Leme (bairro do Rio de Janeiro)
| Bairro do Rio de Janeiro |
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| Área: | 0,98 km²[1] | ||
| IDH: | 0,955 | ||
| Habitantes: | 14.157[1][2] | ||
| Limites: | Botafogo, Copacabana e Urca. | ||
| Subprefeitura: | Subprefeitura da Zona Sul[1] | ||
| Região Administrativa: | Copacabana[1] | ||
Leme é um bairro nobre de classe alta da zona sul da cidade do Rio de Janeiro, localizado na mesma dependência da praia de Copacabana.
Índice |
[editar] Etimologia
O bairro deve seu nome à Pedra do Leme contornada pelas praias da Urca e Botafogo e cujo formato, visto de cima, se assemelha ao do leme de um navio.
[editar] História
No Império a região onde se encontram Leme e Copacabana era reduto de famílias que faziam piqueniques e passeios.[3] Por ficar numa área de difícil acesso, areal deserto, até o final do século XIX somente existiam na localidade o Forte Reduto do Leme, a pequena igreja de Nossa Senhora de Copacabana e algumas chácaras e sítios.[4]
A atração das famílias à área era tão grande que houve, entre 1892 e 1894, o primeiro loteamento, cuja primeira via aberta se chamaria Rua Gustavo Sampaio. A Empreza de Construcções Civís pertencente a Alexandre Wagner, Otto Simon e Theodoro Duvivier foi responsável pelo projeto.[4] As terras foram adquiridas a partir de 1873 pelo capitalista e empreendedor Alexandre Wagner, eram as chácaras: do Leme, do Sobral e do Boticário, que se estendiam Morro do Vigia até a atual Rua Siqueira Campos.[4]
A inauguração do Túnel Novo (ou do Leme), em 1906, levou a linha de bondes da Companhia Ferro-Carril Jardim Botânico ao bairro, na Praça do Vigia. No mesmo ano na orla do Leme e Copacabana foi concluída a Avenida Atlântica[4].
No Morro da Babilônia ainda havia chácaras, uma delas era pertencente a Wilhelm Marx, pai do paisagista Roberto Burle Marx.[4] E a ocupação de suas encostas se deu em 1915, alcançando seu auge a partir de 1934 quando foram criadas as Comunidades da Babilônia e do Chapéu Mangueira. Já no Morro do Leme situava-se o Forte Duque de Caxias, construído em 1776, sendo desativado em 1975. O bairro apresentava outras quatro estruturas militares, como: o Forte da Ponta da Vigia, o Forte da Ponta do Anel, o Forte Duque de Caxias e o Forte Guanabara.[4]
Nos anos 1950 e 60 a verticalização atinge o bairro, com a construção dos prédios dos hotéis Meridian da rede francesa Le Méridien, rebatizado em 2007 como IberoStar Copacabana, além de edifícios residenciais. Em 1971 houve a duplicação do calçadão.[4]
[editar] Atualidade
O Leme é um bairro residencial, onde se situam os túneis Botafogo - Leme e o hotel Windsor Atlântica Hotel. Nesse local, era costume ocorrer uma cascata de fogos de artifício durante o Réveillon. Vários eventos esportivos ocorrem no bairro, como a chegada da Travessia dos Fortes.
O bairro sofre atualmente com a violência[5] e no ano de 2009 houve a ocupação dos morros do bairro (Babilônia e Chapéu Mangueira).[6]
Referências
- ↑ a b c d Bairros cariocas - Leme.
- ↑ Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE -
- ↑ Leme - um bairro de subúrbio no coração da Zona Sul
- ↑ a b c d e f g O Leme redescoberto
- ↑ Moradores reagem à violência e criam SOS Leme - O Globo Online
- ↑ Polícia investiga onda de assalto depois de ocupação de morros no Leme