Dodô (futebolista)

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Dodô
Informações pessoais
Nome completo Ricardo Lucas Figueredo Monte Raso
Data de nasc. 2 de Maio de 1974 (40 anos)
Local de nasc. São Paulo (SP),  Brasil
Altura 1,77 m
Destro
Apelido Dodô, Artilheiro dos Gols Bonitos
Informações profissionais
Clube atual Brasil Barra da Tijuca
Número 10
Posição Atacante
Site oficial [4]
Clubes de juventude
19891994
1994
Brasil Nacional-SP
Brasil Fluminense
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
19891994
19941995
19951999
1996
19992001
20022003
20032004
20042005
20052006
2006
20062007
2007
2008
2010
20102011
2011
2013
2013
Brasil Nacional-SP
Brasil Fluminense
Brasil São Paulo
Brasil Paraná (emp.)
Brasil Santos
Brasil Palmeiras
Coreia do Sul Ulsan Hyundai
Japão Oita Trinita
Brasil Goiás
Brasil Botafogo
=Emirados Árabes Unidos Al Ain
Brasil Botafogo
Brasil Fluminense
Brasil Vasco da Gama
Brasil Portuguesa
Brasil Americana
Brasil Grêmio Osasco
Brasil Barra da Tijuca
00130 000(76)
0017 0000(5)
0046 000(32)
0004 0000(0)
0067 000(33)
0016 0000(3)
0062 000(33)
0015 0000(3)
0015 0000(4)
0124 000(90)
0008 0000(4)
0124 000(90)
0016 0000(5)
0028 000(11)
0021 000(10)
0009 0000(5)
0006 0000(2)
00039 0000(27)
Seleção nacional3
1997 Brasil Brasil 0005 0000(2)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 24 de Março de 2013.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 24 de Setembro de 2011.

Ricardo Lucas Figueredo Monte Raso, mais conhecido como Dodô (São Paulo, 2 de Maio de 1974), é um futebolista brasileiro que joga como atacante pelo Barra da Tijuca.

Dodô recebeu da imprensa esportiva o apelido de Artilheiro dos Gols Bonitos, pelos belos gols que fez ao longo de sua carreira.

Foi bi-artilheiro do Campeonato Carioca (20062007), sendo premiado com a Medalha de Mérito Esportivo Pan-Americano, pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Dodô foi revelado pelo Nacional-SP em 1992. Teve ainda uma rápida passagem pelo Fluminense entre 1994 e 1995 e Paraná Clube no ano de 1996, antes chegar ao São Paulo.

São Paulo e ascensão[editar | editar código-fonte]

No tricolor paulista, Dodô formou ao lado do colombiano Aristizábal uma dupla de ataque perigosa. Dodô foi artilheiro do paulistão de 1997 e do Torneio Rio-São Paulo de 1998 com 19 e 5 gols respectivamente. Ajudou o São Paulo a conquistar o Estadual de 1998. No total, pelo clube homônimo de sua cidade natal, Dodô fez 94 gols.[2] Em 1997, o atacante chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira pelo técnico Zagallo cinco vezes, marcando 2 gols.

Passagem por outros clubes[editar | editar código-fonte]

Deixou o tricolor paulista em 1999 e passou a defender o Santos até 2001. No segundo semestre daquele ano, foi contratado pelo Botafogo com ajuda da Golden Cross, empresa que se interessou em patrocinar o clube a partir da contratação do atacante. Dodô ajudou o alvinegro a escapar do rebaixamento no Brasileirão de 2001 e a fazer uma boa campanha no Torneio Rio-São Paulo de 2002. Dodô no Santos Ganhou um Campeonato Paulista e Também chegou a jogar com Robinho e Diego que depois viraram referências no time do Santos.

Porém, o Botafogo encontrava-se em má fase financeira, e teve que dispensar vários jogadores para o Campeonato Brasileiro de 2002, onde o clube acabou rebaixado. Dodô acertou sua volta ao estado de São Paulo para atuar pelo Palmeiras. Contudo, naquele ano, não obstante as inúmeras contratações de impactos que o Verdão fez para o Campeonato Brasileiro, a equipe também acabou sendo rebaixada. Dodô pouco atuou naquela competição pois estava frequentemente lesionado.

Ásia[editar | editar código-fonte]

Já que o Palmeiras tentava ajustar-se para uma nova realidade, Dodô então resolveu ir para o futebol asiático. Jogou, entre 2003 e 2004, no Ulsan Hyundai da Coreia do Sul e, em 2005, no Oita Trinita do Japão. Enquanto estava na Ásia, Dodô deu diversas entrevistas declarando sua vontade de voltar para o Brasil, dizendo que gostaria de atuar novamente pelo Botafogo.

Volta ao Brasil e boa fase no Botafogo[editar | editar código-fonte]

Retornou ao Brasil no segundo semestre de 2005 para defender o Goiás. Contudo, era reserva no time goiano. Este fato o fez acertar sua volta ao Botafogo no início de 2006. No Glorioso, Dodô ajudou a equipe a vencer a Taça Guanabara e o Carioca de 2006 sendo artilheiro da competição com 9 gols. No Brasileirão, Dodô era o artilheiro da competição com 9 gols quando decidiu transferir-se para o futebol árabe. O contrato do jogador com o clube carioca tinha uma cláusula que permitia sua saída sem qualquer tipo de ressarcimento caso houvesse uma proposta de um clube não-brasileiro.

Dodô foi defender o Al Ain dos Emirados Árabes Unidos, mas, em 2007, voltou para o Botafogo. Foi campeão da Taça Rio e vice-campeão do Campeonato Carioca.

No início de julho de 2007, o atacante foi pego no exame antidoping por apresentar em sua urina a substância femproporex, que constava em uma cápsula de cafeína manipulada por uma farmácia, dada pelo departamento nutricional do clube. O atacante foi suspenso por 120 dias[3] inicialmente, mas entrou com recurso e foi absolvido por não ter sido considerada a sua culpa.[4] Após sua volta, Dodô marcou seu 300º gol na carreira profissional.[5] No fim da temporada, faltando seis rodadas para acabar o Campeonato Brasileiro, Dodô anunciou que não renovaria seu contrato com o alvinegro carioca para 2008. Dodô recebeu a Chuteira de Ouro da Revista Placar pelo seu desempenho em 2007, sendo o principal goleador daquele ano no futebol brasileiro[6] e o troféu de prata do Prêmio Craque do Brasileirão, por ter sido escolhido o segundo melhor centroavante do Campeonato Brasileiro.[7]

Fluminense e suspensão[editar | editar código-fonte]

Dodô deixou o Botafogo para jogar no Fluminense. Concorrendo pela titularidade com Leandro Amaral e Washington, os chamados "três tenores". Quando começava a jogar com frequência no time titular, como na goleada por 6 a 0 contra o Arsenal de Sarandí pela Libertadores, sofreu uma fratura de um osso frontal da face e deveria ficar dois meses parado.[8] Com a saída de Leandro do clube, Dodô recebeu a chance de ser titular. No entanto, nunca foi visto com bons olhos pela torcida tricolor, tendo em vista o fato de não ter comemorado um gol contra o Boca Juniors se mostrando insatisfeito na equipe, então comandada por Renato Gaúcho. Foi demitido do Fluminense no final de agosto de 2008, após uma conversa com o treinador Cuca, o mesmo com quem trabalhara no Botafogo. Poucos dias após se desligar do Fluminense, Dodô recebeu do Tribunal Arbitral do Esporte o resultado do processo sobre seu doping, resultando na sua suspensão por 2 anos.[9] A sentença levou em conta parte do tempo do processo e, assim, o jogador só poderia voltar a atuar em 7 de novembro de 2009.

O Retorno Aos Gramados[editar | editar código-fonte]

Após cumprir a suspensão, Dodô recebeu propostas de diversos clubes, porém muitos destes clubes desistiram de contratá-lo porque o atleta pediu um salário muito alto e após diminuir sua pedida salarial, em 16 de dezembro de 2009, Dodô acerta com o Vasco. [10]

Demorou para Dodô marcar seu primeiro gol com a camisa cruzmaltina. Depois de passar em branco contra Tigres e América, Dodô enfrentou pela primeira vez o Botafogo (clube pelo qual ele marcou 90 gols) e teve boa atuação. Dodô fez 3 gols no primeiro tempo. No segundo, sofreu a falta cobrada por Léo Gago que resultou no quarto gol e deu o passe para Philippe Coutinho marcar o quinto. Além disso, o Vasco ainda fez mais um gol, fechando a goleada de 6x0 em pleno Engenhão.[11]

Após o início promissor, o rendimento de Dodô foi caindo a cada partida. Vieram muitas partidas em branco, e a torcida vascaína passou a execrá-lo depois da perda do título da Taça Guanabara para o Botafogo. Houve uma nova tentativa dele num clássico diante do Flamengo. Mas os dois pênaltis desperdiçados na derrota por 1 a 0 para o arquirrival vascaíno pioraram ainda mais a relação dele com a torcida.

No final da Taça Rio, ainda houve uma esperança sobre o atacante, quando ele marcou um dos gols da vitória por 3 a 0 sobre o Fluminense no Maracanã e anotou dois gols na vitória por 4 a 3 sobre o Duque de Caxias no Estádio Raulino de Oliveira (ajudando o time a se classificar para as semifinais do segundo turno). O time acabou eliminado pelo Flamengo, com uma derrota por 2 a 1.

Dodô voltou para a reserva, e nos treinos era visível sua falta de ânimo. Desânimo que veio para os campos. Depois da derrota do Vasco para o Guarani por 1 a 0 em São Januário, Dodô (que entrara no primeiro tempo, substituindo Élton, contundido) deixou como última lembrança sua descida para o vestiário, em silêncio, ouvindo gritos, vaias e ofensas. No dia 4 de junho, de comum acordo entre ambas as partes, Dodô rompeu seu compromisso com o clube. Foram 28 jogos e 11 gols marcados nesta volta aos gramados (curiosamente, nenhum deles marcado em São Januário, palco de seu último jogo com a camisa do Vasco).

Em 10 de junho, Dodô acertou com a Portuguesa para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro. No dia 1 de março de 2011, Dodô foi dispensado pela Portuguesa. De acordo com nota oficial emitida pela diretoria do clube paulista, a medida foi tomada pelo fato de Dodô ter desrespeitado o técnico Jorginho, assim como seus companheiros de equipe, durante a partida contra o Bragantino quando, ao ser substituído no segundo tempo, abandonou o estádio antes do término da partida.

Em março de 2011 Dodô acerta com Americana,para a disputa do Campeonato Brasileiro Série B. Dodô se machucou, forçando-o a fazer cirurgia no joelho, adianto para 2012 seu retorno aos gramados.

Em 21 de fevereiro de 2013, pegando muita gente de surpresa, Dodô foi anunciado como reforço pontual do emergente clube da cidade de Osasco, o Grêmio Esportivo Osasco, em vínculo que se encerra ao final da disputa da série A2 do Campeonato Paulista deste mesmo ano. Dodô junta-se ao elenco que foi recentemente reforçado com Viola, outro renomado veterano do futebol brasileiro.

Em 6 de março de 2013 Dodô fez sua estréia pelo Osasco contra o Capivarano, no fim da partida mostrou porque é chamado de artilheiro dos gols bonitos ao marcar um belo gol por cobertura, fechando o placar em 2 a 0. Na partida seguinte, contra o Monte Azul, Dodô voltou a marcar pelo Osasco, decretando o empate em 2 a 2.

Em 30 de março de 2013, Dodô deixa o Osasco e acerta com o Barra da Tijuca para a disputa do Carioca da Série B.

Jogos pela Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Data Competição Local   Placar Adversário Gols Ref.
1
10 de agosto de 1997 Amistoso Seul (Coreia do Sul) Brasil Brasil
2 – 1
Flag of South Korea.svg Coreia do Sul
0
[12]
2
13 de agosto de 1997 Amistoso Osaka (Japão) Brasil Brasil
3 – 0
Flag of Japan.svg Japão
0
[13]
3
10 de setembro de 1997 Amistoso Salvador (Brasil) Brasil Brasil
4 – 2
Flag of Ecuador.svg Equador
2
[14]
4
9 de outubro de 1997 Amistoso Belém (Brasil) Brasil Brasil
2 – 0
Flag of Morocco.svg Marrocos
0
[15]
5
11 de novembro de 1997 Amistoso Brasília (Brasil) Brasil Brasil
3 – 0
Flag of Wales 2.svg País de Gales
0
[16]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

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  • Em 1997, o atacante marcou 55 gols e foi o maior artilheiro em uma temporada pelo São Paulo Futebol Clube.
  • Dodô marcou 5 gols em uma partida do Campeonato Brasileiro de 1997 duas vezes. A primeira numa vitória de 5 a 0 sobre o Cruzeiro no Mineirão e a outra contra o União São João quando o tricolor venceu, por 7 a 1, o jogo.
  • Enquanto jogava pelo Ulsan Hyundai, Dodô fez um gol chutando da intermediária de defesa de seu clube contra o Chunnam Dragons em 10 de abril de 2004.
  • Dodô utilizou a camisa número 10 na maioria dos clubes em que atuou. Porém, em 2007, na sua terceira passagem pelo Botafogo, cedeu a 10 para Zé Roberto e passou a atuar com a 7, camisa de grande história no alvinegro carioca. No Fluminense, usava a 11
  • Na inauguração do Estádio Olímpico João Havelange em 2007, apesar de não ter sido o primeiro jogador a fazer um gol no estádio, Dodô fez dois gols, o primeiro de pênalti e o segundo de cabeça, na vitória do Botafogo por 2 a 1 frente ao Fluminense.
  • Pelo Botafogo são 124 partidas com 90 gols marcados
  • São 316 gols na carreira (dezembro de 2009)
  • Os vascaínos criaram para ele o funk "É o poder": "É o poder / Dodô é o poder / Artilheiro da Colina / Faz um gol pra gente ver"

Títulos[editar | editar código-fonte]

Paraná Clube
São Paulo
Botafogo

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Artilharias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Extra - Dodô recebe medalha da Câmara do Rio Extra.globo.com.
  2. Contagem de gols de Dodô Dodoartilheiro.com.br.
  3. Gazeta Esportiva.Net - Dodô pega gancho de 120 dias no STJD Gazetaesportiva.net.
  4. STJD surpreende e absolve o atacante Dodô Globoesporte.globo.com.
  5. Gazeta Esportiva.Net - "Artilheiro dos gols bonitos" balança as redes pela 300ª vez Gazetaesportiva.net.
  6. , Dodô comemora prêmio ao final de "ano conturbado" Universo Online (3 de dezembro de 2007).
  7. [1] Globoesporte.globo.com (4 de dezembro de 2007).
  8. INFO: a lesão na face de Dodô Globoesporte.globo.com (15 de março de 2008).
  9. Lancenet - Dodô é suspenso por dois anos Lancenet.com.br. Visitado em 11 de setembro de 2008.
  10. [2] Globoesporte.globo.com.
  11. [3] Netvasco.com.br.
  12. Coreia do Sul – Brasil Br.sambafoot.com.
  13. Japão – Brasil Br.sambafoot.com.
  14. Brasil – Equador Br.sambafoot.com.
  15. Brasil – Marrocos Br.sambafoot.com.
  16. Brasil – País de Gales Br.sambafoot.com.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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