Bisonte-europeu

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Bison bonasus (Linnaeus 1758).jpg

Estado de conservação
Status iucn3.1 VU pt.svg
Vulnerável
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Bovidae
Subfamília: Bovinae
Género: Bison
Espécie: B. bonasus
Nome binomial
Bison bonasus
(Lineu, 1758)
Distribuição geográfica
Área de distribuição
Área de distribuição

Bisonte-europeu ou bisão-europeu (Bison bonasus), também conhecido como wisent, é o maior mamífero terrestre da Europa. Um indivíduo típico desta espécie mede 2,9 metros de comprimento e entre 1,80 a 1,90 de altura, pesando de 300 a 920 quilogramas. É menos corpulento que o bisão-americano (Bison bison). O seu cabelo no pescoço e na cabeça é mais curto que o do bisão-americano.

Habitat[editar | editar código-fonte]

O bisonte-europeu é um animal típico de florestas. Ao longo de sua distribuição histórica sofria a predação de lobos, ursos, tigres (no Cáucaso e sudoeste da Rússia) e leões (na Grécia e países adjacentes).

Quase extinção[editar | editar código-fonte]

O bisonte na antiguidade habitava uma vasta área que se estendia desde as ilhas Britânicas e a Península Ibérica a Sibéria Ocidental e da Escandinávia ao Cáucaso e noroeste do Irã. Alguns deles foram utilizados no Coliseu de Roma, aonde enfrentavam gladiadores ou mesmo outros animais como leões e ursos. Porém, devido à ação humana em seu habitat, sua distribuição foi diminuindo ao longo da história, chegando no começo do século XX à beira da extinção.

No século XII já se encontravam extintos em quase toda a Europa Ocidental, sobrevivendo apenas nas Ardenas, aonde viveram até meados do século XIV. No leste os bisontes viviam sob a proteção de alguns soberanos locais, tais como reis poloneses, khans tártaros, príncipes lituanos e czares russos. Em meados do século XV o rei Sigismundo, o Velho da Polônia instituiu pena de morte para a caça do bisão. Apenas os nobres podiam caçar o bisão, o que lhe assegurou por um bom tempo uma sobrevivência aceitável na Europa Oriental.

Bisão-europeu no Parque Nacional Bialowieza

Na Primeira Guerra Mundial muitos dos bisontes ainda restantes foram mortos para alimentar os soldados na frente de batalha. Em 1919 o último bisão selvagem na Polônia foi morto e em 1927 o último bisonte selvagem no mundo foi morto por caçadores no Cáucaso Ocidental. Naquela época restavam menos de 50 indivíduos, todos em zoológicos.

A partir de 1951 foram reintroduzidos com sucesso alguns bisontes criados em cativeiro. São encontradas manadas livres no Cáucaso Ocidental na Rússia e no Parque Nacional Bialowieza na Polônia, Bielorússia e Ucrânia. Zoológicos em 30 países também têm alguns indivíduos. Em 2000, havia 3000 indivíduos, todos descendentes de apenas 12 indivíduos. Devido à seu limitado patrimônio genético, eles são considerados extremamente vulneráveis a doenças.

Em 1996 a União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais classificou o bisonte-europeu como espécie em perigo.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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