Crateús

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Município de Crateús
"Praça da Matriz - Coluna da Hora"
CrateusBrasil.JPG

Bandeira de Crateús
Brasão de Crateús
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1832
Gentílico crateuense
Prefeito(a) Carlos Felipe Saraiva Beserra (PC do B)
(2013–2016)
Localização
Localização de Crateús
Localização de Crateús no Ceará
Crateús está localizado em: Brasil
Crateús
Localização de Crateús no Brasil
05° 10' 40" S 40° 40' 40" O05° 10' 40" S 40° 40' 40" O
Unidade federativa  Ceará
Mesorregião Sertões Cearenses IBGE/2008[1]
Microrregião Sertão de Cratéus IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Poranga, Ipaporanga, Tamboril, Indepedência, Novo Oriente e o estado do Piauí (limite ainda em litígio com o Ceará).
Distância até a capital 350 km
Características geográficas
Área 2 985,411 km² [2]
População 72 853 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 24,4 hab./km²
Altitude 274 m
Clima Semiárido BSh
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,644 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 384 606,000 mil IBGE/2010[5]
PIB per capita R$ 5 279,20 IBGE/2010[5]
Página oficial

Crateús é um município brasileiro do estado do Ceará, localizado na Microrregião do Sertão de Cratéus. Atualmente governada por Carlos Felipe.


Aeroporto[editar | editar código-fonte]

A Cidade de Crateús tem o seu aeroporto, chamado Dr. Lúcio Lima, que atende o seu município.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Crateús" vem do tupi ou tapuia, podendo significar:

  • tupi: cará (batata) e teú (lagarto);
  • topônimo tapuia kariri: kra (seco) mais , kraté (coisa seca ou lugar seco) e y (muito frequente), significando "lugar muito seco";
  • ou ainda o nome da tribo indígena que habitava a região: karati, karatús ou karatis e us (povo ou tribo).

Sua denominação original era "piranhas" (devido à abundância de peixes na região), depois "Príncipe Imperial" .[6]

Formação Administrativa[editar | editar código-fonte]

Em 1832 Crateús foi elevado a categoria de vila ainda com o nome de Príncipe Imperial, sendo desmembrado de Castelo. Em 1880 foi transferido da província do Piauí para a do Ceará. Em 1889 mudou o nome para Crateús. Em 1911 foi elevado à categoria de cidade. Em 1920 Crateús já tinha 2 distritos: Barrinha e Santana. Em 1929 o distrito Barrinha muda o nome para Ibiapaba, e no mesmo ano é formado mais um distrito: Irapuã. Na divisão administrativa de 1933, Santana não figura como distrito de Crateús. no quadro só aparecia, além do distrito-sede, Graça, Ibiapaba, Irapuã e Tucuns. Em 1938 Irapuã é rebaixado a povoado, e Graça muda o nome para Chaves, e mais dois distritos são criados: Oiticica e Poti. Em 1944 Chaves muda o nome para Rosa. Em 1951 Irapuã novamente é elevado a categoria de distrito e é criado mais um distrito: Montenebo. Em 1955 mais um distrito: Santo Antonio. Em 1966 Ibiapaba se emancipa de Crateús e anexa o distrito de Oiticica, e no mesmo ano Montenebo também se emancipa com o nome de Monte Nebo. Em 1965 Crateús anexa o território dos extintos municípios de Ibiapaba e Montenebo (ex-Monte Nebo). Em 1996 Crateús forma mais cinco distritos: Assis, Curral Velho, Lagoa das Pedras, Realejo e Santana.[7]

Atualmente Crateús tem 13 distritos:

  1. Assis
  2. Crateús (distrito-sede)
  3. Curral Velho
  4. Ibiapaba
  5. Irapuã
  6. Lagoa das Pedras
  7. Montenebo
  8. Oiticica
  9. Poti
  10. Realejo
  11. Santana
  12. Santo Antônio
  13. Tucuns

História[editar | editar código-fonte]

Detalhe do mapa de Antonio Galuci(1761), no qual destaca-se Crateús fazendo parte do Piauí.

As terras da dos Cratéus, ao sul da Chapada da Ibiapaba, e às margens do rio Poti, eram habitadas pelos índios Karatis,,[8] [9] antes da chegada dos portugueses e bandeirantes no século XVII.

Com o sucesso da economia do ciclo da carne-seca e charque, a vida piauiense de Piranhas destaca-se como entreposto comercial comunicando o Ceará e Piauí, devido ao acidente geográfico(boqueirão) entre a Serra Grande e a de Ibiapaba, facilitando o tráfego entre os dois estados.

A vila Príncipe Imperial integrou o estado do Piauí até o ano de 1880, quando foi anexada ao território do Ceará, como resultado da solução encontrada para o litígio territorial entre esses dois estados. O Ceará reconheceu a jurisdição do Piauí sobre o município de Amarração (Luís Correia) e em troca o Piauí ofereceu dois importantes municípios piauenses: Independência e Príncipe Imperial[10]

Com a expansão da Estrada de Ferro de Sobral-Camocim para o Piauí, em 1911, as terras de Crateús foram cortadas pela ferrovia e, em 1912, duas estações de trem foram construídas no município: Crateús[11] e Sucesso,,[12] e depois outras estações foram construídas em: 1916 Poti,[13] em 1918 Ibiapaba,[14] em 1932 Oiticica[15] e Santa Terezinha.[16]

Devido ao acidente geográfico, o canyon do rio Poti, que corta a Serra Grande, uma conexão natural entre Ceará e o Piauí, o mercantilismo entre os dois estados e o crescimento ao redor da estrada de ferro, Crateús desenvolveu-se como centro urbano e comercial no qual diversos grupos étnicos estão presentes, tanto etnias indígenas (Tabajara, Potyguara, Calabaça, Kariri, Tupinambá) como de descendentes africanos (Quilombos: Queimadas).

Política[editar | editar código-fonte]

A administração municipal localiza-se na sede: Crateús.[17] >

Subdivisão[editar | editar código-fonte]

O município é dividido em treze distritos: Crateús(sede), Assis, Curral Velho, Ibiapaba, Irapuã, Lagoa das Pedras, Montenebo, Oiticica, Realejo, Santana, Poti, Santo Antônio e Tucuns.[18]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Ceará de 1861 sem Crateús e Independência.

Clima[editar | editar código-fonte]

Tropical quente semiárido com pluviometria média de 697 mm[19] com chuvas concentradas de janeiro a abril.[20] Os verões são bem definidos, começando em maio e terminando em janeiro. No verão a tempatura chega a 38ºC e mínimas de 30ºC. Os verões são bastante secos e quentes. O inverno é bastante chuvoso com máximas de 30ºC e míninas de 18ºC. A temperatura mais alta registrada foi de 43ºC em Setembro de 2013 e a mínima já registrada foi de 8ºC em 1942.


Hidrografia e recursos hídricos[editar | editar código-fonte]

As principais fontes de água fazem parte da bacia do Parnaíba, tendo como principais rios Poti e Jatobá; e os riachos do Meio, dos Patos, Tourão, Capitão Pequeno, do Boqueirão, São Francisco, do Mato e do Besouro. No municípios possui diversos açudes, dentre estes destacam-se os de maior porte como os açudes: Carnaubal ou Grota Grande e Realejo. No momento esta sento construído o Açude Fronteiras, no leito no rio poti ao norte do município, um açude que terá capacidade de acumular 488.180.000 metros cúbicos de água[21] ,[22]

Relevo e solos[editar | editar código-fonte]

As terras de Crateús fazem parte da Depressão Sertaneja, tendo no lado oeste do município a Serra Grande, com elevações próximas dos 700 metros. Os solos são: lanossolos, latossolos e podzólicos.[23]

As formas de relevo a leste e maior porção do território são suaves e pouco dissecadas, produto da superfície de aplainamento em atuação no Cenozóico.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

A predominância da caatinga arbórea (floresta caducifólia espinhosa), caatinga arbustiva aberta, mata seca (floresta subcaducifólia tropical pluvial) e a vegetação de carrasco, xerófita arbustiva densa de caules finos.[24]

Nesta área de caatinga é possível encontrar mais de 350 espécies de plantas, dentre elas a gameleira; 57 répteis e anfíbios, 173 de aves, dentre estas o pica-pau-anão (espécie ameaçada de extinção) e 38 de mamíferos, dentre estes espécies ameaçadas de extinção como: a onça-parda, o gato-do-mato. Esta fauna e flora são protegidas graças a Reserva Natural Serra das Almas, que é reconhecida como Reserva Particular do Patrimônio Natural – RPPN, pelo IBAMA.

Aspectos socioeconômicos[editar | editar código-fonte]

A maior concentração populacional encontra-se na zona rural. A sede do município dispõe de abastecimento de água, fornecimento de energia elétrica, serviço telefônico, agência de correios e telégrafos, serviço bancário, hospitais, hotéis, ensino de 1°, 2° graus e de formação universitária, uma pública(Biblioteca Municipal Noberto Ferreira) e um teatro (Teatro Municipal Rosa Moraes ou mais conhecido como Casa da Rosa)[25]

A partir de Fortaleza o acesso ao município, pode ser feito por via terrestre através da rodovia Fortaleza/Canindé/Independência BR-020/BR-226 ou Fortaleza/Canindé/Santa Quitéria BR-020/CE-257/CE-176 ou ainda via Fotaleza/Tianguá BR-222 até a vila de Aprazível, local por onde se segue por estrada estadual passando pelos municípios de de Cariré, Varjota, Reriutaba, Pires Ferreira, Ipu, Ipueiras, Nova Russas até alcança a sede do município. As demais vilas, lugarejos, sítios e fazendas são acessíveis (com franco acesso durante todo o ano) através de estradas estaduais, asfaltadas ou carroçáveis.[26] .

A economia local é baseada na agricultura: algodão arbóreo e herbáceo, feijão, milho, mamona, cana-de-açúcar, castanha de caju e frutas diversas; pecuária: bovino, ovinos, caprinos, suíno e avícola.

A a atividade pesqueira é desenvolvida, de forma rudimentar, nos açudes.

O extrativismo vegetal para a fabricação de carvão vegetal também faz parte da economia local, bem como a extração de madeiras diversas para lenha e construção de cercas,e ainda a extração da oiticica e carnaúba.

O artesanato de redes, chapéus-de-palha e bordados, também representa uma importante fonte de renda.

Existem ainda cerca de quarenta indústrias.

A mineração de rocha para cantaria, brita e usos diversos na construção civil é ainda incipiente.

Nas terras de Crateús foram constatada a presença de Ametista, uma variedade do Quartzo e Jazidas de Hematita, um importante minério de ferro e de Cianita, e de Berilo utilizado na indústria de equipamentos espaciais e usinas atômicas.

O turismo também é uma das fontes de renda, devido as belezas naturais como:

Praça do Barrocão.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os principais eventos culturais são:

  • Festa do Padroeiro: Senhor do Bonfim (dezembro),
  • Carnafolia (fevereiro),
  • II FENAC - Feira de Negócios Agropecuários (maio),
  • Dia do Município (julho),
  • FENECRAT (outubro)
  • Festival de Teatro Amador,
  • CARNACRAT - Micareta de Crateús (novembro).
  • Além do projeto "Férias no Ceará" que uma vez ou outra traz alguma banda ou artista consagrado.
  • Festejos De Monte Nebo (Setembro)

Educação Superior[editar | editar código-fonte]

A cidade se desenvolve quanto ao estudo das ciências já conseguindo sediar duas faculdades públicas, (uma estadual e outra federal). Além de outros polos particulares.

As faculdades existentes em Crateús são:

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 09 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 09 set. 2013.
  6. Página do IBGE. Página visitada em 11 de fevereiro de 2010.
  7. http://www.ibge.gov.br/cidadesat/painel/painel.php?codmun=230410&search=ceara%7Ccrateus
  8. Sebok. Lou, Atlases published in the Netherlands in the rare atlas collection. Compiled and edited by Lou Seboek. National Map Collection (Canada), Ottawa. 1974
  9. Aragão, R. B, Índios do Ceará e Topônimios Índigenas, Fortaleza, Barraca do Escritor Cearense. 1994
  10. História de Luís Correia, Piauí. IBGE. Página visitada em 24 de janeiro de 2009.
  11. Estações Ferroviárias. Página visitada em 11 de fevereiro de 2010.
  12. Estações Ferroviárias. Página visitada em 11 de fevereiro de 2010.
  13. Estações Ferroviárias. Página visitada em 11 de fevereiro de 2010.
  14. Estações Ferroviárias. Página visitada em 11 de fevereiro de 2010.
  15. Estações Ferroviárias. Página visitada em 11 de fevereiro de 2010.
  16. Estações Ferroviárias. Página visitada em 11 de fevereiro de 2010.
  17. Página do IBGE. Página visitada em 1 de fevereiro de 2010.
  18. Página do IBGE. Página visitada em 11 de fevereiro de 2010.
  19. Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos - FUNCEME.
  20. Instituto nacional de Pesquisa espacial - INPE.
  21. Página do CPRM. Página visitada em 14 de fevereiro de 2010.
  22. Atlas do Ceará. Página visitada em 14 de fevereiro de 2010.
  23. Página do CPRM. Página visitada em 14 de fevereiro de 2010.
  24. Página do CPRM. Página visitada em 15 de fevereiro de 2010.
  25. Página do CPRM. Página visitada em 14 de fevereiro de 2010.
  26. Página do DER. Página visitada em 14 de fevereiro de 2010.

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Temperatura Máxima °C 30 29 29 29 27 29 32 34 34 35 37 36
Temperatura Mínima °C 21 21 21 20 20 19 19 19 20 22 23 23
 Ceará
Capital Fortaleza
Mesorregiões Centro-Sul CearenseJaguaribeMetropolitana de FortalezaNoroeste CearenseNorte CearenseSertões CearensesSul Cearense
Microrregiões Baixo CuruBaixo JaguaribeBarroBaturitéBrejo SantoCanindéCaririCaririaçuCascavelChapada do AraripeChorozinhoCoreaúFortalezaIguatuIbiapabaIpuItapipocaLavras da MangabeiraLitoral de AracatiLitoral de Camocim e AcaraúMédio CuruMédio JaguaribeMeruocaPacajusSanta QuitériaSerra do PereiroSertão de CrateúsSertão de InhamunsSertão de QuixeramobimSertão de Senador PompeuSobralUruburetamaVárzea Alegre
Regiões Metropolitanas
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Mais de 300 000
habitantes
FortalezaCaucaia
Mais de 200 000
habitantes
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Mais de 100 000
habitantes
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Mais de 50 000
habitantes
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