Copacabana

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Broom icon.svg
As referências deste artigo necessitam de formatação (desde dezembro de 2013).
Por favor, utilize fontes apropriadas contendo referência ao título, autor, data e fonte de publicação do trabalho para que o artigo permaneça verificável no futuro.
Copacabana
—  Bairro do Brasil  —
Praia de Copacabana - Rio de Janeiro, Brasil.jpg
Copacabana.svg
Distrito Subprefeitura da Zona Sul
Área
 - Total 410,09 ha (em 2003)[1]
População
 - Total 146 392 (em 2 010)[2]
 - IDH 0,956[3] (em 2000)
Domicílios 81 188 (em 2010)
Limites Botafogo, Ipanema, Lagoa,
Leme e Humaitá[4]
Subprefeitura Subprefeitura da Zona Sul
Fonte: Não disponível

Copacabana é um bairro nobre situado na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. É considerado um dos bairros mais famosos e prestigiados do Brasil e um dos mais conhecidos do mundo. Tem o apelido de Princesinha do Mar e Coração da Zona Sul. Faz divisa com os também bairros nobres da Lagoa, Ipanema, Botafogo e Leme.[5] Em termos populacionais, é o bairro mais populoso da Zona Sul da capital carioca, com mais de 140 000 habitantes em 2010[6] , dos quais cerca de 1/3 (cerca de 43 000 habitantes[7] em 2010) é composta por idosos, com idade igual ou superior a sessenta anos de idade[8] [9] . De fato, Copacabana é por vezes apontado como "o bairro com população mais idosa" do país[10] [11] .

Copacabana atrai um grande contingente de turistas para seus mais de oitenta hotéis, que ficam especialmente cheios durante as épocas do ano-novo e do carnaval. No fim de ano, a tradicional queima de fogos na Praia de Copacabana atrai uma multidão de pessoas. A orla ainda é lugar de variados eventos, como shows nacionais e internacionais, durante o resto do ano.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Há várias hipóteses etimológicas para o nome Copacabana. A primeira alega que o termo teria vindo da língua quíchua falado no antigo Império Inca, significando "lugar luminoso", "praia azul"[12] ou "mirante do azul"[13] . Outras fontes apontam o termo como originário da língua aimará falada na Bolívia, significando "vista do lago" (kota kahuana). Nesse país, Copacabana é o nome dado a uma cidade situada às margens do Lago Titicaca, fundada sobre um antigo local de culto inca. Existem relatos de que, nesse local, antes da chegada dos colonizadores espanhóis, ocorria o culto a uma divindade chamada Kopakawana, que protegeria o casamento e a fertilidade das mulheres.

História[editar | editar código-fonte]

A Avenida Atlântica em foto da década de 1910
A praia em 1971

Segundo a lenda, após a chegada dos espanhóis à região, Nossa Senhora teria aparecido no local para Francisco Tito Yupanqui, um jovem pescador, que, em sua homenagem, teria esculpido uma imagem da santa que ficou conhecida como Nossa Senhora de Copacabana: a Virgem vestida de dourado pousada sobre uma meia-lua. No século XVII, comerciantes bolivianos e peruanos de prata (chamados na época de "peruleiros") trouxeram uma réplica dessa imagem para a praia do Rio de Janeiro então chamada de Sacopenapã (nome tupi que significa "caminho de socós"). Sobre um rochedo dessa praia, construíram uma capela em homenagem à santa. Tal capela, com o tempo, passou a designar a praia e o bairro. Tal capela veio a ser demolida em 1914, para ser erigido, em seu lugar, o atual Forte de Copacabana[14] .

Por ficar numa área de difícil acesso, até o final do século XIX somente existiam na localidade o Forte Reduto do Leme, a pequena Igreja de Nossa Senhora de Copacabana e algumas chácaras e sítios.

Segundo o mesmo dicionário acima citado, o doutor Figueiredo Magalhães, médico de renome e residente no bairro, o recomendava a pessoas convalescentes, para repouso e, assim, cresceu o número de seus habitantes. Entretanto, somente com a inauguração de um túnel no Morro de Vila Rica (Túnel Velho), em 6 de julho de 1892, pela Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico (atual Light), na pessoa do deputado José Cupertino Coelho Cintra, dito "o Bandeirante de Copacabana", entre Copacabana e Botafogo, o bairro começou a se integrar ao resto da cidade. Entre os cinco acionistas da Companhia Ferro-Carril do Jardim Botânico se encontra o 1º Conde de Wilson, Edward Pellew Wilson Júnior.

Com a ampliação das linhas de bonde até o Forte do Leme e à Igreja de Nossa Senhora de Copacabana (onde hoje fica o Forte de Copacabana), o bairro foi ganhando ruas e casas, fator acentuado ainda mais com a inauguração da Avenida Atlântica em 1906, na orla do bairro.

Em 1923, foi inaugurado, na Avenida Atlântica, o Hotel Copacabana Palace, que se tornou um dos símbolos do bairro e da cidade[15] .

Copacabana em 2010

Na década de 1970, foi realizado, pela Superintendência de Urbanização e Saneamento[16] , por meio de dragas nacionais (a draga Ster) e neerlandesas (a draga autotransportadora Transmundum III, pertencente à empresa de dragagem neerlandesa R. Boltje & Zonen – Zwolle, conduzida por Kor Boltje), um grande aterro hidráulico, comandado pelo engenheiro Hildebrando de Góis Filho, presidente da Companhia Brasileira de Dragagens, que ampliou a área de areia da praia e cujos objetivos principais eram: o alargamento das pistas da Avenida Atlântica, a passagem do interceptor oceânico — tubulação que transporta todo o esgoto da Zona Sul até o emissário de Ipanema — e evitar que as ressacas chegassem à Avenida Nossa Senhora de Copacabana e às garagens dos prédios da Avenida Atlântica. Este alargamento da praia foi de cerca de setenta metros de largura ao longo de toda sua extensão de quatro quilômetros. Os estudos em modelos físicos hidráulicos dessa ampliação foram realizados no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa. Nesse modelo lisboeta, trabalharam os engenheiros portugueses Fernando Maria Manzanares Abecasis, Veiga da Cunha, José Pires Castanho e Daniel Vera Cruz, além do engenheiro brasileiro Jorge Paes Rios.

Posteriormente, foram construídos, na orla, uma ciclovia e alguns quiosques para atendimento ao público.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O bairro faz divisa com Lagoa, Ipanema, Botafogo e Leme.

Tem 101 quarteirões, 79 ruas, seis avenidas, sete travessas, quatro ladeiras e três favelas (Pavão-Pavãozinho, Cabritos e Ladeira dos Tabajaras) numa área de 7,84 km².

Nos fins de semana, a faixa de areia fica cheia de moradores e de turistas. A calçada em pedras portuguesas da praia, com seu famoso desenho de ondas em padrão marlargo), ladeado pela ciclovia, é uma concorrida opção de passeio.

Economia[editar | editar código-fonte]

O famoso hotel Copacabana Palace
A Avenida Atlântica à noite

O bairro é repleto de restaurantes, bares, cafés, hotéis, cinemas, bancos, igrejas, sinagogas (tradicionalmente abriga a comunidade judaica carioca), lojas, teatros e feiras de arte nos finais de semana. O comércio é bastante diversificado, com lojas de alto padrão misturadas a outras de perfil mais popular, além de camelôs. É o bairro com o maior número de idosos e aposentados do Rio de Janeiro.

Transportes[editar | editar código-fonte]

O bairro oferece três estações de metrô (Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos e Cantagalo) e mais de oitenta linhas de ônibus municipais e intermunicipais.

As principais vias do bairro são as a Avenida Atlântica (a avenida que margeia a Praia de Copacabana) e as avenidas Nossa Senhora de Copacabana (principal avenida, cruzando o bairro, sendo uma das mais congestionadas de toda a zona sul do Rio de Janeiro); Princesa Isabel (interliga os bairros de Copacabana, Leme e Botafogo); Rainha Elizabeth da Bélgica (interliga os bairros de Copacabana e Ipanema); Prado Júnior e a Rua Barata Ribeiro (cruza Copacabana, sendo a segunda via com trânsito mais intenso no bairro)

Demografia[editar | editar código-fonte]

A partir da década de 1960, a fama crescente atraiu mais moradores do que a área poderia comportar de forma confortável e Copacabana sofreu com a especulação imobiliária, até se tornar repleta de altos prédios de apartamentos próximos uns aos outros.

A população de Copacabana é, em sua maior parte, das classe média-alta e média.

Atualmente, o bairro tem a maior concentração populacional da Zona Sul carioca, tendo em torno de 150 000 habitantes em 2013. Também abriga a maior quantidade de idosos do município e um dos maiores do país (proporcionalmente falando), com 16,7% da população acima de sessenta anos.

Cultura e eventos[editar | editar código-fonte]

O prédio mais famoso do bairro é o Copacabana Palace, o mais tradicional hotel da cidade[17] . Inaugurado em 1923, o prédio principal se destaca pela elegância e imponência: seu projeto arquitetônico foi desenhado pelo arquiteto francês Joseph Gire, que se inspirou no Hotel Negresco, de Nice e no Hotel Carlton, de Cannes. Em seus quartos, já se hospedaram muitas celebridades nacionais e internacionais.

Existem diversas músicas brasileiras e estrangeiras que homenageiam Copacabana, de diversos autores, como Billy Blanco, Tom Jobim, Dick Farney e Braguinha.

Copacabana é considerada o berço da bossa-nova, como relata Ruy Castro no seu livro Chega de saudade.

Na Praia de Copacabana, foram e ainda são realizados diversos eventos musicais, como, por exemplo:

Jornada Mundial da Juventude do ano de 2013, que teve todos os eventos centrais (Missa de abertura com Dom Orani Tempesta, Acolhida ao Papa Francisco, Via-Sacra, Vigília e Missa de Envio com o Papa Francisco) realizados na Praia de Copacabana, dos dias 23 a 28 de Julho de 2013.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Copacabana