América portuguesa

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou secção cita uma ou mais fontes fiáveis e independentes, mas ela(s) não cobre(m) todo o texto (desde agosto de 2011).
Por favor, melhore este artigo providenciando mais fontes fiáveis e independentes e inserindo-as em notas de rodapé ou no corpo do texto, conforme o livro de estilo.
Encontre fontes: Googlenotícias, livros, acadêmicoYahoo!Bing. Veja como referenciar e citar as fontes.

A América portuguesa constituía o conjunto dos territórios do continente americano pertencentes à Coroa de Portugal.[1] Atualmente, a América Portuguesa consiste em sua maior parte na atual República Federativa do Brasil.

Colonização europeia
da América
Descoberta e exploração
Colonização alemã
Colonização curlandesa
Colonização dinamarquesa
Colonização escocesa
Colonização espanhola
Colonização francesa
Colonização galesa
Colonização inglesa
Colonização neerlandesa
Colonização portuguesa
Colonização russa
Colonização sueca
Colonização viquingue
Descolonização (Cronologia)
Cronologia
História da América

História[editar | editar código-fonte]

No início da colonização portuguesa da América, formaram-se quinze divisões independentes , que ocupavam o território americano que tinha sido atribuído a Portugal .

Em 1548 o governo da América Portuguesa foi centralizado pelo Rei D. João III, com a nomeação de um governador-geral, que passou a superintender na totalidade das capitanias. Toda a América do sul Portuguesa passou a constituir, então, uma única unidade administrativa, chamado Estado do Brasil.

O Estado do Brasil foi subdividido em dois governos-gerais - um ao sul e outro ao norte - no período de 1572 a 1578 e, mais tarde, no período de 1608 a 1612.

Em 1621, o norte da América Portuguesa é, novamente, separado do Estado do Brasil, criando-se uma unidade autônoma designada Estado do Maranhão - mais tarde chamado Estado do Grão-Pará e Maranhão. É durante esta época que o termo "América Portuguesa" é mais usado, quando é necessário referir-se ao conjunto dos estados do Brasil e do Maranhão. Entretanto, a América Portuguesa expande-se muito para além dos limites que haviam sido definidos em Tordesilhas devido à desvalorização do tratado provocada pela União Ibérica, com o avanço da colonização portuguesa para o interior dos estados do Brasil e do Maranhão.

Em 1775, o Estado do Grão-Pará e Maranhão é reabsorvido pelo Estado do Brasil, passando a América Portuguesa a constituir, novamente, uma única unidade administrativa. A partir de então os termos "Brasil" e "América Portuguesa" passam a referir-se ao mesmo, caindo o último em desuso. O Brasil unificado seria elevado de estado a reino unido ao de Portugal em 1816. Tornar-se-ia um império independente em 1822.

O Império Português na América foi integrado não só Brasil, mas também pelas atuais províncias canadense da Terra Nova e Labrador (tanto a ilha da Terra Nova quanto a região do Labrador ficaram sob o domínio português) e Nova Escócia, pelo país centro-americano de Barbados, pelo Uruguai (na época denominado como Província Cisplatina) incluindo a disputada cidade da Colônia do Sacramento e pelo departamento de ultramar francês da Guiana Francesa.

O significado atual dos termos[editar | editar código-fonte]

Os termos América Portuguesa, Luso-América, América Lusitana, ou até mesmo América Lusófona actualmente, se referem às partes da América colonizadas por Portugueses. A união da América portuguesa e espanhola mais parte colonizada pelos franceses forma o conjunto latino-americano de estados geopolíticos em oposição à parte colonizada por ingleses do continente, a América Anglo-Saxônica.

Apesar de o Brasil ser o único país integralmente de colonização ibérica não-hispânica do continente, existem mais aspectos em comum com seus vizinhos do que se poderia supor. Sua colonização, a exploração agrícola, industrial, e mineral, o uso de mão-de-obra escrava em algum momento histórico. Adicionalmente, a história dos países andinos e platinos sempre esteve estreitamente ligada à história brasileira, sem contar o fato do Uruguai ter sido uma província do Brasil Imperial e também colônia portuguesa e de disputas de Portugal com a França sobre o domínio de terras até a Guiana Francesa.

América Portuguesa como alternativa a denominação "Brasil"[editar | editar código-fonte]

América Portuguesa não corresponde ao todo com presente território do Brasil.

O termo Brasil se baseia em no ciclo econômico e na mítica Ilha do Brasil, assim o conceito moderno de Brasil não necessariamente corresponde ao Brasil de outras épocas.

O termo América Portuguesa incluiria áreas que estiveram de fato sob domínio português, mesmo algumas que hoje não são parte do Brasil, como a Colônia do Sacramento.

O domínio português de jure sobre o Barbados -- território que nunca foi brasileiro, é um exemplo de área da América Portuguesa que não faz parte do Brasil.

Áreas que anteriormente foram espanholas, como a Província del Guayrá foram absorvidas pelo domínio português, e consequentemente, o Brasil.

Principais Acontecimentos[editar | editar código-fonte]

  • Século XV: A presença portuguesa nas Américas teria ocorrido por meio de expedições arcanas. João Cortes-Real, Miguel Cortes Real e João Fernandes Lavrador teriam visitado e tomado posse do Labrador, Terra Nova e Ilha do Bacalhau na América do Norte.
  • Século XVI:
    • 1500 Descoberta do Brasil e posse para a coroa portuguesa por D.Pedro Álvares Cabral.
    • 1521 João Álvares Fagundes e Pêro de Barcelos criam feitorias onde é hoje a Nova Escócia e Terra Nova.
    • 1531 Martim Afonso de Sousa chega ao Rio da Prata, no local onde seria fundada a colônia do Sacramento.
    • 1536 Pedro de Campos descobre e toma posse da ilha de Barbados, embora nunca Portugal tenha efetivamente colonizado-a.
  • Século XVI: As expedições de Américo Vespúcio nas costas brasileiras levam a dar seu nome ao continente.
  • Século XVI: Do sudeste da capitania de Itamaracá a foz do São Francisco com ápice na Vila de Olinda se concentra a indústria exportadora da açúcar. Enquanto isso, o escambo do pau-brasil é a principal atividade em outras capitanias.
  • Século XVII: A grande prosperidade dessa área acaba atraindo a maior potência mercantil, naval e militar do século XVII -- a Holanda). Os batavos fundam nessa zona a Nova Holanda, cujos principais pólos são Friederickstaadt e Mauristaadt. A expulsão desses colonos gera uma emigração em direção a Nova Amsterdão (NY). No sertão nordestino surge a primeira grande zona pecuarista do Brasil, atraíndo inclusive famosos bandeirantes paulistas, a exemplo de Domingos Jorge Velho, que depois de dizimar a maior parte das etnias tapuias do interior nordestino acaba como um notável fazendeiro no então povoado de Piancó.
  • Século XVIII: Uma grande expansão econômica e demográfica gerada pelas minas faz com que o eixo de riqueza e prosperidade se estenda agora entre o Nordeste e Minas Gerais após a guerra dos Emboabas. Apogeu da cultura barroca.
A América portuguesa estende até o Rio da Pranta, onde disputa a Colônia do Sacramento com a coroa espanhola.
  • Século XIX: Após a decadência e esgotamento das minas, o Nordeste volta a liderança isolada das exportações em três das cinco décadas da primeira metade do século XIX.
Com a fuga da família real e a transferência da corte portuguesa ao Brasil, o império português passa ser sediado na América até o retorno de d.João VI.
A independência do Brasil marca o fim da presença colonial de Portugal nas Américas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. América Latina na época colonial. Stuart B. Schwartz, James Lockhart. Editora Record. ISBN 9788520005262 (2002)
Ícone de esboço Este artigo sobre História ou um historiador é um esboço relacionado ao Projeto História. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.