Região hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
NoFonti.svg
Este artigo ou se(c)ção cita fontes confiáveis e independentes, mas que não cobrem todo o conteúdo (desde fevereiro de 2014). Por favor, adicione mais referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Material sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
O rio Jaguaribe, com 610 km de extensão, é o maior rio da Bacia do Atlântico Nordeste Oriental, mas não necessariamente a maior bacia hidrográfica, já que o Piranhas-Açu apresenta vários afluentes de porte razoável.

A Região Hidrográfica do Atlântico Nordeste Oriental é uma das doze regiões hidrográficas do território brasileiro. Está altamente correlacionada ao setor setentrional do Planalto Atlântico, sendo que duas das três maiores bacias nascem na Borborema paraibana setor norte (sistema Piancó-Piranhas-Açu) e leste (sistema Taperoá-Paraiba).[1]

O Jaguaribe por sua vez nasce nos platôs do sul cearense, e na divisa do Ceará com o Piauí localiza-se o sistema Ibiapaba, onde no lado oeste surge o sector oriental da bacia do rio Parnaíba.[1]

Características[editar | editar código-fonte]

Geograficas[editar | editar código-fonte]

A região tem uma área de 666.666 km²,[1] abrangendo em seu território cinco estados: Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas, ou seja, em torno de um quinta da região Nordeste, que apresenta 1 558 196 km². O seu maior rio a leste é o Paraíba, que deságua na zona da mata, enquanto no setor centro-oeste e norte destacam-se o Jaguaribe e o Piranhas-Açu, com razoável bacia hidrográfica, contando com vários afluentes de algum porte.

A Bacia do Atlântico Nordeste Oriental caracteriza-se pela ausência de grandes rios, configurando-se num cenário de baixa disponibilidade hídrica com relação às demandas, principalmente em períodos de estiagem. A vazão média conjunta da bacia é de cerca de 813 m³/s.[carece de fontes?] Destacam-se os rios Capibaribe, Paraíba, Jaguaribe, Acaraú e Una.

Demográficas[editar | editar código-fonte]

A região sofreu, ao longo da história brasileira, grandes pressões antrópicas, as quais foram responsáveis não só pela derrubada da Mata Atlântica para implantação da cultura de cana-de-açúcar, como também pela degradação dos manguezais e lagoas da zona costeira, em virtude do avanço urbano, assim como pela devastação da caatinga em virtude da expansão da atividade pecuária no sertão brasileiro.[1]

Apesar de geodesicamente a região ser subdividida em setentrional e oriental, possui grande população, sendo das regiões hidrográficas nordestinas a mais densamente habitada do Nordeste. É nela onde se situam cinco das nove capitais da região: Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife e Maceió.[1]

Cronologia histórica
  • Século XV — chegada dos portugueses.
  • Século XVI — início da produção açucareira. Bacias mais ricas em produção: Paraíba, Mamanguape e Capibaribe, as maiores do setor leste dessa área.
  • Século XVII — torna-se o mais denso pólo pecuarista do Brasil (neste ciclo o Jaguaribe se destaca).
  • Século XVIII — estabilização econômica com crescimento pecuarista em bacias secundárias.
  • Século XIX — a região tenta se separar do Brasil pelo movimento emancipacionista Confederação do Equador. Perde o território denominado «Comarca do São Francisco», que é incorporado à Bahia, e que ia até a divisa noroeste de Minas Gerais. A região elege dois primeiros presidentes do país e o primeiro eleito pós-ditadura militar.
  • Século XX — industrialização tardia, porém com pioneiros como Delmiro Gouveia.
  • Século XXI — desenvolvimento econômico retomado com metrópoles regionais crescendo acima da média do Brasil.

Referências

  1. a b c d e Adm. do portal (2008). Regiões Hidrográficas Agência Nacional de Águas — ANA. Visitado em 20/02/2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

.