Estádio Governador João Castelo

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Castelão
107411 ori governador joao castelo castelao.jpg
Vista do estádio a partir das tribunas de imprensa, após sua reinauguração em 2012.
Nomes
Nome Estádio Governador João Castelo
Apelido Gigante do Outeiro da Cruz
Características
Local Travessa Guaxenduba, 100 - Outeiro da Cruz,
São Luís, MA - Brasil
Coordenadas 2° 32' 55" S 44° 15' 35" O
Gramado Natural (110 x 75m)
Capacidade 40.000 pessoas
Construção
Data 1981 a 1982
Inauguração
Data 1º de maio de 1982
Partida inaugural Maranhão 1x1 Sampaio Corrêa
Primeiro gol Evandro (Maranhão)
Último Jogo
Recordes
Público recorde 97.720 pessoas
Data recorde 24 de setembro de 1998
Partida com mais público Sampaio Corrêa 1x5 Santos
Outras informações
Remodelado 2011 a 2012
Competições Brasileirão Série B
Brasileirão Série D
Copa do Brasil
Campeonato Maranhense
Copa União do Maranhão
Proprietário Governo do Estado do Maranhão
Administrador Secretaria de Esportes e Lazer (SEDEL)
Mandante Maranhão Atlético Clube
Sampaio Corrêa Futebol Clube
Moto Club de São Luís
(ambos desde 1982)

Estádio Governador João Castelo, popularmente conhecido como Castelão, é um estádio multiuso situado em São Luís, Maranhão, Brasil. Localizado no complexo esportivo do Bairro Outeiro da Cruz, em São Luís, em uma área que abriga tambem o ginásio de esportes Castelinho, o maior ginásio do estado do Maranhão, uma ampla pista de atletismo, parque aquático, ginásio de artes marciais, pista de skate e pista de kart

O estádio é de propriedade do governo do estado, e é o principal estádio dos jogos do Sampaio Corrêa, do Moto e tambem Maranhão Atlético. Seu nome é em homenagem a João Castelo Ribeiro Gonçalves, governador do Maranhão de 1979 a 1982.

História[editar | editar código-fonte]

O Castelão foi concluído em 1982 e inaugurado no dia 1º de maio do mesmo ano, em um empate entre Maranhão e Sampaio Corrêa, em partida válida pelo Torneio do Trabalhador. O título da competição, o primeiro disputado no estádio, ficou com o Sampaio Corrêa. Quatro dias depois da inauguração, a Seleção brasileira venceu a seleção portuguesa por 3x1.

O recorde de lotação do estádio é de 98.720 pessoas em 24 de setembro de 1998, quando o Santos ganhou a partida contra o Sampaio Corrêa por 5x1. Este jogo da Copa CONMEBOL quebrou o recorde anterior que foi de 95.000 pessoas (Moto Club 3x1 Sampaio Corrêa, jogado em 1987).

O jogador que mais marcou gols no estádio Castelão foi o centroavante Bacabal, que anotou quase duzentas vezes no estádio.

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

A Seleção brasileira de futebol jogou quatro vezes no Castelão. A primeira partida foi em 05 de maio de 1982, contra Portugal, com vitória brasileira por 3 a 1 (um dos gols marcado por Zico). Depois, em 1º de abril de 1986, a seleção brasileira jogou contra a seleção do Peru e venceu por 4 a 0. Em 23 de setembro 1998 jogou contra a antiga Iugoslavia e empatou por 1x1, com gol de falta de Marcelinho Carioca. A última partida ocorreu em 2001 contra a Venezuela, pela rodada final das eliminatórias da Copa do Mundo de 2002, quando o Brasil venceu a partida por 3x0 (com dois gols de Luisão e um de Rivaldo).

Reforma[editar | editar código-fonte]

No dia 16 de agosto de 2011 o secretário maranhense de infraestrutura, Max Barros, anunciou a reforma do estádio sob um custo máximo de R$25 milhões. O novo castelão atenderá a todos os padrôes da FIFA e terá sua capacidade de público reduzida de 72 mil para 40 mil lugares. A reforma contempla ainda a recuperação das vias de acesso, instalação de catracas eletrônicas, 22 câmeras para CFTV, adaptação total aos portadores de necessidades especiais, instalação de 12 cabines de rádio e quatro cabines de TV, dois centros de imprensa, uma sala de entrevista coletiva e um moderno sistema de iluminação - com instalação de 75 novos holofotes na marquise e 70 nas duas torres.

Reabertura[editar | editar código-fonte]

A obra de reforma foi entregue no dia 8 de setembro de 2012, quando a capital São Luis completou 400 anos.

A reinauguração aconteceu no dia 12 de setembro de 2012, com o jogo Sampaio Corrêa x Vilhena, pelas oitavas de final do Campeonato Brasileiro Série D. Vitória do time Maranhense por 4 a 1, Com o estádio recebendo um público de 40 mil torcedores, o maior público em um jogo da Série D.

Na Semifinal ocorreu o jogo de volta do Sampaio Correa contra o Baraúnas, tendo o time da casa como vencedor.

Sampaio 1x0 Baraúnas - 10/10/12 (qua) - Local: Estádio Castelão (São Luís - MA). Público: 34.123. Renda: R$ 316.960,00.

Time do Sampaio: Rodrigo Ramos; Denilson, Mimica (Carlinhos Rech), Robinho e Deca; Dudu, Arlindo Maracanã, Eloir e Cleitinho (Zé Paulo); Pimentinha e Célio Codó (Wescley). Técnico: Flávio Araújo. Gol do Sampaio: Eloir.

O Sampaio classificou-se para a grande final contra o CRAC, que eliminara o Mogi-Mirim nos dois confrontos.

CRAC 1x1 Sampaio - 14/10/12 (dom) - Local: Estádio Genervino Fonseca (Catalão - GO). Público: 3.744 pagantes. Renda: R$ 33.445,00.

Time do Sampaio: Rodrigo Ramos; Roniery, Robinho, Carlinhos Rech e Luís Jorge; Dudu, Arlindo Maracanã, Eloir e Cleitinho (Johildo); Pimentinha (Zé Paulo) e Célio Codó (Wescley). Técnico: Flávio Araújo. Gol do Sampaio: Cletinho; gol do CRAC: Guerra. Sampaio 2x0 CRAC - 21/10/12 - Local: Estádio Castelão (São Luís - MA). Público: 40.283. Renda: R$ 707.175,00. Time do Sampaio: Rodrigo Ramos; Roniery, Mimica, Robinho e Deca; Dudu, Arlindo Maracanã, Eloir e Cleitinho (Carlinhos Rech); Wescley (Zé Paulo) e Pimentinha (Célio Codó). Técnico: Flávio Araújo. Gols do Sampaio: Eloir e Pimentinha.

O Sampaio sagrou-se campeão brasileiro pela terceira vez. O público registrado foi de 40.287, o maior de todas as séries em 2012. Recorde de público e renda na Série D. A campanha invicta foi mais um feito notável do tricolor maranhense e nunca será esquecida.

Campanha: 16 jogos; 11 vitórias; 5 empates; 0 derrotas; 79,17 % de aproveitamento; 37 gols pró; 8 gols sofridos; 29 gols de saldo; 2,3 gols de média. Artilheiros do time: Pimentinha (8 gols), Eloir e Cleitinho (6 gols).

Referências[editar | editar código-fonte]

  • Enciclopédia do Futebol Brasileiro, Volume 2 - Lance, Rio de Janeiro: Aretê Editorial S/A, 2001.
  • Jornal Pequeno

Ligações externas[editar | editar código-fonte]