Praia de Copacabana

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Praia de Copacabana
Vista panorâmica da faixa de areia da praia de Copacabana
Localização Bandeira do Município do Rio de Janeiro.png Rio de Janeiro (RJ)
 Brasil
Extensão da orla 18 quilômetros
Anexo:Lista de praias do Rio de Janeiro

Praia de Copacabana localiza-se no bairro de Copacabana, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Considerada uma das praias mais famosas do mundo, é carinhosamente apelidada pela população de "Princesinha do Mar".

Limitada pela Avenida Atlântica, as suas areias são sede de grandiosos eventos, como campeonatos mundiais de futebol de areia, campeonatos mundiais de vôlei, shows de até 1 000 000 de pessoas (como o dos Rolling Stones em 18 de fevereiro de 2006[1] e a gravação do DVD "Claudia Leitte ao vivo em Copacabana", da cantora brasileira Claudia Leitte, em 18 de fevereiro de 2008[2] ) e uma das maiores festas de ano-novo do mundo, com mais de 2 000 000 de pessoas.[3] . No dia 28 de julho de 2013 a praia recebeu o recorde de público durante a Missa de Envio da Jornada Mundial da Juventude com o Papa Francisco, tendo sido estimado mais de 3 500 000 de pessoas.[4] .

História[editar | editar código-fonte]

A Avenida Atlântica em foto da década de 1910
A praia em 1971

Inicialmente, a praia e toda a região a sua volta tinham o nome tupi de "Sacopenapã", que significa "o barulho e o bater de asas dos socós". No século XVII, com a inauguração de uma ermida em homenagem a Nossa Senhora de Copacabana, num rochedo no final da praia, o nome da praia e da região foi trocado para "Copacabana".[5]

No final do século XIX e início do século XX, com a chegada dos bondes e a abertura de vários túneis ligando a praia ao Centro da cidade, a praia começou a ser mais frequentada pela população.[6]

O desenho em curvas de sua calçada em padrão mar largo, simulando as ondas do mar, é conhecido no mundo todo. Foi, originalmente, concebido no século XIX, nas calçadas da Praça de Dom Pedro IV, mais conhecida como Praça do Rossio, em Lisboa, em Portugal, para homenagear o encontro das águas doces do Rio Tejo com o Oceano Atlântico, e implantado em 1901 no Largo de São Sebastião, em Manaus, pelos calçadeiros portugueses, em comemoração à Abertura dos Portos do Rio Amazonas (embora esta calçada já estivesse planejada desde a década de 1880, quando o Teatro Amazonas, concluído em 1896, começou a ser pensado). Inicialmente, as ondas tinham orientação perpendicular em relação ao comprimento da calçada. Foram confeccionadas com pedras pretas (de basalto) e brancas (de calcita). Como as pedras vieram, inicialmente, das cercanias de Lisboa, elas receberam o nome popular de "pedras portuguesas", denominação que se mantém até hoje, apesar de elas já serem extraídas no próprio Brasil, atualmente.

Entre 1908 e 1914, a Igreja de Nossa Senhora de Copacabana, no final da praia, foi demolida para dar lugar ao atual Forte de Copacabana.

No final da década de 1910, surgiram os primeiros postos de salvamento na praia.[7]

Em 5 de julho de 1922, a calçada da Praia de Copacabana foi palco de um evento marcante da história do país: a marcha dos dezoito revoltosos do Forte de Copacabana, que percorreram toda a extensão da praia desde o Forte de Copacabana até o Forte do Leme, para enfrentar as forças legalistas, no episódio que ficou conhecido como a Revolta do Forte de Copacabana.

Em 13 de agosto de 1923, foi inaugurado o Hotel Copacabana Palace, em frente à praia. Desde então, o hotel tornou-se um símbolo da cidade.[8]

No decorrer das décadas de 1930, 1940 e 1950, a praia viveu seu período áureo, quando tornou-se a praia mais frequentada da cidade, suplantando a Praia do Flamengo e recebendo a alcunha de "princesinha do mar".

Vista panorâmica de Copacabana em agosto de 2012

Durante a reforma da calçada e o alargamento da Avenida Atlântica, durante a década de 1970, sob orientação do arquiteto e paisagista brasileiro Roberto Burle Marx, as ondas da calçada adquiriram seu atual sentido paralelo em relação ao comprimento da calçada.[9] [9] Na década de 1970, também foi realizado, pela Superintendência de Urbanização e Saneamento - SURSAN, através de dragas nacionais (draga STER) e holandesas (draga TRANSMUNDUM III), um grande aterro hidráulico, comandado pelo engenheiro Hildebrando de Góes Filho, presidente da Companhia Brasileira de Dragagens, que ampliou a área de areia da praia e cujos objetivos principais eram: a ampliação da área de lazer (shows, arenas de volei e futebol de praia, etc.), o alargamento das pistas da Avenida Atlântica, a passagem por baixo do calçadão central do interceptor oceânico, tubulação que transporta todo o esgoto da Zona Sul até o emissário de Ipanema e, ainda, para evitar que as ressacas chegassem até a Avenida Nossa Senhora de Copacabana e invadissem as garagens dos edifícios da Avenida Atlântica, como era comum, sendo que as mais fortes chegavam mesmo até a Av. N.S. de Copacabana. Os estudos em modelos físicos hidráulicos desta ampliação foram realizados no Laboratório Nacional de Engenharia Civil, em Lisboa. Nesses modelos, em Lisboa, trabalharam os engenheiros portugueses Fernando Maria Manzanares Abecasis, Veiga da Cunha, Antonio Pires Castanho e Daniel Vera-Cruz e o engenheiro brasileiro Jorge Paes Rios.

Mais tarde, foram construídos, na orla, uma ciclovia e alguns quiosques para atendimento ao público.

De 23 a 28 de Julho de 2013, a praia de Copacabana sediou todos os eventos centrais da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013. Os eventos realizados na praia foram a missa de abertura da JMJ, a acolhida ao Papa Francisco, a Via-Sacra, a Vigília e a missa de envio com o Papa Francisco, na qual compareceram 3,8 milhões de fiéis, tornando a Jornada Mundial da Juventude do Rio de Janeiro a segunda maior da história das Jornadas.

Nos Jogos Olímpicos de 2016, a praia sediará as competições de vôlei de praia, maratona aquática e triatlo.

Panorama da praia em setembro de 2009

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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