Artocarpus incisa

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Exemplar de fruta-pão no Havaí

Exemplar de fruta-pão no Havaí
Classificação científica
Reino: Plantae
Clado: angiospérmicas
Clado: eudicotiledóneas
Clado: rosídeas
Ordem: Rosales
Família: Moraceae
Género: Artocarpus
Espécie: A. altilis
Nome binomial
Artocarpus altilis
(Parkinson) Fosberg

Artocarpus altilis, também conhecido pelos nomes científicos Artocarpus communis e Artocarpus incisus[1] e conhecido popularmente como fruta-pão, rima[2] e árvore-do-pão, é uma árvore frutífera, aparentada com a jaca (Artocarpus heterophyllus). É planta originária da Indomalásia (Java ou Samatra) ou da Malásia; seu fruto é base alimentar para povos ilhéus da Polinésia (Oceano Pacífico). Seus frutos são conhecidos pelo elevado valor nutricional e versatilidade culinária, sendo a base alimentar de alguns povos polinésios.

Descrição[editar | editar código-fonte]

As frutas-pão dividem-se em duas variedades: a apyrena, conhecida por fruta-pão de massa, que não possui sementes, e a seminífera, conhecida por fruta-pão de caroço, que tem gosto de pão com geleia de framboesa e que apresenta numerosas sementes comestíveis e polpa não comestível.

A fruta-pão também é uma árvore ornamental, de grande porte e crescimento rápido, podendo alcançar 20 metros de altura. Longeva, vive cerca de 80 anos. Sua folhas são muito bonitas, grandes, perenes e profundamente lobadas. Se for machucada, exsuda um látex leitoso que tem aplicações artesanais, para calafetação e como cola. A fruta-pão é uma planta monoica, isto é, com os dois sexos na mesma planta e flores separadas, masculinas e femininas. As flores são pequenas e sem pétalas.[3] A polinização é cruzada, mas a frutificação não depende da polinização.

Os frutos são grandes, redondos como melões, e chegam a pesar 3 quilogramas. Sua casca é de cor verde-amarelada e sua polpa é amarelo-escura nas frutas de massa e amarronzada na variedade com sementes. As frutas de massa são ricas em amido, proteínas e vitaminas e podem ser consumidas cozidas, assadas, em doces ou até mesmo fritas. Também podem ser transformadas em farinha [4] e utilizadas em panificação e confeitaria. As sementes também são comestíveis e podem ser preparadas como outras castanhas, assadas ou cozidas.

Deve ser cultivada sob Sol pleno em solo fértil, profundo, drenável e irrigado periodicamente. A fruta-pão é uma árvore de clima tropical úmido e adapta-se bem ao litoral. Não é tolerante a locais demasiadamente secos ou frios. A frutificação inicia-se após 3 a 5 anos de implantação. A variedade que não produz sementes multiplica-se por estaquia de raízes. A variedade que produz sementes multiplica-se por sementes.

Usos[editar | editar código-fonte]

A polpa da fruta-pão de massa é rica em calorias, carboidratos, água, vitaminas B1, B2 e C, cálcio, fósforo, ferro e tem baixo teor de gorduras. Industrialmente, a polpa foi aproveitada como fruta seca e farinha panificável, além de fonte para extração do amido e de farinha granulada semelhante ao sagu. Em uso caseiro, a polpa - quase madura - pode ser cozida, assada, transformada em purê ou cortada em fatias consumidas fritas com manteiga, mel ou melaço. Cortada em fatias (de 50–10 milímetros de espessura) secas ao sol ou em fornos, a polpa é usada para o preparo de raspas, crueiras ou aparas e para o preparo de farinhas que, misturadas à farinha de trigo, podem compor o pão caseiro. Madura, a polpa é aproveitada na fabricação de doces.

As sementes do fruta-pão de caroço podem ser consumidas assadas, torradas, ou fervidas em água e sal; outrossim possibilitam a extração de farinha alimentícia bastante nutritiva. Em alguns estados brasileiros, as sementes são usadas em substituição ao feijão para preparar guisados e ensopados. As sementes são consumidas, facilmente, pelo gado em geral.

O gado consome facilmente as folhas e muitas vezes a casca do tronco de plantas jovens. Ramos novos macerados liberam fibras empregadas na fabricação de cordas e esteiras.

A madeira, de cerne amarelado que passa a castanho após cortada, é resistente a insetos, é fácil de trabalhar, é utilizada na fabricação de forros, portas, instrumentos musicais e marcenaria; também produz carvão utilizável no preparo da pólvora.

O látex - do fruto e do tronco -, por viscosidade, é utilizado para capturar pássaros, para fabricação de colas e, em associação com fibras, usado para calefetar barcos.

A farmacopeia popular a tem utilizado das seguintes formas:

Veja também[editar | editar código-fonte]

Há outra fruta de mesmo género Artocarpus mas diferente espécie, A. heterophyllus, muito popular no Brasil, conhecida por jaca.

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Notas

  1. Kew Royal Botanical Gardens. Disponível em http://www.kew.org/science-conservation/plants-fungi/artocarpus-altilis-breadfruit. Acesso em 30 de setembro de 2014.
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 816.
  3. FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa. 2ª edição. Rio de Janeiro. Nova Fronteira. 1986. p. 816.
  4. (em português) Embrapa - Aproveitamento Tecnológico da Farinha de Fruta-Pão. Página acessada em 8 de Dezembro de 2010.

Referências Bibiliográficas[editar | editar código-fonte]

EBDA. Produção de mudas de fruteiras tropicais. Salvado, 1991. 77p. (EBDA. Circular Técnica, 01).

EMBRAPA. CPATU. Fruticultura tropical: a fruta-pão. Belém, 1987.

GUIA RURAL ABRIL. Culturas: Frutas tropicais. São Paulo, 1988. Edição especial.

LUNA, José Vieira Uzêda. Instruções práticas para o cultivo de frutas tropicais. Salvador: EPABA, 1988. 56p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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