Estádio Rei Pelé

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Rei Pelé
Estádio Rei Pelé
Rei Pelé.jpg
Nomes
Nome Estádio Rei Pelé
Apelido Trapichão
Características
Local Maceió (AL),  Brasil
Gramado Grama natural (105 x 68 m)
Capacidade 25.000
Construção
Data 1968
Inauguração
Data 25 de outubro de 1970 (43 anos)
Partida inaugural Alagoas Seleção de Alagoas 0x5 Santos São Paulo
Primeiro gol Douglas (Santos)
Recordes
Público recorde 50.045
Data recorde 22 de Março de 1971
Partida com mais público  Alagoas CSA-AL 2x0 Ferroviário  Alagoas
Outras informações
Remodelado 1992
Proprietário Governo do Estado de Alagoas
Mandante CRB
CSA

Estádio Rei Pelé, vulgarmente chamado de Trapichão, é um estádio de futebol localizado na cidade de Maceió, capital do estado de Alagoas. Foi inaugurado no dia 25 de outubro de 1970 com o jogo amistoso entre Seleção Alagoana e Santos e é utilizado habitualmente pelas equipes alagoanas do CRB e do CSA. Pelé atuou neste jogo e o primeiro gol do Trapichão foi de autoria do santista Douglas. O jogo foi ganho pelo Santos por 5 a 0, com público de 45.865 espectadores. Atualmente o estádio tem capacidade para 18.801 pessoas, de acordo com o CNEF editado pela CBF em 13 de janeiro de 2012.[1]

História[editar | editar código-fonte]

O inicio da construção aconteceu no dia 15 de março de 1968 quando do lançamento da pedra fundamental. Estiveram presentes ao evento do vice-governador em exercício Sampaio Luz, o calculista da estrutura do estádio Artur Eugênio Jermane. Era o inicio da fase efetiva da construção, precedida pelos trabalhos de sondagens de reconhecimento para as fundações e provas de cargas diretas na camada do solo onde seria executada a referida fundação.

Após os trabalhos de fundações rasas nas sapatas, seguiu-se o serviço até atingir, em tempo recorde, a fase mais difícil de construção da super estrutura pelos setores centrais. Aquilo era um desafio dos técnicos, pois em condições normais, este trabalho seria executado a partir das etapas mais baixas. No entanto, a estrutura ultrapassou a expectativa. Acima de uma vitória técnica, era também, uma marca de advertência a grandiosidade da obra, ainda cedo, já era irreversível. Seria impossível mutilar o projeto.

A cobertura implantada com 42 metros, é uma das maiores do Brasil. Seu vão livre em balanço é o segundo do Brasil no gênero com 26 metros. Nesta cobertura, como nas etapas seguintes, foi usada proteção tipo Freyssinet nos pilares externos para combater provável fissura menos nas colunas, usando-se cabos de 12 fios de cinco milímetros.

Com uma altura máxima a qualquer outro Estádio no Brasil, corresponde a um edifício de sete andares. Uma cobertura totalmente impermeabilizada com pasta asfáltica, entremeada com véu de lã de vidro e filme de polietileno perfurado. Progressivamente como trabalho de implantação da estrutura, foram realizadas obras paralelas de construção de fossas, preparação do terreno e posterior implantação e grameamento do campo, além de serviços dos setores hidráulicos e energéticos. Em pouco tempo o Trapichão tinha formas definidas definitivas e, em trabalho progressivo, ia sendo completado.

O projeto foi do paulista João Kair que faleceu logo depois do inicio da construção. Seu filho, Marcos Kair foi o engenheiro que acompanhou a obra. Entretanto, foi uma equipe técnica, totalmente alagoana, que construiu o Trapichão. Dirigida pelo engenheiro Vinicius Maia Nobre, trabalharam os engenheiros Marcelo Barros (eletricista), Márcio Calado (sanitarista) e mais os engenheiros civis Nayron Barbosa, Marcos Mesquita, Roberto de Paiva Torres e Marcos Cotrim, formaram uma equipe que comandou milhares de anônimos operários. Na parte administrativa da obra estava no comando Carlos Barbosa. Tudo supervisionado pelo superintendente da Fundação Alagoana de Promoções Esportivas (FAPE), Napoleão Barbosa e do chefe de gabinete da Secretaria de Educação e Desporto Padre José Damasceno Lima. Esta equipe se destacou não apenas pela capacidade, mas pelo entusiasmo como que se dedicou durante toda a construção no estádio.

A reforma[editar | editar código-fonte]

Em 1992, o governador Geraldo Bulhões contratou a firma Queiroz Galvão para uma reforma completa no Estádio Rei Pelé. Durante quase dois anos, o estádio esteve em obras. Além de restaurar todos os portões e bilheterias de acesso ao estádio, houve mudanças na geral que, antes em pé, passaram a ter os torcedores sentados. Houve uma pintura geral com as cores vermelho, azul e branco. Foram colocadas vinte mil cadeiras, mais duas torres de iluminação, aumentando para mil lux, uma mais eficiente do Brasil. Também foi inaugurado um Museu de Esportes e um auditório, além de novas cabines de rádio e televisão nas grandes arquibancadas do estádio.

Sua reabertura aconteceu no dia 8 de agosto de 1993 um jogo amistoso internacional – Seleção Brasileira e Seleção Mexicana de Futebol que terminou com o marcador de 1 a 1. A lotação do estádio para depois de sua reforma ficou em 26.000 lugares sentados. Com o passar dos anos, as cadeiras foram enferrujando e como sua manutenção era muito cara, dirigentes da FAPE resolveram retirar as cadeiras. Com isso, houve um aumento para a capacidade do estádio que passou a ter capacidade para 32.000 pessoas. Entre as muitas festas esportivas que foram realizadas no Trapichão, como citar duas das mais importantes. Jogos da Taça Independência com partidas das seleções da Argentina e França. E as duas edições da Copa dos Campeões. Palmeiras campeão da primeira e Flamengo vencedor da segunda. O Clube de Regatas Brasil(CRB) é o clube mais vencedor e com maior moral no Trapichão.

A Lei Federal 6.454/77[editar | editar código-fonte]

A partir da sanção da Lei Federal do Brasil nº 6454 de 1977 a prática de denominar bens públicos com nomes de pessoas vivas foi abolida.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências


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