Parque Nacional da Tijuca

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Parque Nacional da Tijuca
Categoria II da IUCN (Parque Nacional)
Localização Rio de Janeiro,  Brasil
Dados
Área 3 958,47 ha[1]
Criação 6 de julho de 1961[2]
Visitantes 2 milhões
Gestão ICMBio[2]
Coordenadas 22° 57' 47" S 43° 14' 40" O
Parque Nacional da Tijuca está localizado em: Brasil
Parque Nacional da Tijuca
Floresta da Tijuca com a Pedra da Gávea ao fundo, uma das maiores elevações rochosas da cidade e o maior bloco de pedra a beira mar do planeta, com 842 metros de altitude[3]
Baía de Guanabara vista a partir do Parque Nacional da Tijuca
A Floresta da Tijuca é cortada por diversos riachos e córregos. A Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (CEDAE) coleta esta água para consumo humano
Flora do Parque Nacional da Tijuca
Quati fotografado na Floresta da Tijuca
Horário de funcionamento
Mapa do Parna-Tijuca

O Parque Nacional da Tijuca é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral da natureza localizada integralmente na cidade do Rio de Janeiro. Entre os pontos turísticos do parque, trilhas, grutas e cachoeiras, encontram-se marcos famosos da cidade, como a Pedra da Gávea, o Corcovado, e o Pico da Tijuca, ponto mais alto do parque, elevando-se 1.022 metros acima do nível do mar.[4] De relevo montanhoso, inclui áreas do Maciço da Tijuca. É administrado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

História[editar | editar código-fonte]

O Parque Nacional do Rio de Janeiro foi criado através do Decreto N° 50.932, emitido pela Presidência da República em 6 de julho de 1961, vindo unificar as antigas Florestas Protetoras da União de Tijuca, Paineiras, Corcovado, Pedra da Gávea, Trapicheiro, Andaraí, Três Rios e Covanca, presentes no Maciço da Tijuca, no Estado da Guanabara, em uma única área protegida, de aproximadamente 3 200 ha. Quando da sua criacão, o Parque Nacional do Rio de Janeiro era subordinado ao antigo Servico Florestal do Ministério da Agricultura.[5] O Decreto N° 60.183, também emitido pela Presidência da República, em 8 de fevereiro de 1967, mudou o nome do parque definitivamente para Parque Nacional da Tijuca (PNT).[6] O Decreto Nº 70.186, de 23 de fevereiro de 1972, passou a responsabilidade administrativa do PNT ao antigo Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal (IBDF).[7]

O Parque Nacional da Tijuca foi declarado Reserva da Biosfera pela Unesco, em 1991. A área atual, de 3 958,47 ha, deve-se a uma ampliacão do parque, efetivada através do Decreto Federal sem número de 4 de julho de 2004.[8]

Atualmente, o Parque Nacional da Tijuca tem sua gestão compartilhada entre o ICMBio, o Governo do Estado do Rio de Janeiro e a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. A participação da sociedade através de ONGs, como a Associação dos Amigos do Parque Nacional da Tijuca, a Terra Brasil e a Terrazul, é incentivada.

Caracterização da área[editar | editar código-fonte]

O Parque Nacional da Tijuca cobre cerca de 3,5 % da área do município do Rio de Janeiro. Apesar de ser o menor parque nacional do Brasil, é o mais visitado do país, com aproximadamente 2 milhões de visitantes por ano.[9] O parque está localizado na porção central do município, e por não possuir território contínuo, está misturado à área urbana da cidade. Tijuca divide-se fisicamente em quatro setores:

Devido à abrangência de seus domínios e dependências, luta constantemente contra diversos ilícitos ambientais, como ocupações irregulares, caça, incêndios criminosos, entre outros. O parque exerce papel de fundamental importância para cidade, prevenindo a erosão das encostas, enchentes e desabamentos e reduzindo a poluição atmosférica. Também detém diversas fontes de água que provêem o abastecimento urbano, ao mesmo tempo em que propicia recreação e qualidade de vida aos habitantes, além de preservar a paisagem e fomentar o turismo. A preservação do parque está diretamente relacionada ao bem-estar, saúde e riqueza da cidade, sendo talvez o seu maior patrimônio.

Flora[editar | editar código-fonte]

Primitivamente todo o parque esteve coberto por densa cobertura florestal do tipo de Mata Tropical Pluvial. Historicamente, tal floresta foi intensamente degradada em razão da retirada de madeira para construção, lenha e carvão para consumo de numerosos engenhos de cana-de-açúcar, olarias e fins domésticos, bem como da expansão da lavoura cafeeira em quase todas as áreas. Em 1860, por ordem do imperador D. Pedro II, a área começou a ser reflorestado com mudas de árvores nativas. Juntamente com a regeneração natural, a área foi recuperada, formando a floresta que vemos hoje, com uma rica e diversificada flora.

Fauna[editar | editar código-fonte]

Como conseqüência da alteração florística pela qual passou nos últimos 400 anos, e a falta de conexão com outras florestas, o parque não apresenta todos os animais que caracterizam sítios similares da encosta atlântica da Serra do Mar. A maior parte da fauna esconde-se do visitante ou tem hábitos noturnos. Ocorrem:

Visitação[editar | editar código-fonte]

O parque funciona diariamente das 8h às 17h, e até às 18h no verão. Suas muitas estradas permitem visitá-lo a pé, de bicicleta, motocicleta, auto e ônibus. Para conhecer a Estátua do Cristo Redentor e o espetacular Mirante do Corcovado, é oferecida também a opção do trem, com percurso pela Estrada de Ferro Corcovado, que se inicia na Estação localizada na Rua Cosme Velho. Diversas empresas de turismo fazem circuitos no parque em veículos especiais. Também de helicóptero, o Parque Nacional da Tijuca pode ser observado, sendo possível contratar um voo panorâmico na área do Mirante Dona Marta.

Por ser compartimentado, o Parque Nacional da Tijuca pode ser visitado por diferentes caminhos. Os interessados em conhecer o Setor Floresta da Tijuca, devem utilizar o acesso principal, localizado na Praça Afonso Vizeu, Alto da Boa Vista. Este pode ser realizado subindo-se a Estrada do Alto tanto em direção à Barra da Tijuca quanto em direção à Tijuca. Aos que desejam visitar o Setor Serra da carioca, sugerem-se os acessos pelos bairros Cosme Velho ou Alto da Boa Vista, ambas em direção às Paineiras e Corcovado. Uma terceira opção é subir pela Rua Pacheco Leão em direção à Vista Chinesa e Mesa do Imperador. O Setor Pedra Bonita/Pedra da Gávea tem acesso pela Barra da Tijuca e São Conrado, sendo indicado principalmente aos praticantes de voo livre e montanhismo em geral.

Lazer & práticas esportivas[editar | editar código-fonte]

No Parque Nacional da Tijuca, além dos belíssimos panoramas de seus diversos mirantes (Vista Chinesa, Mirante Dona Marta, Vista do Almirante), consegue-se desfrutar o silêncio, a calma, o ar puro, a temperatura amena e o ambiente inspirador da floresta tropical.

Caminhadas em trilhas, banhos de cachoeira, passeios de bicicleta e piqueniques são algumas das atividades recreacionais permitidas. Através de caminhadas moderadas, descortinam-se soberbas vistas na Pedra Bonita (524 m), Pico do Papagaio (987 m) e Pico da Tijuca (1.021 m) e, com caminhada um pouco mais árdua, aprecia-se o panorama espetacular na Pedra da Gávea (842 m). O parque possui Centro de Visitantes, biblioteca, sanitários e várias áreas de lazer, como a Cascatinha, o Bom Retiro, a Mayrink e o Açude da Solidão.

O Centro de Visitantes conta "Uma Floresta na Metrópole", exposição permanente que apresenta histórico do parque através de fotos, vídeos, jogos, diagramas da derrubada da mata, tráfico e caça da animais, textos explicativos sobre fauna, flora, arqueologia, geologia, hidrologia, ciclos madereiro, do chá, da cana-de-açúcar e do café, além de maquete interativa da unidade (tamanho de 3x2 metros) com seus principais atrativos.

Roteiros[editar | editar código-fonte]

O visitante que quiser circundar todo o parque e conhecer seus principais pontos turísticos necessitará, em média, de dois dias. Existem diversas opções de percurso, onde poderão ser conhecidos os setores: Serra da Carioca (Vista Chinesa, Mesa do Imperador, Cristo Redentor, Paineiras e Mirante de Dona Marta); Floresta da Tijuca (Cascatinha, Grutas, Excelsior, Bom Retiro, etc.); e Pedra Bonita/Pedra da Gávea (rampa de voo). O setor Pretos Forros/Covanca, em Jacarepaguá, é uma zona de recuperação e ainda não apresenta estrutura para visitação.

Cuidados[editar | editar código-fonte]

  • Oferendas religiosas, se deixadas no Parque, poluem os rios, sujam a mata e afetam os animais;
  • Atalhos causam erosão. Use a trilha correta;
  • O fogo pode provocar destruição e colocá-lo em perigo;
  • O uso de bicicletas só é permitido nas vias asfaltadas;
  • Deposite seu lixo em local apropriado;
  • Animais domésticos não pertencem à fauna silvestre e devem permanecer fora dos limites do Parque;
  • Alimentar a fauna é prejudicial para a preservação das espécies;
  • Caminhões, ônibus de grande porte e carros de auto-escola devem usar uma outra rota;
  • É necessária autorização da administração do Parque para realizar filmagens de cunho comercial e/ou jornalístico, bem como eventos de qualquer outra natureza;
  • O pernoite só é permitido, em casos especiais, mediante autorização;
  • Os banhos de cachoeira são permitidos nas cachoeiras do Quebra, Primatas, duchas das Paineiras e na cachoeira das Almas, na Floresta da Tijuca;
  • A utilização de equipamentos e instrumentos sonoros afeta o ecossistema, sendo permitida somente no interior de edificações ou mediante autorização;
  • Para a venda de produtos no PNT é necessária a autorização da administração.
Panorama da cidade do Rio de Janeiro com destaque para as montanhas do Corcovado (esquerda), Pão de Açúcar (centro, ao fundo) e Morro Dois Irmãos (direita) a partir da Vista Chinesa.

Voluntariado[editar | editar código-fonte]

O Parque Nacional da Tijuca tem um Programa de Voluntariado, que visa estimular os cidadãos a participar de atividades saudáveis e de suma importância para a preservação da qualidade de vida na cidade, através da manutenção desse patrimônio nacional. Além de chamar atenção para o potencial turístico e de entretenimento do PNT, o programa também procura dar ênfase na conscientização da população quanto à conservação da Mata Atlântica local. Para ser um voluntário, basta pedir sua ficha de cadastro em nosso Centro de Visitantes ou através do e-mail voluntarios.pnt@gmail.com.

Referências

  1. Parque Nacional da Tijuca Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Visitado em 15 de março de 2012.
  2. a b PARQUE NACIONAL DA TIJUCA Cadastro Nacional de Unidades de Conservação - Relatório Parametrizado - Unidade de Conservação (13 de março de 2012). Visitado em 15 de março de 2012.
  3. Terra Brasil – Informações sobre a Pedra da Gávea
  4. Terra Brasil – Informações sobre o Pico da Tijuca
  5. Decreto n° 50.932 de 6 de Junho de 1961 (PDF) Presidência da República - Casa Civil- Subchefia para Assuntos Jurídicos (06 de junho de 1961). Visitado em 15 de março de 2012.
  6. Decreto n° 60.183 de 8 de Fevereiro de 1967 (PDF) Presidência da República - Casa Civil- Subchefia para Assuntos Jurídicos (08 de fevereiro de 1967). Visitado em 15 de março de 2012.
  7. Dec nº 70.186 de 23 de fevereiro de 1972 (PDF) Presidência da República - Casa Civil- Subchefia para Assuntos Jurídicos (23 de fevereiro de 1972). Visitado em 15 de março de 2012.
  8. UCs abertas à visitação: Parque Nacional da Tijuca Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade. Visitado em 15 de março de 2012.
  9. Terra Brasil – Informações sobre o Parque Nacional da Tijuca

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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