Ilha de Marajó

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A desembocadura do rio Amazonas e a Ilha do Marajó.

A ilha de Marajó é uma ilha brasileira do estado do Pará localizada na foz do rio Amazonas.

Destaca-se pelos montes artificiais, nomeados "tesos", construídos ainda em seu passado pré-colombiano pelos índios locais. De acordo com relato de Sir Walter Raleigh, no século XVI a ilha era também chamada de Marinatambal pelos indígenas. Em tempos coloniais foi denominada como Ilha Grande de Joannes.

Com uma área de aproximadamente 40 100 km², é a maior ilha fluviomarinha do mundo. A cidade de Belém situa-se a Sudeste do canal que separa a ilha do continente. A maior ilha fluvial é a ilha do Bananal.

Durante o surto de gripe espanhola de 1918-1919, a ilha de Marajó foi a única área com uma população importante onde não se registraram casos da doença.

A ilha se destaca como o lugar de maior rebanho de búfalos do Brasil.

A proposição de decreto legislativo nº 2419 de 2002 dispõe sobre a realização de plebiscito para a criação do "Território Federal do Marajó". O referido projeto, em tramitação no Congresso Nacional, definiria que caso viesse a ser aprovado, os seguintes municípios do estado do Pará seriam desmembrados para constituir o Território Federal do Marajó: Afuá, Anajás, Bagre, Breves, Cachoeira do Arari, Chaves, Curralinho, Gurupá, Melgaço, Muaná, Ponta de Pedras, Portel, Salvaterra, Santa Cruz do Arari, S. Sebastião da Boa Vista e Soure.

A principal cidade da ilha é a cidade de Breves, com seus 99.223 habitantes.

[editar] Turismo

A ilha de Marajó, a partir da década de 1990, insere-se no circuito turístico nacional devido a suas belas praias, igarapés, vigorosa natureza e culinária específica e tem atraído muitos visitantes. Conta na atualidade com estruturada rede de hospedagem e alimentação de várias categorias. Outro atrativo conciliado ao ecoturismo é o artesanato e a criação de búfalos. O artesanato marajoara é famoso em todo o país, assim como as fazendas de criação de búfalos.

[editar] Ensino e educação

Quando o tema é educação básica, dentre os projetos do Plano de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao Ministério da Educação, executado pelo INEP, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, na Região Norte, Estado do Pará, as Escolas Públicas Urbanas estabelecidas na Ilha do Marajó obtiveram os seguintes IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), em 2005, de um total de 1.177 avaliações, tendo sido vitoriosa a escola federal, em Belém, PA, Tenente Rego Barros (com 6,1):

IDEB, município, escola e ranking estadual
Nota Escola Município Ranking
4,3 Escola municipal Santo Agostinho Breves 26º
3,8 Escola municipal Adventista de Breves Breves 86º
3,7 Escola municipal Inst. Stella Maris Soure 129º
3,2 Escola estadual Rui Barbosa Anajás 321º
3,2 Escola municipal Magalhães Barata Chaves 353º
3,1 Escola estadual Aureliana Monteiro Ponta de Pedras 443º
3,0 Escola municipal Alacid da Silva Nunes Soure 527º
2,9 Escola municipal Dr. Lauro Sodre Breves 558º
2,9 Escola estadual Tancredo Neves Melgaço 578º
2,9 Escola municipal Dr. José Malcher Muaná 581º
2,8 Escola municipal Leopoldina Guerreiro Afuá 614º
2,8 Escola municipal Áurea S. Cunha Breves 644º
2,8 Escola municipal Professora Ana Rosa Bitencourt Ponta de Pedras 677º
2,8 Escola municipal Professora Maria das Graças Lima de Carvalho Portel 678º
2,7 Escola municipal Professora Prudência Borges de Menezes Anajás 707º
2,7 Escola municipal Paulo Rodrigues dos Santos Breves 740º
2,7 Escola municipal Paula Frassinetti Muaná 765º
2,7 Escola municipal Dês. Oswaldo Pojucan Tavares Ponta de Pedras 774º
2,7 Escola municipal Dr. Abel Nunes de Figueiredo Portel 775º
2,7 Escola municipal Vicente Monteiro Portel 776º
2,7 Escola municipal Coronel Alberto Engelhard Soure 788º
2,7 Escola municipal Dr. Alonso Soure 789º
2,6 Escola municipal Professora Lindalva Pinho Curralinho 837º
2,6 Escola municipal Ministro Jarbas Passarinho Ponta de Pedras 867º
2,5 Escola municipal Frei Faustino Legarda Afuá 884º
2,5 Escola municipal Professora Perúcia F. Castro Bagre 889º
2,5 Escola estadual Raimundo Ribeiro Dias Gurupá 910º
2,5 Escola municipal Professora Dagmar Gonçalves Soure 937º
2,5 Escola municipal Raimundo da S. Ramos Soure 938º
2,4 Escola municipal Professora Raimunda Baraúna Afuá 948º
2,4 Escola municipal Maria Iraneide Coutinho Anajás 952º
2,4 Escola municipal Emerentina Moreira de Souza Breves 966º
2,4 Escola municipal Professor Estevão Gomes Breves 967º
2,4 Escola estadual João Apolinário Batista Pamplona Santa Cruz do Arari 1006º
2,4 Escola municipal Professora Antônia Tavares Soure 1013º
2,3 Escola municipal Roseli Paiva Anajás 1020º
2,3 Escola municipal Julião Bertoldo de Castro Bagre 1022º
2,3 Escola municipal Professora Rosilda Ferreira Breves 1031º
2,3 Escola municipal Francisco Chagas da Silva Curralinho 1034º
2,3 Escola municipal Mariocay Gurupá 1039º
2,3 Escola municipal Armando Pinto Gomes Portel 1050º
2,3 Escola municipal Padre José de Anchieta São Sebastião da Boa Vista 1058º
2,2 Escola municipal Professora Margarida Azevedo Nemer Breves 1068º
2,2 Escola estadual Delgado Leão Cachoeira do Arari 1069º
2,2 Escola municipal Alcides Monteiro Portel 1084º
2,2 Escola municipal Marcionílio Vieira Portel 1085º
2,2 Escola municipal Professora Maria de Lourdes Cunha Brasil Portel 1086º
2,2 Escola municipal Tucumanduba Soure 1092º
2,0 Escola municipal Maria de Lourdes C. Sales Breves 1126º
2,0 Escola municipal Adaltino Paraense Cachoeira do Arari 1127º
2,0 Escola municipal Rafael Gonzaga Portel 1136º
2,0 Escola estadual Magalhães Barata São Sebastião da Boa Vista 1138º
1,9 Escola estadual Prado Lopes Curralinho 1144º
1,9 Escola municipal Getúlio Vargas Melgaço 1145º

[editar] Baronato

Durante o período colonial do Brasil, a coroa portuguesa criou o título de barão da Ilha Grande de Joanes, antigo nome da ilha. O primeiro agraciado foi Luís Gonçalo de Sousa de Macedo (1640–1727), por decreto real de D. José I de Portugal, em 1754. O título de barão da Ilha Grande de Joanes foi extinto pois foi trocado pelo viscondado de Mesquitela, tranferindo-se a Ilha Grande de Joanes (atual Ilha de Marajó) para a coroa portuguesa.


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