Maceió

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Município de Maceió
"Paraíso das águas"
"Cidade Sorriso"
"Cidade Restinga"
"Caribe Brasileiro"
Paraíso das Águas.png

Bandeira de Maceió
Brasão de Maceió
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 9 de dezembro de 1839 (174 anos)
Fundação 5 de dezembro de 1815 (198 anos)
Gentílico maceioense
Lema Juntos construímos um novo tempo
Prefeito(a) Rui Palmeira (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Maceió
Localização de Maceió em Alagoas
Maceió está localizado em: Brasil
Maceió
Localização de Maceió no Brasil
09° 39' 57" S 35° 44' 06" O09° 39' 57" S 35° 44' 06" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Leste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Maceió IBGE/2008[1]
Região metropolitana Maceió
Municípios limítrofes Barra de Santo Antônio, Paripueira, Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro e São Luís do Quitunde
Distância até a capital 2 013 km[2]
Características geográficas
Área 510,655 km² [3]
População 1 005 319 hab. IBGE/2014
Densidade Erro de expressão: Número inesperado hab./km²
Altitude 7 m
Clima tropical As
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,739 alto (AL:1º)PNUD/2000[4]
PIB R$ 13 743 391 mil (BR: 39º) – IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 14 572,42 IBGE/2011[5]
Página oficial
Prefeitura www.maceio.al.gov.br
Câmara www.camarademaceio.al.gov.br

Maceió (pronuncia-se AFI: [masejˈjɔ] link=. ouça) é um município brasileiro, capital do estado de Alagoas, Região Nordeste do país. Situa-se na microrregião homônima e mesorregião do Leste Alagoano, distante 2 013 quilômetros de Brasília, capital federal.[2] Ocupa uma área de 510,655 km². É o município mais populoso de Alagoas, e sua população em 2014, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 1 005 319 habitantes[6] , sendo a décima quarta capital brasileira a ultrapassar a marca de 1 milhão de habitantes residentes, e a quinta do Nordeste. Integra, com outros dez municípios alagoanos, a Região Metropolitana de Maceió, totalizando cerca de 1 160 393 habitantes em 2007[7] , sendo o mais populoso de Alagoas, o 17º de todo o país e o 73º do continente americano.[8]

A cidade tem uma temperatura média anual de 25 a 29 graus centígrados. Na vegetação original do município, pode-se observar a presença de herbáceas (gramíneas) e arbustivas (poucas árvores e espaçadas). Com uma taxa de urbanização da ordem de 99,75 por cento, seu Índice de Desenvolvimento Humano é de 0,735, considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento e o primeiro do estado.

Faz divisa com cidades como Rio Largo, Satuba, Marechal Deodoro, Paripueira entre outras às quais é ligada pelas BR-101, BR-104, BR-316 e AL 101, Maceió é a principal cidade do estado e, atualmente, vive um intenso crescimento econômico e de infraestrutura, sendo uma cidade considerada capital regional A, segundo a hierarquia urbana do Brasil. É o maior produtor brasileiro de sal-gema. Seu setor industrial diversificado é composto de indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias. Possui agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo. Possui o maior produto interno bruto do estado, 9 143 488 000 reais: o 41º maior do país.

As festividades realizadas na cidade anualmente atraem uma enorme quantidade de turistas. Podem ser citados o Maceió Forró e Folia, Maceió Music Festival e o extinto evento carnavalesco Maceió Fest[9] , além de suas festas de natal e réveillons como o Réveillon Absoluto e Réveillon Celebration.[10] Conta com importantes monumentos, museus, como o Museu Palácio Floriano Peixoto, o Museu Théo Brandão, o Teatro Deodoro. Foi desmembrada em 1839 da antiga Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, atual cidade de Marechal Deodoro. Sempre conhecida como "Cidade-Sorriso" e "Paraíso das Águas", hoje é considerada como o "Caribe Brasileiro", devido às suas belezas naturais, que atraem turistas de todo o mundo.

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O nome "Maceió" tem origem no termo tupi maçayó ou maçaio-k, que significa "o que tapa o alagadiço"[11] . O Dicionário Aurélio diz que o termo "maceió" designa uma lagoa que se localiza na beira do mar[12] .

História[editar | editar código-fonte]

Período pré-colonial[editar | editar código-fonte]

Por volta do ano 1000, os índios tapuias que habitavam a região da atual cidade de Maceió foram expulsos para o interior do continente por povos tupis procedentes da Amazônia. No século XVI, quando chegaram os primeiros europeus à região, a mesma era ocupada por um desses povos tupis: o dos caetés[13] .

Período colonial[editar | editar código-fonte]

No século XVII, início da colonização portuguesa, navios portugueses atracavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, local em que eram carregadas madeiras das florestas litorâneas. O porto também serviu, mais tarde, para o embarque de açúcar produzido pelos engenhos locais.

Antes de sua fundação em 1609, Manoel Antônio Duro morou onde hoje é o bairro de Pajuçara, recebendo, do alcaide-mor de Santa Maria Madalena, Diego Soares, uma sesmaria.

Mais tarde, em 1673, as terras mudaram de dono. O rei de Portugal determinou, ao Visconde de Barbacena, a construção de um forte no bairro do Jaraguá. Com isso, houve um grande desenvolvimento na região e o pequeno povoado recebeu uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, hoje padroeira da cidade.[14]

A vila de Maceió foi desmembrada no dia 5 de dezembro de 1815 da então Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, ou simplesmente Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Em 9 de dezembro de 1839, deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, sendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves.

Após a vila ser agraciada com o simbólico ato de transferência do baú do Tesouro da Província, cuja iniciativa partiu do ouvidor Batalha, dado o contínuo processo de desenvolvimento do local, Maceió veio a se tornar a capital da Província das Alagoas, especificamente em 9 de dezembro de 1839, mediante a edição da Resolução Legislativa nº 11:

Cquote1.svg Agostinho da Silva Neves, presidente da Província das Alagoas:

Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Provincial Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte resolução: Art. único: - Fica erecta em cidade e capital da Província a Vila de Maceió, que será dora em diante a Sede do Governo, Assembleia e tesouraria Provincial, ficando o mesmo governo autorizado a despender a quantia necessária com o aluguel dos edifícios para as ditas repartições. Ficam revogadas todas as leis e disposições em contrário. Mando, portanto, a todas as autoridades e quem o conhecimento e execução da referida resolução pertencer, que a cumpram, e façam cumprir, tão inteiramente como nela se contém. O secretário desta Província faça imprimir, publicar e correr. Palácio do Governo das Alagoas, 9 de dezembro de 1839. 18º da Independência e do Império. Agostinho da Silva Neves

Cquote2.svg

Com a emancipação política de Alagoas, o novo governador da capitania, Sebastião de Melo e Póvoas, iniciou a transferência da capital para a cidade de Maceió, mas houve resistência dos homens da câmara e homens públicos. No dia 16 de dezembro de 1839, expedições militares dos estados de Pernambuco e Bahia foram para Maceió para garantir a ordem e para a transferência do governo para a cidade.[39]

Mas, com a mudança da capital, Maceió foi invadida no dia 4 de outubro de 1844 por tropas guerrilheiras comandadas por José Thomaz da Costa, pelo padre Calheiros e pelo advogado Lúcio, da Vila do Norte. Sousa Franco, então presidente da província, contra-atacou com tropas da nova capital. No dia 5 de outubro de 1844, outras tropas atacaram a capital. As tropas guerrilheiras invadiram as ruas da cidade e fizeram exigências ao presidente, que não aceitou as reivindicações. O contra-ataque fez com que as tropas invasoras recuassem. O recuo das tropas cabanas fez com que Vicente de Paula assumisse o comando das tropas cabanas. Novos contingentes de cabanos voltaram a atacar Maceió no dia 21 de outubro de 1844 às 7:00. As tropas invadiram o consulado britânico e prendem o vice-cônsul Diogo Burnett. O ataque teve repercussão até na capital do império.

O escândalo da invasão do consulado fez com que o major Sérgio Tertuliano viesse de Pernambuco para reforçar as defesas de Maceió. Um relatório do major sobre o conflito foi feito. Ele mostrou o pânico da população e o bloqueio das entradas da cidade. Um novo contra-ataque fez com que as tropas cabanas fossem derrotadas e que os principais líderes cabanos fossem mortos.[15]

Período imperial[editar | editar código-fonte]

Armas do Marquês de Maceió, as mesmas das famílias Sousa Chichorro e Coutinho

Maceió foi visitada em 1859 pelo imperador dom Pedro II, que, inclusive, participou de festas na capital antes de seguir viagem para outras cidades.

O único marquês de Maceió foi Francisco Afonso Meneses Sousa Coutinho, nasceu em Turim, 2 de fevereiro de 1796, foi um militar da marinha de Portugal que, aderindo à independência do Brasil, fora promovido a capitão de fragata. Alcançou a patente de tenente-coronel, passando a ministro da pasta da Marinha em 1827.

Filho de dom Rodrigo Domingos de Sousa Coutinho, 1.° conde de Linhares, e de Gabriella Maria Ignazia Asinari dei Marchesi di San Marzano. Irmão de D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, 2.º conde de Linhares. Casou-se com Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, filha de José Fernando Carneiro Leão, barão de Vila Nova de São José. Não houve descendência.

Grande do Império, exercia a função de veador na corte imperial. Era cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Ordem da Torre e Espada, e comendador da Imperial Ordem de Cristo. Recebeu o viscondado com grandeza por decreto de 12 de outubro de 1824 e o marquesado por decreto de 12 de outubro de 1826, em 14 de agosto de 1834 Dom Francisco faleceu em Paris.

Quebra do Xangô[editar | editar código-fonte]

Ocorreu no dia 1 de fevereiro de 1912. A Quebra do Xangô também possui outros nomes, como "Dia do Quebra" e "Quebra-quebra". Muitos historiadores e estudiosos preferem chamá-la de "Quebra de 1912". Consistiu na destruição de todas as casas de culto afro-brasileiro existentes na capital. As referências historiográficas sobre o fato estão nos artigos publicados na sessão Bruxaria, de Oséas Rosas, no já extinto Jornal de Alagoas. Terreiros foram invadidos e objetos sagrados foram retirados e queimados em praça pública; pais e mães de santo foram espancados publicamente.

A capital era considerada papel preponderante da Igreja católica na formação do território alagoano, não se sabe ao certo o número de terreiros destruídos, pessoas assassinadas ou os responsáveis pelo fato. O movimento foi insuflado pela Liga dos Republicanos Combatentes que era uma entidade civil que cometia atos ilegais como invasão a casas oficiais, tiroteios, intimidações.

Século XX[editar | editar código-fonte]

O século XX trouxe o turismo como a principal fonte de renda de todo o município. A cidade possui belas praias de águas cristalinas e repletas de coqueiros, lagunas, uma rica gastronomia, numerosos monumentos e edifícios culturais, a amabilidade de sua gente e sua boa infraestrutura, entre outros. Na década de 1930, chamou a atenção pelo grande movimento literário com a participação de José Lins do Rego, Raquel de Queirós, Graciliano Ramos entre outros. Depois disso Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político, iniciando uma nova fase no comércio e a industrialização.

Na década de 1950, foi construído, na praia da Pajuçara, o Iate Clube Pajussara, um clube de recreio e de treinamentos náuticos. Um dos sócios-fundadores deste clube foi um dos mais renomados professores do estado, Odorico Maciel. Nele, os alagoanos faziam bailes de formatura, bailes carnavalescos e diversas festas e encontros da elite alagoana. Um dos pontos turísticos mais conhecidos de Maceió estava localizado na praia de Ponta Verde, o Gogó da Ema, um coqueiro que nasceu torto à beira-mar, na curva da praia, e tinha a forma do pescoço de uma ema, o que lhe dava uma característica especial e que servia de inspiração para diversos fotógrafos e desenhistas; foi derrubado pelo avanço do mar na década de 1960.Era o local dos encontros entre namorados nas décadas de 1950 e 1960. Hoje no local existe um clube, o Alagoas Iate Clube, ponto de divisão entre as praias da Ponta Verde e dos Sete Coqueiros.

O fato estava ligado a um momento em que a oposição, liderada por Fernandes Lima, tenta derrubar do poder da estabelecida e consolidada Oligarquia Malta.[16] [17]

A queda de Suruagy[editar | editar código-fonte]

Em 17 de julho de 1997, milhares de servidores públicos protestaram contra a desvalorização dos trabalhadores ao então governador Divaldo Suruagy. Eles reivindicavam melhoria nas condições de trabalho nas repartições públicas e pela falta do salário atrasado. Desesperados, muitos servidores cometeram suicídio depois de seis meses sem receber salário, militares e civis se uniram em um combate armado nas proximidades da Assembleia Legislativa de Alagoas, que estava protegida pelas tropas do Exército. Houve quebra-quebra nas ruas e, finalmente, aconteceu a queda do governador Suruagy; o fato ficou conhecido como "A queda de Suruagy".[18]

Atualmente[editar | editar código-fonte]

A cidade de Maceió foi escolhida por um júri internacional como a Capital Americana da Cultura de 2002 entre dez finalistas, sendo a primeira do Brasil a ganhar este título.[19]

O município sofreu uma onda de violência, causando terror entre a população, no dia 14 de dezembro de 2011. Arrastões, que mais tarde foram dados como boatos pela polícia e o governo do estado, assassinato de comerciantes e o incêndio de quatro ônibus partiram dos presídios onde estão presas facções do Primeiro Comando da Capital, como afirmou o governador Teotônio Vilela Filho.[20]

O suposto arrastão no Centro de Maceió às 11 horas do dia 18 de dezembro de 2011 fez com que lojas fechassem as portas na semana de natal. Segundo a população, cerca de 15 homens armados circularam pelo comércio promovendo assaltos, tendo até atirado em direção a lojas. Após o tumulto, mais de 40 militares iniciaram buscas a criminosos, mas nada foi encontrado. Em nota divulgada às 13:41, a Associação Aliança Comercial de Maceió negou o arrastão no Centro de Maceió.[21]

Com isso, a cidade sofreu perdas de 10 por cento nas vendas na semana de natal. A Associação Aliança Comercial de Maceió fez uma reunião com o governador do estado para resolver o problema da violência.[21]

Mais tarde, a Secretaria de Estado da Defesa Social entregou um helicóptero à Polícia Militar de Alagoas para realizar patrulhamento aéreo em toda a cidade. Diversos presos foram transferidos para presídios dos estados vizinhos. Os órgãos de segurança pública do estado já planejam medidas para combater os altos índices de violência na cidade e no estado.[22]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Lagoa Mundaú, localizada na parte sul da cidade

Por centenas de anos, formaram-se terrenos alagados, devido ao acúmulo de sedimentos oriundos dos rios Mundaú e Paraíba do Meio. O mar também contribuiu com sedimentos, fechando as fozes dos respectivos rios, formando assim o que hoje conhecemos por Lagoas Mundaú e Manguaba, um dos maiores complexos estuarinos do Brasil.

Foi sobre esses alagadiços e restingas que a cidade de Maceió cresceu. Dois bairros da capital abrigam pouco menos da metade da população, são eles: Benedito Bentes e Jacintinho, ambos com 200 mil habitantes cada. O Jacintinho é um bairro próximo ao centro da cidade, cercado por grotas e, apesar de ser vizinho da área mais valorizada da cidade, possui habitantes com baixa renda em sua maior parte. Já o Benedito Bentes é um conjunto habitacional criado há mais de vinte anos que, atualmente, abriga muitos outros conjuntos ao seu redor, que juntos às favelas e grotas formam o bairro. Já tramitou na Câmara Municipal de Maceió uma proposta para o desmembramento do Benedito Bentes de Maceió, transformando-o em uma nova cidade, porém, sem sucesso. Maceió possui sete Regiões Administrativas.

Situa-se na faixa costeira do Nordeste oriental, inserida nos domínios da Mata Atlântica. Estende-se por uma área de aproximadamente 500 km², dos quais 212 km² compõem sua área urbana.

Sua altimetria varia entre 0 metro ao nível do mar e 20 metros na planície litorânea, passando a entre 20 e 180 metros nas encostas e nos topos dos tabuleiros e 300 metros no topo da Serra da Saudinha, no extremo norte do município.

Maceió possui um arquipélago formado por nove ilhas sendo elas Irineu, Almirante, Bora Bora, Fogo, Um Coqueiro Só, Santa Rita, Santa Marta, Cabras, Andorinhas, umas das quais funciona um complexo hoteleiro, que são uma das grandes atrações turísticas maceioenses. Essas ilhas foram formadas por sedimentos deixados pelo Rio Mundaú e Rio Paraíba do Meio, que se acumularam, formando o arquipélago.[23]

Clima[editar | editar código-fonte]

Maiores acumulados de chuva em 24 horas
registrados em Maceió por meses
Mês Acumulado Data Mês Acumulado Data
Janeiro 100,1 mm 30/01/1966 Julho 145,2 mm 03/07/2013
Fevereiro 89,6 mm 27/02/1978 Agosto 141,5 mm 01/08/2000
Março 148,1 mm 02/03/2009 Setembro 109,3 mm 29/09/1978
Abril 135 mm 19/04/2011 Outubro 97,4 mm 13/10/2013
Maio 155,2 mm 27/05/2009 Novembro 91,7 mm 02/11/1993
Junho 187,8 mm 05/06/2010 Dezembro 54,8 mm 15/12/1976
Fonte: Rede de dados do INMET. Período: 01/01/1961 a 31/12/2013.[24]

Maceió apresenta clima quente e úmido, que segundo a classificação climática de Köppen corresponde ao tipo As', caracterizando por apresentar-se sem grandes diferenciações térmicas e precipitação concentrada no outono e inverno. As temperaturas médias mensais oscilam em torno de 25,1 °C. A máxima mensal atinge 29,9 °C e a mínima 20,8 °C, apresentando uma amplitude térmica anual de 9 °C. A umidade relativa do ar é, em média, de 80,5 por cento, sendo julho o mês mais úmido e novembro o mais seco. O índice pluviométrico é sempre superior a 1 410 milímetros por ano.

Maceió tem grandes reservas de água potável e um possui clima tropical. Por mais que tenha um clima quente e úmido, as mínimas, no inverno, podem chegar aos 16°C. Devido aos ventos, a sensação térmica pode ser ainda menor.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período entre 1961 e 2013, a menor temperatura já registrada em Maceió foi de 11,3 °C em 16 de junho de 1980,[25] e a maior atingiu 38,4 °C em 25 de novembro de 2005.[26] Os dez maiores acumulados de chuva registrados em 24 horas foram de 187,8 milímetros em 5 de junho de 2010, 180,7 milímetros em 1º de junho de 2004, 155,2 milímetros em 27 de maio de 2009, 149,7 milímetros em 2 de maio de 1977, 148,8 milímetros em 2 de março de 2009, 145,2 milímetros em 3 de julho de 2013, 143,5 milímetros em 10 de junho de 2009, 142,7 milímetros em 28 de junho de 2010, 141,5 milímetros em 1º de agosto de 2000 e 139,6 milímetros em 16 de maio de 2006.[24] O maior volume de chuva mensal foi de 788,5 milímetros em maio de 2009.[27]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Maceió Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima registrada (°C) 34,8 34,9 35 35,3 36,4 31,8 31,1 30,7 31,9 34,6 38,4 35,4 38,4
Temperatura máxima média (°C) 30,2 30,4 30,2 29,6 28,5 27,6 27 27,1 27,8 29 29,9 30 28,9
Temperatura média (°C) 26,5 26,5 25,4 26 25,2 24,3 23,6 23,6 24,3 25,3 25,9 26,2 24,8
Temperatura mínima média (°C) 22,4 22,6 22,7 22,5 22 21,3 20,5 20,2 20,7 21,2 21,6 22 21,6
Temperatura mínima registrada (°C) 17,9 17,8 16,4 18 17 11,3 15 15 15,8 17 17,4 17,9 11,3
Chuva (mm) 78,1 88,3 194,5 268,8 382,2 331,9 273,7 155,2 130,3 73,5 31,7 62,5 2 070,5
Dias com chuva (≥ 1 mm) 10 11 17 19 22 24 23 19 15 10 6 9 185
Umidade relativa (%) 75,4 76,6 78,3 81,5 82,6 82,4 82,1 79,5 77,2 76 74,7 75,8 78,5
Horas de sol 254,2 225,7 203 196,8 191,8 178,6 176 205,2 204,6 252,4 274,7 264,2 2 627,2
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (médias climatológicas de 1961 a 1990;[28] [29] [30] [31] [32] [33] [34] recordes de temperatura de 1961 a 2013).[26] [25]

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Coqueiros na praia de Ponta Verde.

Maceió apresenta vegetação herbácea (gramíneas) e arbustiva (poucas árvores e espaçadas). Além destas, Maceió possui também a Mata Atlântica. Essas vegetações estão associadas a um sistema regulado de chuvas.

A vegetação natural encontra-se bastante degradada em algumas áreas isoladas dos tabuleiros costeiros e principalmente nas encostas. Ocorrem remanescentes de floresta ombrófila secundária (mata atlântica) e descaracterizada (macega-capoeira). No baixo curso dos rios ocorrem formações pioneiras aluviais e na sua foz, a influência da maré alta dá origem a formações fluviomarinhas (mangues).

A cidade possui um parque municipal de 80 hectares, localizado entre os bairros de Bebedouro e Tabuleiro do Martins. Na área encontram-se plantas típicas da Mata Atlântica e nascentes de várias correntes de água. É aberto à visitação ao público.

Meio ambiente[editar | editar código-fonte]

Maceió é uma cidade relativamente arborizada, possuindo áreas com muitas e com poucas árvores. As áreas mais arborizadas da capital são:

Durante todo esse espaço há muitos coqueiros, principalmente na Ponta Verde, onde há um canteiro central com cerca de 1 km de extensão e centenas de coqueiros, e na Pajuçara, onde com a reurbanização da orla, foram plantas mais árvores, como o Oiti e coqueiros.

  • Ao redor das avenidas mais movimentadas da cidade

Para pelo menos diminuir a intensa poluição causada pelos automóveis, a prefeitura plantou mais árvores como ipê rosa, ipê amarelo, espirradeira, buganvila e outras espécies. Pode-se observar isso nas principais avenidas com canteiros centrais, a exemplo da Avenida Fernandes Lima / Durval de Góes Monteiro, que corta praticamente toda a cidade, Avenida Álvaro Calheiros, Avenida Doutor Antônio Gomes de Barros, Avenida Sandoval Arroxelas, Avenida Senador Rui Palmeira.

  • Nas principais praças da cidade

Na maioria das praças da capital há várias árvores, como a Praça Centenário, Praça Dom Pedro, Praça Sinimbu, Praça dos Martírios, Praça Gogó da Ema, Corredor Vera Arruda e muitas outras. Há também o Parque Municipal de Maceió, uma reserva florestal entre os bairros do Bebedouro, Tabuleiro do Martins e Petrópolis com cerca de 82 hectares de área dentro da cidade. Lá várias espécies de árvores e animais da mata atlântica podem ser encontrados. Existem vários outros parques florestais espalhados por toda a cidade, como o Cinturão Verde no Pontal da Barra e a Reserva florestal do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis no bairro da Gruta de Lourdes.

Já com relação as piscinas naturais, há algum tempo atrás, havia muito lixo gerado pelos barcos-restaurantes, que serviam comida nas piscinas naturais. Denúncias anônimas diziam que os funcionários jogavam o lixo diretamente no mar, além do óleo da fritura utilizado. Os banhistas também contribuíam, pois jogavam seu lixo no mar também. Era muito comum achar sacolas plásticas e latas de cerveja na água. Mas depois dessas denúncias o governo municipal e estadual proibiram os barcos-restaurantes e declarou que um banhista flagrado jogando lixo no mar seria multado por crime contra o meio ambiente.

Nas piscinas naturais maceioenses, vivem vários tipos de peixes, esponjas e crustáceos. Também já foram encontrados moluscos, mas é muito raro encontrá-los por causa da poluição.

Relevo[editar | editar código-fonte]

O relevo do município de Maceió apresenta um predomínio de terras baixas com altitudes inferiores a 100 metros, ocorrendo, no entanto na porção norte-noroeste áreas que alcançam mais de 160 metros. A Serra da Saudinha alcança 300 metros.

Estruturalmente, são encontradas três unidades: a Planície ou Baixada Litorânea, os Tabuleiros Costeiros e o Maciço Cristalino da Saudinha.

A Planície Litorânea compreende a área de menor expressão espacial e de menor altitude, 0 a 10 metros. De origem recente (quaternária), nela predominam as formas de acumulação marinha, fluvial, fluviomarinha, fluviolacustre e eólica, representadas por terraços, pontas arenosas, restingas, cordões litorâneos, ilhas fluviomarinhas, recifes e lagunas.

Os Tabuleiros Costeiros são uma superfície de agradação composta basicamente por terrenos plio-pleistocênicos, também conhecidos como baixo planalto sedimentar costeiro. Apresenta relevo tipicamente plano com suaves ondulações e altitudes em geral inferiores a 100 metros.

Na faixa costeira, o trabalho de abrasão marinha (antes do presente), estabelecia contato direto do oceano sobre as encostas do tabuleiro deram origem às falésias fósseis, separadas atualmente do oceano por depósitos quaternários.

São cortados transversalmente por rios que correm em cursos paralelos, separados por interflúvios tabuliformes (dissecados e aplanados), formando vales e encostas fluviais, várzeas e lagunas. Destacam-se o Prataji e seus afluentes Messias ou Prata (integrante do Sistema Pratagy); Meirim e seu afluente, o Saúde; o Estiva e o Sauaçuí (divisa com Paripueira); além dos riachos: Carrapatinho, do Silva (que já abasteceu Maceió até a década de 50), Reginaldo, Jacarecica, Garça Torta, Doce. Nos baixos cursos dos rios a ação das marés dão origem a manguezais que ocorrem ao longo de todo litoral, principalmente na ilha do Lisboa e na foz dos rios Prataji, Meirim, Estiva e Sauaçuí.

No extremo norte-noroeste do município, cercado pelos Tabuleiros Costeiros, ocorre uma área de rochas cristalina (serra da Saudinha), formada por um esporão granítico, profundamente dissecados em encostas com níveis entre 160 e 300 metros, que corresponde a borda residual da porção meridional do Planalto da Borborema comandada pela referida serra, uma rede hidrográfica divergente drena suas águas diretamente para o Oceano Atlântico.

Praia de Pajuçara.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Os cursos d'água, que drenam o município, apresentam-se perenes com direcionamento consequente de extensão aproximada de 12Km.[35] Suas principais cabeceiras localizam-se na serra da Saudinha (rios Meirim, Saúde e Prataji) nos tabuleiros (riachos Reginaldo, Jacarecica, Doce e o rio Sauaçuí), alguns próximos à área urbana do município, nas proximidades dos conjuntos residenciais: Henrique Equelman, Moacir Andrade e do Parque Residencial Benedito Bentes I e II.

As bacias hidrográficas destes rios apresentam na sua maioria um padrão de drenagem dendrítico, tendendo a paralelo em escoamento, exorreico; formando canais distribuídos de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª ordens, cada uma recebe dos tributários de ordens inferiores. Quanto à forma de seus vales, no alto curso é marcado por vale em "V" agargantado. No médio curso assemelha se ao anterior, mas com fundo chato e margens um pouco afastadas e altas dos tabuleiros que os rodeiam. O baixo curso apresenta se na forma de uma baixada larga típica de "rias", com vale em calha, leito raso, entulhado e de foz flutuante pelas vagas que movimentam os bancos arenosos. Os riachos são paralelos, com regime de enxurradas de outono, inverno ou por chuvas ocasionais de primavera e originam se em uma estrutura monoclinal, entalhada, por ocasião dos movimentos eustáticos negativos que os levaram a tangenciar o nível do mar[36]

Localização geográfica[editar | editar código-fonte]

Localizada na parte central da faixa litorânea do estado de Alagoas, inserida na mesorregião do Leste Alagoano e microrregião que leva seu nome, o município de Maceió estende-se entre os paralelos 09°21’31” e 09°42’49” de latitude sul e os meridiano 35°33’56” e 35°38’36” de longitude oeste, ocupando uma área de aproximadamente 511 km², o que corresponde a 1,76% do território alagoano.

Capital do estado de Alagoas, Maceió limita-se: ao norte com os municípios de Paripueira, Barra de Santo Antônio, São Luís do Quitunde, Flexeiras e Messias; ao sul, com o município de Marechal Deodoro e Oceano Atlântico; a oeste faz fronteira com Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco; a leste, com o Oceano Atlântico.

Municípios limítrofes e região metropolitana[editar | editar código-fonte]

A Região Metropolitana de Maceió foi criada pela Lei Complementar Estadual nº 18 de 19 de novembro de 1998, compreendendo os municípios de Maceió, Rio Largo, Marechal Deodoro, Pilar, Barra de São Miguel, Barra de Santo Antônio, Messias, Satuba, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Paripueira, que, juntos, possuem uma população de 1 156 278 habitantes segundo o censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2010.[37] Sua área de influência inclui todo o território de Alagoas, o norte de Sergipe e partes do sul de Pernambuco. Atualmente, a maior dificuldade das autoridades é integrar o transporte público na região metropolitana, seja por meio lacustre, rodoviário e/ou ferroviário.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop. Crescimento
1872 27 703 -
1890 31 498 3 795
1900 36 427 4 929
1920 74 166 37 739
1940 90 253 16 087
1950 120 980 30 727
1960 168 055 47 075
1970 263 670 95 615
1980 399 298 135 628
1991 628 209 228 911
1996 723 142 94 933
2000 796 842 73 700
2007 874 014 77 172
2008 924 143 50 129
2009 936 314 12 171
2010 936 608 294
2011 943 110 6 502[38]

Em 2010, a população de Maceió, segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, era de 932 748 habitantes na cidade e 1 156 278 na região metropolitana, o que o tornava a maior aglomeração urbana de Alagoas. Em 2010, a densidade populacional foi estimada em 1 854,12 habitantes por quilômetro quadrado, sendo que 436 492 habitantes eram homens e 496 256 habitantes eram mulheres.[38] Ainda segundo o mesmo censo, 932 129 da população vivem em zona urbana e 619 na zona rural. Ainda segundo o censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a população de Maceió está composta por: pardos (506 976), brancos (342 747), negros (69 689), orientais-asiáticos (10 916) e indígenas (2 420).

Segundo o World Gazetteer, Maceió ocupa a posição número 414º, com uma população de 1 210 324 habitantes.[39] [40]

As taxas de incremento médio anual da população foram de 2,70 por cento (2000-2006) e 2,45 por cento (1991-2000) na cidade, 2,60 por cento (2000-2006) e 2,38 por cento (1991-2000) na região metropolitana - o que indica, de modo geral, uma queda na taxa de crescimento dos demais municípios.[41] [42]

O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal de Maceió (ano 2000), considerado "médio" pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, é de 0,739. Considerando apenas a educação, o índice é de 0,834 (elevado), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,667 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,715 (o do país é 0,723).[43] [44] [45] [46]

Imigrantes[editar | editar código-fonte]

Nos últimos anos, Maceió vem recebendo um grande número de imigrantes chineses. Sua única fonte de renda é o comércio de produtos a 1,99 reais ou de produtos baratos importados da China. As ruas com maior concentração de chineses são: Cincinato Pinto, Moreira Lima e Boa Vista. Segundo dados dos comercienses do Centro da cidade, em dois anos um número razoável de novas lojas onde os donos são chineses ou descendentes foram abertas.

Os lojistas temem fechar suas portas para o que eles chamam de "invasão chinesa". Os donos de lojas que atuam no mesmo segmento afirmam que não têm condições de competir com os preços baixos dos imigrantes.[47]

Religião[editar | editar código-fonte]

Religião em Maceió (2009)
Catolicismo romano
  
63,92%
Pentecostais
  
11,84%
Sem religião
  
11,31%
Evangélicas
  
7,27%
Outras
  
4,47%
Afro-brasileira
  
0,08%
Orientais
  
0,05%

Há uma grande variedade de cultos: budistas, espíritas e muitas denominações cristãs divididas entre protestantes, evangélicos e católicos, além de Testemunhas de Jeová, mórmons e Adventistas. Não obstante a diversidade de credos, há predomínio do catolicismo.

De acordo com os dados do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da Pesquisa de Orçamento Familiar do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 63,92 por cento da população de Maceió se identifica como católica, 11,84 por cento evangélicos pentecostais, 7,27 por cento outras evangélicas, sem religião (podendo ser ateus, agnósticos, deístas) 11,31 por cento, espíritas 0,95 por cento, afro-brasileiras 0,08 por cento, orientais ou asiáticas 0,05 por cento, outras 4,47 por cento.

Igrejas e templos[editar | editar código-fonte]

Reformas na Catedral Metropolitana de Maceió.

A Igreja Católica possui diversas igrejas na cidade, sendo as principais a Catedral Metropolitana de Maceió, a Igreja de Nossa Senhora do Ó em Ipioca a Segunda mas Antiga de Alagoas, aIgreja de Nossa Senhora dos Rosários Pretos, a Igreja de São Gonçalo do Amarante, a Igreja de Nossa Senhora do Livramento, a Igreja do Nosso Senhor Bom Jesus dos Martírios, a Igreja de Nossa Senhora Mãe do Povo, a Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, a Paróquia de São Paulo Apóstolo e a Paróquia Nossa Senhora das Dores.[48] A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados. Entre elas, o Grupo das Igrejas da Comunidade Metropolitana em Maceió, a Igreja O Brasil Para Cristo, Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Igreja Cristã Maranata, Igrejas Batistas, Igreja Assembleia de Deus, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Mundial do Poder de Deus, entre outras. Na cidade existem também cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (também conhecida como Igreja Mórmon).

Igrejas e templos não cristãos também se destacam em Maceió, como: Seicho-no-ie[49] , centros espíritas, terreiros, cultos xintoístas, budistas, entre outros.[50]

Habitação e uso do espaço urbano[editar | editar código-fonte]

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, existem cerca de 274 059 domicílios particulares permanentes em Maceió: 213 139 são casas, 203 565 possuem abastecimento de água. Em média, 19 443 são vilas ou condomínio, 40 203 são apartamentos e 1 274 cortiços.[38]

Indicadores socioeconômicos[editar | editar código-fonte]

O índice de educação da cidade de Maceió é de 0,834 (elevado), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,667 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,715 (o do país é 0,723). A renda per capita é de 9 894,02 reais. O coeficiente de Gini do município, que mede a desigualdade social, é de 0,68 (2000), sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, é de 38,8. Segundo o censo de 2000, a taxa de urbanização da cidade de Maceió é de 99,75 por cento, o uso de energia elétrica é de 99,7 por cento, água encanada 90,7 por cento e coleta de lixo cerca de 93,6 por cento. A taxa de analfabetismo teve uma queda: de 24,3 por cento em 1991, passou para 18,8 por cento em 2000. A esperança de vida subiu de 63,0 por cento em 1991 para 65,0 por cento na virada do século.[44]

Criminalidade[editar | editar código-fonte]

De acordo com estudos, Maceió é a capital brasileira com maior média de adolescentes assassinados no Brasil, segundo dados do Índice de Homicídios na Adolescência. Na capital, 6,03 jovens morrem em cada mil adolescentes entre 12 e 18 anos.[51] O estudo do mapa da violência realizado pelo Instituto Sangali revela que Maceió subiu da 14º em 1997 para a 1ª posição desde 2007. A prefeitura juntamente com o governo do estado estão elaborando um projeto integrado de combate à pobreza, que tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social. As ações serão articuladas entre poder público, sociedade civil e entidades privadas.[52]

Maceió, nos últimos anos, vem investindo na segurança. Em 2011, o Comando da Polícia Militar apresentou oficialmente o helicóptero que irá fazer o patrulhamento aéreo da cidade. Diariamente dará suporte na segurança a corredores bancários, periferia e supervisão da orla marítima entre a Barra de São Miguel no litoral sul e a Barra de Santo Antônio no litoral norte, local chamado de corredor Barra a Barra. Fabricado nos Estados Unidos, o helicóptero foi alugado pelo Estado à empresa Fly One [53] . E até 2012 a cidade será monitorada por 77 novas câmeras de vigilância para reduzir os altos índices de criminalidade, expectativa do governo é de que as câmeras comecem a operar no segundo semestre do próximo ano, havendo também toda uma logística para ajudar a polícia no combate ao crime. Inicialmente, as câmeras serão instaladas em áreas de grande movimento, a exemplo da avenida Fernandes Lima, região da orla de Maceió e Via Expressa.[54]

Política municipal[editar | editar código-fonte]

Assembleia Legislativa de Alagoas em Maceió
Ministério da Fazenda

Em Maceió, o Poder Executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor, porém, preceituam que a administração pública deve conferir à população ferramentas efetivas ao exercício da democracia participativa.

O Poder Legislativo é constituído pela câmara municipal, composta por 31 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de habitantes).[55] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo.

Até o início de 2007, a Prefeitura Municipal de Maceió funcionou à Rua Melo Moraes, no bairro do Centro. O prédio possui um estilo neoclássico, tendo sido construído em 1919 na administração do prefeito Bel. Leonino Corrêa D`Oliveira. Está localizado na Rua Sá e Albuquerque, tradicional bairro de Jaraguá, onde também atuam os órgãos e secretarias ligadas diretamente ao gabinete.[56]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

Em 13 de maio de 2009, as cidades de Maceió e Gwangju, na Coreia do Sul, assinaram o "Tratado de Cidades Amigas", visando a troca de conhecimento técnico nas áreas de esporte, turismo, educação, cultura, artes e gastronomia. O secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Luciano Cabral, foi homenageado como, Cidadão Honorário da cidade de Gwangju, na Coreia do Sul.[57]

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Maceió possui as seguintes cidades-irmãs:

Consulados[editar | editar código-fonte]

Consulados situados em Maceió:

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Maceió é um município, constituído de cinquenta bairros e oito regiões administrativas. Os cinquenta bairros estão definidos pela Lei municipal 4.952, de 2000.

Bairro RA Território (km²) Bairro RA Território (km²)
1 Poço RA-1 1.867 26 Santa Amélia RA-4 n/d
2 Jatiúca RA-1 2,9 27 Bebedouro RA-4 2,2
3 Jaraguá RA-1 1,3 28 Fernão Velho RA-4 2.664
4 Mangabeiras RA-1 807 29 Chã de Bebedouro RA-4 0,71
5 Ponta da Terra RA-1 424 30 Rio Novo RA-4 2,753
6 Pajuçara RA-1 656 31 Petrópolis RA-4 n/d
7 Ponta Verde RA-1 1.375 32 Jacintinho RA-5 3.672
8 Centro RA-2 1.586 33 Barro Duro RA-5 2,4
9 Vergel do Lago RA-2 n/d 34 Serraria RA-5 n/d
10 Trapiche da Barra RA-2 n/d 35 São Jorge RA-5 n/d
11 Ponta Grossa RA-2 1.283 36 Feitosa RA-5 2.605
12 Prado RA-2 1,49 37 Benedito Bentes RA-6 24.624
13 Levada RA-2 875 38 Antares RA-6 6,0
14 Pontal da Barra RA-2 n/d 39 Santos Dumont RA-7 7,08
15 Farol RA-3 3.008 40 Cidade Universitária RA-7 20.383
16 Canaã RA-3 n/d 41 Santa Lúcia RA-7 4.025
17 Pitanguinha RA-3 1.013 42 Tabuleiro do Martins RA-7 8,5
18 Santo Amaro RA-3 0.259 43 Clima Bom RA-7 4,6
19 Pinheiro RA-3 1.965 44 Cruz das Almas RA-8 2.244
20 Jardim Petrópolis RA-3 n/d 45 Pescaria RA-8 3.930
21 Gruta de Lourdes RA-3 3.199 46 Jacarecica RA-8 3.237
22 Ouro Preto RA-3 n/d 47 Ipioca RA-8 20.048
23 Bom Parto RA-4 557 48 Guaxuma RA-8 4.915
24 Chã da Jaqueira RA-4 1.290 49 Garça Torta RA-8 1,95
25 Mutange RA-4 0,54 50 Riacho Doce RA-8 n/d

Economia[editar | editar código-fonte]

Atividades Econômicas em Maceió - (2012)[60]

O município é rico em sal-gema e tem um setor industrial diversificado (indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias), além da agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo.

Municípios próximos a Maceió, como Marechal Deodoro, Pilar e São Miguel dos Campos também têm economias parecidas, mais na parte de mineração - Gás Natural e petróleo. Alagoas é um dos maiores produtores de gás natural do Brasil.

Em 2004, o produto interno bruto da capital girava em torno de 6,7 bilhões de reais, à época o quinto maior entre as capitais da Região Nordeste do Brasil, número significativo que mereceu destaque por ter vindo antes do "boom" do comércio e turismo em Maceió, que ocorreu com a abertura de diversos hipermercados, hotéis, de um centro de convenções e do novo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. A expectativa é de que os próximos números sejam ainda mais animadores. Em 2010, o índice de potencial de consumo da capital alagoana (0,52977) apresentava a quarta posição entre as cidades nordestinas e a vigésima posição entre todos os municípios brasileiros[61] .

Mesmo sendo bastante urbanizada, o município possui muitas áreas desocupadas, principalmente na Zona Norte, surgindo espaço para a criação de grandes canaviais, como o que existe no bairro do Benedito Bentes.

O setor primário da economia encontra-se apoiado na monocultura da cana-de-açúcar e ocupa quase toda área rural do município. Contudo, a sua participação na produção, área colhida e economia não é considerada representativa, expressando-se em apenas 0,02 por cento do total estadual (ALAGOAS, 2002).

No litoral principalmente, e em algumas áreas isoladas dos tabuleiros e das encostas, destacam-se o coqueiro e algumas culturas de pomar como o cajueiro, a mangueira e a jaqueira.

Os dados contidos no Censo Agropecuário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 1995/1996 demonstram pouca diversificação do setor produtivo.

Com relação à utilização das terras para fins agrícolas, verifica-se um total de 17 715 hectares, onde 10 036 hectares (56,65 por cento) são lavouras permanentes e temporárias, 590 hectares (3,33 por cento) são pastagens naturais e artificiais, 4 303 hectares (24,29 por cento) são matas naturais e/ou plantadas, 2 075 hectares (11,71 por cento) são lavouras em descanso e produtivas não utilizadas e 711 hectares (4,02 por cento) são "outros" (aglomerações humanas).[62]

A agricultura de subsistência também pode ser achada na Zona Norte, várias famílias pequenas desta localidade produzem o que consomem, em suas propriedades familiares.

Braskem, principal empresa do polo cloroquímico de Maceió.

As indústrias instaladas no município têm pouca representatividade e influência na economia nacional. Não obstante, a capital alagoana destaca-se, no estado, como principal centro industrial, notadamente nos setores químico, alimentício, metalúrgico e de plásticos. A cidade conta com mais de 1 280 estabelecimentos industriais[63] .

Maceió conta com um polo cloroquímico, que abriga a maior empresa instalada no estado, a Braskem (exploradora e beneficiadora de sal-gema), e com o Distrito Industrial Luiz Cavalcante, localizados, respectivamente, nos bairros do Pontal da Barra e Tabuleiro do Martins. Recentemente reformado, o Distrito Industrial Luiz Cavalcante (agora denominado Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante) recebeu, nos últimos meses, melhorias estruturais importantes, como pórticos de entrada e de saída, 6 km de ruas pavimentadas, 4,5 km de linhas d'água e 3 km de ciclovia, o que fez aumentar o interesse de diversas empresas em instalar-se na localidade. Diversos estabelecimentos industriais já estão ampliando ou construindo novas unidades na área.

Apesar de ter sofrido graves crises no início da década de 2000, tanto pela recessão impregnada no país, como pela ausência de riquezas geradas e empregadas na capital advindas da agropecuária e de indústrias, o comércio de Maceió passa por um grande momento desde 2005. Diversos estabelecimentos vêm sendo abertos ou ampliados na cidade, como hotéis, restaurantes, hipermercados, atacadistas e shopping centers.

Como na maioria das grandes cidades brasileiras, percebe-se um crescimento significativo, nos últimos anos, em Maceió, de um "quarto setor" produtivo: o comércio informal, ainda não devidamente regulamentado.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Praia de Pajuçara. Ao fundo, as jangadas que oferecem o passeio às piscinas naturais da região.
Panorâmica da Praia de Ponta Verde.

Outro ponto forte na economia do município é o turismo. Maceió possui um grande potencial de atrair turistas devido às suas belezas naturais e grande diversidade cultural. Ademais, Maceió oferece várias opções de lazer e espaços modernos para negócios, tais como o novo Centro Cultural e de Exposições de Maceió, no bairro de Jaraguá. Em setembro de 2005, foi inaugurado o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, um dos mais modernos do Brasil. O bairro de Jaraguá foi muito frequentado durante o fim dos anos 90, com grandes investimentos da prefeitura de Maceió. Hoje em dia, o Jaraguá é um bairro comercial, dotado de bancos, museus e faculdades.

O Nordeste Invest, evento de investimentos turísticos e imobiliários de âmbito internacional, aconteceu em Maceió nas edições dos anos de 2006 e 2009.

No ano de 2011 e início de 2012, os hotéis no município estavam com 100 por cento de ocupação. Com o projeto Viva Verão da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer em parceria com o Serviço Social do Comércio, pretende-se realizar atividades esportivas e de lazer, incentivando o turismo e o esporte.[64]

A temporada de cruzeiros 2011/2012 em Maceió começou em novembro de 2011 e se estendeu até março de 2011, trazendo cerca de 100 mil cruzeiristas em toda a temporada. Maceió recebeu os transatlânticos Costa Fortuna, Costa Mágica, Costa Pacífica, Grand Celebration, Grand Holiday, Grand Mistral, MSC Música, MSC Orchestra, Ocean Dream, Splendour Of The Seas, Crystal Synphony, Artania e o Victoria, sendo um recorde para a cidade. Em 2011, foram apenas sete navios para a cidade.[65] [66] [67]

Estrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Tecidos urbanos[editar | editar código-fonte]

Desde a metade do século XX, a cidade de Maceió vem acompanhando o crescimento do processo de urbanização das demais cidades brasileiras. Este crescimento resulta em uma maior demanda por espaços de habitação, os núcleos da cidade é majoritariamente térreo com a presença dos núcleos verticalizados estão concentrada nos bairros litorâneos centrais.[68]

Planejamento urbano[editar | editar código-fonte]

Visão noturna da praia de Pajuçara, Maceió, Brasil.

As sucessivas administrações municipais não têm conseguido superar as limitações estruturais, de ordem administrativa e financeira, para realizar investimentos na qualificação e adequação do espaço urbano, os maiores investimentos estão voltados as regiões litorâneas áreas de maior interesse turístico e nos pontos de maior fluxo de pedestres. Planos ligados ao urbanismo e ao planejamento urbano que foram traçados na administrações de Cicero Almeida. Porém, de uma forma geral, a cidade constituiu-se ao longo do século XX, saltando de vila à cidade regional A, por meio de uma série de processos informais ou irregulares de expansão urbana. Desta forma, Maceió difere consideravelmente de cidades brasileiras como Belo Horizonte e Goiânia, cuja expansão inicial seguiu determinações de um plano e de um projeto urbano original, ou de uma cidade como Brasília, cujo plano piloto fora inteiramente desenhado previamente à construção da cidade.

Muitos estudiosos e urbanistas alegam que tais planos foram produzidos visando o benefício exclusivo das camadas mais abastadas da população, enquanto as camadas populares ficariam relegadas aos processos informais tradicionais.[68]

Mobilidade urbana e acessibilidade[editar | editar código-fonte]

A cidade de Maceió sofre um problema comum a outras grandes: o grande congestionamento de carros em suas principais vias. O transporte coletivo, no entanto, representa um papel fundamental no dia a dia da cidade. Maceió conta com uma frota de cerca de 1 502 mil unidades entre ônibus comuns e micro-ônibus. Apesar disso, grande parte dos usuários queixa-se da falta de melhores condições dos ônibus em circulação na capital. As empresas de ônibus permissionárias em Maceió são: Real Alagoas, Piedade, Cidade de Maceió, Massayó, São Francisco, Veleiro e Tropical.

Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares

Os trens da Companhia Brasileira de Trens Urbanos são de maioria antiga assim como alguns vagões, mas hoje o VLT de Maceió, possui um papel importante para o município, passagem, comparada com a de ônibus, é barata e liga o centro de Maceió até Rio Largo, passando pelos bairros históricos de Bebedouro e de Fernão Velho, bem como pelo município de Satuba.

O sistema viário do município é notadamente heterogêneo, especialmente do ponto de vista rodoviário. A cidade é cortada por três grandes vias que têm papel estruturador: a Fernandes Lima, a Durval de Góes Monteiro BR-104 e a Avenida Menino Marcelo BR-316. Estas três "artérias" são consideradas as principais vias estruturais (ou vias expressas) do município.

A cidade possuí uma frota de 206 469 veículos em 2010.[38] O congestionamento de veículos na cidade é recorrente aos horários de pico.

Apesar de só existirem três ciclovias na cidade, uma na beira-mar, outra no polo multissetorial e outra na orla lagunar, a maioria dos moradores da periferia se dirige ao trabalho por meio de bicicletas, andando junto aos carros em vias arteriais como a avenida Fernandes Lima e a Via Expressa. São registrados vários acidentes diários com ciclistas, alguns fatais. A questão da ciclovia também é tratada no plano diretor, que prevê a construção de várias delas entre as principais avenidas da cidade.

O Plano de Mobilidade Urbana da Cidade de Maceió do Estatuto das Cidades, Lei 10 257/2001, estuda e planeja projetos e legislações voltados para o campo da mobilidade urbana e da acessibilidade na cidade de Maceió. O Plano Setorial de Transporte não Motorizado foi desenvolvido para valorizar e contabilizar a população que desloca se a pé ou de bicicleta na cidade. Cerca de 34,3 por cento da população utiliza estes meios. Outros projetos estão sendo propostos, como o Projeto de Lei para Calçadas e Travessias, que dá prioridade para os pedestres.

Muitos trabalhadores na cidade ainda utilizam a bicicleta como meio de transporte, devido a sua praticidade e baixo custo, para aliviar o orçamento doméstico, por muitas vezes circulando entre veículos, de forma arriscada. Devido aos acidentes, a prefeitura prevê a construção de ciclovias entre as principais avenidas da cidade. Os bairros com maior concentração de bicicletas são Clima Bom, Tabuleiro do Martins, Benedito Bentes, Fernão Velho, Centro, Vergel do Lago, Trapiche da Barra, Mangabeiras e Jacintinho.

Outro problema do transporte urbano em Maceió são os táxis-lotação, que não pagam impostos e concorrem diretamente com as empresas de ônibus, cobram o mesmo preço e aceitam vale-transporte. A atividade é ilegal, mas ainda assim é bastante praticada e aceita pela maioria da população, principalmente pela rapidez no deslocamento comparado ao ônibus.

Não é difícil encontrar táxis na cidade (há cerca de 3 000 táxis habilitados), mas a tarifa é uma das mais caras do Brasil. Ao entrar no táxi, já se paga três reais, e a maioria da frota é associada a empresas que, na sua maioria, atendem ao cliente via telefone. A maioria dos táxis da cidade está em condição boa ou ótima, devido às facilidades para compra de veículos novos, por parte das vendedoras de automóveis. Linhas especiais de táxi servem o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, conta com um sistema de co-geração de energia e capacidade para 4,6 milhões de passageiros por ano. O aeroporto foi construído com recursos da Infraero, Governo Federal e Governo Estadual. Os destinos diários diretos (sem escala/conexão) saindo da capital alagoana são: Belo Horizonte (CNF), Fernando de Noronha (FEN), Recife (REC), Salvador (SSA), Aracaju (AJU), Vitória (VIX), São Paulo (GRU), Brasília (BSB), Rio de Janeiro (GIG), Campinas (VCP) e Paulo Afonso (PVA). Além disso, o aeroporto está plenamente habilitado para operar voos internacionais, o que acontece com maior frequência na temporada de verão. Em 2009, apresentou movimento de mais de 1 milhão passageiros, dos quais mais de 22.000 provenientes de voos internacionais vindo da Itália, Argentina, Chile, Alemanha, Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha entre outros países.[69]

O Porto de Jaraguá, ou Porto de Maceió, está localizado no bairro de Jaraguá, entre as praias de Pajuçara e Avenida. É administrado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte - CODERN por meio da Administração do Porto de Maceió (ADPM) e tem o maior terminal açucareiro do mundo, além de ser um dos mais movimentados do Nordeste. O porto conta com um arado capaz de operar navios das frotas mais modernas do mundo, do tipo pós-panamax, com cerca de 200 metros de comprimento. Em 2006, o movimento acumulado foi de mais de 3,6 milhões de toneladas.[70]

Transporte público[editar | editar código-fonte]

Os sistemas de transporte público também apresentam certa heterogeneidade e, eventualmente, alguma contraditoriedade. São comuns críticas ao sistema no sentido de que os vários sistemas que o compõem não respondem a uma mesma autoridade de planejamento

Existe um sistema semi-integrado de transporte, constituído por três Terminais de Integração: um localizado no bairro Benedito Bentes, o outro no Conjunto Residencial Colina dos Eucaliptos no bairro do Tabuleiro do Martins e o último no bairro da Rotary. Na prática, a maioria das pessoas que moram longe do trabalho acaba por pagar duas ou mais passagens.

O valor da passagem é alto e incompatível com a qualidade do serviço, R$2,50 (dois reais e cinquenta centavos),já que a frota de ônibus é insuficiente.

Infraestrutura urbana[editar | editar código-fonte]

Avenida Professor Sandoval Arroxelas no bairro Ponta Verde .

Infraestrutura é um conjunto de elementos essenciais para o desenvolvimento de qualquer cidade. Redes bem estruturadas de água, esgoto, eletricidade, drenagem, comunicação e transporte são imprescindíveis para a melhora na qualidade de vida da população de um município. Com a cidade em grande crescimento distribuir esses recursos a toda população é um enorme desafio. A cidade de Maceió vem conseguindo grandes avanços, aumentando a área de cobertura de suas redes de esgoto e água, mas uma parte da população, especificamente a de baixa renda, ainda não conta com recursos básicos de infraestrutura.

Passando de uma população de 27 703 pessoas em 1872 para 943 110 em 2011, este crescimento trouxe como consequência inúmeros problemas para a cidade. Maceió é praticamente toda servida pela rede de abastecimento de água potável com água encanada 90,7%. Segundo dados a rede elétrica atende 99,7% das residências. A coleta de lixo domiciliar cobre todas as regiões do município mas ainda é insuficiente, atingindo cerca de 93,6% da demanda.[71]

Maceió é o principal centro médico de Alagoas e um dos mais importantes da Região Nordeste do Brasil. Existem cerca de 124 estabelecimentos de saúde em Maceió, destes, 37 são públicos e 87 são privados, dos 37 públicos 9 têm internação e dos 87 privados, 29 têm internação. São, aproximadamente, 3.698 leitos, dos quais 3.117 são disponíveis ao Sistema Único de Saúde.

Educação e ciência[editar | editar código-fonte]

Campus A. C. Simões, Universidade Federal de Alagoas

A cidade de Maceió tem um sistema de ensino primário e secundário, público e privado. Com 325 estabelecimentos de ensino fundamental 174 unidades pré-escolares, 116 escolas de nível médio. Ao total, são 201 202 matrículas e 690 848 docentes registrados.[38]

O IDH-E do município atingiu em 2000 a marca de 0,834 – patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento[72] ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística teve uma queda, de 24,3 por cento em 1991 para 18,8 por cento em 2000.

Tomando por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica de 2009, Maceió obteve a vigésima quinta entre as capitais brasileiras no fundamental I e a vigésima sétima colocação no fundamental II.[73] Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio de 2011 das dez melhores instituições de ensino de Maceió, somente uma é pública, que é o Instituto Federal de Alagoas - IFAL, obtendo a quinta colocação.[74]

Entre as muitas instituições de ensino superior, podem-se destacar a Universidade Federal de Alagoas, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas e Universidade Estadual de Alagoas. O município também possui universidades particulares de grande reputação como Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC).

Comunicação[editar | editar código-fonte]

A cidade possui diversos meios de comunicação, nos serviços de internet é oferecida pelas operadoras Oi, NET, Big e JET. No serviço de telefonia fixa, é oferecido pelas operadoras Oi, Claro, NET e a possível vinda da empresa GVT.[75] No setor de tevês por assinatura, estão presentes SKY, Claro TV, Big TV, NET, JET TV e Oi TV.

A cidade é o centro da comunicação do estado: é sede das maiores jornais impressos e on-line, como Jornal Gazeta de Alagoas pertencente à Organização Arnon de Mello, Primeira edição, Tudo na hora entre outros. Além disso grande parte das emissoras abertas de televisão do estado estão localizadas em Maceió como, TV Alagoas, TV Gazeta Alagoas, TV Pajuçara, TV Farol, TV Massayó, TV Cidade e TV Maceió uma por assinatura, TV Maceió. No dia 29 de novembro de 2010, a TV Digital foi implantada no estado, inicialmente na cidade de Maceió.[76]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Baile dos Seresteiros da Pitanguinha em 2007

Maceió tem uma cultura marcante, representada principalmente pelo seu rico folclore, além, claro, de seus artistas, escritores e músicos tal qual Djavan, Hermeto Pascoal, Graciliano Ramos, Jorge de Lima. Dentre as manifestações folclóricas há os folguedos, tais como: Caboclinho, Carvalhada, Chegança, Coco Alagoano, Festa de Reis, Guerreiro, Pastoril, Reisado, Quilombo, Zabumba, e, também, o artesanato representado pelo filé e pela cerâmica que encanta a todos por sua criatividade, originalidade e beleza.

A cidade conta com vários locais de comercialização de sua cultura e artesanato,Maceió em 2002 foi escolhida como a capital da cultura,como a Feirinha da Pajuçara, Feirinha do Mercado e o Cheiro da Terra, este que após um incêndio em dezembro de 2005, foi transferido da Jatiúca, para a Ponta Verde e agora está localizado em Jaraguá, com o nome de Artesanato dos Guerreiros, na Praça Visconde de Sinimbu.

Em 2002 foi a Capital Americana da Cultura, a primeira cidade do Brasil selecionada.

Música[editar | editar código-fonte]

Maceió Fest 2005

O município possui grandes eventos da música como o extinto Maceió Fest, evento carnavalesco mais conhecido de Maceió, e, hoje, o Maceió Music Festival, que, em seu primeiro dia, vendeu mil ingressos em sete horas. Com uma proposta inédita, Maceió Music Festival foi criado para inserir Alagoas no calendário dos importantes eventos nacionais.

Existem também festivais de música alternativa como: Festival Maionese, Grito Rock, Festival LAB, InTR3Sessões e Natal Oblíquo. O Festival Maionese, criado em 2005, acontece todo ano com bandas locais e nacionais de música alternativa independente.

Museus

Acervo permanente: Mobiliário do final do século XIX e início do século XX; prataria, cristais e objetos decorativos; pintura de Rosalvo Ribeiro e outros artistas alagoanos. Exposição temporária: O que é cartofilia, sobre cartões postais; com o tema: "Maceió já foi assim" com diversas temáticas.

Possui um grande acervo de arte popular que foi doado pelo patrono Théo Brandão. É composto por peças de vários países como: Espanha, Portugal, México, além de obras brasileiras constituem o acervo do museu. Durante período natalino, desde 2005, o Museu recebe uma iluminação especial, dentro do programa Natal de Luz, da Eletrobrás.

O rico acervo é composto basicamente por: telas de pintores famosos, documentos históricos, objetos e peças pertencentes aos cultos afro-brasileiros do começo do século XX, utensílios indígenas, armas que pertenceram a Lampião, móveis em variados estilos etc. No museu também encontra-se o mais completo acervo afro-brasileiro do país.

Acervo composto de imagens, em sua maioria, nordestinas dos séculos XVII, XVIII e XIX. Cerâmica, prataria, mobiliário, desenhos, pinturas brasileiras e estrangeiras formam o acervo do museu. Localizado em um antigo armazém, no bairro de Jaraguá.

  •  ;Museu do Esporte

O acervo é formado por fotografias do futebol alagoano, brasileiro e mundial, além de revistas, jornais, camisas, taças, medalhas e outros objetos que contam a história do futebol, é possível conferir os melhores dribles, lances e gols, com os diversos vídeos que lá estão.

Em seu acervo está parte da memória maceioense, registrado em fotos, fitas K-7 e fitas de vídeo, lá se pode encontrar dados sobre os principais acontecimentos políticos, sociais e artísticos do estado. O prédio foi construído no século XIX, mais precisamente, em 1869. Ao seu fundo se encontra um modelo da Estátua da Liberdade, feita pela Fundição Val d'Osne na virada do Século XIX para o XX.[77]

O Museu de História Natural é parte da Universidade Federal de Alagoas - UFAL,criado como um Órgão Suplementar de natureza técnico-cultural. O MHN vem dando apoio científico-cultural às atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cooperação Técnica, no campo das Ciências Naturais, aos estudantes, professores, pesquisadores, técnicos e à comunidade em geral.

Hoje, passou a receber alunos do ensino médio através do órgão de apoio à pesquisa do estado. O MHN apoia as atividades científico-cultural de ensino, pesquisa, extensão e cooperação técnica, no campo das ciências naturais, principalmente, no estado de Alagoas.

Artes cênicas
Teatro Deodoro.

Duas instituições revelaram-se importantes na cidade: o Teatro Gustavo Leite, localizado no interior do Centro Cultural e de Exposições de Maceió, é o maior de Maceió e possui capacidade para 1 251 pessoas sentadas; o Teatro Deodoro, tendo sua construção iniciada em 1905 e terminada em 1910, conta com um belo aspecto arquitetônico, possui estilo neoclássico com reflexos do barroco. Em cada um dos lados da fachada principal do teatro, encontram-se as seguintes frases em latim:

Castigat ridendo moraes ("É rindo que se castigam os costumes"); Ars longa, vita brevis ("A arte supera a vida").

Outros teatros se destacam, como: Teatro Multiplex Gustavo Leite em Jaraguá, Teatro de Arena, Teatro do SESC (Jofre Soares), Teatro de Bolso Lima Filho no Centro, Teatro do Colégio Marista e Teatro Linda Mascarenhas no Farol, Teatro do Ifal no Poço e Teatro SESI na Pajuçara.

Shoppings Centers da capital[editar | editar código-fonte]

  • Parque Shopping Maceió - Cruz das Almas
  • Maceió Shopping - Mangabeiras
  • Shopping Pátio Maceió - Tabuleiro dos Martins
  • Shopping Farol - AV. Fernandes Lima
  • Blue Shopping - Jatiúca
  • Shopping Cidade - Farol
  • Pajuçara Shopping - Pajuçara
  • Galeria Maceió Fashion Center
  • Shopping MiraMar - Barro Duro
Cinemas

Alagoas investe muito em suas produções cinematográficas. É em Maceió que acontecem as grandes estreias de filmes e documentários que marcam a história do estado. Possui cinemas como o Cinesystem, no Parque Shopping Maceió, com 9 salas sendo 2 salas VIP. O Centerplex, no Pátio Maceió, conta com 5 salas, sendo 2 salas com Projeção Digital 3D Dolby Digital. A Lumière Empresa Cinematográfica (Shopping Farol), com 2 Salas Digitais. O Kinoplex Maceió (Maceió Shopping), com 6 salas, sendo 2 salas com Projeção Digital 3D Dolby Digital e o Cine SESI Pajuçara - Centro Cultural SESI, com 1 Sala Multiplex.

Bibliotecas

Em péssimas condições de estrutura e funcionamento, as bibliotecas públicas são um dos poucos meios de pesquisas bibliográficas em Alagoas. Destacam-se a Biblioteca Pública Estadual de Alagoas, Universidade Federal de Alagoas - Biblioteca Central localizada no Campus A. C. Simões, Tabuleiro do Martins e Biblioteca Pública e Arquivo Público Estadual em Jaraguá.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Estádio Rei Pelé

O município possui um dos mais famosos estádios do Brasil, o Estádio Rei Pelé, conhecido popularmente como "Trapichão", com capacidade para 20 mil torcedores, com uma infraestrutura completa para futebol, atletismo e transmissão de jogos por tevê ou rádio. Atualmente, Maceió tem dois grandes times de futebol: o Centro Sportivo Alagoano, com o maior número de títulos do Campeonato Alagoano de Futebol profissional (37 títulos), com sede no bairro do Mutange; e o Clube de Regatas Brasil (possui 27 títulos), que representa o estado na Série C 2014, com sede no bairro da Pajuçara.

Quando estes dois times se encontram, acontece o "clássico das multidões", como é conhecido o maior clássico do futebol alagoano. Evento este que movimenta a cidade durante a semana que antecede a partida e para a mesma quando o dia do jogo chega.

Além do futebol, Maceió realizou em 2011 a I Paraolimpíada de Maceió, cujo seu objetivo é reunir os atletas portadores de alguma necessidade especial, incentivando a prática de exercícios físicos, a abertura ocorreu no Ginásio Tenente Madalena, no bairro da Cambona, a olimpíada é apoiada pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.[78]

Outros esportes se destacam na cidade, como o rugby, onde a equipe Cães da Areia Rugby Clube conquistou o segundo e o terceiro lugar no Nordeste Sevens em 2008 e terceiro lugar no Campeonato Nordestino de Rugby em 2009 a natação, atletismo, ciclismo, surf também são muito praticados na cidade.

Festividades[editar | editar código-fonte]

Data Evento Nota
6 de janeiro Festa de Reis Festa religiosa
20 de janeiro São Sebastião Festa religiosa
19 de março São José Festa religiosa
13 de junho Santo Antônio Festa junina
24 de junho São João Festa junina
29 de junho São Pedro Festa junina
27 de agosto Nossa Senhora dos Prazeres
Bom Jesus dos Navegantes
Festa religiosa
16 de setembro Emancipação Política de Alagoas Feriado Estadual
12 de outubro Nossa Senhora Aparecida Festa religiosa e feriado
5 de dezembro Fundação da Cidade de Maceió
8 de dezembro Nossa Senhora da Conceição e Iemanjá Festa religiosa e feriado
9 de dezembro Emancipação política de Maceió Feriado municipal
13 de dezembro Santa Luzia Festa religiosa
25 de dezembro Natal Festa religiosa

[79]

Referências

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  6. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas IBGE_Pop_2014
  7. = cd&o = 17&i = P&c = 793 Tabela 793 - População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007). Página visitada em 30 de julho de 2008.
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  29. Temperatura Máxima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Página visitada em 27 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  30. Temperatura Mínima (°C) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Página visitada em 27 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
  31. Precipitação Acumulada Mensal e Anual (mm) Instituto Nacional de Meteorologia (1961-1990). Página visitada em 27 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
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  33. Insolação Total (horas) Instituto Nacional de Meteorologia. Página visitada em 27 de maio de 2014. Cópia arquivada em 4 de maio de 2014.
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  36. TENÓRIO & ALMEIDA, op. cit
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  79. Feriados do município de Maceió Mais Alagoas. Página visitada em 15 de janeiro de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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