Goiânia

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Município de Goiânia
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"Gyn"
Brasão de Goiânia
Bandeira de Goiânia
Brasão Bandeira
Hino
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Fundação 24 de outubro de 1933
Gentílico goianiense
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Prefeito(a) Iris Rezende (PMDB)
Localização
Localização de Goiânia
16° 40' 44" S 49° 15' 14" O16° 40' 44" S 49° 15' 14" O
Estado Goiás
Mesorregião Centro Goiano
Microrregião Goiânia
Região metropolitana Goiânia
Municípios limítrofes Abadia de Goiás, Aragoiânia, Aparecida de Goiânia, Goianápolis, Goianira, Hidrolândia, Nerópolis, Santo Antônio de Goiás, Senador Canedo e Trindade
Distância até a capital 209 quilômetros
Características geográficas
Área 739,492 km²
População 1.244.645 hab. est. 2007 [1]
Densidade 1.650,3 hab./km²
Altitude 749 metros
Clima tropical semi-úmido
Fuso horário UTC-3
Indicadores
IDH 0,832 elevado PNUD/2000
PIB R$ 13.354.065 mil (BR: 21º) IBGE/2005 [2]
PIB per capita R$ 11.119,00 IBGE/2005 [2]

Goiânia é a capital e maior cidade do estado brasileiro de Goiás. Situa-se no planalto central do Brasil, na Mesorregião do Centro Goiano, Microrregião de Goiânia, a 209 quilômetros a sudoeste da capital federal, Brasília.

Com uma população de cerca de 1,2 milhão de habitantes, [3] o município de Goiânia é o décimo segundo mais populoso do Brasil, cobrindo uma área de 739,5 km². O município sedia a Região Metropolitana de Goiânia, onde vivem pouco mais de 2 milhões de habitantes.

Assim como algumas outras cidades brasileiras, Goiânia desenvolveu-se a partir de um plano urbanístico, tendo sido construída com o propósito de desempenhar a função de centro político e administrativo do estado de Goiás. Foi fundada em 24 de outubro de 1933, absorvendo, em 1937, da cidade de Goiás, a função de capital do estado.

Índice

[editar] História

[editar] Planos de mudança da capital (1753-1930)

Um dos primeiros a lançar a idéia da mudança da capital goiana foi D. Marcos de Noronha, primeiro intendente da capitania de Goiás. Em 1753, ele cogitou transferir a sede administrativa da capitania para a região do município de Pirenópolis. Décadas depois, em 1830, Miguel Lino de Morais, o segundo presidente da província de Goiás, idealizou a transferência da capital para a região de Niquelândia. Em 1863, José Vieira Couto de Magalhães, também presidente da província, advogou a tese de transferir a capital para as margens do rio Araguaia.[4]

[editar] Fundação (1930-1940)

Os planos de transferência da capital goiana permaneceram, contudo, em latência até a nomeação de Pedro Ludovico Teixeira como interventor federal do estado de Goiás após a Revolução de 1930.[5] Por sua decisão, criou-se em 20 de dezembro de 1932 uma comissão encarregada de escolher o local em que seria construída a nova capital. O relatório da comissão apontou um sítio nas proximidades do povoado de Campinas como lugar ideal para a edificação da futura capital.[6] Em 24 de outubro de 1933, lançou-se a pedra fundamental da construção, num gesto simbólico que marcou a fundação da nova cidade. Em 02 de agosto de 1935, criou-se, através do Decreto Estadual n. 327, o Município de Goiânia. A efetiva transferência da capital do estado para Goiânia, todavia, somente foi oficializada em 1937, e a inauguração oficial da cidade somente aconteceria em 1942.

Goiânia:
Evolução Populacional
1940 48.166
1950 53.389
1960 151.013
1970 380.773
1980 717.526
1991 920.836
1996 1.003.477
2000 1.090.737
2007 1.244.645*[1]
Fonte: Barsa Planeta

(*)Estimativa IBGE

Av. Goiás, 1942
Av. Goiás, 1942

O nome da nova capital foi escolhido através de um concurso realizado pelo jornal O Social em outubro de 1933.[7]

O plano piloto de Goiânia foi concebido pelo urbanista Atílio Correia Lima e executado pelos engenheiros Jerônimo e Abelardo Coimbra Bueno. Em conformidade com o mesmo, abriram-se três avenidas principais (Goiás, Araguaia e Tocantins), as quais confluem para a parte mais elevada do terreno do atual centro - onde por sua vez foi erigida a sede do governo estadual. Uma quarta avenida principal (Paranaíba) foi aberta perpendicularmente às três avenidas mencionadas, conectando o Parque Botafogo ao antigo aeroporto (o qual estaria localizado no atual Setor Aeroporto). Em 1936, Armando de Godoy assumiu a direção do projeto, interpondo-lhe modificações significativas. Godoy reelaborou, sobretudo, a parte sul do projeto de Correia Lima, introduzindo nesta área um bairro residencial (o atual Setor Sul), o qual concebeu sob a inspiração do movimento das cidades-jardim, fundado pelo urbanista Ebenezer Howard.

[editar] Expansão urbana (1940-atualidade)

Cartaz publicitário anunciando a venda de lotes em Goiânia, à época da sua construção
Cartaz publicitário anunciando a venda de lotes em Goiânia, à época da sua construção

Boa parte das primeiras edificações de grande porte do centro de Goiânia foi construída no estilo art déco, entre as décadas de 1940 e 1950, e constituem um acervo significativo do ponto de vista da história da arquitetura brasileira.[8] Por esta razão, em 2003, partes do núcleo central de Goiânia - bem como do bairro de Campinas - foram incorporadas oficialmente ao patrimônio histórico e artístico nacional brasileiro.

Desde sua fundação, Goiânia tem sido alvo de um grande crescimento demográfico e de uma significativa expansão urbana. Em 1950, a cidade já superava as expectativas demográficas da época da sua construção, ultrapassando a cifra dos 50.000 habitantes, o que já começou a causar certo desconforto pelo excesso de veículos e pessoas em suas ruas. Com a transferência do Distrito Federal para terras então pertencentes ao Estado de Goiás, a inauguração de Brasília como capital federal e distante apenas 180 km de Goiânia, a explosão demográfica e a expansão urbana que até então vinham ocorrendo foram tão impulsionadas que se tornaram vertiginosas. Em 1980, a população da cidade já era estimada em cerca de 700.000 pessoas. Desde então, no geral, tanto o crescimento demográfico quanto a expansão da área urbana do município de Goiânia se têm feito num ritmo mais lento que outrora. Ainda assim, certas regiões do município, nomeadamente as zonas Noroeste e Sudoeste, apresentaram, entre os anos 1991-2000, taxas de crescimento populacional anual bastante expressivas (9% e 14,5%, respectivamente).[9] O resultado de tais processos vem sendo a periferização do espaço urbano de Goiânia - fenômeno para o qual têm contribuído também os altíssimos índices de crescimento populacional de alguns municípios da região metropolitana.

É de se notar que a qualidade de vida e a urbanização, planejada para a nova capital estadual, foram prejudicadas pelo crescimento demográfico e expansão urbana em razão do que foi citado no parágrafo anterior. Os novos bairros surgidos na periferia de Goiânia jamais desfrutaram dos ideais urbanísticos e da qualidade de vida projetada para seus moradores, da mesma forma que as cidades satélites de Brasília jamais gozaram dos ideais urbanísticos de Oscar Niemeyer e Lúcio Costa.

Como conseqüência do crescimento demográfico e urbano que se tornou descontrolado, tanto devido ao rápido crescimento econômico quanto a outros fatores, dentre eles a transferência da capital federal e a migração da zona rural para a urbana ocorrida em todo o país, o trânsito de Goiânia ficou seriamente prejudicado.

[editar] O acidente radiológico em 1987

Ver artigo principal: Acidente radiológico de Goiânia

Em setembro de 1987, ocorreu em Goiânia o mais grave acidente radiológico do continente americano. Nesta ocasião, contaminaram-se centenas de pessoas com partículas de Césio-137 liberadas de maneira não premeditada quando dois catadores de lixo furtaram um aparelho de radioterapia de um hospital abandonado na área central da cidade.

Skyline de Goiânia, 2006
Skyline de Goiânia, 2006

[editar] Geografia

[editar] Clima

O clima predominante em Goiânia é tropical úmido. A temperatura anual média é de 23°C. A estação chuvosa prolonga-se de outubro a abril, ao passo que o período seco vai de maio a setembro. As temperaturas mais baixas são normalmente registradas entre maio e agosto. A primavera é regularmente a estação mais quente do ano.

A temperatura mais baixa já registrada na cidade foi de 1,2°C; a mais alta, de 39,2°C registrada em 17 de outubro de 2007. A média anual de precipitação é de 1.520 mm.

Temperatura média em Goiânia[10]
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura média °C 23,7 23,6 23,9 23,5 22,1 20,7 20,6 22,9 24,5 24,4 24,0 23,4 23.1
Mínima temperatura média °C 19,7 19,7 19,5 18,5 16,0 13,7 13,2 15,0 18,1 19,5 19,6 19,7 17,7
Máxima temperatura média °C 29,2 29,4 30,1 30,0 29,1 28,8 29,0 31,2 31,9 31,0 29,8 29,0 29.9
Precipitação média mm 270,3 213,3 209,6 120,6 36,4 9,5 6,2 12,7 47,6 170,9 220,0 258,8 1.575,9

[editar] Vegetação

Áreas verdes
Ver artigo principal: Áreas verdes de Goiânia

Mantendo uma taxa de arborização de cerca de 30% do seu território, Goiânia dispõe de um bom número de parques municipais, entre eles, o Parque Flamboyant, o Vaca Brava, o Jardim Zoológico, o Areião e o Bosque dos Buritis.

A vegetação natural predominante em Goiânia é de cerrado e consiste de árvores esparsas, de tronco retorcido, bem como de plantas rasteiras.

[editar] Hidrografia

Do ponto de vista hidrográfico, Goiânia situa-se na Bacia do Rio da Prata, especificamente na micro-bacia hidrográfica formada pelo rio Meia Ponte, o qual é um afluente do rio Paranaíba.

Atravessam a área urbana de Goiânia o rio Meia-Ponte, bem como diversos cursos d'água de menor volume, tais como os córregos Anicuns, Botafogo, Capim-Puba, Cascavel e Macambira.

[editar] Indicadores sócio-econômicos

Goiânia à noite
Goiânia à noite
Av. Anhangüera
Av. Anhangüera
PIB municipal (2005)[11]
R$ 13.354.065.000,00
Composição do PIB (2005)[12]
  • Agropecuária: R$ 6.306.000,00
  • Indústria: R$ 2.104.299.000,00
  • Serviços: R$ 9.253.907.000,00
  • Impostos: 1.989.553.000,00

[editar] Transportes

Goiânia situa-se num importante entroncamento rodoviário brasileiro. A BR-153 corta a periferia da cidade, conectando-a ao norte e ao sul do país. O transporte rodoviário inter-municipal faz-se a partir do Terminal Rodoviário de Goiânia, situado no Centro. Do Aeroporto Santa Genoveva também partem vôos regulares para diversas cidades brasileiras.

Goiânia dispõe de algumas vias de circulação rápida, mas o trânsito de veículos é congestionado na zona central, no horário de pico. O sistema de transporte público urbano é gerido em conjunto com as prefeituras das demais cidades da região metropolitana e com o governo estadual, restringindo-se a linhas de ônibus urbanos e semi-urbanos.

No geral, o transporte público é bastante deficitário, tendo experimentando graves crises nos últimos anos. Umas das opções aventadas para a resolução do problema é construção de um ramal metroferroviário - para o qual já se encontra preparado um projeto, cuja data de implantação permanece, contudo, indefinida.

[editar] Educação, cultura e lazer

Centro Cultural Oscar Niemeyer
Centro Cultural Oscar Niemeyer
Parque Vacabrava, Setor Bueno
Parque Vacabrava, Setor Bueno
Vista do Jardim Zoológico
Vista do Jardim Zoológico

[editar] Bibliotecas públicas

[editar] Centros culturais, cinemas e teatros

[editar] Feiras

  • Feira Cora Coralina
  • Feira do Entardecer
  • Feira Hippie
  • Feira da Lua
  • Feira do Sol

[editar] Museus

[editar] Eventos Importantes

[editar] Desporto

[editar] Arenas

[editar] Equipes

[editar] Relações internacionais

Antiga estação ferroviária de Goiânia
Antiga estação ferroviária de Goiânia

[editar] Cidades geminadas

[editar] Consulados

[editar] Goianienses ilustres

[editar] Curiosidades

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Referências

  1. 1,0 1,1 IBGE – Estimativas / Contagem da População 2007 14 de Novembro de 2007
  2. 2,0 2,1 IBGE – Produto Interno Bruto dos Municípios 2002-2005 19 de Dezembro de 2007
  3. Estimativas / Contagem de 2007PDF. IBGE.
  4. SILVA, Antônio Moreira da. Dossiê de Goiás - Enciclopédia. Goiânia: Master Publicidade, 2001, p. 192.
  5. CHAUL, Nasr. A construção de Goiânia e a transferência da capital. 2. ed. Goiânia: Ed. UFG, 1999, 170p. ISBN 8572741461.
  6. SILVA, Antônio Moreira da. Op. cit., 2001, p. 192.
  7. Idem, p. 192.
  8. UNES, Wolney. Identidade art déco de Goiânia. São Paulo: Ateliê Editorial; Goiânia: Ed. UFG, 2001, 200 p. ilus. ISBN 85-7480-090-2.
  9. RODRIGUES; Jociano Martins. "Dinâmica populacional de Goiânia: o crescimento das regiões na década de 1990"
  10. Instituto Nacional de Meteorologia. Climatologia
  11. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Banco de Dados: Cidades
  12. Idem

[editar] Ver também

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[editar] Ligações externas

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