Maceió

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Município de Maceió
"Paraíso das águas

"Cidade Sorriso"

Brasão de Maceió
Bandeira de Maceió
Brasão Bandeira
Hino
Aniversário 9 de Dezembro
Fundação 5 de dezembro de 1815 (193 anos)
Gentílico maceioense
Lema Trabalhando Com Você
Prefeito(a) José Cícero Soares de Almeida (PP)
Localização
Localização de Maceió
Unidade federativa Alagoas
Mesorregião Leste Alagoano IBGE/2008 [1]
Microrregião Maceió IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Maceió
Municípios limítrofes Barra de Santo Antônio, Paripueira, Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro e São Luís do Quitunde
Características geográficas
Área 511 km²
População 924.143 hab. est. IBGE/2008 [2]

(área metropolitana: 1.145.358 hab. IBGE/2008)

Metro {{{população_metro}}} hab. est. IBGE/2008 [2]

(área metropolitana: 1.145.358 hab. IBGE/2008)

Densidade 1.755,3 hab./km²
Altitude 7 metros
Clima tropical As
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,739 médio PNUD/2000 [3]
PIB R$ 6.980.502 mil (BR: 42º) - IBGE/2006 [4]
PIB per capita R$ 7.567 IBGE/2006 [4]

Maceió é a capital do estado brasileiro de Alagoas. Localizada no Nordeste do país, tem uma população de 924.143 habitantes (2008)[2] e um território de, aproximadamente, 511 km². Integra, com outros dez municípios, a Região Metropolitana de Maceió, somando um total de cerca de 1,1 milhão de habitantes[5] (IBGE/2007). Sua altitude média é de sete metros acima do nível do mar, e tem uma temperatura média de 25°C. O município situa-se entre o oceano Atlântico, que o presenteia com o conjunto de belas praias urbanas e a lagoa Mundaú, que tem grande importância econômica para os povoados de pescadores que vivem em sua margem. É sede da Universidade Federal de Alagoas.

Índice

[editar] Etimologia

O nome Maceió veio do tupi Maçayó ou Maçaió-k que significava "O que tapa o alagadiço".[6]

[editar] História

No início da colonização, no século XVII,navios portugueses atracavam em Jaraguá onde eram carregado as madeiras das Florestas Litorâneas. Este Porto também serviu, mais tarde, para o embarque do açúcar produzido pelos engenhos localizados nas proximidades da cidade.

A vila de Maceió fora desmembrada em 5 de dezembro de 1815, da Vila Madalena de Alagoas do Sul, (atual Marechal Deodoro). Em 9 de Dezembro de 1839 deu-se a elevação à condição de cidade, principalmente por causa do desenvolvimento advindo da operação do porto de Jaraguá, um porto natural que facilitava o atracamento de embarcações, por onde eram exportados açúcar, tabaco, coco e especiarias e em 16 de dezembro de 1839, a inauguração do município de Maceió, tendo seu primeiro intendente Augustinho da Silva Neves.

Com o contínuo processo de desenvolvimento do município, veio a se tornar a capital da Província de Alagoas em 9 de dezembro de 1839, com o simbólico ato da transferência do baú do Tesouro da Província para Maceió, pelo ouvidor de sua majestade, o ouvidor Batalha. Este baú encontra-se no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas, no centro de Maceió.

Foi visitada em 1859 pelo Imperador Dom Pedro II, que, inclusive, participou de festas na capital antes de seguir viagem para outras cidades.

Dom Francisco Afonso Meneses Sousa Coutinho
Armas do marquês de Maceió, as mesmas das famílias Sousa Chichorro e Coutinho.

Primeiro e único visconde e marquês de Maceió (Turim, 2 de fevereiro de 1796 – Paris, 14 de agosto de 1834), foi um militar da marinha de Portugal que, aderindo à independência do Brasil, fora promovido a capitão de fragata. Alcançou a patente de tenente-coronel, passando a ministro da pasta da Marinha, em 1827. Filho de D. Rodrigo Domingos de Sousa Coutinho, 1.° conde de Linhares, e de Gabriella Maria Ignazia Asinari dei Marchesi di San Marzano. Irmão de D. Vitório Maria Francisco de Sousa Coutinho Teixeira de Andrade Barbosa, 2.º conde de Linhares. Casou-se com Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, filha de José Fernando Carneiro Leão, barão de Vila Nova de São José. Não houve descendência. Grande do Império, exercia a função de veador na corte imperial. Era cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro e da Ordem da Torre e Espada, e comendador da Imperial Ordem de Cristo. Recebeu o viscondado com grandeza por decreto de 12 de outubro de 1824 e o marquesado por decreto de 12 de outubro de 1826.

[editar] Geografia

Por centenas de anos formaram-se terrenos alagados, devido ao acúmulo de sedimentos oriundos dos rios Mundaú e Paraíba do Meio. O mar também contribuiu com sedimentos, fechando as fozes dos respectivos rios, formando assim o que hoje conhecemos por Lagoas Mundaú e Manguaba, um dos maiores complexos estuarinos do Brasil.

Foi sobre esses alagadiços e restingas que a cidade de Maceió cresceu. Dois bairros da capital abrigam pouco menos da metade da população, são eles: Benedito Bentes e Jacintinho, ambos com 200 mil habitantes cada. O Jacintinho é um bairro próximo ao centro da cidade, cercado por grotas e, apesar de ser vizinho da área mais valorizada da cidade, possui habitantes com baixa renda em sua maior parte. Já o Benedito Bentes é um conjunto habitacional criado há mais de vinte anos que, atualmente, abriga muitos outros conjuntos ao seu redor, que juntos às favelas e grotas formam o bairro. Já tramitou na Câmara Municipal de Maceió uma proposta para o desmembramento do Benedito Bentes de Maceió, transformando-o em uma nova cidade, porém, sem sucesso. Maceió possui sete Regiões Administrativas.

Situa-se na faixa costeira do Nordeste oriental, inserida nos domínios da Mata Atlântica. Estende-se por uma área de aproximadamente 500 km², dos quais 212 km² compõem sua área urbana.

Sua altimetria varia entre 0 metro ao nível do mar e 20 metros na planície litorânea, passando entre 20 e 180 metros nas encostas e nos topos dos tabuleiros e 300 metros no topo da serra da Saudinha, extremo norte do município.

[editar] Localização

Localizada na parte central da faixa litorânea do estado de Alagoas, inserida na mesorregião do Leste Alagoano e microrregião que leva seu nome, o município de Maceió estende-se entre os paralelos 09°21’31” e 09°42’49” de latitude sul e os meridianos 35°33’56” e 35°38’36” de longitude oeste, ocupando uma área de aproximadamente 511 km², o que corresponde a 1,76% do território alagoano.

Capital do estado de Alagoas, Maceió limita-se: ao norte com os municípios de Paripueira, Barra de Santo Antônio, São Luís do Quitunde, Flexeiras e Messias; ao sul, com o município de Marechal Deodoro e Oceano Atlântico; a oeste faz fronteira com Rio Largo, Satuba, Santa Luzia do Norte e Coqueiro Seco; a leste, com o Oceano Atlântico.

[editar] Clima

Considerando a localização na Região Nordeste do Brasil, em plena zona tropical e banhada pelo Oceano Atlântico, apresenta clima quente e úmido, que segundo a classificação climática de Köppen corresponde ao tipo As', caracterizando por apresentar-se sem grandes diferenciações térmicas e precipitação concentrada no outono e inverno. As temperaturas médias mensais oscilam em torno de 25,1°C. A máxima mensal atinge 29,9°C e a mínima 20,8°C, apresentando uma amplitude térmica anual de 9°C. A umidade relativa do ar é em média de 79,2%, sendo julho o mês mais úmido e novembro o mais seco. O índice pluviométrico é sempre superior a 1.410mm/ano.

Maceió tem, segundo pesquisas, a segunda melhor água potável do Brasil, possui clima tropical, a menor temperatura registrada na capital foi 11,3°C, no dia 16 de junho de 1980, tendo dias ensolarados durante 270 dias do ano.

[editar] Vegetação

Maceió apresenta vegetação herbácea (gramíneas) e arbustiva (poucas árvores e espaçadas). Além destas, Maceió possui também a Mata Atlântica. Essas vegetações estão associadas a um sistema regulado de chuvas.

A vegetação natural encontra-se bastante degradada em algumas áreas isoladas dos tabuleiros costeiros e principalmente nas encostas. Ocorrem remanescentes de floresta ombrófila secundária (mata atlântica) e descaracterizada (macega-capoeira). No baixo curso dos rios ocorrem formações pioneiras aluviais e na sua foz, a influência da maré alta, dá origem a formações flúvio-marinhas mangues.

A cidade possui um parque municipal de 80 hectares, localizado entre os bairros de Bebedouro e Tabuleiro do Martins. Na área encontram-se plantas típicas da Mata Atlântica e nascentes de várias correntes de água. É aberto à visitação ao público.

[editar] Relevo

O relevo do município de Maceió apresenta um predomínio de terras baixas com altitudes inferiores a 100 metros, ocorrendo, no entanto na porção norte-noroeste áreas que alcançam mais de 160 metros. A Serra da Saudinha alcança 300 metros.

Estruturalmente são encontradas três unidades: a Planície ou Baixada Litorânea, os Tabuleiros Costeiros e o Maciço Cristalino da Saudinha.

A Planície Litorânea compreende a área de menor expressão espacial e de menor altitude, 0 a 10 metros. De origem recente (quaternária), nela predominam as formas de acumulação marinha, fluvial, flúvio-marinha, flúvio-lacustre e eólica, representadas por terraços, pontas arenosas, restingas, cordões litorâneos, ilhas flúvio-marinhas, recifes e lagunas.

Os Tabuleiros Costeiros são uma superfície de agradação composta basicamente por terrenos plio-pleistocênicos, também conhecidos como baixo planalto sedimentar costeiro. Apresenta relevo tipicamente plano com suaves ondulações e altitudes em geral inferiores a 100 metros.

Na faixa costeira, o trabalho de abrasão marinha (antes do presente), estabelecia contato direto do oceano sobre as encostas do tabuleiro deram origem às falésias fósseis, separadas atualmente do oceano por depósitos quaternários.

São cortados transversalmente por rios que correm em cursos paralelos, separados por interflúvios tabuliformes (dissecados e aplanados), formando vales e encostas fluviais, várzeas e lagunas. Destacam-se o Prataji e seus afluentes Messias ou Prata (integrante do Sistema Pratagy); Meirim e seu afluente, o Saúde; o Estiva e o Sauaçuí (divisa com Paripueira); além dos riachos: Carrapatinho, do Silva (que já abasteceu Maceió até a década de 50), Reginaldo, Jacarecica, Garça Torta, Doce. Nos baixos cursos dos rios a ação das marés dão origem a manguezais que ocorrem ao longo de todo litoral, principalmente na ilha do Lisboa e na foz dos rios Prataji, Meirim, Estiva e Sauaçuí.

No extremo norte-noroeste do município, cercado pelos Tabuleiros Costeiros, ocorre uma área de rochas cristalina (serra da Saudinha), formada por um esporão granítico, profundamente dissecados em encostas com níveis entre 160 e 300 metros, que corresponde a borda residual da porção meridional do Planalto da Borborema comandada pela referida serra, uma rede hidrográfica divergente drena suas águas diretamente para o Oceano Atlântico.

[editar] Hidrografia

Os cursos d'água, que drenam o município, apresentam-se perenes com direcionamento conseqüente de extensão aproximada de 12Km [7]. Suas principais cabeceiras localizam-se na serra da Saudinha (rios Meirim, Saúde e Prataji) nos tabuleiros (riachos Reginaldo, Jacarecica, Doce e o rio Sauaçuí), alguns próximos à área urbana do município, nas proximidades dos conjuntos residenciais: Henrique Equelman, Moacir Andrade e do Parque Residencial Benedito Bentes I e II.

As bacias hidrográficas destes rios apresentam na sua maioria um padrão de drenagem dendrítico, tendendo a paralelo em escoamento, exorreico; formando canais distribuídos de 1ª, 2ª, 3ª e 4ª ordens, cada uma recebe dos tributários de ordens inferiores. Quanto à forma de seus vales, no alto curso é marcado por vale em "V" agargantado. No médio curso assemelha se ao anterior, mas com fundo chato e margens um pouco afastadas e altas dos tabuleiros que os rodeiam. O baixo curso apresenta se na forma de uma baixada larga típica de "rias", com vale em calha, leito raso, entulhado e de foz flutuante pelas vagas que movimentam os bancos arenosos. Os riachos são paralelos, com regime de enxurradas de outuno inverno ou por chuvas ocasionais de primavera e originam se em uma estrutura monoclinal, entalhada, por ocasião dos movimentos eustáticos negativos que os levaram a tangenciar o nível do mar [8]

[editar] Subdivisões

Existem 50 bairros em Maceió, definidos pela Lei municipal 4.952, de 2000:

[editar] Economia

O município é rico em sal-gema e tem um setor industrial diversificado (indústrias químicas, açucareiras e de álcool, de cimento e alimentícias), além da agricultura, pecuária e extração de gás natural e petróleo.

Municípios próximos a Maceió, como Marechal Deodoro, Pilar e São Miguel dos Campos também têm economias parecidas, mais na parte de mineração – Gás Natural e petróleo. Alagoas é um dos maiores produtores de gás natural do Brasil.

Em 2004, o PIB da capital girava em torno de 6,7 bilhões de reais, à época o quinto maior entre as capitais da Região Nordeste, número significativo que mereceu destaque por ter vindo antes do "boom" do comércio e turismo em Maceió, que ocorreu com a abertura de diversos hipermercados, hotéis, de um centro de convenções e do novo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. A expectativa é de que os próximos números sejam ainda mais animadores. Em 2009, o índice de potencial de consumo da capital alagoana (0,49817) apresenta a quinta posição entre as cidades nordestinas e a vigésima posição entre todos os municípios brasileiros (fonte: Target consultoria).

[editar] Setor primário

Mesmo sendo bastante urbanizada, o município possui muitas áreas desocupadas, principalmente na Zona Norte, surgindo espaço para a criação de grandes canaviais, como o que existe no bairro do Benedito Bentes.

O setor primário da economia encontra-se apoiado na monocultura da cana-de-açúcar e ocupa quase toda área rural do município. Contudo, a sua participação na produção, área colhida e economia não é considerada representativa, expressando-se em apenas 0,02% do total estadual (ALAGOAS, 2002).

No litoral principalmente, e em algumas áreas isoladas dos tabuleiros e das encostas, destaca se o coqueiro e algumas culturas de pomar como o cajueiro, a mangueira e a jaqueira.

Os dados contidos no Censo Agropecuário do IBGE 1995/1996 demonstram pouca diversificação do setor produtivo.

Com relação à utilização das terras para fins agrícolas, verifica-se um total de 17.715 hectares, onde 10.036 hectares (56,65%) são lavouras permanentes e temporárias, 590 hectares (3,33%) são pastagens naturais e artificiais, 4.303 hectares (24,29%) são matas naturais e/ou plantadas, 2.075 hectares (11,71%) são lavouras em descanso e produtivas não utilizadas e 711 hectares (4,02%) são outros (aglomerações humanas).[9]

A agricultura de subsistência também pode ser achada na Zona Norte, várias famílias pequenas desta localidade produzem o que consomem, em suas propriedades familiares.

Braskem, principal empresa do pólo cloroquímico de Maceió.

[editar] Setor secunário

As indústrias instaladas no município têm pouca representatividade e influência na economia nacional. Não obstante, a capital alagoana destaca-se, no Estado, como principal centro industrial, notadamente nos setores químico, alimentício, metalúrgico e de plásticos. A cidade conta com mais de 1.280 estabelecimentos industriais (fonte: IBGE/Cidades 2006).

Maceió conta com um pólo cloroquímico, que abriga a maior empresa instalada no Estado, a Braskem (exploradora e beneficiadora de sal-gema), e pelo Distrito Industrial Luiz Cavalcante, localizados, respectivamente, nos bairros do Pontal da Barra e Tabuleiro do Martins. Recentemente reformado, o Distrito Industrial Luiz Cavalcante (agora denominado Polo Multissetorial Governador Luiz Cavalcante) recebeu, nos últimos meses, melhorias estruturais importantes, como pórticos de entrada e de saída, 6km de ruas pavimentadas, 4,5km de linhas d'água e 3km de ciclovia, o que fez aumentar o interesse de diversas empresas em instalar-se na localidade. Diversos estabelecimentos industriais já estão ampliando ou construindo novas unidades na área.

[editar] Setor terciário

Apesar de ter sofrido graves crises no início da década de 2000, tanto pela recessão impregnada no país, como pela ausência de riquezas geradas e empregadas na capital advindas da agropecuária e de indústrias, o comércio de Maceió passa por um grande momento desde 2005. Diversos estabelecimentos vêm sendo abertos ou ampliados na cidade, como hotéis, restaurantes, hipermercados, atacadistas e shopping centers.

Como na maioria das grandes cidades brasileiras, percebe-se um crescimento significativo, nos últimos anos, em Maceió, de um “quarto setor” produtivo: o comércio informal, ainda não devidamente regulamentado.

Praia de Pajuçara, um dos pontos turísticos da cidade.

Outro ponto forte na economia do município é o turismo, pois Maceió possui um grande potencial de atrair turistas, por suas belezas naturais e grande diversidade cultural, além de oferecer várias opções de lazer e espaços modernos para negócios, tais como o novo Centro Cultural e de Exposições de Maceió, no bairro de Jaraguá. Em setembro de 2005, foi inaugurado o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, um dos mais modernos do Brasil. O bairro de Jaraguá foi muito frequentado durante o fim dos anos 90, com grandes investimentos da prefeitura de Maceió, hoje em dia é apenas um bairro comercial, dotado de bancos, museus e faculdades.

[editar] Demografia

Maceió possui uma população de 924.143 habitantes, segundo a estimativa realizada pelo IBGE em 2008,[2] o que resulta numa densidade demográfica de 1.755,3 habitantes/km². 99,7% da população situa-se na chamada zona urbana do município e apenas 0,3% na área rural. Em março de 2009, possuía 506.081 eleitores.[10]

Ano Habitantes
1872 27.703
1890 31.498
1900 36.427
1920 74.166
1940 90.253
1950 120.980
1960 168.055
1970 263.670
1980 399.298
1991 628.209
1996 723.142
2000 796.842
2007 874.014
2008 924.143
[11]

Desde a década de 1960, Maceió vem crescendo em um ritmo acelerado: na epóca contava com cerca de 184.644 habitantes; 24 anos depois, em 1984, o município já tinha cerca de 399.298 habitantes; em 2000, o censo demográfico do IBGE registrou cerca de 796.842 pessoas; hoje são aproximadamente 925 mil habitantes, divididos em 511 km². O município tem uma densidade demográfica de 1.808,49 hab./km².

[editar] Infra-estrutura

[editar] Saúde

Maceió é o principal centro médico de Alagoas e um dos mais importantes da Região Nordeste do Brasil. Existem cerca de 124 estabelecimentos de saúde em Maceió, destes, 37 são públicos e 87 são privados, dos 37 públicos 9 têm internação e dos 87 privados, 29 têm internação. São, aproximadamente, 3.698 leitos, dos quais 3.117 são disponíveis ao Sistema Único de Saúde.

[editar] Educação

[editar] Comunicação

Maceió é servida por quatro redes afiliadas a canais de TV Aberta analógica, representadas pela TVE Alagoas - canal 3 (Cultura/TV Brasil), TV Alagoas - canal 5 (SBT), TV Gazeta Alagoas - canal 7 (Globo) e TV Pajuçara - canal 11 (Record), além de possuir retransmissoras dos canais Record News - canal 9, Canção Nova - canal 13, TV Aparecida - canal 24, Rede Vida - canal 27, (MTV Brasil) - canal 32, Rede Bandeirantes - canal 38, RIT - canal 48 e RBN/CVC - canal 57.

[editar] Transportes

[editar] Aeroviário

Em setembro de 2005, Maceió passou a contar com um dos mais modernos aeroportos do país, o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, que conta com sistema de co-geração de energia e capacidade para 1,2 milhão de pessoas. O aeroporto foi construído com recursos da Infraero, Governo Federal e Governo Estadual. Os destinos diários diretos (sem escala/conexão) saindo da capital alagoana são: Salvador (SSA), Aracaju (AJU), São Paulo (GRU), Brasília (BSB), Recife (REC), Rio de Janeiro (GIG) e Paulo Afonso (PVA). Além disso, o aeroporto está plenamente habilitado para operar vôos internacionais, o que acontece com maior frequência na temporada de verão. Em 2008, apresentou movimento de mais de 957 mil passageiros, dos quais mais de 22.000 provenientes de vôos internacionais.[12]

[editar] Ferroviário

A linha é antiga, assim como os vagões. A passagem, comparada com a de ônibus, é barata e liga o centro de Maceió até Rio Largo, passando pelos bairros históricos de Bebedouro e de Fernão Velho, bem como pelo município de Satuba. Diarimente, o sistema de trens metropolitanos da capital alagoana transporta cerca de 11 mil passageiros (fonte: CBTU). Há, atualmente, um projeto do governo federal para transformar o sistema de trens da Região Metropolitana de Maceió em veículos leves sobre trilhos - VLT (ou metrô leve).

O transporte ferroviário de cargas entre Maceió e municípios do interior de Alagoas, interrompido há alguns anos em decorrência de fortes chuvas, está previsto para ser reativado nos próximos meses, com a conclusão da reforma do sistema, ora em curso. Dessa forma, o Estado volta a interligar-se, por via férrea, a outros Estados nordestinos.

[editar] Hidroviário

Navio dinamarquês NDCC Garcia D'Avila (G-29), atracando no Porto de Jaraguá.

O Porto de Jaraguá, ou Porto de Maceió, está localizado no bairro de Jaraguá, entre as praias de Pajuçara e Avenida. É administrado pela Companhia Docas do Rio Grande do Norte - CODERN por meio da Administração do Porto de Maceió (ADPM) e tem o maior terminal açucareiro do mundo, além de ser um dos mais movimentados do Nordeste. O porto conta com um arado capaz de operar navios das frotas mais modernas do mundo, do tipo pós-paramax, com cerca de 200 metros de comprimento. Em 2006, o movimento acumulado foi de mais de 3,6 milhões de toneladas.[13]

[editar] Rodoviário

Maceió é cortada pelas principais rodovias federais, como as BR-104 e BR-101, além de ser ponto de convergência de rodovias estaduais, destaque para a AL-101 Sul e AL-101 Norte. São poucas as rodovias estaduais bem-sinalizadas; as mais bem conservadas e sinalizadas estão no litoral. O município também conta com uma rodoviária interestadual, considerada confortável. Diariamente, ônibus saem em direção a vários pontos do país, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Recife.

As avenidas principais da cidade são, em grande parte, bem conservadas, embora uma grande parte da cidade sofra com ruas não-pavimentadas e/ou repletas de buracos, especialmente na periferia e em áreas próximas a grotas e favelas. Como Maceió é cercado por planaltos, uma solução prática para problemas comuns do trânsito foi a construção de várias passagens de nível, tática que, utilizada no passado, está em destaque também na gestão atual.

Desde 2004, todos os "pardais" (câmeras fotográficas que capturam violações de trânsito) e radares eletrônicos que existiam na cidade foram retirados, segundo o prefeito, para acabar com a "indústria de multas".

A distância rodoviária entre Maceió e a capital federal é de 2.013 km.

  • Veículos em 2004: 120.231 mil (automóveis, caminhões, ônibus...)[carece de fontes?]

[editar] Transporte coletivo urbano

Maceió conta com cerca de 730 ônibus (2009) e hoje já existem alguns carros dotados de ar-condicionado, carros articulados e carros com circuladores de ar. Apesar disso, grande parte dos usuários queixa-se da falta de melhores condições dos ônibus em circulação na capital. As empresas de ônibus permissionadas em Maceió são: Real Alagoas, Piedade, Cidade de Maceió, Massayó, São Francisco, Veleiro e Tropical.

Existe um sistema semi-integrado de transporte, constituído por três Terminais de Integração: um localizado no bairro Benedito Bentes, o outro no Conjunto Residencial Colina dos Eucaliptos no bairro do Tabuleiro do Martins e o último no bairro da Rotary. Na prática, a maioria das pessoas que moram longe do trabalho acaba por pagar duas ou mais passagens.

O valor da passagem é alto, R$2,00 (dois reais), chegando ao mesmo valor da tarifa no município de Curitiba, que tem um dos melhores sistemas de transporte urbano da América do Sul.

Apesar de só existirem três ciclovias na cidade, uma na beira-mar, outra no polo multissetorial e outra na orla lagunar, a maioria dos moradores da periferia se dirige ao trabalho por meio de bicicletas, andando junto aos carros em vias arteriais como a avenida Fernandes Lima e a Via Expressa. São registrados vários acidentes diários com ciclistas, alguns fatais. A questão da ciclovia também é tratada no plano diretor, que prevê a construção de várias delas entre as principais avenidas da cidade.

Outro problema do transporte urbano em Maceió são os táxis-lotação, que não pagam impostos e concorrem diretamente com as empresas de ônibus, cobram o mesmo preço e aceitam vale-transporte. A atividade é ilegal, mas ainda assim é bastante praticada e aceita pela maioria da população, principalmente pela rapidez no deslocamento comparado ao ônibus.

Não é difícil encontrar táxis na cidade (há cerca de 3000 táxis habilitados), mas a tarifa é uma das mais caras do Brasil. Ao entrar no táxi já se paga três reais, e a maioria da frota é associada a empresas que, na sua maioria, atendem ao cliente via telefone. A maioria dos táxis da cidade está em condição boa ou ótima, devido às facilidades para compra de veículos novos, por parte das vendedoras de automóveis. Linhas especiais de táxi servem o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares.

[editar] Cultura

Maceió tem uma cultura marcante, representada principalmente pelo seu rico folclore, além, claro, de seus artistas, escritores e músicos tal qual Djavan, Hermeto Pascoal, Graciliano Ramos, Jorge de Lima. Dentre as manifestações folclóricas há os folguedos, tais como: Caboclinho, Carvalhada, Chegança, Coco Alagoano, Festa de Reis, Guerreiro, Pastoril, Reisado, Quilombo, Zabumba, e, também, o artesanato representado pelo filé e pela cerâmica que encanta a todos por sua criatividade, originalidade e beleza.

A cidade conta com vários locais de comercialização de sua cultura e artesanato,Maceió em 2002 foi escolhida como a capital da cultura,como a Feirinha da Pajuçara, Feirinha do Mercado, este que após um incêndio em dezembro de 2005, foi transferido da Jatiúca para a Ponta Verde e agora tem um futuro incerto.

[editar] Museus

Museu Palácio Floriano Peixoto

Acervo permanente: Mobiliário do final do século XIX e início do século XX; prataria, cristais e objetos decorativos; pintura de Rosalvo Ribeiro e outros artistas alagoanos. Exposição temporária: O que é cartofilia, sobre cartões postais; com o tema: "Maceió já foi assim" com diversas temáticas.

Museu Théo Brandão

Possui um grande acervo de arte popular que foi doado pelo patrono Théo Brandão. É composto por peças de vários países como: Espanha, Portugal, México, além de obras brasileiras constituem o acervo do museu. Durante período natalino, desde 2005, o Museu recebe uma iluminação especial, dentro do programa Natal de Luz, da Eletrobrás.

Museu do Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas

O rico acervo é composto basicamente por: telas de pintores famosos, documentos históricos, objetos e peças pertencentes aos cultos afro-brasileiros do começo do século XX, utensílios indígenas, armas que pertenceram a Lampião, móveis em variados estilos etc. No museu também encontra-se o mais completo acervo afro-brasileiro do país.

Museu de Arte Brasileira

Acervo composto de imagens, em sua maioria, nordestinas dos séculos XVII, XVIII e XIX. Cerâmica, prataria, mobiliário, desenhos, pinturas brasileiras e estrangeiras formam o acervo do museu. Localizado em um antigo armazém, no bairro de Jaraguá.

Museu do Esporte

O acervo é formado por fotografias do futebol alagoano, brasilero e mundial, além de revistas, jornais, camisas, taças, medalhas e outros objetos que contam a história do futebol, é possível conferir os melhores dribles, lançes e gols, com os diversos vídeos que lá estão.

Museu da Imagem e do Som - MISA

Em seu acervo está parte da memória maceioense, registrado em fotos, fitas K-7 e fitas de vídeo, lá se pode encontrar dados sobre os principais acontecimentos políticos, sociais e artísticos do Estado. O prédio foi construído no século XIX, mais precisamente, em 1869. Ao seu fundo se encontra um modelo da Estátua da Liberdade, em menor escala, projetado pelo próprio Frédéric Auguste Bartholdi e feita na mesma fundição que a original. Há apenas dois modelos (não confundir com as incontáveis réplicas espalhadas por todo o mundo) da estátua: o de Maceió e aquele localizado no Jardin du Luxembourg em Paris.[carece de fontes?]

Museu de História Natural - UFAL

O Museu de História Natural é parte da Universidade Federal de Alagoas - UFAL,criado como um Órgão Suplementar de natureza técnico-cultural. O MHN vem dando apoio científico-cultural às atividades de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cooperação Técnica, no campo das Ciências Naturais, aos estudantes, professores, pesquisadores, técnicos e à comunidade em geral. Hoje, passou a receber alunos do ensino médio através do órgão de apoio à pesquisa do Estado. O MHN apóia as atividades científico-cultural de Ensino, Pesquisa, Extensão e Cooperação Técnica, no campo das Ciências Naturais, principalmente, no Estado de Alagoas.

[editar] Igrejas

Catedral Metropolitana

Também chamada pelo nome da padroeira de Maceió: Nossa Senhora dos Prazeres, a pedra fundamental foi lançada em 1821. O altar-mor foi fabricado em cedro, possui dois altares laterais, de São Sebastião e de São Miguel, além da bela obra do Santíssimo Sacramento.

Igreja de Nossa Sra. dos Rosários Pretos

Construída em 1836, com formas geométricas puras e paredes externas revestidas com dois tipos de azulejos. Em 1864 foi dado o ponta-pé inicial para transformar a pequena capela, num suntuoso templo.

Igreja de São Gonçalo do Amarante

Resultado de uma adaptação feita de um paiol de pólvora. Para deixar o lugar mais parecido com um templo religioso acrescentou-se alguns elementos da arquitetura religiosa, a igreja fica localizada no Planalto da Jacutinga.

Igreja de Nossa Sra. do Livramento

Essa igreja começou com o telhado coberto por palhas, depois foi sendo gradativamente melhorada. No final do século XVIII, foi transformada num pequeno templo, já em 1870, o Capuchinho Frei Cataniceta incentivou a população a colaborar na construção da igreja atual, que só foi inaugurada em 1883.

Igreja do Nosso Sr. Bom Jesus dos Martírios

Sua construção demorou algumas décadas, por isso não se pode dizer que a igreja tem na sua arquitetura o estilo barroco ou o neoclássico, ela é considerada um templo de linhas ecléticas.

Igreja de Nossa Sra. Mãe do Povo

A primeira igreja do bairro do Jaraguá, era pequena feita em taipa e coberta por telhas. Sua construção data de 1888 e no início dos anos 30 a igreja foi inaugurada.

Paroquia Nossa Senhora de Lurdes

Uma igreja situada na gruta de lurdes próximo ao condominio Jardim do Horto. Ela compreende outras comunidades tais como: São José (Canãa); Nossa Senhora de Fátima (Rotary); São Domingo Sávio (Ouro Preto)etc.

[editar] Teatros

Teatro Deodoro

Tendo sua construção iniciada em 1905 e terminada em 1910, o Teatro Deodoro conta com um belo aspecto arquitetônico, possui estilo neoclássico com reflexos do barroco, em cada um dos lados da fachada principal do teatro, encontram-se as seguintes frases em latim:

  • "Castigat ridendo moraes" ("É rindo que se castigam os costumes");
  • "Ars longa, vita brevis" ("A arte supera a vida").

[editar] Teatro Gustavo Leite

Localizado no interior do Centro Cultural e de Exposições de Maceió, o Teatro Gustavo Leite é o maior de Maceió e possui capacidade para 1.251 pessoas sentadas e uma moderna caixa cênica de 482 m², estacionamento para 600 veículos, ar-condicionado, e fácil acesso para deficientes.

  • Teatro de Arena - Centro
  • Teatro do SESC (Jofre Soares)
  • Teatro de Bolso Lima Filho
  • Teatro do Colégio Marista - Farol
  • Teatro do Cefet - Poço

[editar] Bibliotecas

Em péssimas condições de estrutura e funcionamento, as bibliotecas públicas são um dos poucos meios de pesquisas bibliográficas em Alagoas. Abaixo estão listadas algumas.

  • Biblioteca Pública Estadual de Alagoas
  • Universidade Federal de Alagoas - Biblioteca Central - Campus A. C. Simões - Tabuleiro do Martins
  • Biblioteca Pública e Arquivo Público Estadual - Sobrado do Barão de Jaraguá.

[editar] Filhos ilustres

Floriano Peixoto 2]presidente alagoano.
Djavan
Zagallo

Referências

  1. 1,0 1,1 Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. 2,0 2,1 2,2 Estimativas da população para 1º de julho de 2008 (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de agosto de 2008). Página visitada em 5 de setembro de 2008.
  3. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  4. 4,0 4,1 Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (19 de dezembro de 2007). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. = cd&o = 17&i = P&c = 793 Tabela 793 – População residente, em 1º de abril de 2007: Publicação Completa. Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA) (14 de novembro de 2007).
  6. Cidade de Maceió - Historicidade. Portal da Prefeitura de Maceió. Página visitada em 9 de junho de 2009.
  7. TENÓRIO & ALMEIDA, 1979
  8. TENÓRIO & ALMEIDA, op. cit.
  9. Censo Agropecuário do IBGE 1995/1996
  10. Eleitorado de Maceió em março de 2009. Tribunal Superior Eleitoral. Página visitada em 5 de maio de 2009.
  11. Barsa Planeta Ltda
  12. Infraero.
  13. Dados da Adm. do Porto de Maceió

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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