Fortaleza

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Município de Fortaleza
"Capital Alencarina"
"Loira desposada do Sol"
"Terra da Luz"
"Fortal"
"Miami Brasileira"
Fortaleza

Fortaleza
Bandeira de Fortaleza
Brasão de Fortaleza
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 13 de abril
Fundação 13 de abril de 1726 (288 anos)
Gentílico fortalezense
Lema Fortitudine
Prefeito(a) Roberto Cláudio (PROS)
(2013–2016)
Localização
Localização de Fortaleza
Localização de Fortaleza no Ceará
Fortaleza está localizado em: Brasil
Fortaleza
Localização de Fortaleza no Brasil
03° 43' 06" S 38° 32' 34" O03° 43' 06" S 38° 32' 34" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Metropolitana de Fortaleza IBGE/2008[1]
Microrregião Fortaleza IBGE/2008[1]
Região metropolitana Fortaleza
Municípios limítrofes Caucaia, Maracanaú, Itaitinga, Eusébio e Aquiraz
Distância até a capital 2 285 km[2]
Características geográficas
Área 314,930 km² (BR: 3336º)[3]
População 2 551 805 hab. (CE: 1º) –  IBGE/2013[4]
Densidade 8 102,77 hab./km²
Altitude 21 m
Clima Tropical semiúmido[5]  As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,754 (CE: 1º) – alto PNUD/2010[6]
PIB R$ 43 402 190 mil (BR: 10º) – IBGE/2012[7]
PIB per capita R$ 17 359,53 IBGE/2012[7]
Página oficial
Prefeitura www.fortaleza.ce.gov.br
Câmara www.cmfor.ce.gov.br

Fortaleza é um município brasileiro, capital do estado do Ceará, situado na Região Nordeste do país. Pertence à mesorregião Metropolitana de Fortaleza e à microrregião de Fortaleza. A cidade desenvolveu-se às margens do riacho Pajeú, a 2 285 quilômetros de Brasília. Sua toponímia é uma alusão ao Forte Schoonenborch, construído pelos holandeses durante sua segunda permanência no local, entre 1649 e 1654. O lema da cidade, presente em seu brasão, é a palavra em latim Fortitudine, que em português significa "força, valor, coragem".

Está localizada no litoral Atlântico. Com 34 km de praias, é uma das metrópoles brasileiras com maior faixa litorânea. A cidade está localizada a uma altitude média de 21 metros, possui 314,930 km² de área e 2 571 896 habitantes, [8] além da maior densidade demográfica do país, com 7 786,4 hab/km². [8] É a maior cidade do Ceará em população, a quinta do Brasil [9] e a 91ª do mundo. [10] A Região Metropolitana de Fortaleza possui 3,6 milhões de habitantes, [11] e por isso é a sexta mais populosa do Brasil e a segunda do Nordeste. É a cidade nordestina com a maior área de influência regional e possui a terceira maior rede urbana do Brasil em população, atrás apenas de São Paulo e do Rio de Janeiro. [12]

Fortaleza possui o 10º maior PIB municipal da nação e o maior do Nordeste,[7] com 43 bilhões de reais em 2012. É ainda a terceira metrópole mais rica do Norte-Nordeste em PIB,[7] além de importante centro industrial e comercial do Brasil, com o sétimo maior poder de compra municipal do país.[13] [14] No turismo, a cidade alcançou a marca de destino mais procurado no Brasil em 2004, 2006 e 2010, com atrações como a micareta Fortal no final de julho e o maior parque aquático do Brasil, o Beach Park.[15] [16] Em 2010, foi a capital do Nordeste mais procurada por viajantes nacionais, segundo um estudo do Hotéis.com. No cenário nacional, a capital cearense ocupou a 4ª colocação, atrás apenas do Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.[17] É sede do Banco do Nordeste, da Companhia Ferroviária do Nordeste e do DNOCS. Em 1996, a cidade ingressou no Mercado Comum de Cidades.

Seu aeroporto é o Aeroporto Internacional Pinto Martins. A BR-116, a mais importante do país, começa em Fortaleza. Batizada de Loira Desposada do Sol pelos versos do poeta Paula Ney, a metrópole cearense é a terra natal de brasileiros de grande renome, como José de Alencar, Rachel de Queiroz, Dom Hélder Câmara, Capistrano de Abreu, Chico Anysio, Karim Aïnouz, Casimiro Montenegro Filho, Maurício Peixoto e o ex-presidente Castelo Branco. O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura (CDMAC) é atualmente o principal espaço cultural de Fortaleza, com museus, teatros, cinemas, bibliotecas e planetário.

É a capital brasileira mais próxima da Europa, a 5 608 km de Lisboa, [18] [19] em Portugal. Foi uma das 12 sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014.

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Pormenor do mapa da costa do Ceará de 1629 (Albernaz I) com o Fortim de São Sebastião em destaque.

Antes da deriva continental, a área onde Fortaleza surgiu era contígua à da cidade de Lagos, na Nigéria. [20] O atual litoral das duas cidades surgiu há 150 000 000 de anos, no Jurássico Superior. A evolução geológica provocou o surgimento de grandes dunas no litoral da região. Estudos indicam que os primeiros seres humanos a habitarem esse território podem ter chegado há cerca de 2 000 anos. [21] Aproximadamente até o ano 1000, a região era habitada pelos índios tapuias. Nessa época, tais índios foram expulsos para o interior do continente pelos índios tupis procedentes da Amazônia. [22] É de origem tupi o povo indígena mais característico do território de Fortaleza, o potyguara, povo de língua tupi retratado por José de Alencar em seu livro "Iracema".

Séculos XVI, XVII e XVIII[editar | editar código-fonte]

Fortim de São Sebastião em 1644, segundo Arnout Montanus. [23]

Antes da colonização portuguesa do Ceará, houve duas passagens de europeus pelo atual litoral de Fortaleza: os navegadores espanhóis Vicente Yáñez Pinzón e Diego de Lepe desembarcaram nas costas cearenses antes da viagem de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500. Pinzón chegou a um cabo que se acredita ser o Mucuripe e Lepe desembarcou na barra do Rio Ceará, em Fortaleza. Tais descobertas não puderam ser oficializadas em decorrência do Tratado de Tordesilhas, de 1494.

O início da ocupação do território onde hoje se encontra Fortaleza data do ano de 1597/98, quando um ramo da etnia potyguara que habitava a região ao redor do Forte dos Reis Magos migrou e se estabeleceu na região entre as margens do rio Cocó e rio Ceará, tendo ao fundo as serras de Pacatuba e Maranguape. [24]

Mapa de Fortaleza em 1730.

A partir de 1603, os portugueses começaram a colonização do Ceará. O português Pero Coelho de Sousa aportou na foz do Rio Ceará. Naquelas margens, ergueu o Fortim de São Tiago e deu ao povoado o nome de Nova Lisboa. Porém, essa tentativa não vingou frutos em decorrência da seca de 1605 e a "Nova Lisboa" de Pero Coelho foi abandonada. O português Martim Soares Moreno chegou em 1613, recuperando e ampliando o Fortim de São Tiago e rebatizando-o como Fortim de São Sebastião. No ano de 1631, os holandeses tentaram tomar o Forte de São Sebastião, mas esta ação, conjunta com os índios potyguara, não foi bem sucedida. Em 1637, houve a tomada holandesa do forte de São Sebastião, outro trabalho conjunto com os indígenas. Em 1644, o Forte São Sebastião foi destruído pelos nativos. Os holandeses foram mortos ou expulsos.

Em 1649, uma nova expedição holandesa no Ceará, expedição antes negociada com os indígenas, construiu, às margens do Riacho Pajeú, o Forte Schoonenborch. Começava, nesse momento, a história de Fortaleza, cujo responsável foi o comandante holandês Matias Beck. [25] Em 1654, com a retirada dos holandeses, o forte foi rebatizado de Forte de Nossa Senhora da Assunção. Em 1726, o povoado do forte foi elevado à condição de vila. Em 1799, a Capitania do Ceará foi desmembrada da Capitania de Pernambuco e Fortaleza foi escolhida capital.

Século XIX[editar | editar código-fonte]

Planta de Fortaleza em 1859.

Durante o Século XIX, Fortaleza consolidou a liderança urbana no Ceará, fortalecida pelo surgimento da cultura do algodão. Com o aumento das navegações diretas com a Europa, foi criada, em 1812, a Alfândega de Fortaleza. Ainda em 1812, Antônio José da Silva Paulet construiu a Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, no local do restante do Forte de Nossa Senhora da Assunção. O Passeio Público foi planejado por Silva Paulet em 1820. Em 1824, a cidade se agitou com os revolucionários da Confederação do Equador. Entre os anos de 1846 e 1877, a cidade passou por um período de enriquecimento e melhoria das condições urbanísticas com a exportação do algodão, época em que foram executadas diversas obras, tais como a criação do Liceu do Ceará e do Farol do Mucuripe em 1845, Santa Casa de Misericórdia em 1861, Seminário da Prainha em 1864, sistema de abastecimento de água em 1866, Biblioteca Pública em 1867 e a Cadeia Pública em 1870. Alguns anos depois, teve início a construção da Rede de Viação Cearense e do Porto de Fortaleza. Nas décadas de 1870 e 1880 surgiram e se fortaleceram movimentos abolicionistas e republicanos que culminaram na libertação dos escravos no Ceará, em 25 de março de 1884, quatro anos antes da Lei Áurea. O movimento literário Padaria Espiritual, surgido em 1892, foi pioneiro na divulgação de ideias modernas na literatura do Brasil que só viriam a ser adotadas no século seguinte. Outras entidades que surgiram na época foram o Instituto do Ceará e a Academia Cearense de Letras, respectivamente fundadas em 1887 e 1894.

Século XX[editar | editar código-fonte]

Panorâmica aérea de Fortaleza em 1936, com vista da Praça General Tibúrcio e Palácio da Luz.

No século XX, Fortaleza passou por grandes mudanças urbanas, entre melhorias e o êxodo rural, e cresceu muito, chegando ao final da década de 1910 como a sétima maior cidade em população do Brasil. Em 1909, foi criado o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, organização que Fortaleza sedia até os dias de hoje. Em 1911, começaram as obras do primeiro sistema de esgoto da capital, projetado por João Felipe, que começou a funcionar em 1927. Entre 1943 e 1945, a Segunda Guerra Mundial entrou no contexto de Fortaleza, que sediou o Serviço Especial de Mobilização de Trabalhadores para a Amazônia e duas bases americanas, a Base do Pici e a Base do Cocorote. Em 1954, foi criada a primeira universidade na cidade, a Universidade Federal do Ceará, então denominada Universidade do Ceará, e inaugurado o Porto do Mucuripe. Entre as décadas de 1950 e 1960, a cidade passou por um crescimento econômico que superou os 100 por cento e começou a ocupação de bairros mais distantes do centro. Ao final dos anos 1970, começou a despontar como um dos maiores polos industriais do Nordeste com a implantação do Distrito Industrial de Fortaleza. Durante a abertura política após o Regime Militar, o povo elegeu a primeira mulher prefeita do Ceará, Maria Luiza Fontenele, e a primeira prefeitura comandada por um partido de esquerda no país. No final do século XX, as administrações dos prefeitos Juraci Magalhães e Antônio Cambraia realizaram, na cidade, diversas mudanças estruturais, com a abertura de várias grandes vias, uma significativa reforma no hospital de primeiros socorros, Instituto Doutor José Frota, a construção do Novo Mercado Central de Fortaleza, a criação de novos espaços culturais, a Ponte sobre o Rio Ceará, ligando a capital ao município de Caucaia e, pela via da Costa do Sol Poente, ao litoral oeste do Estado, além da cidade ter despontado como um dos principais destinos turísticos do Nordeste e do Brasil.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O meio ambiente de Fortaleza tem características semelhantes às que ocorrem em todo o litoral do Brasil. O clima é quente, com temperatura anual média de 26 °C. A vegetação predominante é de mangue e restinga. O Parque Ecológico do Cocó a maior área verde da cidade e um dos maiores parques urbanos da América Latina. [26] Seu relevo tem altitude média de 21 metros e o maior rio é o Cocó.

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Fortaleza por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 180,6 mm 29/01/2004 Julho 72,7 mm 13/07/1985
Fevereiro 131,8 mm 11/02/1978 Agosto 74,6 mm 02/08/2000
Março 162,5 mm 07/03/2004 Setembro 46,7 mm 10/09/2000
Abril 196,1 mm 26/04/1970 Outubro 22,1 mm 16/10/2002
Maio 198 mm 01/05/1974 Novembro 18 mm 09/11/1970
Junho 142,4 mm 02/06/1977 Dezembro 62,5 mm 28/12/1963
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 1961-1970, 1974-1985, 1990 e a partir de 1993.[27]

Fortaleza possui clima tropical semiúmido (tipo As segundo a classificação climática de Köppen-Geiger), [5] com temperatura média anual de 26,5 °C. Dezembro e janeiro são os meses mais quentes e julho é o mais frio, porém, sem significativas diferenças em termos de temperatura. A média pluviométrica anual é de 1600 mm, e o período de chuvas é concentrado entre fevereiro e maio. Sem ter bem definidas as estações do ano, existem apenas a época chuvosa (chamada localmente de inverno), de janeiro a julho, e a seca, de agosto a dezembro. O mês mais chuvoso é abril (356 mm) e o mais seco é novembro (12 mm). [28] Com a maior parte do solo arenoso, a agricultura mostrou-se pouco significativa para a economia fortalezense, e, já na década de 1990, toda a extensão do município era considerada área urbana. Sua localização, entre serras próximas, faz com que as chuvas de verão ocorram com mais frequência na cidade e entorno do que no resto do estado.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a menor temperatura já registrada em Fortaleza, entre 1961 e 1970, 1974 a 1985, 1990 e a partir de 1993, foi de 19 °C nos dias 5 de julho de 1974 e 15 de agosto de 1969, [29] enquanto a maior atingiu os 37 °C, em 27 de dezembro de 2001. [30] O maior acumulado de chuva em 24 horas foi de 198 milímetros em 1º de maio de 1974. [27] Em abril de 2001, foi registrado o maior volume total de chuva ocorrido em um mês, de 758,5 milímetros. [31]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Fortaleza Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 33,8 34,6 33,9 34 33,2 33,5 33,2 34,4 33,9 33,4 33,5 37 37
Temperatura máxima média (°C) 30,5 30,1 29,7 29,7 29,9 29,6 29,5 29,9 30,2 30,5 30,7 30,7 30,1
Temperatura média (°C) 27,1 26,9 26,4 26,2 26,2 25,8 25,6 26 26,4 26,9 27,2 27,3 26,6
Temperatura mínima média (°C) 24,4 24 23,6 23,4 23,3 22,8 22,4 22,7 23,4 24,1 24,4 24,6 23,6
Temperatura mínima registrada (°C) 20 21,2 20,2 20 20,6 20,2 19,4 19,4 20,5 21 21,3 21 19,4
Chuva (mm) 119,1 204,6 323,1 356,1 255,6 141,8 94,7 21,8 22,7 13 11,8 44,1 1 608,4
Dias com chuva (≥ 1 mm) 11 15 22 21 19 14 10 5 5 4 3 6 132
Umidade relativa (%) 78,1 81,4 84,7 85,2 83,6 81 78,8 75,3 74,4 74 73,7 75,9 78,8
Horas de sol 225,2 182,3 150 157,1 208,4 238,7 268,3 295,9 281,6 291,4 282,2 262,3 2 843,4
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (normal climatológica de 1961-1990;[32] [33] [34] [28] [35] [36] [37] recordes de temperatura de 1961 a 1970, 1974 a 1985, 1990 e a partir de 1993).[29] [30]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Parque Ecológico do Cocó, um dos maiores parques urbanos da América do Sul e a mais importante área verde e de preservação da cidade. O Rio Cocó corta a região e é responsável por manter as áreas de manguezal do parque.

A vegetação de Fortaleza é tipicamente litorânea, com áreas de mangue e restinga. As áreas de restinga encontram-se nas proximidades das dunas ao sul da cidade e perto da foz dos rios Ceará, Cocó e Pacoti. Nos leitos destes rios, a mata predominante é a de mangue. Estas matas estão protegidas por lei e formam a maior área verde da cidade. O Rio Cocó e seu leito formam, então, a maior área de mangue de Fortaleza, o Parque Ecológico do Cocó, localizado a centro-leste da cidade, com 1.155,2 hectares de área verde. Ao norte, está localizada a foz do rio Cocó e, ao sul, a área de mangue do rio Pacoti. Nas demais áreas verdes da cidade, já não existe a vegetação nativa, constituindo-se ela de vegetação variada, árvores frutíferas em grande parte.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Fortaleza tem várias lagoas e rios. Entre as lagoas, as maiores e mais importantes são: lagoa da Parangaba, conhecida por sua feira de variedades; lagoa da Messejana, onde está a maior estátua de Iracema de Fortaleza, e as do Opaia, Maraponga e Porangabuçu.

O Rio Ceará é a divisa dos municípios de Fortaleza e Caucaia.

Fortaleza é cortada por dois rios e alguns riachos. O rio Ceará desemboca na praia da Barra do Ceará, mas não passa por dentro da cidade. O rio marca a divisa com o município de Caucaia, onde existe a Área de Proteção Ambiental do Estuário do rio Ceará, com características de mangue. O rio Maranguapinho é o maior afluente do rio Ceará. Nasce na Serra de Maranguape, com extensão de 34 quilômetros, dos quais 17 estão dentro de Fortaleza. O riacho Pajeú é historicamente o córrego em que se assentou a cidade. Restam somente duas áreas verdes às margens do Pajeú: a primeira no bosque do Palácio João Brígido, sede da prefeitura, no centro, e a segunda no Parque Pajeú, próxima à administração da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza. Ainda há riachos de importância, como Maceió e Jacarecanga. O rio Cocó é o mais importante rio de Fortaleza. Perto de sua foz foi criado em 1989 e ampliado em 1993 o Parque do Cocó, a área verde mais importante da cidade. Um de seus afluentes é o rio Coaçu, que deságua junto à foz do Cocó. O Coaçu faz a divisa de Fortaleza com Eusébio, em uma área na qual o leito do rio formou a maior lagoa de Fortaleza, a lagoa da Precabura. O foz do rio Pacoti faz a divisa de Fortaleza com Aquiraz, cujas margens, com seus manguezais, formam hoje a Área de Proteção Ambiental do rio Pacoti.

Litoral[editar | editar código-fonte]

Visão parcial da costa da cidade.

O litoral de Fortaleza tem uma extensão de 34 quilômetros, com um total de 15 praias. Tem como limites a foz dos rios Ceará, ao norte, e Pacoti, ao sul. Outros rios e riachos que deságuam no litoral cearense são: Riacho Pajeú, Riacho Maceió, Riacho Jacarecanga e o Rio Cocó. A Praia da Barra do Ceará é a praia que faz o limite de Fortaleza com a cidade de Caucaia, localizada a oeste. Tem esse nome por ser a foz do rio Ceará. O local tem muita importância para a história da cidade, pois foi o local onde o açoriano Pero Coelho de Sousa fez sua primeira incursão, em 1603, construindo o Fortim São Tiago. A Praia de Iracema tem uma das noites mais agitadas da cidade, com seus bares, boates, casas de shows, teatros, museus, praças e alguns prédios históricos, como a Igreja de São Pedro, o Estoril e a Ponte Metálica, além de galerias de arte e o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. Também é local da prática de surf e pesca.

Estátua de Iracema e Martim, na Avenida Beira Mar.

Na Praia de Meireles há a avenida Beira Mar, que se estende até o Mucuripe. Nela está a principal concentração de hotéis da cidade. O Clube Náutico é um marco desta praia, em frente do qual acontece, todos os dias, a feira de artesanato mais conhecida da cidade. A Volta da Jurema é o local mais nobre do litoral de Fortaleza. O Mucuripe é famoso por sua comunidade de pescadores e pela composição de Belchior, importante artista nacional, que retrata o ethos do jangadeiro e da jangada enquanto símbolos do Ceará. Todos os dias, à tarde e de manhã cedo, é possível ver a partida e a chegada dos pescadores. Há na região, ainda, um movimentado mercado de peixes e mariscos e a mais antiga estátua de Iracema e Martim da cidade, inaugurada em 1965. Logo depois do Mucuripe está a Praia do Titãzinho, que é famosa pela prática do surf e revelou talentos nacionais como Tita Tavares. A Praia do Futuro é uma das mais visitadas pelos turistas, com uma longa extensão ocupada por barracas de praia e restaurantes especializados em frutos do mar, praia esta que foi cenário para o filme internacionalmente premiado de mesmo nome, dirigido pelo cineasta fortalezense Karim Ainouz. Um evento típico de Fortaleza é a Caranguejada, todas as quintas-feiras. Outra importante atração local é o Parque Estadual Marinho da Pedra da Risca do Meio, que fica distante do Porto do Mucuripe cerca de 10 milhas náuticas, ou 50 minutos.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1872 42 458
1890 40 902 -3,7%
1900 48 369 18,3%
1920 78 536 62,4%
1940 180 901 130,3%
1950 270 169 49,3%
1960 514 818 90,6%
1970 842 702 63,7%
1980 1 308 919 55,3%
1991 1 766 794 35,0%
2000 2 138 234 21,0%
2010 2 447 409 14,5%
[4]

Uma das principais causas do crescimento demográfico de Fortaleza ao longo de sua história foi o período de secas no interior e a consequente fuga para a cidade, o êxodo rural, além da busca por melhores condições de emprego e renda. A população de Fortaleza, no ano de criação da vila, em 1726, era estimada em 200 habitantes no núcleo urbano. O primeiro censo populacional realizado na cidade ocorreu em 1777, ano de grande seca no Ceará, a mando do Capitão-General José César de Menezes, contabilizando 2 874 pessoas. Em 1808, a população foi estimada em 1 200 pessoas pelo viajante inglês Henry Koster. Em 1813, o governador Manuel Inácio de Sampaio realizou o primeiro censo em todo o Ceará, que contabilizou em Fortaleza a população de 12 810 habitantes. A última contagem da população antes do censo nacional de 1872 foi realizada em 1865, durante a Guerra do Paraguai, que resultou em uma população de 19 264 pessoas. Naquele ano, embarcaram no porto da cidade para a guerra 1 236 pessoas entre soldados e oficiais.

O primeiro ponto discrepante do crescimento populacional de Fortaleza se deu entre 1865 e 1872, quando teve início a construção da Estrada de Ferro de Baturité. Por demandar uma grande quantidade de mão de obra, a população da cidade crescia com a economia. Em 1877, outra seca fez uma grande quantidade de flagelados migrarem para Fortaleza e entorno. Migrações repetiram-se ainda nas secas de 1888, 1900, 1915, 1932 e 1942. Nestas três últimas datas, foram instalados campos de concentração no interior para evitar a chegada de retirantes à capital, contudo, bairros de alta densidade demográfica, como o Pirambu e outras regiões da periferia, tiveram seus processos de formação diretamente ligados às migrações de camponeses seduzidos pelas promessas da modernidade da maior urbe do Ceará.

Em 1922, Fortaleza atingiu sua primeira centena de milhar de habitantes, com a anexação dos municípios de Messejana e Parangaba, que hoje são bairros importantes da cidade. Parangaba era uma cidade com população superior a 20 000 habitantes, uma vez que era a primeira estação antes de Fortaleza, o que a fez receber uma grande quantidade de retirantes das secas.

Composição étnica (Censo 2000)[38]
Cor ou raça População (%)
Pardos 1 179 062 55,06
Brancos 884 113 41,29
Afrodescendentes 59 742 2,79
Amarelos 3 557 0,17
Indígena 3 314 0,15
Sem declaração 11 614 0,54

Nos primeiros anos da Ditadura Militar, houve, em Fortaleza, diversas mudanças que fizeram da cidade um grande polo de indústrias. No primeiro governo de Virgílio Távora (1963-1966), teve início a implantação do Distrito Industrial de Fortaleza (DIF I). Em 1973, Fortaleza já contava com quase um milhão de habitantes, quando foram criadas no Brasil as Regiões Metropolitanas, passando a cidade a se constituir uma delas. Em 1983, o DIF I passou a integrar o território do novo município de Maracanaú, que, tão logo foi criado, passou a fazer parte da Região Metropolitana de Fortaleza.

Na década de 1980, Fortaleza ultrapassou Recife em termos populacionais, tornando-se a segunda cidade mais populosa do Nordeste, com 1 308 919 habitantes. Ao longo das últimas décadas do século XX, a cidade foi se adensando populacionalmente cada vez mais, até atingir a marca de dois milhões de habitantes no ano 2000. O censo de 2010 (IBGE/2010) contabilizou uma população de 2 447 409 habitantes, fazendo de Fortaleza a quinta cidade mais populosa do Brasil, atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Brasília. A estimativa da população em 2012, segundo o IBGE, foi de 2 500 194 habitantes. Em 2013 a população de Fortaleza chegou aos 2 551 805 habitantes.

Imigrantes[editar | editar código-fonte]

Fortaleza não recebeu tantos imigrantes estrangeiros ao longo de sua história se comparada a outras grandes cidades do País. No começo do século XX, entretanto, houve um momento marcante para a cidade, que recebeu imigrantes de várias nacionalidades, com destaque para os portugueses. Várias famílias de origem sírio-libanesa também chegaram a constituir uma comunidade forte em Fortaleza nessa época. Espanhóis, italianos, ingleses, franceses e outras nacionalidades acabaram por ter cidadãos chegando e habitando a Fortaleza também nesse período. [39] Durante a Segunda Guerra Mundial, a cidade esteve movimentada com a presença de muitos militares americanos, chegando a receber um consulado desse país.

De acordo com um estudo genético de 2011, pardos e brancos de Fortaleza, que constituem a maior parte da população, apresentaram ancestralidade predominante europeia (maior que 70%), com importantes contribuições africana e indígena. [40]

Atualmente, motivados pelo turismo de lazer, grupos de portugueses, italianos, espanhóis e de vários outros países da Europa têm escolhido Fortaleza para morar. No censo de 2000, no Ceará existiam 2 562. [41] De acordo com a Polícia Federal, em 2008 existiam 8.591 [42] estrangeiros morando em Fortaleza atualmente, ou seja, houve um crescimento considerável durante parte da década de 2000.

Religião[editar | editar código-fonte]

População residente por religião (Censo 2000)
Religião Número de adeptos (%)
Católicos 1 691 487 79
Protestantes 369 469 13,58
Sem religião 128 190 5,99
Espíritas 17 780 0,83
Testemunhas de Jeová 13 758 0,64
Outras religiões 15 923 0,7

Existem várias doutrinas religiosas atuantes na cidade. Mesmo tendo surgido durante a ocupação protestante holandesa, Fortaleza é restabelecida como vila em função de uma fortificação e não de uma missão religiosa, mas com cunho religioso católico consideravelmente forte. A primeira religião não católica a se mostrar na população de forma significativa foi o presbiterianismo, que se iniciou em 1881, mesmo sofrendo perseguição pelos católicos locais, resultando na fundação da Igreja Presbiteriana de Fortaleza. Atualmente, existem diversas denominações de protestantes (cerca de 12% da população residente [38] ), além de adeptos do Espiritismo, que apresenta uma penetração considerável, com mais de 17 mil adeptos. [38] As religiões afro-brasileiras, asiáticas e os judeus não têm relevância tão significativa na população local. [38]

Segundo o último censo do IBGE, o percentual dos que não possuem filiação religiosa alguma está abaixo da média nacional, de 7,3%, mas ultrapassa todas as outras religiões não cristãs. [38]

Os Mórmons são outra comunidade bastante presente na cidade e região metropolitana. Possuem uma sede de missão que abrange todo o estado, várias capelas organizadas em estacas (16 em 2011) e um Templo que está a ser construído na Av. Santos Dummont.

Igreja Católica Apostólica Romana[editar | editar código-fonte]

Vista da Igreja de Nossa Senhora do Líbano uma das quatro igrejas melquitas no Brasil.

A Arquidiocese de Fortaleza, Sé Metropolitana da respectiva Província Eclesiástica, pertence ao Conselho Episcopal Região Nordeste I da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e tem como arcebispo Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques. Fundada em 1854, abrange um território de 15.217 km², organizado em 113 paróquias. As paróquias residentes em Fortaleza somam mais da metade, com um total de 62, e as demais nas cidades adjacentes.

O Seminário da Prainha foi criado em 1864, e por ele passaram personalidades importantes como Padre Cícero, Dom Eugênio Sales, Dom Hélder Câmara e Dom José Freire Falcão, dentre outros.

A Catedral Metropolitana São José, ou Catedral Metropolitana de Fortaleza, tem capacidade para 5.000 pessoas, sendo a décima catedral do mundo e a segunda do Brasil em tamanho. Começou a ser erguida em 1938, no mesmo lugar da antiga Igreja da Sé. Foi inaugurada em 1978 por Dom Aloísio Lorscheider. Outro templo de destaque em Fortaleza é a Igreja de Nossa Senhora do Líbano, uma das quatro igrejas melquitas no Brasil, erguida em 1960 pela comunidade sírio-libanesa radicada na cidade.

Nossa Senhora da Assunção é reconhecida como a padroeira da cidade, em função do batismo da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção.

Política[editar | editar código-fonte]

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Vista da Av. Engenheiro Santana Jr. Podem-se ver o Parque do Cocó e o Centro Comercial Iguatemi.

O governo municipal de Fortaleza é dividido em dois poderes: executivo exercido pelo prefeito Roberto Claúdio, auxiliado por meio de ação regionalizada executada em conjunto pelas sete[43] Secretarias Executivas Regionais (SER), e o legislativo na figura dos 43 vereadores da Câmara Municipal de Fortaleza, que fiscaliza o executivo e discute as leis no âmbito municipal. No Brasil os municípios não tem poder judiciário. O número total de pessoas ocupadas direta e indiretamente na administração em 2013 foi respectivamente de 31.318 e 4.950 pessoas.[44] A partir de 2005, na gestão de Luizianne Lins foi implantada na cidade a gestão participativa, que possibilita uma efetiva participação da população. A partir da gestão do atual prefeito esta prática vem sendo parcialmente abandonada [45] .

Capital do Ceará[editar | editar código-fonte]

Palácio Iracema antiga sede do Governo do Ceará

Fortaleza é a capital do estado desde que o Ceará se tornou uma capitania independente em 1799. O bairro Cambeba abriga o centro administrativo Governador Virgílio Távora, que concentra a sede da maioria das secretarias de governo e outras instituições administrativas[46] . Hoje, o Gabinete do Governador está instalado no Palácio da Abolição, anteriormente localizava-se no Centro Administrativo Bárbara de Alencar, também conhecido como Palácio Iracema[47] , que historicamente foi no antigo Clube Iracema, situado na Praça dos Voluntários, então cedido para Paço Municipal (onde está instalada a Secretaria Municipal de Finanças).

Fortaleza é também sede regional de diversas instituições do governo federal, como o Banco do Nordeste, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) e a Rede Ferroviária do Nordeste. A Base Aérea de Fortaleza é um importante marco da aviação militar durante a Segunda Guerra Mundial, que, junto com a Capitania dos Portos do Ceará, a Escola de Aprendizes-Marinheiros do Ceará e o Comando da décima Região Militar, são as instituições militares presentes na cidade, a qual também conta com unidades da Cruz Vermelha e Unicef.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Fortaleza tem intercâmbio cultural, econômico e institucional com algumas cidades. As cidades-irmãs de Fortaleza são:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

  SER I
  SER II
  SER III
  SER IV
  SER V
  SER VI

A partir de 1911 o município aparece constituído de 2 distritos: Fortaleza e Patrocínio. Em 1933 um decreto estadual criou os distritos de Messejana e Mondubim e incorporou ao distrito de Fortaleza o extinto município de Porangaba. A prefeitura então dividiu a cidade em sete distritos: Fortaleza, Alto da Balança, Barro Vermelho, Messejana, Mondubim, Parangaba e Pajuçara, não mais figurando o distrito de Patrocínio. No ano de 1936 o distrito de Pajuçara passou a denominar-se Rodolfo Teófilo.

Com o decreto estadual nº 448, de 20 de dezembro de 1938, foram extintos os distritos de Rodolfo Teófilo, sendo seu território anexado ao distrito de Maracanaú, do município de Maranguape e Alto da Balança, sendo seu território anexado ao distrito sede de Fortaleza. Pelo decreto-lei estadual nº 1114, de 30 de dezembro de 1943, o distrito de Porangaba passou a denominar-se Parangaba. O município ficou constituído de 5 distritos desde então: Fortaleza, Antônio Bezerra, Messejana, Mondubim e Parangaba.

Atualmente são 116 bairros e seis "Secretarias Executivas Regionais" (SER), unidades administrativas diretas da prefeitura, responsáveis pela execução dos serviços públicos em cada área. A SER não tem área sobreposta à dos distritos históricos, que não têm função administrativa, mas as sedes das SER são próximas aos núcleos dos cinco distritos.

Economia[editar | editar código-fonte]

Atividades econômicas em Fortaleza (2012).[55]
Vista da Avenida Santos Dumont, principal eixo de expansão econômica da cidade para a área leste.

Em 2008 o PIB de Fortaleza foi de 28.350.622.000,00 (R$28,3 bilhões) de reais, com um aumento nominal relativo ao ano anterior de quase de 4 bilhões, esse total representa 47,1% do PIB do Ceará. De 2007 para 2008, a concentração do PIB cearense na capital caiu 0,4%. Em 2005, o PIB fortalezense representava 48,2% do PIB cearense.

Já em 2009, o PIB de Fortaleza saltou quase 3.5 bilhões, para 31.789.186 de reais.

Dentre as capitais do Nordeste, Fortaleza possuía o segundo maior PIB, sendo superado apenas por Salvador. Estimava-se que em 2011, Fortaleza teria o maior PIB do Nordeste, de acordo com o aumento nominal que vem ocorrendo nos últimos anos ser maior do que o de Salvador. Porém, isso aconteceu em 2010, quando a capital cearense cresceu mais de 5 bilhões, alcançando o PIB de 37.1 bilhões, superando as expectativas.

O comércio diversificado é o maior gerador de riquezas da economia de Fortaleza. A principal área de comércio continua sendo o Centro, reunindo o maior número de estabelecimentos. A Avenida Monsenhor Tabosa é outro corredor comercial importante, próxima ao polo turístico da Praia de Iracema, bem como a Avenida Gomes de Matos no bairro Montese. Ressalte-se ainda o grande crescimento econômico dos bairros da periferia de Fortaleza, como o bairro Montese, na Avenida Gomes de Matos, e do Bairro Bom Jardim, na Avenida Oscar Araripe. O fato de esses bairros, antes residenciais, estarem virando bairros comerciais, deve-se ao fato de estarem muito longe do centro da cidade, que é o bairro com maior atividade comercial de Fortaleza. Assim, a população desses bairros e adjacências consome localmente os produtos e serviços, fortalecendo a economia local e facilitando a descentralização da economia de Fortaleza. Grande parte do crescimento econômico desses bairros deve-se à criação de Associações de Moradores e Comerciantes, que fazem feiras locais, e Projetos sociais que visam mudar a cara dos bairros do Bom Jardim e Montese.

A tabela acima expressa o PIB de Fortaleza em R$ mil e o PIB per capita em R$.

Edifícios residenciais na Praia de Iracema.

A produção de calçados, produtos têxteis, couros, peles e alimentos, notadamente derivados do trigo, além da extração de minerais, são os segmentos mais fortes da indústria em Fortaleza. Em 2004 foram contados pelo IBGE um total de 7.860 unidades industriais. A Petrobras tem a LUBNOR instalada em Fortaleza, que é a menor refinaria da estatal, mas que tem subprodutos de alto valor agregado, como lubrificantes finos. Dentre as grandes empresas de alimentos do Brasil as maiores do mercado de massas e farinhas são de Fortaleza: M. Dias Branco, J. Macedo e Grande Moinho Cearense. A Ypióca, também com sede em Fortaleza, se destaca no ramo de bebidas alcoólicas. No segmento farmacêutico, é sede das Farmácias Pague Menos, maior rede do varejo farmacêutico do Brasil. No segmento da indústria naval o estaleiro INACE é um dos mais importantes fabricantes de iates do Brasil, com sede em Fortaleza. É ainda sede de grandes empresas de transporte, como a Companhia Ferroviária do Nordeste e a Expresso Guanabara. O Grupo Edson Queiroz, com diversas empresas tais como Indaiá, Nacional Gás, Esmaltec e o Sistema Verdes Mares, dentre outras, tem grande presença no desenvolvimento econômico da cidade.

No mercado financeiro, Fortaleza é a sede do Banco do Nordeste. O Banco Central do Brasil tem uma unidade descentralizada em Fortaleza, assim como a Bovespa. Outros bancos que foram extintos, como o BANCESA, Banfor e o BEC, que foi incorporado pelo Bradesco, tiveram suas sedes na cidade. Foi sede do BICBANCO e do BMC. Em 2005, de acordo com o IBGE, a cidade contava com 152 agências de instituições financeiras.

Turismo e relações internacionais[editar | editar código-fonte]

O principal brinquedo do Beach Park, o Insano é o maior toboágua do Mundo.
Ponte dos Ingleses, um dos importantes pontos turísricos da cidade de Fortaleza, é local que proporciona a melhor vista do pôr-do-sol na cidade.

Fortaleza é um dos destinos turísticos mais procurados do Brasil, tendo alcançado a marca de destino mais procurado do país pela ABAV nos anos de 2004/2005.[57] As principais atrações são o parque temático Beach Park, em Aquiraz, na Região Metropolitana, que recebe uma média de 500 mil visitantes por ano,[58] o Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, a Av Beira Mar com sua feira de artesanato, a Praia de Iracema, com a Ponte dos Ingleses, o famoso Pirata Bar e o Aquário do Ceará[59] e a Praia do Futuro com suas "barracas" de praia. A cidade tem recebido um número cada vez maior de turistas estrangeiros a cada ano, especialmente de Portugal, Itália e França.

Na orla marítima de Fortaleza se localizam os principais meios de hospedagem da cidade e também muitos restaurantes e atrações turísticas, com destaque para as barracas de praia e parques aquáticos, clubes, boates e casas de shows. Segundo o IBGE, a cidade abrigava em 2005 4.367 unidades locais de empresas de alojamento e alimentação.[60] A cidade dispõe ainda de vários consulados que dão assistência ao turista estrangeiro.

Na estrutura de apoio ao turismo, o Governo do Estado e a prefeitura realizam eventos e incentivam e colaboram para a divulgação de outros, com especial destaque para o turismo de eventos e negócios. Em 2007 surgiu uma parceria entre governos para a construção de um novo centro de convenções, o Pavilhão de Feiras e Eventos de Fortaleza. Existem na cidade diversos pontos de informação turística, com destaque para os localizados no aeroporto, rodoviária, calçadão da Av. Beira Mar e no Centro Cultural Dragão do Mar. Na Praia de Iracema existe um posto policial especializado para o turista estrangeiro.

As belas praias são muito importantes para o turismo da cidade destacam-se as praias:Praia do Futuro,Praia de Iracema,Barra do Ceará,Praia do Naútico,Praia do Mucuripe,Praia do Meireles entre outras.Além das famosas barracas de praia que servem o melhor caranguejo e o melhor camarão do Brasil.

Ainda há diversos prédios históricos, praças, pontes e parques como: Farol Velho do Mucuripe, Jardim Japonês, Parque ecológico do Cocó, Palácio da Abolição, Praça Portugal, Praça do Ferreira, Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, Passeio Público entre outros.

Shoppings[editar | editar código-fonte]

Via Sul Shopping

A cidade possui inúmeros shopping centers, dentre os quais os mais importantes são o Iguatemi Fortaleza e RioMar Shopping. Dois dos mais importantes polos do comércio nacional, ambos estarão entre os dez maiores centros comerciais brasileiros.

Os principais shoppings da cidade são os seguintes:

  • Maraponga Mart Moda
  • North Shopping Fortaleza
  • North Shopping Jóquei
  • North Shopping Montese
  • Reserva Open Mall
  • Salinas Casa Shopping
  • Shopping Aldeota
  • Shopping Avenida
  • Shopping Benfica
  • Shopping Center Um
  • Shopping Del Paseo
  • Shopping Fortaleza Sul
  • Shopping Iguatemi
  • Shopping Jardins Open Mall
  • Shopping Parangaba
  • Shopping Pátio Dom Luís
  • Shopping RioMar Fortaleza
  • Shopping Via Sul

Shoppings em construção:

  • Shopping Boulevard Jacarecanga
  • Grand Shopping Messejana
  • Shopping RioMar Presidente Kennedy

Estrutura e planejamento urbano[editar | editar código-fonte]

Uma das primeiras plantas do arquiteto Adolfo Herbster.

A primeira planta de Fortaleza, datada do ano de 1726, é atribuída ao capitão-mor Manuel Francês. No desenho é notável a forca, o pelourinho, o forte e a igreja. O português Antônio José da Silva Paulet fez o primeiro desenho do que seria a atual configuração das ruas do Centro em 1818. Foi ele também o arquiteto da reforma da Fortaleza de Nossa Senhora da Assunção, iniciada em 1812 e concluída em 1821.

Em 1859 o arquiteto pernambucano Adolfo Herbster fez a primeira planta detalhada e precisa de Fortaleza. Na planta de 1875 ele esboça a continuação de ruas e avenidas para a expansão da cidade. Os bulevares que circundam o Centro formam a principal característica desta planta: atuais avenidas Duque de Caxias, Dom Manuel e Imperador. Herbster consolidou o plano de Paulet de organizar o traçado das ruas em xadrez, que continua sendo a principal característica das expansões que se seguiram.

Aldeota.
Vista da Avenida Santos Dumont.

Durante todo o século XX vários planos de desenvolvimento urbano foram propostos para a cidade, mas não tiveram grande impacto no desenvolvimento dela de modo definitivo, estando a especulação imobiliária sempre à frente das iniciativas do poder público. O primeiro deles foi o Plano de Remodelação e Extensão de Fortaleza, de 1933, do urbanista Nestor de Figueiredo durante o governo de Raimundo Girão. Suas principais propostas eram a implantação de um sistema radial concêntrico de vias principais e o zoneamento urbano tendo por base as diretrizes da Carta de Atenas. Sua proposta não foi aprovada pelo Conselho Municipal, levando à suspensão do seu contrato em 1935.

O plano seguinte foi elaborado por Saboia Ribeiro entre 1947 e 1948, na administração de Acrísio Moreira da Rocha. O Plano Diretor para Remodelação e Expansão de Fortaleza de Saboia propunha a divisão da malha urbana em bairros demarcados por cintas de avenidas; implantação de parques urbanos e um sistema viário com avenidas radiais caracterizando a cidade como "radial-perimetral"; a elaboração de código urbano,/// dentre outros elementos; mudanças no traçado do sistema ferroviário; projetos específicos para alguns bairros e implantação de um centro cívico no entorno do riacho Pajeú.

Entre os anos de 1962 e 1963 o urbanista Hélio Modesto, contratado pela administração do prefeito Cordeiro Neto, elaborou o seu Plano Diretor de Fortaleza mantendo as propostas anteriores de um sistema viário radial e com recuos dos prédios e soluções de cruzamentos; uso e ocupação específica para o centro com a implantação de terminais de transporte; implantação de polos por bairro concentrando atividades comerciais, serviços, institucionais e de recreação; uso e ocupação específicos para bairros industriais e a regulamentação do parcelamento do solo.

Centro da cidade, e aeroporto. Imagem de satélite da NASA.
Avenida Beira Mar na década de 1980 antes da urbanização para a feira de artesanato.

O Plano de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana de Fortaleza (PLANDIRF) foi elaborado no governo do prefeito José Walter entre os anos de 1969 e 1971 por um consórcio de empresas e sua principal característica era o desenvolvimento integrado de Fortaleza em conjunto com as cidades vizinhas, mesmo antes da implantação da regiões metropolitanas no Brasil. Previa a integração da gestão urbana em seus múltiplos aspectos; zoneamento com a introdução do conceito de corredor de atividades e um programa de obras viárias com um horizonte máximo para o ano de 1990.

Meireles.

Em 1975 o Plano Diretor Físico foi elaborado pela Coordenadoria de Desenvolvimento Urbano de Fortaleza com base no PLANDIRF e em um levantamento aerofotogramétrico de 1972 no governo do prefeito Vicente Fialho. O plano criava quatro zonas residenciais diferenciadas; zonas de adensamento comercial e residencial; zonas industriais; zona especial de praia; zonas especiais de preservação paisagística e turística; áreas de uso institucional; áreas de renovação urbana; e um plano viário hierarquizado classificando as vias como expressas, arteriais, coletoras e locais.

Já no final do século XX, em 1992, no governo de Juraci Magalhães, foi lançado o Plano Diretor de Desenvolvimento Urbano de Fortaleza - PDDU-FOR. Seu planejamento gerou metas para 20 anos com a remodelação do trânsito e novas vias, ordenamento urbano e áreas para lazer. Durante a gestão de Luizianne Lins ocorreu uma revisão do Plano Diretor, a qual contemplava a participação da sociedade e da Câmara de Vereadores.

Vista de uma das áreas de risco, a chamada "cidade de deus" em Fortaleza.

Em 2007, foi elaborado um plano diretor de geoprocessamento da prefeitura municipal de Fortaleza, visando definir as plataformas tecnológicas necessárias para a implantação do Cadastro Técnico Multifinalitário, com base num projeto de Geoprocessamento Corporativo.

Em 2013, iniciaram-se estudos para elaboração do Plano Diretor Cicloviário Integrado. Os estudos são realizados por consórcio sob a supervisão da SEINF. O consórcio foi escolhido através de licitação iniciada em 2011 e encerrada em 2013.

Energia, água e esgoto[editar | editar código-fonte]

Fortaleza alcançou uma virtual universalização do acesso à água encanada, energia elétrica e coleta de lixo. Em 2010, esses serviços estavam disponíveis, respectivamente, para 98,70%, 99,75% e 98,59% dos moradores, frente a 70,66%, 96,19% e 84,54% em 1991.[6] A quase totalidade da energia consumida em Fortaleza é fornecida pelas hidrelétricas da Chesf e distribuída pela COELCE, companhia que foi privatizada e adquirida pela então espanhola Endesa, que atualmente é controlada pela italiana Enel. Em Fortaleza existem duas unidades de produção de energia, sendo uma experimental de produção de energia eólica, próxima ao Porto do Mucuripe, e a outra de gás natural.

O primeiro sistema de abastecimento de água da cidade foi inaugurado em 29 de setembro de 1866, utilizando as fontes do Sítio Benfica. O abastecimento de água de Fortaleza é feito pela Cagece e atende a 96,42% da população, beneficiando 559.911 famílias. O engenheiro João Felipe projetou o primeiro sistema de esgotos da capital em 1911, que começou a funcionar em 1927. Opera uma rede de 4.579.227 metros.[61]

Favelas e áreas de risco[editar | editar código-fonte]

Embora tenha caído ao longo dos anos 2000, a desigualdade de renda continua marcante em Fortaleza, com um Índice de Gini de 0,61. Em 2010, os 20% mais pobres da cidade detinham apenas 2,83% da renda total. Ampliando-se o espectro para os 80% menos ricos, possuíam apenas 33,4% do total. Por sua vez, 3,36% dos habitantes permaneciam na pobreza extrema e 12,14% na pobreza, significativo progresso em relação a 1991, quando esses índices eram de 15,25% e 38,97%.[6]

Hoje, cerca de um terço da população de Fortaleza mora em favelas, principalmente nas favelas do Barroso II, Novo Barroso, Lagamar, Jangurussu, Gato Morto, Pirambu, Favela do Rato, entre outras.[62] As frequentes secas no interior do estado do Ceará agravam o problema da favelização. Existem favelas em quase todos os bairros da cidade. No início da década de 1980 existiam 147 favelas e em 2003 o número aumentou para 722.[63] O controle de Defesa Civil tem priorizado o levantamento de informações das chamadas "áreas de risco", que são locais propensos a sofrerem alagamento e inundações nos períodos chuvosos. Um levantamento realizado em 2002 pela prefeitura considerou que 92 áreas faveladas estavam em situação de risco, abrigando um total de 17.078 famílias.[64]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

Posto policial no Parque do Cocó.

Fortaleza é sede do Tribunal de Justiça do Estado do Ceará, que tem jurisdição sobre todo o território do estado. O fórum da comarca de Fortaleza é o Fórum Clóvis Beviláqua, que abriga quase todas as varas de justiça da comarca. A cidade é dividida ainda por seis zonas cartoriais, sendo uma de registro de imóveis. A Polícia Militar do Ceará tem várias companhias e postos de patrulhamento na capital, sendo Fortaleza a sede da instituição de vários grupos e escolas da Polícia Militar. A Polícia Civil divide a cidade em 24 distritos policiais onde são encontrados delegados. A Guarda Municipal de Fortaleza é uma instituição que complementa as atividades de Segurança Pública em Fortaleza. Seu atual contingente chega a mais de mil agentes e até o final de 2007 alcançará um total de mais de dois mil homens.

O governo do estado implantou em Fortaleza um sistema conhecido por Centro Integrado de Operações de Segurança (CIOPS), que congrega Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros. Os CIOPS também são chamados de Distritos Modelos ou Distritos Polos, porém não têm obtido resultados de redução nos índices de criminalidade. Em 2013 começou a ser instalado na cidade um sistema de vigilância integrado, no qual varias câmeras de vigilância foram implantadas em importantes ruas e avenidas da cidades, sendo administradas por uma central de monitoramento.

Criminalidade[editar | editar código-fonte]

Fortaleza tradicionalmente não era uma das capitais mais violentas do país, mas a criminalidade, aferida através do número de homicídios, tem crescido vertiginosamente na cidade, conforme o Mapa da Violência 2013 realizado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Em 2001, 609 pessoas haviam sido assassinadas em Fortaleza, com uma taxa por 100.000 habitantes de 27,9 homicídios. Em 2011, o número de assassinados subiu 119,5%, para 1.337, fazendo o índice de homicídios elevar-se para 54,0 por 100 mil habitantes, um acréscimo de 93,6% em uma década. Com a rápida expansão da violência na capital, muito superior à média das capitais nordestinas (+54,3%) e das brasileiras (-21,7%), Fortaleza saltou do 19º lugar no ranking das taxas de homicídios das capitais brasileiras, em 1999, para o 8º lugar em 2011.[65]

Com o aumento da criminalidade, Fortaleza entrou no Pronasci,[66] que seria realizado somente nas 10 capitais mais violentas do país. No final de 2007 começou a ser implantado o programa Ronda do quarteirão de policiamento comunitário, no qual 91 equipes se revezam 24 horas em todos os bairros da cidade.

A exploração sexual tem se tornado um problema recorrente, divulgado pela mídia local e nacional. A cidade tem sido palco de uma rede de prostituição, inclusive infantil, com alvo no turista estrangeiro.[67] Em 2007 o Ministério do Turismo, em parceria com a Prefeitura, iniciou diversas ações para o combate à exploração sexual.[68]

Em 2001, a Chacina dos Portugueses chocou a cidade e foi notícia internacional por envolver a morte de seis turistas portugueses, que foram brutalmente assassinados depois de atraídos por um compatriota, Luiz Miguel Melitão, em busca das riquezas dos empresários mortos. Já em 2005, o Assalto ao Banco Central do Brasil em Fortaleza assustou por ter sido o maior furto a um banco no Brasil, alcançando o valor de aproximadamente R$164,7 milhões. A chacina foi solucionada, com a condenação dos criminosos. O furto ao banco ainda está em processo, mas a Polícia Federal já prendeu vários acusados e resgatou parte do dinheiro roubado.

De acordo com a ONG mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal, a capital cearense é a 7ª cidade mais violenta do mundo, com uma taxa atual de 72,81 homicídios por 100 mil habitantes.

Educação e ciência[editar | editar código-fonte]

Planetário Rubens de Azevedo, importante ferramenta de divulgação científica da cidade.

Em 2010, os níveis de educação da população fortalezense ainda eram medianos, não obstante o grande avanço no seu IDH-Educação, que passou de 0,367 para 0,695 entre 1991 e 2010. Conforme os dados de desenvolvimento humano de 2010, os níveis de escolarização da população de Fortaleza se dividiam como segue: 16,5% tinham ensino fundamental completo; 32,2%, ensino médio completo; 13,7%, ensino superior completo; porém 8,6% permaneciam analfabetos e 29,0% em outras situações. O fortalezense médio tinha 10,04 de anos esperados de estudo, um pouco mais que a média cearense (9,82).[6]

Em Fortaleza existem várias instituições de pesquisa e desenvolvimento tecnológico, como a FUNCAP, FUNCEME, ROEN - o maior radiotelescópio do Brasil e a Embrapa - Agroindústria Tropical, dentre outras. O campus do Pici, da Universidade Federal do Ceará, é um dos lugares que mais concentra instalações de pesquisa e desenvolvimento tecnológico em Fortaleza, incluindo a Embrapa, Nutec, Padetec, e vários laboratórios e cursos das áreas de tecnologia, como o Centro Nacional de Processamento de Alto Desempenho no Nordeste e a sede da rede GigaFOR. No bairro Cidade dos Funcionários também existe outro polo de desenvolvimento tecnológico voltado para a tecnologia da informação, abrigando o Insoft e o Instituto Atlântico e a sede da FUNCAP. A sede da divisão regional do Instituto Nacional da Propriedade Industrial para o Norte e o Nordeste fica na capital cearense. A formação de mestres e doutores conta com 95 cursos, sendo 23 de doutorado, todos aprovados pela CAPES.

Fortaleza é um importante centro educacional tanto no ensino médio como no superior, não só do estado do Ceará, mas também da porção Norte e Nordeste do País. A cidade é sede ainda de duas importantes escolas de ensino médio federais: IFCE (Antigo CEFET-CE), Colégio Militar de Fortaleza, instituições bem avaliadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio. Outra importante instituição de ensino público é o Liceu do Ceará, colégio mais antigo do estado, que é uma das bases para o ensino médio profissionalizante do Governo do Estado. O número de matriculados no ensino fundamental em 2006 foi 419.493 e no ensino médio foi 143.743.[69] Outras escolas também se destacam no cenário nacional como grandes "doadoras" de alunos para as mais difíceis universidades do país, como o Instituto Tecnológico de Aeronáutica e o Instituto Militar de Engenharia. São elas: Colégio Batista Santos Dumont, Farias Brito, 7 de setembro, Ari de Sá Cavalcante, Colégio Christus, Colégio Santa Cecilia, Colégio Espaço Aberto, dentre outros.

Por ser a capital do Estado do Ceará, Fortaleza é sede dos primeiros cursos de nível superior no estado. A Faculdade de Direito do Ceará foi fundada em 1903, seguida da Faculdade de Farmácia e Odontologia do Ceará, em 1916, da Escola de Agronomia do Ceará, em 1918 e da Faculdade de Medicina do Ceará, em 1948. As quais se uniram para a fundação da primeira universidade de Fortaleza e também do Ceará: a Universidade do Ceará em 1954, que mudou posteriormente de nome, chamando-se Universidade Federal do Ceará. Atualmente Fortaleza dispõe de 32[69] instituições de ensino superior, sendo três universidades: Universidade Federal do Ceará, Universidade Estadual do Ceará e Universidade de Fortaleza, e as demais instituições são faculdades ou institutos. O total de matrículas no ensino superior em 2005 foi 78.710.[69]

Saúde[editar | editar código-fonte]

UNIMED Fortaleza

Os índices de saúde da população fortalezense são melhores que a média brasileira. Conforme dados de 2010, a expectativa de vida na capital era de 74,4 anos face a uma média nacional de 73,9 anos. Já a taxa de mortalidade infantil em até 1 ano de idade era de 15,8‰, contra uma média brasileira de 16,7.[6]

O primeiro hospital construído em Fortaleza foi a Santa Casa de Misericórdia, inaugurada em 1861 com oitenta leitos. Hoje, a instituição conta com 455.[70] Em 2005, a cidade contabilizava 8 138 leitos hospitalares distribuídos entre 70 hospitais.[71] Dentre as principais instituições públicas de saúde da cidade, destacam-se o Instituto Doutor José Frota, o maior hospital administrado pela Prefeitura Municipal, e o Hospital Geral de Fortaleza, o maior hospital administrado pelo Governo do Estado. Dentre as instituições privadas, as maiores são o Hospital Regional Unimed Fortaleza, Hospital Antônio Prudente, Hospital Monte Klinikum e Hospital São Mateus.[72] Fortaleza conta atualmente com 117 unidades de postos de saúde,[73] quatro unidades de pronto atendimento administradas pelo município e cinco administradas pelo estado.[74] [75] [76]

Um dos programas de saúde básica de maior destaque em Fortaleza é o Programa de Saúde da Família, dentro do qual a cidade está na terceira colocação no país em extensão de cobertura, com centenas de equipes distribuídas em dezenas de unidades de atendimento.[77] Há, ainda, em Fortaleza, três unidades da Farmácia Popular do Brasil.[78]

Fortaleza é dotada de vários cursos de medicina, porém, o mais importante deles é o da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará, criado em 1948, que conta com estrutura hospitalar de ensino completa e que administra o Hospital Universitário Walter Cantídio e a Maternidade Escola Assis Chateaubriand.[79]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Rodoviário[editar | editar código-fonte]

Vista aérea da saída de Fortaleza pela BR-116.

O sistema de transporte rodoviário de Fortaleza é regulamentado pela Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (ETUFOR), órgão da Prefeitura Municipal de Fortaleza, enquanto que o trânsito de veículos é fiscalizado pela Autarquia Municipal de Trânsito, Serviços Públicos e Cidadania (AMC). O transporte coletivo realizado por ônibus em Fortaleza é denominado de Sistema Integrado de Transportes (SIT-FOR), e sua operação teve início em 1992. O sistema proporciona ao usuário a opção de deslocamento através da integração física e tarifária em terminais de integração, possibilitando acesso aos diferentes pontos da cidade por meio de tarifa única. A rede de linhas do SIT-FOR é baseada em dois tipos de linhas, as que fazem a integração bairro-terminal e as que integram o terminal ao centro da cidade ou ainda a outro terminal.[80]

Fortaleza possui atualmente sete terminais integrados (|Antônio Bezerra, Papicu, Parangaba, Lagoa, Siqueira, Messejana e Conjunto Ceará) e dois terminais abertos (Coração de Jesus e Estação). Mais de 1 milhão de passageiros por dia utilizam os terminais fechados por meio de 263 linhas de ônibus regulares (157 ligadas aos terminais integrados e 61 não integradas). São 25 empresas operantes com uma frota de mais de 2 000 ônibus, que realizam, diariamente, quase 20 000 viagens.[80] Em junho de 2013 começou a operar na cidade o sistema de bilhete único, que permite ao usuário utilização ilimitada de ônibus e vans por meio de tarifa única durante período de duas horas sem necessidade de integração por terminais.[81] Na cidade, estão em fase de implementação, ainda, sete linhas de Bus Rapid Transit (BRT), o primeiro a ser inaugurado foi o corredor expresso Antônio Bezerra/Papicu. Em 2015, iniciou-se em Fortaleza o processo de climatização de toda a frota de ônibus do SIT-FOR. A cidade já conta com 122 km de faixas exclusivas de transporte coletivo.[82]

Congestionamento em uma via de Fortaleza.

Os usuários também podem saber em tempo real horários, itinerários e localização dos ônibus no local por meio de um aplicativo que pode ser instalado gratuitamente pelo usuários. Todos os ônibus possuem GPS-sender conectados a central da ETUFOR, e a monitores nos pontos de ônibus com maior demanda dos usuários, sabendo o horário que o ônibus passará. Esse sistema já está em funcionamento há alguns anos na linha Campus do Pici-Unifor, bem como em outras linhas. Os ônibus integrados a esse sistema possui monitores informando em qual parada o usuário está passando, bem como as próximas pelas quais o ônibus irá passar.

Fortaleza possui também um dos mais modernos sistemas de controle e monitoramento do tráfego urbano do país, o CTAFOR, que além de dispor de uma central de tráfego que monitora grande parte da cidade através de um sistema de 35 câmeras de CFTV, dispõe também de um sistema de 20 Painéis de Mensagens Variáveis (PMV) dispostos nos principais corredores de tráfego da cidade, para orientar os motoristas e usuários das condições do tráfego e das melhores opções de rotas para a melhoria da fluidez do tráfego. Além disso, 45% dos cerca de 550 semáforos da cidade são considerados semáforos inteligentes, que são controlados e monitorados pela central de tráfego do CTAFOR, com mudanças em tempo real nos tempos dos semáforos conforme a demanda e composição do tráfego, contribuindo para a melhoria da fluidez do tráfego de grande parte da área urbana de Fortaleza.

Metroviário[editar | editar código-fonte]

Mapa metroviário de Fortaleza com as futuras Linha Leste e VLT Parangaba-Mucuripe.
  Linha Oeste (em remodelação)
  Linha Sul
  Linha Leste (em construção)
  VLT Parangaba-Mucuripe (em construção)

O metrô de Fortaleza, importante sistema de transporte massivo de integração entre as regiões de Fortaleza e ligação dos municípios da região metropolitana, é atualmente composto por duas vias, denominadas Linha Sul e Linha Oeste. A Linha Sul liga a capital aos municípios de Pacatuba e Maracanaú e passa por quinze bairros num trajeto de 24,1 km.[83] A Linha Oeste, atualmente de caráter ferroviário e em processo de remodelação, possui 19,4 km de extensão, ligando Fortaleza ao município de Caucaia.[84] A Linha Leste do sistema metroviário está em processo de construção e terá 12,4km de extensão, que cortarão 12 bairros de Fortaleza.[85] [86] Há, ainda, em construção, o ramal VLT de integração entre a Parangaba e o Mucuripe, com 12,7 km de extensão, sendo 11,3 km em superfície e 1,4 km em elevado, que passará por 22 bairros do município.[84] O sistema metroviário fortalezense, contudo, tem sua origem em meados da década de 1870, quando começou a ser planejada e implantada a Estrada de Ferro de Baturité e depois a Rede de Viação Cearense. Atualmente, o sistema, denominado Metrofor, é de competência da Companhia Cearense de Transportes Metropolitanos.[84] Está em fase de planejamento um possível ramal do sistema metroviário ligando a cidade ao Complexo Industrial e Portuário do Pecém.[87]

Aeroviário[editar | editar código-fonte]

O atual Aeroporto Internacional Pinto Martins, situado no centro geográfico de Fortaleza, a quinze minutos das principais zonas de serviços e da orla de Fortaleza, foi construído entre 1996 e 1998, quando então passou a ser classificado como Internacional.[88] Atualmente, o aeroporto passa por processo de ampliação, a partir da qual o número de pontes de embarque aumentará de sete para dezesseis e o terminal de passageiros será ampliado de 38 000 m² quadrados para 133 000 m². Hoje, o aeroporto tem capacidade para atender 6,2 milhões de passageiros por ano, porém, após ampliação, a capacidade será de 11,2 milhões.[89]

O aeroporto Pinto Martins é o terceiro aeroporto mais movimentado da Região Nordeste e um dos mais movimentados do país, recebendo, em média, 1 500 aeronaves internacionais e 65 000 voos domésticos ao ano. Em 2013, recebeu mais de 5,9 milhões de passageiros.[90]

Existem planos, entretanto, para a construção de um segundo aeroporto na Região Metropolitana, na zona do Pecém. O novo terminal será destinado ao transporte de cargas e voos internacionais, enquanto o Aeroporto de Fortaleza manterá os voos domésticos e executivos.[91]

Hidroviário[editar | editar código-fonte]

O primeiro porto da cidade funcionou na região da então Prainha, hoje Praia de Iracema.[92] [93] Com a construção do Forte Schoonenborch pelos holandeses em 1649, nas proximidades do riacho Pajeú, uma grande estrutura de atracação foi pretendida como porto por 300 anos. Construções como a Ponte Metálica e a Ponte dos Ingleses fizeram parte desse intento.[94] Finalmente, foi construído, na década de 1940, o Porto do Mucuripe, que veio a transformar a estrutura da cidade.[95] O porto conta com um cais de 1 054 m de extensão, plataforma de atracação exclusiva para petrolíferos, área de armazéns tem 6 000 m² e quase 200 000 m² de pátio para contêineres. Possui, ainda, três moinhos de trigo e está interligado ao sistema ferroviário por um extenso pátio de manobras.[96] [97]

Já o Terminal Portuário do Pecém, ou Porto do Pecém, como é mais conhecido, está localizado na Região Metropolitana de Fortaleza, no município de São Gonçalo do Amarante. Por sua localização geográfica, o Porto do Pecém possui o menor tempo de trânsito entre o Brasil e os Estados Unidos e a Europa, com médias de seis e sete dias, respectivamente,[98] o que o coloca em posição estratégica de influência regional. Na região de entorno do porto, está em processo de configuração um pólo de desenvolvimento de segmentos petrolífero, químico, metalmecânico, dentre outros ramos industriais, compondo o Complexo Industrial e Portuário do Pecém, do qual o Porto do Pecém faz parte.[99]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Fachada interna do Teatro José de Alencar, tombado como Patrimônio Histórico Brasileiro.
Fachada externa do teatro.

A vida cultural de Fortaleza é diversificada e fecunda. Muitos artistas, entre escritores, pintores e cantores utilizam os palcos e as praças mais movimentadas da cidade para estimular a cultura regional. Dentre os teatros, os maiores e mais importantes são o Theatro José de Alencar, palco dos principais espetáculos da cultura local e universal,[100] o Teatro São José,[101] o Cine-Teatro São Luiz,[102] [103] onde acontece o festival Cine Ceará (Festival Ibero-Americano de Cinema), um dos maiores festivais de cinema do país,[104] Teatro RioMar[105] e Teatro Via Sul.[106] O Museu do Ceará e o Museu de Fortaleza, no Farol do Mucuripe, guardam dezenas de milhares de artefatos relevantes da memória fortalezense, entre peças de paleontologia, arqueologia e antropologia indígena, mobiliário, ítens das lutas e revoltas populares, da religiosidade e sobre a produção intelectual e a irreverência do cearense.[107] As instituições culturais mais relevantes e de maior passado histórico ainda presentes na vida da cidade são a Academia Cearense de Letras e o Instituto do Ceará, ambas criadas no final do século XIX[108] por nomes importantes como Antônio Bezerra e Farias Brito, tendo em seus quadros, posteriormente, nomes como Capistrano de Abreu.[109] O Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura é atualmente o principal espaço cultural de Fortaleza. Neste centro, estão localizados o Museu da Cultura Cearense, o Museu de Arte Contemporânea do Ceará, teatros, um planetário, cinemas, lojas, e espaços para apresentações públicas, além de abrigar, em anexo, a Biblioteca Pública Governador Menezes Pimentel, o Porto Iracema das Artes e a Escola de Artes e Ofícios Thomaz Pompeu Sobrinho.[110] [111] [112] Tais equipamentos localizam-se no entorno de uma das áreas de fundação de Fortaleza, com um patrimônio arquitetônico ainda preservado, de predominância neoclássica, remanescente da era da economia do algodão nos tempos da belle époque fortalezense.[113] [114]

No Passeio Público de Fortaleza, há o baobá centenário que foi o palco do fuzilamento dos revolucionários da Confederação do Equador.[115]

O Passeio Público de Fortaleza é mais um dos patrimônios culturais e paisagísticos da cidade, praça onde foram fuzilados os revolucionários cearenses da Confederação do Equador, doravante também conhecida como Praça dos Mártires.[116] A Casa de Juvenal Galeno é outra importante instituição cultural de Fortaleza, que leva o nome de um dos mais importantes poetas nascidos na cidade, Juvenal Galeno. Nesse espaço cultural, foi criado, em 1969, por Carneiro Portela, o Clube dos Poetas Cearenses. A casa se tornou ilustre pelos festivais de poesia, seminários e saraus de jovens intelectuais fortalezenses.[117]

As festas populares mais importantes da cidade são as que envolvem a Igreja Católica,[118] dentre elas o Carnaval,[119] cuja forma comemorativa mais tradicional de Fortaleza é o desfile dos cortejos de Maracatu;[120] a da padroeira Nossa Senhora da Assunção, em 15 de agosto;[121] as festas juninas;[122] e outras datas tradicionais. O Fortal,[123] tradicional micareta, junto com o Ceará Music,[124] festival de pop rock e música eletrônica, são os eventos musicais mais populares.

O artesanato cearense tem em Fortaleza seu principal mercado e vitrine. Na cidade, existem vários lugares específicos para comércio de produtos artesanais, tais como a Central de Artesanato do Ceará (CeArt);[125] [126] Centro de Turismo do Ceará (Emcetur), na construção histórica onde funcionou a Cadeia Pública de Fortaleza;[127] a Feira de Artesanato da Beira-Mar;[128] o Mercado Central de Fortaleza;[129] e o Polo Comercial da Avenida Monsenhor Tabosa.[130] A diversidade do artesanato encontrado em Fortaleza é grande, sendo mais característicos artigos oriundos do couro, garrafas com arte de areia colorida, cerâmicas, cestarias e trançados com palha de carnaúba, rendas de bilros, entre outros.[131] A rede de descanso também é um tradicional item artesanal vendido na cidade.[132] [133]

O Farol do Mucuripe é um dos marcos históricos da cidade de Fortaleza.

De acordo com o Plano Diretor de Fortaleza, as Zonas Especiais de Preservação do Patrimônio Paisagístico, Histórico, Cultural e Arqueológico são as regiões do Centro, Parangaba, Alagadiço Novo/José de Alencar, Benfica, Porangabuçu e Praia de Iracema.[134] O patrimônio arquitetônico de Fortaleza, na forma de bens tombados, contudo, está predominantemente concentrado no centro da cidade.[135] [136] Apesar de distante do centro histórico, a Casa de José de Alencar é um patrimônio de grande valor cultural. A Casa foi o primeiro bem tombado de Fortaleza, no ano de 1964, por lei federal.[137] [138] Além da casa onde nasceu o maior romancista do país, outros exemplos de construções históricas notórias de Fortaleza são o Prédio da Alfândega de Fortaleza, o qual abriga a CAIXA Cultural de Fortaleza[139] e o prédio da Estação João Felipe, ponto de partida da estrada de ferro construída na seca de 1877,[140] hoje desativado, com planos de uso de suas dependências para a instalação da Pinacoteca do Ceará.[141] [142] A Praça do Ferreira é outro importante marco de Fortaleza e principal palco das manifestações sociais históricas. Em seus cafés, no final do século XIX, surgiram movimentos abolicionistas, republicanos e literários como a Padaria espiritual.[143] [144] [145] [146]

Para além das manifestações culturais de cunho artístico, a sociedade fortalezense também tem representações em clubes de serviço, como o Lions Club e o Rotary International,[147] que chegou a Fortaleza com a fundação, em 1934, do Rotary Club de Fortaleza.[148] A maçonaria tem importantes representações em Fortaleza, com duas importantes obediências do Brasil, a Grande Loja Maçônica do Ceará e o Grande Oriente Estadual do Ceará.

A Praça Portugal é um costumeiro local de encontro de tribos urbanas, especialmente otakus[149] e roqueiros.[150] A região onde a praça se localiza, compreendida pelos bairros da Aldeota e Meireles, é conhecida pela grande concentração de centros comerciais, centros de serviços, pela agitada vida urbana e por ser uma zona mista de residências de alto padrão e comércio de luxo. Outro ponto de encontro de jovens e tribos é a Super Amostra Nacional de Animes (SANA), um dos maiores eventos sobre cultura japonesa do país, que acontece anualmente no Centro de Eventos do Ceará.[151]

Moda[editar | editar código-fonte]

Desfile no Dragão Fashion Brasil, em Fortaleza.

O principal nome da moda na cidade é o radicado Lino Villaventura, que, de Fortaleza, projetou-se nacionalmente e hoje é um dos principais nomes do São Paulo Fashion Week.[152] [153]

A indústria da confecção tem grande peso na produção. Marcas da cidade como a Santana Textiles e sedes de marcas como Esplanada e Otoch detêm considerável influência regional.[154] Em Fortaleza, acontecem eventos importantes como o Festival da Moda de Fortaleza,[155] Fortaleza Fashion Week[156] e o Dragão Fashion Brasil, o maior evento de moda do Nordeste e terceiro maior do país.[157] [158] Produtos de couro e de renda são elementos nucleares da moda local e detêm grande tradição e valor cultural. A moda praia é uma das tendências mais marcantes no vestuário do cidadão fortalezense em função da grande valorização do litoral da cidade e do Ceará como destino de turismo de praia.[159]

Humor[editar | editar código-fonte]

Fortaleza é conhecida por ser o principal palco do humor brasileiro[160] [161] [162] e, por isso, é chamada de capital do humor.[163] [164] Humoristas da atualidade como Tom Cavalcante e Wellington Muniz, que fazem grande sucesso nacionalmente, nasceram em Fortaleza.[165] [166] Outros humoristas cearenses e até de outros estados fizeram carreira na cidade, tais como Renato Aragão, Tiririca, Falcão, entre outros.[167] No início do século XX, surgiu o termo Ceará Moleque, em alusão às brincadeiras e provocações sociais e políticas da população,[168] [169] como o festival de mentiras do dia 1 de abril, que premiava, no "Cajueiro da Mentira", na Praça do Ferreira, o maior contador de lorotas do Ceará.[170] [171] O Bode Ioiô é outro símbolo da verve fortalezense. O animal ganhou fama na década de 1920 por frequentar lugares públicos, beber cachaça e, além disso, ter sido candidato a vereador da cidade. Após sua morte, o caprino foi empalhado e até hoje está exposto no Museu do Ceará, porém, em 1996, seu rabo foi roubado.[172] [173] Atualmente, os bares e restaurantes servem de palco aos humoristas mais aclamados pelo público, e as praças atraem palhaços e outros artistas do riso.[174] [175] Na região metropolitana, nasceu Chico Anysio, um dos mais famosos, criativos e respeitados humoristas do Brasil.[176]

Música[editar | editar código-fonte]

Aviões do Forró, uma das mais importantes bandas de forró do país.

O forró é o gênero musical mais popular na cidade, explorado por várias casas de show especializadas. Bandas originadas em Fortaleza, como Mastruz com Leite e Aviões do Forró, foram responsáveis pelo desenvolvimento e popularização do fenômeno forró eletrônico.[177] [178] Com maior presença de metais, menor condução rítmica pela zabumba e triângulo e mais contrabaixo e bateria, com sonoridade que mais valoriza os graves do baixo com teclados eletrônicos e instrumentos de sopro, a nova vertente de forró se expandiu e alcançou grande sucesso comercial nacional. Tais bandas foram responsáveis, ainda, pela popularização de um novo tipo de arranjo com guitarras que aproximou o forró da música pop e pela revalorização da sanfona.[179] O forró pé-de-serra, entretanto, ainda detém grande influência cultural e destaque comercial na cidade.[179] Outro ritmo musical identitário do fortalezense é a lambada, que obteve bastante sucesso na cidade no final da década de 1980.[180]

Outros estilos musicais também têm vida movimentada com bandas locais. O rock e suas várias ramificações, blues, jazz, samba, hip hop, entre outros estilos contemporâneos, são vertentes musicais frequentes nas noites da cidade.[181]

A tradição musical de Fortaleza remonta ao compositor Alberto Nepomuceno, um dos fundadores da música orquestral brasileira.[182] O Conservatório Alberto Nepomuceno é uma das principais escolas de música da cidade.[183] Outra tradicional instituição de ensino musical é a Escola de Música do Ancuri, desativada e em processo de revitalização.[184] Na MPB, alguns dos nomes que desenvolveram carreira em Fortaleza foram Fagner, Ednardo, Belchior, Amelinha, entre outros, artistas do movimento Massafeira Livre.[185] [186]

Gastronomia[editar | editar código-fonte]

O Baião de dois, prato de origem cearense, é bastante comum nos restaurantes da capital, Fortaleza.

A gastronomia de Fortaleza é bastante próxima da culinária típica nordestina, e, localmente, destacam-se pratos tradicionais como o baião de dois, geralmente acompanhado por churrasco de carneiro ou carne-de-sol. Frutos do mar são outro ingrediente de pratos típicos da cozinha fortalezense, tais como a moqueca de arraia com leite de coco e as peixadas de cavala e pargo[187] (cujo objetivo original popularmente conhecido era recuperar as forças dos jangadeiros que voltavam do alto-mar).[188] O fruto do mar identitário do litoral do estado é o caranguejo. Em todas as quintas-feiras, acontece a tradicional "caranguejada", na qual restaurantes, bares e barracas de todo o litoral da cidade servem pratos derivados do crustáceo acompanhado de diferentes molhos e degustado com a ajuda de um martelinho.[189] O camarão e a lagosta também são iguarias bastante usadas em pratos como o "arroz de camarão" ou "bobó de camarão". No Mercado dos Peixes, no Mucuripe, é possível comprar uma infinidade de pescados, que podem ser preparados em restaurantes vizinhos. O mais comum é comprar-se camarão e solicitar o preparo ao alho e óleo. Uma forte tradição de Fortaleza é o consumo dessa iguaria no local, ao entardecer dos finais de semana,[189] acompanhando o retorno dos jangadeiros após o dia de pesca.

Os polos gastronômicos da Varjota, Praia de Iracema e a Avenida Beira Mar são os locais com maior diversidade de restaurantes de cozinhas diversificadas de várias nacionalidades,[189] com ênfase na árabe,[190] francesa,[191] chinesa,[192] japonesa,[193] italiana,[194] alemã,[195] portuguesa,[196] espanhola[190] e suíça,[197] além de pizzarias, churrascarias, lanchonetes, cozinhas contemporânea e regional. Outro polo gastronômico fica no sul de Fortaleza, na divisa com Eusébio, nas "Tapioqueiras", um centro de vendas com vários restaurantes especializados no preparo da tapioca.[188] A tapioca é, ainda, conhecida por ser o principal elemento do café das manhã dos hotéis da orla da cidade.[189]

Feriados municipais[editar | editar código-fonte]

São feriados em Fortaleza os dias 13 de abril, aniversário da cidade; 19 de março, Dia de São José, padroeiro do Ceará; 15 de agosto, Dia de Nossa Senhora da Assunção, padroeira de Fortaleza; a Sexta-Feira da Paixão (Sexta-Feira Santa) e o Dia de Corpus Christi.[198]

Até 2003, era feriado municipal o dia 8 de dezembro, Dia de Nossa Senhora da Imaculada Conceição.[198] A alteração se deu para se declarar feriado, em substituição, a data dedicada à padroeira da cidade segundo a tradição católica, Nossa Senhora da Assunção, sueto esse que não existiu por 36 anos, desde 1967.[199]

Em 2013, o dia 25 de março foi elevado a feriado em alusão à libertação dos escravos no Ceará.[200]

Sotaque[editar | editar código-fonte]

O sotaque fortalezense se assemelha, de uma maneira geral, aos demais sotaques nordestinos na entonação, no ritmo e na pronúncia das vogais. No entanto, há algumas diferenças no tocante à pronúncia de determinadas consoantes, o que o afasta dos sotaques dos estados situados ao leste da região e o aproxima de uma pronúncia padrão do português brasileiro.

A principal diferença é a africação de t e d em /ti/ e /di/ ([tʃi] e [dʒi]), fenômeno comum na maior parte do Brasil, mas que não acontece na maioria dos estados da região, que tendem a pronunciar tais sílabas de forma oclusiva, como no idioma castelhano ([ti] e [di]). O sotaque de Fortaleza também se diferencia do sotaque do sul do estado, que pronuncia /ti/ e /di/ como a maioria dos estados nordestinos, provavelmente por influência pernambucana.

Também há uma diferença na pronúncia de s e z no final das sílabas. Enquanto em São Paulo são pronunciadas unicamente de forma alveolar e na cidade do Rio de Janeiro de forma palatoalveolar (o popular "chiado"), em Fortaleza s e z se pronunciam como palatoalveolares apenas antes das letras t e d e, nos demais casos (ante quaisquer outras consoantes ou no final das palavras), sempre como alveolares. Tal mescla contribui para o pequeno distanciamento entre o sotaque de Fortaleza e o de estados vizinhos, que sempre pronunciam as sibilantes de forma ligeiramente "chiada".

Esportes[editar | editar código-fonte]

O lazer cotidiano de muitos fortalezenses é a caminhada, ou cooper, ao amanhecer ou ao entardecer nas praças das áreas residenciais, nas orlas e nos parques . Esse é um hábito largamente observado em pontos importantes da cidade como o calçadão da Praia de Iracema e as vias e áreas de convivência do Parque Ecológico do Cocó. As academias de musculação e ginástica também são numerosas. Alguns dos eventos mais importantes são a Meia Maratona Internacional de Fortaleza, que comemora o aniversário da cidade e é considerada a maior do Norte-Nordeste,[201] reunindo corredores de diversos países;[202] a Maratona Pão de Açúcar de Revezamento e o Circuito de Corridas Pague Menos. O Red Bull Soapbox, realizado pela Red Bull em junho de 2008 na cidade de Fortaleza foi o primeiro do Brasil.[203]

O esporte mais popular em Fortaleza, assim como no resto do Brasil, é o Futebol. Devido ao gosto do fortalezense pelo futebol e por conta da importância da cidade no cenário nacional, Fortaleza foi escolhida como uma das sedes da Copa do Mundo FIFA de 2014. A cidade sediou 6 partidas do campeonato mundial da FIFA, incluindo dois jogos da Seleção Brasileira, um da Seleção Alemã, uma partida das oitavas de final e uma das quartas de final.[204]

O Campeonato Cearense de Futebol, existente desde 1914,[205] e tem seus principais jogos em Fortaleza. Os principais times da cidade e do estado são: Ceará Sporting Club, Fortaleza Esporte Clube e Ferroviário Atlético Clube. O dois primeiros, os mais tradicionais, disputam a Série B e Série C do Campeonato Brasileiro, respectivamente. O Ceará Sporting Club é o atual tetra-campeão estadual, já tendo conquistado o certame estadual 43 vezes, contra 39 do seu rival Fortaleza Esporte Clube.[206] Já o Ferroviário Atlético Clube é o terceiro maior detentor de taças, com nove títulos.[207]

Atualmente, Fortaleza possui três estádios credenciados a sediar jogos oficiais organizados pela Confederação Brasileira de Futebol, os principais são o Estádio Plácido Castelo, mais conhecido como Castelão, de propriedade do Governo do Estado e com capacidade para cerca de 67 mil pessoas,[208] e o Estádio Presidente Vargas, mais conhecido como PV, de propriedade da Prefeitura Municipal, com capacidade para 20.600 pessoas.[209] O Estádio Alcides Santos, de propriedade do Fortaleza Esporte Clube, também credenciado pela CBF para sediar jogos oficiais, possui capacidade para 7.000 pessoas.[210]

A enseada do Mucuripe e a Praia do Náutico são os dois extremos da rota do Circuito Cearense de Jangadas.[211]

A maioria dos clubes esportivos mantém o futebol como principal atividade esportiva, mas apoia e desenvolve outras modalidades, como o futebol de salão, voleibol, basquetebol, entre outros. Os esportes de praia também são largamente praticados e possuem notável tradição, como o surf, windsurf, vela, sandboard, triatlon, mergulho, kitesurf, entre outros. Várias etapas de competições nacionais e internacionais destas modalidades ocorrem em Fortaleza. Fortaleza é, ainda, sede da Confederação Brasileira de Futsal, orgão nacional filado à CONMEBOL e à FIFA.[212]

A cidade tem várias escolas e academias de lutas e artes marciais. O automobilismo é praticado em pistas de kart em diversos lugares da cidade e no Autódromo Internacional Virgílio Távora, na Região Metropolitana de Fortaleza.[213] Alguns esportes menos populares estão começando a surgir em Fortaleza, como é o caso do futebol americano, críquete e o golfe, praticados por pequenos grupos apoiados por federações desportivas de outros estados e por clubes locais.

Está localizado em Fortaleza o Centro de Formação Olímpica do Nordeste. Como parte da Rede Nacional de Treinamento do Ministério do Esporte, o centro é responsável pela formação e desenvolvimento esportivo de alto rendimento e, anexo à Arena Castelão, forma o maior complexo esportivo do país, abrigando 26 modalidades olímpicas.[214]

A atividade jangadeira é considerada uma pratica esportiva de competição na cidade. Todos os anos, acontece o Circuito Cearense de Jangadas, evento no qual a cidade, de forma peculiar, sedia corridas nas modalidades "jangada" e "paquete" (versão menor da embarcação). O circuito, televisionado a nível estadual, compreende percurso de 14km na orla de Fortaleza feito por jangadeiros profissionais da cidade e demais municípios da região metropolitana.[211]

Referências

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  208. Cidades-sede: Fortaleza terá Castelão para 67 mil torcedores Placar (11 de abril de 2013). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  209. História volta a ser contada no PV Diário do Nordeste (07 de maio de 2011). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  210. Laudos do estádio Alcides Santos serão entegues à FCF pelo Fortaleza Globo Esporte (15 de março de 2012). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  211. a b Jangadas colorem os nossos verdes mares Diário do Nordeste (28 de julho de 2014). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
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  213. De olho no Brasileiro de Kart Diário do Nordeste (07 de março de 2013). Visitado em 24 de janeiro de 2015.
  214. Ministro do Esporte visita obras avançadas do Centro Olímpico do Nordeste Ministério do Esporte (08 de abril de 2014). Visitado em 11 de janeiro de 2015.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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