Capitania de São Vicente

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A região de São Vicente, na Capitania de São Vicente (1624).

A capitania de São Vicente foi uma das capitanias hereditárias, estabelecidas por Dom João III em 1534, no Brasil Colônia, visando incrementar o povoamento e defesa do território.

Seu primeiro donatário foi Martim Afonso de Sousa, sendo a capitania dividida em duas partes, das quais a mais setentrional foi abandonada pelo donatário e refundada em 1567 como Capitania do Rio de Janeiro sob o comando de Salvador Correia de Sá.

Assim como unicamente a capitania de Pernambuco, a capitania de São Vicente progrediu economicamente devido ao cultivo da cana-de-açúcar.

Além da vila de São Vicente, progressivamente foram sendo fundadas outras povoações como Santos, Santo André da Borda do Campo, São Paulo dos Campos de Piratininga, entre outras.

O colonizador e sertanista Brás Cubas, um dos fundadores da vila de Santos, teve papel de destaque no desenvolvimento da capitania. De família nobre, filho de João Pires Cubas e Isabel Nunes, veio para o Brasil com Martim Afonso de Sousa e governou por duas vezes a Capitania de São Vicente (de 1545 a 1549 e de 1555 a 1556).

Em 1681, quando sua capital foi transferida de São Vicente para São Paulo, a capitania tem seu nome modificado para Capitania de São Paulo. Em 1710 a coroa portuguesa comprou a capitania, fundiu-a com a Capitania de Itanhaém criando então a capitania de São Paulo e Minas de Ouro que a esta altura, pela ação desbravadora dos bandeirantes, já tinha um território muito maior, abrangendo grosso modo o que hoje são os estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Goiás, Tocantins, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Rondônia.

[editar] Brás Cubas

Ver artigo principal: Brás Cubas

Brás Cubas chegou a ser o maior proprietário de terras da zona litorânea. Fundou em 1543 a primeira Santa Casa de Misericórdia, à qual chamou Todos os Santos, nome que passaria à vila de Santos, cujo porto era mais bem localizado que o de São Vicente. Em 1551 foi nomeado por Dom João III provedor e contador das rendas e direitos da capitania. No ano seguinte construiu o Forte de São Filipe na ilha de Santo Amaro. Teve participação destacada na defesa da capitania contra os ataques dos Tamoios, aliados aos franceses. Mais tarde, por ordem do terceiro governador-geral Mem de Sá, realizou expedições ao interior em busca de ouro e prata e teria chegado até a Chapada Diamantina, no sertão baiano. Ao morrer era fidalgo da Casa Real e um dos homens mais respeitados da capitania. O título de alcaide-mor da vila de Santos passou a seu filho, Pero Cubas.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


Capitanias do Brasil

As quinze capitanias hereditárias iniciais
Baía de Todos os Santos | Ceará | Espírito Santo | Ilhéus | Itamaracá | Maranhão (duas secções) | Pernambuco | Porto Seguro | Rio Grande | Santana | Santo Amaro | São Tomé | São Vicente (duas secções)

Capitanias derivadas das iniciais e de novos territórios
Alagoas | Goiás | Estado do Grão-Pará | Mato Grosso | Estado do Maranhão | Minas Gerais | Paraíba | Piauí | São José do Rio Negro | São Paulo e Minas de Ouro | São Paulo | São Pedro do Rio Grande do Sul | Rio de Janeiro | Santa Catarina | Sergipe

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