Feliz Lusitânia
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O Feliz Lusitânia é um complexo do Governo do Estado, idealizado por Paulo Chaves, em Belém do Pará, situado no centro hisórico de Belém, no bairro da Cidade Velha. Paulo Chaves é "famoso" em Belém do Pará por ter concebido espaços, inseridos dentro de uma lógica globalizada, voltados para o turismo e consumo, dentro da lógica da gentrification. A gentrificação, na era do capital flexível e pos-moderno, onde a cultura global se une a local afim de enrraizar-se e assim se reproduzir e lucrar, no seu ambiente de exclusão, se materializa através do pensamento classista deste arquiteto. Inseridas dentro de uma outra lógica ligada ao city marketing e urbanismo espetáuclo - instrumentos políticos de planejamento urbano -. Esses espaços visam reformular a "cara" da cidade, mesclando o patrimônio histórico a modernidade do capital. A lógica da gentrificação está ligada a atuação de políticas que partem tanto do público quanto do privado, afim de reabilitar o patrimonio historico e mudar sua função, re-funcionalizando para uma lógica do consumo, lazer e convívio, enfocada em uma determinada classe social mais abastada (classe média/alta, alta), mascarada sob a ideologia de espaço público e tida como referência de uma cidade inserida numa lógica global. Segundo SMITH, N. estes espaços se mostram como a "cara" da cidade e assume um carater elitista, visto que somente as classes mais ricas (burguesia ou burguesia atrelada a globalização ou dos serviços) consomem estes espaços. As classes mais pobres são excluidas do processo através dos altos preços cobrados por tais estabelecimentos, limitando o consumo por pesoas de classe mais baixa, limitando o direito a cidade (Lefevbre), e limitando mais ainda o fazer cidadania. Assim como os demais projetos atrelados a essa linha da gentrificação, como a estação das docas, mangal das garças, são jose liberto, são tidos como enclaves na paisagem, não articulam com a comunidade do entorno (de classe baixa), se tornando um dos projetos mais classistas e elitistas da cidade de Belém. Tais espaços não são frequentados pela maioria da população, que não se vê parte do projeto e que não pode consumi-lo, nem ao menos as populações do entorno, que sentem aversão a determinados espaços pelo nao sentimento de pertencimento aquele "lugar, dado o seu carater excludente, próprio do contraditório e desigual sistema capitalista.

