Paraty

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Município de Paraty (ou)Parati
Vista de Paraty a partir do mar. Em destaque, a Igreja de Santa Rita de Cássia.

Vista de Paraty a partir do mar. Em destaque, a Igreja de Santa Rita de Cássia.
Bandeira de Paraty (ou)Parati
Brasão de Paraty (ou)Parati
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 28 de fevereiro
Fundação 28 de fevereiro de 1667 (346 anos)
Gentílico paratiense
Prefeito(a) Carlos José Gama Miranda (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Paraty (ou)Parati
Localização de Paraty (ou)Parati no Rio de Janeiro
Paraty (ou)Parati está localizado em: Brasil
Paraty (ou)Parati
Localização de Paraty (ou)Parati no Brasil
23° 13' 21" S 44° 42' 50" O23° 13' 21" S 44° 42' 50" O
Unidade federativa  Rio de Janeiro
Mesorregião Sul Fluminense Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20081
Microrregião Baía da Ilha Grande Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20081
Municípios limítrofes Angra dos Reis (N), Cunha (O) (SP), Ubatuba (S) (SP) e Oceano Atlântico (L)
Distância até a capital 258 km
Características geográficas
Área 928,467 km² 2
População 33 062 hab. Censo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20103
Densidade 35,61 hab./km²
Altitude 5 m
Clima Tropical com chuvas de verão Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,777 (RJ: 30º) – médio PNUD/20004
PIB R$ 447 788,746 mil Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20085
PIB per capita R$ 12 727,78 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística/20085
Página oficial

Paraty6 é um município no litoral oeste do estado do Rio de Janeiro, no Brasil. Abriga tanto o ponto mais meridional (latitude 23º22'08.90"S, Pedra do Índio, na Praia do Cachadaço, em Trindade) quanto o ponto mais ocidental do estado (longitude 44º53'19.93"O, no Parque Nacional da Bocaina, a uma altitude de 1 605 metros). Dista 258 quilômetros da capital do estado, a cidade do Rio de Janeiro.

Em 1667, teve sua emancipação política decretada após várias revoltas populares contra o centralismo que Angra dos Reis exercia sobre a cidade, em especial após a revolta liderada por Domingos Gonçalves de Abreu, tornando-se assim independente.

Junto ao oceano, entre dois rios, Paraty está a uma altitude média de apenas cinco metros. Hoje, é o centro de um município com 930,7 km² com uma população de 33 062 habitantes (densidade demográfica: 35,6 h/km²).

A cidade foi, durante o período colonial brasileiro (1530-1815), sede do mais importante porto exportador de ouro do Brasil.

Por estar localizada quase ao nível do mar, a cidade foi projetada levando em conta o fluxo das marés. Como resultado, muitas de suas ruas são periodicamente inundadas pela maré.

Rua de Parati inundada pela maré alta. Ao fundo, a Igreja de Santa Rita de Cássia.

Índice

Topônimo [editar]

O nome vem do termo tupi homônimo que significa "peixe branco" (referindo-se a uma espécie de tainha, a Mugil curema, que abunda na região7 ). Ao longo dos anos, a grafia teria mudado de Pira'ty para Paraty e, finalmente, Parati.

Uma hipótese alternativa para a origem do topônimo, no entanto, aponta para as palavras tupis pirá ("peixe") e ty ("água"). Segundo essa hipótese, "Parati" significaria, então, "água de peixe"8 .

O termo tupi pará ty também pode ser traduzido como "água de mar" ou "rio do mar", através da junção de pará ("mar") e ty ("água, rio")9 , numa referência ao Rio Perequê-Açu que banha a cidade e que deságua no mar.

História [editar]

Subdivisões [editar]

Bairros [editar]

Parati possui cerca de cinquenta bairros e localidades. Os mais populosos são o Parque da Mangueira, com cerca de 7 000 moradores e Ilha das Cobras, que tem cerca de 2 000 habitantes.

Os que concentram maior renda são os de Laranjeiras, Mambucaba e Centro Histórico.

Outros bairros importantes que estão próximos ao Centro são: Chácara, Chácara da Saudade, Bairro de Fátima, Patitiba, Parque de Mangueira, Ilha das Cobras, Parque Ipê, Portão de Ferro I, Portão de Ferro II, Portão de Ferro III, Vila Colonial, Parque Imperial, Caborê, Pontal, Jabaquara, Portal das Artes e Dom Pedro.

Rua de Parati

Alguns bairros que ficam distantes do Centro: Ponte Branca, Caboclo, Cabral, Portão Vermelho, Pantanal, Parque Verde, Condado, Penha, Corisco, Corisquinho, Coriscão, Patrimônio, Vila Oratório, Trindade, Quilombo Campinho da Independência, Córrego dos Micos, Pedras Azuis, Boa Vista, Várzea do Corumbê, Corumbê, Praia Grande, Barra Grande, Graúna, Colônia, Serraria, Taquari, Sertão do Taquari, São Gonçalo, Tarituba e São Roque.

Infraestrutura [editar]

Transporte [editar]

A cidade é cortada pela rodovia Rio-Santos BR-101, que é o principal meio de acesso ao resto do estado do Rio de Janeiro e ao litoral norte de São Paulo.

Segurança e criminalidade [editar]

Polícia Militar

O policiamento ostensivo da cidade está a cargo da 3ª Companhia do 33º Batalhão da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (33º BPM/3ª Cia), com sede no Centro do município, responsável pela guarda do fórum municipal, ao qual está subordinado, também, o Destacamento de Policiamento Ostensivo no distrito de Patrimônio, próximo à divisa com o estado de São Paulo.

Corpo de Bombeiros Militar

O Ações de salvamento e combate a incêndios e sinistros no município ficam por conta do 26º Grupamento do Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (26º GBM), cujo quartel fica no bairro Centro, que possui, ainda um destacamento no distrito de Mambucaba.

Polícia Rodoviária Federal

A BR-101 possui um posto da Polícia Rodoviária Federal, a cerca de dois quilômetros da entrada da cidade, no sentido Santos, subordinado à Delegacia da PRF em Itaguaí.

Polícia Civil

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro mantém no município a 167ª Delegacia Policial (167ª DP), subordinada à 8ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (8ª CRPI), funcionando no Centro do município.

Defesa Civil e Guarda Municipal

A prefeitura possui uma equipe de defesa civil, para monitoramento e auxílio da população em caso de desastres naturais, e uma Guarda Municipal, responsável pela organização do trânsito.

Turismo [editar]

Charrete atravessando ponte sobre o Rio Perequê-açu
Cachoeira do Tobogã
Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios
Cais
Tradicional comunidade caiçara
Casas à beira do Rio Perequê-açu

O longo processo de estagnação vivido por Parati ao longo do século XX manteve, paradoxalmente, o casario colonial, conservado no conjunto conhecido como Centro Histórico, tornando a cidade um dos destinos turísticos mais procurados do país.

Pelas ruas de pedra irregular, circulam, a pé – a entrada de veículos é proibida na maior parte do Centro Histórico -, turistas do mundo inteiro, atraídos pela beleza da arquitetura típica do Brasil Colônia. As casas históricas foram requalificadas como pousadas, restaurantes, lojas de artesanato e museus, em meio a apresentações de músicos populares e de estátuas vivas.

No entanto Paraty é muito mais que apenas uma pequena cidade histórica. Costeada por montanhas cobertas do denso verde da mata atlântica, a cidade é rodeada de Parques e Reservas Ecológicas, fazendo da região uma das mais preservadas do Brasil. Há mais de 60 ilhas e 90 praias em Paraty, boa parte delas acessível somente de barco ou trilhas. As praias de Trindade são uma atração à parte: em fevereiro de 2009, o governo federal delimitou a Praia do Meio, em Trindade, como parte integrante do Parque Nacional da Serra da Bocaina.

Outro aspecto de relevo no setor é a prática de esportes de aventura. Nas trilhas de Paraty pode-se caminhar por dias a fio. O roteiro mais tradicional entre os amantes da caminhada é a Travessia da Juatinga, que costeia toda a Península da Juatinga, em trilhas de servidão que datam do tempo dos escravos e passam por diversas comunidades caiçaras, responsáveis pela hospedagem e alimentação dos turistas. Dentre outras modalidades pode-se praticar a canoagem oceânica, a vela, o surf e o mergulho autônomo. As águas calmas, cristalinas e sempre tépidas da Baía da Ilha Grande são ideais para essa prática, atraindo grande número de praticantes. Várias operadoras de mergulho oferecem seus serviços na cidade e nas marinas, atendendo não apenas às escolas de mergulho, mas também a turistas interessados em conhecer a Parati subaquática. A canoagem também é idealmente praticada nas águas calmas da baia, destacando os roteiros de mais de um dia que exploram a Baia da Cajaíba e o Saco do Mamanguá. Já o surf é praticado na costa aberta ao mar, que se inicia na ponta da Juatinga e engloba as praias da Sumaca, Martin de Sá, Antigos, Sono e todas da Vila de Trindade.

A rede hoteleira é formada de pequenas pousadas, muitas delas situadas no Centro Histórico.

Lugares de interesse [editar]

Eventos culturais e folclóricos [editar]

  • Festival de Música Sacra
  • Festival da Cachaça
  • Encontro de Teatro de Rua
  • Carnaval
  • Festa Literária Internacional de Parati
  • Festival Internacional de Fotografia - Paraty em Foco
  • Encontro de Ceramistas

Eventos religiosos [editar]

Cultura [editar]

Vários eventos culturais têm Parati como sede, sendo o mais concorrido e conceituado a Festa Literária Internacional de Parati (FLIP).

Realizada desde 2003, a FLIP conta com a presença de escritores nacionais e estrangeiros que participam de palestras e debates nos prédios históricos ou em tendas armadas nas ruas. A cada ano, a festa é dedicada à memória de um grande escritor já morto. Em 2003, o homenageado foi Vinícius de Moraes; em 2004, Guimarães Rosa; em 2005, Clarice Lispector; em 2006, Jorge Amado; em 2007, Nelson Rodrigues; em 2008 Machado de Assis; em 2009 Manuel Bandeira e, em 2010, Gilberto Freyre.

Outros eventos importantes que ocorrem na cidade são: Festival da Pinga, Festa do Divino Espírito Santo, Festa de Nossa Senhora dos Remédios, Festa de Santa Rita, Parati em Foco e a Mostra Rio-São Paulo de Teatro de Rua.


Patrimônio edificado [editar]

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Nota ortográfica: Segundo as normas ortográficas vigentes da língua portuguesa, este topônimo deveria ser grafado como Parati.
  7. STADEN, H. Duas viagens ao Brasil. Porto Alegre: L&PM, 2010. pp. 60-61
  8. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. p. 183
  9. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm
  10. http://www.paraty.tur.br/historia/osindios.php

Ver também [editar]

Ligações externas [editar]

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