Clube do Remo

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Remo
Clube do remo.png
Nome Clube do Remo
Alcunhas Leão Azul
Leão de Antônio Baena
Leão da Amazônia
Clube de Periçá
Filho da Glória e do Triunfo
O Mais Querido
Torcedor/Adepto Remista
Azulino
Fenômeno Azul
Mascote Leão
Fundação 5 de fevereiro de 1905 (110 anos)
Estádio Estádio Evandro Almeida (Baenão)
Capacidade 20 000 pessoas[1]
Localização Coat of arms Belem do Para Brazil.jpg Belém, Pará PA, Brasil Brasil
Presidente Brasil Pedro Minowa
Treinador Brasil Cacaio
Patrocinador Brasil Recon
Brasil Banpará
Pará Governo do Estado do Pará
Brasil Brahma
Material esportivo Inglaterra umbro
Competição Pará Campeonato Paraense
Brasil Copa Verde
Brasil Copa do Brasil
Brasil Campeonato Brasileiro de Futebol
Divisão Pará Primeira Divisão
Brasil Campeonato Brasileiro de Futebol
Ranking nacional Aumento (1) 67º lugar, 1.180 pontos[2]
Website clubedoremo.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
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O Clube do Remo (conhecido como Remo e cujo acrônimo é CR) é um clube esportivo brasileiro, sediado na cidade de Belém, capital do estado do Pará, tendo sido fundado em 5 de fevereiro de 1905 como Grupo do Remo, reorganizado em 1911 e rebatizado para seu nome atual em 1914.

É conhecido popularmente como Leão Azul, apelido que faz referência ao mascote e à cor oficial da agremiação, o azul-marinho. É proprietário do Baenão, o maior estádio particular do Norte do Brasil, e também manda seus jogos no Mangueirão. Seu principal adversário é o Paysandu, cujo clássico Re-Pa é tido como uma das maiores rivalidades do futebol brasileiro.[3] Entre as equipes do Norte brasileiro, é uma das mais populares, tendo atualmente a maior torcida da região.

No futebol profissional, esporte carro-chefe do clube, o Remo possui inúmeras conquistas, evidenciando 44 títulos do Campeonato Paraense, 01 Brasileiro da Série C, 01 Campeonato Norte-Nordeste e 03 Torneios do Norte. Dentro do estado, o Remo detém feitos únicos como o heptacampeonato de 1913 a 1919, a histórica hegemonia na década de 90 (oito títulos em dez anos, incluindo-se um penta) e o título profissional com 100% de aproveitamento em 2004.

É o time do Norte que mais chegou a decisões fora do seu Estado de origem (11 no total). Com 02 finais de Série B, 01 decisão de Série C, 03 finais Norte-Nordeste, 01 final da Copa Norte, 01 Final de Copa Verde e 03 decisões de Torneios do Norte. Além de ser o único clube Nortista a chegar à um Quadrangular final da Série A do Brasileirão, à uma semifinal de Copa do Brasil e único a possuir atletas Bolas de Prata.

Em participações na primeira divisão do Brasileiro, o Remo esteve em 14 edições da Série A (a partir de 1971) e 2 da antiga Taça Brasil. Também disputou 21 vezes a Série B do Brasileiro. Na Copa do Brasil, foram 24 aparições. Suas campanhas mais destacadas foram a oitava colocação no Brasileiro de 1993 e a semifinal na Copa do Brasil de 1991 - estes resultados representam o melhor desempenho de um time nortista na história de ambas competições.

Nos esportes olímpicos, o Leão detém resultados expressivos. No remo, seu esporte de origem, é o maior campeão náutico do Pará; na natação, já contou com diversos atletas campeões brasileiros, sul-americanos e até mundiais; no basquete, conquistou a Copa Brasil Norte de 2002 e está entre os maiores vencedores do estado, além de ser único heptacampeão paraense; no vôlei, detém as melhores participações de uma equipe paraense na Liga Nacional; e no futsal, venceu a Taça Brasil de Futsal Sub-17 de 2012.

Índice

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Sede náutica do Clube do Remo.

Belém, no início do século XX, vivia um momento próspero. A Amazônia como um todo estava em evidência devido ao ciclo da borracha e a capital paraense era o símbolo maior da riqueza e transformações sócio-culturais ocorridas na região, caracterizando a sua Belle Époque, refletidas nas diversas reformas de modernização instauradas pelo prefeito Antônio Lemos. Belém chegou a ficar conhecida como a “Paris n’América” ou “Paris Tropical”.

Foi nesse contexto que o esporte começou a se desenvolver, com destaque para o remo, cuja disputa atraía um acentuado número de adeptos às margens da baía do Guajará. Era o início do surgimento de diversas equipes, dentre elas estava o Sport Club do Pará, uma das potências náuticas da época. A partir de então começaria uma grande história.

No ano de 1905, uma série de desentendimentos entre os integrantes do Sport Club do Pará, momentos antes da realização de uma regata, decretou a saída dos atletas Victor Engelhard, Raul Engelhard, José Henrique Danin, Eduardo Cruz, Vasco Abreu, Eugênio Soares e Narciso Borges. Os sete rapazes logo tiveram a idéia de criar uma nova agremiação, onde pudessem praticar as suas atividades.

Aos poucos, o pequeno grupo contou com o apoio de outros desportistas para alcançar o seu objetivo. No dia 5 de fevereiro de 1905 fundou-se o Grupo do Remo. O nome havia sido sugerido por Raul Engelhard, entretanto foi inicialmente contrariado. Sobre o fato, explica o Sr. José Henrique Danin:

– Batemos cabeça pensando que nome daríamos ao clube, ou melhor, ao grupo. Foi quando Raul Engelhard que estudara na Europa, sugeriu - Grupo do Remo

– Não vai ficar muito bem – advertiu um. E logo outro concordou. Naquele tempo, remo lembrava logo catraia, e poderiam pensar que éramos um clube de catraieiros. Raul Engelhard explicou, porém, a sugestão. Lembrara-se de um clube europeu – o Rowing Club, Inglaterra. E assim nos convenceu. Ficou o nome Grupo do Remo.

 
José Henrique Danin[4] .

A nova agremiação teve a sua existência legal consolidada com a publicação de seu Estatuto Social no Diário Oficial do Estado, ano XV, nº 4 049, de 9 de junho de 1905 (sexta-feira). No documento, também estavam inseridos os nomes dos 20 fundadores: José Henrique Danin, Raul Engelhard, Roberto Figueiredo, Antonio La Roque Andrade, Victor Engelhard, Raimundo Oliveira da Paz, Antonio Borges, Arnaldo R. de Andrade, Manoel C. Pereira de Souza, Ernestino Almeida, Alfredo Vale, José D. Gomes de Castro, José Maria Pinheiro, Luiz Rebelo de Andrade, Manoel José Tavares, Basílio Paes, Palmério Pinto, Eurico Pacheco Borges, Narciso F. Borges (primeiro presidente do clube) e Heliodoro de Brito.

A data de 15 de agosto marcou a inauguração oficial do novo clube, como forma de prestar homenagem à adesão do Pará à Independência do Brasil. No dia 1º de outubro, o Grupo do Remo inaugurou a sua sede, localizada à Rua Siqueira Mendes, com fundos para a baía do Guajará. A sede fora alugada junto à Intendência Municipal. Na mesma ocasião foi efetuado o batismo e o lançamento ao mar da primeira embarcação, uma baleeira denominada “Tibiriçá”.

Em 1907, a garagem náutica azulina passou a funcionar na atual Boulevard Castilho França. Nesse momento, o clube já possuía nove embarcações, entre elas um out-riggers a 4 remos e um out-riggers a 2 remos importados da Alemanha.

Extinção e reorganização[editar | editar código-fonte]

No ano de 1908, o Grupo do Remo não conseguiu renovar o contrato de aluguel de sua sede junto à Intendência Municipal. A situação forçou alguns de seus associados a realizarem um acordo secreto com integrantes do Sport Club do Pará, abrindo procedentes para um recurso.

Diante de uma severa crise, a Assembleia Geral se reuniu em 14 de fevereiro e o desembargador Alfredo Barradas decretou a extinção do Grupo do Remo. Uma pequena parcela não concordou com a decisão, tomando como medida o sequestro dos barcos pertencentes à agremiação para que não caíssem em “mãos erradas”. As embarcações foram levadas a um galpão no terminal de inflamáveis de Miramar, cujo proprietário era Francisco Xavier Pinto, onde ficaram escondidas.

Os rapazes passaram então a se encontrar frequentemente no Café Manduca, um tradicional ponto de bate-papo de Belém, a fim de tratar dos assuntos referentes à reestruturação do Grupo do Remo. No mês de julho de 1910, tiveram conhecimento de que o contrato de aluguel da antiga sede com um estabelecimento comercial havia terminando e de que, finalmente, poderiam readquirí-la.

No dia 15 de agosto de 1911, os onze azulinos navegaram em três embarcações – duas cedidas pela Liga Marítima Brasileira e uma da Mr. Kup, chefe do tráfego da extinta Port of Pará – à Miramar para rebocar todo o material que estava ali depositado, chegando ao destino em torno das 8h da manhã. Às 7h da noite partiram com todo o patrimônio para a sede. Esse ato concretizou a famosa reorganização do Grupo do Remo.

Oscar Saltão, Antonico Silva, Rubilar, Jaime Lima, Cândido Jucá, Harley Collet, Nertan Collet, Severino Poggy, Mário Araújo, Palmério Pinto e Elzeman Magalhães foram os heróis que tornaram possível o sonho de renascimento da antiga agremiação, entrando para a história do clube como o célebre Cordão dos Onze. Até hoje, a data de 15 de agosto é festejada tal qual o aniversário de fundação do clube (5 de fevereiro).

No dia 16 de novembro, o Grupo do Remo conquistou o título de campeão paraense náutico, o primeiro de muitos que estavam por vir.

Em uma sessão ordinária, realizada em 29 de dezembro de 1911, o Sr. Oscar Saltão propôs a readaptação do nome para Club do Remo – obedecendo à grafia da época –, porém necessitava da aprovação do conselho. Em 7 de agosto de 1914, a Assembleia Geral analisou os argumentos e aprovou a proposta de Saltão, sendo a mudança anunciada oficialmente pelo presidente Nilo Penna.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Escudo[editar | editar código-fonte]

No 15º artigo do Estatuto Social de 1905, a primeira bandeira do Remo consistia em um retângulo azul-marinho, “tendo ao centro uma âncora branca, em sentido oblíquo, circulada por treze estrelas da mesma cor”. Após a reorganização de 1911, a âncora deu lugar a um escudo de formato semelhante a uma boia salva-vidas, cruzada por um par de remos. Na parte superior, vinha a descrição “Grupo do Remo” e ao meio, as iniciais “GR” entrelaçadas.

Em 1914, a agremiação passa a se chamar Clube do Remo. Com essa mudança, o escudo também se renova. A uniformidade circular do distintivo anterior é mantida, adicionando-se os recortes laterais simétricos típicos da heráldica britânica – herança de alguns fundadores do clube com formação acadêmica na Europa, especialmente na Inglaterra. A sigla GR dá lugar ao CR.

Com o decorrer dos anos, o escudo sofreu algumas alterações, sem que mudasse o seu estilo. A última modificação ocorreu em 2013, buscando resgatar as origens do clube e aliar ao conceito de modernidade. Segundo o Manual da Marca, o escudo azulino passou a contar com um acabamento nas linhas laterais e superior para caracterizar volume e tridimensionalidade, além da inversão na coloração das estrelas conforme o grau de importância de cada título – cinco brancas que representam o pentacampeonato estadual e uma dourada, em homenagem ao título nacional da Série C de 2005.

Bandeira e flâmula[editar | editar código-fonte]

O escudo azulino está presente também em outros dois importantes símbolos do Clube do Remo: a bandeira e a flâmula. No esporte, estes objetos possuem diferentes significados. Enquanto a bandeira é identificar e representar o clube e seus torcedores, a flâmula tem como objetivo homenagear os adversários antes do início das partidas, independente do esporte.

Atualmente, ambas são assim definidas no artigo 19 do Estatuto Social do Clube do Remo:

"I- A bandeira do CLUBE DO REMO será de forma retangular, na cor azul marinho, contendo no ângulo superior esquerdo o respectivo escudo, sendo respeitada a distância mínima de 1/6 do tamanho total da imagem aplicada com relação às margens da Bandeira".

"II- A flâmula será de forma triangular em posição vertical, possuindo a mesma cor da bandeira e tendo ao centro o escudo oficial do Clube, acrescido ao topo a inscrição CLUBE DO REMO e abaixo o ano de 1905".

Mascote[editar | editar código-fonte]

O leão é o mascote oficial do Clube do Remo.

O mascote oficial do Clube do Remo é o leão. A sua origem remete à 1944, quando o Remo enfrentou e venceu a equipe do São Cristóvão-RJ, vice-campeão carioca de 1943, por 2 a 1, no dia 30 de janeiro. O adversário azulino realizava uma excursão pelo Norte e Nordeste do Brasil e ainda não havia perdido em solo paraense, fato que valorizou ainda mais o triunfo remista. No dia seguinte, o saudoso jornalista Edgar Proença reportou-se à partida da seguinte forma no jornal O Estado do Pará:

Como um verdadeiro Leão Azul de garras aduncas, o Clube do Remo foi a própria alma da cidade
 
Edgar Proença.

Culturalmente, a imagem do leão remete, dentre outros significados, à força e garra, daí surge a comparação com a postura mostrada pelos atletas azulinos dentro de campo. Aliás, nenhum outro mascote representaria melhor o Clube do Remo e sua história, marcada por episódios de superação e coragem. A relação entre o animal e o clube é tão grande que à beira do gramado do estádio Evandro Almeida existe uma estátua de pedra de um leão azul-marinho em tamanho natural.

Hino[editar | editar código-fonte]

O hino do Clube do Remo surgiu de uma adaptação feita pelo poeta Antônio Tavernard da marcha carnavalesca criada por Emílio Albim para o bloco Cadetes Azulinos, criado em 1933 e era formado por atletas, associados, dirigentes e torcedores que percorriam as ruas de Belém com destino à Praça da República. Tavernard trocou 30 palavras da marcha para criar o Hino dos Atletas Azulinos, publicado pela primeira vez no jornal O Estado do Pará, de 4 de novembro de 1941.

Alcunhas[editar | editar código-fonte]

Clube de Periçá[editar | editar código-fonte]

Carlos Ferreira Lopes, mais conhecido pelo nome Periçá, nasceu em 18 de outubro de 1898. Filho do Juiz de Direito, Jorge Victor Pereira, ex-Intendende de Cametá, foi um dos atletas mais completos que já defenderam as cores do Clube do Remo, disputando competições como jogador de futebol, remador, nadador, além de participar de provas de resistência.

Quando disputava uma prova de mergulho, em 16 de maio de 1921, Periçá demorou a voltar para a superfície. Imediatamente seus irmãos e outros atletas mergulharam em sua busca e o encontrou preso no fundo da baía do Guajará. O atleta foi retirado com vida e rapidamente levado ao hospital Dom Luiz I, onde ficou hospitalizado por sete dias até falecer aos 23 anos de idade.

Pela bravura demonstrada como atleta, o apelido "Clube de Periçá" ficou marcando para sempre na história do Clube do Remo.

Filho da Glória e do Triunfo[editar | editar código-fonte]

Essa expressão foi criada pelo poeta Antônio Tavernard, o mesmo que fez a composição do hino oficial, que escreveu um artigo no jornal Folha do Norte, em 15 de agosto de 1931, se reportando a história e glórias do Clube do Remo.

O artigo:

Há vinte e seis anos êle nasceu na conjugação magnífica, quase olímpica do ideal com a mocidade. Encimou-lhe o berço o signo deslumbrante dos grandes predestinados. Ainda criança foi forte. Hércules menino, teve que sufocar as serpentes da Inveja e da Perfídia. Cresceu. Agigantou-se. O Destino deu-lhe compleição de aço e espírito de diamante. Mostrou-lhe muito ao longe, no píncaro da vertiginosa montanha, resplandecente e maravilhosa como o velocino de ouro ou o vaso do Graal, a sua finalidade. E êle avançou subindo, galgando vitórias, escalando apoteoses. Êle – o Perfeito! Êle – o Inimitável! Êle – o Clube do Remo!

E, finalizando, uníssonos, todos os azuis, mas todos – da pátria fundadora do velho Andrade à puerícia do caçulo do Luzio; da benemerência incansável do Frazão à minha contristada desvalia – repitamos a saudação sagrada: – Ave, Clube do Remo, filho da glória e do Triunfo!

 

O Mais Querido[editar | editar código-fonte]

Em 2010, o jornal A Vanguarda promoveu concurso para que se conhecesse o clube mais querido de Belém.[5] [6]

Os leitores do jornal preenchiam cupons e colocavam nas urnas. Depois de meses de promoção, as urnas foram abertas dia 4 de dezembro de 2010. A contagem dos votos foi apurada e o concurso assim se classificou:

1° Clube do Remo - 43 038 votos
2° Paysandu - 39 639 votos
3° Águia de Maraba - 26 429 votos
4° Castanhal - 5 796 votos
5° União Esportiva - 4 949 votos
6° Tuna Luso - 3 476 votos
  • Foram votados 53 clubes da capital.

O Clube do Remo recebeu o bronze "A província do Pará" pela vitória que o consagrou como o mais querido clube de Belém.

Futebol[editar | editar código-fonte]

Início e amadorismo[editar | editar código-fonte]

No Pará, há indícios de que o futebol começou a ser praticado em fins do século XIX, com relatos de partidas disputadas desde 1892[7] . Entretanto, foi a partir do ano de 1900 que alguns desportistas iniciaram o desenvolvimento do esporte, com a realização de jogos. Em 1906, ocorreu a primeira tentativa de se organizar uma competição futebolística, mas não vingou.

No mês de agosto de 1908 funda-se a Liga Paraense de Foot-Ball que pôs em prática o primeiro Campeonato Paraense da história, vencido pelo União Sportiva. Dois anos mais tarde, em 1910, uma segunda edição foi realizada e o União sagrou-se novamente vencedor.

Dessa forma, o futebol começava a ganhar espaço na sociedade paraense, com a adesão de várias equipes. Em 1913, é a vez do Grupo do Remo implantar o futebol no seu quadro esportivo, contando com os concursos de atletas vindos de outros clubes, dentre eles o próprio União Sportiva, até então bicampeão paraense, e o Sport Club do Pará, vice-campeão em 1908. Dessa forma, o Grupo do Remo montava o seu time com os melhores jogadores que haviam na época.

A primeira partida foi disputada em 21 de abril de 1913, em homenagem ao feriado nacional a Tiradentes, e teve como palco o campo da Praça Floriano Peixoto, em São Braz – onde já se realizavam jogos há vários anos. O adversário era o Guarany Futebol Clube, com quem o Remo empatou em 0 a 0. A primeira formação azulina foi assim constituída: Bernardino; Valrreman e Eurico; Dudu, Aimeé e Mamede; Galdino, Mário, Antonico, Dudu 2º e Rubilar[8] .

No dia 13 de maio, em meio às celebrações da abolição da escravatura no Brasil, as duas equipes voltaram a se enfrentar, no mesmo lugar, mas dessa vez os azulinos fizeram grande atuação e golearam por 4 a 1. Coube ao atacante Rubilar, um dos reorganizadores de 1911, marcar o primeiro gol remista da história.

Nesse ano, o Remo, representado por Galdino Araújo e Adolpho Silva, participou da fundação da Liga Paraense de Foot-Ball, criada com o objetivo de reorganizar o futebol no estado que estava há três anos sem disputa de campeonato. A entidade solicitou ao intendente municipal (espécie de prefeito da época), Dr. Dionysio Bentes, um local adequado para a realização dos jogos, cujas medidas deviam ter 200 metros de comprimento por 90 metros de largura, sendo agraciada com a já utilizada área da Praça Floriano Peixoto[9] .

A estréia do Grupo do Remo na competição se deu no dia 14 de julho e o time azulino já mostrou a sua força, goleando o União Sportiva por 4 a 1, sendo escalado da seguinte forma: Bernadinho; Galdino e Lulu; Carlito, Aimée e Chermont; Rubilar, Antonico, Nahon, Infante e Dudu. Em seu primeiro Campeonato Paraense, o Remo sagrou-se campeão invicto com quatro vitórias e um empate em cinco jogos [10] .

Pelo título, o Remo recebeu uma bela taça importada da Alemanha pela firma Krause, Irmãos e Cia. A taça tinha 60 centímetros de altura, peso de 700 gramas e descansava sobre um pedestal de cedro com uma placa onde se lia: “LIGA PARAENSE DE FOOT-BALL – CAMPEONATO DE 1913”, repousando num estojo de veludo roxo. O troféu foi entregue ao Grupo do Remo pelo Dr. Gama Malcher, presidente da Liga, no dia 20 de fevereiro de 1914 [11] .

Após o seu primeiro triunfo, o Remo não parou mais e conquistou os seis títulos seguintes, sagrando-se heptacampeão paraense. Nas estatísticas do hepta, os azulinos disputaram 51 jogos entre 1913 e 1919, obtendo 43 vitórias, seis empates e somente uma única derrota, esta para o União Sportiva, em 1916, por 2 a 1, mas revidada com um sonoro 7 a 0 no mesmo ano[12] . Soma-se ainda uma partida de resultado desconhecido, contra o Panther, em 1914. Dessa forma, seis dos sete títulos do excrete azulino tiveram campanhas invictas, com uma ressalva: o campeonato de 1919 foi conquistado com 100% de aproveitamento (o primeiro da história).

Os maiores nomes desse feito inigualável são o defensor Lulu e o atacante Rubilar, os únicos a estarem presentes em todos os certames[13] [14] , além do goleiro Francelísio, campeão em 1918 e 1919 e que participaria de conquistas posteriores. Em 3 de maio de 1923, veio o tetracampeonato no Torneio Início, considerado de grande credibilidade na época[15] .

Em 1924, o já Clube do Remo conquistou o seu oitavo título estadual, arrebatando ainda os campeonatos de 1925 e 1926, tornando-se tricampeão. Na década de 1930, mais três títulos estaduais (1930, 1933 e 1936) aumentaram a galeria azulina. Nesse período, os maiores destaques eram: Evandro Almeida, que dedicou toda a sua vida ao Clube do Remo, ganhando assim a honra de nomear o Baenão; Barradas, Samico, Osvaldo Trindade, Vavá, Evandro do Carmo, Saboía, e Capí e a famosa dupla de atacantes pela esquerda, Capí e Vevé, sendo que este último jogou pelo Flamengo-RJ[16] .

Nos anos 40, os grandes nomes são o zagueiro Coelho, Poeira, Bendelaque, Sabóia e o goleiro Orlando Brito. O Campeonato Paraense de 1940 foi o último título no ciclo amadorista, que teve seu fim em 1945, marco do profissionalismo do futebol no estado, quando foram feitos os primeiros contratos entre os clubes e seus jogadores[17] .

Profissionalismo[editar | editar código-fonte]

Após amargar um jejum de nove anos sem títulos estaduais – o maior em toda a história do clube – o Clube do Remo sagrou-se supercampeão paraense de futebol em 1949, ao golear o Paysandu na grande final por 4 a 1 em pleno estádio da Curuzu no dia 8 de janeiro de 1950[18] . A campanha azulina registrou 10 partidas, com oito vitórias, um empate, uma derrota, 28 gols marcados e nove gols sofridos[19] .

Década de 1950[editar | editar código-fonte]

Excursão à Venezuela

No mês de janeiro, o Clube do Remo realizou uma excursão à Venezuela, a convite da federação de futebol daquele país para a disputa do Troféu Ministério de Obras Públicas da Venezuela, também conhecido como Torneio Internacional de Caracas, que, segundo algumas publicações, pode ter sido o precursor da Pequena Taça do Mundo, disputada entre as décadas de 1950 e 1960.

O Remo realizou cinco jogos, obtendo quatro vitórias (La Salle Fútbol Club, Unión Sport Club, Escola Militar e Deportivo Italia) e apenas uma derrota para o Loyola Sport Club, considerando a maior força do futebol venezuelano na época.

Time macho, sim senhor

Mantendo a base campeã em 1949, o Leão Azul conquistou o bicampeonato paraense em 1950. O Remo ainda ficaria com vice-campeonato em 1951, perdendo para a Tuna na final.

Nessa década, estourava no Brasil a música “Paraíba Masculina”, de Luiz Gonzaga. Após a conquista do tricampeonato estadual nos anos de 1952 (invicto), 1953 e 1954, o carioca Pery Augusto, editor do jornal Flash estampou, logo na primeira página, a seguinte manchete: “Remo, time macho, sim senhor!”. A expressão ficou famosa entre os torcedores que passaram a ecoar uma adaptação do cântico nos jogos: “Re-mo, Re-mo, time macho, sim senhor”.

No ano de 1955, em razão à comemoração do 50º aniversário de fundação do clube, o Leão trouxe a Belém o Beogradisk Sport Klub, de Belgrado (Iugoslávia), para uma série de três jogos contra os três grandes do futebol paraense. A partida contra o Clube do Remo ocorreu no dia 13 de fevereiro e terminou com um empate de 2 a 2.

Década de 1960[editar | editar código-fonte]

O Campeonato Paraense de 1960 demorou a terminar. A competição se iniciou no mês de maio, mas se prolongou até junho do ano seguinte. O próprio regulamento já proporcionava a disputa de um campeonato longo, porém uma decisão judicial agravou a situação.

Inicialmente, o Remo havia sido declarado campeão paraense ao derrotar o Avante, de Salvaterra (na época, distrito de Soure), em 19 de fevereiro de 1961, conquistando o 2º turno. Como havia vencido o 1º turno de forma invicta, automaticamente o Leão ficou com o título estadual.

Entretanto, o Paysandu entrou com um recurso no Tribunal de Justiça Desportiva, pedindo que fosse anulada a derrota de 3 a 1 para o Salvador Atlético Belenenses, ocorrida em 29 de outubro de 1960, pois este utilizara o jogador Dalmério Muniz da Luz irregularmente. O Belenenses foi multado em CR$ 1.000,00, além de perder dois pontos. Essa medida deixou o Paysandu com três pontos perdidos (antes eram cinco), ao lado de Clube do Remo e Avante, forçando uma nova disputa pelo 2º turno. O time bicolor foi campeão ao ganhar do Remo por 2 a 0 e do Avante por 4 a 1.

Dessa forma, Remo e Paysandu, vencedores do 1º e 2º turno, respectivamente, decidiram que ficaria com o título do campeonato em definitivo. Após empatarem em 2 a 2, na Curuzu, no dia 1º de junho de 1961, o Filho da Glória e do Triunfo derrotou o seu rival por 1 a 0, gol de Wálter, no Souza, três dias depois e a torcida azulina comemorou novamente a conquista do troféu estadual. A mídia esportiva destacou o fato: “Remo, Duplo Campeão”.

O título classificou o Remo para a terceira Taça Brasil de Futebol, organizada pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Eliminando o Moto Club-MA, o Leão Azul chegou às semifinais da Zona Norte, mas parou na forte equipe do Fortaleza-CE. No geral, o Remo terminou na oitava posição entre 18 clubes participantes, a melhor campanha de um time do Norte na história da competição.

Passado um período sem conquista, o Remo voltaria a sagrar-se campeão paraense no ano de 1964. A trajetória, porém, foi marcada difícil e marcada por um “desastre” ainda no 1º turno. No dia 20 de setembro, o Remo perdeu por 2 a 1 para o Liberato de Castro, o pior time do certame. Essa derrota provocou revolta na torcida, a queda do técnico Quiba - craque azulino nos anos 50 - e a renúncia de toda a diretoria, em 24 de setembro. Foi formada uma Junta Governativa, composta por Arlindo Miranda, Raul Valdez e Raimundo Farah, que permaneceu até o dia 30 de outubro, quando foi eleita a nova diretoria e o novo presidente, Rainero Maroja.

Nesse período, o Remo jogou os dois últimos jogos do 1º turno sob o comando de Sávio Ferreira, obtendo um empate com o Júlio César e uma derrota para o Paysandu. A nova diretoria trouxe o técnico Antoninho, famoso pelo trabalho nas categorias de base do Fluminense-RJ. A partir daí, o Remo não perdeu mais nenhum jogo, conquistando o 2º turno com quatro vitórias e derrotando a Tuna Luso Comercial na grande decisão do campeonato.

Como campeão, o Leão Azul disputou a sua segunda e última Taça Brasil, em 1965. Dessa vez, o Remo eliminou o Nacional-AM e o Sampaio Corrêa-MA, mas não conseguiu passar pelo Náutico-PE. Na classificação geral, ficou em nono colocado.

Em 1968, o Filho da Glória e do Triunfo ganhou o 10º título estadual invicto da sua história. Sob o comando de Danilo Alvim e com destacadas atuações da dupla de ataque Amoroso e Robilotta, o Remo não deu chances aos seus adversários. Foram nove vitórias em 10 jogos, sendo que o único empate foi justamente o resultado que sacramentou o título azulino: 2 a 2 contra o Paysandu em plena Curuzu, na data de 14 de julho de 1968.

No final do ano, a CBD pôs em disputa o 1º Torneio do Norte de Clubes. O Remo tomou parte juntamente com times do Pará, Amazonas, Maranhão e Piauí, sendo que estes dois últimos estados faziam parte do chamado Meio-Norte. Foram formados dois grupos com quatro clubes, sendo que os dois melhores colocados de cada grupo se enfrentariam nas semifinais, obedecendo ao seguinte cruzamento: 1º do G1 x 1º do G2 e 2º do G1 x 2º do G2.

Concluída a primeira fase e definidos os confrontos, o Remo desbancou o Nacional e chegou à decisão contra o Piauí que eliminou o Paysandu com duas vitórias.

A grande final ficou marcada por duas goleadas: Piauí 5 x 1 Remo, em Teresina (PI), Remo 4 x 1 Piauí, em Belém. Estes resultados forçaram a realização de uma terceira partida, disputada na capital paraense no dia 14 de fevereiro de 1969. Com gols de Adinamar, o Leão venceu o “Enxuga Rato” e confirmou o título de campeão do Norte, muito festejado pela torcida azulina.

Passados sete meses desde a grande conquista, a CBD organizou a segunda edição do torneio. A primeira fase apresentava um formato semelhante ao anterior: dois grupos, sendo que no grupo 1 estariam os times do Pará (Remo, Paysandu e Tuna) e Amazonas (Nacional e Olímpico) e o grupo 2 seria composto por equipes do Maranhão (Moto Club e Ferroviário) e Piauí (Piauí e Flamengo).

A diferença estava no modelo de disputa da fase final. Tratava-se de um quadrangular com os primeiros e segundos colocados dos grupos. Os classificados Remo, Nacional, Ferroviário e Flamengo jogaram entre si, em partidas de ida e volta. Ao final da competição, o Leão Azul somou mais pontos e, consequentemente, arrebatou o cetro de bicampeão do Norte. A campanha azulina registrou 16 jogos, 11 vitórias, três empates, duas derrotas, 28 gols marcados e 11 gols sofridos.

Década de 1970[editar | editar código-fonte]

Logo no início da década, o Clube do Remo conquistou um dos títulos mais importantes da sua história: o Campeonato Nacional Norte-Nordeste de 1971[20] . O Leão Azul já havia batido na trave duas vezes com os vices nos Torneios Norte-Nordeste de 1968 e 1969.

Inicialmente, o Remo teve que passar pelo Torneio Seletivo Paraense, que contava também com as participações de Paysandu, Tuna e Sport Belém. Em seguida, o adversário foi a Rodoviária-AM, na final da Taça Norte vencida pelo Leão com duas vitórias: 1 a 0 e 4 a 2.

A decisão interregional foi disputada contra o Itabaiana-SE, em duas partidas. A primeira ocorreu em Aracaju, no dia 5 de dezembro de 1971 e terminou empatada em 0 a 0. O resultado deixou os times em igualdade para a segunda e decisiva partida em Belém três dias depois.

No dia do jogo, mais de 10 mil pagantes[20] que compareceram ao estádio Evandro Almeida, presenciaram os gols de Robilotta aos 15 e 37 minutos do segundo tempo que deram a vitória do Clube do Remo, que foi intitulado pela Confederação Brasileira de Desportos como o “1º Campeão Nacional do Norte e Nordeste”.

A conquista deu direito ao Leão de disputar a final do 1º Campeonato Nacional de Clubes da 1ª Divisão, do qual foi vice-campeão ao perder o título para o Villa Nova-MG.

Em 1972, a CBD convidou o Remo para a disputa do Campeonato Nacional de Clubes. Pela primeira vez um time paraense figurava na elite do futebol brasileiro. O Leão foi o escolhido para representar o estado, pois, desde essa época, já detinha a maior torcida da região Norte, além de ser proprietário do único estádio capaz de receber públicos superiores a 20 mil pessoas, o Baenão que havia passado por reformas para aumentar a sua capacidade. O Remo disputou um total de 25 partidas, sendo cinco vitórias, 15 empates e cinco derrotas, que o classificou com um honroso 17º lugar. O destaque da grande equipe azulina foi o lateral-direito Aranha, que recebeu a Bola de Prata, promoção da revista Placar que premia os melhores jogadores do campeonato por posição.

A década foi marcada por dois tricampeonatos, os quais podem ser divididos em duas “eras” que levaram os nomes das duas maiores referências do Remo nessa época: os goleadores Alcino e Bira.

O primeiro tri veio com as conquistas invictas dos certames de 1973, 1974 (super-campeonato) e 1975, período marcado pela segunda maior invencibilidade azulina no Clássico Rei da Amazônia (24 partidas). Alcino foi o artilheiro nos em todas as edições, contribuindo para que caísse nas graças da torcida. Mas o Negão Motora, como era conhecido, não teria obtido tanto sucesso se não fosse a ajuda de craques como Dico, Rosemiro, Dutra, Cuca, Elias, Roberto, entre outros.

Com a venda de Alcino para o Grêmio-RS em 1976, o Remo trouxe o amapaense Bira para substituí-lo, que correspondeu à altura, se tornando uma peça importante na conquista de mais um três títulos estaduais em 1977, 1978 (invicto) e 1979. Bira foi o artilheiro nos certames de 1978 e 1979, sendo que neste último marcou 32 vezes, maior artilharia em uma edição de Campeonato Paraense da história.

O time-base azulino havia mudado, sem, no entanto, perder a qualidade técnica da primeira série de títulos, já que contava com jogadores do naipe de Édson Cimento (goleiro Bola de Prata em 1977), Luís Florêncio, Mêgo, Leônidas e Júlio César “Uri Gueller”.

Década de 1980[editar | editar código-fonte]

Na década de 1980, o Remo passou por um período de acúmulo de dívidas, que o deixaram um tempo longe das conquistas. Ainda assim, o Leão conseguiu chegar à final da Taça de Prata, ou Taça CBF, de 1984, mas terminou como 2º colocado perdendo a final para o Uberlândia-MG.

A competição reuniu 32 clubes e foi disputada inteiramente no sistema mata-mata. Na primeira fase, o Remo passou pelo Rio Negro-AM; na segunda, pelo Maranhão; nas quartas, pelo Operário-MS e em seguida pelo Internacional de Santa Maria-RS, até chegar à grande decisão contra o Uberlândia. Apesar do vice-campeonato, o Leão obteve o acesso ao Brasileiro Série A de 1985.

Em 1986, o Remo deu fim ao jejum de seis anos sem títulos estaduais, com a conquista do Campeonato Paraense na administração do presidente Hamilton Guedes. O curioso é que o Leão não conseguiu dar a tradicional volta olímpica após vencer a Tuna no dia 17 de agosto, já que a FPF não havia levado a taça para o estádio Mangueirão.

O caso foi esclarecido no dia seguinte. O governador Jader Barbalho havia mandado o coronel Hércules, chefe da Casa Militar, adquirir o troféu, mas, por motivos desconhecidos, tal ato acabou não ocorrendo. O troféu foi então providenciado e a diretoria azulina pôde obtê-lo na sede da FPF. Apesar da conquista, as dívidas aumentaram e o Remo ainda sofreu o rebaixamento no Brasileirão de 1986.

Essa situação pressionou o novo presidente azulino, Ubirajara Salgado, a investir nas categorias de base do clube. Eis que surge em 1988, o Esquadrão Cabano, denominação dada pela mídia ao time remista composto por jovens valores do clube. A ousadia de Ubirajara somada à contratações pontuais, trouxe resultados a curto prazo. Em 1989, o Leão Azul dava partida para mais um tricampeonato paraense. Na Série B do mesmo ano, o Remo ficou em 3º lugar, sendo eliminado pela forte equipe do Brangantino-SP nas penalidades máximas, após péssima arbitragem de José Roberto Wright, em Bragança Paulista (SP). Era retorno das grandes campanhas nacionais.

Década de 1990[editar | editar código-fonte]

Clemer, outro grande atleta do Remo na Década de Ouro.

Os anos 90 marcaram um período glorioso na história do Clube do Remo, que manteve uma hegemonia regional e obteve façanhas a nível nacional. Esse período foi tão inesquecível para o torcedor azulino que foi denominado de “A Década de Ouro”.

Logo em 1991, sob o comando de Valdemar Carabina, o Remo conquista mais um tricampeonato estadual. Ressalte-se que tanto esse título quanto o de 1989 foram arrebatados com campanhas invictas. Unindo-se as três temporadas, o Leão disputou 68 jogos, vencendo 51, empatando 15 e perdendo somente dois deles.

Mantendo a base vencedora, o Clube de Periçá tomou parte da sua segunda Copa do Brasil - a primeira havia sido no ano anterior e o Remo ficou na excelente sétima colocação. Inicialmente, o adversário azulino foi o Rio Branco-AC, eliminado com uma goleada de 4 a 1, no Baenão, após um 0 a 0 no primeiro confronto. Em seguida, o Leão passou pela equipe do Vasco da Gama, valendo-se do critério de gols marcados como visitante já que havia empatado as duas partidas (0 a 0 em Belém e 1 a 1 no Rio. Nas quartas-de-final, foi a vez do Vitória-BA sucumbir à força do elenco remista dentro de seus próprios domínios - tal qual o Vasco - ao empatar em 0 a 0 depois de perder o jogo de ida por 2 a 0. Infelizmente, nas semifinais o Leão não foi páreo para o Criciúma-SC de Luiz Felipe Scolari, que mais adiante ficaria com o título da competição. Ainda assim, a brilhante campanha realizada pelo Filho da Glória e do Triunfo nunca foi igualada por qualquer outro time do Norte na história da competição.

Em 1992, a CBF definiu que o sistema de acesso da Segunda Divisão daquele ano beneficiaria 12 dos 32 times participantes e que não haveria rebaixamento. O Remo realizou boa campanha e ficou no quinto lugar geral, conquistando, assim, a vaga para a Primeira Divisão de 1993, confirmada após a vitória de 2 a 1 sobre o Itaperuna-RJ, fora de casa, em 12 de abril. A volta dos jogadores a Belém foi muito festejada pelos torcedores.

Na elite, o Leão caiu na chave C, onde disputou 14 jogos. Como havia vencido oito partidas e empatado uma, o Remo somou 17 pontos (uma vitória valia dois pontos) e ficou em segundo lugar no seu grupo. Na fase seguinte, foi disputado um mata-mata contra a Portuguesa-SP, que contava com o meia Dener. Na primeira partida, o Leão goleou por 5 a 2, abrindo grande vantagem para o próximo confronto. Em São Paulo, mesmo perdendo por 2 a 0 em um jogo marcado por diversos incidentes, o Filho da Glória e do Triunfo passou para a fase final. Ao término do campeonato, o Remo foi o oitavo colocado, a melhor colocação de um time nortista no Brasileirão em todos os tempos. O time azulino tinha como formação básica: Luís Carlos; Marcelo Silva, Belterra, Mário César e Guilherme; Agnaldo, Biro-Biro, Edson Boaro (Giovanni) e Dema (Tarcísio); Mauricinho (Alex Dias) e Ageu.

Na temporada de 1994, o Remo tornou-se o primeiro e único clube da região a jogar na Europa, quando foi vice-campeão invicto do Torneio Internacional de Toulon, na França.

Em 1997, o Mais Querido sacramentou um dos seus maiores feitos: o pentacampeonato estadual, único da era profissional. A histórica conquista registrou 108 jogos, com 78 vitórias, 24 empates e apenas seis derrotas, com incríveis 250 gols marcados contra somente 51 sofridos. O último título veio com a vitória de 1 a 0 no Re-Pa disputado em 6 de junho de 1997. Os campeonatos de 1993 e 1995 foram arrebatados de forma invicta.

O período do penta também compreendeu os inesquecíveis 33 jogos de invencibilidade do Clube do Remo sobre o seu maior rival. Foram 21 vitórias e 12 empates em mais de quatro anos, que proporcionaram o maior tabu em número de jogos dentre os principais clássicos do país.

No ano de 1999, o Remo arrebatou o seu último título paraense no século XX que garantiu a sua soberania no estado. Em dez anos de disputa, o Filho da Glória e do Triunfo levantou impressionantes oito troféus, marca nunca igualada no futebol paraense. A conquista derradeira se deu no dia 11 de julho daquele ano, quando o Leão venceu o Paysandu no jogo decisivo por 1 a 0, gol de Ailton, o Predestinado.

Década de 2000[editar | editar código-fonte]

A virada do milênio começou bem para o Clube de Periçá. Em 2000, o Remo foi terceiro lugar do Módulo Amarelo da Copa João Havelange, colocação que lhe garantiu no Módulo Azul, no qual foi eliminado nas oitavas-de-final pelo Sport-PE. Conforme o regulamento da competição, o Leão deveria disputar a Série A de 2001, porém, através de uma “virada-de-mesa”, a CBF o impediu e beneficiou o Botafogo-SP.

O Remo voltaria a fazer uma boa campanha na Série B de 2003, terminando a fase inicial na terceira posição, atrás somente de Palmeiras-SP e Botafogo-RJ. Na fase seguinte o Mais Querido perdeu fôlego e não conseguiu o acesso, terminando a competição no quinto lugar geral (subiam duas equipes).

Em 2004, o Filho da Glória e do Triunfo sagrou-se bicampeão estadual. A conquista foi ainda mais especial por ter sido obtida com 100% de aproveitamento, feito inédito na história profissional do futebol paraense. O jogo que rendeu o título ocorreu no dia 4 de abril, um clássico contra o Paysandu em uma Mangueirão lotado com aproximadamente 50 mil pessoas. O Leão venceu por 2 a 0, gols de Gian e Rodrigo.

Infelizmente, o ano reservava ima ingrata surpresa. Na Série B, o Remo fez péssima campanha e terminou rebaixado para a Terceira Divisão de 2005, ano de seu centenário. Após perder o título estadual e ser eliminado melancolicamente da Copa do Brasil, o Remo estreou no grupo 3 do certame nacional no dia 31 de julho de 2005, empatando em 2 a 2 com o São Raimundo-RR, fora de casa. No reencontro com a torcida, dia 7 de julho mais de 26 mil pessoas empurraram o Leão na sua primeira vitória: 2 a 1 sobre o Abaeté-PA. Mais demonstrações como essa foram sendo observadas no decorrer da competição e o Leão terminou a primeira fase líder do seu grupo, que contou ainda com o São José-AP.

Na fase eliminatória, o Remo foi superando seus adversários um a um. No primeiro mata-mata, passou pelo Tocantinópolis-TO em um confronto inesquecível para a torcida azulina. Em seguida, foi a vez do conhecido Abaeté sucumbir ao Mais Querido, em duas belas e equilibradas partidas. Finalmente, o Remo passou pelo Nacional-AM antes de chegar à fase final.

Foi então formado um quadrangular juntamente com Novo Hamburgo-RS, América-RN e Ipatinga-MG. Após cinco jogos, o Remo chegou à rodada final, dia 20 de novembro, precisando vencer os gaúchos para garantir o acesso. E ela veio por intermédio de Maurílio e Capitão, autores dos tentos que deram a vitória ao Clube do Remo por 2 a 1. Luís Gustavo diminuiu para o Novo Hamburgo. No outro jogo da rodada, mineiros e potiguares empataram em 1 a 1, em Minas Gerais. Este resultado proporcionou, além do acesso para a Série B de 2006, o primeiro título nacional do Filho da Glória e do Triunfo.

Na Segundona, após um primeiro turno pífio, o Remo se recuperou na segunda metade do campeonato e ficou na 12ª posição, se livrando do rebaixamento na penúltima rodada com uma goleada de 3 a 0 sobre o São Raimundo-AM, no Baenão lotado. No ano seguinte, mesmo sendo campeão paraense, o Leão não teve a mesma sorte e terminou rebaixado novamente para a Série C.

Assim como em 2007, o Remo iniciou o Campeonato Paraense de 2008 muito mal, tanto que ficou somente em sétimo lugar no primeiro turno. Entretanto, os azulinos realizaram campanha impecável no returno e chegaram à final contra o Águia de Marabá. No dia 29 de junho, o Leão venceu por 2 a 1 e tornou-se bicampeão paraense. Nacionalmente, mais um insucesso: o Remo foi eliminado na segunda fase da Série C, ocupando a 28ª colocação na classificação geral. Dessa forma, teria que disputar a vaga para a recém-criada Série D, na temporada seguinte, através do estadual. A partir daí iniciava o pior momento da história azulina.

Em 2009, o Remo não conseguiu se classificar para a Quarta Divisão, cabendo ao São Raimundo-PA representar o futebol paraense – mais tarde, a equipe santarena seria consagrada com o inédito título. Já em 2010, o Remo conquistou a vaga na condição de terceiro colocado do Parazão, mas foi eliminado nas oitavas-de-final pelo Vila Aurora-MT.

Década de 2010[editar | editar código-fonte]

A luta azulina no certame estadual continuava. Na temporada de 2011, novamente o Remo ficou sem série, sendo eliminado pelo Independente-PA. Em 2012, chegou à final do Campeonato Paraense, mas deixou escapar o título para o Cametá. Entretanto, a equipe cametaense desistiu de disputar a Série D alegando problemas financeiros e o Remo herdou a vaga. Porém, assim como dois anos antes, o Leão parou de novo nas oitavas para outra equipe mato-grossense, o Mixto. Em 2013, voltou a ficar de fora da disputa nacional, dessa vez para o Paragominas-PA.

Para o ano de 2014, o Remo fez pesados investimentos, tanto é que montou um plantel cuja folha salarial beirava os R$ 550 mil, alta para os padrões do futebol paraense. Dentro de campo, entretanto, o time não empolgava em parte pela atuação do técnico Charles Guerreiro, alvo de críticas da torcida. Ainda assim, foi campeão da primeiro turno. Todavia, a eliminação fatídica na Copa do Brasil derrubou Guerreiro e em seu lugar assumiu interinamente Agnaldo de Jesus, ídolo do Clube do Remo nos anos 90 e técnico do título 100% de 2004, justamente nas semifinais da Copa Verde no qual acabou sendo eliminado pelo rival Paysandu. Novo revés na competição regional forçou a contratação de Roberto Fernandes, que comandou o time azulino até o título do Campeonato Paraense após seis anos. Na Série D, o filme se repetiu: outra vez nas oitavas, o Remo não passou do Brasiliense-DF.

No ano de 2015 o clube começou o Campeonato Estadual de forma desastrosa, perdendo os dois primeiros jogos do certame. Não conseguindo se recuperar e sendo eliminado precocemente do 1º turno. Com a também eliminação precoce do rival, o Remo assistiu a um time do interior do Estado e concorrente direto à única vaga paraense na Série D do Campeonato Brasileiro, levantar o troféu da Taça Cidade de Belém, obrigando o Leão Azul a vencer o Segundo turno e o Estadual, para não ficar sem calendário. Foi o que aconteceu. O Remo foi de 4 pontos no 1º turno a 24 pontos no restante da competição, vencendo o segundo turno e a Taça Açaí (Final Estadual), se sagrando o Campeão Paraense de 2015 e o dono da vaga paraense na Série D ... Outra virada sensacional ocorreu na Copa Verde. O Remo havia perdido o primeiro jogo da Semifinal por 2x0, diante do maior rival, mas se superou na partida de volta, vencendo pelo mesmo placar e levando a vaga nos pênaltis. Porém, na final da Copa Verde, o Leão foi surpreendido pelo Cuiabá. Depois de bater o time mato-grossense por 4x1 na primeira partida, o Remo foi goleado por 5x1 na Partida de volta, na Arena Pantanal. Tendo, assim, que se contentar com o Vice-Campeonato do Torneio e adiando mais uma vez o sonho de disputar uma competição internacional (Copa Sul-Americana).

Títulos e resultados marcantes[editar | editar código-fonte]

INTERNACIONAIS
Competição TÍTULOS Temporadas
Venezuela

Brasil Espanha

Torneio de Caracas (Pequena Taça do Mundo) 1 1950
Competição VICES Temporadas
FIFA Logo (2010).svg França Torneio Internacional de Toulon (FRA) 1 1994
(Em 2002 a FIFA deu reconhecimento ao torneio)
NACIONAIS
Competição TÍTULOS Temporadas
Troféu erie c.jpg Campeonato Brasileiro - Série C 1 2005
Competição VICES Temporadas
B Series Brazilian Championship Trophy.png Campeonato Brasileiro - Série B 2 1971 e 1984
REGIONAIS
Competição TÍTULOS Temporadas
WikiCup Trophy Gold.png Campeonato Norte-Nordeste 1 1971
Trophy(transp).png Torneio do Norte 3 1968, 1969 e 1971
Competição VICES Temporadas
WikiCup Trophy Gold.png Torneio Norte-Nordeste 2 1968 e 1969
Trophy(transp).png Copa Verde 1 2015
Trophy(transp).png Copa Norte 1 1997
ESTADUAIS
Competição TÍTULOS Temporadas
Brasão do Pará.svg Campeonato Paraense 44 1913Cscr-featured.png/1914Cscr-featured.png/1915Cscr-featured.png/1916/1917Cscr-featured.png/1918Cscr-featured.png/1919Cscr-featured.png, 1924Cscr-featured.png/1925/1926, 1930, 1933Cscr-featured.png, 1936, 1940, 1949/1950, 1952Cscr-featured.png/1953/1954, 1960, 1964, 1968Cscr-featured.png, 1973Cscr-featured.png/1974Cscr-featured.png/1975Cscr-featured.png, 1977/1978Cscr-featured.png/1979, 1986, 1989Cscr-featured.png/1990/1991Cscr-featured.png, 1993Cscr-featured.png/1994/1995Cscr-featured.png/1996/1997, 1999, 2003/2004Cscr-featured.png, 2007/2008, 2014/2015.
Pará Campeonato Paraense (LEP) 1 1932
Pará Taça Cidade de Belém 2 2004 e 2014
Pará Taça Estado do Pará 5 2004, 2007, 2008, 2012 e 2015
Pará Torneio Início do Pará 14 1920/1921/1922/1923, 1925, 1928, 1934, 1939, 1945, 1952, 1955/1956, 1959 e 1964
Pará Torneio Paraense Seletivo à Série B 2 1971 e 1984
Competição VICES Temporadas
Pará Campeonato Paraense 32
HONRARIAS
Temporadas
Brasão do Pará.svg Campeão Paraense do Século XX 1908 - 2000
OUTROS INTERNACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Suriname Torneio Internacional do Suriname 4 1940, 1981, 1984 e 1999
Brasil Torneio Internacional de Belém 2 1975 e 1981
Venezuela Taça Excursão à Caracas 1 1981
INTERESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
ParáxCeará Torneio Pará-Ceará 1 1994
ParáxMaranhão Torneio Pará-Maranhão 1 1977
ParáxGoiás Torneio Pará-Goiás 1 1972
Bahia Torneio Quadrangular de Salvador 1 1967 (PA, BA, RJ, RS, SP, PE)
CBD.png Torneio Quadrangular de Belém 1 1954
INDIVIDUAIS
Premiação Prêmios Temporadas
Silver football ball.svg Bola de Prata 2 1972 (Aranha, lateral-direito) e 1977 (Édson Cimento, goleiro)
Emblem of PASO.svg Gold medal america.svg Ouro nos Jogos Pan-Americanos (futebol masculino) 1 1975 (Rosemiro)

Lateral-direito do Clube do Remo campeão pan-americano pela Seleção Brasileira de Futebol

CAMPANHAS DE DESTAQUE
Competição Total Temporadas
Cbf brazilian championship trophy 02.svg 7º colocado no Campeonato Brasileiro - Série A 1 1993

(melhor campanha da região Norte)

CBF Brazilian Cup.png Semifinalista da Copa do Brasil 1 1991

(melhor campanha da região Norte)

B Series Brazilian Championship Trophy.png Vice-campeão do Campeonato Brasileiro - Série B 2 1971 e 1984
WikiCup Trophy Gold.png Vice-campeão do Torneio Norte-Nordeste 2 1968 e 1969
Trophy(transp).png Vice-campeão da Copa Verde 1 2015
Trophy(transp).png Vice-campeão da Copa Norte 1 1997
FIFA Logo (2010).svg França Vice-campeão do Torneio de Toulon (FRA) 1 1994

(em 2002, a FIFA reconheceu o torneio como oficial)

Categorias de base
SUB-20
Competição Títulos Temporadas
WikiCup Trophy Gold.png Copa Norte 2 2013Cscr-featured.png e 2014
Pará Campeonato Paraense 4 2004, 2008, 2011 e 2014
Pará Copa Metropolitana 1 2009
Pará Taça Adidas Pará 1 2012
SUB-17
Competição Títulos Temporadas
Pará Campeonato Paraense 2 2005 e 2010
Pará Taça Cidade de Belém 2 2009 e 2010
Pará Copa Sesi 1 2010
SUB-16
Competição Títulos Temporadas
Adidas Logo.svg

Brasil-Argentina-Paraguai

Adidas Cup 1 2010
SUB-15
Competição Títulos Temporadas
Pará Campeonato Paraense 3 2003, 2006 e 2008
SUB-13
Competição Títulos Temporadas
Pará Campeonato Paraense 2 2007 e 2009

Cscr-featured.png Campeão Invicto

*OBS: em algumas publicações, o Torneio Internacional de Caracas de 1950 aparece como a primeira edição da Pequena Taça do Mundo, o que é um equívoco já que se trata de uma espécie de precursor do mundialito. O próprio Clube do Remo não se intitula campeão da Pequena Taça do Mundo de 1950 e sim campeão do Torneio Internacional de Caracas de 1950.[21]

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Participações[editar | editar código-fonte]

Participações em 2015
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Pará Campeonato Paraense 101 Campeão (44 vezes) 1913 2015
Brasil Campeonato Brasileiro 16 7º colocado (1993) 1961 2000 1
Série B 21 Vice-campeão (1971 e 1984) 1971 2007 3 2
Série C 2 Campeão (2005) 2005 2008 1
Série D 4 10º colocado (2012) 2010 2015
Copa do Brasil 24 Semifinal (1991) 1990 2015

Últimas dez temporadas[editar | editar código-fonte]

Brasil Brasil Centro-Norte Pará Pará
Ano Campeonato Brasileiro Copa do Brasil Copa Verde Campeonato Paraense
Div Pos Pts J V E D GP GC Fase Máxima Fase Máxima Div Pos
2006 B 12º 46 38 13 7 10 50 60 2F 1D
2007 B 19º 36 38 10 6 22 53 70 1D
2008 C 28º 17 12 4 5 3 19 15 1F 1D
2009 D Não classificado 2F 1D
2010 D 16º 13 8 3 4 1 10 6 2F 1D
2011 D Não classificado 1D
2012 D 10º 19 10 6 1 3 22 19 2F 1D
2013 D Não classificado 1F 1D
2014 D 14º 15 10 4 3 3 17 13 1F SF 1D
2015 D Em disputa 1F F 1D


Legenda:
     Campeão.
     Vice-campeão.
     Eliminado na semifinal.
     Classificado à Copa Libertadores da América pela campanha no Campeonato Brasileiro.
     Classificado à Copa Libertadores da América pelo título da Copa do Brasil ou Copa Libertadores.
     Classificado à Copa Sul-Americana.
     Rebaixado à divisão inferior.
     Promovido à divisão superior.

Retrospecto internacional[editar | editar código-fonte]

Eusébio veio a Belém com o Benfica, em 1968, para enfrentar o Clube do Remo em amistoso realizado no estádio Baenão. O placar final do confronto foi 1x1.

Em toda a sua história, o Clube do Remo já realizou 76 partidas internacionais, obtendo 45 vitórias, 20 empates, 11 derrotas, 172 gols marcados e 66 gols sofridos.

Dentre os adversários que o Leão Azul enfrentou, 13 são Suriname, 8 da Venezuela, 4 da Holanda, 3 da Guiana Francesa, 2 da França, 2 de Portugal, 2 do Uruguai, 2 da Iugoslávia, além das seleções de Bucareste/Romênia, Uruguai, Etiópia, Suriname e Caiena[22] .

  • Primeira partida:
Remo Brasil 2 x 1 Suriname Marimburg, 1940 (Paramaribo, Suriname)[23] .
  • Última partida:
Remo Brasil 1 x 0 Etiópia Etiópia, 10 de agosto de 2014, estádio Baenão (Belém, Pará)[24] .
  • Maior goleada:
Remo Brasil 21 x 0 França Combinado francês, 1945 (Belém, Pará).
OBS.: essa também é a maior goleada da história do Clube do Remo[25] .

Confrontos contra seleções[editar | editar código-fonte]

Na sua história, o Clube do Remo já disputou jogos contra diversas seleções, sejam elas nacionais, estaduais ou municipais. Dentre as seleções estrangeiras que já enfrentaram o Leão Azul estão a do Suriname, Bucareste/Romênia e Caiena. O principal jogo contra uma seleção estadual aconteceu no dia 17 de outubro de 1928, quando o Remo goleou por 5 a 1 a seleção do Ceará, que disputou o Campeonato Brasileiro de Seleções daquele ano[26] .

As partidas mais marcantes vieram na década de 1970. Entre os anos de 1972 e 1973, o Clube do Remo realizou três partidas contra a seleção brasileira olímpica, todos no estádio Evandro Almeida, com uma vitória para cada lado e um empate. O triunfo azulino contra os “olímpicos” veio no dia 9 de março de 1973, gol de Alcino aos 35 minutos do primeiro tempo[27] .

Apesar de não ser tido como válido, vale ressaltar o amistoso de inauguração do estádio Mangueirão, em 4 de março de 1978, quando a seleção paraense goleou a seleção uruguaia por 4 a 0. Detalhe é que do elenco que compôs a seleção paraense, nove jogadores eram do Remo – Édson Cimento, goleiro; Marinho, lateral-direito; Dutra e Darinta, defensores; Aderson, volante; Mesquita e Leônidas, meias; Bira e Júlio César, atacantes –, um da Tuna – Zuza, lateral-esquerdo – e um do Paysandu – Bacuri, volante[28] .

Uniforme[editar | editar código-fonte]

Desde que surgiu, o Clube do Remo apresenta o azul-marinho e o branco como suas cores oficias. Sendo assim, os uniformes principais de todas as modalidades adotam o azul-marinho como cor predominante, invertendo-se a ordem nos uniformes secundários. Curiosamente, a camisa utilizada pelo time em sua primeira partida de futebol possuía listras horizontais.

Atualmente, a Umbro é a responsável por fornecer os uniformes utilizados pelos atletas azulinos. A qualidade empregada pela tradicional marca inglesa na confecção do material de jogo é tanta que a camisa oficial do Clube do Remo na temporada 2013 foi eleita pelo site Goal como a mais bonita do Brasil e uma das dez mais do mundo.[29]

Uniformes de jogo[editar | editar código-fonte]

  • 1º - Camisa com azul-marinho, calção e meias brancas;
  • 2º - Camisa branca, calção e meias azul-marinho.
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1º Uniforme
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2º Uniforme

Outras temporadas[editar | editar código-fonte]

  • 2014
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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2013
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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2012
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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2011
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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2010
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme
  • 2009
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1º Uniforme
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2º Uniforme
  • 2008
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1º Uniforme
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2º Uniforme
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3º Uniforme

Camisa do Centenário[editar | editar código-fonte]

Em comemoração aos 100 anos do clube, a Finta lançou uma linha exclusiva e limitada de camisas douradas com detalhes em azul-marinho. Vale-se ressaltar que o maior jogador de futebol de todos os tempos, Pelé, quando veio jogar em Belém em 1965, vestiu o manto sagrado azulino.

Camisas retrô históricas[editar | editar código-fonte]

No ano de 2009, a RemoStore, em parceria com a marca esportiva Pieri Sports, lançou o seu primeiro modelo retrô homenageando o tricampeonato paraense de 1924, 1925 e 1926. Em 2011, foi lançada uma camisa réplica da utilizada pelo time azulino nos anos 80.

Mais recentemente, no dia 2 de agosto de 2012, a loja oficial do Clube do Remo lançou um modelo alusivo ao ano de 1971, quando o Filho da Glória e do Triunfo foi campeão do Norte e Nordeste. Trata-se de uma cópia idêntica às camisas utilizadas pelo elenco azulino, em especial o craque Alcino, maior ídolo da história remista. A camisa traz a inscrição “Campeão Norte-Nordeste 1971”, abaixo do escudo do clube.

Cronologia do material esportivo[editar | editar código-fonte]

Patrocinadores[editar | editar código-fonte]

Temporada 2014:

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Atualizado em 27 de maio de 2015.

Legenda:

  • Capitão: Atual capitão
  • Lesionado: Jogador contundido
  • Prata da casa: Prata da casa


Goleiros
Jogador
Brasil Fernando Henrique
Brasil Fabiano
Brasil Cesar Luz
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Max Capitão Z
Brasil Ciro Sena Z
Brasil Raphael Andrade Z
Brasil Yan Prata da casa Z
Brasil Igor João Prata da casa Z
Brasil Henrique Z
Brasil Levy LD
Brasil George Lucas LD
Brasil Alex Ruan Prata da casa LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Dadá V
Brasil Ilaílson V
Brasil Ameixa Prata da casa V
Brasil Felipe Macena V
Brasil Chicão V
Brasil Nadson Prata da casa V
Brasil Biro Prata da casa V
Brasil Eduardo Ramos M
Brasil Ratinho M
Brasil Juninho M
Atacantes
Jogador
Brasil Rafael Paty
Brasil Aleílson
Brasil Silvio Prata da casa
Brasil Edicleber Prata da casa
Brasil João Victor
Brasil Welthon
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Cacaio T
Brasil Márcio Rocha AS
Brasil Agnaldo de Jesus AS
Brasil Robson Melo PF
Brasil Nicolau Barros PF
Brasil Carlos Edson Damasceno TG
Brasil Nasser TG
Brasil Erick Cavalcante FT
Brasil José Sena MA


Tranferências para 2015[editar | editar código-fonte]

Emprestado.: Jogadores emprestados

Volta de Empréstimo.: Jogadores que voltam de empréstimo

Fim de contrato.: Jogadores que saíram após o fim do contrato

Ídolos[editar | editar código-fonte]

Ao longo dos 109 anos do Remo, alguns jogadores, pela própria condição de craques e/ou por sua empatia com a apaixonada torcida azulina, foram por esta eternizados como ídolos.

O Clube do Remo coleciona um vasto elenco de ídolos, aos quais a torcida azulina reverencia ou porque foi testemunha das qualidades que justificam o reconhecimento, ou porque a memória histórica justifica a homenagem.

Goleiros
Brasil Adriano
Brasil Bracali
Brasil Clemer
Brasil Dico
Brasil Édson Cimento
Brasil Florisvaldo
Brasil Francelísio
Suriname François
Brasil Gilberto
Brasil Jorge Baleia
Brasil Luiz Carlos
Brasil Rafael
Uruguai Véliz
Laterais
Brasil Aranha
Brasil Cuca
Brasil Evandro Almeida
Brasil Luís Florêncio
Brasil Marcelo Silva
Brasil Marquinhos Belém
Brasil Marinho
Brasil Nelinho
Brasil Pedrinho
Brasil Rosemiro
Zagueiros
Brasil Belterra
Brasil Chico Monte Alegre
Brasil Darinta
Brasil Diego Barros
Brasil Dutra
Brasil Lulu
Brasil Mendes
Brasil Pagani
Brasil Socó
Volantes
Brasil Aderson
Brasil Agnaldo
Brasil Dema
Brasil Elias
Brasil Serginho
Brasil Sitotheau
Meias
Brasil Alex Oliveira
Brasil Artur
Brasil Gian
Brasil Maico Gaúcho
Brasil Mesquita
Brasil Rogério Belém
Brasil Mesquita
BrasilEduardo Ramos
Atacantes
Brasil Ageu Sabiá
Brasil Alcino
Brasil Amaral
Brasil Amoroso
Brasil Bira
Brasil Dadinho
Brasil Edil
Brasil Júlio César
Brasil Landu
Brasil Luciano Viana
Brasil Marinheiro
Brasil Neves
Brasil Periçá
Brasil Peri
Brasil Rangel
Brasil Robilotta
Brasil Rubilar


Maiores artilheiros[editar | editar código-fonte]

Colocação Jogador Posição País Gols
Dadinho Centroavante brasileiro 163 Gol marcado
Alcino Centroavante brasileiro 159 Gol marcado
Quiba Centroavante brasileiro 154 Gol marcado
Mesquita Meia brasileiro 132 Gol marcado
Bira Centroavante brasileiro 115 Gol marcado

Grandes treinadores[editar | editar código-fonte]

Jogadores estrangeiros[editar | editar código-fonte]

  • Em construção
  • Uruguai Véliz – A primeira competição disputada pelo uruguaio no clube paraense foi o campeonato estadual de 1945. O futebolista passou 12 anos defendendo a meta azulina, conquistando 5 títulos paraenses (1949, 1950, 1952, 1953 e 1954), três vice campeonatos estaduais (1947, 1951 e 1956), um Torneio Quadrangular de Belém (1954), entre outros títulos de menor expressão. Segundo dados não oficiais, Véliz foi o jogador que mais vezes vestiu a camisa do Remo em toda a história. O goleiro se fixou na camisa 1 como um muro de concreto no solo, se tornando um profissional reverenciado por todos, idolatrado pela massa azulina. Encerrou a carreira de jogador no Remo em 1956.
  • Suriname François – Em 1961 o Remo foi fazer uma excursão no Suriname, jogar alguns jogos amistosos pelo país. O então goleiro azulino Arlindo não pode viajar e François, que era empregado da Surinam Airways foi oferecido por um gerente da companhia aérea, que tinha certa influência no Filho da Glória e do Triunfo. Como não havia ônus algum, a diretoria do clube aceitou, afinal, se o arqueiro não fosse competente o suficiente, não voltaria com a delegação para o Brasil. François brilhou na excursão e provou ser um goleiro do mais alto nível, ficando no Remo por mais de uma década. Além de colecionar títulos e defesas impressionantes, François fez as mais diversas funções dentro do clube.
  • Uruguai Hector de los Santos – Atacante uruguaio de 1976.
  • Argentina Frontini – Iniciou sua carreira no Mogi Mirim. Apesar de nascido na Argentina, a família Frontini veio para o Brasil quando o pequeno Carlos ainda era uma criança. Apesar de ter passado por vários clubes no início de carreira, o jogador ganhou destaque no Campeonato Paulista de 2005 atuando pelo Marília, quando figurou entre os artilheiros da competição, chamando a atenção do Santos. Durante sua passagem pelo Santos, Frontini mostrou o desejo de se naturalizar brasileiro, apesar de serem remotas as chances de defender a seleção brasileira. No segundo semestre de 2010, assinou com o Clube do Remo para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro.

Rivalidades[editar | editar código-fonte]

Re-Pa[editar | editar código-fonte]

O maior rival do Remo é o Paysandu Sport Club, com quem faz Clássico Rei da Amazônia ou Re-Pa, o maior da região Norte. O primeiro jogo ocorreu em 14 de junho de 1914 e terminou com vitória remista por 2 a 1. Nenhum outro confronto no mundo foi disputado tantas vezes quanto este[30] . Ver estatísticas abaixo:

  • Jogos: 733.
  • Vitórias do Remo: 256.
  • Vitórias do Paysandu: 228.
  • Diferença a favor do Remo: 28 vitórias.
  • Empates: 249.
  • Total de gols: 1 853.
  • Gols do Remo: 932.
  • Gols do Paysandu: 928.
  • Diferença a favor do Remo: 4 gols.
  • Maior goleada do Remo: 7 x 2, em 5 de março de 1939.
  • Maior público: 64 010 presentes (59 613 pagantes), em 29 de abril de 1979.
  • Maior arrecadação: R$ 1 172 030,00 (38 193 pagantes), em 3 de março de 2013.

Último jogo considerado: Remo 2 x 1 Paysandu, final da Taça Estado do Pará 2015 (2º turno do Campeonato Paraense), em 26 de abril de 2015.

O Re-Pa na história do Parazão
  • Jogos: 334.
  • Vitórias do Remo: 118.
  • Vitórias do Paysandu: 104.
  • Empates: 115.
  • Gols do Remo: 395.
  • Gols do Paysandu: 400.

Último jogo considerado: Remo 2 x 1 Paysandu, final da Taça Estado do Pará 2015 (2º turno do Campeonato Paraense), em 26 de abril de 2015.

O tabu de 33 jogos

De 31 de janeiro de 1993 a 7 de junho de 1997, o Clube do Remo impôs o inesquecível tabu de 33 jogos sem perder para o seu maior rival, o Paysandu, sendo 21 vitórias e 12 empates. Segundo a revista Placar (setembro de 2007), essa foi a maior série de invencibilidade, em número de jogos, entre os maiores clássicos do futebol brasileiro.

Remo versus Tuna Luso[editar | editar código-fonte]

Remo x Tuna é outro clássico da cidade de Belém, o segundo mais importante do Pará. O primeiro confronto aconteceu em 15 de novembro de 1931. Tratava-se de um amistoso que terminou empatado em 0 a 0.

Ver estatísticas abaixo:

  • Jogos: 462.
  • Vitórias do Remo: 209.
  • Vitórias da Tuna Luso: 129.
  • Empates: 124.
  • Gols do Remo: 721.
  • Gols da Tuna Luso: 564.
  • Maior goleada do Remo: 7 x 0, em 17 de maio de 1959.

No Campeonato Paraense: 225 jogos, 103 vitórias do Remo (354 gols), 58 vitórias da Tuna Luso (261 gols) e 64 empates.

Último jogo considerado: Remo 0 x 0 Tuna Luso, amistoso, 6 de julho de 2014.

Partidas históricas[editar | editar código-fonte]

Remo 0 x 0 Guarany (PA). 21 de abril de 1913. Campo da Praça Floriano Peixoto (Belém, PA).

Primeira partida da história do Clube do Remo.

Remo 4 x 1 Guarany (PA). 13 de maio de 1913. Campo da Praça Floriano Peixoto (Belém, PA).

Primeira vitória do Clube do Remo. O primeiro gol da história foi marcado por Rubilar.

Remo 4 x 1 União Sportiva. 14 de julho de 1913. Campo da Praça Floriano Peixoto (Belém, PA).

Primeiro jogo e primeira vitória no Campeonato Paraense. O Remo terminaria como campeão invicto desse ano.

Remo 2 x 1 Paysandu. 14 de junho de 1914. Estádio da firma Ferreira & Comandita (Belém, PA).

A estreia do até então Grupo do Remo no Campeonato Paraense de 1914 foi justamente contra o time que se tornaria seu maior rival no futebol, o recém-fundado Paysandu. O primeiro Clássico Rei da Amazônia também marcava a inauguração do estádio da firma Ferreira & Comandita, alugado pela Liga Paraense de Foot-Ball. Cerca de dois mil torcedores - maioria remista - estiveram presentes no histórico confronto. O Grupo do Remo venceu com gols de Bayma (contra) e Antonico; Mateus marcou o tento bicolor. Era o início do clássico mais disputado do mundo.

Remo 3 x 1 Panther Clube. 2 de setembro de 1917. Estádio do Clube do Remo (Belém, PA).

O jogo válido pelo Campeonato Paraense de Futebol marcou a estreia do Clube do Remo em seu estádio, o futuro Evandro Almeida (Baenão), inaugurado em 15 de agosto de 1917.

O Rei Pelé vestiu uniforme do Remo, num amistoso em 1965 entre Remo e Santos.
Remo 4 x 9 Santos (SP). 29 de abril de 1965. Estádio Evandro Almeida (Belém, PA).

Na temporada de 1965, o Clube do Remo trouxe pela primeira vez a Belém a poderosa equipe do Santos, cuja maior estrela era, sem dúvida, Pelé. O craque santista estava no auge da carreira e foi recebido com muita festa pela população e imprensa paraense. Mesmo jogando com apenas dois titulares - o restante do elenco estava em uma excursão pela Amazônia - o Leão chegou a estar na frente do placar, mas Pelé fez grande atuação e ajudou a sua equipe a vencer por 9 a 4, marcando cinco gols.

Todavia, o resultado não desanimou os torcedores. Afinal, tiveram o privilégio de presenciar um ato memorável: antes do início da partida, às 21h30, Pelé entrou em campo trajando a camisa do Clube do Remo, juntamente com um buquê de flores (homenagem da diretoria azulina), para a surpresa e euforia da torcida. Este episódio ficou marcado como a noite em que o Rei do Futebol vestiu o manto sagrado azul-marinho.

Remo 1 x 1 Benfica (POR). 8 de agosto de 1968. Estádio Evandro Almeida (Belém, PA).

Em 1968, a diretoria do Clube do Remo convidou o Benfica para um amistoso. Gigante do futebol europeu, a equipe portuguesa era o atual campeão nacional e foi base da seleção portuguesa que ficou em terceiro lugar na Copa do Mundo de 1966. Além disso os águias contavam com Eusébio, o Pantera Negra, considerado o maior jogador português de todos os tempos e um dos maiores do futebol mundial.

Os momentos que antecederam o confronto foram marcados pelas homenagens de ambas as equipes. O Benfica chegou a entregar as faixas de campeão paraense aos jogadores remistas e Eusébio vestiu a camisa principal do Clube do Remo em respeito ao Filho da Glória e do Triunfo. Mesmo com toda fama do adversário, o Leão Azul honrou o futebol paraense e obteve um empate histórico de 1 a 1. Torres marcou para o Benfica e Amoroso para o Remo.

Vitória (BA) 0 x 0 Remo. 9 de novembro de 1972. Estádio Fonte Nova (Salvador, BA).

Primeira partida de uma equipe nortista na Primeira Divisão do Campeonato Brasileiro.

Flamengo (RJ) 1 x 2 Remo. 25 de outubro de 1975. Maracanã (Rio de Janeiro, RJ).

O Leão vinha mal na segunda fase do Campeonato Brasileiro. Em seis jogos, foram cinco derrotas e um empate. Diante da péssima campanha do Remo, a mídia esportiva do Rio de Janeiro já contava com a vitória flamenguista. O Jornal dos Sports chegou a publicar a manchete "Flamengo x Remo: 8 + 3 = 11", contabilizando os pontos do provável triunfo rubro-negro. Motivados pelo descrédito geral, os jogadores azulinos fizeram grande partida e venceram por 2 a 1, gols de Alcino e Mesquita, a equipe de Zico, Júnior, Rondinelli e cia. O Galinho marcou o gol carioca. Essa partida entrou para a história como a primeira vez que um time paraense venceu no lendário Maracanã, o "maior do mundo".

No dia seguinte, o mesmo Jornal dos Sports publicou: "Mengo errou a conta: 11 - 3 = 8".

Remo 5 x 2 Paysandu. 7 de setembro de 1976. Estádio Evandro Almeida (Belém, PA).

A ocasião marcou o maior público já registrado na história do Baenão: 33 487 pessoas viram a goleada azulina no clássico válido pelo Campeonato Brasileiro.

Remo 2 x 0 Operário (MS). 20 de fevereiro de 1978. Estádio Mangueirão (Belém, PA).

O Campeonato Brasileiro de 1977 virou o ano. Remo e Operário faziam grandes campanhas e ambos estavam na luta pela única vaga para a semifinal da competição. Inicialmente, esta partida seria disputada em 12 de fevereiro daquele ano, no Baenão. Porém, no dia do jogo, 29 934 pessoas superlotaram o estádio azulino, que não aguentou tamanha pressão e teve um de seus muros desabado, paralisando a partida aos 22 minutos do primeiro tempo.

Naquela época, o Mangueirão estava em fase final de construção. O governador Aloísio Chaves vistoriou o estádio e determinou que ele poderia receber o tão importante confronto. Em 20 de fevereiro, uma gigantesca massa de torcedores invadiu o "Colosso do Benguí" proporcionando um dos maiores, se não o maior, públicos do futebol paraense em todos os tempos. As estimativas dão conta de que cerca de 50 mil pessoas estiveram presentes naquela segunda-feira, entretanto há relatos de quem ali havia muito mais gente.

Na partida, o Remo iniciou arrasador. Logo aos quatro minutos, Mego abriu o placar a favor dos azulinos, o primeiro gol da história do estádio. A partir daí o que se viu foi um grande duelo. O Operário buscava incessantemente o empate. Já o Remo, o segundo gol para dar mais tranquilidade. E ele veio, aos 42 minutos do segundo tempo. Novamente Mego, em tarde inspirada, faz um golaço e dá números finais à partida. Foi com essa vitória espetacular que o Filho da Glória e do Triunfo inaugurou, ainda que extraoficialmente, o maior estádio da região Norte e, de quebra, ainda estreava as suas duas traves.

Vitória (BA) 0 x 0 Remo. 25 de abril de 1991. Estádio Barradão (Salvador, BA).

Segundo jogo das quartas-de-final da Copa do Brasil de 1991. No primeiro duelo, 18 de abril, o Remo venceu por 2 a 0, gols de Edil Braddock e Tiago a abriu grande vantagem. No jogo de volta, o Clube de Periçá segurou o empate sem gols e garantiu a sua classificação para a semifinal. Nunca uma equipe nortista chegou tão longe na história da competição.

Remo 3 x 1 Paysandu. 7 de maio de 1997. Estádio Mangueirão (Belém, PA).

Fazia 32 jogos em que o Remo não sabia o que era derrota em clássicos contra o seu maior rival. Entretanto, o Leão passava por um crise interna, ocasionada pela perda do título da Copa Norte de 1997, três dias antes, que culminou com a demissão do técnico Luisinho. Diante dessa situação, o volante Agnaldo Seu Boneco e o zagueiro Belterra, as maiores referências do time azulino, tomaram a responsabilidade para si. No dia do confronto, ambos exerceriam o papel de orientar a equipe ao mesmo tempo em que jogavam.

O Paysandu vencia por 1 a 0. Os jogadores/treinadores resolveram deixar o time ainda mais ofensivo, colocando em campo impressionantes cinco atacantes. Em ataque total, o Clube do Remo fez três gols em apenas 11 minutos e, dessa forma, conquistou o título do primeiro turno do Parazão - deixando-o ainda mais próximo do pentacampeonato -, além de manter o histórico tabu. Aos bicolores, restava lamentar mais uma tentativa frustrada de pôr fim à invencibilidade azulina.

CRB (AL) 1 x 2 Remo. 30 de outubro de 1999. Estádio Rei Pelé (Maceió, AL).

Na Série B de 1999, os três representantes do Pará, Remo, Paysandu e Tuna chegaram à última rodada da competição com sérias chances de rebaixamento. Ao Leão Azul não importava outro resultado que não fosse a vitória e foi com esse pensamento que o time azulino viajou até Maceió (AL) para enfrentar o CRB. No dia do jogo, o time alagoano saiu na frente, mas Júlio César empatou aos 30 minutos do primeiro tempo. Na segunda etapa, o Mais Querido lutava para marcar mais um gol. Quando o relógio marcava 35 minutos, o lateral-direito Anderson cobra um escanteio e Scott, de cabeça, manda a bola para o fundo das redes, decretando a vitória e a salvação azulina.

O repórter da Rádio Clube do Pará Paulo Caxiado, em momento de grande emoção, nomeou o gol como "O Gol da Santinha", já que a cidade de Belém estava no período de festividade do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses. Curiosamente, antes desse jogo, o Remo ainda não havia ganho uma partida sequer longe de seus domínios. Apenas o Filho da Glória e do Triunfo conseguiu honrar o futebol do Pará naquele certame.

Remo 4 x 1 Tocantinopólis (TO). 18 de novembro de 2005. Estádio Mangueirão (Belém, PA).

O Remo teria pela frente um tarefa complicada. Como havia perdido o jogo de ida do primeiro mata-mata da Série C de 2005 por 2 a 0, o Leão precisaria vencer por três ou mais gols de diferença se quisesse passar direto.

Na data da partida, a torcida azulina, que já espantava o Brasil, deu mais uma prova de fanatismo e lotou o Mangueirão. Empurrado pelo Fenômeno Azul, o Clube do Remo conseguiu fazer dois gols no primeiro tempo. No segundo, porém, o que todos temiam aconteceu. Aos 21 minutos, o time tocantinense diminuiu o placar e dificultou ainda mais a vida do Leão. Em um lance na entrada da área, a bola sobra para o zagueiro azulino Magrão que a chuta, ela desvia em um atleta adversário e entra para o fundo das redes, incendiando a partida. Pouco tempo depois, o juiz marca pênalti a favor do Remo, mas Emerson perde para a decepção geral dos torcedores.

A situação era desesperadora, mas o Leão não desistia. Após um lançamento, Landu, fazendo jus ao apelido de Locomotiva, parte em incrível arrancada da intermediária e consegue chegar antes do goleiro do Tocantinópolis, sendo derrubado dentro da grande área. Nova penalidade para o time remista. O centroavante Osny assume a responsabilidade e bate de forma indefensável, aos 40 minutos. O Leão fazia 4 a 1 e estava classificado para a fase seguinte. Esse jogo foi inesquecível e ficou guardado na memória do torcedor como um dos mais emocionantes já vistos.

Novo Hamburgo (RS) 1 x 2 Remo. 20 de novembro de 2005. Estádio Santa Rosa (Novo Hamburgo, RS).

Última rodada do quadrangular final da Série C de 2005 que definiria quem ascenderia à Segundona do ano seguinte. O Remo somava sete pontos contra oito do Ipatinga (MG) e nove do América de Natal (RN). Só a vitória interessava ao Mais Querido.

O jogo decisivo do Clube do Remo seria longe de sua torcida. Após um primeiro tempo sem gols, o Leão Azul volta do intervalo arrasador e faz 1 a 0 já aos três minutos através do atacante Capitão. Aos 29', Maurílio amplia o placar. Luís Gustavo chegou a descontar para o Novo Hamburgo, de pênalti, mas não impede a vitória azulina. O placar garantia o acesso para o Clube do Remo. Porém, o empate de 0 a 0 entre Ipatinga e América beneficiou o Filho da Glória e do Triunfo que sagrou-se campeão brasileiro da Série C de 2005, coroando o ano do centenário com a conquista do primeiro título nacional de sua história. Uma festa nunca antes vista parou a cidade de Belém, que continuou no dia seguinte com a chegada dos campeões no aeroporto tomado por uma multidão azul-marinho.

Patrimônio[editar | editar código-fonte]

Ao longo de sua existência, o Clube do Remo construiu um patrimônio imobiliário digno do seu tamanho e que hoje é utilizado para desenvolver atividades relacionadas ao dia-dia do clube assim como de seus sócios e atletas.

Tudo isso possibilita praticar as atividades esportivas tanto amadoras quanto profissionais em seu próprio espaço, como por exemplo, a natação no parque aquático, o vôlei, o basquete e o futsal no Ginásio Serra Freire e assim por diante. A estes se juntam ainda o Estádio de Futebol Evandro Almeida, popularmente conhecido como Baenão, a Sede Náutica que da fundo para a baía do Guajará, local de treinamentos dos atletas de Remo e é claro a sede social onde funciona as atividades administrativas do Clube.

Tem ainda o que muitos considerariam como o maior e mais bonito patrimônio do Clube, a torcida, também conhecida como Fenômeno Azul. As dimensões são inimagináveis, não se sabe ao certo a quantidade mais entre tantas pesquisas já realizadas sempre foi apontada como a maior do estado, estando ainda entre as maiores do Brasil. Fato que comprova isso foi à média alcançada durante a disputa do Campeonato Brasileiro de Futebol da Série C onde a torcida atingiu a maior média de público entre todos os outros módulos do campeonato.

Sede náutica[editar | editar código-fonte]

A sede náutica azulina está localizada no bairro da Cidade Velha, berço de Belém, cercada por monumentos históricos da cidade como o Forte do Presépio, a Casa das Onze Janelas e a Igreja da Sé, com fundos para a baía do Guajará.

O terreno e o prédio onde funciona a sede foram alugados por integrantes do Grupo do Remo, junto à Intendência Municipal, em 1905[31] . A inauguração se procedeu no dia 1º de outubro, quando foi efetuado o batismo e o lançamento ao mar da primeira embarcação do clube, uma baleeira denominada “Tibiriçá”.

O contrato de aluguel durou até 1908, quando os azulinos não conseguiram renová-lo, gerando uma crise interna dentro do clube que culminou com a sua extinção no em 14 de fevereiro [32] . Três anos mais tarde, o Cordão dos Onze conseguiu alugá-la mais uma vez [33] .

Em 7 de março de 1923, a sede foi adquirida em definitivo pelo Clube do Remo, que iniciou um período de reformas até 1925, sendo inaugurada no dia 12 de abril. Durante muito tempo, essa também serviu como sede social do clube, assim como serviu de garagem de barcos de regata, ainda hoje existente no térreo do prédio, e local para a prática de diversas atividades como caratê, defesa pessoal, ginástica e dança clássica.

Trata-se de um imóvel com 9,70 metros de frente por 68,70 metros de comprimento, tendo três níveis de piso, sendo o primeiro com uma área igual a 580 m², o segundo com 496 m² e o terceiro com 60 m². A sede comporta em sua estrutura uma mini-academia, com aparelhos básicos de musculação para os atletas e garagem para os barcos do clube.

Estádio[editar | editar código-fonte]

O estádio Evandro Almeida foi inaugurado em 15 de agosto de 1917, na comemoração do aniversário de 6 anos de reorganização. Inicialmente, o Baenão, como é popularmente conhecido, tinha capacidade para apenas 2 500 pessoas. Com o passar do tempo, o futebol foi se popularizando entre os paraenses, especialmente nos torcedores do Clube do Remo, tornando o Beanão obsoleto.

Após várias reformas estruturais (1935 e 1962), a capacidade do estádio aumentou para cerca de 20 mil espectadores fazendo com que fosse o único do Pará com condições de abrigar jogos do Campeonato Brasileiro de Futebol a partir de 1972, já que o Mangueirão ainda não havia sido construído.

Atualmente o Baenão tem capacidade para 17 518 azulino mais encontra-se interditado sem condições de receber jogos. O nome do estádio foi uma homenagem ao grande atleta e dirigente do clube, Evandro de Melo Almeida, falecido em 1964.

  • Para visualizar alguns jogos marcantes, clique em anexo.

Sede social[editar | editar código-fonte]

O Clube do Remo apresenta como sua sede social um belíssimo imóvel de 3.275m², localizado na Av. Nazaré, centro de Belém. Denominada de "Palácio Azul", lá é oferecida aos sócios e torcedores, uma imensa estrutura que permite a prática de várias atividades esportivas assim como recreativas. A sede social do Clube do Remo foi construída onde antes era o prédio do Sport Club do Pará. O imóvel foi adquirido em 11 de agosto de 1938 em um leilão e custou 150 contos de reis, na administração do Dr. Adriano Guimarães. Passou por ereformas no ano de 1942. Em 1955 o prédio foi totalmente reconstruído pelo engenheiro Arthur Carepa e seu amigo e auxiliar José Heimar Lacerda, sendo entregue em 1959.

A sede apresenta dois andares: no térreo funcionam as atividades administrativas do clube, empresas terceirizadas e o Senadinho Everaldo Martins, fundado em março de 1983, local destinado aos encontros de abnegados, conselheiros, diretores e companheiros. No pavimento superior, o Salão Social, utilizado para solenidades e festas. Na entrada da sede ficam expostos os inúmeros troféus já conquistados pelo Remo nas mais variadas modalidades esportivas. O local oferece ainda restaurante, salão de jogos, bar, lanchonete e o salão Antônio Tavernard, onde ficam os grandes armários que guardam um dos maiores tesouros do Remo: seus troféus.

Como anexo se apresenta o Ginásio Serra Freire, onde são realizadas as atividades de futsal, vôlei e basquete pelos atletas do clube e o parque aquático onde acontece os treinamentos dos atletas da natação e do nado sincronizado. O acesso para a sede social, assim como para o parque aquático acontece sempre pela Av. Nazaré, para o ginásio em dias de competições a entrada acontece pela Av. Braz de Aguiar.

Parque aquático[editar | editar código-fonte]

O parque aquático azulino funciona dentro da sede social do clube, localizada na Av. Nazaré. Foi inaugurado em 1º de fevereiro de 1959, pela Comissão de Construção, custando cerca de CR$3 milhões. No total são três piscinas, sendo duas com dimensões semi-olímpicas e uma destinada a natação infantil. Por lá são realizadas três modalidades esportivas, a natação, hidroginástica e o nado sincronizado. No espaço funciona ainda o departamento administrativo de natação, uma casa de bombas para o tratamento da água utilizada nas piscinas, academia e vestiários.[34]

Ginásio[editar | editar código-fonte]

O ginásio do Remo foi inaugurado em 31 de julho de 1963. Na época, a sua construção, comandada pelo engenheiro Evandro Bonna, foi considerada um marco da engenharia paraense. Para se ter uma idéia, a sua cobertura possuía o maior arco laminado da América Latina.

Denominado oficialmente de Serra Freire – homenagem a um remista histórico, com larga folha de serviços prestados ao clube – o ginásio possibilitou o desenvolvimento dos esportes de quadra do Clube do Remo, que coleciona inúmeras conquistas no basquete, vôlei e futsal. O ginásio comporta ainda vestiários, salas administrativas e um prédio comercial com dois pavimentos.

O Serra Freire está em anexo à sede social azulina, porém a sua entrada se dá pela Av. Braz de Aguiar, justamente para evitar o percurso por dentro da sede, com destino à quadra poliesportiva. Em 2014, foi reinaugurado após a realização de reformas em sua estrutura, como a substituição da arquibancada original de madeira da região por concreto, a revitalização da quadra principal, de banheiros, vestiários, pintura, entre outras melhorias.

Remo Store[editar | editar código-fonte]

Em 26 de maio de 2009, o Clube do Remo inaugurou a sua loja oficial, a Remo Store, fruto da parceria fechada com a empresa Gol Store, localizada na sua sede social, em Nazaré, 962[35] . No final de 2012, uma segunda loja foi aberta, esta no estádio Evandro Almeida, para aumentar a oferta de produtos licenciados ao torcedor azulino.

Torcida[editar | editar código-fonte]

Originalmente, o Leão Azul nasceu voltado para a prática do remo, esporte muito praticado principalmente da elite paraense no início do século 20, fazendo com que a agremiação tornar-se a preferência clubistíca entre as famílias dos chamados “barões da borracha”. Com a inclusão do futebol em 1913, iniciando uma histórica sequência de sete títulos consecutivos, o Clube do Remo foi aos poucos atingindo outros segmentos da sociedade paraense, contribuindo para o rápido crescimento do número de simpatizantes. Prova disso foi a pesquisa realizada pelo jornal A Vanguarda, em 1947, que condecorou o Clube do Remo como o “Mais Querido da Cidade”, alcunha pela qual o clube é conhecido até hoje.

A votação durou mais de dois meses. Durante esse período, os leitores preenchiam cupons, publicados no jornal, com o nome do time de sua preferência e os depositavam em urnas espalhadas pela cidade. No dia 4 de dezembro de 1947, foi feita a apuração dos votos e o Clube do Remo foi considerado vencedor com 43 038 votos, cabendo ao Paysandu o segundo lugar com 39 639 votos e a Recreativa Bancrévea em terceiro com 26 429. A votação registrou 53 clubes em toda a capital paraense. Como prêmios, o Clube do Remo recebeu o bronze “A Província do Pará” e 3 000 tijolos da Fábrica Cerâmica da Cidade Limitada.

Na década de 1970, a conceituada Placar, elegeu os clubes de maior torcida em cada estado brasileiro e novamente o Leão Azul confirmou a sua supremacia no Pará. Os anos 90 contribuíram ainda mais para o aumento de torcedores azulinos, em função dos grandes feitos do clube nesse período: oito títulos estaduais (dentre eles um pentacampeonato), grandes campanhas nacionais e supremacia no Clássico Rei da Amazônia (o histórico tabu de 33 jogos sem perder para o maior rival).

Entretanto, a partir da década de 2000, o Clube do Remo começou a entrar em um período turbulento em sua história com sucessivos fracassos em competições nacionais como a queda para a Série C de 2005, além de que há sete anos o clube tenta a classificação para a Série D, obtendo êxito apenas em 2010 e 2012.

Apesar das dificuldades, a torcida azulina, ao contrário das expectativas, só fez aumentar. Prova disso foi o IBOPE que classificou o Clube do Remo como o segundo maior do Norte e o 16º do Brasil no ranking de maiores torcidas do país[36] , além de ser o nortista que mais cresce entre os torcedores na faixa de 10 a 15 anos, superando clubes como Botafogo-RJ, Fluminense-RJ e Coritiba[37] . Na capital Belém, o Remo concentra sua maior torcida[38] . Atualmente, a torcida azulina varia entre 1 milhão a 2 milhões.

O Fenômeno Azul[editar | editar código-fonte]

O Clube do Remo não é conhecido apenas pelo tamanho de sua torcida, mas também pelos seus fanáticos torcedores. A maior demonstração desse fanatismo foi em 2005, quando o Leão disputava pela primeira vez a Série C. A torcida azulina deu show nas arquibancadas do estádio Mangueirão, conquistando a fantástica média de 30.869 torcedores por partida, a maior do Brasil, superando clube como Flamengo-RJ, Corinthians-SP e Atlético-MG. O apelido de Fenômeno Azul foi dado pelo repórter da Rádio Clube do Pará, Paulo Caxiado que faz a cobertura do dia-a-dia do Remo[39] .

No jogo contra a equipe do Nacional no dia 16 de outubro de 2005, mais de 45 000 pessoas compareceram ao Mangueirão. Tamanha grandiosidade supreendeu até o técnico do time adversário, o ex-jogador da Seleção Brasileira de Futebol Luís Carlos Winck que fez uma declaração emocionada sobre o Fenômeno Azul:

"É inacreditável. Isso aqui nem parece a Terceira Divisão. Parece público de Copa do Mundo!"

Quando disputou novamente a Série C em 2008, o Remo teve a segunda maior média de público com 13 366 torcedores por partida. O Leão é ainda o dono das maiores médias nos Campeonatos Paraenses (2010, 2011 e 2012). Segundo matéria do globoesporte.com, o Clube do Remo chegou a ter a sexta maior média do Brasil em 2012 [40] .

Torcidas organizadas[editar | editar código-fonte]

De acordo com o livro Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, a primeira torcida organizada do Clube do Remo foi criada em 1967. Tratava-se de uma charanga, que instituiu o grito de guerra “Remo, Remo, Clube Macho sim senhor!”. O chefe da torcida era o torcedor Rui Pereira, filho do ex-presidente azulino, Jarbas Pereira. O segundo chefe foi José Alencar, o terceiro foi Edilson Dantas, e o quarto foi José Miranda.

Nos anos 70, a principal torcida azulina era a Sangue Azul, extinta anos mais tarde. No dia 12 de outubro de 1985, surgia a tradicional Trovão Azul, famosa pela sua bateria. A Piratas Azulinos surgiu em 12 de outubro de 1986, no bairro do Guamá.

Em março de 1989 fundou-se a Remista, antiga Remoçada, a maior organizada azulina atualmente, donde parte a maioria dos cânticos e coreografias. Seu lema é “Porque amor e paixão pelo Clube do Remo são eternos”.

Em 1999, moradores do bairro Cidade Nova 6 fundaram a Pavilhão 6 (“A Rebelião Azulina”), cujo nome é a junção do número do bairro com a palavra “pavilhão” retirada do hino oficial do Clube do Remo. Apesar de mais nova, a Leões da Real, criada em 2004, ficou conhecida pela sua organização e o apoio a campanhas em prol do Remo.

Existem outras organizadas menores, mas que também sempre marcam presença nos jogos do Leão Azul como: ARTUTA, Amigos Azulinos, Império Azul, Remo Chopp, Metal Remo, Ver-o-Remo, formada por feirantes do Ver-o-Peso, Guamazulinos, composta por torcedores de São Miguel do Guamá, Remosat, composta por torcedores do conjunto Satélite e a Remulher, voltada para o público feminino. Há também a Camisa 33, em alusão ao histórico tabu no Clássico Rei da Amazônia na década de 90, que não se caracteriza como uma torcida organizada, mas sim como uma barra-brava, famosa por cantar durante o jogo inteiro, mesmo em situações adversas.

Nação Azul[editar | editar código-fonte]

Nação Azul é o nome do projeto de "sócio-torcedor" do Clube do Remo. Criado em 2009 o projeto visa buscar uma maior proximidade entre o clube e o torcedor mais ainda não fluiu como o esperado.[41]

Escola de samba[editar | editar código-fonte]

A Embaixadores Azulinos é uma escola de samba oriunda da comunidade da Sociedade Cultural do Pará Luiz Otávio Cardoso dos Santos (Socult), fundada em 1983. A Embaixadores é a representante da torcida do Clube do Remo no carnaval de Belém. Em 2008, sagrou-se campeã do grupo 3, conquistando o seu segundo título, com o samba-enredo “Socult é jubileu, é história... São 25 anos de glória”. Em 2015, a Embaixadores Azulinos, levou a avenida do samba o Enredo: Paulo Caxiado: A voz que estremece a Amazônia e Enaltece o Leão!, conquistando o 3º Lugar no grupo de Acesso a Elite do carnaval Praense.

Diretoria[editar | editar código-fonte]

[42]

  • Presidente: Pedro Minowa
  • Vice-presidente: Henrique Custódio
  • Diretor Geral: -
  • Diretor de Futebol: Claudio Bernardo
  • Diretor do Baenão: -
  • Diretor de Patrimônio e Sede Social: Ângelo Valente.
  • Vice-presidência do Setor Jurídico: Nelson Tupinambá.
  • Diretor Financeiro e Administrativo: Hamilton Bordalo.
  • Nação Azul: João Mata.
  • Gestor de esporte: Del Filho.

Presidentes[editar | editar código-fonte]

Esportes olímpicos[editar | editar código-fonte]

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Olympic rings with white rims.svg

Swimming pictogram.svg Natação[editar | editar código-fonte]

A natação azulina carrega a alcunha de "Natação Campeã". O clube é reconhecido nacionalmente como um dos mais tradicionais, do país, na modalidade. Já revelou inúmeros atletas de prestígio para a seleção brasileira, a exemplo de Leonardo de Deus.

A natação do Clube do Remo despontou para o cenário esportivo no ano de 1969 quando 6 atletas foram convocados para disputar pela Seleção Brasileira o IV Jogos Desportivos Luso Brasileiro que viria ser realizado em Belém foram eles: Domingos Ferreira, Érika Maria Figueiredo, Maria das Mercês Nery, Carlos Duarte Reimão, Lourival Videira de Souza e Ocimar de Mesquita (in memoriam).

Domingos Ferreira dos Santos, foi o primeiro nadador azulino a conquistar um título nacional pelo esporte aquático na cidade de Pelotas (RS), em 1969, ao vencer as provas de 100 e 400m nado livre. Ferreira também conquistou o 2º lugar nos 100m nado borboleta e no revezamento 4x100. Atualmente é treinador de natação do clube.

De lá para cá o clube passou a figurar entre os primeiros lugares em importantes competições, o que deu ao Remo o Slogan de "Natação Campeã". Mesmo com o passar do tempo, o alto nível da natação se manteve graças ao trabalho de base com as categorias mirim e petiz, que no estado são quase que imbatíveis.

Títulos e convocações vieram como forma de reconhecimento. Na galeria dos grandes nadadores azulinos se destacam 26 campeões brasileiros e 9 campeões sul-americanos.

A natação azulina é coordenada pelo Denat (Departamento de Natação) inaugurado em 9 de agosto de 1992. Em 15 de agosto de 2010, o ambiente foi adaptado com galeria de troféus, secretária, gerência, coordenação técnica, sala de reunião e espaço médico. O Denat é responsável pela construção da Praça Periçá, inaugurada em 15 de agosto de 2009, em homenagem ao grande nadador azulino, falecido sete dias depois de ter participado de uma prova de mergulho na baía do Guajará, realizada em 16 de maio de 1921.

Principais conquistas
MUNDIAIS
Competição Medalhas de Ouro Gold medal america.svg
Terra.png Campeonato Mundial 3[43]
CONTINENTAIS
Competição _ Medalhas de Ouro Gold medal america.svg
Flags of the Union of South American Nations.gif Campeonato Sulamericano 10[44]
NACIONAIS
Competição _ Medalhas de Ouro Gold medal america.svg
Brasil Campeonato Brasileiro 45[45]
Brasil Campeonato Brasileiro Universitário 6

Cinco medalhas de Igor Bezerra (2005/2006) e uma de Eduardo dos Santos (2012)

SELEÇÃO BRASILEIRA
Competição Ano Atleta Campeão
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Mundial - (Madri/Espanha) 1986 Clube do remo.png Mônica dos Anjos Costa de Rezende
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Sulamericano - (Santiago/Chile) 2005 Clube do remo.png Bruna Moraes de Carvalho (Juvenil)
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Sulamericano - (Lima/Peru) 2001 Clube do remo.png Thiago Abreu (Juvenil)
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Sulamericano - (Lima/Peru) 2001 Clube do remo.png Luis Fernando Rodrigues (Juvenil)
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Sulamericano - (Maldonado/Uruguai) 1983 Clube do remo.png Mônica dos Anjos Costa de Rezende
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Sulamericano - (Maldonado/Uruguai) 1983 Clube do remo.png André Roberto Corrêa Pereira
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Sulamericano - (São Paulo/Brasil) 1979 Clube do remo.png Anne Grace Corrêa Conceição
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Sulamericano - (São Paulo/Brasil) 1979 Clube do remo.png Andréa Corrêa Souza
Olympic rings with white rims.svg Campeonato Sulamericano - (São Paulo/Brasil) 1979 Clube do remo.png Pedro Paulo Ferreira do Amaral
RECORDES PELA SELEÇÃO BRASILEIRA
Índice Ano Atleta/Competição
Olympic rings with white rims.svg Novo Recorde Sulamericano (100m Nado Costas) 1986 Clube do remo.png Mônica dos Anjos Costa de Rezende / Campeonato Mundial - (Madri/Espanha)
REGIONAIS
Competição Títulos Temporada/Categoria
Mapa das Regiões Norte e Nordeste do Brasil.svg Campeonatos Norte-Nordeste 14 Festival CBDA Correios Norte/Nordeste de Clubes (Mirim e Petiz) Troféu Kako Caminha: 9 (1994, 2000, 2001, 2004, 2005, 2007, 2008, 2008 e 2011)

Troféu Walter Figueiredo Infantil à Sênior: 3 (1994, 2000 e 2004)

Troféu Kako Caminha (Infantil): 2 (1993 e 1994)

Brazil Region Norte.svg Copa Amazônia 11 (1998, 1999, 2000, 2001, 2003, 2004, 2005, 2006, 2009, 2011 e 2012)
ESTADUAIS
Competição Categoria Títulos
Pará Campeonatos Paraense Absoluto 23
Pará Campeonatos Paraense Piscina Curta 6
O Campeonato Paraense de Piscina Curta teve 6 edições (2002/2003/2004/2005/2006), todas vencidas pelo Clube do Remo
Pará Campeonatos Paraense Velocidade 3
O Campeonato Paraense de Velocidade teve 3 edições (1999/2000/2001), todas vencidas pelo Clube do Remo
Pará Campeonatos Paraense Junior 25
Pará Campeonatos Paraense Juvenil 25
Pará Campeonatos Paraense Infantil 28
Pará Campeonatos Paraense Mirim 32
Pará Campeonatos Paraense Classes 1

Olympic pictogram Football.png Futsal[editar | editar código-fonte]

Futsal pictogram.svg

No Pará, o futebol de salão surgiu na década de 1950, sendo o primeiro campeonato realizado em 1956. Entretanto, o Clube do Remo só passou a praticar a modalidade no início dos anos 70. Após anos em branco, o futsal azulino viria comemorar seu primeiro título estadual somente em 1986, na categoria adulta, em uma final histórica. Com público recorde de oito mil pessoas no ginásio do curso de Educação Física da Universidade do Estado do Pará, o Leão venceu a Tuna por 2 a 1 e ficou com a taça.

A conquista pioneira estimulou o clube a investir nas categorias de base. Esse fato foi essencial para que o Remo passasse a protagonizar o futsal paraense, arrebatando a maioria dos campeonatos organizados pela Fefuspa (Federação de Futebol de Salão do Pará).

Em 2004, a equipe sub-20 do Leão terminou em 2º lugar na Taça Brasil de Clubes, disputada em Fortaleza (CE), após perder para a equipe da Ulbra-RS. No ano seguinte, foi a vez do sub-17 realizar grande campanha e ficar com o bronze, em Belo Horizonte (MG). Nesta mesma categoria, o Clube do Remo foi campeão da VI Taça Brasil Correios de Futsal Masculino 1ª Divisão, seu maior título, conquistando também o acesso à Divisão Especial, no qual ficou no surpreendente terceiro lugar em 2013.

O futsal azulino também foi responsável pela revelação do craque Giovanni que fazia parte da equipe mirim remista de 1984.

Principais conquistas
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Brasil Taça Brasil de Futsal Sub-17 - 1ª Divisão 1 2012
Brasil Talents Cup Sub-15 1 2014
Brasil Talents Cup Sub-13 1 2014
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Pará Seletiva para a Liga Norte de Futsal 1 2014
Pará Campeonato Paraense Principal 3 1986, 1993 e 2006
Pará Campeonato Paraense Pré-Mirim 5 1995, 1996, 1997, 2000 e 2002
Pará Campeonato Paraense Mirim 7 1989, 1990, 1993, 1998, 1999, 2002 e 2003
Pará Campeonato Paraense Infantil 9 1988, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996, 1998, 1994 e 2002
Pará Campeonato Paraense Infanto 7 1988, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998 e 2000
Pará Campeonato Paraense Juvenil 8 1989, 1994, 1995, 1996, 1997, 1998, 2002 e 2003
Pará Campeonato Paraense Veterano (Master) 7 1990, 1992, 1993, 1994, 1995, 1996 e 2009
Pará Campeonato Paraense Sub-9 6 2005, 2006, 2008, 2012, 2013 e 2014
Pará Campeonato Paraense Sub-11 8 2004, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2012 e 2013
Pará Campeonato Paraense Sub-13 9 2004, 2005, 2006, 2008, 2009, 2011, 2012, 2013 e 2014
Pará Campeonato Paraense Sub-15 6 2005, 2006, 2011, 2012, 2013 e 2014
Pará Campeonato Paraense Sub-17 5 2005, 2007, 2008, 2011 e 2012

Olympic pictogram Basketball.png Basquete[editar | editar código-fonte]

O Clube do Remo é o segundo maior vencedor Campeonato Paraense de Basquete. No entanto, é o clube paraense com as conquistas mais significativas fora do Estado do Pará

O momento atual do basquete paraense não atravessa uma boa fase. Jogos com públicos pífios e sem muitas expectativas são resultado da falta de iniciativas, públicas e privadas, em trazer de volta o esporte que no passado era sinônimo de ginásios lotados e grandes equipes.

A equipe azulina de basquete conquistou 28 títulos estaduais na categoria masculina adulto em toda a sua história, com destaque para a conquista em 1938, cujo elenco formado pelos jogadores Osvaldo Ribas, José Augusto, Dantas Brasil, Alcindo Nóvoa da Costa, Newton Lemos e Victal Porto. Treinador: João Eduardo Secco. O Remo é o único clube no estado que foi heptacampeão paraense na categoria adulto masculino, feito conquistado entre os anos de 1959 e 1965. Os únicos jogadores que participaram de todos os títulos eram Sérgio Paiva e Guilherme Maia. Durante o período, o Remo disputou 49 partidas, vencendo 40 e perdendo apenas 9.

Elencos campeões:

  • 1959 - Sérgio Paiva, Manolo, Raulien, Horta, Aspirina, Carvalho, Guilherme, Paulo, Edir Góes, Maia e Câmara. Treinador: João Braga de Farias Júnior;
  • 1960 - Sérgio Paiva, Raulien, Carvalho, Manolo, Aspirina, Horta e Carvalho;
  • 1961 - Manolo, Ségio Paiva, Roulien, Gallego, Euclides, Horta e Carvalho;
  • 1962 - Edir Góes, Guilherme, Manolo, Sérgio Paiva, Raulien, Basinho, Horta, Euclides Góes. Treinador: João Braga de Farias Júnior;
  • 1963 - Nélson Maués, Manolo, Sérgio Paiva, Raulien, Euclides Góes, Paulo Mota, Tó, Maurício, Bazinho e Carvalho. Treinador: João Braga de Farias Júnior;
  • 1964 - Ségio Paiva, Euclides Góes, Nelson Maués, Guilherme, Maia, Edir Góes, Haroldo Maués, Tó, Dizé, Raulien e Paulo Mota. Treinador: João Braga de Farias Júnior;
  • 1965 - Ségio Paiva, Guilherme, Euclides Góes, Bazinho, Tó, Nélson Maués, Bené II, Haroldo Maués, Cláudio, Dizé e Carvalhinho. Treinador: Roberto Santos.

O título mais importante do basquete azulina veio em 2002, quando o Clube do Remo sagrou campeão da Copa Brasil Norte de Basquete, torneio que teve chancela da Confederação Brasileira de Basketball (CBB). A grande final foi decidida em Macapá (AP) contra a equipe da Sociedade Esportiva e Recreativa São José, uma das maiores forças da região no esporte. Os amapaenses ganhavam a partida por 68 a 67, até que o jogador azulino Luis Pinho acertou uma cesta de 3 pontos, em uma bola arremessada do meio quadra, quando faltava 4 segundos para o fim da partida. A cesta garantiu a vitória e o título, o que o credenciou a participar da Supercopa dos Campeões, ficando injustamente em quinto lugar – poderia ser em terceiro caso tivesse passado pelo desconhecido Univila, do Espírito Santo.

Principais conquistas
NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Brasil Torneio Interestadual de Basquete 1 1980*
REGIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Brazil Region Norte.svg Copa Brasil Norte de Basquete 1 2002
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Pará Campeonato Paraense 28 1938, 1939, 1940, 1948, 1949, 1950, 1959, 1960, 1961, 1962, 1963, 1964, 1965, 1970, 1971, 1972, 1973, 1977, 1978, 1982, 1983, 1984, 1991, 1993, 1995, 2001, 2002 e 2014

*OBS: Além do Clube do Remo, o torneio contou com as participações do Pinheiros-SP, Jary de Monte Dourado, Tuna e Paysandu.

Rowing pictogram.svg Remo[editar | editar código-fonte]

Essa modalidade é tratada de maneira muito especial, tanto pelo clube, quanto por sua imensa torcida, pelo fato de ela remeter às origens do glorioso Clube do Remo.

O remo sempre foi tradição no clube, não é a toa que a fundação foi graças ao esporte, que em 1905 era a paixão dos brasileiros. A conquista mais importante da regata azulina veio no ano de 1934. Com o título do troféu Lauro Sodré, (campeonato paraense), o Remo conseguiu a posse definitiva do valioso troféu que hoje ocupa lugar de destaque na galeria da sede social.

Troféu Lauro Sodré

O troféu mais valioso da história do setor náutico azulino é o Lauro Sodré, conquistado no ano de 1934. Entre 1917 e 1934, o troféu era dado ao campeão da prova “Yole com Quatro”, sem que algum clube tomasse a sua posse definitiva, fato que só ocorreria quando alguma equipe ganhasse a prova por três vezes seguidas. Até então o Remo já havia sido vencedor em nove oportunidades (1917, 1918, 1921, 1923, 1926 e 1929). Foi quando o famoso “Leão Marinho” se saiu vitorioso nas regatas da prova realizadas nos anos de 1931, 1933 e 1934 (em 1932 não houve disputa), sempre a bordo do barco “Tuchaua”, e tomou a posse definitiva do valioso troféu, que ocupa lugar de destaque na sede social. O troféu simboliza um gladiador defendendo uma mulher e uma criança, pesa 45 quilos, têm 60 centímetros de altura e 25 de largura. A estatueta foi construída na França por Jaeger.

Na primeira base do trófeu em frente e no meio, há uma placa de prata em que se lê a seguinte inscrição: 1917 - Campeonato Oficial de Remo do Estado do Pará. Em seguida surgem medalhas de ouro e prata, que representam os vencedores a cada temporada.

Logo após vem as placas, as duas primeiras de prata e a terceira de ouro, na base do troféu que expressam, pela ordem, as vitórias azuis: 6 de julho de 1931, guarnição Arcino da Ponte Souza, Saturnino Barrozo Porto, Manoel Silva Nunes de Araújo e Taumaturgo Maués; 17 de setembro de 1933, guarnição Arcino da Ponte Souza, Saturnino Barrozo Porto, Manoel Silva Nunes de Araújo e Taumaturgo Maués; 29 de julho de 1934, guarnição Arcino da Ponte Souza, Saturnino Barrozo Porto, Manoel Silva Nunes de Araújo, Arthur Antunes Salgado e Taumaturgo Maués.

O Leão Marinho

Se no futebol, em 2004, o Leão Azul conseguiu a façanha extraordinária de ganhar o campeonato paraense com 100% de aproveitamento, conquista inédita desde o advento do profissionalismo no nosso futebol (a partir de 1945), no mar um feito semelhante foi concretizado pelos remadores remistas na baía do Guajará. No ano de 1972, nos dez primeiros páreos disputados na primeira regata do ano, as guarnições azulinas venceram todas.A regata foi disputada nas categorias de:Yole a 4 remos, estreantes;single-skiff estreantes; outt-riggers a 4 remos com patrão, principiantes; out-riggers a 2 remos com patrão, novíssimo; single-skiff, principiantes; Yole a 4 remos, out-rigerrs a 4 remos com patrão, novíssimo; yole a 4 remos, estreantes, Double-skiff,principiantes e out-rigerrs a 8 remos. O Clube do Remo somou 120 pontos no total da regata. Participaram da competição outras três maiores forças do esporte da canoagem no estado, Recreativa Bancrévia, Tuna Luso Brasileira e Paysandu Sport Club.

Principais conquistas
CONTINENTAIS
Competição Ano Medalhas
Flags of the Union of South American Nations.gif Campeonato Sulamericano de Remo Máster (Valparaíso-CHI) 2008 Gold medal america.svg (1 ouro)
Flags of the Union of South American Nations.gif Campeonato Sulamericano de Remo Máster (Florianópolis-BRA) 2010 Gold medal america.svg Gold medal america.svg Silver medal america.svg Bronze medal america.svgBronze medal america.svgBronze medal america.svg (2 ouros, 1 prata e 3 bronzes)
Flags of the Union of South American Nations.gif Campeonato Sulamericano de Remo Máster (Tigre-ARG) 2011 Gold medal america.svg Gold medal america.svg Silver medal america.svg Silver medal america.svg Silver medal america.svg Silver medal america.svg Bronze medal america.svg (2 ouros, 4 pratas e 1 bronze)
Flags of the Union of South American Nations.gif Campeonato Sulamericano de Remo Máster (Mercedes-URU) 2012 Gold medal america.svg Gold medal america.svg Silver medal america.svg Silver medal america.svg Silver medal america.svg Bronze medal america.svg Bronze medal america.svg Bronze medal america.svg Bronze medal america.svg Bronze medal america.svg (2 ouros, 3 pratas e 5 bronzes)
Flags of the Union of South American Nations.gif Campeonato Sulamericano de Remo Máster (Concepción-CHI) 2013 Gold medal america.svg (ouro no Double Skiff - Lis Lobato)
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Pará Campeonato Paraense 39 1911, 1913, 1914, 1915, 1917, 1918, 1921, 1923, 1926, 1929, 1931, 1933, 1934, 1941, 1945, 1947, 1961, 1966, 1967, 1968, 1970, 1971, 1972, 1979, 1980, 1982, 1984, 1986, 1987, 1990, 1991, 1992, 1999, 2001, 2007, 2010, 2011, 2012 e 2013
Pará Troféu Lauro Sodré 1934

Olympic pictogram Volleyball.png Vôlei[editar | editar código-fonte]

O Remo sempre manteve uma tradição vencedora no esporte, mas ao mesmo tempo trabalha para resgatar modalidades que já trouxeram grandes conquistas para o clube. O vôlei feminino, por exemplo, voltou às quadras em 2005 após um hiato de cinco anos e despertou expectativas animadoras em trazer resultados como os obtidos nas décadas de 1980 e 1990 quando conquistou 12 títulos estaduais consecutivos, façanha nunca igualada.

Outras importantes conquistas foram o Campeonato Paraense de 1961, com elenco formado pelas jogadoras Vanda Ramos Ribeiro, Angelina Serra Freire, Helena Brasil, Marlene Tinoco, Cremilda Brito, Lucy Mártines, Altina Pereirados Santos, Letícia Vilhena, Enaide Pessoa e Lurdes Ferreira; e o bicampeonato paraense adulto em 1973 e 1974.

No masculino o Remo destaque para o título do estadual em 1938, tendo como elenco: Renato Maneschy, Gil Maneschy, Frederico Cardoso, José Guilherme Cardoso, Rui Borges Leal e José Augusto Câmara Leme. Mas sem dúvida a maior conquista foi o heptacampeonato nos anos de 1954 a 1961.

2010

O ano de 2010 foi marcado pelas glórias conquistadas pelo clube em ambas categorias:

  • Campeonato Paraense Juvenil Feminino. Atletas: Lorena (Feijão), Sara, Adriane, Larissa e Ana Gabrielle,Suzane, Natália, Brenda e Amanda. Técnico Jânio Marinho;
  • Campeonato Paraense Adulto Masculino. Atletas: Paulo, Laudeci (Canhoto), Evandro, Elson, Marcio, Carlos Ovídio, Adriano, Edberg, Neto, João Paulo e Adson. Técnico José Sodré e Auxiliar Técnico Marcio Tavares;
  • Campeonato Paraense Pré-Mirim Masculino;
  • Campeão adulto masculino e feminino da fase classificatória da Liga Nacional de Voleibol, disputada em São Luís (MA);
  • Classificações inéditas do Norte na Liga Nacional de Voleibol, em Pomerode (SC): 4º lugar no Adulto Masculino e 5º lugar no Adulto Feminino.
2012

Em 2012, o Clube do Remo, em parceria com AABB, foi o representante da região escolhido para disputar a Superliga B. Infelizmente, o Leão ficou em último lugar e não conseguiu o acesso à elite do voleibol, da qual já fez parte em 1983, quando participou do Campeonato Brasileiro.

Títulos estaduais de 1905 a 1960
  • Pará Campeonato Paraense de Vôlei: 5
1916, 1917, 1918, 1919 e 1926

Outros esportes: títulos estaduais conquistados entre 1905 e 1960[editar | editar código-fonte]

Tennis pictogram.svg Tênis de Quadra[editar | editar código-fonte]

  • Pará Campeonato Paraense de Tênis: 2
1925 e 1930

Olympic pictogram Table tennis.png Tênis de Mesa[editar | editar código-fonte]

  • Pará Campeonato Paraense de Tênis de Mesa: 6
1947, 1950, 1951, 1952, 1953 e 1954

Diving pictogram.svg Saltos Ornamentais[editar | editar código-fonte]

  • Pará Campeonato Paraense de Saltos Ornamentais: 10
1916, 1917, 1918, 1919, 1920, 1921, 1922, 1923, 1924 e 1947

Water polo pictogram.svg Polo Aquático[editar | editar código-fonte]

  • Pará Campeonato Paraense de Water-Polo: 5
1916, 1917, 1918, 1919 e 1926

Athletics pictogram.svg Atletismo[editar | editar código-fonte]

  • Pará Gran Prix Paraense de Atletismo: 3
1925, 1956 e 1957

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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Publicações sobre o Clube do Remo[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • CRUZ, Ernesto. A História do Clube do Remo. 1969.
  • LEAL, Expedito. Clube do Remo - 100 Anos de Emoção/Memorial. 2005.
  • MOREIRA, Wilton de Queiroz; CAMPOS, Luciano; e Campos, Ademar da Silva. Pesquisa realizada na Imprensa Oficial do Estado do Pará. 2005.
  • COSTA, Ferreira da. Leão Azul Centenário. 2006.
  • DAVINO, Roberval; e SALDANHA, Vinícius. O Rugido do Leão. 2006.

Vídeos[editar | editar código-fonte]

  • Campeão Brasileiro de 2005 (ATAR).
  • Tabu 33 jogos (ATAR).

Notas

Referências

  1. CBF
  2. Ranking Nacional dos Clubes 2010
  3. Maiores clássicos do Brasil - Esporte Interativo, 12 de março de 2014
  4. História do clube
  5. COSTA, Ferreira da. Leão Azul Centenário, 2006. Páginas 21 e 22
  6. Conselheiros do Remo com o jornal do "Mais Querido".
  7. COSTA, Ferreira da. Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, 2012. Página 11.
  8. Clube do Remo comemora 99 anos de história no futebol.
  9. COSTA, Ferreira da. A Enciclopédia do Futebol Paraense – 4ª edição, 2007. Página 14.
  10. COSTA, Ferreira da. Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, 2012. Página 18.
  11. COSTA, Ferreira da. Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, 2012. Página 18.
  12. COSTA, Ferreira da. Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, 2012. Página 24.
  13. LEAL, Expedito. Clube do Remo – 100 anos de emoção/memorial, 2005. Página 7.
  14. COSTA, Ferreira da. Gigantes do Futebol Paraense, 2014. Página 266.
  15. COSTA, Ferreira da. Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, 2012. Página 36.
  16. LEAL, Expedito. Clube do Remo – 100 anos de emoção/memorial, 2005. Página 7.
  17. LEAL, Expedito. Clube do Remo – 100 anos de emoção/memorial, 2005. Página 7.
  18. CRUZ, Ernesto. A História do Clube do Remo, 1969. Página 342.
  19. COSTA, Ferreira da. Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, 2012. Página 91.
  20. a b Remo: Nervos, lágrimas e alegria. Jornal A Província do Pará, 10 de set. 1971. Segundo caderno, p. 8
  21. Site Oficial do Clube do Remo - Títulos.
  22. Remo fará 75º partida internacional da história, contra o River Plate (URU).
  23. COSTA, Ferreira da. A Enciclopédia do Futebol Paraense – 4ª edição, 2007. Página 131.
  24. Título não preenchido, favor adicionar.
  25. Remo fará 75° partida internacional da história, contra o River Plate (URU).
  26. COSTA, Ferreira da. A Enciclopédia do Futebol Paraense – 4ª edição, 2007. Página 129.
  27. Jornal A Província do Pará, 10 de março de 1973.
  28. Brasil x Mundo.
  29. As camisas mais bonitas da temporada - Goal, 1 de novembro de 2013
  30. Clássico é o mais disputado do mundo.
  31. LEAL, Expedito. Leão Centenário, 2005. Página 52.
  32. COSTA, Ferreira da. Leão Azul Centenário, 2006, Página 10.
  33. COSTA, Ferreira da. Leão Azul Centenário, 2006, Página 11.
  34. www.remonat.com.
  35. www.remostore.com.br.
  36. Pesquisa IBOPE (em português).
  37. 4º Pesquisa Lance-IBOPE, por faixa etária.
  38. Mapa do futebol em Belém.
  39. Estatísticas do Campeonato Brasileiro Série C de 2005.
  40. Título não preenchido, favor adicionar.
  41. Nação Azul - Sócio-torcedor.
  42. Diretorias começam a ser definidas no clube.
  43. Site Oficial do Clube do Remo - Títulos.
  44. Site Oficial do Clube do Remo - Títulos.
  45. Site Oficial do Clube do Remo - Títulos.
  46. Clube do Remo comemora 99 anos de história no futebol.
  47. COSTA, Ferreira da. Parazão Centenário – A História do Campeonato Paraense de Futebol, 2012. Página 28
  48. Brasileirão de 1972.
  49. COSTA, Ferreira da. A Enciclopédia do Futebol Paraense - 4ª edição, 2007. Página 244
  50. O dia em que o Leão calou o Maracanã.
  51. Ficha técnica Flamengo 1 x 2 Remo em 1975.
  52. Copa do Brasil de 1991.
  53. Brasileiro de 1993.
  54. Remo já conquistou 16 títulos estaduais no Estádio Mangueirão.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]