Feliz Lusitânia

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Feliz Lusitânia, denominação usada por colonizadores portugueses para o núcleo inicial do município de Belém (Estado do Pará), atualmente sendo um complexo turístico do Governo do Estado (resgatado por Paulo Chaves Fernandes segundo a lógica da gentrificação ou enobrecimento) o qual reforça as origens ibéricas e o exotismo dos habitantes primitivos, situado no centro histórico e região mais antiga do município de Belém do Pará, o bairro da Cidade Velha. [1]

Vista do Museu de Artes Sacras e Igreja de Santo Alexandre

Áreas do complexo[editar | editar código-fonte]

Este complexo abrange:

Forte do Presépio[editar | editar código-fonte]

Berço da cidade construído por Castelo Branco em 1616 para proteger a Amazônia dos invasores holandeses e franceses. Possui um acervo com peças de cerâmica marajoara e tapajônica de anteriores a chegada dos portugueses. O forte guarda intacto os canhões originais.

Praça Dom Frei Caetano[editar | editar código-fonte]

Foi concluída em 1900, também é conhecida como Largo da Sé. É o ponto de partida para passeios turísticos no centro histórico, a praça possui um monumento de bronze dedicado ao Bispo Caetano Brandão.

Palacete das Onze Janelas[editar | editar código-fonte]

Importante marco urbanístico em Belém erguido no século XVIII, por Domingos da Costa Barcelar, um rico senhor do engenho. Em 1768, foi convertida em hospital militar pelo governo do Grão-Pará. A casa teve funções militares entre até 2001, quando foi comprada pelo governo estadual para servir como ponto turístico da capital.

Museu de Arte Sacra[editar | editar código-fonte]

Arquitetada em estilo barroco Amazônico, a versão atual foi concluída em 1719, seu convento é o complexo jesuíta mais importante do Brasil, foi recentemente restaurada para receber o Museu de Arte Sacra.

O Museu de Arte Sacra é composto pela Igreja de Santo Alexandre e pelo Palácio Episcopal (antigo Colégio de Santo Alexandre). A igreja é um exemplar da arquitetura jesuítica no Brasil, teve o início da sua construção por volta de 1698 e inauguração a 21 de março de 1719, também funciona como espaço cênico-musical para espetáculos teatrais e recitais, além de ser objeto museal.

Catedral Metropolitana de Belém[editar | editar código-fonte]

Teve o início da sua construção por volta de 1748 sendo totalmente concluída em 1782 por Antônio Landi após algumas interrupções. Seu altar foi doado pelo papa Pio XI, a igreja suntuosa possui 28 candelabros ingleses de bronze e em seus dez altares laterais com belíssimos quadros.

Ladeira do Castelo[editar | editar código-fonte]

Esta é a primeira rua da cidade de Belém, localizado ao lado do Forte do Presépio, ligando a Praça da Sé a Feira do Açaí.

Problema da Gentrificação[editar | editar código-fonte]

Assim como os demais projetos atrelados a linha da gentrificação, como a Estação das Docas e Mangal das Garças, são tidos como enclaves na paisagem, devido não articularem com a comunidade do entorno (de classe baixa), podendo gerar processos de segregação sócio-espacial, tornando-se projetos classistas e elitistas. Em tais espaços as populações do entorno não se vê inserida no projeto e não consegue consumi-lo em sua totalidade, dado o seu caráter excludente da dinâmica capitalista.[3]

Referências

  1. PARATUR. Feliz Luzitânia. Visitado em Março de 2013.
  2. Cybelle Salvador Miranda. Cidade Velha e Feliz Luzitânia: Cenários do Patrimônio Cultural em Belém. Visitado em Março de 2013.
  3. Juliano Pamplona Ximenes Ponte. A Orla de Belém: Intervenções e Apropiação. Visitado em Março de 2013.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Palacete das Onze Janelas