura da declaração de guerra contra a Alemanha em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial; a visita e hospedagem do cardeal Pacelli, futuro papa Pio XII, em 1934; a declaração de guerra contra o Eixo, na Segunda Guerra Mundial, em 1942; o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954, com um tiro no coração, em seu aposento no terceiro andar do palácio, entre outros.

Características[editar | editar código-fonte]

O edifício é um dos exemplos da arquitetura neoclássica no país. O edifício se situa em frente a um jardim com lago, gruta e coreto. O terreno do palácio e do jardim é limitado pelas ruas do Catete, Silveira Martins e Praia do Flamengo.

A remodelação do jardim do palácio ficou a cargo do engenheiro Paul Villon. Na construção original, o alto do edifício possuía águias fundidas em ferro. Posteriormente, esses ornamentos foram substituídos por estátuas de musas, representando o verão, o outono, a justiça e outros temas. A partir de 1910, as estátuas foram substituídas por novas águias (harpias), só que agora em bronze, obra do escultor Rodolfo Bernardelli. As antigas esculturas de ferro foram fundidas para a fabricação dos bancos do jardim. A edificação ficou, então, conhecida como "Palácio das Águias", denominação raramente utilizada, porém.

Nas dependências do palácio, funcionam, ainda, uma livraria e um cinema.

O Museu da República[editar | editar código-fonte]

Foi inaugurado em 15 de novembro de 1960 pelo presidente Juscelino Kubitschek, após a inauguração de Brasília.

Fundado em 1983, o Centro de Referência da República é uma biblioteca com cerca de 10 000 obras e publicações sobre Ciências Sociais e História do Brasil, incluindo obras raras; centenas de títulos de vídeos; títulos de CD-ROMs sobre arte, história, museus e variedades e seiscentos títulos de periódicos.

Em seu acervo, estão obras de pintores importantes para a história do Brasil, como João Batista Castagneto (1862-1900) e Armando Viana (1897–1991).

O Centro de Referência ainda abriga o acervo original da época em que o Palácio do Catete era sede da Presidência da República, o que inclui doações pessoais, como a Coleção Pereira Passos, a Coleção Igreja Positivista do Brasil, a Coleção Getúlio Vargas e a coleção Memória da Constituinte.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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