Antilocapra

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Antilocapra macho

Antilocapra macho
Classificação científica
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Artiodactyla
Família: Antilocapridae
Género: Antilocapra
Espécie: A. americana
Nome binomial
Antilocapra americana
Ord, 1815
Subespécies

A. a. americana
A. a. mexicana
A. a. peninsularis
A. a. sonoriensis

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O antilocapra (Antilocapra americana) é um ungulado artiodáctilo nativo da América do Norte e um dos animais mais rápidos do mundo, com velocidades de sprint que atingem até 80 km/h. A espécie é a única do seu género e da família Antilocapridae e inclui quatro subespécies, com distribuições geográficas diferentes.

O antilocapra macho pesa entre 45 e 60 kg, sendo a fêmea menor com 35 a 45 kg. Os machos possuem um par de cornos com cerca de 30 cm de comprimento, estruturados em torno de uma base óssea e forrados com uma substância pilosa que é renovada anualmente. Algumas fêmeas têm também cornos, sempre menores e mais rectilíneos que os dos machos. A coloração é de cor castanha dourada, com barriga, zona da cauda e queixo brancos. O antilocapra tem também duas riscas horizontais de cor branca na garganta. Os machos apresentam uma crina castanha e uma mascara mais escura em torno dos olhos. As crias de cor acinzentada nascem com 2 a 4 kg de peso.

O antilocapra é um animal herbívoro de hábitos gregários, que vive em manadas numerosas. A sua distribuição geográfica estende-se desde o sul dos estados de Saskatchewan e Alberta, no Canadá, à Baixa Califórnia e deserto de Sonora no México. O limite Este é demarcado pelo rio Missouri.

Os predadores naturais do antilocapra, especialmente dos juvenis, são lobos, coiotes e linces. Com uma velocidade máxima registada de 98 km/h, o antilocapra é o segundo animal mais rápido do mundo, ultrapassado apenas pela chita que vive na savana africana. Esta rapidez evoluíu como resposta à presença de predadores extremamente rápidos, não os actuais, mas a chita americana, extinta do Plistocénico.

Desde a sua descoberta que os antilocapras foram caçados em grande número pelos pioneiros americanos. A caça excessiva quase levou a espécie à extinção e em 1908 restavam apenas cerca de 20,000 exemplares. Subsequente protecção legal e banimento da caça possibilitou a recuperação e hoje em dia existem entre 2 a 3 milhões de antilocapras. A abundância da espécie obriga mesmo a caça organizada para efeitos de controlo de população.