Copacabana Palace
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| Copacabana Palace | |
Copacabana Palace, Rio de Janeiro, Brasil |
|
| Dados e estatísticas do Hotel | |
|---|---|
| Localização | Rio de Janeiro, Brasil |
| Endereço | Avenida Atlântica, 1702, Rio de Janeiro |
| Data de abertura | 13 de Agosto de 1923 |
| Nº de Estrelas | 5 |
| Arquiteto | Joseph Gire |
| Nº de restaurantes | 2 |
| Nº de quartos | 226 |
| Nº de suítes | 146 |
| Website | Copacabana Palace.com.br |
O Hotel Copacabana Palace é um luxuoso e famoso hotel localizado em frente à praia de Copacabana, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Na atualidade, o Copacabana Palace permanece como um dos mais importantes estabelecimentos hoteleiros da cidade, disponibilizando duzentos e vinte e seis apartamentos e suítes: cento e quarenta e oito no prédio principal e setenta e oito no anexo, distribuídos em uma área de onze mil metros quadrados.
Índice |
[editar] História
Copacabana Palace foi construído pelo empresário Octávio Guinle, entre 1919 e 1923, atendendo a uma solicitação do então presidente Epitácio Pessoa (1919-1922), que desejava um grande hotel de turismo na então capital do país, para ajudar a hospedar o grande número de visitantes esperados para a grande Exposição do Centenário da Independência do Brasil, um evento de dimensões internacionais a ser realizado na esplanada do Castelo, em 1922. Como contrapartida, o Governo Federal concederia incentivos fiscais, assim como a licença para que nele funcionasse um cassino, essa última uma exigência do empresário.
Tendo se chegado a um acordo, o empresário adquiriu um terreno na praia de Copacabana, de frente para a Avenida Atlântica, alargada em 1919 pelo engenheiro Paulo de Frontin. Na época, o hotel foi o primeiro grande edifício em Copacabana, cercado apenas por pequenas casas e mansões.
Para a execução do projeto foi contratado o arquiteto francês Joseph Gire, que se inspirou em dois famosos hotéis da Riviera Francesa: o Negresco, em Nice, e o Carlton, em Cannes. A estrutura, sóbria e imponente, foi erguida pelo engenheiro César Melo e Cunha, tendo empregado, em larga escala, o mármore de Carrara e cristais da Boêmia.
Entretanto, o hotel só foi inaugurado em 13 de agosto de 1923, quase um ano após a Exposição do Centenário. Isso se deveu às seguintes causas: dificuldades na importação de mármores e cristais; na execução das suas fundações (com catorze metros de profundidade, conforme exigido pelo projeto); falta de tecnologia e experiência no país para tal confecção; uma violenta ressaca que, em 1922, destruiu a Avenida Atlântica, causando danos aos pavimentos inferiores do hotel.
Tendo em vista o atraso na execução do projeto, o presidente Artur Bernardes (1922-1926), tentou cassar a licença para o funcionamento do cassino (1924). O assunto foi encaminhado à Justiça onde, após demorada disputa, a família Guinle obteve ganho de causa (1934). O hotel e seu cassino foram essenciais para a consolidação da fama e "glamour" do bairro nas décadas seguintes.
Em 1934, foi construída a piscina do hotel, com projeto do engenheiro César Melo e Cunha, ampliada em 1949. Em 1938 inaugurou-se o "Golden Room", com um espetáculo de Maurice Chevalier.
Em abril de 1946, após a Segunda Guerra Mundial, o presidente Eurico Gaspar Dutra probiu o jogo no país. O cassino foi transformado em casa de espetáculos, e o hotel passou por uma ampla reforma, aumentando sua capacidade e acrescentando-se dois pavimentos ao prédio principal, a pérgula lateral e o anexo nos fundos (inaugurado em 1949). Essa reforma ficou ao cargo do arquiteto Wladimir Alves de Sousa.
Com a transferência da capital para Brasília, em 1960, o hotel conheceu um período de lenta decadência, até ser superado por hotéis mais modernos, construídos na década de 1970.
Em 1985, projetou-se a sua demolição, vindo a ser tombado nas esferas federal (IPHAN), estadual (INEPAC) e municipal (DGPC). Em 1989, a família Guinle, na pessoa de José Eduardo Guinle, vendeu-o ao grupo "Orient Express", que o reabilitou, modernizando as antigas instalações sem descaracterizá-las.
[editar] Lista de hóspedes ilustres
[editar] Filme "Flying Down to Rio"
O hotel serviu de tema para o musical "Flying Down to Rio", de 1933, com Dolores del Rio, em que Fred Astaire e Ginger Rogers dançam juntos pela primeira vez. Embora ambientado no hotel, o filme foi inteiramente rodado nos Estados Unidos da América, em estúdios, com cenários pintados do Rio de Janeiro, e na praia de Malibu, para criar o exterior. O sucesso do filme tornou o hotel conhecido mundialmente.

