Gladiador

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Destino de um gladiador derrotado decidido pelo público.

Gladiador era um lutador escravo treinado na Roma Antiga. O nome "Gladiador" provém da espada curta usada por este lutador, o gladius (gládio). Eles se enfrentavam para entreter o público, e o duelo só terminava quando um deles morria, ficava desarmado ou ferido sem poder combater. Nesse momento do combate é que era determinado por quem presidia aos jogos, se o derrotado morria ou não, frequentemente influenciado pela reacção dos espectadores do duelo. Alguns dizem que bastava levantar o polegar para salvar o lutador, outros dizem que era a mão fechada que deveria ser erguida.

Entretanto alguns estudos relatam que nem sempre o objectivo era a morte de um dos gladiadores, haja vista, que isso geraria ónus para o estado romano. Argumenta-se que o principal objetivo era o entretenimento da plateia. Faziam parte da política do "pão e circo" (panis et circencis).

Pouco comum era que um romano de alta posição social, mas arruinado, se relacionasse como gladiador a fim de garantir a própria defesa, ainda que de maneira arriscada. Ser proprietário de gladiadores e alugá-los era uma atividade comercial perfeitamente legal.

História[editar | editar código-fonte]

Apresentação de gladiadores durante um banquete.

As primeiras lutas conhecidas aconteceram em Roma em 286 a.C., no começo da Primeira Guerra Púnica. Porém o esporte teve início com os Etruscos.

Durante cerca de sete séculos, as lutas dos gladiadores, entre si (ordinarii) ou contra animais ferozes, o que era menos valorizado e prestigioso para os lutadores, foram os espectáculos preferidos dos romanos.

O Coliseu, era o principal palco dessas lutas, em Roma, e suas ruínas ainda se constituem numa atração turística da cidade.

No ano de 73 a.C., aconteceu a terceira guerra contra escravos, que teve início com um gladiador, de nome Espártacos. Este liderou um grupo rebelde de gladiadores e escravos, que assustou a então República Romana. A revolta terminou dois anos depois graças a Marcus Crassos. Depois disso os lutadores eram vistos com medo nas épocas de crise.

Para as lutas eram reunidos prisioneiros de guerra, escravos (devido ao tratamento mais humano e à possibilidade de alcançar a fama e até mesmo a liberdade, ser um gladiador era melhor do que ser um escravo comum) e ainda autores de crimes graves - mas na época dos imperadores Cláudio I, Calígula e Nero a condenação à arena foi estendida às menores culpas, o que aumentou o interesse pelas lutas. Dois imperadores participaram de lutas, obviamente vencendo, foram eles Calígula e Cómodo.

Com o advento do Cristianismo as lutas foram banidas no reinado de Constantino I, no ano 325 Mas embora tenham decaído, os espetáculos de gladiadores sobreviveram por mais de um século após a proibição.

Tendo sido o papa Santo Inocêncio I que o terá definitivamente conseguido junto ao imperador Honório[1] .

Vida como Gladiador[editar | editar código-fonte]

Treinamento

Os gladiadores tinham treinamento em escolas especiais conhecidas como ludus. Em Roma havia quatro escolas, sendo a maior Ludus Magnos que era conectada com o coliseu por um túnel subterrâneo. No intervalo das lutas eles tinham um tratamento especial que envolvia grandes cuidados médicos e treinamento cuidadoso. No geral, eles não lutavam mais que três vezes ao ano. Viajavam em grupos conhecidos como famílias quando iam lutar em outras cidades. O treinador, conhecido como lanista(provavelmente derivado da palavra carniceiro), ia junto.

Alimentação

Os gladiadores eram, em grande parte, vegetarianos. Se alimentavam basicamente de feijões e cevada. O motivo é o fato de que a carne era um alimento caro, e eles eram escravos.[2]

Curiosidades

Eram comuns nas lutas as participações de anões, sendo que eles lutavam tanto entre si como também em times contra gladiadores normais.

Havia também gladiadoras mulheres, que lutavam com um seio exposto, pois usavam as mesmas vestimentas dos gladiadores homens. O imperador Domiciano gostava de ver lutas entre anões e mulheres.

Categorias[editar | editar código-fonte]

Combate entre um mirmilão e um sâmnio.

Os lutadores pertenciam a grupos e as lutas eram organizadas de forma que nenhum grupo ficasse em desvantagem.

Trácios: eram os mais fracos, como proteção usavam um capacete que cobria toda cabeça e um escudo quadrado, além de caneleiras. Atacavam com espadas curvas, as sicas.

Mirmilões: eram os oponentes dos trácios e retiários. Usavam um grande escudo numa mão e na outra uma espada curta. O capacete se assemelhava a um peixe.

Retiários: empunhavam um tridente e eram os mais desprotegidos. Carregavam também uma rede e uma faca curta. Eram os únicos aos quais era permitido recuar em combate.

Secutores: Se assemelhavam muito com os mirmilões entretanto seu capacete era arredondado para não prender na rede dos Retiários que eram seus oponentes.

Dimachaeri: Não se sabe muito sobre ele, mas como usava duas espadas, sabe-se que era um dos mais bem treinados.

Morituri Te Salutant [3] [editar | editar código-fonte]

Gladiador vencido recebe o golpe de misericórdia.

A partir do estudo de 120 esqueletos de gladiadores, mortos em combate ou executados na arena, pesquisadores austríacos traçaram um retrato, baseado em evidências materiais, de como morriam os gladiadores [4] .

O mais impressionante eram as formas de execução dos gladiadores derrotados. Aquele que tivesse ferimentos leves, esperava de joelhos pelo julgamento da platéia. Caso a decisão fosse pela execução, ele era morto com um golpe de espada na jugular. Se estivesse muito debilitado, era mantido de quatro na areia e recebia o golpe nas costas, na altura do ombro. A lâmina penetrava entre os ossos e chegava diretamente ao coração.[carece de fontes?]

As ossadas estudadas, datadas dos séculos III e IV, foram achadas na antiga cidade de Éfeso, a mais movimentada da Ásia Menor,na época, com cerca de 200 mil habitantes. Sua arena, adaptada sobre um teatro grego, podia acomodar 25 mil espectadores, a metade da lotação do Coliseu de Roma. Os arqueólogos encontraram junto às tumbas muitos desenhos e inscrições a respeito da vida dos gladiadores, que permitiram identificar - por exemplo, um jovem de 21 anos, que treinava para ser gladiador desde os 17, e foi morto na quinta vez em que se apresentou na arena.[carece de fontes?]

Influências[editar | editar código-fonte]

O universo dos gladiadores naturalmente influenciou muito o cinema. Diversos filmes foram feitos em sua homenagem como Gladiador, Spartacus e mais uma série Spartacus: Blood and Sand . Até mesmo novelas foram feitas com esse tema. Muitos jogos de video-games tratam de gladiadores incluindo Shadow of Rome e Colosseum: Road to Freedom, para PS2 e Acclaim's Gladiator: Sword of Vengeance, e jogos de browser como Gladiatus.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
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