Camocim
| Município de Camocim | |||||
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| Hino | |||||
| Fundação | 29 de setembro de 1879 | ||||
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| Gentílico | camocinense | ||||
| Prefeito(a) | Francisco Maciel Oliveira (Chico Vaulino) (PP) (2009–2012) |
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| Localização | |||||
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| Unidade federativa | |||||
| Mesorregião | Noroeste Cearense IBGE/2008 [1] | ||||
| Microrregião | Litoral de Camocim e Acaraú IBGE/2008 [1] | ||||
| Municípios limítrofes | Norte – Oceano Atlântico;
Sul – Granja; Leste – Jijoca de Jericoacoara e Bela Cruz; Oeste – Barroquinha |
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| Distância até a capital | 347 km | ||||
| Características geográficas | |||||
| Área | 1 123,937 km² [2] | ||||
| População | 60 163 hab. IBGE/2010[3] | ||||
| Densidade | 53,53 hab./km² | ||||
| Altitude | 8 m | ||||
| Clima | Tropical | ||||
| Fuso horário | UTC−3 | ||||
| Indicadores | |||||
| IDH | 0,629 médio PNUD/2000 [4] | ||||
| PIB | R$ 238 819,958 mil IBGE/2008[5] | ||||
| PIB per capita | R$ 3 928,99 IBGE/2008[5] | ||||
Camocim é um município e uma cidade do estado do Ceará, Brasil. Localiza-se na microrregião do Litoral de Camocim e Acaraú, mesorregião do Noroeste Cearense. O município tem quase 60 mil habitantes e 1158 km². É a terra do aviador Pinto Martins.
Índice |
[editar] Etimologia
O topônimo camocim, cambucy, camucym ou camotim vem do Tupi Guarani e poder siginificar:
- buraco para enterrar defunto ou pote(vaso em geral), segundo Silveira Bueno;
- a urna funerária dos indígenas, também chamada de igaçaba;
- louça em geral segundo Gonçalves Dias.
Provavelmente o topônimo camocim é uam alusão ao ritual funerário(enterro) dos Tremembé, que não praticavam a antropofagia como diversos povos indígenas que viviam nas terras do Ceará.
Sua denominação original era Barra do Camocim e desde 1879, Camocim.[6]
É costume os moradores desta cidade serem chamados de coró (peixe abundante na região), assim como os moradores da cidade de Granja são conhecidos como cangati.
[editar] História
A área na qual Camocim localiza-se é um teriitório de uma rica história de intercâmbio e conflítos entre os povos indígenas nativos e os europeus, tais como os franceses, holandeses, ingleses e portugueses. Os franceses já negociavam, o chamado escambo, com os povos nativos dessa região antes mesmos das primeiras expedições portuguesas,[7].
Os primeiros habitantes foram os indigenas de várias etnias, tais como os Tremembé,[8][9], Tabajara, Jurema, Jenipaboaçu, Cambida,[10].
Os portugueses chegaram nestas bandas, a partir da segunda metade do Século XVI, com diversos intuítos: um reconhecimento completo da região a partir de Tutóia no Maranhão aos limites finais entre Ceará e Rio Grande do Norte ou como base de apoio para a ocupação do litoral, bem como base de apoio para confrontos militares com os franceses que ocupavam o Maranhão. Deste momento histórico existem várias cartas topográficas datadas dos séculos XVII[8], que já descrevem a barra do rio Camorim, que foi catografada com o nome de Rio da Cruz[8]. Em 1604, Pero Coelho de Souza, passou nestas bandas com rumo a Ibiapaba e as batalhas contra os nativos que apoiaram os franceses e contas o franceses estabelecidos na região entre o Camocim e o Maranhão.
Depois da segunda metade do século XVII, depois da saídas dos neerlandeses do Brasil, os jesuítas tinham o Camocim como porto e porta de entrada para a Ibiapaba. Dessa época surgiu ainda por parte dos portugueses o projeto de construir o Forte em Camocim com a intenção de proteger os assentamentos portugueses dos ataques dos índios e impedir que outros povos europeus fizessem escambo com os nativos indígenas, porém este projeto não foi adiante. A região do Camocim era o centro de apoio para as ações militares e religiosas por parte dos portugueses.
A Barra do Camocim como núcleo urbano vai consolida-se com a traferêcia da Missão de da Tabainha. Um empreendimento do padre Ascenço Gago, com o intuíto de aldaiar os Tremembé e outra etnias.
A partir de 1792, chegam a Barra do Camocim, famílias oriundas de Tutoia, as quais inplementaram a agricultura e pecuária na região. Em 1868, foi criado o distrito policial e desta forma Camocim consolida-se como núcleo urbano.[6]
E o que vai definitivamente consolidar Camocim como centro urbano e econômico é a construção da Estrada de Ferro de Sobral-Camocim a partir de 1879[11] e do porto.
[editar] Geografia
[editar] Clima
Tropical quente sub-úmido com pluviometria média de 1.350 mm [12] com chuvas concentradas de janeiro à abril.[13] O vento è muito forte de julio atè janeiro, normalmente entre os 25-35 knts
[editar] Hidrografia e recursos hídricos
As principais fontes de água são: Baía de Camocim, Lago Grande, do Boqueirão, da Moréia, Lagoa Cangalha e Inhanduba, Córrego da Forquilha, Rio Coreaú, Trindade, P. Maceió, Imburava. Embora alguns desconheçam as praias da Tatajuba, do Guriú, dos Remédios e do Xavier são pertencentes ao município de Camocim e não ao município de Jijoca de Jericoacoara como muitos pensam pelo fato de terem localização geográfica próxima e também por Jericoacoara ter um fluxo de turistas intenso, que acabam fazendo também esta rota.
[editar] Relevo e solos
Região costeira(Areias Quartzosas Álicas, Areias Quartzosas Distróficas, Areias Quartzosas Eutróficas,Areias Quartzosas Marinhas Distróficas, Podzólico Vermelho Amarelo Eutrófico) formada de dunas. Não possui grandes elevações.
[editar] Vegetação
A boa parte do território é coberto pela caatinga arbustiva aberta e densa, mais ao interior, e por tabuleiros costeiros, bem como por cajueiros e zona de coquerais mais próximos ao litoral. Apresenta também regiões de caatinga arbustiva e mangue próximo à foz dos rios: Coreaú, São Mateus, do Meio, da Fortuna, Inhanduba, Pesqueiro, Palmeira e dos Remédios.
[editar] Subdivisão
O município tem 3 distritos: Amarelas, Pedra Branca e Guriu
[editar] Economia
As bases da economia do município são extração de sal marinho e a pesca, complementadas pela cultura de caju, arroz sequeiro, mandioca e feijão. Pecuária: bovino, suíno e avícolo.(Subsistência) Indústrias: Democrata Calçados, oriunda da cidade de Franca-SP.
[editar] Cultura
Os principais eventos são:
- Festa do Bom Jesus dos Navegantes - Padroeiro (novembro),
- Carnaval (fevereiro),
- Festival de Violeiros (abril),
- Festival de Quadrilhas (junho),
- Procissão Marítima de São Pedro (29 de junho),
- Festival de Música (julho),
- Festa da Lagosta e escolha da Rainha da Lagosta (julho),
- Aniversário de Camocim (setembro),
- Festa do Município (setembro),
- Regata de Canoa (setembro),
- Festa de São Francisco (outubro)
- Festa e novenas do Bom Jesus dos Navegantes - Padroeiro (novembro)
- Regata Ecológica de Tatajuba (novembro),
- Festa do Caju.
Ps.: No calendário a Festa do Bom Jesus é em janeiro, mas a comemoração com as novenas acontecem no mês de novembro.
[editar] Política
A administração municipal localiza-se na sede: Camocim.
Slogan: Camocim é do Povo.
[editar] Esport
Os fortes ventos permetem de praticar esport como windsurf e kitesurf praticamente o ano todo. Os picco do windsurf son: a beira do rio Coreao, a praia de Caraubas e o Lago Seco Os picco do kite son : praia de Maceio e praia de Tatajuba
[editar] Ligações externas
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Exemplo1.jpg
Legenda1
-
Exemplo2.jpg
Legenda2
e.gov.br/categoria5/municipais/Camocim.pdf Mapa de Camocim]
Referências
- ↑ a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
- ↑ Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
- ↑ a b http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/ceara/camocim.pdf
- ↑ Girão, R. Pequena História do Ceará. Fortaleza. Editiora Instituto do Ceará, 1962, p. 33 a 38.
- ↑ a b c http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_cartografia/cart249882.jpg
- ↑ Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
- ↑ Aragão, R. B, Indios do Ceará e Topônimos indígenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense, 1994
- ↑ http://www.estacoesferroviarias.com.br/ce_sobral/camocim.htm
- ↑ Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
- ↑ Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.