Coqueiro Seco

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Município de Coqueiro Seco
"Lagoa Mundaú - Coqueiro Seco"
Bandeira desconhecida
Brasão desconhecido
Bandeira desconhecida Brasão desconhecido
Hino
Aniversário 15 de novembro
Fundação 1962
Gentílico coqueirense
Lema Mudar para crescer mais
Prefeito(a) Renato Tadeu Fragoso e Silva (PTB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Coqueiro Seco
Localização de Coqueiro Seco em Alagoas
Coqueiro Seco está localizado em: Brasil
Coqueiro Seco
Localização de Coqueiro Seco no Brasil
09° 38' 16" S 35° 48' 10" O09° 38' 16" S 35° 48' 10" O
Unidade federativa  Alagoas
Mesorregião Leste Alagoano IBGE/2008[1]
Microrregião Maceió IBGE/2008[1]
Região metropolitana Maceió
Municípios limítrofes Maceió, Marechal Deodoro e Santa Luzia do Norte
Distância até a capital 21 9 km
Características geográficas
Área 40,262 km² [2]
População 5 523 hab. IBGE/2010[3]
Densidade 137,18 hab./km²
Altitude 31 e 5 m
Clima Temperado. Máxima de 28º e mínima de 16º.
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,586 baixo PNUD/2010[4]
PIB R$ 17 897,731 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 3 258,28 IBGE/2008[5]
Página oficial

Coqueiro Seco é um município brasileiro do estado de Alagoas.

Situado às margens da Lagoa Mundaú, Coqueiro Seco tem o nome originário dos encontros freqüentes de mercadores e viajantes à sombra de um coqueiro de palhas queimadas diferenciado dos demais, onde eram realizados grandes negócios e a sesta.

História[editar | editar código-fonte]

A história conta que alguns anos depois chegaram à região vários missionários da ordem dos franciscanos, que se encantaram com a topografia do lugar, que apresentava planos altos e baixos, mudando sua denominação para Monte Santo. Acostumados com o antigo nome da cidade, os habitantes ignoraram os franciscanos e mantiveram o nome de Coqueiro Seco.

O único registro histórico encontrado diz respeito à construção da igreja revestida de azulejo português e um grande pátio, que continua até hoje como a matriz da padroeira, Nossa Senhora Mãe dos Homens, construída no século XVII pelo português José Cabral. No censo realizado em 1950 pelo IBGE, Coqueiro Seco foi mencionado como vila de Rio Largo, com a população de 1.667 habitantes.

Quando Satuba foi elevada à condição de município autônomo em 20 de agosto de 1960, Coqueiro Seco passou a pertencer a seu território, ainda como vila. Apenas em 15 de novembro de 1962, a cidade foi emancipada politicamente, instalando oficialmente sua autonomia administrativa em 24 de novembro, por meio da lei 2.463, de 23 de agosto de 1962.

Coqueiro Seco tem na Lagoa Mundaú com área de 23 km² e 4 km de extensão, em linha reta, até Maceió seu maior acidente geográfico e sua principal atração turística. As histórias de pescadores contadas pelos antigos também são atração à parte. Destaque também para a tradicional festa da padroeira, realizada no mês de janeiro (31 de janeiro ou no último domingo deste mês) e os grupos folclóricos.

Localização[editar | editar código-fonte]

Localizada na parte central da faixa litorânea do estado de Alagoas, inserida na mesorregião do leste alagoano e microrregião de Maceió, o município de Coqueiro Seco estende-se por uma área de aproximadamente 40,4 km², o que corresponde a 0.145 % do Estado, 0.0026 % da Região e 0.0005 % de todo o território brasileiro. Limita-se: ao norte com o município de Santa Luzia do Norte; a oeste e sul com Marechal Deodoro; e a leste com Maceió e Lagoa Mundaú, que dá acesso ao Oceano Atlântico através de um complexo de ilhas na sua foz junto ao Pontal da Barra. O riacho do Remédio faz o limite entre os municípios de Coqueiro Seco e Marechal Deodoro, sendo do lado coqueirense o povoado Cadóz e do lado de Marechal Deodoro o povoado de Santa Rita.

Economia[editar | editar código-fonte]

O setor primário da economia encontra-se apoiado na monocultura da cana-de-açúcar e ocupa quase toda área rural do município. A agricultura é basicamente de subsistência, cuja sua participação na produção, área colhida e economia não é considerada representativa no contexto do estado. A pecuária se sobressai em relação à agricultura, mas sem muito impacto na Região Metropolitana de Maceió. Nas margens da lagoa há a piscicultura e a extração do sururu; além de, em algumas áreas isoladas dos tabuleiros e das encostas, destacar-se o coqueiral, produzindo para a indústria alimentícia, e algumas culturas de pomar como o cajueiro, a mangueira e a jaqueira, doravante denominadas de frutíferas, para consumo local.

Nas proximidades do povoado Cadóz encontra-se o Pólo Cloroquímico de Marechal Deodoro com suas indústrias de refino de polietileno, bem como a proximidade de Maceió são dois atrativos para a mão-de-obra local. O acesso ao município se dá pela estrada AL-101 (Sul) e BR 316.

Educação[editar | editar código-fonte]

Há 2.000 vagas nas redes estadual e municipal para os ensinos infantil, fundamental e médio através de creches e escolas. O acesso aos ensinos técnico e superior é em Maceió através de instituições como o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Alagoas:IFAL, a Universidade Federal de Alagoas:UFAL e diversas faculdades e universidades particulares. O município encontra-se amparado por diversas iniciativas dos governos federal, estadual e municipal para erradicação do trabalho de crianças e do analfabetismo: Programa de Erradicação do Trabalho Infantil - PETI, Bolsa Família etc.

Saúde[editar | editar código-fonte]

Há dois postos de atendimento básico na sede do município, além de um posto de atendimento no povoado Cadoz. Os atendimentos de emergência são encaminhados para a Unidade de Emergência Armando Lages na capital alagoana.

Segurança pública e lazer[editar | editar código-fonte]

Segurança pública[editar | editar código-fonte]

A sede municipal possui uma delegacia e posto policial no bairro do Centro, com policiais civis e da PMAL.

Lazer[editar | editar código-fonte]

Há bares na orla lagunar, onde se pode desfrutar da brisa da lagoa e da visão de parte da capital alagoana; além do tradicional campo de futebol do time Z-3 (homenagem à colônia de pescadores), dos campos dos bairros e do riacho do Remédio, local de águas claras e cercado da Mata Atlântica.

Suas atividades turísticas vêm se desenvolvendo a cada ano, já podendo ser encontrado em roteiros turísticos o admirável passeio de lancha ou de canoa pela Lagoa Mundaú e pelos canais de acesso a Lagoa Manguaba e o Pontal da Barra, local de encontro entre as lagoas e o mar.

Além de todo o atrativo natural, a cidade conta também com uma grande festa, da Padroeira Nossa Senhora Mãe dos Homens, realizada todos os anos no mês de Janeiro, do tradicional encontro futebolístico entre os times do Z-3 e Volta Redonda, entre esses e alguns times da capital como o CSA, CRB e Corinthians Alagoano nas tardes de domingos; sem esquecer sobretudo da população hospitaleira, que está sempre pronta a receber seus visitantes de braços abertos e os fazerem sentir-se em casa.

Patrimônio histórico e cultural[editar | editar código-fonte]

Igreja de Nossa Senhora Mãe dos Homens[editar | editar código-fonte]

A igreja de Coqueiro Seco, sob a invocação de Nossa Senhora Mãe dos Homens, foi fundada pelo Pe. Bernardo José Cabral (†1814), com licença do bispo de Pernambuco D. Diogo de Jesus Jardim (2 de setembro de 1790). Em 2 de março de 1791 obteve o pároco da então freguesia autorização para benzê-la e nela celebrar missas. Em 21 de julho desse ano, deu-se a concessão de quarenta dias de indulgência a todas as pessoas que, em presença da imagem da santa, rezassem uma Salve-Rainha; e assim foram iniciados os trabalhos clericais.

Em 4 de setembro de 1805, o Núncio Apostólico, em Lisboa, concedeu cem dias de indulgência para quem rezasse na capela e outros cem dias para quem rezasse sob a imagem de Bom Jesus dos Remédios um Padre Nosso, uma Ave Maria e um Gloria Patri pelo Papa, pela exaltação da Igreja e pelo bem espiritual e temporal da Rainha D. Maria I e do Príncipe Regente D. João. A capela, filial da freguesia de Santa Luzia do Norte, ficou conhecida pelas suas imagens, sobretudo pelo presépio da Divina Pastora. O fundador da igreja soube incentivar a formação de um grupo de diaconisas sujeitas a votos de pureza; mesmo após a extinção da instituição, essas religiosas levaram à frente a tarefa de manutenção do decoro do culto e promoção de brilhantes festividades.

Há relatos históricos da passagem do Imperador D. Pedro II entre o final de 1859 e início de 1860, na sua viagem pelas províncias do nordeste, por Maceió e comunidades circunvizinhas. Dentre os locais visitados por D. Pedro II está a freguesia de Coqueiro Seco e a sua igreja de belos azulejos portugueses e objetos de Relíquia Sacra.

O N° 5 da Revista do Instituto Archeologico e Geographico Alagoano (1874) publicou artigo de Nicodemos de Souza Moreira Jobim (1869) sobre a igreja do Coqueiro Seco com notícia a respeito da música de sua principal festa:

"D'entre as festas que religiosamente fazem as pessoas dedicadas ao culto sobresahe a da Pureza, especial padroeira das donzellas, cantada em côro por mais de vinte e por música propria. As pessoas que assistem a essa simples devoção trina na última dominga de junho jamais se esquecem dos effeitos que produzem nos corações dos fieis tão piedosos, quão maravilhosos cantos. Por essa veneração se conserva um cirio aceso em todos os actos divinos, posto em grande castiçal na cappela-mor sobre alcatifas." (pág. 112)

A festa de Nossa Senhora Mãe dos Homens permanece ainda hoje sendo uma das mais significativas festas religiosas de Alagoas. Na procissão dessa festa atua hoje a banda de música da Sociedade Musical Professor Francisco de Carvalho Pedrosa e tem por ápice os tradicionais fogos pirotécnicos na lagoa e na fachada da igreja sob a forma de cascata reluzente.

Santuário de Nossa Senhora dos Remédios[editar | editar código-fonte]

A Igreja de Nossa Senhora dos Remédios é uma relíquia dos idos dos anos 1850, construída em plena Mata Atlântica, próximo às margens da Lagoa Mundaú e do riacho do Remédio, no povoado do Cadóz.

Trata-se de uma Relíquia Sacra, uma obra ímpar que, pelo seu valor histórico, religioso, arquitetônico e, especialmente, pela grandiosidade da massa humana que cultua a fé há mais de cento e cinquenta anos, não podia desaparecer e, para tentar reverter o quadro de que se encontrava praticamente destruída pela ação da intempérie, dos cupins e dos morcegos o Instituto Arnon de Mello coordenou a restauração integral da igreja em 2005.

Toda a sua estrutura estava danificada, sem que houvesse a menor manifestação dos poderes públicos para evitar a extinção total daquela Igreja consagrada como Milagrosa.

Restauração pelo Instituto Arnon de Mello[editar | editar código-fonte]

Foi um trabalho hercúleo; conforme relatado no site ou sítio do IAM. Durante quatro meses de trabalhos intensos, marcando os dias com 12 (doze) horas úteis, Engenheiros, Arquitetos e dezenas de operários trabalharam cuidadosamente, especialmente no aproveitamento de toda a estrutura original. Dezenas de metros cúbicos de pedras decorativas instaladas. Feito um monumental muro de arrimo para proteger uma grande barreira lateral, bem como a construção de balaustrada decorativa com mais de 300 metros de extensão e escadaria de concreto com mais de 130 metros.

Os dois altares que ainda existiam se encontravam totalmente apodrecidos (um terceiro havia sido incendiado) foram desmontados, peça por peça, e levados para São Paulo, entregues ao renomado restaurador Roberto Mitsuchi que realizou um magnífico trabalho, devolvendo as peças (agora os três Altares originais), magnificamente restaurados.

Os trabalhos que haviam iniciado no final do mês de março de 2005 foram totalmente concluídos no mês de julho, daquele ano, quando novamente foi inaugurada aquela Igreja, agora, um verdadeiro Santuário, objeto de admiração de todos que ali vão visitar.

Somente conhecendo, in loco, aquela obra magnífica poder-se-á avaliar o valor dos trabalhos coordenados pelo Instituto.

Relativamente a esta Obra, o Instituto Arnon de Mello fez publicar um livro mostrando todo o trabalho realizado, a partir de como se encontrava o Templo anteriormente. É um verdadeiro documentário fotográfico que se encontra arquivado em todos os Órgãos e Entidades que registram a História de Alagoas.

Inauguração[editar | editar código-fonte]

Emoção e fé marcaram a inauguração das obras de reforma do Santuário de Nossa Senhora dos Remédios prestigiada pela comunidade. Familiares de João Duda Calado, proprietário das terras onde fica a igrejinha, o ex-Presidente Fernando Collor, diretor do instituto, e diversas autoridades prestigiaram a celebração de uma missa pelo pároco da comunidade, padre João Carnaúba.

Sociedade Musical Professor Francisco de Carvalho Pedrosa[editar | editar código-fonte]

A Sociedade Musical Professor Francisco de Carvalho Pedrosa é uma associação de mestres e professores destinada ao ensino de música fundada no séc. XX. Dentre diversas composições feitas nessa sociedade musical destacam-se o "Hino da Padroeira Nossa Senhora Mãe dos Homens", composição de um dos mestres dessa banda nos anos sessenta do séc. XX, Manoel Leandro Simplício; o frevo "Dois goles, uma queda" do músico militar Anízio da Silva Pinto, contra-mestre da banda local na década de setenta do séc. XX e outras peças populares como o bolero "Paixão de Homem" (autor desconhecido), entre outras.

Grupos de Pastoril, Reisado, Chegança, Marujada, Guerreiros e Baianas de Coqueiro Seco[editar | editar código-fonte]

O município está repleto de folguedos da cultura de Alagoas como o Pastoril, o Reisado, a Chegança, a Marujada e também a tradição do Guerreiro estão enraizados. Esses folguedos são apresentados nas mais diversas festas ao longo do ano. Em Coqueiro Seco destaca-se a dança das Baianas.

Segundo historiadores, as Baianas vêm de uma variação rural do Maracatu de Pernambuco, no sul do Estado eram chamadas de Samba de Matuto ou Bahianal e têm influências de Pastoril, vide os cordões Azul e Encarnado, acontecendo no Ciclo Natalino, de 25 de Dezembro a 6 de janeiro. Sofrem influência do Coco, nas formas musicais e pelos temas cotidianos que são cantados. A alegria da Música das Baianas é extremamente contagiante, segundo alguns autores o ritmo é chamado Pancada Motor. Elas foram uma forte tradição Alagoana, mas hoje existem apenas poucos grupos no Estado.

O grupo folclórico A Baiana de Coqueiro Seco ficou desativado de 1958 até 2003, mas a memória coletiva é uma arma poderosa e além do repertório tradicional já compõe músicas novas e está conseguindo trazer a participação de alguns jovens. Hoje as Baianas em Alagoas são formados por mulheres da Terceira Idade em sua maioria. Todas as pessoas do grupo além de brincarem a Baiana são também da Chegança Silva Jardim, grupo já registrado no município.

Prêmio Renildo José dos Santos de Direitos Humanos[editar | editar código-fonte]

O Prêmio Renildo José dos Santos de Direitos Humanos foi instituído em março de 2001 pelo Grupo Gay de Alagoas em parceira com o Fórum Permanente Contra a Violência e a Articulação de Jovens de Alagoas com a finalidade de criar um memorial ao ex-vereador Renildo José dos Santos, barbaramente esquartejado e assassinado em 1993 no município de Coqueiro Seco (AL), crime que teve repercussão internacional e forte apelo por justiça junto à comunidade local e entre os grupos de direitos humanos e gay.

O prêmio é uma simbólica homenagem às pessoas que têm contribuído significativamente para instaurar a cidadania no Brasil, comprometendo-se com ideais humanitários de Justiça e Igualdade de direitos e oportunidades para todos, sem discriminação de credo, raça ou opção sexual.

Já foram agraciados o embaixador do Brasil na ONU Luiz Felipe Seixas Correa; o Ministro dos Direitos Humanos Nilmário Miranda; a museóloga Carmém Lúcia Dantas; a novelista Glória Perez; o jornalista Ricardo Mota; o jornalista Bartolomeu Dresch; na categoria defesa da Paz, o Arcebispo de Maceió, Dom Antonio Muniz; na categoria Direitos Humanos e Institucionalidade, o Procurador Geral de Justiça de Alagoas Coaracy Fonseca; na categoria defesa dos direitos econômicos, sociais e culturais, a Central Única dos Trabalhadores – CUT; e na categoria defesa da identidade cultural, a líder dos povos indígenas de Alagoas, a índia Maninha Xucuru Cariri; dentre outras importantes personalidades locais e nacionais que têm se destacado na promoção e defesa dos direitos humanos. (Fonte: Coordenação do Prêmio Renildo)

Agraciados em 2008[editar | editar código-fonte]

Em sua 8ª edição, várias figuras nacionais e locais já foram agraciadas por esta premiação. Em dezembro de 2008 (10 de dezembro de 2008) foi realizado uma seção extraordinária na Assembleia Legislativa de Alagoas onde foram agraciados entidades como a Defensoria Pública de Alagoas, representada pelo Defensor Público Geral, Eduardo Antônio Lopes; além do superintendente da Polícia Federal, José Pinto de Luna; o coordenador do Instituto Silvio Viana, Pedro Guido; o professor do Laboratório de DNA da Ufal, Luiz Antônio da Silva; jornalista e editor da coluna Bivolt, Álvaro Brandão; líder comunitária da favela Sururu de Capote, Vânia Texeira.

Execução do vereador da cidade de Coqueiro Seco[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de março de 1993, em Coqueiro Seco, o vereador Renildo José dos Santos foi seqüestrado de sua casa, torturado e degolado, conforme acusações do Ministério Público de Alagoas. O Ministério Público indiciou pelo crime o então Prefeito da Cidade de Coqueiro Seco (1993-1997) e seu pai, fazendeiro e acusado de mandante no crime, junto com outros quatro acusados.

Durante o período de 1993 ocorreram diversas acusações na imprensa, sobretudo no rádio, por parte do Vereador Renildo de improbidade administrativa do então prefeito da cidade. O Vereador também o acusou de discriminação por ele ser gay, o que ocasionou, após sua morte, a presença do Grupo Gay da Bahia na cidade durante os funerais como forma de protesto contra a homofobia. Ninguém foi condenado pelo crime, com processo sendo julgado na forma da lei.

Travessia de barco na lagoa Mundaú entre Coqueiro Seco e Maceió[editar | editar código-fonte]

Rotina dos moradores de Coqueiro Seco que trabalham em Maceió, a lancha que atravessa a lagoa Mundaú oferece um belo passeio entre a pequena cidade e a capital na margem oposta.

O ponto de partida é um pequeno porto situado numa pracinha na orla da lagoa onde a partir das 5:00h da manhã começa a maratona diária da lancha Sara, que leva e traz o pessoal até às 18:30h.

Todos os dias o barco parte lento navegando entre as canoas de pescadores e as caiçaras. O piloto conduz a embarcação com muita destreza e sem muita preocupação com o tráfego. Aos poucos a paisagem simples da cidade vai ficando para trás, dando lugar ao verde das matas existentes nas margens e à água turva da lagoa. O som constante do motor e o suave deslizar da madeira sobre a água fazem o passageiro se tranqüilizar e curtir a paisagem.

Aos poucos Maceió vai mostrando seus contornos. A viagem de cerca de meia hora termina num pequeno porto que fica na orla do Dique Estrada, próximo ao quiosque da polícia, no bairro da Levada em Maceió.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010 Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Página visitada em 04 de setembro de 2013.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
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