Palmeira dos Índios

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Município de Palmeira dos Índios
"A Princesa do Sertão"
Do alto, da esquerda para a direita: Museu Xucurus, Índia na praça do açude, Estádio Juca Sampaio, Catedral Diocesana, visão panorâmica parcial da cidade.

Do alto, da esquerda para a direita: Museu Xucurus, Índia na praça do açude, Estádio Juca Sampaio, Catedral Diocesana, visão panorâmica parcial da cidade.
Bandeira de Palmeira dos Índios
Brasão de Palmeira dos Índios
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1835
Gentílico palmeirense
Prefeito(a) James Ribeiro Sampaio Calado Monteiro (PSDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Palmeira dos Índios
Localização de Palmeira dos Índios em Alagoas
Palmeira dos Índios está localizado em: Brasil
Palmeira dos Índios
Localização de Palmeira dos Índios no Brasil
09° 24' 25" S 36° 37' 40" O09° 24' 25" S 36° 37' 40" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Agreste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Palmeira dos Índios IBGE/2008[1]
Região metropolitana
Região Metropolitana de Palmeira dos Índios
Municípios limítrofes Belém, Cacimbinhas, Estrela de Alagoas, Igaci, Quebrangulo, Minador do Negrão, Mar Vermelho, Paulo Jacinto e Bom Conselho(PE)
Distância até a capital 135 km
Características geográficas
Área 460,610 km² [2]
População 70 434 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 152,91 hab./km²
Altitude 342 m
Clima Semi-árido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,638 médio PNUD/2010[4]
PIB R$ 336 319,325 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 4 658,03 IBGE/2008[5]
Página oficial

Palmeira dos Índios é um município do estado de Alagoas. É a quarta maior cidade do agreste e está localizada no agreste alagoano, fazendo divisa com o estado de Pernambuco. O município conta com aproximadamente 73.725 habitantes (est. IBGE/2014[3] ) e está situada a cerca de 134 km da capital, Maceió.

Conhecida como a "Princesa do Sertão", é a cidade onde foi prefeito o escritor brasileiro Graciliano Ramos.

História[editar | editar código-fonte]

Palmeira dos Índios ocupa terras que um dia foram aldeias dos índios Xucurus. Foi criada como freguesia em 1798 e transformada em vila em 1835.

Na década de 1840, uma disputa política brutal entre famílias, causa de dezenas de assassinatos, provocou o êxodo que praticamente esvaziou a vila. Anexada então a Anadia, Palmeira dos Índios só recuperou a autonomia anos mais tarde. Em 1889 foi elevada a cidade.

Entre 1928 e 1930 a prefeitura foi exercida pelo escritor Graciliano Ramos (nascido na cidade de Quebrangulo, em Alagoas), que incluiu fatos do cotidiano da cidade em seu primeiro romance, Caetés (1933).

Geografia[editar | editar código-fonte]

Segundo estimativas populacionais divulgadas pelo IBGE/2014 o município perdeu o posto de terceira maior cidade de Alagoas para o município de Rio Largo que possui atualmente 75.267 habitantes, 1.542 a mais que Palmeira dos Índios.

Palmeira dos Índios localiza-se no interior do estado de Alagoas, a 136 km da capital, Maceió. A 342m de altitude, situa-se no sopé das serras do Candará, Boa Vista e Goíti e é banhada pelos rios Coruripe e Traipu.

Região Metropolitana[editar | editar código-fonte]

A Lei Complementar 32[6] de 05 de janeiro de 2012, dispõe a criação da região metropolitana de Palmeira dos Índios. O Projeto de Lei da RMPI foi de autoria do deputado estadual Ronaldo Medeiros (PT) e a Lei Complementar sancionada pelo Governo cria também o Conselho de Desenvolvimento e Integração e dá outras providências.Medeiros observa que tendo Palmeira dos Índios a maior participação em relação à população entre todos os municípios citados, com 43,24% e tendo o maior centro urbano, se justifica que seja o centro da Região Metropolitana. A principal vantagem da criação dessa Região Metropolitana é que problemas comuns aos municípios podem ser resolvidos com soluções conjuntas, como transporte, destinação do lixo orgânico e de reciclagem, programas habitacionais e outros.

Compõem a região metropolitana os municípios de Palmeira dos Índios, Igaci, Estrela de Alagoas, Cacimbinhas, Minador do Negrão, Belém, Paulo Jacinto, Major Isidoro e Mar Vermelho, desfrutando essas cidades de serviços e infraestrutura comuns entre elas.

Clima[editar | editar código-fonte]

Devido à sua localização no agreste alagoano e estando a cerca de 340 metros de altitude, Palmeira dos Índios possui o clima Tropical úmido, contendo verões quentes e invernos razoavelmente frios. Na serra do Cristo do Goiti, início do Planalto da Borborema, a temperatura mínima no inverno pode facilmente chegar aos 14 °C durante as noites, além do vento que é constante, fazendo com que a sensação térmica seja ainda menor.

Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1961 (a partir de 19 de fevereiro) a 1964, 1977 a 1980, 1987 a 1989 e 1993 a 2013, a menor temperatura registrada em Palmeira dos Índios foi de 13,8 ºC nos dias 24 de junho de 1962 e 19 de setembro de 1997, e a maior atingiu 38,8 ºC em outubro de 1987, nos dias 26 e 27 daquele mês. O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 117,3 milímetros (mm) em 8 de dezembro de 1988. Outros grandes acumulados foram 112,6 mm em 28 de abril de 1996, 110,8 mm em 20 de maio de 1977, 104,1 mm em 12 de março de 1988 e 102,4 mm em 12 de maio de 1978.[7] O mês de maior precipitação foi maio de 1977, quando foram registrados 394,7 mm.[8] O menor índice de umidade relativa do ar foi de 22% nos dias 15 de dezembro de 1995 e 27 de janeiro de 2013.[9]

Esporte[editar | editar código-fonte]

Futebol[editar | editar código-fonte]

A cidade tem como um dos seus principais palcos para a atividades esportivas o Estádio Juca Sampaio que possui uma capacidade total de público de 8000 pessoas; além de servir aos campeonatos amadores da região, é a casa do CSE, time profissional de futebol que disputa a primeira divisão do Campeonato Alagoano.

O CSE foi fundado em 21 de junho de 1947, porém já existia desde o ano de 1945. Criou uma grande rivalidade com o ASA de Arapiraca no interior do Estado.

Basquete[editar | editar código-fonte]

Embora haja muitas dificuldades, o basquete aos poucos vem aos poucos obtendo uma significa evolução no município, de forma que algumas instituições de ensino como o Instituto Federal de Alagoas, Complexo Educacional Agostiniano e o Colégio Estadual Humberto Mendes têm promovido a prática do desporto com a implantação de tabelas de basquete.

O esporte também está presente nas competições dos Jogos Escolares de Palmeira dos Índios (JEPI), que é organizado frenquentemente e tem suas partidas realizadas no ginásio de esportes do Colégio Estadual Humberto Mendes.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Os pontos de turismo em destaque são os seguintes: Casa Museu Graciliano Ramos, Museu Xucurus, Cristo do Goiti, Biblioteca Graciliano Ramos, Catedral diocesana.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Rádios[editar | editar código-fonte]

FM[editar | editar código-fonte]

92,5 MHz - Sampaio (Palmeira dos Índios)
95,5 MHz - Mundial (Palmeira dos Índios)
104,1 MHz - Palmeira (Palmeira dos Índios)
104,9 MHz - Vitório Palmeira dos Índios)
107,3 MHz - Farol (Palmeira dos Índios)

AM[editar | editar código-fonte]

870 kHz - Sampaio (Palmeira dos Índios)

Economia[editar | editar código-fonte]

Centro abastecedor da região, o município dispõe de modesto comércio, agricultura e pecuária. Produz principalmente pinha, caju e manga, além de ser uma grande produtora de leite. Também tem importância a exploração da madeira e do subsolo, que apresenta jazidas de cal, mármore, ferro e cristal de rocha.

A economia do município ainda tem forte influência da agropecuária, mesmo não inserido na bacia leiteira, pois fica no agreste e não no sertão onde se localiza a bacia leiteira do Estado. Conta com várias indústrias de laticínios, de transformação e da cana-de-açúcar.

Número de empresas atuantes: 1023 [carece de fontes?]

Religião[editar | editar código-fonte]

A cidade de Palmeira dos Índios é sede episcopal da Igreja Católica Apostólica Romana. Seu Bispo é Dom Dulcênio Fontes de Matos, que tomou posse no dia 9 de setembro de 2006.

Possui como principais movimentos: o Movimento de Cursilhos de Cristandade (MCC), a Renovação Carismática Católica (RCC), o Treinamento de Liderança Cristã (TLC), o Apostolado da Oração, a Legião de Maria, os Vicentinos, etc.

Há também um crescimento significativo de igrejas evangélicas. Entre elas, destacam-se as Igrejas Assembleia de Deus, Congregação Cristã no Brasil, Igreja Cristã Maranata, Presbiteriana e Batista.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias também tem tido crescimento nos últimos dez anos.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Visitado em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Visitado em 5 dez. 2010.
  3. a b Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Visitado em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 04 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 11 dez. 2010.
  6. [1]
  7. BDMEP - Série Histórica - Dados Diários - Temperatura Máxima (ºC), Temperatura Mínima (ºC) e Precipitação Total (mm) Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 17 de setembro de 2014.
  8. BDMEP - Série Histórica - Dados Mensais - Precipitação Total (mm) Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 17 de setembro de 2014.
  9. BDMEP - Série Histórica - Dados Horários - Umidade Relativa (%) Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa Instituto Nacional de Meteorologia. Visitado em 17 de setembro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]