Cervo-do-pantanal

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Marsh deer.jpg
Estado de conservação
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Cervidae
Género: Blastocerus
Espécie: B. dichotomus
Nome binomial
Blastocerus dichotomus
(Illiger, 1815)
Distribuição geográfica
Área de distribuição
Área de distribuição

O cervo-do-pantanal (Blastocerus dichotomus), também chamado cervo, suaçuetê, suaçupucu e veado-galheiro,[1] é um mamífero ruminante da família dos cervídeos. É o maior veado da América do Sul. Vive nas regiões pantanosas e ao longo das bordas das florestas do Brasil, Uruguai, Paraguai, Bolívia e Argentina. Os cascos desse animal podem ficar completamente abertos e as duas metades em que eles se dividem se mantém unidas por uma membrana interdigital. Esses cascos evitam que o animal afunde no lodo.

O cervo-do-pantanal tem uma galhada bifurcada, com cinco pontas em cada haste. É muito arisco e esconde-se durante o dia. À noite, vai para as clareiras em grupos de cinco ou mais para alimentar-se de capim, juncos e plantas aquáticas. O cervo frequentemente entra na água. Os machos, ao contrário da maioria dos outros cervídeos, não lutam pela posse das fêmeas. Embora sua carne não sirva para comer, o cervo-do-pantanal é caçado por causa do seu couro e da galhada. Os índios da América do Sul preparam vários tipos de remédio com a galhada do cervo-do-pantanal, desde uma "poção do amor" até uma mistura para facilitar o parto.

[editar] Etimologia

"Cervo" se originou do termo latino cervus.[1] "Suaçupucu" veio do tupi suasupu'ku, "veado comprido".[2] "Suaçuetê" veio do tupi suasueté, "veado verdadeiro",[3] sendo uma referência ao seu grande tamanho. "Veado" veio do termo latino venatu, "caça morta".[4] "Galheiro" é uma referência à sua grande galhada.

Referências

  1. a b FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.386
  2. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 617
  3. [1]
  4. FERREIRA, A. B. H. Novo Dicionário da Língua Portuguesa. Segunda edição. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1986. p.1 757

[editar] Ver também

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