Quixadá

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Município de Quixadá
"A terra dos monólitos"
Açude do Cedro e a "Pedra da Galinha Choca"; dois dos principais pontos turísticos de Quixadá

Açude do Cedro e a "Pedra da Galinha Choca"; dois dos principais pontos turísticos de Quixadá
Bandeira de Quixadá
Brasão de Quixadá
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 27 de outubro de 1870 (143 anos)
Gentílico quixadaense
Prefeito(a) João Hudson Rodrigues Bezerra (PRB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Quixadá
Localização de Quixadá no Ceará
Quixadá está localizado em: Brasil
Quixadá
Localização de Quixadá no Brasil
04° 58' 15" S 39° 00' 54" O04° 58' 15" S 39° 00' 54" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Sertões Cearenses IBGE/2008 [1]
Microrregião Sertão de Quixeramobim IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Norte: Itapiúna, Noroeste: Choró, Oeste: Quixeramobim, Sul: Banabuiú, Leste: Ibicuitinga, Nordeste: Ibaretama
Distância até a capital 167 km
Características geográficas
Área 2 019,816 km² [2]
População 80 604 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 39,91 hab./km²
Altitude 189 m
Clima Tropical Semiárido brando[4]
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,659 médio PNUD/2010 [5]
PIB R$ 538 778,416 mil IBGE/2010[6]
PIB per capita R$ 6 684,18 IBGE/2010[6]
Página oficial

Quixadá é um município brasileiro do estado do Ceará, pertence a Mesorregião dos Sertões Cearenses e à microrregião do Sertão de Quixeramobim. É a décima cidade mais populosa do Ceará e a maior do sertão central, com uma população de 84 684 habitantes. Possui uma área de 2.019,833 km² e uma densidade demográfica de 39,91 hab/km² [7] [8] . O município possui o 17º maior PIB do estado, maior renda per capita e melhor IDH da Mesorregião dos Sertões Cearenses. Na década de 1960 e 1970 o município esteve na lista das 100 cidades mais populosas do Brasil.

A cidade é conhecida como cidade universitária do sertão central, no ano de 2014 consta com seis instituições de ensino superior, públicas e privadas. Entre elas campus da Universidade Federal do Ceará e Universidade Estadual do Ceará.

O município é sede da Diocese de Quixadá, criada pela bula pontifícia do Papa Paulo VI sendo desmembrada da Arquidiocese de Fortaleza.

Uma de suas características mais marcantes são formações rochosas, os monólitos, nos mais diversos formatos que "quebram" a aparente monotonia da paisagem sertaneja. É também conhecida por ser a terra de escritores como Jáder de Carvalho e Rachel de Queiroz que, apesar de ter nascido em Fortaleza, a capital do Ceará, possuía uma relação muito forte com a cidade, visitando-a constantemente, quando se hospedava em sua Fazenda Não Me Deixes, que herdou de seu pai, Daniel de Queiroz.[9]

Toponímia[editar | editar código-fonte]

Apenas uma definição é consenso quanto à origem do nome Quixadá. É uma palavra derivada de alguma das línguas indígenas faladas no território cearense antes do descobrimento. Exceto isto, há grandes controvérsias. Em alguns documentos antigos figura como Queixadá, Quixedá, Quixedæ e Quixadæ. Para Paulino Nogueira, em seu livro Vocabulário Indígena em Uso na Província do Ceará (1887), presume que o nome vem da tribo Tapuia dos Quixaras, também conhecida com Quixadás. Segundo Carl von Martius, é derivada de Quixeurá, que significa "Oh! Eu sou o Senhor, Qui = oh, Xé = eu e Uará = senhor, tendo-se corrompido em Quixadá.

Para Teodoro Sampaio, em seu livro O Tupi na Geografia Nacional, disse que a palavra pertence a língua cariri e que, por não haver qualquer registros, não é possível afirmar significado exato. Thomaz Pompeu Sobrinho atribuiu, em princípio, a esse topônimo a origem tupi como Quichaitá, com a seguinte interpretação: Qui = ponta, Chai = gancho ou torcida e Ita = pedra, donde se conclui: pedra da ponta encurvada ou torcida. Essa interpretação estão relacionadas à paisagem quixadaense onde existem pedras singulares como por exemplo, a "Galinha Choca", conhecida anteriormente como "Bico de Arara", além disso, segundo o autor, também pode ser a corruptela da palavra queixada ou quintal de rocha. Eusébio de Sousa também diz ser o vocábulo de origem tupi-guarani que significa pedra da ponta curvada. Os antigos habitantes falavam em Curral de Pedra, haja vista a localização da cidade que de fato, está cercada de pedras.

História[editar | editar código-fonte]

Originalmente, a região foi habitada pelos índios Kanindé e Jenipapo pertences ao grupo dos Tapuias, resistindo à invasão portuguesa no início do século XVII, sendo "pacificados" em 1705, quando Manuel Gomes de Oliveira e André Moreira Barros ocuparam as terras quixadaenses. Estes grupos indígenas resistiram até 1760, pois os conflitos entre índios e colonos, ocasinados pelo desenvolvimento da pecuária desde 1705, praticamete extinguiram essas tribos.

A colonização da área compreendida atualmente pelo município de Quixadá ocorreu através da penetração pelo rio Jaguaribe, seguindo seu afluente o rio Banabuiú e depois o rio Sitiá, cujo objetivo principal era a conquista de terras para a pecuária de corte e leiteira.

A primeira escritura pública da região foi a do Mosteiro Beneditino, hoje Casa de Repouso São José, na Serra do Estêvão, onde hoje é o distrito de Dom Maurício, em 1641. Manuel da Silva Lima, alegando ter descoberto dois olhos d'água, obteve uma sesmaria. Essas terras, inicialmente de Carlos Azevedo, eram o "Sítio Quixedá" adquirido por compra conforme escritura de 18 de dezembro de 1728.

Em seguida, a propriedade foi vendida a José de Barros Ferreira em 1747 por duzentos e cinquenta mil réis. Oito anos depois, José de Barros, construiu casas de morada, capela e curral, lançando assim as bases da atual cidade de Quixadá, sendo considerado, portanto, o legítimo fundador da cidade. A fazenda prosperou e se transformou em distrito do município de Quixeramobim.

A partir do século XIX, com a instalação da estrada de ferro que ligava o Cariri à Fortaleza ocorreu forte urbanização do município. Esta também foi fortemente influenciada pela produção de algodão exportado para a Inglaterra, que nesta época vivia a Revolução Industrial. A Freguesia de Quixadá foi criada pela Lei provincial n.° 1.305, de 5 de novembro de 1869. Em de 27 de outubro de 1870 a Lei provincial n.° 1.347 criou o Município de Quixadá desmembrando-o de Quixeramobim e sendo elevado à categoria de vila.

Com o projeto e a construção do Açude do Cedro, a vila passa a receber ainda mais imigrantes vindo de diversas regiões (estimados em 30.000), além disso diversas estradas foram construídas. Este processo acelera a urbanização, fazendo com que em 17 de agosto de 1889 a vila recebesse foros de cidade pela Lei provincial n.º 2.166.

Deste sua emancipação até hoje, teve cinquenta e três governos municipais, sendo o fazendeiro Laurentino Belmonte de Queiroz, o primeiro prefeito no período de 1871 a 1873.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Relevo e solos[editar | editar código-fonte]

Os inselbergs são formações rochosas bastante comuns no município de Quixadá. Nesta fotos temos uma vista do Bairro Alto São Francisco.

A maior parte do território faz parte das depressões sertanejas com maciços residuais, como a serra do Estêvão. Notabiliza-se também pela geografia rica em inselbergs, ou monólitos (formações rochosas isoladas na paisagem), que dominam boa parte da área do município, dos quais o mais famoso é a "Pedra da Galinha Choca", que tem este nome por conta do curioso formato.

Os solos são pouco profundos em sua maior parte [10] e têm como principal característica encharcar na estação chuvosa e ressecar facilmente nos períodos de estiagem. Os lençóis de água são geralmente salinizados devido as características geológicas da região.

Hidrografia e recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

Quixadá está localizado em sua maior parte na bacia hidrográfica do rio Sitiá. Uma outra parte do seu território está na nas bacias de dois outros rios: o rio Piranji e o rio Choró.[11]

Vista do Açude do Cedro

.

O município conta com uma grande quantidade de pequenos reservatórios que estão espalhados em todo o território. No entanto, possui dois grandes reservatórios, ambos localizados no leito rio Sitiá, são os açudes do Cedro, com capacidade de 126.000.000 m³, e o Açude Pedras Brancas, com capacidade de 434.049.000 m³.[12]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima é tropical quente semi-árido.[4] A temperatura média anual é de 30℃, com pluviometria média anual ser de 818 mm com chuvas concentradas de fevereiro a abril.

Além disso, destacam-se os elevados índices de evaporação e evapotranspiração durante todo o ano aliada à irregularidade do regime de chuvas. A região de Quixadá está sujeita à ocorrência de secas severas.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A vegetação característica da maior parte do município é a caatinga arbustiva densa ou aberta, caracterizada pela presença de cactos e vegetação rasteira com árvores baixas e cheias de espinho. Nas áreas mais elevadas da serra do Estêvão ocorre a floresta caducifólia espinhosa, ou caatiga arbórea.[13] Sua cobertura vegetal tem sofrido grande intervenção, através de desmatamentos e queimadas com o objetivo de preparar o solo para a agricultura e a pecuária extensiva, além da extração de ilegal madeira para lenha e carvoarias.[14]

Unidades de Conservação Ambiental[editar | editar código-fonte]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Estrutura demográfica[editar | editar código-fonte]

Sua população é predominantemente urbana (Segundo o censo 2000 do IBGE a taxa de urbanização era de 67,3%) e feminina (50,3% do total).

Dinâmica do crescimento[editar | editar código-fonte]

Quixadá pode ser considerado um município de porte médio em função da sua população de 80.447 habitantes (2009), o que representa 0,93% da população do estado. Seu crescimento demográfico anual é de 0,5% (2006-2007), no entanto, quando a população atual é confrontada com os dados do censos de 1970 (98.509 habitantes) e de 1991 (72.292 habitantes) e das estimativas para 1996 (64.442 habitantes) observa-se o declínio da população. Isto se deve, basicamente, ao desmembramentos dos distritos de Banabuiú e Ibaretama em 1988 e de Choró em 1993.

Administração pública e estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Política[editar | editar código-fonte]

De acordo com a Constituição de 1988, Quixadá está localizada em uma república federativa presidencialista. Foi inspirada no modelo estadunidense, no entanto, o sistema legal brasileiro segue a tradição romano-germânica do Direito positivo.[17] A administração municipal se dá pelo poder executivo e pelo poder legislativo.[18]

Antes de 1930 os municípios eram dirigidos pelos presidentes das câmaras municipais, também chamados de agentes executivos ou intendentes. Somente após a Revolução de 1930 é que foram separados os poderes municipais em executivo e legislativo.[19] Portanto, no momento da emancipação, não havia o cargo de prefeito. A administração municipal era exercida pelo presidente da Câmara Municipal e alguma vezes num colegiado de vereadores tendo o presidente à frente, deste modo, Laurentino Belmonte de Queiroz tornou-se o primeiro chefe do executivo municipal, cargo que ocupou até 19 de maio de 1873, quando a nova Câmara de Vereadores do Município foi empossada. Agora sua política está nas mãos do prefeito João da Sapataria.

Estrutura administrativa[editar | editar código-fonte]

  • Executivo

A pasta da Prefeitura Municipal de Quixadá de 2009 a 2012 é composta por:

    • Secretaria do Desenvolvimento Social
    • Secretaria da Administração
    • Secretaria da Educação
    • Secretaria da Saúde
    • Secretaria do Desenvolvimento Econômico e Turismo
    • Secretaria da Agricultura Familiar e Desenvolvimento Rural
    • Departamento Municipal de Administração de Bens e Serviços Públicos
    • Secretaria do Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente
    • Departamento Municipal de Trânsito
    • Secretaria da Participação Popular, Esporte e Juventude
    • Fundação Cultural de Quixadá
    • Procuradoria Geral do Município
    • Secretaria do Planejamento e Finanças
    • Fundação de Geração de Emprego, Renda e Habitação Popular
    • Chefia de Gabinete
    • Assessoria Especial de Planejamento e Política Institucional
    • Coordenadoria de Políticas para Mulheres
    • Controladoria Geral do Município
    • Instituto de Previdência Municipal de Quixadá
  • Legislativo

A Câmara Municipal é composta por 10 vereadores desde o início da legislatura de 2005, anteriormente eram 21.

  • Judiciário

O município é sede da:

    • 23ª Vara da Justiça Federal
    • Tribunal Regional Eleitoral - 6 ZONA,
    • Tribunal Regional do Trabalho
    • Fórum Desembargador Avelar Rocha

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

O município está dividido em 13 unidades. A Sede e mais 12 distritos: Califórnia, Cipó dos Anjos, Custódio, Daniel de Queiroz,[9] Dom Maurício, Juá, Juatama, Riacho Verde, São Bernardo, São João dos Queiroz,[9] Tapuiará e Várzea da Onça.

Economia[editar | editar código-fonte]

Vista parcial do centro com igreja matriz de Quixadá em primeiro plano. Ao fundo é possível visualizar alguns dos monólitos que circundam a cidade

Quixadá é um dos centros comerciais mais expressivos do Ceará, para onde afluem as comunidades das cidades vizinhas. A maior fonte de empregabilidade é a administração pública, com mais de 2 mil funcionários. As principais atividades econômicas estão relacionadas à prestação de serviços e ao comércio. Em seguida vem a avicultura e a ovinocaprinocultura.[20]

Comércio[editar | editar código-fonte]

A economia de Quixadá depende principalmente no setor terciário (comércio e serviços) que é responsável por mais de 70% do PIB municipal além de ocupar aproximadamente 59% da população economicamente ativa (deste montante, 51% são trabalhadores autônomos, do chamado setor informal). O comércio do município está concentrado no Centro da cidade onde recebe semanalmente centenas de moradores das áreas rurais e de municípios vizinhos como Choró, Banabuiú, Ibicuitinga e Ibaretama.

Dentre as empresas deste setor, destacam-se os atacadistas que abastecem os pequenos estabelecimentos comerciais dos distritos e dos municípios vizinhos. Os estabelecimentos de comércio varejista está voltado, basicamente, para os moradores da cidade e da zona rural.

Outra importante atividade para o comércio municipal é a realização de feiras que ocorrem em dias específicos. Às quintas-feiras, ocorre a feira de animais no Parque de Exposição no bairro do Campo Novo, às sextas-feiras, de frutas nas proximidades do Terminal Rodoviário, e diariamente de frutas e utilidades domésticas, na rua Dr. Eudásio Barroso nas proximidades da Câmara Municipal.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

Representada principalmente pela avicultura, bovinocultura leiteira, ovinocultura e caprinocultura. A ovinocaprinocultura local está associada à presença de agentes expressivos na região, como, por exemplo, a Associação de Criadores de Caprinos e Ovinos do Estado do Ceará (Acocece), composta pelos médios e grandes produtores, um frigorífico com tecnologia para beneficiar a carne dos ovinos e caprinos e ainda aspectos climáticos da região.[20] A Expoece, tradicional feira de caprinos e ovinos, é considerada uma das maiores do Ceará e uma das mais importantes do Nordeste, movimentando no ano de 2009, volume superior a R$ 1 milhão somente nas vendas do leilão. Além disso, o evento envolve toda a cadeia produtiva caprina e ovina da região.[21]

Avicultura[editar | editar código-fonte]

A avicultura, juntamente com o comércio, é o principal setor da economia quixadaense. São quatro granjas de grande e médio porte: Granja Feliana Ltda, Granja Abrigo Ltda, Quixadá Alimentos Avículas Ltda (QUIAVE) e Carneiro Avícola Ltda (CARVIL). A produção é de cerca 80 mil frangos por semana, movimentando em torno de 1 milhão e 200 mil reais por mês. São gerados 400 empregos diretos e aproximadamente 2 mil indiretos. A CARVIL é a única que também produz ovos, 90 mil unidades por dia. A produção é voltada para o consumo em todo o estado do Ceará e também Piauí e Maranhão.

Indústria[editar | editar código-fonte]

O município possui pequenas indústrias alimentícias, tecelagens e calçadistas. Entre as grandes instalações industriais existe uma fábrica de calçados além de uma usina de biodiesel (com previsão de início de operações em agosto de 2008) com capaciadade 157 mil litros/dia, ou 57 milhões litros/ano localizada no distrito de Juatama.

Turismo[editar | editar código-fonte]

A Pedra da Galinha Choca é um dos principais pontos turísticos de Quixadá.

Embora pouco explorado, o município apresenta grande potencial turístico, especialmente para o ecoturismo devido à beleza de suas paisagens, além para a prática de esportes radicais como voo livre[22] (parapente e asa-delta), off-road, trekking, orientação, montanhismo e rapel.[23]

Atrações turísticas[editar | editar código-fonte]

Santuário de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão.

Educação[editar | editar código-fonte]

Ensino Fundamental e Médio

Em 2005 município possuía 145 escolas de ensino fundamental e médio, sendo 16, ou 11% do total, particulares. A taxa de escolarização é de 100% para o ensino fundamental e 42,86% para o ensino médio.[25]

Ensino superior

O município possui cinco instituições de ensino superior e uma de ensino técnico. São elas:

  • Faculdade Católica Rainha do Sertão, que oferece os cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Biomedicina, Ciências Contábeis, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia de Produção, Engenharia Mecânica, Engenharia Mecatrônica, Farmácia, Filosofia, Fisioterapia, Odontologia,Psicologia, Sistemas de informação e Teologia.[26]
  • Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará, que oferece os cursos técnico culminante em Edificações, Guia de Turismo, Técnico em Hospedagem e Química,Técnico Integrado em Edificações e Química e superiores em Tecnologia em Agronegócio, Licenciatura em Química, Controle Ambiental e Engenharia Ambiental.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Equipamentos culturais

Quixadá possui um museu, o Museu Histórico Jacinto de Sousa, um centro cultural, o Centro Cultural Rachel de Queiroz, com dois pavimentos, um teatro e um anfiteatro. O centro cultural oferece oficinas de audiovisual, música, teatro e artes plásticas.

E a então inaugurada Memorial Rachel de Queiroz onde fica o atual chalé da pedra, um ambiente restaurado e equipado com peças e artefatos da escritora.

Eventos religiosos

Um dos principais eventos religiosos do município é a romaria de Nossa Senhora Imaculada Rainha do Sertão[24]

Filmes[editar | editar código-fonte]

  • O cangaceiro Trapalhão é um filme brasileiro de 1983 do grupo de comediantes brasileiros Os Trapalhões e inspirado na história do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, também conhecido como Lampião, o assim chamado "Rei do cangaço". Gravado em Juatama distrito de Quixadá.
  • O Quinze de Rachel de Queiroz, Sinopse:1915, sertão central do Ceará. Uma grande seca dizimou boa parte da população local. A jovem professora Conceição (Karina Barum), que trabalha em Fortaleza, passa as férias na fazenda de sua avó, Mãe Inácia (Maria Fernanda Meirelles), no município de Quixadá. Lá ela convive com os problemas da seca, além de se envolver com seu primo Vicente (Juan Alba). Ele é fazendeiro e está apaixonado pela prima, mas no momento concentra sua atenção no combate a uma praga de carrapatos e em salvar o gado da fome. No município também vive Chico Bento (Jurandir Oliveira), que trabalha como vaqueiro na fazenda de Dona Marocas. Quando recebe ordem de se retirar do local, Chico negocia com Vicente sua pequena criação em troca de uma burra velha e uma quantia em dinheiro. Ele então parte com sua família rumo a Fortaleza, enfrentando as dificuldades do percurso.
  • O Auto da Camisinha é um média-metragem de ficção de 2009, com 52 minutos de duração e rodado em 35mm. Tem como um dos atores principais Chico Anysio. O filme tem uma importante mensagem de cidadania ao tratar de assuntos como a prevenção de doenças sexualmente transmissíveis. Ele promete chamar a atenção de todos com a forma com que vai tratar desses assuntos, por meio de uma linguagem lúdico educativa que deve agradar o público e ao, mesmo tempo, conscientizá-lo do assunto. Também gravado na Juatama - Quixadá.
  • "Já estreado em 2011" filme “Área Q”, que terá a participação dos globais, Tânia Kalil e Murilo Rosa, é uma parceria entre as produtoras Reef Pictures Inc., ATC Entretenimentos e Estação Luz Filmes. O projeto reúne vários profissionais já conhecidos do cinema brasileiro, dentre eles destacam-se Glauber Filho (diretor do filme “Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito”), como produtor executivo; Márcio Ramos, responsável pelos efeitos especiais. Já entre seus produtores está o cearense Halder Gomes, que foi responsável pelos curtas “Cine Holiúdi – O Astista Contra o Caba do Mal” e “Loucos de Futebol.
  • Gato Preto dirigido pelo quixadaense Clébio Ribeiro é um longa-metragem com orçamento total estimado em R$1,5 milhão. Utilizando pontos turísticos da cidade como o Açude do Eurípides e o histórico Açude do Cedro, a produção levanta questões sobre presença cigana na década de 1970 e questões espirituais.

Na trama, um grupo de ciganos chega a um Quixadá fictício e se instala nos arredores da cidade. O comportamento distante dos padrões e o forte preconceito da época fazem os comerciantes iniciarem uma empreitada contra a estadia dos passantes. “Todos ficam muito indignados, pois os ciganos começam a tomar sua freguesia”, Com pretensões comerciais e pós-produção trabalhosa, Gato Preto tem previsão de estreia nacional para 2012. Outro ponto de destaque é o elenco. Jackson Antunes, Jane Azeredo, Juliana Carvalho, Sidney Souto, Haroldo Serra e Alexandre Mandarino são apenas alguns dos nomes figurando no longa. O filme marca também o retorno da atriz, produtora cultural e diretora Aurora Duarte. Longe das telas há décadas, a pernambucana radicada em São Paulo disse estar “perfeitamente integrada ao lugar”. “Quixadá é personagem também”.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. a b Mapas Tipos Climáticos. Ceará em Mapas. Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (IPECE). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  5. Ranking IDH-M Ceará. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  6. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  7. http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=231130&search=ceara%7Cquixada
  8. https://pt.wikipedia.org/wiki/Anexo:Lista_de_munic%C3%ADpios_do_Cear%C3%A1_por_popula%C3%A7%C3%A3o
  9. a b c Segundo a ortografia vigente da língua portuguesa o correto é Queirós, embora a forma arcaica (e incorreta) Queiroz seja amplamente utilizada.
  10. Atlas do Ceará - Instituto de Pesquida e Estratégia do Ceará - IPECE.
  11. Companhia de Gestão de Reursos Hídricos (Ceará) - COGERH.
  12. Atlas da SRH. Secretaria dos Recursos Hídricos do Estado do Ceará.
  13. Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
  14. Título não preenchido, favor adicionar.
  15. Superintendência Estadual do Meio Ambiente / Ceará - SEMACE..
  16. Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA.
  17. Organization of American States (OAS). The Brazilian Legal System (em Inglês). Página visitada em 13 de dezembro de 2010.
  18. Flávio Henrique M. Lima (8 de fevereiro de 2006). O Poder Público Municipal à frente da obrigação constitucional de criação do sistema de controle interno. JusVi. Página visitada em 13 de dezembro de 2010.
  19. Câmara Municipal de Bragança Paulista. Câmara Municipal de Bragança Paulista. Página visitada em 13 de dezembro de 2010.
  20. a b Barroso, Janayna Arruda; Soares, A. A. Cavalcante O impacto das políticas públicas no desenvolvimento de arranjos produtivos locais: o caso do APL de ovinocaprinocultura em Quixadá, Ceará RAP - Revista de administração Pública, Rio de Janeiro 43(6):1435-1457, nov./dez. 2009
  21. Título não preenchido, favor adicionar.
  22. Título não preenchido, favor adicionar.
  23. Título não preenchido, favor adicionar.
  24. a b Título não preenchido, favor adicionar.
  25. dados da Secretaria de Educação Básica do Estado do Ceará - SEDUC.
  26. Título não preenchido, favor adicionar.
  27. Site do Campus da UFC Quixadá.
  28. Título não preenchido, favor adicionar.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]