Camocim

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Município de Camocim
[[Ficheiro:brasão.png |125px|none|border|Bandeira de Camocim]]
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 29 de setembro de 1879
Gentílico camocinense
Prefeito(a) Francisco Maciel Oliveira (Chico Vaulino) (PP)
(20092012)
Localização
Localização de Camocim
Localização de Camocim no Ceará
Camocim está localizado em: Brasil
Localização de Camocim no Brasil
02° 54' 07" S 40° 50' 27" O02° 54' 07" S 40° 50' 27" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Noroeste Cearense IBGE/2008 [1]
Microrregião Litoral de Camocim e Acaraú IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte – Oceano Atlântico;

Sul – Granja;

Leste – Jijoca de Jericoacoara e Bela Cruz;

Oeste – Barroquinha

Distância até a capital 347 km
Características geográficas
Área 1 123,937 km² [2]
População 60 163 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 53,53 hab./km²
Altitude 8 m
Clima Tropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,629 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 238 819,958 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 928,99 IBGE/2008[5]

Camocim é um município e uma cidade do estado do Ceará, Brasil. Localiza-se na microrregião do Litoral de Camocim e Acaraú, mesorregião do Noroeste Cearense. O município tem quase 60 mil habitantes e 1158 km². É a terra do aviador Pinto Martins.

Índice

[editar] Etimologia

O topônimo camocim, cambucy, camucym ou camotim vem do Tupi Guarani e poder siginificar:

  • buraco para enterrar defunto ou pote(vaso em geral), segundo Silveira Bueno;
  • a urna funerária dos indígenas, também chamada de igaçaba;
  • louça em geral segundo Gonçalves Dias.

Provavelmente o topônimo camocim é uam alusão ao ritual funerário(enterro) dos Tremembé, que não praticavam a antropofagia como diversos povos indígenas que viviam nas terras do Ceará.

Sua denominação original era Barra do Camocim e desde 1879, Camocim.[6]

É costume os moradores desta cidade serem chamados de coró (peixe abundante na região), assim como os moradores da cidade de Granja são conhecidos como cangati.

[editar] História

Mapa do costa do Ceará em 1629

A área na qual Camocim localiza-se é um teriitório de uma rica história de intercâmbio e conflítos entre os povos indígenas nativos e os europeus, tais como os franceses, holandeses, ingleses e portugueses. Os franceses já negociavam, o chamado escambo, com os povos nativos dessa região antes mesmos das primeiras expedições portuguesas,[7].

Os primeiros habitantes foram os indigenas de várias etnias, tais como os Tremembé,[8][9], Tabajara, Jurema, Jenipaboaçu, Cambida,[10].

Os portugueses chegaram nestas bandas, a partir da segunda metade do Século XVI, com diversos intuítos: um reconhecimento completo da região a partir de Tutóia no Maranhão aos limites finais entre Ceará e Rio Grande do Norte ou como base de apoio para a ocupação do litoral, bem como base de apoio para confrontos militares com os franceses que ocupavam o Maranhão. Deste momento histórico existem várias cartas topográficas datadas dos séculos XVII[8], que já descrevem a barra do rio Camorim, que foi catografada com o nome de Rio da Cruz[8]. Em 1604, Pero Coelho de Souza, passou nestas bandas com rumo a Ibiapaba e as batalhas contra os nativos que apoiaram os franceses e contas o franceses estabelecidos na região entre o Camocim e o Maranhão.

Depois da segunda metade do século XVII, depois da saídas dos neerlandeses do Brasil, os jesuítas tinham o Camocim como porto e porta de entrada para a Ibiapaba. Dessa época surgiu ainda por parte dos portugueses o projeto de construir o Forte em Camocim com a intenção de proteger os assentamentos portugueses dos ataques dos índios e impedir que outros povos europeus fizessem escambo com os nativos indígenas, porém este projeto não foi adiante. A região do Camocim era o centro de apoio para as ações militares e religiosas por parte dos portugueses.

A Barra do Camocim como núcleo urbano vai consolida-se com a traferêcia da Missão de da Tabainha. Um empreendimento do padre Ascenço Gago, com o intuíto de aldaiar os Tremembé e outra etnias.

A partir de 1792, chegam a Barra do Camocim, famílias oriundas de Tutoia, as quais inplementaram a agricultura e pecuária na região. Em 1868, foi criado o distrito policial e desta forma Camocim consolida-se como núcleo urbano.[6]

E o que vai definitivamente consolidar Camocim como centro urbano e econômico é a construção da Estrada de Ferro de Sobral-Camocim a partir de 1879[11] e do porto.

[editar] Geografia

Ficheiro:Bandeira de Camocim.jpg
Bandeira de Camocim.

[editar] Clima

Tropical quente sub-úmido com pluviometria média de 1.350 mm [12] com chuvas concentradas de janeiro à abril.[13] O vento è muito forte de julio atè janeiro, normalmente entre os 25-35 knts

[editar] Hidrografia e recursos hídricos

As principais fontes de água são: Baía de Camocim, Lago Grande, do Boqueirão, da Moréia, Lagoa Cangalha e Inhanduba, Córrego da Forquilha, Rio Coreaú, Trindade, P. Maceió, Imburava. Embora alguns desconheçam as praias da Tatajuba, do Guriú, dos Remédios e do Xavier são pertencentes ao município de Camocim e não ao município de Jijoca de Jericoacoara como muitos pensam pelo fato de terem localização geográfica próxima e também por Jericoacoara ter um fluxo de turistas intenso, que acabam fazendo também esta rota.

[editar] Relevo e solos

Região costeira(Areias Quartzosas Álicas, Areias Quartzosas Distróficas, Areias Quartzosas Eutróficas,Areias Quartzosas Marinhas Distróficas, Podzólico Vermelho Amarelo Eutrófico) formada de dunas. Não possui grandes elevações.

[editar] Vegetação

A boa parte do território é coberto pela caatinga arbustiva aberta e densa, mais ao interior, e por tabuleiros costeiros, bem como por cajueiros e zona de coquerais mais próximos ao litoral. Apresenta também regiões de caatinga arbustiva e mangue próximo à foz dos rios: Coreaú, São Mateus, do Meio, da Fortuna, Inhanduba, Pesqueiro, Palmeira e dos Remédios.

[editar] Subdivisão

O município tem 3 distritos: Amarelas, Pedra Branca e Guriu

[editar] Economia

As bases da economia do município são extração de sal marinho e a pesca, complementadas pela cultura de caju, arroz sequeiro, mandioca e feijão. Pecuária: bovino, suíno e avícolo.(Subsistência) Indústrias: Democrata Calçados, oriunda da cidade de Franca-SP.

[editar] Cultura

Os principais eventos são:

  • Festa do Bom Jesus dos Navegantes - Padroeiro (novembro),
  • Carnaval (fevereiro),
  • Festival de Violeiros (abril),
  • Festival de Quadrilhas (junho),
  • Procissão Marítima de São Pedro (29 de junho),
  • Festival de Música (julho),
  • Festa da Lagosta e escolha da Rainha da Lagosta (julho),
  • Aniversário de Camocim (setembro),
  • Festa do Município (setembro),
  • Regata de Canoa (setembro),
  • Festa de São Francisco (outubro)
  • Festa e novenas do Bom Jesus dos Navegantes - Padroeiro (novembro)
  • Regata Ecológica de Tatajuba (novembro),
  • Festa do Caju.

Ps.: No calendário a Festa do Bom Jesus é em janeiro, mas a comemoração com as novenas acontecem no mês de novembro.

[editar] Política

A administração municipal localiza-se na sede: Camocim.
Slogan: Camocim é do Povo.

[editar] Esport

Os fortes ventos permetem de praticar esport como windsurf e kitesurf praticamente o ano todo. Os picco do windsurf son: a beira do rio Coreao, a praia de Caraubas e o Lago Seco Os picco do kite son : praia de Maceio e praia de Tatajuba

[editar] Ligações externas

e.gov.br/categoria5/municipais/Camocim.pdf Mapa de Camocim]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. a b http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/ceara/camocim.pdf
  7. Girão, R. Pequena História do Ceará. Fortaleza. Editiora Instituto do Ceará, 1962, p. 33 a 38.
  8. a b c http://objdigital.bn.br/acervo_digital/div_cartografia/cart249882.jpg
  9. Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
  10. Aragão, R. B, Indios do Ceará e Topônimos indígenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense, 1994
  11. http://www.estacoesferroviarias.com.br/ce_sobral/camocim.htm
  12. Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
  13. Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.
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