Atlético Rio Negro Clube (Amazonas)

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Rio Negro
A. Rio Negro C..png
Nome Atlético Rio Negro Clube (Amazonas)
Alcunhas Barriga Preta
Galo da Praça da Saudade
Galo Gigante do Norte
Alvinegro Amazonense
Alvinegro
A Raça Mais Forte
Imortal do Amazonas
Clube Lider da Cidade
Negão
O Afluente Amazônico
Torcedor/Adepto Rionegrino
Barriga-preta
Alvinegro
Mascote Galo
Fundação 13 de Novembro de 1913
Localização Amazonas Manaus - AM,
Brasil
Mando de jogo em SESI
Capacidade (mando) 5.000 Pessoas [1]
Presidente Brasil Thales Verçosa
Treinador Brasil Carlos Prata
Patrocinador Brasil Hotel Mônaco
Brasil Pneuforte
Material esportivo Brasil Neo Sports
Competição Amazonas Campeonato Amazonense
Amazonas 2013 9°Colocado
Website rionegro.net.br
Kit left arm rionegroam13h.png Kit body rionegro13h.png Kit right arm rionegroam13h.png
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Uniforme
titular
Kit left arm.png Kit body rionegro13a.png Kit right arm.png
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Uniforme
alternativo
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O Atlético Rio Negro Clube (conhecido apenas como Rio Negro cujo acrônimo é "ARNC") é um clube desportivo brasileiro, sediado em Manaus. Fundado em 13 de novembro de 1913 como “Athletic Rio Negro Club”, mais tarde rebatizado usando a grafia atual, o nome do clube é uma homenagem ao Rio Negro, um dos mais importantes do país. É um dos clubes mais tradicionais e importantes do Estado do Amazonas, no qual se destaca em diversas modalidades esportivas dentre as quais o vôlei e o futebol profissional.

Tem como principal apelido a alcunha de Barriga Preta, em alusão ao seu uniforme principal, que tem a camisa branca com uma faixa horizontal preta, e seu mascote é o Galo, que lhe rendeu outro apelido, o "Galo Gigante do Norte". Seu principal rival no futebol é o Nacional, com quem mantém o maior clássico do futebol amazonense e umas das maiores rivalidades do norte-brasileiro.[2]

Ao longo de sua história no futebol, o Rio Negro possui 18 títulos do Campeonatos Amazonense profissional, incluindo um tetracampeonato entre 1987 e 1990. É um dos três clubes do futebol local que já participou da principal divisão do Campeonato Brasileiro, em seis edições. Participou ainda por seis vezes da Copa do Brasil.

Índice

História[editar | editar código-fonte]

Schinda, ainda jovem, idealizador de um dos gigantes do futebol nortista, fundou o Rio Negro para o futebol baré.

Fundação do Rio Negro[editar | editar código-fonte]

O jovem Shinda Uchôa teve a ideia e insistiu com os companheiros para que criassem um clube. A insistência foi tanta, que no dia 13 de Novembro de 1913, às 16h, os rapazes se reuniram na residência de Manuel Afonso do Nascimento. Os jovens fizeram neste dia a ata de fundação e no meio da leitura do documento, o momento histórico foi brindado com vinho do porto, bebido em autênticas taças francesas de cristal bacará. Na mesma ocasião, foi realizada uma eleição e o primeiro presidente foi Edgar Lobão. Shinda ficou como secretário, mas recebeu o título de presidente de honra.

O brinde deu nome ao “Porto de Honra”, solenidade em que, até hoje, o momento da fundação é repetido como aquele de 1913. Das doze taças de cristal, seis foram recuperadas pelo diretor cultural do clube, Abrahim Baze, que criou um museu para guardar a história do Rio Negro. Três delas são usadas no brinde atual pelo presidente e por mais duas autoridades escolhidas por ele durante o evento. Na casa onde o clube foi fundado, hoje funcionou até pouco tempo atrás o Banco da Mulher, mas, de acordo com Abrahim Baze, o prédio ainda conserva a mesma arquitetura do início do século.

Naquele momento, veio a existir o Athletic Rio Negro Club, um gigante do futebol nortista de glorias e triunfos respeitáveis, de uma torcida calorosa e fanática que fora apelidada pelos jornais regionais e não regionais de "A Fiel", pois sempre estava presente nas mais diversas adversidades do clube. Aquele que entrava em meio a foguetórios, com o seu elenco imponente, com a camisa branca que tinha uma faixa preta.

O Nome[editar | editar código-fonte]

Rio Negro, que deu o nome ao clube.

O nome do clube no inicio tinha a grafia “Athletic Rio Negro Club” o que remetia a muitos clubes de origem inglesa na cidade, hoje em dia a grafia foi aportuguesada para “Atlético Rio Negro Clube”.

O nome do clube é uma homenagem clara ao rio do qual Manaus está situada a margem esquerda: o Rio Negro. O que torna o Rio Negro um dos poucos clubes profissionais, senão o único que tem em seu nome uma homenagem a algo que de fato é regional. O que torna de longe o Rio Negro o clube mais ligado à imagem da cidade.

Na história do clube consta que no momento da fundação, os jovens que o fundaram estavam na casa que tinha vista para o grande Rio Negro, e não deu outro, o nome foi escolhido para o clube que viria a ser um dos maiores clubes esportivo-sociais da região norte.

Hoje projetos de marketing procuram ligar clube qualquer à imagem de Manaus e sua população, porem nenhum clube da cidade é tão ligado a capital amazonense, nem mesmo no meio social.

Histórico em competições[editar | editar código-fonte]

A primeira competição oficial disputada pelo Rio Negro foi o Campeonato Estadual de 1914, apesar de já ter disputado outros de cunho não oficioso, sua primeira conquista veio em 1921, quebrando uma sequencia de títulos de seu maior rival, com qual já havia se envolvido em conflitos extra-campo. Fez também diversas participações em torneios comemorativos e amistosos contra clubes locais e regionais, onde colecionou muitos troféus. Em 1966 estreou em Competições Nacionais representando o Amazonas na Taça Brasil de Futebol, sendo o segundo clube do estado a estrear na referida competição. Naquela Taça Brasil o clube enfrentou dificuldades para se deslocar e como o futebol do estado tinha saído recentemente do amadorismo o clube não obteve bom resultado na competição.

Em 1970 o galo alvinegro estreava e fazia sua única participação no Torneio Norte-Nordeste e obteve regular campanha. O Rio Negro é ainda um dos três clubes amazonenses que já jogaram a Série A do Campeonato Brasileiro, possuindo no total seis participações e somou também inúmeras participações na Série B, obtendo como um 9° lugar a melhor Campanha de um clube amazonense naquela competição. O clube possui também participações na Série C e Copa do Brasil. Têm também importantes conquistas, como a Taça Guiana Inglesa, disputada na cidade de Georgetown. Também foi campeão da Taça Amazônica de 1928, do Torneio Norte-Nordeste de 1975 e vice-campeão do mesmo em 1973, além do título da Taça Norte de 1986.

Sua ultima campanha a nível nacional foi na disputa da Serie C do ano de 2006, quando terminou em 16° na classificação geral, porem ainda é a segunda equipe amazonense em número de participações em campeonatos brasileiros, independente da divisão, atrás somente do rival Nacional.

1914-1945[editar | editar código-fonte]

O Rio Negro nasceu no futebol, e em 1914 o clube fez sua primeira participação no campeonato amazonense, porem pelos poucos dados que se tem, se deduz que este foi um campeonato muito ruim para a equipe alvinegra, sendo que neste ano sofreu as duas maiores goleadas da história no Clássico Rio-Nal. Neste ano o clube montou um elenco com jovens ainda inexperientes no Futebol, que era um esporte ainda em crescente no mundo inteiro.

O primeiro título do clube veio somente em 1921, e em 1926 conquistou seu segundo título, um torneio promovido pela FADA que ainda não é reconhecido como oficial. Nestes anos o galo se consolidou como uma das duas principais forças do estado, conquistando oito campeonatos. Porém o nono título, o de 1945 que era seu por direito, foi entregue ao maior rival, o Nacional que por questões administrativas havia de perder o título na justiça esportiva, isso desagradou e muito os altos comandos do Rio Negro, que decidiram abandonar a federação e o futebol.

Nessa época o time tinha já grande torcida e este era aclamado o de maior torcida de Manaus e com grande apoio das classes mais altas da sociedade, e por isso já nesta época ganhava a alcunha de “Clube Líder da Cidade”, porque era também um grande clube social.

Ataque Demolidor[editar | editar código-fonte]

Assim era chamado o ataque barriga-preta na década de 30, contava com nomes respeitados no futebol local da época como: Ciro, Goiot, Vidinho, Raimundo Bandeira e Ofir Corrêa alternando com Adair Marques(O Príncipe). Essa linha de ataque deu ao clube o título estadual de 1932 na decisiva contra o Fast Clube. No ano de 1939 o galo revelava novamente um grandioso ataque, desta vez composto por: Babá, Cláudio, Lé, Bezerra e Benjamim que ficaram conhecidos por “Os Granadeiros”. Além dos atacantes, o Galo da Praça da Saudade contava também com o talento do grande goleiro Iano, que foi tricampeão pelo clube.

1946-1960[editar | editar código-fonte]

Em 1945 se culminou a crise com a Federação por causas do título de 1945 que resultaram no seu afastamento do futebol. Além da perda do título, o Rio Negro argumentou que a FADA sempre procurava ajudar o Nacional nas suas competições, já que em 1919 o clube alvinegro havia deixado de disputar a competição alegando armações para prevalecer o rival, voltando no ano seguinte. No entanto desta vez o Rio Negro passaria 14 anos sem disputar o campeonato local. O clube manteve apenas suas atividades sociais, realizando amistosos contra clubes amadores, já que não tinha um time profissional.

Em toda Manaus se comentava que o campeonato sem o Rio Negro era meio campeonato, pois os torneios disputados sem o clube eram: sem entusiasmo, sem graça e de pouca emoção, o Parque Amazonense já não tinha seus grandes públicos, ou seja, a saída da agremiação era tão prejudicial ao futebol local, que já era pedida a sua volta.

Apesar do motivo convincente dado pela sua diretoria, sempre foi de conhecimento da torcida que parte do alto-comando do clube não gostava de futebol, segundo senhores que acompanharam o futebol nas décadas de 50, 60 e 70 o afastamento impediu o Rio Negro de crescer ao mesmo nível do rival Nacional dentro do futebol, por isso a grande dificuldade do clube de se manter em alto nível por mais de 4 anos seguidos.

1960-1969[editar | editar código-fonte]

Com sua volta anos depois, o Rio Negro não voltou a ver a popularidade que tinha antes de sair dos campos. A luta agora seria para reaver seu posto de grande, reconquistar sua torcida e voltar a fazer frente ao poderoso Nacional e ao sempre forte e difícil Fast Clube

O ano de 1960 marcava a volta da equipe aos campos, motivado pelo grande político e torcedor assíduo Josué Claudio de Souza, o então presidente Aristophano Antony reabria o departamento de futebol, só que sob a condição de que este passasse a ser autônomo e de gerencia de Josué Claudio.

Josué fez um duro trabalho de juntar vários jogadores, incluindo muitos oriundos do interior, sendo que o primeiro jogo depois de 14 anos seria contra o São Raimundo, entretanto o resultado foi desastroso, com uma derrota de 7-1. O resultado adverso não desanimou o grande torcedor Josué, que logo viu os resultados saindo, e em 1962, dois anos depois da volta ao campeonato, ainda em sua gerencia, viu o clube voltar a ser campeão amazonense, o galo foi campeão novamente em 1965.

Voltando a campo o Rio Negro encontrou apoio de grande parte de seus antigos torcedores, logo tendo a média de 6.372 pagantes.

1962 e o "Time de Heróis"[editar | editar código-fonte]

Foi assim que ficou conhecido o time do Rio negro de 1962 que sob o comando de Cláudio Coelho disputou o Campeonato Amazonense e foi campeão, naquele ano o time tinha apenas dois anos que retornara ao futebol.

O clube foi ganhando seus jogos, até chegar a final depois de mais de 16 anos sem disputar, e a final era justamente contra o Nacional, com o qual se envolveu em grande e polêmica briga judicial em 1945, que acabou dando a taça aos azulinos e ocasionou o afastamento do clube alvinegro.

A final foi disputada no dia 12 de Janeiro de 1963, já que era normal os campeonatos terminarem no outro ano. O galo venceu o Nacional de Plínio Coelho justamente um dia antes do aniversário do adversário no Parque Amazonense. E a torcida ficou eufórica, já que estavam odiosas do rival pelo fato do galo ter se afastado durante tanto tempo, os campeões saíram do Parque Amazonense carregados pela torcida e seguiram de pés rumo a sede do clube na Praça da Saudade, onde já eram aguardados por uma multidão.

Os heróis do alvinegro na final de 1962 foram:

  • Jogadores que atuaram: Chicão(que foi trocado por Pedro Brasil), Bololô e Mário; Fernando, Catita e Eudóxio; Horácio, Thomaz, Airton, Dermílson e Orlando Rabelo
  • Técnico: Cláudio Coelho
  • Jogadores no banco: Aderson, Luiz, Gravata, Marcondes, Rodrigo, Machado e Ismaelino.

O clube alvinegro neste ano revelou ídolos a sua torcida, entre eles estão o grande Horácio, o temido zagueiro Catita e os também ídolos Dermílson e Orlando.

Ainda em 1962 o Rio Negro fez uma excursão pelo Pará e Maranhão, fez um total de 6 jogos, saindo invicto, sendo que os resultados dos quais se tem conhecimento são: 2-2 Paysandu em Belém e 2-1 no Sampaio Corrêa no Maranhão.

A profissionalização em 1964[editar | editar código-fonte]

Em 1964 instaurou-se em Manaus o profissionalismo no futebol amazonense, e naquele ano o Rio Negro ficou apenas em 5° lugar, porém o campeonato foi um dos mais competitivos até então, apesar da conquista do Nacional com bastante vantagem.

O Rio Negro que voltara ainda no amadorismo estava se re-estabilizando no futebol local, naquela temporada o clube obteve os seguintes números:

Pos. O clube Pt J V E P GF GS GP
5 Atlético Rio Negro Clube 17 16 07 03 06 27 20 +7

Dos seus jogadores, apenas o histórico goleiro Clovis foi relacionado pela mídia esportiva para a Seleção do Campeonato Amazonense do ano.

O Grande campeão de 1965[editar | editar código-fonte]

Em 1965, o galo já fortificava seu elenco, contando com grande parte dos grandes ídolos da sua história. A estreia do clube foi contra o Fast Clube no Parque Amazonense.

1° turno[editar | editar código-fonte]

3 de Julho de 1965,16:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro 1-0 Fast Clube Estádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Cerca de 3.500

A partir deste jogo o Rio Negro seguia muito bem vencendo o Sul América pelo placar de 2-1 e o América por 1-0. Na 4° rodada do 1° turno do Campeonato o clube pegaria o São Raimundo, a torcida já esperava outra vitória e foi rumo ao Parque Amazonense muito animada para enfrentar um São Raimundo que até então só havia empatado. No Estádio as arquibancadas estavam lotadas, e o resultado foi totalmente adverso ao que era esperado pela massa Barriga-preta:

16 de Agosto de 1965,15:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro 0-3 São Raimundo Estádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Desconhecido

A derrota já era inesperada para a torcida, quanto mais de 3-0 para um clube que nem mostrava ser forte na competição. Porém, a redenção rionegrina viria no jogo seguinte, contra o maior rival Nacional que vinha de duas derrotas seguidas.

O clube da Praça da Saudade buscava a reabilitação, já que um mínimo empate significaria a perda do Campeonato para o América no saldo de gols, e o Nacional estava disposto a fazer isso acontecer. Para evitar um novo resultado adverso, para este confronto o galo se reforçou com os até então desconhecidos jogadores Sabá e Edson Angelo.

Logo o jogo começou, e ainda com o findar do primeiro tempo o Rio Negro já dominava completamente o rival vencendo por 3-1, e isso fez o alto comando nacionalino duvidar de seu goleiro Marcus(que havia jogado bastante tempo no galo) cambiando-o pelo arqueiro Chicão; porém, a mudança em nada adiantou, o clube alvinegro acabou fechando o placar em 7-2.

22 de Agosto de 1965,15:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro 7-3 Nacional Estádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Cerca de 10.000

Com este resultado o Rio negro estava classificado à final do Campeonato Amazonense, o que fez a sua torcida comemorar em dobro a goleada sobre o Nacional que acabara em último na classificação do turno. Os torcedores barriga-Preta desceram a antiga Rua Belém rumo a Praça da saudade cantarolando:

-É freguês, É freguês, seremos campeões

Os times para este jogo:

  • Rio Negro – Clovis, Valdér, Edson Ângelo (estreante), Catita e Damasceno; Ademir e Rubens; Nonato, Thomaz, Sabá Burro Preto (estreante) e Horácio.
  • Nacional – Marcus (Chicão), Téo, Russo, Jayme Basílio e Vivaldo; Hugo e Ribas; Maneca, Dernilson, Holanda e Quisso (Lacinha).

2° turno[editar | editar código-fonte]

No segundo turno o Rio Negro estreou desforrando a derrota para o São Raimundo, vencendo este por 3-1. O clube continuou forte, mas foi superado pelo Fast Clube ficando neste turno em segundo lugar fechado este vencendo novamente o Nacional, desta vez por 3-2.

O apreensivo Terceiro turno[editar | editar código-fonte]

No terceiro turno o Rio Negro caiu de produção, sendo que dos cinco jogos conseguiu vencer apenas o São Raimundo, ficando em último no turno vendo o Nacional ser campeão após sofrer uma derrota de 5-2 para o time nacionalino, que, conquistou o turno invicto. Logo caiu sobre a torcida barriga-preta uma grande apreensão, pois seu clube caiu potencialmente de produção a ponto de temer o clube dar vexame na final depois do péssimo terceiro turno.

As finais[editar | editar código-fonte]

Estavam classificados as finais, além do Rio Negro (campeão do primeiro turno) o Fast Clube(campeão do segundo turno) e o Nacional(Campeão do terceiro); o triangular começaria sem nenhum favorito e o Rio Negro buscaria em dois jogos a reabilitação para o péssimo momento.

O primeiro confronto foi entre Nacional e Fast Clube:

23 de Janeiro de 1966,15:00h
Campeonato Amazonense
Nacional 1-0 Fast Clube Estádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Cerca de 7.000

Com este resultado o Fast teria que ir com tudo para cima do Rio Negro e torcer para este vencer o clássico na ultima rodada. O Fast foi motivado para o clássico Rio-Fast, porém não deu outra, o galo que havia perdido suas três ultimas partidas acabou vencendo pelo placar mínimo levando a decisão para o Rio-Nal.

31 de Janeiro de 1966,15:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro 1-0 Fast Clube Estádio do Parque Amazonense, Manaus

Público: Cerca de 5.000

Para o jogo decisivo os dois clubes entravam em pé de igualdade, ambos com um empate, deixando a decisão com ainda mais rivalidade. O jogo no Parque Amazonense lotou, e nenhum dos clubes era favorito; porém no campo a expectativa de jogo disputado não se confirmou, já que o Rio Negro mostrando superioridade aplicou outra goleada, desta vez por 4-1, sagrando-se campeão amazonense.

06 de Fevereiro de 1966,16:00h
Campeonato Amazonense
Rio Negro 4-1 Nacional Estádio do Parque Amazonense, Manaus

Sabá Burro Preto Gol marcado aos ? minutos de jogo ?'
Sabá Burro Preto Gol marcado aos ? minutos de jogo ?'
Ademir Gol marcado aos ? minutos de jogo ?'
Horácio Gol marcado aos ? minutos de jogo ?'
jogador desconhecidoGol marcado aos ? minutos de jogo ?' Público: Cerca de 10.000
Árbitro: Sena Muniz

O time do Rio Negro nesta final foi:

  • Clóvis(goleiro), Valdér, Edson Ângelo, Catita e Damasceno; Ademir e Rubens; Nonato, Sabá Burro Preto, Thomaz e Horácio.

Este jogo foi considerado a melhor do galo naquele campeonato, primeiro o Nacional teve o jogador Jayme Basílio expulso, porém, pouco depois, já no segundo tempo o Rio Negro perdeu o zagueiro Catita, mas o dia era rionegrino, o Nacional teve um pênalti marcado a seu favor e este foi cobrado por Téo, porém Clóvis defendeu a cobrança.

O técnico ainda era o grande ídolo da torcida Cláudio Coelho que dirigiu o clube também no título de 1962. O jogador Sabá "Burro-Preto" que chegou ao clube para o segundo turno terminou o campeonato como artilheiro isolado, fazendo 12 gols em 10 partidas.

A campanha do galo neste campeonato obteve os seguintes números:

Pos. Rio Negro Pt J V E P GF GS GP
1 Atlético Rio Negro Clube 21' 17 10 1 6 36 29 +7
Temporada nos territórios

Ainda em 1965 o galo empreendeu temporada pelos territórios (atuais Acre, Rondônia e Roraima), sendo que venceu de goleada a maioria de seus jogos, saindo invicto da excursão.

1970-1979[editar | editar código-fonte]

Estes anos foram de grande valia para o Rio Negro, que disputou cinco finais e conquistou 01 título, e isso devolveu muito do renome do clube, que vinha se recompondo desde sua volta em 1960, se tornando novamente um dos maiores de Manaus. E neste tempo encontrou um novo grande rival, o Fast Clube, que havia aderido grande torcida no período que o Rio Negro esteve afastado e que era considerado um dos grandes da década de 60 e também de 70.

Neste tempo o clube consolidou-se novamente no futebol de Manaus e reafirmou sua rivalidade com o Nacional, somou cinco das suas seis participações na Série A do Campeonato Brasileiro. Apesar de estar à sombra do Nacional em títulos e ver no Fast Clube um adversário muito difícil.

Nestes anos os principais clubes de Manaus entraram num processo de desvalorização aos jogadores amazonenses (chamados "Prata da Casa") e o Rio Negro foi um destes, a partir da estreia no campeonato brasileiro, a diretoria gastou fortunas em jogadores de outros centros, geralmente de algum renome, entretanto em final de carreira. Sempre considerado um clube que dava muita atenção aos seus atletas em formação, a partir deste período o clube enfraqueceu suas categorias de base e esvaziou seus cofres contratando jogadores em final de carreira.

Participação no Norte-Nordeste 1970[editar | editar código-fonte]

O Rio Negro ficou apenas em 4º lugar no estadual de 1970. Aquele ano marcava sua volta à competições oficiais fora do estado do Amazonas, disputando a Taça Norte, quase simultaneamente ao estadual, que era ligada à Copa Norte-Nordeste. O torneio contou com as seis maiores forças do futebol regional, porem, a participação do Rio Negro foi fraca, não levando muito esforço na sua participação, leva-se em conta também que o Fast Clube contava com o melhor elenco de sua história. Enquanto todos esperavam a briga pelo título entra as duplas Re-Pa e Rio-Nal, as terceiras forças acabaram dominando o torneio.

Jogos do Rio Negro:

O grande ano de 1973[editar | editar código-fonte]

O Estadual[editar | editar código-fonte]

Em 1973 o Rio Negro chegava ao estadual como favorito ao lado de Nacional e Fast Clube. O jejum de quase 10 anos já incomodava a torcida do clube. Mas o primeiro turno não foi dos melhores para o clube, sendo que o título ficou com a zebra Rodoviária. No segundo turno o clube teria de se garantir contra Nacional e Fast Clube e ainda contra a Rodoviária que poderia ser campeã direta.

No segundo turno o clube fez um total de 5 jogos e venceu 4, empatando 1 jogo por 0-0 com o Fast Clube e foi disparado o melhor clube se garantindo na final contra a Rodoviária.

Na final o Rio Negro era o grande favorito pois vinha de uma vitória de 2-0 contra o Nacional e também havia vencido o último confronto contra a Rodoviária por 3-1, e, era o maior pontuado até então. Mas, logo no primeiro jogo o clube perdeu por 1-0 e no segundo perante quase 20 mil pessoas, a maioria absoluta de rionegrinos, empatou por 1-1, o Rio Negro dava ali continuidade a sua mística de “Grande Favorito Derrotado” e de "morrer na praia"perdendo mais uma vez um título dado como certo.

Campeão do Norte e Vice do Norte Nordeste de 1973[editar | editar código-fonte]

Nesse ano, embutido no Campeonato Brasileiro era disputado o Torneio Norte-Nordeste Almir de Albuquerque[3] , sendo que para este eram contados apenas os confrontos entre os clubes das duas Regiões, sendo por pontos corridos, o maior pontuado ao final seria consagrado o campeão.

A estreia do Rio Negro foi justamente contra o América-RN, clube que viria a conquistar o troféu. Na ultima rodada valida pelo Torneio o América fechou com um ponto a frente do galo, resultado que poderia ser revertido caso o alvinegro vencesse o Clube do Remo de Belém no Pará, mas como registrado nos meios de comunicação mais expressivos da época, a rivalidade entre Manaus e Belém era grande e o clube paraense dificultaria as coisas. O resultado foi a vitória remista pelo placar de 1-0, porém, o Galo teve dois jogadores expulsos, o que dificultou o seu jogo.

Apesar de não ter ganho a disputa a parte, o Rio Negro ficou com o título de Campeão do Norte, sendo que a derrota pro Remo foi a única do clube enfrentado clubes do Norte-Nordeste em jogos válidos pelo Torneio.

Jogo decisivo
Times da partida decisiva
  • Remo: Dico, Rui, Mendes, Cuca e Augusto; Elias(Nena), Tito, Caíto(Sérgio Pinheiro), Amaral, Alcino e Alberto. Técnico: Paulo Amaral.
  • Rio Negro: Borrachinha, Biluca, Zé Carlos, Pedro Hamilton e Almir; Denilson, Jorge Cuíca, Nilson, Toninho(Osmar), Mário(Zezinho) e Zé Claúdio.

1973, a Estreia no Campeonato Brasileiro[editar | editar código-fonte]

O alvinegro amazonense estreou no campeonato brasileiro em 1973[4] já na Serie A. Conta a história que Ézio Ferreira, na época, um dos principais investidores do futebol local, resolveu deixar o Fast Clube para trabalhar no Rio Negro, seu clube preferido. Ézio foi o idealizador da ideia da participação do Rio Negro, e, pediu inicialmente a ajuda de Flaviano Limongi e do governador amazonense João Valter de Andrade para levar isso adiante, com a idéia de ter uma segunda vaga para o futebol amazonense. Porém, no inicio ouve contradição a ideia dentro do próprio clube. Ao final, a ideia de Ézio foi consolidada, com o ingresso do clube no campeonato, porém, isso resultou em gastos para o clube alvinegro e consequentemente ao empresário.

Ézio fez um bom investimento no clube, e conseguiu levar Denilson(do Fluminense), e bons valores do Fast Clube que foram entregues ao técnico Décio Leal.

Primeiro jogo
  • Amazonas Rio Negro 0-0 América-RN Rio Grande do Norte, 26 de Agosto de 1973
  • O time desse jogo foi: Borrachinha, Pedro Hamilton, Zé Carlos, Biluca e Almir Coutinho; Zezinho e Denílson; Paulo (Jorge Cuíca), Mário Motorzinho, Nilson Diabo (Ferreira) e Rolinha.

O clube colecionou duas derrotas nos jogos seguintes, jogando em Manaus, sua primeira vitória foi apenas na 4º rodada vencendo o Santa Cruz pelo placar de 1-0 em Manaus. Os empates foram um problema para o clube, que, por muitas vezes jogou melhor, mas não acertava os tentos. Num dos jogos, contra o Vasco da Gama o clube jogou contra todas as adversidades, teve um pênalti não marcado e três dos seus gols anulados, aquela que seria uma goleada, não aconteceu, segundo muitos, por ajuda de apito amigo para o clube carioca.

Durante a competição o clube enfrentou 28 equipes. Obteve 7 vitórias, 10 empates e 11 derrotas, marcou 20 gols e sofreu 2. As sete vitórias:

Primeira vitória do clube na história da competição.

Primeira vitória do clube como visitante em competições nacionais.

Flamula ao Campeonato de 1975

O grande campeonato de 1975[editar | editar código-fonte]

Em 1975 o Rio negro completava exatos 10 anos sem conquistar o Campeonato Amazonense de Futebol, neste período somou três vice-campeonatos e muitas campanhas irregulares como o 5° lugar em 1969 e o 7° lugar em 1971. O Rio Negro via o campeonato amazonense sendo dominado pelos maiores rivais Nacional e Fast Clube que fizeram várias finais neste período.

Estreia[editar | editar código-fonte]

O clube estreava na temporada no dia 9 de Março contra o América no Estádio Vivaldo Lima, o clube contou com pequeno apoio de sua torcida na estreia. Exatos 3.171 torcedores compareceram a estreia do barriga-preta que acabou por vencer os diabos pelo placar de 3-0 com gols de Almir, Orange e César

1° turno[editar | editar código-fonte]

Durante o primeiro turno o clube alvinegro esteve “pau a pau” com o rival Nacional, sendo que acabou perdendo o título do 1° turno em um confronto direto com este. A campanha do Rio Negro no 1° turno foi a seguinte:

Jogo Decisivo

Os dois clubes chegaram ao jogo decisivo com o número empatado de pontos, o vencedor garantiria a vaga na final e seria campeão do turno, o empate seria favorável ao Nacional.

20 de Abril de 1975 Nacional 1 –0 Rio Negro Estádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
Gol marcado aos ? minutos de jogo ?' ? Público: 30.314
Árbitro: Manuel Luís Bastos

2° Turno[editar | editar código-fonte]

O segundo turno assim como o primeiro foi dominado pela dupla Rio-Nal do inicio ao fim, deixando novamente para ultima rodada a decisão do título, ao rival Nacional bastava o empate, porém o jogo foi vencido pelo Rio Negro que forçou um terceiro jogo onde acabou sendo vencido e a taça ficou mais uma vez com o rival Nacional. A campanha do clube no 2° turno foi a seguinte:

Jogo Decisivo do 2° turno

O Nacional estava com as mãos na taça, pois lhe bastava um empate para conquistar também o 2° turno, porém o Rio Negro como bom rival não permitiu que isso acontecesse, foi a campo e venceu o jogo como mostra a seguir:

8 de Junho de 1975 Rio Negro 2 –1 Nacional Estádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
Gol marcado aos 16 minutos de jogo 16' Lauro, Gol marcado aos 14 minutos de jogo 14'Torrado Gol marcado aos 32 minutos de jogo 32'Fausto(Contra) Público: 35.132
Árbitro: Edson Pantoja
A Super Final do 2° turno

Como terminaram empatados em números de pontos, Rio Negro e Nacional tiveram de se enfrentar mais uma vez, mas desta vez o clube azulino levou a melhor:

15 de Junho de 1975 Rio Negro 0-1 Nacional Estádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
Gol marcado aos 19² minutos de jogo 19²'Bibi Público: 33.123
Árbitro: Edson Pantoja

3° e decisivo turno[editar | editar código-fonte]

No terceiro turno ou o Rio Negro quebrava as bases do Nacional ou não chegaria à final depois de tão brilhante temporada. O terceiro turno foi o mais disputado, pois os três maiores clubes de Manaus chegaram à penúltima rodada com chances de levar o terceiro turno, mas o Fast ao ser derrotado pelo Nacional nesta rodada, ao final no máximo seria vice-campeão do turno. A torcida Rionegrina foi convocada e mostrou toda sua força na reta final da competição, ajudando na conquista do clube.

Rio-Nal decide também o 3° turno

O terceiro turno foi novamente decidico num clássico Rio-nal, ao Rio Negro a vantagem do empate, ao Nacional só interessava a vitória. O resultado do jogo foi um empate que deu o título ao galo e levou o mesmo a final contra o Nacional.

3 de Agosto de 1975 Rio Negro 1-1 Nacional Estádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
Gol marcado aos 30² minutos de jogo 30²'Reis Gol marcado aos 42² minutos de jogo 42²'Bibi Público: 18.377
Árbitro: Edson Pantoja

Finais[editar | editar código-fonte]

Para as finais do Campeonato Amazonense de 1975 foi definido que o Nacional ganharia 2 pontos pelo turno extra que ganhou, ou seja: o rival azulino poderia perder o 1° jogo e até empatar o 2° jogo que haveria finais, mesmo que o Rio Negro vencesse por qualquer placar, e foi justamente o que aconteceu. A explicação é que se o 1° jogo terminasse empatado ou com triunfo nacionalino, não haveria 2° jogo e o título seria do Nacional.

1° Jogo

No primeiro jogo o Rio Negro surpreendeu e venceu por 4-1 o Nacional, porém de nada valeu o placar pois o Nacional entrava na final com a vantagem de uma vitória, ou seja a final de verdade seria disputada no segundo jogo, o galo havia apenas assegurado a igualdade.

10 de Agosto de 1975 Rio Negro 4-1 Nacional Estádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
Gol marcado aos 7² minutos de jogo 7²'Jorge Nobre, Gol marcado aos 17² minutos de jogo 17²'Davi, Gol marcado aos 25² minutos de jogo 25²'Jorge Nobre, Gol marcado aos 30² minutos de jogo 30²'ZéCláudio Gol marcado aos 38¹ minutos de jogo 38¹'Serginho Público: 23.377
Árbitro: Airton Vieira de Morais
2° jogo

No segundo jogo não haveria vantagens, os dois clubes iam em pé de igualdade com leve favoritismo para o Rio Negro que havia goleado no primeiro jogo. O jogo terminou empatado e o título foi decidido nos pênaltis, com título para o clube barriga-preta

13 de Agosto de 1975 Rio Negro 1-1 Nacional Estádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
Gol marcado aos 29¹ minutos de jogo 29¹'Jorge Nobre Gol marcado aos 1¹ minutos de jogo 1¹'Jorge Luís Público: 28.202
Árbitro: José Faville Neto

O jogo foi para a prorrogação, porém o empate persistiu levando o jogo a ser decidido nos pênaltis, onde o Rio Negro venceu por 3-2 com acertos de Lauro, Nilson e Paulo Roberto. É considerada uma das finais mais marcantes do Campeonato Amazonense.

Os times da final foram
  • Rio Negro: lane. Lauro, Pogito. Paulo Roberto, Vanderlei, Lopes, Claudio, Sidnei(Orange, depois Nilson), Jorge Nobre, Davi e Reis,
  • Nacional: Amauri, Antenor. Renato, Fausto; Jorge Luis, Jorginho, Rolinha (Torrado); Roberto, Serginho, Bibi e Nilson

1977, mais uma vez fora[editar | editar código-fonte]

Em 1977 foi um ano conturbado do futebol em Manaus, primeiro a Rodoviária abandonou o futebol, ficando apenas na razão social. Ninguém deu muita bola, alias era apenas a pequena Rodoviária que aparecera como zebra por dois anos seguidos no inicio da década, mas, poucos dias depois, o presidente barriga-preta Manoel Bastos Lira, resolveu fazer o que prometera em 25 de Janeiro do mesmo ano, enviou oficio a FAF retirando o Rio Negro do Campeonato. Dentre outras coisas o Rio Negro tinha garantido para aquele ano a participação do Campeonato Brasileiro de Futebol da divisão principal.

Mas as torcidas que ficaram apavoradas não foram apenas as alvinegras, pois sem Rio Negro e Rodoviária o Campeonato teria apenas 5 clubes, e na época existia uma "regra" de que um campeonato oficial no Brasil só poderia ser realizado com seis clubes ou mais. Os torcedores tentaram culpar muita gente, inclusive Ézio Ferreira, que renunciou ao futebol e a presidência do galo meses antes, entregando o clube a um presidente que valorizava mais a razão sócial ao futebol dentro do clube. Na época o Rio Negro era chamado de "Clube mais rico e elitoso de Manaus".

A salvação para o estadual e para o público dos outros clubes, foi encontrada: a profissionalização do então campeão amazonense de futebol amador, o Libermorro que entrou como bônus e levou goleadas de quase todos os adversários.

A causa[editar | editar código-fonte]

Manoel Bastos Lira, que voltava a ser presidente do Rio Negro, declarou aos jornais que o clube não tinha mais o rico Ézio Ferreira como dirigente. A primeira pessoa a reagir foi Enoch Bezerra, também do tempo de Ézio, Enoch montou um time e fez por onde, levou uma proposta a diretoria e ouviu o seguinte do então presidente:

"Tudo muito bonito, Enoch, mas quem é que arca com a responsabilidade?"
Manoel Bastos Lira

Enoch:

"Ora, nós! A diretôria!"
Enoch.

Manoel B. Lira:

"Nada disso! Quem quiser tomar conta do futebol do Rio Negro, que é um departamento autonomo, vai ter que assinar um termo de compromisso com a diretoria, responsabilizar-se por tudo! O dinheiro do futebol será tirado do futebol, e o clube não tirará um tostão da parte sócial ou patrimonial para socorrer o profissionalismo!"
Manoel Bastos Lira.

Com tal afirmação Enoch acabou desistindo de seus planos, mas logo surgiu outro fio de esperança: o milionário José Sabóia do Nascimento, que em reunião com cerca de 45 pessoas falou:

"Chamei-os aqui porque foi minha familia que fundou o Rio Negro. E o futebol sempre foi uma tradição do Rio Negro, não quero o Rio Negro fora do futebol!"
Nascimento

Com isso Nasciimento foi eleito por Manoel Bastos Lira um dos diretores do Rio Negro, porem por desentendimentos, poucos dias depois Nascimento fora demitido e o Rio Negro estava fora do futebol em fato consumado. De fato, o seu principal dirigente não queria que o futebol tirasse dinheiro da razão sócial e patrimonial que ajudou a construir com sua torcida.

1979, a volta[editar | editar código-fonte]

Neste ano, cerca de 20 homens, entre eles Arnaldo Santos e o famoso ex-presidente da FAF e nacionalino Flaviano Limongi resolveram assumir o Departamento Autonomo de Futebol do clube, a proposta era arcar todas as despesas de futebol do clube, livrando o sócial disso. O conselho deliberativo do clube só concordou perante um documento que foi assinado por todos e registrado em cartório. Assim, caiu então, por terra o desejo e agrado de vários dirigentes e sócios do clube em volta de ter o clube para sempre fora do futebol.

Tão logo vazou a noticia, os torcedores que estavam na porta da sede do clube causaram um grande alvoroço, e fizeram um verdadeiro carnaval em Manaus, e todos tinham uma única coisa na cabeça: impedir o tetra-campeonato que o Nacional viria a conquistar.

1980-1989, A melhor fase[editar | editar código-fonte]

Em nenhum período de sua história o Rio Negro foi tão forte quanto na década de 80, a clube disputou nove de dez finais do campeonato estadual, conquistando 4 títulos, entre estes os de 1987-1988-1989 que somado ao de 1990 resultariam no inédito tetracampeonato do clube. Nestes anos a rivalidade com o Nacional foi muito mais acirrada, onde os clubes disputaram oito finais, com três títulos ao alvinegro e direito a grandes jogos.

1981[editar | editar código-fonte]

Apesar de essa ser a melhor década da história do clube, o Campeonato Amazonense de 1981 foi a pior segunda pior campanha do clube desde então na era do profissionalismo, o galo da Praça da Saudade terminou o campeonato em penúltimo lugar na classificação geral, a frente apenas do tradicionalmente fraco Libermorro vencendo apenas duas partidas e disputando apenas um turno.

O clube que não garantiu vaga nas finais do primeiro turno decidiu abandonar o campeonato após ver o rival Nacional ser campeão invicto do turno. O pior para a torcida alvinegra naquele ano foi a conquista até então inédita do Hexa-Campeonato amazonense por parte do Nacional.

Ainda em 1981 o Rio Negro disputou o Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B. O clube iniciou bem o campeonato vencendo os seus dois primeiros jogos:

A partir dai o Rio Negro apenas perdeu no torneio, refletindo sua campanha do estadual o galo amazonense ficou apenas em último lugar dentre oito clubes no seu grupo, ficando em 40° lugar na classificação geral. Seus jogos restantes foram:

É quase invicto, 1982[editar | editar código-fonte]

Depois da péssima campanha em 1981 o Rio Negro passou por grandes reformulações e se armou para evitar mais um título do Nacional. Naquele ano em especial o clube revelava ao mundo o craque Berg que mais tarde teria estrelato no Botafogo carioca. O clube acabou sagrando-se campeão amazonense com uma única derrota durante toda a competição.

Naquele ano em especial o clube não disputaria o Campeonato Brasileiro depois de três anos seguidos na competição. O primeiro jogo do Rio negro foi contra o Penarol em Itacoatiara e venceu pelo placar de 1-0. O clube acabou sendo campeão invicto do primeiro turno do campeonato.

No segundo turno o clube manteve o ritmo e se classificou à fase final com apenas uma derrota para o Nacional. Novamente a dupla Rio-nal chegava junta a mais uma decisão, para o Rio Negro a conquista do turno significaria também a conquista do Campeonato, já para o rival Nacional a conquista do segundo turno seria a oportunidade de chegar a final.

Pos. O clube Pt J V E D GF GS GP
1 Atlético Rio Negro Clube 32 18 15 02 01 35 05 +32
  • O time que entrou em campo na Colina e foi titular em grande parte do Campeonato foi o seguinte: Tobias(goleiro ex-Corinthians), Jair, Marcão, Darinta(ex-Palmeiras) e Tonho; Dalmo, Patrulheiro(ex-Nacional) e Berg; Pedrinho, Alcindo(Índio) e Tiquinho.
  • Tecnico: Ivam Gradim
  • Presidente: Dissica Tomaz
  • Ainda faziam parte do elenco: Beto(Goleiro), Zelito, Jaime, Charligton, Renato, Adãozinho, Índio Carioca, Toinho, Bosco e Aarão(este jogou apenas 45 minutos no campeonato)

A polemica[editar | editar código-fonte]

A principal causa da grande polemica de 1982 foi a própria FAF, que marcando a final para 25 de Novembro resolveu adiar para uma semana depois, isso sem consultar as partes envolvidas, o Rio Negro foi contrário a mudança e entrou com liminar na justiça para ser mantida a primeira data. Ai, o Nacional, que não gostou na manutenção, anunciou publicamente que não disputaria a partida caso fosse em 25 de Novembro. O galo chegou a entrar em campo, e a torcida do Rio Negro compareceu e foi esmagadora maioria, já que os nacionalinos em sua maioria estavam cientes de que o clube não entraria em campo. O time esperou por cerca de 30 minutos o elenco nacionalino, até que foi declarado campeão por W.O.

O Nacional acabou entrando na justiça, mas perdeu nos tribunais, inapelavelmente. Então o título do Rio Negro foi homologado, porém, a disputa judicial perdurou por cerca de um ano.

Os quatro vices[editar | editar código-fonte]

De 1983 a 1986 o Rio Negro amargou quatro vice-campeonatos, sendo que em dois desses era o maior favorito ao título e tinha o time considerado melhor.

1983

Nesse ano, como de costume, o Nacional conquistava um dos turnos e o Rio Negro outro, logo, os dois clubes teriam de se enfrentar na final. A dupla foi muito destacada dos demais, sendo que o Fast Clube acabou na lanterna do campeonato.

Na final os dois clubes disputariam em igualdade, sem vantagens para nenhum dos clubes, o jogo acabou vencido pelo Nacional:

18 de Dezembro de 1983 Atlético Rio Negro Clube 1-1 Nacional Estádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
Gol marcado aos 23¹ minutos de jogo 23¹'Fernandinho Público: 11.831
Árbitro: Marcio Campos Salles(SP)
1984

Em 1984 o Rio Negro novamente se destacou ao lado do Nacional, mas nesse ano o clube mesmo tendo um melhor retrospecto falhou nas decisões contra seu maior rival, perdendo as decisões do primeiro e do segundo turno, ficando com o vice-campeonato sem a disputa da Super Final.

1985

Em 85 aconteceu exatamente o que ocorrera em 84, o Rio Negro foi bem no campeonato, mas pecava nas decisões contra o Nacional, mas um fato desmotivava a torcida alvinegra, o Nacional vinha em crise financeira grave e montou um time às pressas tendo como base as categorias de base e também contratando Titã que jogou pelo próprio galo em 1983.

1986

O ano de 86 tinha tudo para ser o ano do Rio Negro, o clube começava a pré-temporada com 30 contratados e um grupo de torcedores empresários no seu comando, já o Nacional mergulhado em crise fazia o que podia para por um time com base nos juniores e jogadores experientes em campo.

No primeiro turno o Nacional levou com certa facilidade, para a surpresa de todos. No segundo turno o Rio Negro levou com facilidade e viu o Nacional ser eliminado na primeira fase do mesmo.

O galo estava novamente na final enfrentando o Nacional, e novamente como favorito, no primeiro jogo o resultado de 1-1 não foi suficiente para nenhum dos dois ser campeão. Logo seria conhecido o campeão no segundo jogo:

26 de Agosto de 1986 Atlético Rio Negro Clube 0-1 Nacional Estádio Vivaldo Lima, Manaus
16h
Gol marcado aos 35¹ minutos de jogo 35¹'Raulino Público: 42.661

O título novamente ia para o rival, o Rio Negro perdia um título com um time considerado melhor e como favorito.

O tetracampeonato[editar | editar código-fonte]

De 1987 a 1990 o Rio Negro conquistou sua primeira e até hoje única grande sequência de títulos do campeonato amazonense de futebol, é um dos três únicos clubes com sequência igual ou superior de títulos.

Nesses anos o galo contou com grandes nomes que tirou jogadores de destaque do eterno rival(Tojal, Paulo Galvão, Marinho Macapá e Luís Florêncio, todos grandes ídolos do rival) e também formou seus ídolos como Luís Roberto e Kleber Brito(campeões nas quatro oportunidades),Bismark(que marcou o gol do TETRA em 1990), Fernandinho, Jason(mais tarde com moderado destaque no Atlético-MGfazendo o gol do título mineiro de 88), João Carlos Cavalo(hoje um dos grandes técnicos da Região Norte),

Neste período disputou a Série B de 1989, onde chegou a terceira fase e estando entre os 16 melhores da competição enfrentaria o Clube do Remo de Belém, a expectativa era grande e eram esperados pelo menos 40 mil pessoas no Vivaldão, mas pouco depois veio o banho de água fria, o Rio Negro foi eliminado no STJD por ter escalado um jogador irregular num dos jogos contra a Anapolina.

1990-1999[editar | editar código-fonte]

Após a conquista de 1990 que formou o tetracampeonato, o Rio Negro passou a disputar as divisões inferiores do Campeonato Brasileiro com frequência, e ausentou-se do campeonato estadual em 1991 e 1997, com apenas uma conquista de 1990, foi vice-campeão em 1993, 1998 e 1999. Tudo isso teria desmotivado a torcida barriga-preta, que praticamente abandonou o clube.

Em 1999 foi um dos raros anos de grandes apresentações do galo nos anos 90, fez uma grande final estadual e teve grande participação na Serie C mais disputada de todos os tempos.

1991

Depois do seu inédito tetra-campeonato, o Rio Negro mais uma vez estava fora do Campeonato Amazonense, consequentemente o clube afastou grande parte de seu público que era crescente na época. Apesar do afastamento do estadual o clube ainda disputou a Série B do Campeonato Brasileiro, tendo uma pessima campanha.

1992

Em 1992 o Rio Negro sobrou na primeira fase do Campeonato Amazonense, chegando a ser o melhor clube da primeira fase. Na fase final, porem, não correspondeu às expectativas e acabou perdendo o título para o modesto Sul América que vinha com o apoio de um grande empresário de Manaus, o clube fechou a fase final aplicando uma goleada de 6-1 sobre o Nacional, mas o Sul América foi campeão antecipado. Nesse mesmo ano o clube disputou o Campeonato Brasileiro de Futebol - Série C e fez uma campanha razoavel, sendo eliminado ainda na primeira fase ficando em 2° lugar num grupo de 5 clubes.

1993

Em 1993 o Sul América levou o Campeonato Amazonense sem dificuldades, o Rio Negro ficou apenas em 3° lugar, o clube não disputou o Brasileiro naquele ano.

1994

Mais uma vez o Rio Negro não disputou o Campeonato Amazonense de Futebol.

1995

Fazendo uma pessima campanha, o clube acabou o torneio em último lugar, mesmo assim ainda disputou a Série C fazendo uma pessima campanha.

1996

Em 1996 o clube teve além do Nacional, como grandes adversários o Cliper e o São Raimundo que dificultaram nas fases classificatórias e deixara o clube em 4° lugar, nas decisivas o Rio Negro se garantiu em 3° lugar.

1997

Nesse ano, nem o Rio Negro e nem o Nacional disputaram o campeonato amazonense que foi ganho pelo São Raimundo que era a terceira força daqueles anos.

1998

Nesse ano a disputa foi forte entre Rio Negro e São Raimundo, o clube alvinegro ganhou o primeiro turno e o São Raimundo o segundo. Nas semifinais eliminou o Sul América, enquanto o São Raimundo eliminou o Nacional, ao final o galo perdeu pelo placar de 2-1 na final.

1999

Em 1999 o São Raimundo foi campeão de dois turnos, onde o Rio Negro nos dois teve a oportunidade de ser campeão e perdendo o título na ultima rodada, no segundo turno o clube perdeu na ultima rodada justamente pro São Raimundo pelo placar de 3-1.

Décadas de 2000 e 2010 - A crise do Galo[editar | editar código-fonte]

O Rio Negro fechou a década de 90 com boa campanha na Serie C 1999, porém, após o título estadual de 2001, o Rio Negro passou por uma grave crise financeira, que deixou o clube enfraquecido, resultando num rebaixamento a Série B do Estadual em 2008, obtendo nessa temporada a pior campanha de sua história. Após o rebaixamento, no primeiro semestre, ao disputar a Segunda Divisão, no segundo semestre, ganhou os dois turnos, sagrando-se campeão amazonense da Série B por antecipação, e dando fim ao jejum de 7 anos sem títulos.

Porem, os problemas de 2008 voltaram a assombrar o clube em 2009. O clube foi novamente rebaixado para a segunda divisão estadual, ficando na 10º colocação entre 10 clubes, com 7 pontos ganhos. Como em 2009 houve mudança no regulamento da competição, o clube jogaria a segunda divisão somente em 2010.

Apesar de sua crise, o Rio Negro não deixou de participar do Campeonato Amazonense. Em 2009 foi especulado que o departamento de futebol fecharia as portas, porém o boato não se confirmou. Em 2013 o galo voltou a ser rebaixado depois de duas temporadas seguidas na primeira divisão.

Segundo seu presidente Thales Verçosa, o Rio Negro devia, até seu empossamento, cerca de R$4 milhões em dividas com a receita Federal e causas trabalhistas. O mesmo garantiu ter eliminado R$400 mil desse montante.

Estadual de 2006[editar | editar código-fonte]

O Rio Negro terminou o campeonato amazonense de 2006 em quarto lugar, atrás de São Raimundo, Fast Clube e Nacional[5] . O clube ficou com a vaga na Série C devida à campanha no segundo turno, do qual foi semifinalista, e do Nacional não ter demonstrado interesse em participar. Aquele ano foi considerado o divisor de águas entre o Rio Negro forte e o Rio Negro em crise que tem entrado em campo nos últimos anos. No primeiro turno, o galo venceu as 4 primeiras partidas, incluindo um clássico contra o Nacional.


A campanha, considerada regular, para um dos gigantes do futebol amazonense, lhe rendeu o 3º lugar geral na competição, e, precedeu uma série de vexames históricos do clube.

Rebaixamento em 2009[editar | editar código-fonte]

Em 2009 o clube novamente montou um elenco fraco, e, como resultado o segundo rebaixamento da sua história para a Segunda Divisão do Campeonato Amazonense. O gigante amazonense que vinha tendo más colocações desde o torneio de 2008, quando já havia sido rebaixado, mas, com aval da FAF disputou a Segundinha e voltou no mesmo ano, viu em 2009 a sua tradição continuar a ser jogada no lixo, ali o pior momento da história do clube no futebol dentro das quatro linhas mostrava-se muito mais critico do que se pensava.

O time, comandado por Carlos Prata, foi rebaixado oficialmente na penúltima rodada do segundo turno, num jogo contra o CDC Manicoré no Vivaldão praticamente vazio, nada equiparado aos momentos de glória já vivenciados pela agremiação dentro do mesmo estádio.

Série B 2010[editar | editar código-fonte]

Em 2010 o clube disputou pela segunda vez a Série B do Campeonato Amazonense, nesta edição o campeonato contou, além do Rio Negro com: Operário de Manacapuru, Clíper, Grêmio Coariense e Tarumã. O Rio Negro terminou o campeonato com o vice-campeonato, perdendo na final para o Operário.

Campeonato Amazonense de 2011[editar | editar código-fonte]

Para o ano de 2011 o Rio Negro firmou parceria com o empresário Robson Ouro Preto, que assumiria a gestão do futebol do clube e este lançou um grande projeto que de inicio se mostrou promissor, sendo que o inicio foi com a contratação do atacante Mario Jardel e do técnico português Paulo Morgado. Porém, com o passar das rodadas o clube não obtinha os resultados que eram esperados e o atacante acabou rescindido contrato sem sequer atuar pelo clube, que, ao decorrer do campeonato passou por grandes dificuldades financeiras mesmo com a parceria o que acabou resultando na saída do técnico que assumiu o Fast Clube.

Apesar os problemas que vem acometendo o clube a vários anos, o clube conseguiu se manter na primeira divisão depois de dois rebaixamentos consecutivos, apesar da campanha não ter sido boa.

2012, a Grande Surpresa, o "Time de Guerreiros".[editar | editar código-fonte]

Na mais recente edição do campeonato estadual, o Galo alvinegro montou um time relativamente inferior aos demais, e emplacou logo três derrotas em seus três primeiros jogos, vencendo apenas na 4º rodada. Porém, o pior ainda viria, o clube perdeu por inconsoláveis 7 gols a 0 para o maior adversário. Naquele momento, os poucos torcedores que estavam no estádio e acompanharam os momentos áureos do clube, não almejavam mais nada do clube, que recentemente havia empossado Iane Geber como seu técnico. Iane foi enfático ao dizer que os resultados de seu trabalho no clube sairiam apenas no segundo turno, e que era pra torcida permanecer confiante. O galo terminou a primeira fase em último lugar e com apenas 4 pontos.

2º turno

No segundo turno, o Rio Negro lutaria contra tudo pra livrar-se de mais um rebaixamento, e de passar maiores vexames, como o terceiro rebaixamento. Mas, na sua estreia, veio logo a maior surpresa, venceu o Princesa, até então vice-campeão do primeiro turno, por 3-2 em Manacapuru.

Enquanto alguns ainda se mostravam surpresos, e se contentavam pelo fato de ter vencido um time "cansado", na segunda rodada o clube venceu o fraco CDC Manicoré, perdendo na 3º novamente para o Nacional, desta vez apenas por 2-0. Mas, Iane Geber, havia motivado bastante o time, que, foi somando os resultados e acabou emplacando a classificação a uma decisão na primeira divisão depois de 6 anos sem disputar mata-mata.

Nas semifinais, o alvinegro da Praça da Saudade enfrentou o Fast Clube, levando a decisão para os pênaltis após dois empates em 0-0, porém, acabou sendo eliminado, sendo impedido de chegar a uma decisão de turno depois de 9 anos. A campanha foi considerada honrosa pela torcida do clube, que acabou apelidando o elenco de "time de guerreiros".

Apesar da boa campanha no segundo turno, o clube ficou em 8º na Classificação geral, devido à péssima campanha no primeiro turno.

2013[editar | editar código-fonte]

Depois de uma arrancada impressionante, que só foi detida por força do regulamento, muito se esperou do Galo para a temporada de 2013. No final de 2012,como sempre, apareciam planos aos montes que sonhavam em alavancar o clube financeiramente, mas, como sempre tudo acabou no ditado popular,indo por "água abaixo". Os maus resultados voltaram, e, o clube acabou sendo novamente rebaixado(pela 3ª vez em sua história).

O clube sonhou com a não realização da Série B do estadual em 2013, o que poderia mante-lo na primeira divisão, o que acabou não acontecendo.

Rivalidade[editar | editar código-fonte]

O Rio Negro tem como rival número um o Nacional, e com este faz o clássico mais antigo da Região Norte e o maior clássico futebolístico Amazonense, o Rio-Nal que por muito tempo concorria com o clássico paraense "Re-Pa" o título de maior clássico de futebol do norte. O maior clássico sempre foi o que mais levou público nos jogos em Manaus, sempre contou com a grande presença da torcida alvinegra. Além das competições oficiais e amistosas em nível estadual, as duas equipes chegaram a disputar jogos pelas Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil e Torneio Norte-Nordeste. Nos histórico de confrontos, contra o Nacional é o único onde o Rio Negro apresenta retrospecto negativo.

Estatísticas do Rio-Nal[editar | editar código-fonte]

Foram contados apenas jogos a partir de 1964(ano do profissionalismo no estado). Inclui se jogos do Campeonato Amazonense, Taças estaduais oficias, Campeonato Brasileiro das Series A, B e C; Copa do Brasil e Jogos Amistosos datados.

Último jogo considerado: Nacional 2-0 Rio Negro, pela abertura do Campeonato Amazonense, no dia 16 de Fevereiro de 2013, no Estádio Roberto Simonsen.

Estatísticas
Número de jogos 179
Vitórias do Nacional 69
Vitórias do Rio Negro 44
Empates 62
Número de gols 370
Gols feitos pelo Nacional 216
Gols feitos pelo Rio Negro 154

A última vitória do Galo Gigante em jogos oficiais contra o Nacional foi em 22 de Janeiro de 2006, desde então está vigente o maior período do Rio Negro sem vencer o maior rival na história: 7 anos(9 jogos).

Outros rivais[editar | editar código-fonte]

Além do Nacional, o Rio Negro encontra também grande rivalidade no Fast e no emergente São Raimundo, e apesar de ter perdido muito de seu prestigio, antigamente o Rio Negro era um dos dois clubes a serem batidos em Manaus, logo era rival para um grande rival para qualquer clube de futebol do Amazonas.

  • Fast - Com o Fast, a rivalidade é de longa data, pois o Fast principalmente nas décadas 30, 40 50, 60 e 70 representava uma terceira força do Futebol Amazonense, o que o tornava sempre um adversário difícil e também chamava grande atenção da imprensa local. Apesar de nunca terem decidido um campeonato profissional, os dois clubes tiveram vários confrontos em destaque.

Último jogo considerado: Fast Clube 0-0 Rio Negro, pelo Campeonato Amazonense, no dia 6 de Maio de 2012, no Estádio Roberto Simonsen.

Estatísticas
Número de jogos 109
Vitórias do Fast Clube 36
Vitórias do Rio Negro 44
Empates 29
Número de gols 225
Gols feitos pelo Fast Clube 104
Gols feitos pelo Rio Negro 121
  • São Raimundo – Uma rivalidade nova, pois com o crescimento repentino do São Raimundo e as finais que os dois clubes fizeram em 1998 e 1999 acirrou-se os ânimos entre os torcedores, o que também chamou grande atenção para os confrontos seguintes. Sendo que em uma dessas finais se tem o maior público pagante da história do campeonato amazonense, sendo que os 47.188 da segunda final de 99 nunca foi batido.
Estatísticas
Número de jogos 86
Vitórias do São Raimundo 23
Vitórias do Rio Negro 42
Empates 21
Número de gols 227
Gols feitos pelo São Raimundo 93
Gols feitos pelo Rio Negro 134

Grandes Jogos e Goleadas[editar | editar código-fonte]

Maior goleada aplicada pelo clube no campeonato amazonense, ainda no Amadorismo

Jogo válido pela primeira fase do Campeonato Brasileiro de 1975

Jogo válido pela segunda fase do Campeonato Brasileiro de 1983

Vitória sobre o famigerado clube carioca que contava com grandes nomes, sendo que neste jogo um atleta barriga-preta se destacou, o jogador Jorge Nobre fez nada mais que os três gols do galo.

vitória sobre o clube carioca com direito a dois gols do lendário Dario Peito-de-Aço.

A maior goleada aplicada pelo Rio Negro no clássico na era profissional.

O Rio Negro perdeu o jogo, porém um fato tornou o jogo histórico: Para aquele jogo o clube contou com o ídolo vascaino Roberto Dinamite que acabou por fazer os dois gols do clube.

O jogo marcava a estreia do bom jogador Thomaz, conhecido como "Passa-Fome" o atleta oriundo do município de Parintins já havia recibido proposta e estava de malas prontas para ir a Belém defender o Paysandu, porém aconselhado pelos amigos a ficar em Manaus e defender o clube barriga-preta.

A grande goleada aplicada pelo clube barriga-preta revelava sua ótima fase, chegando inclusive a ser o melhor clube do Norte e Vice-campeão do Norte-Nordeste naquele ano.

O clube mineiro contava com grandes jogadores e era um dos mais fortes naquele inicio dos anos 70, tanto que em 1971 foi o primeiro campeão brasileiro de futebol, o Rio Negro jogou com garra e teve seu goleiro Iane destacado pela imprensa daquele estado.

A maior goleada do Rio Negro em Série C do Campeonato Brasileiro, aquele ano foi um dos últimos de grande apresentação do clube alvinegro.

Primeira vitória do Rio Negro como mandante em campeonatos oficiais fora do Amazonas depois de instaurado o profissionalismo no estado, o jogo foi valido pelo Torneio Norte-Nordeste naquele ano vencido pelo conterrâneo Fast Clube.

O jogo foi o primeiro do clube alvinegro valido pelo Campeonato Brasileiro de Futebol.

Foi a primeira vitória do Rio Negro pelo Campeonato Brasileiro de Futebol, jogo no Estádio Vivaldo Lima com mais de 15 mil presentes.

Primeira vitória do galo como visitante em jogos validos pelo Campeonato Brasileiro de Futebol.

Final do campeonato de 1990, com gol de Bismark, quando o Rio Negro conquistou seu inédito e até o momento único tetracampeonato amazonense.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • A maior goleada aplicada foi um 10-3 sobre o clube Independência no dia 12 de Julho de 1942.
  • O maior artilheiro em uma temporada pelo Rio Negro foi Lívio com 22 gols em 29 partidas disputadas no ano de 1976.
  • O recordista de gols em uma única partida foi o jogador Indio, que marcou 5 gols na vitória do Rio Negro de 6-1 frente ao Penarol no dia 12 de Maio de 1984.
  • O gol mais rápido feito por um jogador do Rio Negro foi também o mais rápido da história do futebol Amazonense, o gol foi marcado por Carlos Alberto Silva que estreava no Rio Negro aos 10 segundos de jogo, no empate de 2-2 contra o São Raimundo no dia 22 de Junho de 1989.
  • O Rio Negro foi o primeiro Clube do Amazonas a ser homenageado por uma escola de samba do grupo especial do carnaval de Manaus, em 1997, a Mocidade Independente de Aparecida homenageou o Galo com o enredo "Skindá, Skindô, É gol!"
  • Em 2013, ano do seu centenário, o Rio Negro será homenageado novamente por uma escola de samba do grupo especial do carnaval de Manaus, a Presidente Vargas, com o enredo "Em seus espelhos se reflete a tradição, nos esportes, garra e coração. Atlético Rio Negro Clube - 100 anos de amor e paixão".
  • O goleiro com maior tempo sem tomar gols vestindo a camisa barriga preta foi Luís Roberto, que passou exatos 802 minutos sem tomar gols, sequência quebrada por Cido, atacante do Princesa do Solimões no jogo Rio Negro 2-1 Princesa ocorrido em 29 de Julho de 1987.
  • Os recistas de títulos pelo Rio Negro foram Luís Roberto e Kleber Brito, com 4 títulos cada um.
  • Em 1982 o Nacional fugiu do jogo final do Campeonato Amazonense contra o Rio Negro. Assim, o Rio Negro foi declarado campeão, vencendo a partida final por WxO, fato este que nunca foi esquecido pelo torcedor do clube
  • O clube é um dos poucos a utilizar um mesmo modelo de uniforme por quase toda sua existência
  • O Galo como prova de sua grandeza tem vários clones na região norte, principalmente no interior do Amazonas e Pará, e no estado de Roraima, onde está sediado o clone mais popular do Rio Negro.
  • O atacante Roberto Dinamite, grande ídolo do Vasco-RJ jogou pelo Rio Negro em um jogo no dia 12 de Dezembro de 1990, o jogo da ocasião era contra o Flamengo que venceu por 3-2, os dois gols do galo foram marcados por Dinamite.
  • O Rio Negro sempre acusou o rival Nacional de obter conquistas contestáveis, e por este motivo o clube se afastou do futebol de 1946 a 1960, o motivo deste afastamento seria um título do Rio Negro entregue injustamente ao rival.
  • Os torcedores do Rio Negro apelidaram o Nacional de "tribunaça" pelas conquistas, que segundo os "barrigas-pretas", são injustas.
  • O Rio Negro é o único da Região Norte a ter um clone profissional, o Rio Negro-RR que tem o mesmo nome, escudo, mascote e cores do clube manauara.
  • A miss Amazonas Terezinha Morango foi eleita Miss Brasil representando além do Amazonas, também o Atlético Rio Negro Clube
  • O judô e o Jiu-Jitsu no Amazonas, começaram a ser praticados na sede social do Rio Negro, sobre a batuta do mestre Soishiro "barriga-preta" Satake, em 1915. Existe uma tese que afirma que essas práticas foram as primeiras do Judô e do Jiu-Jitsu no Brasil.
  • O clube teve durante anos a sua revista oficial, como forma de comunicação oficial com a sua grande torcida, a mais famosa delas é a "Rionegrino".

Campeonato Brasileiro - Série A[editar | editar código-fonte]

  • Os clubes que mais enfrentou pelo Campeonato Brasileiro de Futebol Série A foram o Ceará e o Paysandu, enfrentando 6 vezes cada clube, depois destes vem o rival Nacional que enfrentou 5 vezes.
  • O melhor retrospecto foi contra o Paysandu, vencendo três vezes o clube paraense, empatando uma vez e perdendo duas vezes.
  • Nilson Santos foi o atacante que mais fez gols no campeonato brasileiro pelo Rio Negro, no total vez 10 gols em 32 jogos.
  • O Atacante Jorge Cuíca foi quem mais jogou no clube atuando pelo campeonato brasileiro jogando 48 jogos; seguido pelo lateral Almir e pelo zagueiro Zé Carlos com 47 jogos disputados cada um.
  • Os três que mais jogaram foram também os três que mais venceram, sendo que cada um venceu 13 jogos com a camisa barriga-preta
  • Décio Leal foi o técnico que dirigiu o clube por mais jogos no Campeonato, dirigiu o clube em 19 jogos e venceu 6 jogos, empatou 7 e perdeu 6.

Campeonato Brasileiro - Série B[editar | editar código-fonte]

  • O clube que mais enfrentou pelo Campeonato Brasileiro da Série A foi a Tuna Luso Brasileira, clube que não venceu uma vez sequer.
  • O melhor retrospecto foi contra o Moto Clube de São Luís e Dom Bosco, com 100% de aproveitamento vencendo os dois jogos que disputou contra cada um destes clubes.
  • O pior retrospecto foi contra o Sampaio Corrêa-MA onde perdeu todos os três jogos que disputou contra este, com 0% de aproveitamento.
  • A melhor participação do clube na competição foi em 1986, quando ficou em 9º lugar, a apenas dois pontos do acesso à Primeira Divisão.

Campeonato Brasileiro - Série C[editar | editar código-fonte]

  • Na edição de 1999, o Rio Negro teve uma das melhores medias de público dentre todas as divisões do Campeonato Brasileiro de Futebol.
  • A última participação do clube nessa competição foi em 2006, quando terminou em 16º lugar.

Outros Esportes[editar | editar código-fonte]

Além do futebol, o Rio Negro também mantem atividades no handebol, voleibol, futsal, natação, basquetebol e judô entre outros, sendo sempre forte nessas modalidades, obtendo várias conquistas. O Clube conta com um ginásio particular para praticá-los, e este tem a capacidade de cerca de 2.000 lugares. Em 2012 montou o time de futebol americano Rio Negro Mustangs, em parceria com o time Mustangs.

É um dos clubes que mais representam o estado do Amazonas em competições regionais e nacionais em diversos esportes, principalmente nos esportes de quadra. Nestes esportes o que mais se destaca é o voleibol onde é muito prestigiado na Região Norte, também tem grande reconhecimento no handebol. Foi no Rio negro que começou a se difundir o futebol de salão dentro do estado do Amazonas, onde o clube foi a primeira grande potencia.

Football pictogram.svgFutsal[editar | editar código-fonte]

A tradição do Rio Negro também entra na quadra, o clube tem a mais tradicional equipe de futsal do estado, mas, apesar de ser colecionador e taças, o clube não tem apresentado equipe profissional da categoria nos últimos anos.

Títulos

Lista-se aqui alguns dos títulos do Rio Negro no futsal, que são muitos:

  • Trophy(transp).pngCampeonato Amazonense de Futsal - Infantil: 04(1986-87-88-89)
  • Trophy(transp).pngCampeonato Amazonense de Futsal - Infanto-Juvenil: 01(1988)
  • Trophy(transp).pngCampeonato Amazonense de Futsal - Juvenil: 01(1989)

Olympic pictogram Volleyball.pngVôlei[editar | editar código-fonte]

O galo é a equipe mais tradicional dos ginásios amazonenses, e quando o assunto é vôlei logo se lembra dos tempos áureos do alvinegro amazonense, principalmente nos anos 80 quando em 1984 o atleta Paulo Avelino da equipe foi capitão da Seleção Olímpica que conquistou a medalha de prata.

O Rio Negro é o atual hexacampeão do norte de Vôlei, regional este que classifica dois clubes à fase final da Liga Nacional de Vôlei.

Liga Nacional de Vôlei 2009[6]

A primeira fase da Liga Nacional era regional, no caso do Rio Negro o Norte, do grupo apenas duas equipes passariam para a fase final, no caso Rio Negro e Remo-PA. No mês de Agosto o Rio Negro disputou a os jogos finais da Liga Nacional de Vôlei da categoria Masculina na cidade cearense de Juazeiro do Norte, mas perdeu todos os jogos que disputou:

  • Terça-feira (11.08) UPIS 3 x 0 Rio Negro/Galo Vôlei (25/22, 25/21 e 25/19)
  • Quarta-feira(12.08) Rio Negro/Galo Vôlei 0 x 3 Voltaço (15/25, 22/25 e 18/25)
  • Quinta-feira (13.08) Unifor 3 x 1 Rio Negro/Galo Vôlei (25/17, 25/17, 14/25 e 25/21)
Liga Nacional de Vôlei 2010[7]

Ingressando na competição com o nome de Recanto/Galo Vôlei, Rio Negro novamente sagrou se campeão nortista dividindo novamente o título com o Remo, os jogos do Recanto/Galo Vôlei na 1° fase(regional) foram: 3-0 Uniron-RO, 3-0 Faculdade São Lucas-RO(27/25,25/19,25/23) e 3-0 Nilton Lins(25/22,25/22,25/19).Com estes resultados o Rio Negro chegou pela 5° vez a fase nacional da Liga.

Na fase final o clube novamente não foi bem, como no ano anterior o Rio Negro perdeu todas as partidas que disputou:

  • Quarta-feira (18.08) Bravo Funcab/Niterói(RJ) 3-0 Recanto/Galo Volei(25/19, 25/17 e 25/19), no ginásio Ralf Knaesel, em Pomerode (SC).
  • Quinta-feira(19.08) UPIS(DF) 3-0 Recanto/Galo Volei(25/17, 25//16, 25/18), no ginásio Ralf Knaesel, em Pomerode (SC).
  • Sexta-feira (20.08) Unifor(CE) 3-1 Recanto/Galo Vôlei(36/34, 25/18, 16/25 e 27/25), no ginásio Ralf Knaesel, em Pomerode (SC).
2011

Em 2011 o Rio Negro classificou-se novamente à liga nacional de vôlei, tornando-se heptacampeão nortista de vôleibol[8] , jogando sempre fora de Manaus, o clube fechou a Liga Norte com 100% de aproveitamento e tornou-se campeão.

Títulos[editar | editar código-fonte]

  • Trophy(transp).pngBrazil Region Norte.svg Campeão Regional da Liga Nacional(Copa Norte-Masculino): 7 títulos
2005, 2006, 2007, 2008, 2009, 2010,2011

Swimming pictogram.svgNatação[editar | editar código-fonte]

O clube também atua na natação, e para isso tem um Parque Aquático(que também é muito requisitado pelos sócios do clube, aos quais se destina a atender deixando um tanto de lado o seu lado esportivo) onde eram ministradas aulas de natação, e natação esportiva.

Em 1969 o Jornalista e Diretor de Divulgação do clube Bianor Garcia idealizou uma travessia da Baía do Rio Negro a nado, e neste mesmo ano quinze atletas rionegrinos realizaram tal feito, sendo que em 2009 os atletas que realizaram este feito foram homenageados pelo clube no Porto de Honra.

Conquistas e Medalhas

São diversas as conquistas do clube dentro das águas, mas, é muito difícil de listar todas as suas conquistas, a mais recente foi a da Prova Almirante Tamandaré. O clube, tem tradição e já relevou nomes pra natação nacional, como a atleta paraolímpica Valeria Santarém, que disputou os Jogos Paraolímpicos de Pequim, em 2008, além de ser medalhista nos Jogos Parapan-americanos de 2007

  • Prova Almirante Tamandaré (5km) - Categoria Feminino Adulto de 2012: 1º lugar com Maria Emília Martins.

Títulos em outras modalidades[editar | editar código-fonte]

Handebol

No handebol o clube tinha o melhor time da região norte, com as mais variadas conquistas a nível estadual, regional e diversos atletas que defenderam a seleção nacional de handebol, o clube chegou a ter uma das melhores equipes de handebol do país.Na lista abaixo, apenas os títulos que de certeza pertencem ao clube:

  • Trophy(transp).png AmazonasCampeão Amazonense de Handebol (Masculino): 05
1981, 2000, 2004, 2008, 2009.
  • Trophy(transp).png AmazonasCampeão Amazonense de Handebol (Feminino): 06
1980, 1981, 1982, 1983, 1984, 1999.

Judô e Jiu-Jitsu[editar | editar código-fonte]

Existem várias versões sobre a chegada desses esportes ao Brasil. Uma delas diz que a primeira vez que foram praticados no Brasil, foram na sede do Rio Negro, em Manaus. Mas a certeza que se tem é que o clube foi pioneiro nas práticas de Judô e Jiu-Jitsu no Amazonas. Em 1915, o Mestre Soichiro Satake (que depois se naturalizou brasileiro, passando a ser chamado de Antônio Soichiro Satake), chegou ao Amazonas e passou a praticar e ensinar o Judô e o Jiu-Jitsu, formando na sede do Atlético Rio Negro Clube a primeira associação de Jiu-Jitsu do Brasil[9] .

Hoje o clube conta com atletas que o representam em competições estaduais, regionais e nacionais, alem de promover o Rio Negro Fight, evento de MMA.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Sede do Rio Negro

O Rio Negro conta com uma estrutura razoável, porem ótima para um clube local:

  • Na sede do clube localizada na Praça da Saudade, próximo ao Centro Antigo de Manaus é possível ver a sala de troféus onde estão todos os títulos do clube "barriga preta", além de quadros, revistas sobre o clube, fotos antigas e medalhas das grandes equipes de futebol, futsal e de todos os outros esportes que são prfaticados pelo clube.
  • Parque Aquático com duas piscinas (Flávio de Castro e Gilberto Mestrinho), inaugurado em 13 de Novembro de 1960, na gestão de Glauther Marques Batista.
  • Pequena Piscina circular, atualmente usada para hidroginástica.
  • Palácio Dórico com Salão dos Espelhos, localizado na Av. Epaminondas, s/nº, centro de Manaus.
  • Ginásio Poliesportivo Aristophano Antony, com capacidade para 2000 espectadores.
  • Centro Administrativo Joaquim Rocha da Silva Barateiro, inaugurado em 16 de Maio de 1989 na gestão de Antônio Carlos da Silva
  • Uma academia.

Todo esse patrimônio está situado no centro do clube localizada na Avenida Epaminondas, frente à Praça da Saudade. Atualmente o clube utiliza este patrimônio para atender os seus sócios, fazer locações e aulas de natação, futsal, vôlei, judô e etc. O patrimônio do clube encontra-se razoavelmente conservado, porem é notável que necessite de várias reformas.

Placa de Fundação do Parque Aquatico.

Sócios[editar | editar código-fonte]

O clube alvinegro hoje totaliza cerca de 4.200 sócios proprietários, sendo que cerca de 2.000 destes foram remidos por uma diretoria do passado do clube, e cerca de 200 se tornaram sócios beneméritos. Ou seja, o clube hoje é abastecido por poucos sócios que não são remidos nem beneméritos, sendo que muitos usufruem do clube sem pagar o título de sócio proprietário.

Torcida[editar | editar código-fonte]

A torcida do Atlético Rio Negro Clube é reconhecida historicamente como a segunda maior torcida do Amazonas com muitos torcedores também no interior do estado. A torcida contagiava os jogos do clube sempre num coro de "Galo... Galo... Galo..." e uma famosa sirene que entoava no saudoso Estádio Vivaldo Lima; Até mesmo os jogadores, consagrados até mesmo no Nacional dizem que sentiam emoção ao ver a torcida alvinegra dos vestiários que ficavam no sentido oposto. Muitos jogadores que passaram pelo clube a consideravam uma das mais fanáticas que já presenciaram.

Os torcedores eram muito mais presentes em clássicos contra o Nacional, e jogos do campeonato brasileiro, fatos revelam que o clube por grande período detinha também a segunda maior torcida na capital dentre todos os clubes, ou seja, isso incluía também os famigerados midiáticos clubes cariocas e paulistas. Apesar da desvantagem numérica, a torcida do Rio Negro era sempre considerada a mais animada e do estado.

Paixão sem tamanho.

Seu fanatismo era gigantesco, e reconhecido por todos, as festas da torcida alvinegra nas arquibancadas arrepiavam. Muitos torcedores viviam o Rio Negro. As festas de fim de ano, carnaval entre outras, tinham que ser na sede social do clube. Outros não se aquietavam até ir na sede do clube saber as novidades relacionadas à contratações. Nos dias de jogo, alguns grupos saiam com suas bandeiras pelas ruas de Manaus entoando cânticos e hinos do clube. Existem casos de pagamento de promessas caso o clube vencesse mais um clássico contra o Nacional, de choro, carnaval e emoção na volta do clube aos campos em 1960 e 1979.

A paixão pelo clube era um símbolo no futebol amazonense, o clube, em 1960, saia de 14 anos sem futebol direto para uma das maiores médias do campeonato. O mesmo aconteceu em 1979 depois do clube passar dois anos fora do estadual, sua torcida comemorou como um título. Em 1999 o clube chegou a figurar como uma das maiores médias de público do país, tendo a 15ª maior entre todas as divisões.

Dias atuais[editar | editar código-fonte]

Hoje em dia a torcida do galo é muito pequena perto do que era, sendo considerado um clube em plena decadência, o Rio Negro se atem a uma media de pouco mais de 300 torcedores por jogo, media comparada a equipes pequenas de vários estados brasileiros. Nada próximo dos grandes públicos do clube, que tinha media de 4.000 pessoas em jogos de pequeno destaque e mais de 20 mil pessoas em jogos de grande porte.

Sua torcida era forte até o inicio dos anos 90, quando ainda era um clube massificado, mas, com a ausência do clube nos campos em vários anos naquela década somado a elencos fracos, os torcedores não viram motivos para voltar a o acompanhar. Os grandes pontos foram a ausência no ano de 1991, e a perda do título de 1992 perante o pequeno Sul América.

A ultima grande demonstração de força da torcida do clube foi na final do campeonato amazonense de 1999, disputada contra o São Raimundo, onde o clube possuía grande maioria dos mais de 50.000 presentes no Vivaldão. Após isso, mesmo sendo Campeão em 2001 e Vice-campeão em 2003 em finais contra o Nacional, o clube não obteve mais êxito em públicos, sendo que até mesmo na Serie C em 2006, nas fases mais decisivas o clube não obteve apoio dos locais.

Grupos de apoio.

O clube barriga preta conta com as seguintes torcidas:

  • Torcida Organizada Império Alvinegro - fundada em 2012, por ex-membros de uma outra torcida organizada do clube, é a mais nova torcida organizada e com maior número de componentes do Rio Negro.
  • Torcida Organizada Mancha Negra - Fundada em 2007, permaneceu até 2012 como a principal torcida organizada do clube.
  • Torcida Feminina Galo Chique - é a torcida feminina do Galo, presidida pela ilustre torcedora Rosário Almeida. Sua presença nos estádios é de longa data, sendo que existem registros de sua presença desde o final dos anos 80.
  • Torcida Organizada Charangalo (A famosa Charanga rionegrina) - Uma das torcidas "velha guarda" do Galo, é atualmente a mais antiga em atividade, conta com torcedores símbolos do clube, como Enédio Negreiros e Lúcio Gervásio. Existe desde a década de 60, sendo a primeira torcida organizada do Amazonas.[10]
  • Torcida Força Jovem do Galo(Inativa) - Foi a principal torcida organizada do clube na década de 90 até a primeira metade dos anos 2000.
  • Torcida do Galo (Inativa) - Principal torcida nos anos 70 e 80.
  • Torcida Jovem Garra Alvinegra(Inativa)
  • Torcida Organizada Galorota(Inativa)
  • Torcida Organizada Galo Hulk(Inativa)
  • Torcida Galo Gay(Inativa) - Fundada por Eurico Carvalho, foi uma das primeiras torcidas compostas por homossexuais do Brasil.[11]

Torcidas com menor evidencia:

  • Torcidas Os Barrigas Brancas do Galo (Inativa)
  • Torcida Galo de Quintal (Inativa)
  • Torcida Feminina das Galetes (Inativa)
  • Torcida Feminina das Rio Negrinas (Inativa)
  • Torcida Organizada Galo da Praça da Saudade (Inativa)
  • Torcida Organizada Amor ao Galo Carijó (Inativa)
  • Torcida Patifes do Galo (Inativa)
  • Torcida Organizada Galo de Guerra(Inativa)
  • Torcida Organizada Galo Amor (Inativa)
  • Torcida Galo Fuleragem (Inativa)
  • Torcida Galo Pichilinga (Inativa)
  • Torcida Organizada Galoucura(Inativa)
  • Torcida Organizada Galo Bombado(Inativa)
  • Torcida Alvinegros(Inativa)

Pay-Per-View[editar | editar código-fonte]

No dia 23 de Agosto de 2011 o instituto DATAFOLHA divulgou uma pesquisa que foi divulgada pelo Flamengo aparece como a 30° torcida que mais assina pacotes de Pay-Per-View no Brasil, sendo a melhor posicionada da Região Norte, mostrando que o clube ainda tem uma grande torcida, porém que não vai ao estádio devido à péssima situação em que o clube se encontra hoje.[12]

A torcida do Rio Negro tinha excelentes médias de público nos campeonatos que disputava, era a 4º maior torcida da Região Norte.

Maiores Públicos[editar | editar código-fonte]

Aqui, uma lista dos maiores públicos do clube no Vivaldo Lima:

  • 22 de julho de 1999 São Raimundo 3 x 1 Rio Negro, público de 47.188, pelo Campeonato Amazonense de 1999
  • 27 de agosto de 1986 Nacional 1 x 0 Rio Negro, público de 41.661, pelo Campeonato Amazonense de 1986
  • 26 de setembro de 1979 Nacional 1 x 0 Rio Negro, público de 40.193, pelo Campeonato Amazonense de 1979

Em jogo amistoso:

  • 26 de setembro de 1971 Rio Negro 2 x 2 Nacional, público de 30.003 pagantes, jogo amistoso

Maiores públicos na Colina

  • 27 de abril de 1969 Rio Negro 0 x 0 Nacional, público de 23.152 pagantes, jogo valido pela Taça Amazonas
  • 26 de abril de 1970 Rio Negro 0 x 0 Nacional, público de 20.783 pagantes, jogo valido pela Taça Amazonas

Maior público no Parque Amazonense

  • 25 de outubro de 1970 Rio Negro 1 x 3 Fast Clube, público de 10.981 pagantes, jogo valido pelo Campeonato Amazonense

Médias de publico no Campeonato Brasileiro - Série A[editar | editar código-fonte]

Usada nesta média apenas os borderôs de jogos disponíveis. Leva-se ainda em conta que o Rio Negro tem uma média histórica de 9.700 pessoas no Campeonato Brasileiro de Futebol, a quarta da região norte.

Campeonato Amazonense de Futebol[editar | editar código-fonte]

Para as medias de público do Campeonato Amazonense foram excluídos da contagem os clássicos Rio-nal

  • 1966 - Média de Público: 3.256
  • 1968 - Média de Público: 3.448
  • 1969 - Média de Público: 5.479
  • 1970 - Média de Público: 4.140; Maior público: 11.273 em 25 de Outubro na derrota por 3-1 pro Fast Clube
  • 1973 - Média de público: 6.282
  • 1974 - Média de público: 1.908
  • 1975 - Público total: 71.221, Jogos: 12; Média de Público: 5.935
  • 1976 - Média de público: 4.118
  • 1977 - Não participou
  • 1978 - Não participou

Acadêmicos do Rio Negro[editar | editar código-fonte]

Os Acadêmicos do Rio Negro é uma escola de samba ligada ao clube por ter sido fundada como batucada composta por torcedores do Rio Negro em 1972, sendo que em 1983 essa mesma batucada resolveu tornar-se uma escola de samba. Após muito tempo desativada, esta volta no ano de 2011 como muitas torcidas organizadas, que, animadas com o projeto do clube, resolveram se reativar. O seu primeiro samba enredo foi intitulado de “As Mil e Uma Noites nos Carnavais Rionegrinos”.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Hino[editar | editar código-fonte]

O Rio Negro possui dois hinos, um social e um esportivo, o Hino Esportivo é o mais conhecido e fora composto por Albino Ferreira Dantas, Pernambucano , Tenente-Maestro da Policia Militar do Amazonas:

Uniforme[editar | editar código-fonte]

UniformesGalo

No pimeiro projeto, feito por Edgard Lobão, primeiro presidente do clube, o uniforme do Rio Negro seria composto de calção preto, camisa branca com um escudo azul, logo Schinda Uchoa um jovém de 16 anos e principal fundador do clube alegou que no nome do clube havia bairrismo e que o nome e o escudo "deviam se confundir", logo idealizou o uniforme com o escudo atual em preto e branco como distintivo do clube, este foi aprovado pelos demais fundadores. Schinda não disse, entretanto, que nome daria para seu clube mas, sua proposta , foi a de um uniforme camisa e calção branco. Em votação venceu o alvitre do fundador. Foi assim que surgiram o negro e o branco como distintivo e uniforme do Atlético Rio Negro Clube.

Porém, muitos dos rionegrinos acharam, no entanto, que o uniforme estava com muito preto e pouco branco. Veio então a sugestão do fundador do clube, Schinda que dispoz uma camisa com listras verticais brancas e pretas, igual a do Botafogo Futebol Clube do Rio de Janeiro.

Uniforme atual

O uniforme do Rio Negro constitui de: camisa branca com a famosa faixa horizontal preta cortando-a ao meio (daí o apelido "Barriga-preta"), com calção e meias pretas. A combinação de cores é invertida no segundo uniforme. O calção e os meiões tradicionalmente são pretos.

O clube usa da cor vermelha nas numerações de camisa, e geralmente o escudo fica ao centro, porem em vários anos o escudo ficou no tradicional canto esquerdo-superior. Atualmente o clube trabalha com a Neo Sports para fornecimento de materiais esportivos, já trabalhou por muito tempo com Nell, Topper e Adidas, entre outras.

Escudo[editar | editar código-fonte]

O escudo do Rio Negro é constituído de um círculo preto com seis furos vazados (quatro embaixo e dois em cima) e um as letras ARNC dentro do círculo. As Letras ARN estão dispostas em sequência com o C sobreposto a elas. Por algumas vezes se utilizou quatro estrelas acima do escudo, que simbolizaram o tetra amazonense de 1987-1988-1989-1990.

Se não fosse pela existência de um clube com nome e escudo idênticos no estado de Roraima, o Rio Negro teria um escudo singular, já que no mundo nenhum outro clube tem um escudo ao menos parecido. O escudo do galo alvinegro transmite imponência, sendo um escudo reconhecível no meio de tantos a qualquer um que entenda de futebol.

Acrônimo[editar | editar código-fonte]

Acrônimo do Rio Negro, de Manaus, em Piscina do Parque Aquatico do Clube

O Rio Negro tem um acrônimo que representa um símbolo, este acrônimo é tão simbólico que foi desenhado em uma das piscinas do Parque Aquatico e também estampou a camisa do clube como símbolo principal em vários anos, como por exemplo em 1982, quando o time campeão, trajava um uniforme todo preto com o acrônimo em vermelho na foto oficial de Campeão. Nesse mesmo ano, em várias ocasiões, o clube jogou usando o acrônimo como símbolo maior.

Cores[editar | editar código-fonte]

As cores principais do clube são o Preto e o Branco, o que dá ao clube a alcunha de alvinegro. A cor preta deve-se a homenagem feita ao rio homônimo e suas águas escuras.

Mascote[editar | editar código-fonte]

Mascote querido pela torcida do Rio Negro

O mascote da equipe é o galo, provavelmente desde os anos 60. Sobre o Galo, os torcedores chamam o clube carinhosamente de:

  • Galo Carijó;
  • Galo Esporão de Ouro;

O mascote por muitos anos entrava em campo acompanhado de crianças, essas que deveriam ter boas notas na escola pra receber o prêmio de entrar com o simbolo em campo antes dos jogos do Rio Negro. Hoje em dia não é possível encontrá-lo em jogos do clube.

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira Esportiva Rionegrina

O Galo Alvinegro tem oficialmente duas bandeiras:

  • Esportiva: Desenhada por Carvalinho, tem um losango branco acompanhado de uma faixa preta central(em maior largura)e duas mais finas a margeando, com o escudo no topo esquerdo.
  • Social: Bandeira das atividades sociais do clube, diferencia-se da esportiva pela ausência das duas faixas menores, foi desenhada por Ariolino Azevedo e Oscar Maia.
Bandeira Social Rionegrina.

A bandeira mais utilizada é a de um losango preto com uma faixa branca central e o escudo precisamente no meio deste. Existe ainda outra bandeira muito utilizada com características inversas, ou seja um losango branco com uma faixa preta ao centro com o escudo.

Alcunhas[editar | editar código-fonte]

  • Barriga Preta – Apelido recebido há muito tempo, talvez desde os anos 30, quando ganhou muitos torcedores. O apelido faz referencia ao tradicional uniforme com a faixa preta na parte mais central do abdome. Depois de um tempo, o apelido foi dado à torcida, o clube foi chamado de "clube barriga-preta". Este por muito tempo foi o maior sinônimo da torcida do clube.
  • Galo da Praça da Saudade - O Rio Negro está sediado na Rua Epaminondas, que margeia a Praça conhecida popularmente como Praça da Saudade. Somando-se a isso o fato do mascote principal e único do Rio Negro ser o galo, o clube foi chamado por este apelido. Na época, era comum ligar os principais clubes aos locais onde ficavam suas sedes sociais.
  • Galo Gigante do Norte - Logo nos primeiros anos de participação no Campeonato Brasileiro de Futebol o Rio Negro não fazia feio, jogava com raça, os mais importantes veículos de comunicação regional, além de muitos torcedores o chamavam carinhosamente de Galo Gigante do Norte, ou, o "Único galo do norte".
  • Alvinegro Amazonense e Alvinegro – Isso se deve às cores do clube, o Preto e o Branco. O clube também já foi chamado de "Gigante Alvinegro", "O Alvinegro do Norte" entre outros.
  • A Raça Mais Forte – Se deve ao fato do clube ter como mascote o galo, como o galo tem várias espécies, desde os mais fracos até os bravos galos de briga, então o raça do galo alvinegro é “a raça mais forte”. A torcida “Mancha Negra” utiliza em suas faixas a frase “Nossa raça é a mais forte”.
  • Imortal do Amazonas – O Rio Negro passou por várias baixas na sua história, passou 14 anos sem jogar futebol oficialmente e ao voltar encontrou sua torcida fiel nos estádios. Depois o lamentável afastamento de 1977, na volta foi feito um verdadeiro carnaval na Praça da Saudade. E ainda os dois rebaixamentos seguidos no campeonato estadual, porem o clube ainda assim tinha muitos torcedores e ainda era lembrado por desportistas de Manaus, sendo que muitos torcedores ao serem questionados por ainda torcerem fanaticamente pelo clube falavam “Pra mim o Rio Negro é imortal”.
  • O afluente amazônico – fora conhecido assim na sua primeira participação do campeonato brasileiro, tendo grande destaque quando teve um belo inicio de campeonato.
  • Alinhaderrimo - Devido ao seu alinhamento em campo, a sua excelente postura dentro das quatro linhas, o clube alvinegro foi chamado pelos torcedores de "alinhaderrimo", isso nas décadas passadas que foram até o inicio do profissionalismo. A alcunha bem única perdurou bom um bom tempo, até, ser totalmente esquecida.
  • Clube líder da Cidade - Ganhou este apelido nos anos 40.

Ídolos e Grandes atletas[editar | editar código-fonte]

  • Roberto Berdana(A) - O clube amazonense tem como um dos seus maiores artilheiros o atacante Roberto Almeida Jorge Elias, amazonense, que jogou futebol pelo clube na década de 60 onde marcou muitos gols. Roberto tinha um chute forte e preciso, popularmente é conhecido no Brasil e na Europa como Berdana, e deu muitas alegrias a torcida do "galo" sendo o primeiro atacante na história do futebol mundial a marcar gols chutando a bola de bico no ar (sem deixar a bola cair no chão), feito inédito na história do futebol. Roberto, por ter atuado pelo clube durante muitos anos, recebeu o título de sócio benemérito no dia 13 de novembro de 1975.
  • Ademir(MC); Meia Armador pernambucano, deu muitas glórias ao clube onde jogou de 1964 a 1969, sendo participante ativo do título de 1965.
  • Amaury(G)
  • Reinaldo: grande futebolista mineiro que atuou pelo Rio Negro no ano de 1983.
  • Denilson (V): Atuou no clube barriga-preta no ano de 1973, disputando parte do Campeonato Amazonense e todo o Campeonato Brasileiro de Futebol do mesmo ano.
Silva, grande jogador que passou pelo clube quatro anos depois de ser artilheiro do Campeonato Argentino de Futebol pelo Racing.
  • Silva (A): Fez oito partidas pelo clube alvinegro no Campeonato Brasileiro de Futebol de 1973.
  • Bezerrinha, (A), natural de Tefé fez parte do grupo de ataque barriga-preta que ficou conhecido como "Os granadeiros" e foi campeão pelo clube. Ficou apenas dois anos no futebol de Manaus, por exigencias familiares parou de jogar aos 20 anos de idade.
  • Catita (Z) ; Zagueiro vigoroso, Catita começou na base do Olímpico Clube e Cliper, transferiu se para o Rio Negro em 1960 onde foi titular absoluto por mais de 8 anos e consquistou dois campeonatos estaduais. Catita era considerado o jogador mais violento e temido de seu tempo.
  • Maravilha (Z), jogador que foi bicampeão paraense, veio a Manaus para atuar no galo.
  • Clóvis, o Aranha Negra(G), Natural de Parintins, Clóvis foi um grande goleiro da década de 70, era considerado um dos melhores goleiros nortistas da época, apesar de poucas conquista o goleiro é considerado o melhor de toda a história do clube. Clóvis tinha uma marca que consistia em usar uma toalha vermelha e jogar todo de preto
  • Luizinho “Mão de Grude”(G), grande goleiro da década de 40
  • Iano (G), Iano Monteiro foi um grande goleiro da década de 40, começou no Nacional e mais tarde se transferiu pro Galo onde ficou cerca de 8 anos e foi tricampeão amazonense.
  • Iane (G), grande goleiro, foi campeão em 1975 em uma final contra o Nacional. Iane sempre recorda um jogo em que jogou com garra e segurou o empate pelo clube perante o Atlético-MG em pleno Mineirão.
  • Luís Florêncio (L)
  • Horácio(A), um dos maiores atacantes que fizeram história no Rio Negro, fez parte dos quadros campeões pelo clube em 1962 na final contra o Nacional, e 1965 em outra decisão contra o clube azulino.
  • Marcus Paiva(G), Outro goleiro que começou no Nacional, Marcus foi para o Paysandu de Belém e voltou a Manaus em 1960 para defender o clube alvinegro.
  • Marcílio (Z), Lateral esquerdo da década de 40, o grande jogador iniciou sua carreira no Fast Clube e ganhou destaque no Rio Negro onde foi campeão de 1943 e de direito em 1945. Naquele período formou com Amancio e Darcy a sólida defesa barriga-preta até 1946 quando o Galo saiu do futebol.
  • Rolinha (V) Meia de Armação dos anos 60 e 70
  • Val, Edval Conte dos Santos (L)
  • Orlando Rabelo(MC) – Era um promissor meio de campo que surgiu no galo em 1960, porém uma contusão encerrou sua carreira ainda no início.
  • Luís Roberto(G), natural do interior paulista foi grande goleiro defendendo o Rio Negro e seus maiores rivais Fast Clube e Nacional. Pelo Rio Negro foi campeão em todos os anos do tetracampeonato alvinegro, sendo que ele ganhou grande destaque e foi por muitas vezes escolhido pela imprensa o melhor goleiro do Amazonas da época.
  • Tobias (G): veio para o Galo com 33 anos e jogou no clube no ano de 1982, foi campeão pelo clube e disputou o Campeonato Brasileiro daquele mesmo ano.
  • João Carlos Cavalo
  • Castilho
  • Edson Angelo (Z), precedente de Recife, e indicado por "Amemir o maestro" veio para o Rio Negro, sendo que estreou no Rio-Nal histórico vencido por 7-2 pelo clube alvinegro. Não demorou dois anos com a camisa alvinegra
  • Jason(A), oriundo de Macapá, Jason brilhou e foi campeão pelo galo em 1987 quando foi artilheiro do clube fazendo 19 gols em 19 jogos. No ano seguinte estava jogando no Atlético-MG onde fez o gol do título do clube mineiro.
  • Kleber Brito(Z), defendeu o galo da praça da saudade no período de 1983 a 1990 e fez parte dos elencos que conquistaram o maior feito do clube, o tetracampeonato amazonense de 87-90. Por sua grande atuação, o atleta recebeu uma placa de prata do clube barriga-preta.
  • Luís Darque (A), paraense natural de Ananindeua, foi contratado junto ao Olímpico.
  • Bismark(Bismark Nascimento Aguiar), formado nas divisões de base do Galo, fez o gol do tetracampeonato em 1990 e depois foi vendido ao Santo André (SP), chegou a ser cogitado pelo São Paulo do "Mestre" Telê Santana, mas os clubes não chegaram a acordo. Fez carreira em Portugal.
  • Orange - Jogou no galo em 1975 e 1976 na posição de ponta-direita.
  • Paulo Galvão - Um dos maiores zagueiros do norte do país nos anos 80, começou a carreira muito cedo, ainda muito jovem foi campeão estadual pela extinta Rodoviária, depois foi inúmeras vezes campeão pelo Nacional e foi bicampeão pelo Rio Negro em 87 e 88, mesmo sendo adversário muitas vezes foi sempre respeitado pela torcida do GALO, por isso foi muito bem recebido no clube.
  • Iane Geber(G) - Consiederado um grande goleiro na década de 70, Iane Geber foi campeão amazonense em 1975 e saiu do Rio Negro em 1978 para jogar no Clube do Remo do Pará onde não foi bem aproveitado.
  • Marinho MacapáAmapaense que fez história em Manaus onde é até hoje o jogador que mais foi campeão amazonense.
  • Cláudio Coelho Nascido em Manaus a 9 de maio de 1917. Jogou futebol e treinou equipes durante 30 anos. Um campeão como jogador e como técnico. Foi ídolo da torcida, goleador elegante, líder respeitado, valente, disposto a decidir na porrada se necessário quando via seu time prejudicado. Criou alguns casos dentro e fora de campo, mas só foi expulso uma vez no início de sua longa carreira. Os adversários achavam-no um jogador apenas rompedor de muita sorte para fazer gols e incapaz de dar um chute com a perna esquerda.[13]

Artilheiros[editar | editar código-fonte]

Os artilheiros que o Rio Negro fez durante todo o campeonato profissional foram:

  • 1965 - Sabá Burro Preto, 10 gols em 12 jogos
  • 1966 - Sabá Burro Preto, 8 gols em 9 jogos
  • 1969 – Santos, 9 gols em 11 jogos
  • 1972 – Santarém, 6 gols em 11 jogos
  • 1976 – Lívio, 22 gols em 29 jogos
  • 1982 – Índio, 9 gols em 10 jogos
  • 1983 – Tita, 14 gols em 20 jogos
  • 1986 – Wolney, 15 gols em 12 jogos
  • 1987 – Jason, 19 gols em 19 jogos
  • 1990 – Marcão, 7 gols em 9 jogos
  • 1992 – Humberto, 9 gols em 17 jogos

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Campeonato Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Brasil Campeonato Brasileiro - Série A
Ano 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979
Pos. - - 30° 26° 38° 40° - - 91°
Ano 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. - - - 29° - - - - - -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2010 2011 2012 2013
Pos. - - - -


Brasil Campeonato Brasileiro - Série B
Ano 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979
Pos. - - - - - - - - -
Ano 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. 48° 40° - - 20° 11° - - 22°
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - 62° - - - - - - - -
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. - - - - - - - - - -
Ano 2010 2011 2012 2013
Pos. - - - -


Brasil Campeonato Brasileiro - Série C
Ano 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989
Pos. - - - - - - 21º - -
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. - - 10º - - 34º - - - 11°
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. 17° 27° 36° 73° - - 16° - - -
Ano 2010 2011 2012 2013
Pos. - - - -


2000 - No módulo verde da Copa João Havelange

Copa do Brasil[editar | editar código-fonte]

Brasil Copa do Brasil
Ano 1989
Pos. 20°
Ano 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999
Pos. 15° 26° - - - - - - - -
Ano 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009
Pos. 52º - 63° - 55° - - - - -
Ano 2010 2011 2012 2013
Pos. - - - -


Estaduais[editar | editar código-fonte]

Amazonas Campeonato Amazonense
Ano 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972
Pos.
Ano 1973 1974 1975 1976 1977 1978 1979 1980 1981 1982
Pos. ND ND
Ano 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992
Pos. ND
Ano 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002
Pos. ND ND
Ano 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 2011 2012
Pos. 10° 10° CR
Ano 2013
Pos.


Por falta de registros, só foram computados os anos de profissionalismo

CR = Cumpria rebaixamento.

ND = Não disputou

Amazonas Campeonato Amazonense - Segunda Divisão
Ano 2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
Pos. SA SA SA SA SA D.F.


D.F. = Disputa futura.

SA = Estava na Série A.

Amazonas Taça Estado do Amazonas (Primeiro Turno)
Ano 1963 1964 1965 1966 1967 1968 1969 1970 1971 1972 1973 1974 1975 1976 1977
Pos. NH NH NH NH N.D.
Ano 1978 1979 1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992
Pos. N.D. 1(I) (I) NH NH NH (I)
Ano 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007
Pos. N.D. N.D.
Ano 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014
Pos. 10º 10º CR 10º


CR = Cumpria rebaixamento.

ND = Não disputou.

NH = Não houve.

Outros[editar | editar código-fonte]

Títulos[editar | editar código-fonte]

Cscr-featured.png Campeão Invicto

Internacionais
Competição Títulos Temporadas
Trophy(transp).pngGuiana Torneio Internacional de Georgetown(Guiana) 1 1963
Inter-Regionais
Competição Títulos Temporadas
Trophy(transp).pngNorth Region in Brazil.svgNortheast Region in Brazil.svg Torneio Norte-Nordeste 1 1975
Regionais
Competição Títulos Temporadas
Trophy(transp).pngNorth Region in Brazil.svg Campeão do Norte 1 1973
Trophy(transp).pngNorth Region in Brazil.svg Taça Norte 1 1986
Trophy(transp).pngAcre Torneio Quadrangular Independência do Brasil 1 1974
Trophy(transp).pngAmazonasPará Torneio Amazonas x Pará 1 1928
Estaduais
Competição Títulos Temporadas
Brasão do Amazonas.svg Campeonato Amazonense 18 (1921, 1926¹, 1927, 1931, 1932, 1938, 1940, 1943Cscr-featured.png, 1945², 1962, 1965, 1975, 1982, 1987, 1988, 1989, 1990 e 2001).¹ Torneio de cunho oficial promovido pela antiga FADA, ainda não reconhecido pela FAF; ² Título alvo de antigas disputas judiciais com o Nacional.
Brasão do Amazonas.svg Taça Amazonas 9 (1965, 1976, 1979, 1982Cscr-featured.png, 1987Cscr-featured.png, 1990, 1992Cscr-featured.png, 1998, 2003Cscr-featured.png)
Brasão de Manaus.svg Taça Cidade de Manaus 5 (1973Cscr-featured.png, 1982, 1983, 1984, 1986)
Brasão do Amazonas.svg Taças de Terceiro Turno 1 1975Cscr-featured.png
RFEF - Copa del Rey.svgAmazonas Torneio de Integração do Amazonas 1 1988Cscr-featured.png
RFEF - Copa del Rey.svgAmazonas Torneio Inicio ACLEA 11 (1933, 1966, 1968, 1969, 1979, 1980, 1982, 1983, 1990, 1995 e 2002)
RFEF - Copa del Rey.svgAmazonas Torneio João Havelange 1 1960
<span style="color:white;

Outras Conquistas[editar | editar código-fonte]

Estadual[editar | editar código-fonte]

¹Campeonato Amazonense de Segundos Quadros

Categorias de Base[editar | editar código-fonte]

Campanhas em destaque[editar | editar código-fonte]

Faltam dados de várias edições da competição.

Rankings[editar | editar código-fonte]

Ranking da CBF[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 74º[14]
  • Pontuação: 183 pontos
  • Região Norte: 6º
  • Estadual: 3º

Ranking criado pela Confederação Brasileira de Futebol que pontua todos os times do Brasil.

Ranking Placar[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 66º
  • Pontuação: 16 pontos

Ranking de pontos do Campeonato Brasileiro de Futebol[editar | editar código-fonte]

  • Posição: 60º[15]
  • Pontuação: 75 pontos

Ver também[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

  • Zamith, Carlos - Baú Velho, Manaus: Editora Valer, 2008
  • Lyra, Manuel Bastos - Sete Décadas Barriga Preta

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências