Maceió
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Nota: Para outros significados, veja Maceió (desambiguação).
Maceió (pronuncia-se AFI: [masejˈjɔ]
ouça) é um município brasileiro e a capital do estado de Alagoas. Pertence à mesorregião do Leste Alagoano e à microrregião de Maceió, localizada na Nordeste do país. Ocupa uma área de 510 655 km² sua população em 2011 estimada pelo IBGE é de 936 608 habitantes[7] e um território de, aproximadamente, 503 km². Integra, com outros dez municípios, a Região Metropolitana de Maceió, totalizando cerca de 1.160.393 milhão de habitantes[8], sendo o mais populoso de Alagoas o 17º de todo o país e o 73º do continente americano.[9]
a cidade tem uma temperatura média anual de 25º até 29°C e na vegetação original do município pode-se observar a presença de herbáceas (gramíneas) e arbustivas (poucas árvores e espaçadas). Com uma taxa de urbanização da ordem de 99,75% e o seu Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,735, considerado médio pelo PNUD e o primeiro do estado.
Faz divisa com cidades como Rio Largo, Satuba, Marechal Deodoro, São Luís do Quitunde entre outras às quais é ligada pelas BR-101, BR-104, BR-316 e AL 101 Sul, Maceió é a principal cidade do estado, e atualmente vive um intenso crescimento econômico e de infraestrutura sendo uma cidade considerada capital regionais A, segundo a Hierarquia urbana do Brasil. É o maior produtor de sal-gema e seu setor industrial diversificado (indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias), além da agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo. Possui o maior PIB do estado com 9 143 488,000 mil e o 41º maior do país.
As festividades realizadas na cidade anualmente, atraem uma enorme quantidade de turistas, como o Maceió Forró e Folia, Maceió Music Festival e o extinto evento carnavalesco do Brasil o Maceió Fest[10], além de suas festas de natal e réveillons como o Réveillons Absoluto e Réveillon Celebration.[11] Conta com importantes monumentos, museus, como o Museu Palácio Floriano Peixoto, o Museu Théo Brandão, o Teatro Deodoro. Foi desmembrada em 1839 da antiga Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, atual cidade de Marechal Deodoro. Sempre conhecida como "Cidade sorriso" e "Paraíso das águas", hoje é considerada como "Caribe brasileiro" devido as suas belezas naturais que atraem turistas de todo o mundo trazendo grandes negócios para o município.
Índice |
[editar] Etimologia
O nome Maceió tem denominação da língua tupi, "Maçayó" ou "Maçaio-k" que significa "o que tapa o alagadiço".[12]
[editar] História
[editar] Período colonial
No século XVII, início da colonização, navios portugueses atracavam onde hoje se localiza o porto do bairro do Jaraguá, local em que eram carregadas madeiras das florestas litorâneas. O porto também serviu, mais tarde, para o embarque de açúcar produzido pelos engenhos locais.
Antes de sua fundação em 1609, Manoel Antônio Duro morou onde hoje é o bairro de Pajuçara, recebeu do alcaide-mor de Santa Maria Madalena uma, Diego Soares, esta sesmaria.
Mais tarde em 1673 as terras foram mudaram de dono, o rei de Portugal determinou ao Visconde de Barbacena a construção de um forte no bairro do Jaraguá. Com isso ouve um grande desenvolvimento na região e o pequeno povoado recebeu uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, hoje padroeira da cidade.[13]
A vila de Maceió foi desmembrada no dia 5 de dezembro de 1815, da então Vila de Santa Maria Madalena da Alagoa do Sul, ou simplesmente Vila de Alagoas, atual cidade de Marechal Deodoro. Em 9 de dezembro de 1839 deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias. Em 16 de dezembro de 1839, é inaugurado o município de Maceió, tendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves.
Após a vila ser agraciada com o simbólico ato de transferência do baú do Tesouro da Província, cuja iniciativa partiu do ouvidor Batalha, dado o contínuo processo de desenvolvimento do local, Maceió veio a se tornar a capital da Província das Alagoas, especificamente em 9 de dezembro de 1839, mediante a edição da Resolução Legislativa nº 11:
| "Agostinho da Silva Neves, presidente da Província das Alagoas:
Faço saber a todos os seus habitantes que a Assembleia Provincial Legislativa decretou e eu sanciono a seguinte resolução: Art. único: - Fica erecta em cidade e capital da Província a Vila de Maceió, que será dora em diante a Sede do Governo, Assembleia e tesouraria Provincial, ficando o mesmo governo autorizado a despender a quantia necessária com o aluguel dos edifícios para as ditas repartições. Ficam revogadas todas as leis e disposições em contrário. Mando, portanto, a todas as autoridades e quem o conhecimento e execução da referida resolução pertencer, que a cumpram, e façam cumprir, tão inteiramente como nela se contém. O secretário desta Província faça imprimir, publicar e correr. Palácio do Governo das Alagoas, 9 de dezembro de 1839. 18º da Independência e do Império. |
— Agostinho da Silva Neves
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Com a emancipação política de Alagoas, o novo governador da capitania Sebastião de Melo e Póvoas iniciou a transferência da capital para a cidade de Maceió, mas houve resistência dos homens da câmara e homens públicos. No dia 16 de dezembro de 1839, expedições militares dos estados de Pernambuco e Bahia foram para Maceió para garantir a ordem e para a transferência do governo para a cidade.[1]
Mas com a mudança da capital, Maceió foi invadida no dia 4 de outubro de 1844 por tropas guerrilheiras comandadas por José Thomaz da Costa, pelo padre Calheiros e pelo advogado Lúcio, da Vila do Norte. Sousa Franco então presidente da província contra atacou com tropas da nova capital. No dia 5 de outubro de 1944 outras tropas atacaram a capital, as tropas guerrilheiras invadiram as ruas da cidade e fizeram exigências ao presidente, que não aceitou as reivindicações. O Contra ataque fez com que as tropas invasoras recuassem, o recuo das tropas cabanas fez com que Vicente de Paula assumisse o comando das tropas cabanas, concentrados e novos contingentes os cabanos voltaram a atacar Maceió no dia 21 de outubro de 1944 as 7h00min, as tropas invadiram o consulado britânico e prendem o vice-cônsul Diogo Burnett, o ataque teve repercussão até na capital do império.
O escândalo da invasão do consulado fez com que a nova capital, o major Sérgio Tertuliano vindo de Pernambuco para reforçar as defesas de Maceió. Um relatório do major sobre o conflito foi feito e mostrava o pânico da população e o bloqueio das entradas da cidade, um novo contra ataque fez com que as tropas cabanas fossem derrotadas e os principais líderes cabanos foram mortos.[14]
[editar] Período imperial
Maceió foi visitada em 1859 pelo Imperador Dom Pedro II, que, inclusive, participou de festas na capital antes de seguir viagem para outras cidades.
O único marquês de Maceió foi Francisco Afonso Meneses Sousa Coutinho, nasceu em Turim, 2 de fevereiro de 1796, foi um militar da marinha de Portugal que, aderindo à independência do Brasil, fora promovido a capitão de fragata. Alcançou a patente de tenente-coronel, passando a ministro da pasta da Marinha, em 1827.
Filho de D. Rodrigo Domingos de Sousa Coutinho, 1.° conde de Linhares, e de Gabriella Maria Ignazia Asinari dei Marchesi di San Marzano. Irmão de D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, 2.º conde de Linhares. Casou-se com Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, filha de José Fernando Carneiro Leão, barão de Vila Nova de São José. Não houve descendência.
Grande do Império, exercia a função de veador na corte imperial. Era cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Ordem da Torre e Espada, e comendador da Imperial Ordem de Cristo. Recebeu o viscondado com grandeza por decreto de 12 de outubro de 1824 e o marquesado por decreto de 12 de outubro de 1826, em 14 de agosto de 1834 Dom Francisco faleceu em Paris.
No ano de 1886 meses depois da construção da Estatua da Liberdade em Nova York, outras duas replicas da estátua foram construídas por Frédéric Auguste Bartholdi, que mais tarde foi dada para o pintor alagoano Rosalvo Ribeiro, a outra estatua ainda está em Paris na França[15]
- Quebra do Xangó
Foi um dos maiores acontecimentos da cidade ocorrido no dia 1 de fevereiro de 1912, a Quebra do Xangô também possui outros nomes como "Dia do Quebra", "Quebra Quebra" e muitos historiadores e estudiosos preferem chamar, de “Quebra de 1912”. Consistiu na destruição de todas as casas de culto afro-brasileiro existentes na capital. As referências historiográficas sobre o fato estão nos artigos publicados na sessão “Bruxaria”, de Oséas Rosas, no já extinto Jornal de Alagoas. Terreiros foram invadidos, os objetos sagrados foram retirados e queimados em praça pública; pais e mães de santo foram espancados publicamente.
A capital era considerada papel preponderante da Igreja católica na formação do território alagoano, não se sabe ao certo o número de terreiros destruídos, pessoas assassinadas ou os responsáveis pelo fato. O movimento foi insuflado pela Liga dos Republicanos Combatentes que era uma entidade civil que cometia atos ilegais como invasão a casas oficiais, tiroteios, intimidações.
[editar] Século XX
No século XX trouxe o turismo como a principal fonte de renda de todo o município. A cidade possui belas praias de águas cristalinas e repletas de coqueiros, lagunas, uma rica gastronomia, numerosos monumentos e edifícios culturais, a amabilidade de sua gente e sua boa infraestrutura, entre outros. Na década de 1930, chamou a atenção pelo grande movimento literário com a participação de José Lins do Rego, Raquel de Queirós, Graciliano Ramos entre outros. Depois disso Maceió consolidou seu desenvolvimento administrativo e político, iniciando uma nova fase no comércio e a industrialização.
Na década 50 um dos pontos turísticos mais conhecidos de Maceió estava localizado na praia de Ponta Verde, o Gogó da Ema, um coqueiro que nasceu torto à beira-mar e tinha a forma do pescoço de uma ema, derrubado pelo avanço do mar na década de 1960.Era o local dos encontros entre namorados nas décadas de 1950 e 1960. Hoje no local existe um clube, o Alagoas Iate Clube, ponto de divisão entre as praias da Ponta Verde e dos Sete Coqueiros.
O fato estava ligado a um momento em que a oposição, liderada por Fernandes Lima, tenta derrubar do poder da estabelecida e consolidada Oligarquia Malta.[16][17]
Em 17 de julho de 1997, milhares de servidores públicos protestaram contra a desvalorização dos trabalhadores ao então governador Divaldo Suruagy. Desesperados muitos servidores cometeram suicídio depois de seis meses sem receber salário, militares e civis se uniram em um combate armado, finalmente aconteceu a queda de Suruagy, o fato ficou conhecido como "A queda de Suruagy".[18]
[editar] Atualmente
A cidade de Maceió foi escolhida por um júri internacional como a Capital Americana da Cultura de 2002 entre dez finalistas, sendo a primeira do Brasil a ganhar este título.[19]
O município sofreu uma onda de violência, causando terror entre a população no dia 14 de dezembro de 2011, arrastões, que mais tarde foram dados como boatos pela polícia e o governo do estado, assassinato de comerciantes e o incêndio de quatro ônibus partiram dos presídios onde estão presas facções do Primeiro Comando da Capital (PCC), a firmou o governador Teotônio Vilela Filho.[20]
O suposto arrastão no Centro de Maceió às 11h00min do dia 18 de dezembro de 2011, fez com que lojas fechassem as portas na semana de natal, segundo a população cerca de 15 homens armados circularam pelo comércio promovendo assaltos e teriam até atirado em direção a lojas. Após o tumulto, mais de 40 militares iniciaram buscas a criminosos, mas nada foi encontrado. Em nota divulgada às 13h41min, a Associação Aliança Comercial de Maceió negou os arrastão no centro de Maceió.[21]
Com isso a cidade sofreu perdas de 10% nas vendas na semana de natal, Associação Aliança Comercial de Maceió fizeram uma reunião com o governador do estado para resolver os problemas da violência.[21]
Mais tarde a Secretaria de Estado da Defesa Social entregou um helicóptero à Polícia Militar de Alagoas para realizar patrulhamento aéreo em toda a cidade, diversos presos foram transferidos para presídios dos estados vizinhos. Os órgãos de segurança pública do estado já planejam medidas para combater os altos índices de violência na cidade e no estado.[22]
[editar] Geografia
Por centenas de anos formaram-se terrenos alagados, devido ao acúmulo de sedimentos oriundos dos rios Mundaú e Paraíba do Meio. O mar também contribuiu com sedimentos, fechando as fozes dos respectivos rios, formando assim o que hoje conhecemos por Lagoas Mundaú e Manguaba, um dos maiores complexos estuarinos do Brasil.
Foi sobre esses alagadiços e restingas que a cidade de Maceió cresceu. Dois bairros da capital abrigam pouco menos da metade da população, são eles: Benedito Bentes e Jacintinho, ambos com 200 mil habitantes cada. O Jacintinho é um bairro próximo ao centro da cidade, cercado por grotas e, apesar de ser vizinho da área mais valorizada da cidade, possui habitantes com baixa renda em sua maior parte. Já o Benedito Bentes é um conjunto habitacional criado há mais de vinte anos que, atualmente, abriga muitos outros conjuntos ao seu redor, que juntos às favelas e grotas formam o bairro. Já tramitou na Câmara Municipal de Maceió uma proposta para o desmembramento do Benedito Bentes de Maceió, transformando-o em uma nova cidade, porém, sem sucesso. Maceió possui sete Regiões Administrativas.
Situa-se na faixa costeira do Nordeste oriental, inserida nos domínios da Mata Atlântica. Estende-se por uma área de aproximadamente 500 km², dos quais 212 km² compõem sua área urbana.
Sua altimetria varia entre 0 metro ao nível do mar e 20 metros na planície litorânea, passando entre 20 e 180 metros nas encostas e nos topos dos tabuleiros e 300 metros no topo da serra da Saudinha, extremo norte do município.
Maceió possui um arquipélago formado por nove ilhas sendo elas Irineu, Almirante, Bora Bora, Fogo, Um Coqueiro Só, Santa Rita, Santa Marta, Cabras, Andorinhas, umas das quais funciona um complexo hoteleiro, que são uma das grandes atrações turísticas maceioenses. Essas ilhas foram formadas por sedimentos deixados pelo Rio Mundaú e Rio Paraíba do Meio, que se acumularam, formando o arquipélago.[23]
[editar] Clima
Considerando a localização na Região Nordeste do Brasil, em plena zona tropical e banhada pelo Oceano Atlântico, apresenta clima quente e úmido, que segundo a classificação climática de Köppen corresponde ao tipo As', caracterizando por apresentar-se sem grandes diferenciações térmicas e precipitação concentrada no outono e inverno. As temperaturas médias mensais oscilam em torno de 25,1 °C. A máxima mensal atinge 29,9 °C e a mínima 20,8 °C, apresentando uma amplitude térmica anual de 9 °C. A umidade relativa do ar é em média de 79,2%, sendo julho o mês mais úmido e novembro o mais seco. O índice pluviométrico é sempre superior a 1.410mm/ano.
Maceió tem,grandes reservas de água potável, possui clima tropical, a menor temperatura registrada na capital foi 11,3 °C, no dia 16 de junho de 1980, tendo dias ensolarados durante 270 dias do ano.
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Média alta °F | 86 | 86 | 86 | 84 | 82 | 82 | 81 | 81 | 81 | 82 | 84 | 86 | |
| Média baixa °F | 72 | 72 | 72 | 72 | 72 | 72 | 68 | 68 | 70 | 70 | 70 | 72 | |
| Precipitação polegadas | 2.91 | 4.41 | 7.48 | 7.68 | 4.41 | 3.94 | 3.94 | 7.09 | 5.79 | 2.91 | 2.01 | 2.4 | |
| Média alta °C | 30 | 30 | 30 | 29 | 28 | 28 | 27 | 27 | 27 | 28 | 29 | 30 | |
| Média baixa °C | 22 | 22 | 22 | 22 | 22 | 22 | 20 | 20 | 21 | 21 | 21 | 22 | |
| Precipitação mm | 74 | 112 | 190 | 195 | 112 | 100 | 100 | 180 | 147 | 74 | 51 | 61 | |
| Fonte: Weather Channel (período: 2011)[24] | |||||||||||||
[editar] Vegetação
Maceió apresenta vegetação herbácea (gramíneas) e arbustiva (poucas árvores e espaçadas). Além destas, Maceió possui também a Mata Atlântica. Essas vegetações estão associadas a um sistema regulado de chuvas.
A vegetação natural encontra-se bastante degradada em algumas áreas isoladas dos tabuleiros costeiros e principalmente nas encostas. Ocorrem remanescentes de floresta ombrófila secundária (mata atlântica) e descaracterizada (macega-capoeira). No baixo curso dos rios ocorrem formações pioneiras aluviais e na sua foz, a influência da maré alta dá origem a formações fluviomarinhas (mangues).
A cidade possui um parque municipal de 80 hectares, localizado entre os bairros de Bebedouro e Tabuleiro do Martins. Na área encontram-se plantas típicas da Mata Atlântica e nascentes de várias correntes de água. É aberto à visitação ao público.
[editar] Meio ambiente
Maceió é uma cidade relativamente arborizada, possuindo áreas com muitas e com poucas árvores. As áreas mais arborizadas da capital são:
- Orlas de Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara
Durante todo esse espaço há muitos coqueiros, principalmente na Ponta Verde, onde há um canteiro central com cerca de 1 km de extenção e centenas de coqueiros, e na Pajuçara, onde com a reurbanização da orla, foram plantas mais árvores, como o Oiti e coqueiros.
- Ao redor das avenidas mais movimentadas da cidade
Para pelo menos diminuir a intensa poluição causada pelos automóveis, a prefeitura plantou mais árvores como ipê rosa, ipê amarelo, espirradeira, buganvila e outras espécies. Pode-se observar isso nas principais avenidas com canteiros centrais, a exemplo da Avenida Fernandes Lima / Durval de Góes Monteiro, que corta praticamente toda a cidade, Avenida Álvaro Calheiros, Avenida Doutor Antônio Gomes de Barros, Avenida Sandoval Arroxelas, Avenida Senador Rui Palmeira.
- Nas principais praças da cidade
Na maioria das praças da capital há várias árvores, como a Praça Centenário, Praça Dom Pedro, Praça Sinimbu, Praça dos Martírios, Praça Gogó da Ema, Corredor Vera Arruda e muitas outras. Há também o Parque Muncipal de Maceió, uma reserva florestal entre os bairros do Bebedouro, Tabuleiro do Martins e Petrópolis com cerca de 82 hectares de área dentro da cidade. Lá várias espécies de árvores e animais da mata atlântica podem ser encontrados. Existem vários outros parques florestais espalhados por toda a cidade, como o Cinturão Verde no Pontal da Barra e a Reserva florestal do IBAMA no bairro da "Gruta de Lourdes]].
Já com relação as piscinas naturais, a algum tempo atrás, havia muito lixo gerado pelos barcos-restaurantes, que serviam comida nas piscinas naturais. Denúncias anônimas diziam que os funcionários jogavam o lixo diretamente no mar, além do óleo da fritura utilizado. Os bainhistas também contribuiam, pois jogavam seu lixo no mar também. Era muito comum achar sacolas plásticas e latas de cerveja na água. Mas depois dessas denúncias o governo municipal e estadual proibíram os barcos-restaurantes e declarou que um banhista flagrado jogando lixo no mar seria multado por crime contra o meio ambiente.
Nas piscinas naturais maceioenses vivem vários tipos de peixes, esponjas e crustáceos. Também já foram encontrados moluscos, mas é muito raro encontrá-los por causa da poluição.
[editar] Relevo
O relevo do município de Maceió apresenta um predomínio de terras baixas com altitudes inferiores a 100 metros, ocorrendo, no entanto na porção norte-noroeste áreas que alcançam mais de 160 metros. A Serra da Saudinha alcança 300 metros.
Estruturalmente são encontradas três unidades: a Planície ou Baixada Litorânea, os Tabuleiros Costeiros e o Maciço Cristalino da Saudinha.
A Planície Litorânea compreende a área de menor expressão espacial e de menor altitude, 0 a 10 metros. De origem recente (quaternária), nela predominam as formas de acumulação marinha, fluvial, fluviomarinha, fluviolacustre e eólica, representadas por terraços, pontas arenosas, restingas, cordões litorâneos, ilhas fluviomarinhas, recifes e lagunas.
Os Tabuleiros Costeiros são uma superfície de agradação composta basicamente por terrenos plio-pleistocênicos, também conhecidos como baixo planalto sedimentar costeiro. Apresenta relevo tipicamente plano com suaves ondulações e altitudes em geral inferiores a 100 metros.
Na faixa costeira, o trabalho de abrasão marinha (antes do presente), estabelecia contato direto do oceano sobre as encostas do tabuleiro deram origem às falésias fósseis, separadas atualmente do oceano por depósitos quaternários.
São cortados transversalmente por rios que correm em cursos paralelos, separados por interflúvios tabuliformes (dissecados e aplanados), formando vales e encostas fluviais, várzeas e lagunas. Destacam-se o Prataji e seus afluentes Messias ou Prata (integrante do Sistema Pratagy); Meirim e seu afluente, o Saúde; o Estiva e o Sauaçuí (divisa com Paripueira); além dos riachos: Carrapatinho, do Silva (que já abasteceu Maceió até a década de 50), Reginaldo, Jacarecica, Garça Torta, Doce. Nos baixos cursos dos rios a ação das marés dão origem a manguezais que ocorrem ao longo de todo litoral, principalmente na ilha do Lisboa e na foz dos rios Prataji, Meirim, Estiva e Sauaçuí.
No extremo norte-noroeste do município, cercado pelos Tabuleiros Costeiros, ocorre uma área de rochas cristalina (serra da Saudinha), formada por um esporão granítico, profundamente dissecados em encostas com níveis entre 160 e 300 metros, que corresponde a borda residual da porção meridional do Planalto da Borborema comandada pela referida serra, uma rede hidrográfica divergente drena suas águas diretamente para o Oceano Atlântico.
[editar] Hidrografia
Os cursos d'água, que drenam o município, apresentam-se perenes com direcionamento consequente de extensão aproximada de 12Km.[25] Suas principais cabeceiras localizam-se na serra da Saudinha (rios Meirim, Saúde e Prataji) nos tabuleiros (riachos Reginaldo, Jacarecica, Doce e o rio Sauaçuí), alguns próximos à área urbana do município, nas proximidades dos conjuntos residenciais: Henrique Equelman, Moacir Andrade e do Parque Residencial Benedito Bentes I e II.
As bacias hidrográficas destes rios apresentam na sua maioria um padrão de drenagem dendrítico, tendendo a paralelo em escoamento, exorreico; formando canais distribuídos de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª ordens, cada uma recebe dos tributários de ordens inferiores. Quanto à forma de seus vales, no alto curso é marcado por vale em "V" agargantado. No médio curso assemelha se ao anterior, mas com fundo chato e margens um pouco afastadas e altas dos tabuleiros que os rodeiam. O baixo curso apresenta se na forma de uma baixada larga típica de "rias", com vale em calha, leito raso, entulhado e de foz flutuante pelas vagas que movimentam os bancos arenosos. Os riachos são paralelos, com regime de enxurradas de outono, inverno ou por chuvas ocasionais de primavera e originam se em uma estrutura monoclinal, entalhada, por ocasião dos movimentos eustáticos negativos que os levaram a tangenciar o nível do mar[26]
[editar] Localização geográfica
Localizada na parte central da faixa litorânea do estado de Alagoas, inserida na mesorregião do Leste Alagoano e microrregião que leva seu nome, o município de Maceió estende-se entre os paralelos 09°21’31” e 09°42’49” de latitude sul e os meridiano 35°33’56” e 35°38’36” de longitude oeste, ocupando uma área de aproximadamente 511 km², o que corresponde a 1,76% do território alagoano.
Capital do estado de Alagoas, Maceió limita-se: ao norte com os municípios de Paripueira, Barra de Santo Antônio, São Luís do Quitunde, Flexeiras e Messias; ao sul, com o município de Marechal Deodoro e Oceano Atlântico; a oeste faz fronteira com Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco; a leste, com o Oceano Atlântico.
[editar] Municípios limítrofes e região metropolitana
A Região Metropolitana de Maceió foi criada pela Lei Complementar Estadual nº 18 de 19 de novembro de 1998, compreendendo os municípios de Maceió, Rio Largo, Marechal Deodoro, Pilar, Barra de São Miguel, Barra de Santo Antônio, Messias, Satuba, Coqueiro Seco, Santa Luzia do Norte e Paripueira, que juntos possuem uma população de 1.156.278 habitantes segundo o censo do IBGEde 2010.[7] Sua área de influência inclui todo o território de Alagoas, o norte de Sergipe e partes do sul de Pernambuco. Atualmente, a maior dificuldade das autoridades é integrar o transporte público na RMM, seja por meio lacustre, rodoviário e/ou ferroviário.
[editar] Demografia
| Censo | Pop. | Crescimento |
|---|---|---|
| 1872 | 27 703 | - |
| 1890 | 31 498 | 3 795 |
| 1900 | 36 427 | 4 929 |
| 1920 | 74 166 | 37 739 |
| 1940 | 90 253 | 16 087 |
| 1950 | 120 980 | 30 727 |
| 1960 | 168 055 | 47 075 |
| 1970 | 263 670 | 95 615 |
| 1980 | 399 298 | 135 628 |
| 1991 | 628 209 | 228 911 |
| 1996 | 723 142 | 94 933 |
| 2000 | 796 842 | 73 700 |
| 2007 | 874 014 | 77 172 |
| 2008 | 924 143 | 50 129 |
| 2009 | 936 314 | 12 171 |
| 2010 | 936 608 | 294 |
| 2011 | 943 110 | 6 502[27] |
Em 2010, a população de Maceió segundo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de 932 748 habitantes na cidade e 1 156 278 na região metropolitana, o que o torna a maior aglomeração urbana de Alagoas. Em 2010, a densidade populacional foi estimada em 1 854,12 habitantes por km², sendo que 436 492 habitantes são homens e 496 256 habitantes eram mulheres.[27] Ainda segundo o mesmo censo, 932 129 da população vivem em zona urbana e 619 na zona rural. Ainda segundo o censo de 2010 do IBGE, a população de Maceió está composta por: pardos (506 976), brancos (342 747), negros (69 689), orientais-asiáticos (10 916) e indígenas (2 420).
Segundo o World Gazetteer, Maceió ocupa a posição número 414º com uma população de 1 210 324 habitantes.[28][29]
As taxas de incremento médio anual da população foram de 2,70% (2000-2006) e 2,45% (1991-2000) na cidade, [40] e 2,60% (2000-2006) e 2,38% (1991-2000) na região metropolitana - o que indica, de modo geral, uma queda na taxa de crescimento dos demais municípios.[30][31]
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Maceió (ano 2000), considerado "médio" pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), é de 0,739. Considerando apenas a educação o índice é de 0,834 (elevado), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,667 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,715 (o do país é 0,723).[32] [33][34][35]
[editar] Imigrantes
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Ver também: Imigração chinesa no Brasil
Nos últimos anos Maceió recebeu e recebe um grande número de imigrantes chineses, sua única fonte de renda é o comércio de produtos R$1,99, a cidade proporciona para esses imigrantes um bom lugar para trabalhar e viver. As ruas com maior concentração de chineses são, Cincinato Pinto, Moreira Lima e Boa Vista. Segundo dados dos comercienses do centro da cidade em dois anos cerca de oito novas lojas foram abertas onde os donos são chineses ou descendentes.
Os lojistas temem fechar suas portas para o que eles chamam de "invasão chinesa", os donos de lojas que atuam no mesmo segmento afirmam que não têm condições de competir com os preços baixos dos imigrantes.[36]
[editar] Religião
Há uma grande varidedade de cultos, budistas, espíritas e muitas denominações cristãs divididas entre protestantes, evangélicos e católicos, além de Testemunhas de Jeová, Mórmons, e Adventistas. Inobstante a diversidade de credos, há predomínio do catolicismo.
De acordo com os dados do Novo Mapa das Religiões, feito pela Fundação Getúlio Vargas com dados de 2009 da POF (Pesquisa de Orçamento Familiar), do IBGE,63.92% da população de Maceió se identifica como católica, 11.84% evangélicos pentecostais, 7.27% outras evangélicas, sem religião (podendo ser ateus, agnósticos, deístas) 11.31%, espíritas 0.95%,afro-brasileiras 0.08%, orientais ou asiáticas 0.05%, outras 4.47%.
[editar] Igrejas e templos
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Ver página anexa: Lista de igrejas e templos em Maceió
A Igreja Católica possuí diversas igrejas na cidade sendo elas as principais são Catedral Metropolitana de Maceió, Igreja de Nossa Sra. dos Rosários Pretos, Igreja de São Gonçalo do Amarante, Igreja de Nossa Sra. do Livramento, Igreja do Nosso Sr. Bom Jesus dos Martírios, Igreja de Nossa Sra. Mãe do Povo, Paroquia Nossa Senhora de Lurdes, Paróquia de São Paulo Apóstolo - Maceió - AL, Paróquia Nossa Senhora das Dores.[37] A cidade possui os mais diversos credos protestantes ou reformados entre elas, a Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Mundial do Poder de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra, Igreja Cristã Maranata, Igrejas Batistas, Igreja Assembleia de Deus, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Igreja Mundial do Poder de Deus, entre outras. Na cidade existem também cristãos de várias outras denominações, tais como as Testemunhas de Jeová e os membros de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (também conhecida como Igreja Mórmon).
Igrejas e templos não cristãos também se destacam em Maceió como, Igreja Seicho No Ie do Brasil[38], Centros Espíritas, Terreiros, Cultos Xintoístas, Budistas entre outros.[39]
[editar] Habitação e uso do espaço urbano
Segundo o IBGE existem cerca de 274 059 domicílios particulares permanentes em Maceió, 213 139 são casas, 203 565 possuí abastecimento de água. Em média 19 443 são vilas ou condomínio, 40 203 são apartamentos e 1 274 cortiços.[27]
[editar] Indicadores socioeconômicos
O índice de educação da cidade de Maceió é de 0,834 (elevado), enquanto o do Brasil é 0,849; o índice da longevidade é de 0,667 (o brasileiro é 0,638); e o de renda é de 0,715 (o do país é 0,723). A renda per capita é de 9 894,02 reais. O coeficiente de Gini do município, que mede a desigualdade social, é de 0,68 (2000), sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 38,8. Segundo o censo de 2000 a taxa de urbanização da cidade de Maceió é de 99,75%, o uso de energia elétrica é de 99,7%, água encanada 90,7% e coleta de lixo cerca de 93,6%. A taxa de analfabetismo teve uma queda, de 24,3% em 1991 para 18,8% em 2000, a esperança de vida subiu de 63,0% em 1991 para 65,0% na virada do século.[33]
[editar] Criminalidade
De acordo com os estudos Maceió é a capital brasileira com maior média de adolescentes assassinados no Brasil, segundo dados do Índice de Homicídios na Adolescência (IHA). A capital, 6,03 jovens morrem em cada mil adolescentes entre 12 e 18 anos.[40] O estudo do mapa da violência realizado pelo Instituto Sangali revela que Maceió subiu da 14º em 1997 para a 1ª posição de desde 2007. A prefeitura juntamente com o governo do estado estão elaborando um projeto integrado de combate à pobreza, que tem como principal objetivo melhorar a qualidade de vida de pessoas que vivem em situação de vulnerabilidade social. As ações serão articuladas entre poder público, sociedade civil e entidades privadas.[41]
Maceió nos últimos anos vem investindo na segurança, em 2011 o Comando da Polícia Militar apresentou oficialmente o helicóptero que irá fazer o patrulhamento aéreo da cidade. Diariamente dará suporte na segurança corredores bancários, periferia e supervisão da orla marítima entre a Barra de São Miguel no litoral sul e a Barra de Santo Antônio no litoral norte, local chamado de corredor Barra a Barra.
de fabricação norte-americana, o helicóptero foi alugado pelo Estado à empresa Fly One [42]. E até 2012 a cidade será monitorada por 77 novas câmeras de vigilância para reduzir os altos índices de criminalidade, expectativa do governo é de que as câmeras comecem a operar no segundo semestre do próximo ano, havendo também toda uma logística para ajudar a polícia no combate ao crime. Inicialmente, as câmeras serão instaladas em áreas de grande movimento, a exemplo da avenida Fernandes Lima, região da orla de Maceió e Via Expressa.[43]
[editar] Política municipal
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Ver página anexa: Anexo:Lista de prefeitos de Maceió
Em Maceió, o Poder Executivo é representado pelo prefeito e gabinete de secretários, em conformidade ao modelo proposto pela Constituição Federal. A Lei Orgânica do Município e o atual Plano Diretor, porém, preceituam que a administração pública deve conferir à população ferramentas efetivas ao exercício da democracia participativa.
O Poder Legislativo é constituído à câmara municipal, composta por 31 vereadores eleitos para mandatos de quatro anos (em observância ao disposto no artigo 29 da Constituição, que disciplina um número mínimo de 42 e máximo de 55 para municípios com mais de cinco milhões de habitantes).[44] Cabe à casa elaborar e votar leis fundamentais à administração e ao Executivo, especialmente o orçamento participativo (Lei de Diretrizes Orçamentárias). Conquanto seja o poder de veto assegurado ao prefeito, o processo de votação das leis que se lhe opõem costuma gerar conflitos entre Executivo e Legislativo.
Até o início de 2007, Prefeitura Municipal de Maceió funcionou à rua Melo Moraes, no bairro do Centro, o prédio possuí um estilo neoclássico construído, em 1919, na administração do prefeito Bel. Leonino Corrêa D`Oliveira. Está localizado na rua Sá e Albuquerque, tradicional bairro de Jaraguá onde também atuam os órgãos e secretarias ligadas diretamente ao Gabinete.[15]
[editar] Relações internacionais
Em 13 de maio de 2009, as cidades de Maceió e Gwangju, na Coreia do Sul assinaram o "Tratado de Cidades Amigas", visando a troca de conhecimento técnico nas áreas de esporte, turismo, educação, cultura, artes e gastronomia. O secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer, Luciano Cabral, foi homenageado como, Cidadão Honorário da cidade de Gwangju, na Coreia do Sul.[45]
[editar] Cidades-irmãs
Maceió possui as seguintes cidades-irmãs:
Gwangju, Coreia do Sul (2009)
Milão, Itália (2010)
João Pessoa, Brasil (2010)
Aracaju, Brasil (2010)
Recife, Brasil (2010)[46]
Lucca, Itália (2011)[47]
[editar] Consulados
Consulados situados em Maceió:
Consulado Honorário da Espanha
Consulado Honorário da França
Consulado Honorário da Itália
Consulado Honorário da Argentina
Consulado Honorário dos Estados Unidos
Consulado Honorário do México
Consulado Honorário do Canadá
Consulado Honorário da Austrália
[editar] Subdivisões
Maceió é um município, constituído de cinquenta bairros e oito regiões administrativas. Os cinquenta bairros estão definidos pela Lei municipal 4.952, de 2000.
| Nº | Bairro | RA | Território (km²) | Nº | Bairro | RA | Território (km²) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | Poço | RA-1 | 1.867 | 26 | Santa Amélia | RA-4 | n/d |
| 2 | Jatiúca | RA-1 | 2,9 | 27 | Bebedouro | RA-4 | 2,2 |
| 3 | Jaraguá | RA-1 | 1,3 | 28 | Fernão Velho | RA-4 | 2.664 |
| 4 | Mangabeiras | RA-1 | 807 | 29 | Chã de Bebedouro | RA-4 | 0,71 |
| 5 | Ponta da Terra | RA-1 | 424 | 30 | Rio Novo | RA-4 | 2,753 |
| 6 | Pajuçara | RA-1 | 656 | 31 | Petrópolis | RA-4 | n/d |
| 7 | Ponta Verde | RA-1 | 1.375 | 32 | Jacintinho | RA-5 | 3.672 |
| 8 | Centro | RA-2 | 1.586 | 33 | Barro Duro | RA-5 | 2,4 |
| 9 | Vergel do Lago | RA-2 | n/d | 34 | Serraria | RA-5 | n/d |
| 10 | Pontal da Barra | RA-2 | n/d | 35 | São Jorge | RA-5 | n/d |
| 11 | Ponta Grossa | RA-2 | 1.283 | 36 | Feitosa | RA-5 | 2.605 |
| 12 | Prado | RA-2 | 1,49 | 37 | Benedito Bentes | RA-6 | 24.624 |
| 13 | Levada | RA-2 | 875 | 38 | Antares | RA-6 | 6,0 |
| 14 | Pontal da Barra | RA-2 | n/d | 39 | Santos Dumont | RA-7 | 7,08 |
| 15 | Farol | RA-3 | 3.008 | 40 | Cidade Universitária | RA-7 | 20.383 |
| 16 | Canaã | RA-3 | n/d | 41 | Santa Lúcia | RA-7 | 4.025 |
| 17 | Pitanguinha | RA-3 | 1.013 | 42 | Tabuleiro do Martins | RA-7 | 8,5 |
| 18 | Santo Amaro | RA-3 | 0.259 | 43 | Clima Bom | RA-7 | 4,6 |
| 19 | Pinheiro | RA-3 | 1.965 | 44 | Cruz das Almas | RA-8 | 2.244 |
| 20 | Jardim Petrópolis | RA-3 | n/d | 45 | Pescaria | RA-8 | 3.930 |
| 21 | Gruta de Lourdes | RA-3 | 3.199 | 46 | Jacarecica | RA-8 | 3.237 |
| 22 | Ouro Preto | RA-3 | n/d | 47 | Ipioca | RA-8 | 20.048 |
| 23 | Bom Parto | RA-4 | 557 | 48 | Guaxuma | RA-8 | 4.915 |
| 24 | Chã da Jaqueira | RA-4 | 1.290 | 49 | Garça Torta | RA-8 | 1,95 |
| 25 | Mutange | RA-4 | 0,54 | 50 | Riacho Doce | RA-8 | n/d |
[editar] Economia
O município é rico em sal-gema e tem um setor industrial diversificado (indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias), além da agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo.
Municípios próximos a Maceió, como Marechal Deodoro, Pilar e São Miguel dos Campos também têm economias parecidas, mais na parte de mineração - Gás Natural e petróleo. Alagoas é um dos maiores produtores de gás natural do Brasil.
Em 2004, o PIB da capital girava em torno de 6,7 bilhões de reais, à época o quinto maior entre as capitais da Região Nordeste, número significativo que mereceu destaque por ter vindo antes do "boom" do comércio e turismo em Maceió, que ocorreu com a abertura de diversos hipermercados, hotéis, de um centro de convenções e do novo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. A expectativa é de que os próximos números sejam ainda mais animadores. Em 2010, o índice de potencial de consumo da capital alagoana (0,52977) apresenta a quarta posição entre as cidades nordestinas e a vigésima posição entre todos os municípios brasileiros (fonte: Target consultoria).
Mesmo sendo bastante urbanizada, o município possui muitas áreas desocupadas, principalmente na Zona Norte, surgindo espaço para a criação de grandes canaviais, como o que existe no bairro do Benedito Bentes.
O setor primário da economia encontra-se apoiado na monocultura da cana-de-açúcar e ocupa quase toda área rural do município. Contudo, a sua participação na produção, área colhida e economia não é considerada representativa, expressando-se em apenas 0,02% do total estadual (ALAGOAS, 2002).
No litoral principalmente, e em algumas áreas isoladas dos tabuleiros e das encostas, destaca se o coqueiro e algumas culturas de pomar como o cajueiro, a mangueira e a jaqueira.
Os dados contidos no Censo Agropecuário do IBGE 1995/1996 demonstram pouca diversificação do setor produtivo.
Com relação à utilização das terras para fins agrícolas, verifica-se um total de 17.715 hectares, onde 10.036 hectares (56,65%) são lavouras permanentes e temporárias, 590 hectares (3,33%) são pastagens naturais e artificiais, 4.303 hectares (24,29%) são matas naturais e/ou plantadas, 2.075 hectares (11,71%) são lavouras em descanso e produtivas não utilizadas e 711 hectares (4,02%) são outros (aglomerações humanas).[48]
A agricultura de subsistência também pode ser achada na Zona Norte, várias famílias pequenas desta localidade produzem o que consomem, em suas propriedades familiares.
As indústrias instaladas no município têm pouca representatividade e influência na economia nacional. Não obstante, a capital alagoana destaca-se, no estado, como principal centro industrial, notadamente nos setores químico, alimentício, metalúrgico e de plásticos. A cidade conta com mais de 1.280 estabelecimentos industriais (fonte: IBGE/Cidades 2006).
Maceió conta com um polo cloroquímico, que abriga a maior empresa instalada no estado, a Braskem (exploradora e beneficiadora de sal-gema), e pelo Distrito Industrial Luiz Cavalcante, localizados, respectivamente, nos bairros do Pontal da Barra e Tabuleiro do Martins. Recentemente reformado, o Distrito Industrial Luiz Cavalcante (agora denominado Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante) recebeu, nos últimos meses, melhorias estruturais importantes, como pórticos de entrada e de saída, 6 km de ruas pavimentadas, 4,5 km de linhas d'água e 3 km de ciclovia, o que fez aumentar o interesse de diversas empresas em instalar-se na localidade. Diversos estabelecimentos industriais já estão ampliando ou construindo novas unidades na área.
Apesar de ter sofrido graves crises no início da década de 2000, tanto pela recessão impregnada no país, como pela ausência de riquezas geradas e empregadas na capital advindas da agropecuária e de indústrias, o comércio de Maceió passa por um grande momento desde 2005. Diversos estabelecimentos vêm sendo abertos ou ampliados na cidade, como hotéis, restaurantes, hipermercados, atacadistas e shopping centers.
Como na maioria das grandes cidades brasileiras, percebe-se um crescimento significativo, nos últimos anos, em Maceió, de um “quarto setor” produtivo: o comércio informal, ainda não devidamente regulamentado.
[editar] Turismo
Outro ponto forte na economia do município é o turismo, pois Maceió possui um grande potencial de atrair turistas, por suas belezas naturais e grande diversidade cultural, além de oferecer várias opções de lazer e espaços modernos para negócios, tais como o novo Centro Cultural e de Exposições de Maceió, no bairro de Jaraguá. Em setembro de 2005, foi inaugurado o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, um dos mais modernos do Brasil. O bairro de Jaraguá foi muito frequentado durante o fim dos anos 90, com grandes investimentos da prefeitura de Maceió, hoje em dia é apenas um bairro comercial, dotado de bancos, museus e faculdades.
Em 2009 o Nordeste Invest, o mais importante evento de investimentos turísticos e imobiliários do Brasil,reúne os mais importantes nomes dos setores imobiliário e turístico do Brasil e da Europa e prospecta mais de mais de R$ 450 milhões em negócios.
No ano de 2011 e início de 2012os hotéis no município estão com 100% de ocupação, com o projeto Viva Verão uma iniciativa da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel) em parceria Serviço Social do Comércio (Sesc) pretendem realizar atividades esportivas e de lazer, incentivando o turismo e o esporte.[49]
A temporada de cruzeiros 2011/2012 em Maceió começou em novembro do ano passado e se estenderá até março deste ano, trazendo cerca de 100 mil cruzeiristas em toda a temporada. Maceió receberá os transatlânticos Costa Fortuna, Costa Magica, Costa Pacífica, Grand Celebration, Grand Holiday, Grand Mistral, MSC Música, MSC Orchestra, Ocean Dream, Splendour Of The Seas, Crystal Synphony, Artania e o Victoria, sendo um recorde para a cidade. Em 2011, foram apenas sete navios para a cidade.[50][51][52]
[editar] Estrutura urbana
[editar] Tecidos urbanos
Desde a metade do século XX, a cidade de Maceió vem acompanhando o crescimento do processo de urbanização das demais cidades brasileiras. Este crescimento resulta em uma maior demanda por espaços de habitação, os núcleos da cidade é majoritariamente térreo com a presença dos núcleos verticalizados estão concentrada nos bairros litorâneos centrais.[53]
[editar] Planejamento urbano
As sucessivas administrações municipais não têm conseguido superar as limitações estruturais, de ordem administrativa e financeira, para realizar investimentos na qualificação e adequação do espaço urbano, os maiores investimentos estão voltados as regiões litorâneas áreas de maior interesse turístico e nos pontos de maior fluxo de pedestres. Planos ligados ao urbanismo e ao planejamento urbano que foram traçados na administrações de Cicero Almeida. Porém, de uma forma geral, a cidade constituiu-se ao longo do século XX, saltando de vila à cidade regional A, por meio de uma série de processos informais ou irregulares de expansão urbana. Desta forma, Maceió difere consideravelmente de cidades brasileiras como Belo Horizonte e Goiânia, cuja expansão inicial seguiu determinações de um plano e de um projeto urbano original, ou de uma cidade como Brasília, cujo plano piloto fora inteiramente desenhado previamente à construção da cidade.
Muitos estudiosos e urbanistas alegam que tais planos foram produzidos visando o benefício exclusivo das camadas mais abastadas da população, enquanto as camadas populares ficariam relegadas aos processos informais tradicionais.[53]
[editar] Mobilidade urbana e acessibilidade
A cidade de Maceió sofre um problema comum a outras grandes: o grande congestionamento de carros em suas principais vias. O transporte coletivo, no entanto, representa um papel fundamental no dia a dia da cidade. Maceió conta com uma frota de cerca de 1 502 mil unidades entre ônibus comuns e micro-ônibus. Apesar disso, grande parte dos usuários queixa-se da falta de melhores condições dos ônibus em circulação na capital. As empresas de ônibus permissionárias em Maceió são: Real Alagoas, Piedade, Cidade de Maceió, Massayó, São Francisco, Veleiro e Tropical.
Os trens da CBTU são de maioria antiga assim como alguns vagões, mas hoje o VLT de Maceió, possui um papel importante para o município, passagem, comparada com a de ônibus, é barata e liga o centro de Maceió até Rio Largo, passando pelos bairros históricos de Bebedouro e de Fernão Velho, bem como pelo município de Satuba.
O sistema viário do município é notadamente heterogêneo, especialmente do ponto de vista rodoviário. A cidade é cortada por duas grandes vias que têm papel estruturador: a Fernandes Lima e a Durval de Góes Monteiro. Estas duas "artérias" são consideradas as principais vias estruturais (ou vias expressas) do município.
A cidade possuí uma frota de 206 469 veículos em 2010.[27] O congestionamento de veículos na cidade é recorrente aos horários de pico.
Apesar de só existirem três ciclovias na cidade, uma na beira-mar, outra no polo multissetorial e outra na orla lagunar, a maioria dos moradores da periferia se dirige ao trabalho por meio de bicicletas, andando junto aos carros em vias arteriais como a avenida Fernandes Lima e a Via Expressa. São registrados vários acidentes diários com ciclistas, alguns fatais. A questão da ciclovia também é tratada no plano diretor, que prevê a construção de várias delas entre as principais avenidas da cidade.
O Plano de Mobilidade Urbana da Cidade de Maceió o estatuto das Cidades, Lei n° 10.257/2001, estuda e planeja projetos e legislações voltados para o campo da mobilidade urbana e da acessibilidade na cidade de Maceió. O Plano Setorial de Transporte não Motorizado foi desenvolvido para valorizar e contabilizar a população que desloca se a pé ou de bicicleta na cidade, cerca de 34,3% da população utiliza destes meios. Outros projetos estão sendo propostos como o Projeto de Lei para Calçadas e Travessias dando prioridade para os pedestres.
Muitos trabalhadores na cidade ainda utilizam a bicicleta como meio de transporte, devido a sua praticidade e baixo custo para aliviar o orçamento doméstico, por muitas vezes circulando entre veículos, de forma arriscada. Devido aos acidentes a prefeitura prevê a construção de ciclovias entre as principais avenidas da cidade. Os bairros com maior concentração de bicicletas são Clima Bom, Tabuleiro do Martins, Benedito Bentes, Fernão Velho, Centro, Vergel do Lago, Trapiche da Barra, Mangabeiras e Jacintinho.
Outro problema do transporte urbano em Maceió são os táxis-lotação, que não pagam impostos e concorrem diretamente com as empresas de ônibus, cobram o mesmo preço e aceitam vale-transporte. A atividade é ilegal, mas ainda assim é bastante praticada e aceita pela maioria da população, principalmente pela rapidez no deslocamento comparado ao ônibus.
Não é difícil encontrar táxis na cidade (há cerca de 3000 táxis habilitados), mas a tarifa é uma das mais caras do Brasil. Ao entrar no táxi já se paga três reais, e a maioria da frota é associada a empresas que, na sua maioria, atendem ao cliente via telefone. A maioria dos táxis da cidade está em condição boa ou ótima, devido às facilidades para compra de veículos novos, por parte das vendedoras de automóveis. Linhas especiais de táxi servem o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.
O Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, conta com um sistema de co-geração de energia e capacidade para 1,2 milhão de pessoas. O aeroporto foi construído com recursos da Infraero, Governo Federal e Governo Estadual. Os destinos diários diretos (sem escala/conexão) saindo da capital alagoana são: Belo Horizonte (CNF), Fernando de Noronha (FEN), Recife (REC), Salvador (SSA), Aracaju (AJU), Vitória (VIX), São Paulo (GRU), Brasília (BSB), Rio de Janeiro (GIG), Campinas (VCP) e Paulo Afonso (PVA). Além disso, o aeroporto está plenamente habilitado para operar voos internacionais, o que acontece com maior frequência na temporada de verão. Em 2009, apresentou movimento de mais de 1 milhão passageiros, dos quais mais de 22.000 provenientes de voos internacionais vindo da Itália, Argentina, Chile, Alemanha, Portugal, Estados Unidos, Inglaterra, França, Espanha entre outros países.[54]
O Porto de Jaraguá, ou Porto de Maceió, está localizado no bairro de Jaraguá, entre as praias de Pajuçara e Avenida. É administrado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte - CODERN por meio da Administração do Porto de Maceió (ADPM) e tem o maior terminal açucareiro do mundo, além de ser um dos mais movimentados do Nordeste. O porto conta com um arado capaz de operar navios das frotas mais modernas do mundo, do tipo pós-panamax, com cerca de 200 metros de comprimento. Em 2006, o movimento acumulado foi de mais de 3,6 milhões de toneladas.[55]
[editar] Transporte público
Os sistemas de transporte público também apresentam certa heterogeneidade e, eventualmente, alguma contraditoriedade. São comuns críticas ao sistema no sentido de que os vários sistemas que o compõem não respondem a uma mesma autoridade de planejamento
Existe um sistema semi-integrado de transporte, constituído por três Terminais de Integração: um localizado no bairro Benedito Bentes, o outro no Conjunto Residencial Colina dos Eucaliptos no bairro do Tabuleiro do Martins e o último no bairro da Rotary. Na prática, a maioria das pessoas que moram longe do trabalho acaba por pagar duas ou mais passagens.
O valor da passagem é alto, R$2,10 (dois reais e dez centavos), chegando ao mesmo valor da tarifa no município de Curitiba, que tem um dos melhores sistemas de transporte urbano da América do Sul.
[editar] Infraestrutura urbana
Infraestrutura é um conjunto de elementos essenciais para o desenvolvimento de qualquer cidade. Redes bem estruturadas de água, esgoto, eletricidade, drenagem, comunicação e transporte são imprescindíveis para a melhora na qualidade de vida da população de um município. Com a cidade em grande crescimento distribuir esses recursos a toda população é um enorme desafio. A cidade de Maceió vem conseguindo grandes avanços, aumentando a área de cobertura de suas redes de esgoto e água, mas uma parte da população, especificamente a de baixa renda, ainda não conta com recursos básicos de infraestrutura.
de uma população de 27 703 mil pessoas em 1872 para 943 110 em 2011, este crescimento trouxe como consequência inúmeros problemas para a cidade. Maceió é praticamente toda servida pela rede de abastecimento de água potável com água encanada 90,7%. Segundo dados a rede elétrica atende 99,7% das residências. A coleta de lixo domiciliar cobre todas as regiões do município mas ainda é insuficiente, atingindo cerca de 93,6% da demanda.[56]
Maceió é o principal centro médico de Alagoas e um dos mais importantes da Região Nordeste do Brasil. Existem cerca de 124 estabelecimentos de saúde em Maceió, destes, 37 são públicos e 87 são privados, dos 37 públicos 9 têm internação e dos 87 privados, 29 têm internação. São, aproximadamente, 3.698 leitos, dos quais 3.117 são disponíveis ao Sistema Único de Saúde.
[editar] Educação e ciência
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Ver página anexa: Lista de instituições de ensino superior sediadas em Maceió
A cidade de Maceió tem um sistema de ensino primário e secundário, público e privado. Com 325 estabelecimentos de ensino fundamental 174 unidades pré-escolares, 116 escolas de nível médio. Ao total, são 201 202 matrículas e 690 848 docentes registrados.[27]
O IDH-E do município atingiu em 2000 a marca de 0,834– patamar consideravelmente elevado, em conformidade aos padrões do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)[57] ao passo que a taxa de analfabetismo indicada pelo último censo demográfico do IBGE teve uma queda, de 24,3% em 1991 para 18,8% em 2000.
Tomando por base o relatório do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) de 2009, Maceió obteve a vigésima quinta entre as capitais brasileiras no fundamental I e a vigésima sétima colocação no fundamental II.[58] Na classificação geral do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2011 das dez melhores instituições de ensino de Maceió, somente uma é pública, obtendo a quinta colocação.[59]
Entre as muitas instituições de ensino superior, podem-se destacar a Universidade Federal de Alagoas, Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas e Universidade Estadual de Alagoas. O município também possui universidades particulares de grande reputação como Centro de Estudos Superiores de Maceió (CESMAC).
[editar] Comunicação
A cidade possuí diversos meios de comunicação, nos serviços de internet é oferecida pelas operadoras Oi, NET, Big e JET. No serviço de telefonia fixa é oferecido pelas operadoras Oi, Embratel, NET e a possivél vinda da empresa GVT.[60] No setor de TVs por assinatura estão presentes, SKY, Via Embratel, Big TV, NET, JET TV e Oi TV.
A cidade é o centro da comunicação do estado, é sede das maiores jornais impressos e on-line como Jornal Gazeta de Alagoas pertencente à Organização Arnon de Mello, Primeira edição, Tudo na hora entre outros. Além disso grande parte das emissoras abertas de televisão do estado estão localizadas em Maceió como, TV Alagoas, TV Gazeta Alagoas, TV Pajuçara, TV Farol, TV Massayó, TV Cidade e TV Maceió uma por assinatura, TV Maceió. No dia 29 de novembro de 2010, a TV Digital foi implantada no estado, inicialmente na cidade de Maceió.[61]
[editar] Cultura
Maceió tem uma cultura marcante, representada principalmente pelo seu rico folclore, além, claro, de seus artistas, escritores e músicos tal qual Djavan, Hermeto Pascoal, Graciliano Ramos, Jorge de Lima. Dentre as manifestações folclóricas há os folguedos, tais como: Caboclinho, Carvalhada, Chegança, Coco Alagoano, Festa de Reis, Guerreiro, Pastoril, Reisado, Quilombo, Zabumba, e, também, o artesanato representado pelo filé e pela cerâmica que encanta a todos por sua criatividade, originalidade e beleza.
A cidade conta com vários locais de comercialização de sua cultura e artesanato,Maceió em 2002 foi escolhida como a capital da cultura,como a Feirinha da Pajuçara, Feirinha do Mercado, este que após um incêndio em dezembro de 2005, foi transferido da Jatiúca para a Ponta Verde e agora está localizado em Jaraguá, com o nome de Artesanato dos Guerreiros ao lado do Memorial da República.
Em 2002 foi a Capital Americana da Cultura, a primeira cidade do Brasil selecionada.
[editar] Música
O município possui e possuio grandes eventos da música como o extinto Maceió Fest, evento carnavalesco mais conhecido de Maceió, e hoje o Maceió Music Festival (conhecido também como MMF) em seu primeiro dia vendou mil ingrenços em sete horas. Com uma proposta inédita, Maceió Music Festival foi criado para inserir Alagoas no calendário dos importantes eventos nacionais.
Existem também festivais de música alternativa como: Festival Maionese, Grito Rock, Festival LAB, InTR3Sessões e Natal Oblíquo. O Festival Maionese, criado em 2005, acontece todo ano com bandas locais e nacionais de música alternativa independente.
- Museus
Acervo permanente: Mobiliário do final do século XIX e início do século XX; prataria, cristais e objetos decorativos; pintura de Rosalvo Ribeiro e outros artistas alagoanos. Exposição temporária: O que é cartofilia, sobre cartões postais; com o tema: "Maceió já foi assim" com diversas temáticas.
Possui um grande acervo de arte popular que foi doado pelo patrono Théo Brandão. É composto por peças de vários países como: Espanha, Portugal, México, além de obras brasileiras constituem o acervo do museu. Durante período natalino, desde 2005, o Museu recebe uma iluminação especial, dentro do programa Natal de Luz, da Eletrobrás.
O rico acervo é composto basicamente por: telas de pintores famosos, documentos históricos, objetos e peças pertencentes aos cultos afro-brasileiros do começo do século XX, utensílios indígenas, armas que pertenceram a Lampião, móveis em variados estilos etc. No museu também encontra-se o mais completo acervo afro-brasileiro do país.
Acervo composto de imagens, em sua maioria, nordestinas dos séculos XVII, XVIII e XIX. Cerâmica, prataria, mobiliário, desenhos, pinturas brasileiras e estrangeiras formam o acervo do museu. Localizado em um antigo armazém, no bairro de Jaraguá.
- ;Museu do Esporte
O acervo é formado por fotografias do futebol alagoano, brasileiro e mundial, além de revistas, jornais, camisas, taças, medalhas e outros objetos que contam a história do futebol, é possível conferir os melhores dribles, lances e gols, com os diversos vídeos que lá estão.
Em seu acervo está parte da memória maceioense, registrado em fotos, fitas K-7 e fitas de vídeo, lá se pode encontrar dados sobre os principais acontecimentos políticos, sociais e artísticos do estado. O prédio foi construído no século XIX, mais precisamente, em 1869. Ao seu fundo se encontra um modelo da Estátua da Liberdade, em menor escala, projetado pelo próprio Frédéric Auguste Bartholdi e feita na mesma fundição que a original. Há apenas dois modelos (não confundir com as incontáveis réplicas espalhadas por todo o mundo) da estátua: o de Maceió e aquele localizado no Jardin du Luxembourg em Paris.[carece de fontes]
O Museu de História Natural é parte da Universidade Federal de Alagoas - UFAL,criado como um Órgão Suplementar de natureza técnico-cultural. O MHN vem dando apoio científico-cultural às atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cooperação Técnica, no campo das Ciências Naturais, aos estudantes, professores, pesquisadores, técnicos e à comunidade em geral.
Hoje, passou a receber alunos do ensino médio através do órgão de apoio à pesquisa do estado. O MHN apoia as atividades científico-cultural de ensino, pesquisa, extensão e cooperação técnica, no campo das ciências naturais, principalmente, no estado de Alagoas.
- Artes cênicas
Duas instituições revelaram-se importantes na cidade como o Teatro Gustavo Leite, localizado no interior do Centro Cultural e de Exposições de Maceió, o Teatro Gustavo Leite é o maior de Maceió e possui capacidade para 1.251 pessoas sentadas e o Teatro Deodoro, tendo sua construção iniciada em 1905 e terminada em 1910, o Teatro Deodoro conta com um belo aspecto arquitetônico, possui estilo neoclássico com reflexos do barroco, em cada um dos lados da fachada principal do teatro, encontram-se as seguintes frases em latim:
"Castigat ridendo moraes" ("É rindo que se castigam os costumes"); "Ars longa, vita brevis" ("A arte supera a vida").
Outros teatros se destacam como, Teatro Multiplex Gustavo Leite em Jaraguá, Teatro de Arena, Teatro do SESC (Jofre Soares), Teatro de Bolso Lima Filho no Centro, Teatro do Colégio Marista e Teatro Linda Mascarenhas no Farol, Teatro do Ifal no Poço e Teatro SESI na Pajuçara
[editar] Shoppings Center da Capital
- Parque Shopping Maceió - Cruz das Almas (Construção)
- Maceió Shopping - Mangabeiras
- Shopping Pátio Maceió - Tabuleiro dos Martins
- Shopping Farol - AV. Fernandes Lima
- Blue Shopping - Jatiúca
- Shopping Cidade - Farol
- Pajuçara Shoppng - Pajuçara
- Galeria Maceió Fashion Center
- Cinemas
Alagoas investe muito em suas produções cinematográficas, e é em Maceió que acontece as Grandes Estreias de Filmes e Documentários que marcam a históriqa do estado, cinemas como Cinesystem, Parque Shopping Maceió, possuí 8 salas sendo 2 salas com Projeção Digital 3D Dolby Digital. O Centerplex, Pátio Maceió, com 5 salas sendo 2 salas com Projeção Digital 3D Dolby Digital. Lumière Empresa Cinematográfica (Shopping Farol) com 2 Salas Digitais. Kinoplex Maceió (Maceió Shopping) com 6 salas sendo 2 salas com Projeção Digital 3D Dolby Digital e Cine SESI Pajuçara - Centro Cultural SESI com 1 Sala Multiplex
- Bibliotecas
Em péssimas condições de estrutura e funcionamento, as bibliotecas públicas são um dos poucos meios de pesquisas bibliográficas em Alagoas. Destacam se, a Biblioteca Pública Estadual de Alagoas, Universidade Federal de Alagoas - Biblioteca Central localizada no Campus A. C. Simões, Tabuleiro do Martins e Biblioteca Pública e Arquivo Público Estadual em Jaraguá.
[editar] Esportes
O município possui um dos mais famosos estádios do Brasil, o Estádio Rei Pelé, conhecido popularmente como "Trapichão", com capacidade para 20 mil torcedores, com uma infraestrutura completa para futebol, atletismo e transmissão de jogos por TV ou rádio. Atualmente Maceió tem dois grandes times de futebol, o Centro Sportivo Alagoano ou CSA com o maior número de títulos do Campeonato Alagoano de Futebol profissional, com 37 títulos, com sede no bairro do Mutange e o Clube de Regatas Brasil ou CRB que representará o estado na Série B 2012, com sede no bairro da Pajuçara.
Quando estes dois times se encontram, acontece o "clássico das multidões", como é conhecido o maior clássico do futebol alagoano. Evento este que movimenta a cidade durante a semana que antecede a partida e para a mesma quando o dia do jogo chega.
Além do futebol Maceió realizou em 2011 a I Paraolimpíada de Maceió, cujo seu objetivo é reunir os atletas portadores de alguma necessidade especial, incentivando a prática de exercícios físicos, a abertura ocorreu no Ginásio Tenente Madalena, no bairro da Cambona, a olimpíada é apoiada pela Secretaria Municipal de Esporte e Lazer.[62]
Outros esportes se destacam na cidade como o Rugby onde a equipe Cães da Areia Rugby Clube conquistaram o segundo e o terceiro lugar no Nordeste Sevens em 2008 e terceiro lugar no Campeonato Nordestino de Rugby em 2009 a natação, atletismo, ciclismo, surf também são muito praticados na cidade.
[editar] Festividades
| Data | Evento | Nota |
|---|---|---|
| 6 de janeiro | Festa de Reis | Festa religiosa |
| 20 de janeiro | São Sebastião | Festa religiosa |
| 19 de março | São José | Festa religiosa |
| 13 de junho | Santo Antônio | Festa junina |
| 24 de junho | São João | Festa junina |
| 29 de junho | São Pedro | Festa junina |
| 27 de agosto | Nossa Senhora dos Prazeres Bom Jesus dos Navegantes |
Festa religiosa |
| 16 de setembro | Emancipação Política de Alagoas | Feriado Estadual |
| 12 de outubro | Nossa Senhora Aparecida | Festa religiosa e Feriado |
| 5 de novembro | Emancipação política de Maceió | Feriado municipal |
| 8 de dezembro | Nossa Senhora da Conceição e Iemanjá | Festa religiosa e feriado |
| 13 de dezembro | Santa Luzia | Festa religiosa |
| 25 de dezembro | Natal | Festa religiosa |
[editar] Ver também
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Referências
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- ↑ Capitais dos estados. Atlas Geográfico do Brasil. Página visitada em 1 de janeiro de 2011.
- ↑ IBGE (10 de outubro de 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 de dezembro de 2010.
- ↑ Estimativa Populacional 2011. Estimativa Populacional 2011. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 6 de setembro de 2011.
- ↑ Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
- ↑ a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
- ↑ Erro de citação Tag
<ref>inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadasIBGE_Pop_2010 - ↑ = cd&o = 17&i = P&c = 793 Tabela 793 - População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007).
- ↑ http://www.one.gob.do/index.php?module=articles&func=view&catid=120
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- ↑ http://www.smf.maceio.al.gov.br/view_conteudo.php?id=835
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ http://books.google.com.br/books?id=uBAOCkBpSQgC&pg=PA38&lpg=PA38&dq=Invas%C3%A3o+de+Macei%C3%B3+em+1844&source=bl&ots=zwBikriyLx&sig=8W7ry13S1N-XWx8b1YO2sPTpenI&hl=pt-BR&sa=X&ei=Tw4LT7nbI4WSgQe7zZCVAg&ved=0CC8Q6AEwAg#v=onepage&q=Invas%C3%A3o%20de%20Macei%C3%B3%20em%201844&f=false
- ↑ a b http://www.maceio.al.gov.br/
- ↑ http://www.cultura.gov.br/site/2008/02/01/12%C2%BA-programa-doctv-carteiras-especiais-quebra-de-xango/
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- ↑ http://noticias.terra.com.br/brasil/noticias/0,,OI5522014-EI5030,00.html
- ↑ a b http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=247146
- ↑ http://primeiraedicao.com.br/noticia/2011/12/28/orgaos-de-seguranca-publica-planejam-combater-o-alto-indice-de-violencia-em-2012
- ↑ http://www.overmundo.com.br/guia/passeio-das-9-ilhas-pontal-da-barra
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar.
- ↑ TENÓRIO & ALMEIDA, 1979
- ↑ TENÓRIO & ALMEIDA, op. cit.
- ↑ a b c d e http://www.ibge.gov.br/cidadesat/link.php?codmun=270430
- ↑ http://population-statistics.com/wg.php?x=1324669539&lng=de&des=wg&geo=-1048621&srt=pnan&col=adhoq&msz=1500&men=gpro&lng=es
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- ↑ http://tabnet.datasus.gov.br/cgi/idb2007/a03cap.htm
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- ↑ a b http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1
- ↑ Eleitorado de Maceió em julho de 2009. Tribunal Superior Eleitoral. Página visitada em 27 de agosto de 2009.
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- ↑ Esportes. Alagoas 24 horas. Página visitada em 15 de janeiro de 2012.
- ↑ Feriados do município de Maceió. Mais Alagoas. Página visitada em 15 de janeiro de 2012.
[editar] Ligações externas
- Portal da Prefeitura de Maceió (em Português)
- Maceió no WikiMapia (em Português)
- Wikitravel Maceió (em Português)
- Hoteis em Maceió (em Português)
- Maceió 360° (em Português)