Ciclovia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Ciclofaixa em Barcelona, Espanha

Uma via ciclável é um espaço destinado especificamente para a circulação de pessoas utilizando bicicletas. Há vários tipos de vias cicláveis, dependendo da segregação entre ela e a via de tráfego de automíveis:

  • tráfego compartilhado: não há nenhuma delimitação entre as faixas para automóveis ou bicicletas, a faixa é somente alargada de forma a permitir o trânsito de ambos os veículos.
  • ciclofaixa:é uma faixa das vias de tráfego, geralmente no mesmo sentido de direção dos automóveis e na maioria das vezes ao lado direito em mão única. Normalmente, nestas circunstâncias, a circulação de bicicletas é integrada ao trânsito de veículos, havendo somente uma faixa ou um separador físico, como blocos de concreto, entre si.
  • ciclovia: é segregada fisicamente do tráfego automóvel. Podem ser unidireccionais (um só sentido) ou bidireccionais (dois sentidos) e são regra geral adjacentes a vias de circulação automóvel ou em corredores verdes independentes da rede viária.

Índice

[editar] História

A prefeitura de Paris criou, em 1862, caminhos especiais nos parques para os velocípedes para não se misturarem com as charretes e carroças, dando assim origem às primeiras ciclovias.

A construção de pistas cicláveis massificou-se durante o programa de autobahns no Nacional Socialismo Alemão nos anos 30 do século XX, com a intenção de retirar as bicicletas das rede viária, que impediam os automóveis, que começavam a ser produzidos pela indústria automóvel, de atingir as velocidades desejadas. no estado de são paulo existe 4,5 km de ciclovias!

[editar] Segurança

[editar] Meio Urbano

Dados e estudos em diversos países contrariam a crença de que ciclovias aumentam a segurança do ciclista no meio urbano. Visto que, numa ciclovia, o ciclista está separado do fluxo de veículos, sua interação com outros motoristas e sua visibilidade são prejudicadas em cruzamentos [1]. No meio urbano, a maioria dos acidentes com ciclistas ocorre justamente em cruzamentos [2](enquanto colisões traseiras só são significativas em vias interurbanas ou arteriais) e isto é agravado quando se constrói ciclovias.

Nos EUA [3] , Reino Unido [4], Alemanha, Suécia [5] , Dinamarca [6], Canadá [7] e na Finlândia [8], foi constatado que a instalação de ciclovias resultaram num aumento significativo, de até 12 vezes, na taxa de colisões entre carros e bicicletas por quilômetro pedalado.

Em Helsinki, pesquisas têm mostrado que os ciclistas tem mais segurança pedalando nas ruas compartilhando o tráfego com outros veículos do que quando usam os 800 km de ciclovias da cidade [9] . A polícia e o senado de Berlin conduziram estudos que levaram a uma conclusão similar nos anos 1980 [10]. Em Berlin, apenas 10% das vias têm ciclovias, mas as ciclovias produzem 75% das mortes e demais acidentes de ciclistas [11]. Ciclofaixas são menos perigosas do que ciclovias, mas mesmo aos exemplos melhor implementados foram associados um aumento de 10% de acidentes.

[editar] Estradas (vias arteriais ou rurais)

Dados de acidentes registrados pela polícia do Reino Unido indicam que em vias sem cruzamentos (vias arteriais ou interurbanas), 17% dos acidentes foram provocados por colisão traseira. A taxa de mortalidade aumenta com o limite de velocidade da estrada: 5% em estradas onde o limite é 50 km/h, 12% em 64 km/h, 21% em 100km/h e 31% em 110 km/h [12].

O uso de espaços segregados para ciclistas em vias arteriais ou interurbanas parece estar associado à redução do risco de acidentes. Na Irlanda, a instalação de grandes acostamentos nas vias interurbanas na década de 1970 resultou num decréscimo de 50% de acidentes com ciclistas [13]. Foi reportado que os Holandeses também encontraram que vias segregadas para bicicletas levaram a uma redução de colisões no meio rural [14].

[editar] References and further reading

[editar] References

  1. The Science and Politics of Bicycle Driving
  2. TD 42/95, Design Manual for Roads and Bridges, Part 6, Geometric Design of Major Minor Priority Junctions
  3. Risk factors for bicycle-motor vehicle collisions at intersections, A. Wachtel and D. Lewiston, Journal of the Institute of Transportation Engineers, pp 30-35, September, 1994.
  4. Two decades of the Redway cycle paths of Milton Keynes, J. Franklin, Traffic Engineering and Control, pp. 393-396, July/August 1999
  5. Leif Linderholm: Signalreglerade korsningars funktion och olycksrisk för oskyddade trafikanter ─ Delrapport 1: Cyklister. Institutionen för trafikteknik, LTH: Bulletin 55, Lund 1984, In: »Russian Roulette« turns spotlight of criticism on cycleways, Proceedings of conference »Sicherheit rund ums Radfahren«, Vienna 1991.
  6. Junctions and Cyclists, S.U. Jensen, K.V. Andersen and E.D. Nielsen, Velo-city ‘97 Barcelona, Spain.
  7. Toronto bicycle commuter safety rates, L. Aultman-Hall and M.G. Kaltenecker, Accident Analysis and Prevention (31) 675–686, 1999
  8. Finland: The safety effect of sight obstacles and road markings at bicycle crossings, M Rasanen and H. Summala, Traffic Engineering and Control, pp 98-101, February, 1998.
  9. Abstract: The risks of cycling, Dr. Eero Pasanen, Helsinki City Planning Department (Undated) (Accessed 23 January 2007)
  10. [1]Berlin Police Department study, 1987, in English translation and in the original German, with commentaries (Accessed 08/07/2007)
  11. Cycle track or carriageway use with the bicycle?, by Christian Marten, Allgemeiner Deutscher Fahrrad Club (ADFC), Berlin branch, 2002. (Accessed 23/01/2007)
  12. Stone, M. & Broughton, M. (2003). Getting off your bike: Cycling accidents in Great Britain 1990-1999. Accident Analysis & Prevention, 35, 549–556.
  13. The bicycle, a study of efficiency usage and safety., D.F. Moore, An Foras Forbatha, Dublin 1975
  14. Collection of Cycle Concepts, Danish Roads Directorate, Copenhagen, 2000

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

Este artigo é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.  Editor: considere marcar com um esboço mais específico.
Ferramentas pessoais
Criar um livro