Paraty

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Município de Parati
Vista de Parati a partir do mar. Em destaque, a Igreja de Santa Rita de Cássia.

Vista de Parati a partir do mar. Em destaque, a Igreja de Santa Rita de Cássia.
Bandeira de Parati
Brasão de Parati
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de fevereiro
Fundação 28 de fevereiro de 1667 (344 anos)
Gentílico paratiense
Lema {{{lema}}}
Prefeito(a) José Carlos Porto Neto (PTB)
(20092012)
Localização
Localização de Parati
Localização de Parati no Rio de Janeiro
Paraty está localizado em: Brasil
Localização de Parati no Brasil
23° 13' 21" S 44° 42' 50" O23° 13' 21" S 44° 42' 50" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Sul Fluminense Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[1]
Microrregião Baía da Ilha Grande Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[1]
Municípios limítrofes Angra dos Reis (N), Cunha (O) (SP), Ubatuba (S) (SP) e Oceano Atlântico (L)
Distância até a capital 258 km
Características geográficas
Área 928,467 km² [2]
População 37 575 hab. Censo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2010[3]
Densidade 40,47 hab./km²
Altitude 5 m
Clima tropical Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,777 (RJ: 30º) – médio PNUD/2000[4]
PIB R$ 447 788,746 mil Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[5]
PIB per capita R$ 12 727,78 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/2008[5]

Paraty[6] ou Parati é um município no litoral oeste do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Abriga tanto o ponto mais meridional (latitude 23º22'08.90"S, Pedra do Índio, na Praia do Cachadaço, em Trindade) quanto o ponto mais ocidental do estado (longitude 44º53'19.93"O, no Parque Nacional da Bocaina, a uma altitude de 1 605 metros). Dista 258 quilômetros da capital do estado, a cidade do Rio de Janeiro.

Em 1667, teve sua emancipação política decretada pelo rei de Portugal, tornando-se uma vila independente de Angra dos Reis.

Junto ao oceano, entre dois rios, Parati está a uma altitude média de apenas cinco metros. Hoje, é o centro de um município com 930,7 km² com uma população de 33 062 habitantes (densidade demográfica: 35,6 h/km²).

A cidade foi, durante o período colonial brasileiro (1530-1815), sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil.

Por estar localizada quase ao nível do mar, a cidade foi projetada levando em conta o fluxo das marés. Como resultado, muitas de suas ruas são periodicamente inundadas pela maré alta, o que lhe valeu o título de "Veneza brasileira"[7].

Rua de Parati inundada pela maré alta. Ao fundo, a Igreja de Santa Rita de Cássia.

Índice

[editar] Topônimo

O nome vem do termo tupi homônimo que significa "peixe branco" (referindo-se a uma espécie de tainha, a Mugil curema, que abunda na região[8]). Ao longo dos anos, a grafia teria mudado de Pira'ty para Paraty e, finalmente, Parati.

Uma hipótese alternativa para a origem do topônimo, no entanto, aponta para as palavras tupis pirá ("peixe") e ty ("água"). Segundo essa hipótese, "Parati" significaria, então, "água de peixe"[9].

O termo tupi pará ty também pode ser traduzido como "água de mar", através da junção de pará ("mar") e ty ("água")[10].

[editar] História


[editar] Rodovias

A cidade é cortada pela rodovia Rio-Santos BR-101, que é o principal meio de acesso ao resto do estado do Rio de Janeiro e ao litoral norte de São Paulo.

[editar] Turismo

Charrete atravessando ponte sobre o Rio Perequê-açu
Cachoeira do Tobogã
Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios
Cais
Tradicional comunidade caiçara
Casas à beira do Rio Perequê-açu

O longo processo de estagnação vivido por Parati ao longo do século XX manteve, paradoxalmente, o casario colonial, conservado no conjunto conhecido como Centro Histórico, tornando a cidade um dos destinos turísticos mais procurados do país.

Pelas ruas de pedra irregular, circulam, a pé – a entrada de veículos é proibida na maior parte do Centro Histórico -, turistas do mundo inteiro, atraídos pela beleza da arquitetura típica do Brasil Colônia. As casas históricas foram requalificadas como pousadas, restaurantes, lojas de artesanato e museus, em meio a apresentações de músicos populares e de estátuas vivas.

Na cidade, o turista pode se deparar com celebridades como a atriz Maria Della Costa, o navegador Amyr Klink ou algum membro da família imperial brasileira, entre tantas personalidades que escolheram Parati para viver.

As praias de Trindade são uma atração à parte: em fevereiro de 2009, o governo federal delimitou a Praia do Meio, em Trindade, como parte integrante do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Outro aspecto de relevo no setor é a prática de mergulho autônomo. As águas calmas, cristalinas e sempre tépidas da Baía da Ilha Grande são ideais para essa prática, atraindo grande número de praticantes. Várias operadoras de mergulho oferecem seus serviços na cidade e nas marinas, atendendo não apenas às escolas de mergulho, mas também a turistas interessados em conhecer a Parati subaquática.

A rede hoteleira é formada de pequenas pousadas, muitas delas situadas no Centro Histórico.

[editar] Lugares de interesse

[editar] Eventos culturais e folclóricos

[editar] Eventos religiosos

[editar] Cultura

Vários eventos culturais têm Parati como sede, sendo o mais concorrido e conceituado a Festa Literária Internacional de Parati (FLIP).

Realizada desde 2003, a FLIP conta com a presença de escritores nacionais e estrangeiros que participam de palestras e debates nos prédios históricos ou em tendas armadas nas ruas. A cada ano, a festa é dedicada à memória de um grande escritor já morto. Em 2003, o homenageado foi Vinícius de Moraes; em 2004, Guimarães Rosa; em 2005, Clarice Lispector; em 2006, Jorge Amado; em 2007, Nelson Rodrigues; em 2008 Machado de Assis; em 2009 Manuel Bandeira e, em 2010, Gilberto Freyre.

Outros eventos importantes que ocorrem na cidade são: Festival da Pinga, Festa do Divino Espírito Santo, Festa de Nossa Senhora dos Remédios, Festa de Santa Rita, Parati em Foco e a Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua.

Uma outra coisa interessante em Parati é a permanência de alguns membros da família imperial brasileira na cidade, como o príncipe Dom João Henrique de Orléans e Bragança, que é proprietário de um hotel na cidade.

[editar] Segurança pública e defesa civil

Polícia Militar

O policiamento ostensivo da cidade está a cargo da 3ª Companhia do 33º Batalhão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (33º BPM/3ª Cia), com sede no Centro do município, responsável pela guarda do fórum municipal, ao qual está subordinado, também, o Destacamento de Policiamento Ostensivo no distrito de Patrimônio, próximo à divisa com o estado de São Paulo.

Corpo de Bombeiros Militar

O Ações de salvamento e combate a incêndios e sinistros no município ficam por conta do 26º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (26º GBM), cujo quartel fica no bairro Centro, que possui, ainda um destacamento no distrito de Mambucaba.

Polícia Rodoviária Federal

A BR-101 possui um posto da Polícia Rodoviária Federal, a cerca de dois quilômetros da entrada da cidade, no sentido Santos, subordinado à Delegacia da PRF em Itaguaí.

Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro mantém no município a 167ª Delegacia Policial (167ª DP), subordinada à 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (8ª CRPI), funcionando no Centro do município.

Defesa Civil e Guarda Municipal

A prefeitura possui uma equipe de defesa civil, para monitoramento e auxílio da população em caso de desastres naturais, e uma Guarda Municipal, responsável pela organização do trânsito.

[editar] Bairros

Parati possui cerca de cinquenta bairros e localidades. Os mais populosos são o Parque da Mangueira, com cerca de 7 000 moradores e Ilha das Cobras, que tem cerca de 2 000 habitantes.

Os que concentram maior renda são os de Laranjeiras, Mambucaba e Centro Histórico.

Outros bairros importantes que estão próximos ao Centro são: Chácara, Chácara da Saudade, Bairro de Fátima, Patitiba, Parque de Mangueira, Ilha das Cobras, Parque Ipê, Portão de Ferro I, Portão de Ferro II, Portão de Ferro III, Vila Colonial, Parque Imperial, Caborê, Pontal, Jabaquara, Portal das Artes e Dom Pedro.

Rua de Parati

Alguns bairros que ficam distantes do Centro: Ponte Branca, Caboclo, Cabral, Portão Vermelho, Pantanal, Parque Verde, Condado, Penha, Corisco, Corisquinho, Coriscão, Patrimônio, Vila Oratório, Trindade, Quilombo Campinho da Independência, Córrego dos Micos, Pedras Azuis, Boa Vista, Várzea do Corumbê, Corumbê, Praia Grande, Barra Grande, Graúna, Colônia, Serraria, Taquari, Sertão do Taquari, São Gonçalo, Tarituba e São Roque.

[editar] Património edificado

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Parati.
  7. http://www.gazetadascidades.com.br/paraty-noticias/545-a-veneza-brasileira-reina-na-costa-do-sol
  8. STADEN, H. Duas viagens ao Brasil. Porto Alegre: L&PM, 2010. pp. 60-61
  9. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 183
  10. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  11. http://www.paraty.tur.br/historia/osindios.php

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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Wikcionário
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