Futebol do Brasil

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Esporte do Brasil
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Comitê Olímpico Brasileiro (COB)
Código do COI BRA
Eventos Multiesportivos
Olimpíadas  • Pan  • Sul-Americanos  • Lusofonia
Esportes
Futebol (FIFA) Copa do Mundo  • Copa América  • Copa das Confederações
Futsal (FIFA) Copa do Mundo  • Copa América
Voleibol (FIVB) Copa do Mundo  • Mundial  • Liga  • Grand Prix  • Sul-Americano
Natação (FINA) Campeonato Mundial
Atletismo (IAAF) Campeonato Mundial
Rugby (IRB) Copa do Mundo  • Sul-Americano

O Futebol no Brasil foi introduzido por Charles Miller, um jovem brasileiro que, após viagem pela Inglaterra, trouxe consigo duas bolas de futebol e passou a tentar converter a comunidade de expatriados britânicos da cidade de São Paulo de jogadores de críquete para futebolistas, criando um clube de futebol no Brasil.

O futebol rapidamente se tornou uma paixão para os brasileiros, que frequentemente referem-se ao país como "a pátria de chuteiras" ou o "país do futebol". Segundo pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas, o futebol movimenta R$ 16 bilhões por ano, tendo trinta milhões de praticantes (aproximadamente 16% da população total), 800 clubes profissionais, 13 mil times amadores e 11 mil atletas federados.[1] [2]

Os maiores campeões nacionais são Palmeiras e Santos ambos com 8 títulos nacionais,[3] seguidos de São Paulo e Flamengo ambos com 6 títulos e Corinthians com 5 títulos.[4] O melhor time brasileiro no Ranking Mundial de Clubes da IFFHS atualmente, é o Clube Atlético Mineiro, que ocupa a 20° posição. O único clube brasileiro a liderar o ranking mundial da IFFHS por quatro vezes foi o Palmeiras.

O começo[editar | editar código-fonte]

O futebol brasileiro começou com algo apenas praticado pela elite. A primeira bola de futebol do Brasil foi trazida em 1895 pelo paulista Charles Miller. A aristocracia dominava ligas de futebol, enquanto o esporte começava a ganhar as várzeas. Inicialmente, apenas brancos podiam jogar futebol no Brasil, dado o fato da maioria dos primeiros clubes terem sido fundados por estrangeiros. Em jogo contra o seu ex-clube, o América, o mulato Carlos Alberto no Campeonato Carioca de 1914, por conta própria, chegou a cobrir-se com pó-de-arroz para que ele parecesse branco, mas com o decorrer da partida, o suor cobria a maquiagem de pó-de-arroz e a farsa foi desfeita. A torcida do América, que o conhecia, pois ele tinha sido um dos jogadores que saíram do clube na cisão interna de 1914, tendo sido campeão carioca em 1913, começou a persegui-lo e a gritar "pó-de-arroz", apelido que foi absorvido pela torcida do Fluminense Football Club clube que iniciou a pratica do futebol em 1902, que passou a jogar pó-de-arroz e talco à entrada de seu time em campo.

Na década de 20, os negros começaram a ser aceitos em outros clubes, e o Vasco foi o primeiro dos clubes grandes a vencer títulos com uma equipe repleta de jogadores negros e pobres.

Durante os governos de Vargas (principalmente) foi feito um grande esforço para alavancar o futebol no país. A construção do Maracanã e a Copa do Mundo do Brasil (1950), por exemplo, foram na Era Vargas.

A vitória no Mundial de 1958 pela seleção, com um time comandado pelos negros Didi e Pelé, pelo mulato Garrincha e pelo capitão paulista Bellini, ratificou o futebol como principal elemento da identificação nacional, já que reúne pessoas de todas as cores, condições sociais, credos e diferentes regiões do país.nte) foi feito um grande esforço para alavancar o futebol no país. A construção do Maracanã e a Copa do Mundo do Brasil (1950), por exemplo, foram na Era Vargas.

A vitória no Mundial de 1958 pela seleção, com um time comandado pelos negros Didi e Pelé, pelo mulato Garrincha e pelo capitão paulista Bellini, ratificou o futebol como principal elemento da identificação nacional, já que reúne pessoas de todas as cores, condições sociais, credos e diferentes regiões do país.

Transferências internacionais[editar | editar código-fonte]

Ronaldinho Gaúcho em atuação pela Seleção Brasileira contra a Suíça.
Alexandre Pato na sua partida de estreia pelo Brasil, contra a Suécia.

Desde o início do século XXI, o Brasil se tornou o maior exportador mundial de jogadores.[5] Nos últimos anos, a saída de jogadores movimentou mais de 440 milhões de dólares, se tornando um dos principais produtos de exportação do país, ultrapassando produtos como banana, maçã e uva.[6] Desde que o Banco Central começou a registrar a venda de atletas para o exterior, em 1993, as exportações já somam dois bilhões de doláres.[7] O principal destino dos jogadores é Portugal: em 2008, 209 futebolistas se transferiram para o país.[8] A Europa é a maior importadora de atletas brasileiros: dos 1.176 que saíram do Brasil em 2008, 762 tiveram como destino a região. Em segundo lugar vem a Ásia, com 222 jogadores.[9] A transferência de brasileiros para o exterior é tão generalizada que o presidente da FIFA, Joseph Blatter, chegou a afirmar que um dia "todas as seleções do mundo jogarão apenas com brasileiros."[10]

Apesar desse panorama, os altos valores negociados não refletem uma grande valorização do atleta brasileiro quando atuando no país. A alta quantia é muito mais pela grande quantidade de jogadores negociados, já que até hoje poucos clubes brasileiros conseguiram cifras significativas na venda de um único jogador. Na lista das dez maiores transferências da história do futebol, não se encontra nenhum brasileiro negociado por um time nacional.[11] A desvalorização do jogador brasileiro quando fora na Europa tem no caso de Kaká seu exemplo mais explícito: ganhador do prêmio de Melhor Jogador do Ano em 2007 pela FIFA e um dos atletas mais valorizados atualmente, ele saiu do São Paulo para o Milan por apenas US$ 8,25 milhões, o que levou a Silvio Berlusconi, presidente do clube milanês, a declarar: "Foi a maior contratação da história do Milan. E a preço de banana."[11]

Para os clubes, a culpa de tal êxodo é da Lei Pelé. A Lei 9.615/98, mais conhecida pelo nome de seu criador, Pelé, entrou em vigor em 26 de março de 2001, instituindo o passe livre. O passe, que era o vínculo do jogador com o clube, passou a ser substituído por um vínculo trabalhista e desportivo, permitindo que um jogador sob contrato fosse contratado por outra equipe mediante o pagamento de uma clausula penal.[12] Segundo os clubes, a Lei Pelé enfraqueceu as agremiações, por não haver uma legislação específica voltada para resguardar os interesses dos mesmos.[7] Para os atletas, o fim do passe representou o fim de um vínculo injusto, onde o time era o único com o poder de decisão sobre o futuro de seus jogadores.[12] Com o grande êxodo de jogadores nos últimos anos, iniciou-se um debate para mudar certos pontos da Lei Pelé.[13] [14] [15]

O êxodo de jogadores, sobretudo aqueles menores de idade, é palco de muitos debates no país, principalmente sobre as consequências que isso estaria gerando ao estilo do futebol brasileiro. Segundo alguns especialistas, a ida prematura a Europa acabaria por modificar o jogador brasileiro, que é lapidado na forma europeia de jogo, focada mais na parte defensiva e tática do que na habilidade propriamente dita. Tal opinião é compartilhada por técnicos como Carlos Alberto Parreira, tetracampeão mundial com a seleção brasileira, Vanderlei Luxemburgo, cinco vezes campeão brasileiro e o inglês Arsene Wenger, comandante do Arsenal há onze anos. Para Parreira, este é um problema que "pode acabar afetando seriamente o futebol brasileiro num futuro próximo."[16] Já para Wenger, "a transferência de jogadores cada vez mais jovens para a Europa é o que está destruindo o futebol brasileiro".[17]

Ano Nº de jogadores Valor (US$)[7] Ano Nº de jogadores Valor (US$)[7] Ano Nº de jogadores Valor (US$)[7]
1985[18]
136[18]
-
1986
136[18]
-
1987
136[18]
-
1988
136[18]
-
1989
136[18]
-
1990
136[18]
-
1991
136[18]
-
1992
205[18]
-
1993
322[18]
9,3
1994
207[18]
14,2
1995
254[18]
14,5
1996
381[18]
38,1
1997
553[18]
109,8
1998
530[18]
81,8
1999
658[18]
93,6
2000
-
129,8
2001
-
126,9
2002
665[19]
66,6
2003
858[20]
72,8
2004
857[21]
102,1
2005
804[22]
159,2
2006
851[23]
131
2007
1085[24]
    222,6[25]
2008
1.176[9]
    235[26]
2009
1.017[27]
    177[26]
Estatísticas das transferências internacionais de futebolistas brasileiros (em milhões)

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Brasil contra Uruguai.

A Seleção Brasileira de Futebol é um dos principais times nacionais de futebol do mundo. Maior vencedor da Copa do Mundo FIFA, com cinco títulos, o Brasil é conhecido por sua camisa nas cores amarela e verde, com shorts azuis e meias brancas, as quatro cores da bandeira nacional. Pelo fato da camisa ser predominantemente amarela, a Seleção Brasileira também é tratada como seleção canarinho.

A equipe nacional do Brasil também conquistou a Copa América em oito ocasiões, a Copa das Confederações em quatro, mas embora nunca conquistado a medalha de ouro, concedida aos campeões do futebol nos Jogos Olímpicos, conquistou duas medalhas de prata por vice-campeonatos e duas de bronze por terceiros lugares.

Atualmente, a maioria dos jogadores que são convocados para participar do time nacional do Brasil, atuam em equipes do exterior, porém, no geral, o Flamengo é o clube que mais cedeu futebolistas para a seleção, com cento e vinte jogadores tendo atuado pelo país.[28]

Em Copas do Mundo, o Botafogo é o clube com o maior número de convocações, quarenta e seis até 2006.[29] Já o Santos é o clube que teve o maior número de jogadores campeões do mundo pelo Brasil enquanto defendiam o clube, onze no total.

Os maiores rivais do Brasil são a Argentina e o Uruguai no continente americano. Além destes, são adversários tradiconais as européias, Inglaterra, Itália, França, Alemanha e Holanda,e a Espanha em função dos confrontos realizados em copas do mundo.

Entidades[editar | editar código-fonte]

CBF[editar | editar código-fonte]

Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

A Confederação Brasileira de Futebol é a entidade máxima do esporte no país. Organiza todos os campeonatos em território nacional e representa o Brasil nas competições internacionais entre países com a Seleção Brasileira. Fica sediada na cidade do Rio de Janeiro e tem como atual presidente José María Marín.

Federações estaduais[editar | editar código-fonte]

As Federações estaduais são as responsáveis por regular o futebol em cada Estado que lhe têm circunscrição. São órgãos inferiores e ligados à CBF, tendo autonomia própria para organizar campeonatos, eleger presidente, assinar contratos e reconhecer clubes e associações ligadas ao esporte.

Clube dos 13[editar | editar código-fonte]

O Clube dos 13 é a associação criada em 1987 para organizar a primeira divisão do Campeonato Brasileiro de Futebol. Seria o órgão responsável por criar uma liga de clubes, porém, este fato só foi concretizado em seu ano de fundação e em 2000, devido a problemas da CBF na organização do campeonato, gerando assim a Copa União e a Copa João Havelange para cada ano respectivamente. Na prática, o Clube dos 13, atualmente, é o elo entre clubes e CBF e entre clubes e contratos de transmissão pela TV.

FBA[editar | editar código-fonte]

A FBA, sigla para Futebol Brasil Associados, é a entidade responsável para a organização do Campeonato Brasileiro de Futebol - Série B, a segunda principal divisão de clubes no torneio nacional.

STJD[editar | editar código-fonte]

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva é órgão jurídico no âmbito desportivo no Brasil. Ele é responsável por julgar os casos envolvendo clubes e atletas. É comum sua participação no cotidiano do futebol brasileiro a partir de julgamentos de casos de suspensão por cartões vermelhos e amarelos, casos de agressão ou mesmo de doping. Seu órgão inferior é o Tribunal de Justiça Desportiva (TJD), que atua a nível estadual.

Calendário e competições[editar | editar código-fonte]

Um torcedor brasileiro.

Motivo de grande controvérsia no Brasil, o calendário de futebol ao longo dos tempos foi alvo de críticas por parte de torcedores, jornalistas especializados e mesmo dirigentes de clubes. Com a aprovação do "Estatuto do Torcedor" pelo Congresso Nacional, as mudanças começaram a transformar o calendário nacional. Segundo a CBF, a intenção é tornar o calendário brasileiro compatível com os dos países da Europa, para compatibilizar os interesses das organizações de futebol nacionais e internacionais.[30] [31]

A temporada brasileira, tradicionalmente, é iniciada em janeiro. Hoje, a primeira competição a ser disputada pelos elencos profissionais são os campeonatos estaduais. Anteriormente, entre meados da década de 1990 até 2002, as competições regionais, como o Torneio Rio-São Paulo, a Copa Sul-Minas e a Copa Nordeste por exemplo, eram realizadas no começo do ano. Envolviam equipes de diferentes estados. Contudo, foram extintas, já que sobrecarregavam os grandes times no primeiro semestre. A Copa do Brasil, disputada na primeira metade do ano, cresceu e ganhou importância. Esta é a única competição nacional que envolve clubes de todos os estados do Brasil, classificados a partir de torneios estaduais do ano anterior. No entanto, a Copa do Brasil não conta com a participação das equipes classificadas para a Libertadores da América, também disputada no primeiro semestre de cada ano.

O Campeonato Brasileiro de Futebol, também conhecido por Brasileirão popularmente, é realizado entre maio e dezembro normalmente, desde 2003. Por começar antes do meio de cada ano, o campeonato sofre com a abertura do mercado exterior entre julho e agosto, fazendo com que muitos jogadores transfiram-se para outros países.[32] Além disso, seu início dá-se durante a fase decisiva da Copa Libertadores e sua finalização é concorrente à Copa Sul-Americana.

No total, um clube brasileiro pode acabar disputando por volta de 80 partidas ao longo do ano, perfazendo a média de um jogo a cada 4,5 dias. Os jogos de primeira divisão no país costumam acontecer em rodadas de quarta e quinta-feira, à noite, e sábado e domingo, à tarde.

No passado, os campeonatos estaduais e o nacional, desde que fora criado, dividiam o calendário do futebol brasileiro. Uma competição para cada semestre. Além disso, paralelamente aos estaduais, ocorriam competições municipais, regionais e, em alguns locais, o Torneio Início, que tinha todas suas partidas em apenas um dia.

Campeonatos Estaduais[editar | editar código-fonte]

Botafogo campeão carioca 1907

Organizados pelas federações estaduais, é uma disputa entre os clubes de cada unidade da federação, muito tradicional em determinados estados. A fórmula de disputa é diferente para cada Estado, variando conforme a tradição, cultura, mercado e vontade dos dirigentes locais. Alguns Estados criam fórmulas complexas, com diversas finais, turnos e repescagens ao longo do torneio, enquanto outros, como o Rio de Janeiro, mantém a mesma fórmula há várias décadas. Desde a instituição da Copa do Brasil, os campeões estaduais de federações menores têm a oportunidade de obter algum tipo de projeção nacional.

Sua existência é um aspecto único ao futebol brasileiro. Por causa do desenvolvimento do esporte em tempos remotos, o tamanho do país e a falta de um transporte rápido, tornou-se inviável a criação de uma competição de nível nacional, fazendo com que os primeiros torneios fossem estaduais ou interestaduais, como o Torneio Rio-São Paulo. Mesmo hoje, apesar da existência de um campeonato nacional, os campeonatos estaduais continuam a ser disputados intensamente e as rivalidades dentro de cada estado mantém-se muito forte. Em alguns Estados, a competição ganha o apelido por seu aumentativo, casos do Paulistão e Gauchão por exemplo.

Copas Estaduais[editar | editar código-fonte]

Durante o Campeonato Brasileiro os times que não se encontram em nenhuma das 4 divisões disputam as Copa Estaduais. Os clubes se mantém em atividade e ainda se preparam para os campeonatos estaduais do ano seguinte. Alguns times da elite ou da séries abaixo uma vez ou outra, também utilizam a competição para dar ritmo a seus jogadores que ainda não tiveram chance ou jovens promessas. Esses campeonatos mantém os times em disputa boa parte do ano e é atrativa pelas reais chances de título aqueles que não estão no campeonato nacional. Os campeões e vice recebem recebem vaga na Copa do Brasil ou na Série D dependendo do critério da federação.

Copa do Brasil[editar | editar código-fonte]

Torneio criado em 1989, a Copa do Brasil é o segundo torneio de futebol mais importante do Brasil na atualidade.Ganhou importância devido a um número maior de participantes e, principalmente, por causa da vaga para a Copa Libertadores da América do ano seguinte reservada ao campeão. É a única chance dos times pequenos (como o Santo André em 2004, e o Paulista de Jundiaí em 2005) conseguirem acesso à competições internacionais, sem precisar ganhar o competitivo Campeonato Brasileiro de Futebol, em todas as suas divisões.

Campeonato Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Partida entre Cruzeiro e Corinthians no Mineirão (principal estádio de Minas Gerais), pelo Campeonato Brasileiro de 2006.

O Campeonato Brasileiro de Futebol ou Brasileirão foi criado apenas em 1971 pela CBF para ser o principal torneio de futebol no âmbito nacional. O campeonato teve como antecessores a Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Ainda hoje, algumas dificuldades são notórias para a sua realização. A fórmula foi alterada inúmeras vezes e as divisões inferiores sempre sofreram com o descaso e a falta de planejamento. Nos últimos anos, porém, o campeonato ganhou consistência com a adoção, desde a edição de 2003, do sistema de pontos corridos, onde a competição é disputada em dois turnos, sendo o time que somar o maior número de pontos o campeão. O torneio cede vagas para as competições internacionais, Libertadores e Sul-Americana, além de rebaixar clubes para a Segunda Divisão.

O Campeonato Brasileiro é disputado em quatro divisões, além da Série A, existem também as Séries B C e D. Recentemente, clubes campeões brasileiros caíram para a Segunda Divisão, como Coritiba, Corinthians, Palmeiras e Vasco da Gama, porém, todos estes conseguiram reascender à Série A no ano seguinte, com exceção do Coritiba, que passou dois anos na divisão de acesso. A presença destas equipes gerou maior organização da competição e atração de investimentos para a sua realização. Já a Terceira Divisão teve participação do Fluminense e da dupla Ba-Vi (Bahia e Vitória). A presença desses clubes gerou uma grande estruturação na competição, que, pela primeira vez, em 1999, foi transmitida pela televisão.

Com o baixo interesse pela Série C,[33] a CBF começou a discutir em 2008 a criação de uma Série D, de modo a poder diminuir os participantes da Série C e torná-la mais atrativa.[34] [35] A nova divisão foi confirmada no dia 9 de Abril e contará com 40 clubes na sua primeira edição. A C, que contava com 64 equipes contará com apenas 20 clubes em 2009.

Honrarias[editar | editar código-fonte]

Tríplice Coroa[editar | editar código-fonte]

A conquista da Tríplice Coroa do Brasil engloba os títulos Estadual, Copa do Brasil e Brasileirão, o Cruzeiro é o primeiro a possuir uma, enquanto a Tríplice Coroa Nacional inclui Brasileirão, Copa do Brasil e a Supercopa do Brasil (disputadas em alguns anos). A Tríplice Coroa Internacional inclui os títulos da Copa Libertadores, Recopa Sul-americana e Mundial de Clubes da FIFA

Dobradinha[editar | editar código-fonte]

Quando equipe conquista no mesmo ano o Brasileiro e a Copa do Brasil. Já a Dobradinha Estadual inclui títulos do Campeonato Estadual e da Copa Estadual do ano.

Gols - Tripleta ou Doblete[editar | editar código-fonte]

Atuações memoráveis muitas vezes contam com Tripleta (três gols do mesmo jogador). O Doblete é mais comum mas é valioso no resultado e na briga pela artlharia, onde o jogador soma dois gols.

Categorias de base[editar | editar código-fonte]

Robinho, atacante brasileiro.

Copa São Paulo de Futebol Júnior[editar | editar código-fonte]

Organizada pela Federação Paulista de Futebol, a Copa São Paulo de Futebol Júnior conta com a participação de dezenas de clubes da categoria júnior (até 20 anos) de todo o país (em algumas edições houve a participação de clubes estrangeiros), com uma contagem que varia ano a ano. Tem duração em torno de 20 dias e sua final acontece sempre no Estádio do Pacaembu em 25 de Janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, capital do Estado. O Corinthians é o maior vencedor desta copa.

Taça Belo Horizonte de Futebol Júnior[editar | editar código-fonte]

A Taça Belo Horizonte de Futebol Júnior, Taça Belo Horizonte de Juniores, ou ainda Taça BH de Fuebol Júnior ,é o segundo principal torneio da categoria no Brasil e organizada pela Federação Mineira de Futebol (FMF) disputada por equipes com jogadores abaixo de 20 anos (sub-20). Disputada desde 1985, tem o Cruzeiro Esporte Clube e o Clube Atlético Mineiro como os maiores vencedores, cada um já levantou o trofeu em 5 oportunidades.

Campeonato Brasileiro de Futebol Sub-20[editar | editar código-fonte]

Organizado desde 2006 pela Federação Gaúcha de Futebol [36] , o Campeonato Brasileiro de Futebol Sub-20 reúne no final do ano as principais equipes de futebol do país, com jogadores em idade até 20 anos, em um único Estado-sede. As equipes são divididas em grupos e os melhores classificam-se para uma fase eliminatória. Após cada etapa, o vencedor da final sagra-se o campeão. Todas as edições do torneio foram disputadas no Rio Grande do Sul. Grêmio e Cruzeiro são os maiores vencedores deste campeonato.

Competições internacionais[editar | editar código-fonte]

Copa Libertadores[editar | editar código-fonte]

A Copa Libertadores da América começou a ser disputada em 1960. Organizada pela CONMEBOL, é a principal competição de clubes da América do Sul, sendo disputada no primeiro semestre. Apesar de um boicote por parte dos clubes brasileiros em fins da década de 1960, oito clubes do país já a venceram. São eles: São Paulo em 1992, 1993 e 2005, Santos em 1962, 1963 e 2011, Grêmio em 1983 e 1995, Cruzeiro em 1976 e 1997, Internacional em 2006 e 2010, Palmeiras em 1999, Flamengo em 1981, Vasco em 1998, Corinthians em 2012 e o Atlético Mineiro em 2013. Atualmente, cinco equipes do Brasil podem conseguir vaga na competição através das competições nacionais. O campeão da Libertadores ganha vaga na Recopa Sul-Americana para jogar contra o campeão da Copa Sul-Americana. A competição é tão importante para os clubes que de 1991 em diante sempre houve um time brasileiro como semi-finalista.

Copa Sul-Americana[editar | editar código-fonte]

A Copa Sul-Americana é a segunda principal competição da América do Sul. Ela foi criada para substituir a antiga Copa Conmebol, vencida por Atlético Mineiro em 1992 e 1997, Botafogo em 1993, São Paulo em 1994, e Santos em 1998, e a Copa Mercosul, conquistada por Palmeiras em 1998, Flamengo em 1999 e Vasco em 2000. Ocorre sempre no segundo semestre de cada ano. São concedidas para times do Brasil oito vagas no torneio, entre o 5° e o 12° colocados do Campeonato Brasileiro de futebol. Contudo, até hoje somente dois clubes brasileiros venceram a Competição, o Sport Club Internacional (2008, sobre o Estudiantes de La Plata) e o São Paulo Futebol Clube (2012, sobre o Club Atlético Tigre). O campeão da Copa Sul-Americana ganha vaga na decisão da Recopa Sul-Americana, quando disputa o título contra o campeão da Copa Libertadores da América além de disputar a Libertadores do ano seguinte. A Supercopa da Libertadores, competição extinta, foi uma competição que reunia todos os clubes que haviam sido campeões da Libertadores da América, disputada entre 1988 e 1997, a partir de 1998 foi substituída pela Copa Mercosul (que posteriormente seria substituída pela Copa Sul-Americana em 2002, teve apenas dois clubes brasileiros campeões, o Cruzeiro em 1991 e 1992, e o São Paulo em 1993.

Recopa Sul-Americana[editar | editar código-fonte]

A Recopa Sul-Americana é uma competição oficial organizada pela Confederação Sul-Americana de Futebol (CONMEBOL). Sua primeira edição ocorreu em 1989 e foi disputada até 1998, voltando à ativa desde 2003. Já teve dois formatos de disputa, a competição já foi realizada no sistema de "jogo único" - em que foram disputadas fora do continente sul-americano; e sendo atualmente realizada no sistema de "ida e volta". Originalmente era disputada entre o campeão da Copa Libertadores da América e o campeão da Supercopa dos Campeões da Libertadores, mas com o término da segunda, só voltou a ser realizada em 2003 quando passou a ser disputada entre o campeão da Libertadores e o campeão da Copa Sul-Americana. O clubes brasileiros que conquistaram a competição são: São Paulo em 1993 e 1994, Internacional em 2007 e 2011, Cruzeiro em 1998, Grêmio em 1996, Santos em 2012 e o Corinthians em 2013.

Mundial de Clubes[editar | editar código-fonte]

O Mundial de Clubes é a principal competição de futebol envolvendo clubes no Planeta. No Brasil, três clubes do país já venceram a competição,São Paulo em 2005 o Corinthians em 2000 e 2012 e o Internacional em 2006. As versões anteriores foram organizadas numa parceria entre UEFA e Conmebol, portanto oficiais, mas sem o devido reconhecimento da FIFA. A competição era chamada de Copa Intercontinental (1960-1979) e de Copa Europeia/Sul-Americana (1980-2004). 4 clubes brasileiros possuem títulos na competição, o Santos em 1962 e 1963, o São Paulo em 1992 e 1993, o Flamengo em 1981 e o Grêmio em 1983.

Calendário gráfico de 2010[editar | editar código-fonte]

Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
Campeonatos estaduais
Campeonato Brasileiro
Copa do Brasil
Copa Libertadores
Campeonato do Nordeste
Copa Sul-americana

Arbitragem[editar | editar código-fonte]

A arbitragem no Brasil é regulamentada pela Comissão de Arbitragem (CONAF), órgão vinculado à CBF. Seu atual presidente é Segio Corrêa. A indicação dos membros da comissão fica a cargo do presidente da CBF.[37] A profissão é representada pela Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (ANAF), que responde pelos interesses da classe no país.

Os juízes do quadro nacional são indicados pelas comissões de arbitagem de cada federação. Entre as atribuições do CONAF estão a punição a árbitros por erros cometidos durante as partidas,[38] [39] [40] o sorteio dos mesmos nas competições regulamentadas pela CBF - Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil, e a execução dos testes fisícos e teóricos para seus quadros nacionais e internacionais[41] - os "árbitros FIFA", aptos a apitar jogos internacionais.

No quadro FIFA de 2008 houve no total 7 alterações. Entre os árbitros masculinos, entraram Marcelo de Lima Henrique e Evandro Rogério Roman. Entre os assistentes, duas mudanças: Emerson Augusto de Carvalho e Dibert Pedrosa Moises. Já no quadro feminino, no entanto, não há árbitros, apenas assistentes. Foram três mudanças: a inserção de Maria Eliza Correia Barbosa, Katiúscia Mayer Berger Mendonça e a Angela Paula C. Regis Ribeiro.[42]

A escolha dos árbitros para as competições oficiais se dá mediante sorteio. Tal regra foi regulamentada pela Lei 10.671, mais conhecida como Estatuto de Defesa do Torcedor. Seu artigo 32 diz que "É direito do torcedor que os árbitros de cada partida sejam escolhidos mediante sorteio, dentre aqueles previamente selecionados".[43] Antes da lei entrar em vigor a CONAF decidia a escalação dos juízes em campeonatos nacionais, com as federações regionais decidindo o mesmo em campeonatos estaduais. A não realização de um sorteio levava a indicações políticas e por pressões de cartolas pelo escolha de um árbitro em detrimento de outro, numa tentativa de interferência na arbitragem de modo a favorecer seu time.[44] O atual sistema, apesar de evitar interferências externas, é criticado porque, com um único critério, que é a aleatoriedade, acabaria por afastar árbitros mais qualificados da escala.

O primeiro juiz brasileiro em uma Copa do Mundo foi Almeida Rego, que atuou como árbitro em três partidas na primeira edição do torneio e como auxiliar em outra. A atuação do brasileiro em sua primeira partida, Argentina versus França, foi polêmica. Almeida terminou o jogo antes dos 90 minutos regulamentares, e avisado pelos seus auxiliares, voltou atrás em sua decisão.[45]

A arbitragem brasileira só seria representada novamente na Copa do Mundo de 1950, com Mário Gonçalves Vianna, apitando em dois jogos. Vianna voltaria na edição de 54 para se envolver numa grande polêmica. Na partida Suíça 2 x Itália 1, apitada pelo brasileiro, Vianna foi acusado de não coibir o jogo violento do time suíço e de ter anulado um gol legítimo francês. Terminado o confronto, ele foi perseguido pelos atletas franceses, que tiveram que ser contidos pela polícia. O jornal italiano Gazzetta Dello Sport caracterizou a atuação do árbitro com a manchete "Arbitraggio scandaloso!" ('arbitragem escandalosa!').[46]

Em 1950 o Brasil foi representado por mais dois árbitros: Alberto da Gama Malcher, participando de dois jogos, e Mário Gardelli, como auxiliar em um. Desde então mais 11 juízes tiveram participações em Copas do Mundo, totalizando 15 brasileiros. São eles: João Etzel Filho, em 1962; Armando Nunes Castanheira da Rosa Marques em 66 e 74; Arnaldo Cezar Coelho em 78 e 82; Romualdo Arppi Filho em 1986; José Roberto Wright em 1990; Renato Marsiglia e Paulo Jorge Alves em 94; Márcio Rezende Freitas e Arnaldo Pinto em 98; Carlos Eugênio Simon e Jorge Paulo Gomes em 2002, e o mesmo Simon em 2006.[47]

Dois árbitros brasileiros já apitaram uma final de Copa do Mundo: Arnaldo Cezar Coelho na Copa do Mundo de 1982, no jogo entre Itália e Alemanha e Romualdo Arppi Filho em 1986, na decisão entre Argentina e Alemanha.

O árbitro que mais apitou jogos do Campeonato Brasileiro é Arnaldo Cezar Coelho, presente em 291 partidas pela competição. A seguir os 15 juízes que mais atuaram no torneio:[48]

Árbitro Nº de partidas Árbitro Nº de partidas Árbitro Nº de partidas
Arnaldo Cézar Coelho
291
Márcio Rezende de Freitas
269
Luiz Carlos Félix
260
José Roberto Wright
259
Romualdo Arppi Filho
254
José de Assis Aragão
249
Dulcídio Wanderley Boschillia
240
Carlos Eugênio Simon
234
Wilson Souza de Mendonça
232
Luciano Augusto Teoton Almeida
202
Antônio Pereira da Silva
199
Wilson Carlos dos Santos
198
Valquir Pimentel
189
Emídio Marques de Mesquita
183
Carlos Sérgio Rosa Martins
172

Futebol feminino[editar | editar código-fonte]

Partida de futebol feminino entre Brasil e EUA pelo Rio 2007.

O futebol feminino do Brasil tem como destaque a Seleção Brasileira de Futebol Feminino. No time nacional, destacam-se jogadoras como Marta, Cristiane, Daniela Alves e, na década de 1990, Kátia Cilene, Pretinha e Sissi. O time ganhou a medalha de ouro nos Jogos Pan-americanos de 2003 e 2007, além de ter sido vice-campeã na Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2007 e nas Olimpíadas de 2004 e de 2008.

Apesar da força da Seleção, o futebol feminino interno é precário. São poucos os clubes que se interessam por desenvolver a categoria. Além disso, os campeonatos são escassos, sendo grande parte em nível estadual e amador. O primeiro grande torneio criado foi a Copa do Brasil de Futebol Feminino em 2007.

De 2009 a 2012, o Santos foi considerado o time mais forte de futebol feminino do Brasil, jogadoras como Marta e Cristiane, passaram pelo Santos e o clube foi a base da Seleção Brasileira de Futebol Feminino, chegando a ter onze atletas convocadas de uma só vez.[49] O Santos foi campeão das duas primeiras edições Copa Libertadores de Futebol Feminino, em 2009 e 2010, e do Torneio Internacional Interclubes de Futebol Feminino em 2011. Apesar de muitos títulos conquistados, o Santos encerrou as atividades do futebol feminino em 2012, o motivo segundo o presidente Luis Álvaro Ribeiro, foi a falta de interesse da televisão, e a dificuldade em conseguir patrocinios.[50]

Os mais recentes campeões foram o São José em 2013 e a Ferroviária em 2014.

Mídia[editar | editar código-fonte]

A popularização do futebol no Brasil deve-se, em parte, à mídia, em especial ao rádio nas primeiras décadas do século XX. A Rádio Globo do Rio de Janeiro, capital da República até 1961, transmitia partidas para grande parte do território nacional. Além disso, outras rádios locais cobriam o esporte em sua própria região antes da chegada e difusão da televisão. Os jornais também contribuiam para a divulgação de informações a respeito dos ocorridos do esporte.

Atualmente, a televisão é o principal órgão difusor do futebol no país. Os direitos de transmissão dos principais campeonatos encontram-se sobre o monopólio das Organizações Globo, que as divide para seus canais, TV Globo, Sportv e Premiere Futebol Clube, além de outros canais de TV aberta, como a Band e, anteriormente, a Record. A Série B conta também com a transmissão da Band, além de Sportv e Premiere Futebol Clube e afiliadas da Globo. A Série C passou a ser transmitido alguns jogos pelo Sportv.

Outros veículos de comunicação futebolísticos importantes são a Revista Placar e os jornais esportivos Lance!, Gazeta Esportiva e Jornal dos Sports. Um tipo comum de programa na televisão fica por conta dos programas de mesa-redonda (debate esportivo) nas noites de sábado, domingo e segunda-feira, além de outros especializados em formatos variados diariamente. Uma espécie curiosa de exploração do esporte dá-se pela MTV Brasil através do programa Rockgol, onde algumas das bandas musicais famosas montam equipes e disputam um torneio, além do Rockgol de Domingo, onde os humoristas Paulo Bonfá e Marco Bianchi satirizam os programas de mesa-redonda.

Seleção Brasileira de Futebol Feminino representa o Brasil nas competições de futebol feminino. E atualmente esta na segunda colocação do Ranking da FIFA.

Torcidas[editar | editar código-fonte]

Torcida do Flamengo no Maracanã.
"Fiel Torcida" do Corinthians.
Torcida tricolor no Morumbi.

Segundo pesquisas realizadas,[51] o clube que possui a maior torcida do país e do mundo é o Flamengo, com cerca de 39,1 milhões de adeptos. Logo atrás, o Corinthians é o dono do segundo maior contingente de torcedores, 28 milhões aproximadamente. O São Paulo vem em terceiro, com cerca de 20 milhões, sendo a torcida que mais cresceu no país nas últimas 2 décadas. Outros clubes que ultrapassam a marca de 5 milhões de fãs são, o Palmeiras, o Vasco, o Santos, o Cruzeiro e o Grêmio, com um terceiro grupo representado por Atlético Mineiro, Internacional, Fluminense, Botafogo, Bahia e Sport, com mais de 3 milhões de torcedores e pelo menos 19 clubes no total ultrapassando a marca de 1 milhão de torcedores, segundo pesquisa LANCE-IBOPE realizada em 2010, com margem de erro de apenas 1,2%.[52] , sendo que um vigésimo clube, o Náutico, identificado com 964.523 torcedores no Brasil,[53] , que pela margem de erro da pesquisa pode também ter mais de 1 milhão de fãs, completaria a lista dos vinte clubes de maior torcida no Brasil.

Números semelhantes foram encontrados pela pesquisa da Pluri Consultoria em 2013, desde então a pesquisa com o menor índice de erro já divulgada no Brasil (apenas 0,68%).[54] [55]

Com relação a frequência de torcedores aos estádios, foram registrados mais de 260 públicos acima de 100.000 pessoas em estádios brasileiros, com os clubes cariocas liderando esta estatística, tendo havido cerca de duzentos jogos no Estádio do Maracanã acima deste patamar, seguidos dos clubes paulistas, com mais de quarenta jogos, estes realizados no Estádio do Morumbi.[56] Dezesseis clubes venderam mais de 5.000.000 de ingressos ente 1971 e 2012 no Campeonato Brasileiro.[57]

É comum ver nos estádios torcidas organizadas, grupos de adeptos de um determinado time que se unem para cantar músicas de apoio ao seu time. Contudo, um número de integrantes de tais grupos são responsáveis por um grande número de atos de violência dentro e fora dos estádios, sobretudo em brigas contra torcidas organizadas rivais. Fatalmente, os criminosos que integram as torcidas organizadas acabam por comprometer sua imagem por meio de uma estereotipação que atribui torcida organizada à criminalidade, conforme se pode verificar em observação empírica.

A violência de desses integrantes muitas vezes não se limitam apenas a torcidas rivais, mas também à comissão técnica, jogadores e até mesmo diretoria dos clubes. O técnico Emerson Leão foi agredido por membros de uma organizada do Santos quando vinha cobrar salários atrasados na Vila Belmiro;[58] já o presidente do Atlético Mineiro, Ziza Valadares, renunciou em 2008 por uma suposta ameaça de morte, que segundo ele, teria sido orquestrado por uma torcida organizada..[59] Tais eventos têm feito com que o poder público discuta medidas de represálias a esses movimentos, como sua proibição.[60] [61]

Principais clubes[editar | editar código-fonte]

Grandes futebolistas[editar | editar código-fonte]




Grandes treinadores[editar | editar código-fonte]

Principais estádios[editar | editar código-fonte]

Maracanã, o maior estádio do Brasil.
Morumbi, o maior estádio particular do Brasil.
Arena Corinthians, estádio de abertura da Copa do Mundo - Brasil 2014.

Dados e fatos[editar | editar código-fonte]

Outras modalidades[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Anaf: Resumo sobre a profissionalização dos árbitros na imprensa. Página visitada em 18 de junho de 2008.
  2. JB Online: COB divulga raio-X do esporte. Página visitada em 18 de junho de 2008.
  3. CBF unifica títulos, e Santos e Palmeiras se tornam os maiores campeões brasileiros (em português). esporte.uol.com.br. Página visitada em 26 de julho de 2014.
  4. CAMPEÕES DO BRASIL (em português). globoesporte.globo.com. Página visitada em 26 de julho de 2014.
  5. Estadao.com: Lula critica êxodo de jogadores brasileiros para a Europa. Página visitada em 3 de agosto de 2008.
  6. G1: Exportação de atletas supera a de bananas. Página visitada em 19 de junho de 2008.
  7. a b c d e G1: Brasil exporta mais atletas, mas ganha menos. Página visitada em 19 de junho de 2008.
  8. Folha Online: Brasil vê recorde no êxodo de jogadores em 2008. Página visitada em 29 de dezembro de 2008.
  9. a b UOL Esporte: Futebol brasileiro bate recorde de transferências, com 1.176 negociações. Página visitada em 29 de dezembro de 2008.
  10. O Globo: Fifa teme uma Copa só com brasileiros. Página visitada em 23 de setembro de 2008.
  11. a b G1: Veja as 10 transações mais caras do futebol. Página visitada em 19 de junho de 2008.
  12. a b Casa Civil: Revista Jurídica - A Lei Pelé e os Problemas do Passe Livre. Página visitada em 19 de junho de 2008.
  13. GloboEsporte.com: Lula quer aperfeiçoar a Lei Pelé. Página visitada em 30 de julho de 2008.
  14. GloboEsporte.com: Orlando Silva defende mudanças na Lei Pelé. Página visitada em 30 de julho de 2008.
  15. GloboEsporte.com: Presidente do Flu pede revisão na Lei Pelé em favor de clubes formadores. Página visitada em 30 de julho de 2008.
  16. Extra Online: Jogadores saem tão jovens do país que acabam perdendo o jeito brasileiro de atuar. Página visitada em 23 de setembro de 2008.
  17. UOL Copa 2014 - Wenger diz que futebol brasileiro perdeu identidade e é destruído pela saída de jovens atletas (16 de setembro de 2012). Página visitada em 16 de setembro de 2012.
  18. a b c d e f g h i j k l m n o p Proni 2000
  19. CBF: RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIAS INTERNACIONAIS EM 2002. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  20. CBF: RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIAS INTERNACIONAIS EM 2003. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  21. CBF: RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIAS INTERNACIONAIS EM 2004. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  22. CBF: RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIAS INTERNACIONAIS EM 2005. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  23. CBF: RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIAS INTERNACIONAIS EM 2006. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  24. CBF: RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIAS INTERNACIONAIS EM 2007. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  25. NetMarinha.com: Exportação de jogadores deverá ser recorde em 2008. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  26. a b Banco Central do Brasil: Relatório Anual de 2009. Página visitada em 22 de julho de 2010.
  27. CBF: RELATÓRIO DE TRANSFERÊNCIAS INTERNACIONAIS EM 2009. Página visitada em 22 de julho de 2010.
  28. Jogadores cedidos por clube na história da Seleção Brasileira
  29. Clubes brasileiros que mais cederam jogadores em Copas do Mundo (1930 A 2010)
  30. Netvasco: CBF diz que mudança no calendário depende dos clubes. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  31. Lance!net: Clubes brasileiros aprovam mudanças no calendário nacional. Página visitada em 26 de junho de 2008.
  32. Globo Vídeos: Janela de transferências agita mercado da bola. Página visitada em 3 de agosto de 2008.
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  42. ANAF: Árbitros FIFA. Página visitada em 31 de julho de 2008.
  43. Presidência da República - Casa Civil: LEI No 10.671.
  44. Silva 2002, pp. 39-45
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  47. ANAF: Árbitros brasileiros nas Copas do Mundo. Página visitada em 31 de julho de 2008.
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  50. Depois do futsal, Santos também fecha time de futebol feminino
  51. Emerson Gonçalves (10/09/12). Globo Esporte - Flamengo tem a maior torcida do mundo segundo estudo de agência euro-argentina (em Português).
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  59. Uol Esporte: Suposta ameaça de morte faz Ziza Valadares renunciar à presidência do Atlético-MG. Página visitada em 20 de setembro de 2008.
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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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  • CORREA, Floriano Peixoto. Grandezas e Misérias do Nosso Futebol. Flores & Mano, 1993. No ISBN.
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  • Lance!, Série Grandes Clubes - Um século de paixão, Vasco da Gama, A História do clube da Cruz de Malta; 1998
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  • SOARES, Antônio Jorge.; LOVISOLO, Hugo; HELAL Ronaldo. Invenção do país do futebol, a Mídia, Raça e Idolatria. Mauad, 2001 - ISBN 8574780464
  • UNZELTE, Celso - O Livro de Ouro do Futebol; Editora Ediouro, 2002 - ISBN 85-00-01036-3

Leitura complementar[editar | editar código-fonte]

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  • GIULIANOTTI, Richard. Sociologia do Futebol. Nova Alexandria, 2002 - ISBN 8574920533
  • HAMILTON, Aidan. Jogo Inteiramente Diferente, Um. Gryphus, 2001. ISBN 8575100025.
  • MARTINS, Clovis; ASSAF, Roberto. Campeonato Carioca: 96 Anos de História - 1902 a 1997. Irradiação Cultural, 1997.
  • MATTOS, Cláudia. Cem anos de paixão: uma mitologia carioca no futebol. Rocco, 1997. ISBN 8532507298
  • SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; SILVA, Carlos Leonardo Bahiense da; AGOSTINO, Carlos Gilberto. Memória Social dos Esportes Volume 1. Mauad, 2003. ISBN 8574780901
  • SILVA, Francisco Carlos Teixeira da; SANTOS, Ricardo Pinto dos. Memória Social dos Esportes Volume 2. ISBN 8574781827