Sandra Regina Machado

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Sandra Regina Machado
Vereadora em Santos
Mandato 2000–2004
Vereadora em Santos
Mandato 2004–2006 (falecimento)
Vida
Nome completo Sandra Regina Machado Arantes do Nascimento Felinto1
Nascimento 24 de agosto de 1964
Guarujá
 São Paulo
Morte 17 de outubro de 2006 (42 anos)
Santos Santos, SP
Nacionalidade Brasil brasileira
Dados pessoais
Cônjuge Ozeas Silva Felinto
(dois filhos: Octávio e Gabriel)1[1]
Partido PSC
Profissão Vereadora e comerciária

Sandra Regina Machado Arantes do Nascimento Felinto (Guarujá, 24 de agosto de 1964Santos, 17 de outubro de 2006), filha de Pelé, foi uma política brasileira em Santos, São Paulo.[2]

A vereadora ficou nacionalmente conhecida após travar uma longa batalha judicial pelo reconhecimento de sua paternidade com Edson Arantes do Nascimento, o famoso ex-jogador Pelé, reconhecimento que demorou quase trinta anos para acontecer.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Sandra começou a vida profissional como balconista, mas a notoriedade do caso e sua facilidade de comunicação a lançaram logo para a carreira política. Foi eleita vereadora em 2000 e reeleita em 2004 na cidade de Santos pelo Partido Social Cristão (PSC).

Uma de suas vitórias na câmara foi tornar o exame de DNA gratuito em 2001 para pacientes da rede pública, lei municipal que logo depois foi nacionalmente estendida.[3] Tentou por duas vezes ser deputada estadual: nas eleições de 2002 obteve mais de 30 mil votos e nas de 2006 mais de 19 mil. Mesmo assim, não conseguiu alcançar um número de votos suficiente para obter uma cadeira na câmara estadual.

Batalha com o «Rei Pelé»[editar | editar código-fonte]

DNA e reconhecimento[editar | editar código-fonte]

O ex-jogador havia tido um caso extraconjugal com a dona de casa Anísia Machado, mãe de Sandra, em 1963, e não quis assumir a filha por ter dúvidas sobre a paternidade e porque seria um escândalo assumir uma criança fora do casamento, na época, fato que sempre magoou Sandra Regina, que afirmava que só queria ter um pai. O processo começou em 1991, mas o reconhecimento em si só veio em 19961, após o resultado positivo do exame de DNA, quando ela acrescentou o sobrenome «Arantes do Nascimento». Contudo, o ídolo recorreu treze vezes e nunca quis aproximação com a filha. Nascida Sandra Regina Machado, ao casar passou a usar o sobrenome Felinto, do marido.

Em maio de 2001, um juiz da 10.ª Vara Cível do Fórum de Santos julgou improcedente um pedido de indenização por danos morais, no qual Sandra alegava não ter tido chance de desfrutar do mesmo apoio emocional, psicológico e financeiro que tiveram os outros filhos legítimos de Pelé.

Livro[editar | editar código-fonte]

Em sua trajetória de vida, Sandra Regina escreveu um livro intitulado «A Filha que o Rei não Quis», em relançamento pela Editora Roccia, de São Paulo, no qual relatou o sentimento de rejeição do famoso pai com respeito a ela.

Morte[editar | editar código-fonte]

A vereadora morreu em decorrência de metástase pulmonar, falência múltipla de órgãos e câncer de mama, na UTI da Beneficência Portuguesa de Santos, local onde estava internada. A doença foi descoberta em maio de 2005 no seio direito, que foi retirado, mas logo se espalhou pelo esquerdo e se alastrou por diversos órgãos, apesar da quimioterapia. Segundo relatos médicos, Sandra foi resistente ao tratamento por crer num milagre divino,[4] preferindo deixar o tratamento para mais tarde: «Alertamos várias vezes que ela não poderia postergá-lo, mas ela dizia que tinha muitas atividades e que não podia.»[1]

O velório foi realizado no salão nobre da Prefeitura de Santos e o enterro no Cemitério Memorial Necrópole Ecumênica. Pelé não compareceu ao enterro, mas enviou flores, em nome das Empresas Pelé, as quais foram devolvidas. Todos sempre souberam que Pelé nunca a quis como filha e só a registrou por conta da justiça. Sandra sabia que jamais foi amada por ele.

Evangélica da Assembleia de Deus e estudante de Direito, Sandra era casada com o pastor Ozeas Felinto e deixou dois filhos: Octávio e Gabriel. Sandra cursava faculdade de direito.[3]

Referências

  1. a b Título não preenchido, favor adicionar. Site da Folha de S. Paulo (18 de Outubro de 2006).
  2. Da redação. Veja – ed. 1445. [S.l.]: Abril, 1996. 114 p.
  3. a b Sandra foi autora do projeto de DNA gratuito. Site da Folha de S. Paulo (18 de Outubro de 2006).
  4. Filha de Pelé acreditava em milagre e teria recusado tratamento. O Globo Online. Globo.com (18 de outubro de 2006).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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