Alvorada (Rio Grande do Sul)

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Município de Alvorada
"Capital da Solidariedade"
Alvorada

Alvorada
Bandeira de Alvorada
Brasão de Alvorada
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 17 de setembro
Fundação 17 de setembro de 1965
Gentílico alvoradense
Prefeito(a) Serginho (PT)
(2013–2016)
Localização
Localização de Alvorada
Localização de Alvorada no Rio Grande do Sul
Alvorada está localizado em: Brasil
Alvorada
Localização de Alvorada no Brasil
29° 59' 24" S 51° 05' 02" O29° 59' 24" S 51° 05' 02" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Microrregião Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Região metropolitana Porto Alegre
Municípios limítrofes Cachoeirinha, Gravataí, Porto Alegre e Viamão
Distância até a capital 21 km
Características geográficas
Área 70,811 km² (BR: 5371º)[2]
População 195 718 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 2 763,95 hab./km²
Altitude 17 m
Clima subtropical Cfa
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,768 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 1 087 998,073 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 5 149,65 IBGE/2008[5]
Página oficial

Alvorada é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Pertence à mesorregião Metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Porto Alegre e foi fundado em 17 de setembro de 1965.

História[editar | editar código-fonte]

O município, antes 3° Distrito de Viamão, chamado de Passo do Feijó, emancipou-se no dia 17 de setembro de 1965, conforme a lei estadual nº 5026, e o nome de Alvorada, acredita-se que seja uma referência ao seu povo constituído em sua maioria por trabalhadores que acordavam nas primeiras horas da manhã para trabalhar na capital do Rio Grande do Sul (Porto Alegre). Entre as primeiras sesmarias concedidas do Sul, estão as de Cristóvão Pereira de Abreu, concedida em 23 de junho de 1775. Mais tarde esta mesma sesmaria foi entregue a João Batista Feijó, em 5 de maio de 1776, conforme dados do IBGE. Seria este o marco inicial da origem do povoamento da cidade de Alvorada.

O povoamento se dá pelas famílias vindas de Laguna, que se estabeleceram em Viamão. Com o passar do tempo, após o conhecimento da região, começaram também a ocupar áreas vizinhas. Nas propriedades existiam tambos de leite. A grande maioria eram dedicadas a produção de leite e hortifrutigranjeiros, que não eram muito variados. Serviam ao comércio, a economia de subsistência e alimentação dos animais. Os principais produtos cultivados eram: melão, melancia, aipim, mandioca, batata-doce, e outros. O meio utilizado como transporte das mercadorias eram as carretas. As carretas já circulavam pelo Estado no tempo dos Padres Jesuítas. Em 1737, o Brigadeiro José da Silva Paes, trouxe ferreiros, carpinteiros e madeira para fabricar carretas. Era o único veículo que poderia atravessar as campinas da fronteira do planalto. Oriundos da beira da Lagoa dos Barros e de outras localidades, vinham carroções de quatro rodas puxados por parilhas de cavalos, que traziam melado, rapadura e carvão.

Com o aumento da população e a afluência de carreteiros na região, surgiram as primeiras casas de comércio. Eram armazéns estabelecidos ao longo da estrada. Constituíam-se de prédios de madeira com chão batido, ali vendia-se o fumo, a cachaça, o arroz e miudezas, transformando-se em ponto de parada obrigatória para os carreteiros. Dentre estas casas, as mais importantes eram: o armazém do Sr. Anibal e os armazéns dos Srs. Lothario e Frederico Dihl. As embarcações vinham de vários lugares pelo Rio Gravataí, muitas paravam no Passo das Canoas, devido a dificuldade de acesso por via fluvial a Porto Alegre e redondezas, surgindo então a necessidade de uma estrada que facilitasse um deslocamento mais eficaz. Com a construção da estrada que liga Gravataí a Cachoeirinha e Porto Alegre, o Passo das Canoas foi desativado.

O início da educação deu-se através da contratação de professores, que as famílias de maior poder aquisitivo efetuavam. Eram contratados professores de Gravataí e Porto Alegre. A professora vinha dar aula para os filhos dos proprietários das fazendas. Ela fixava residência na fazenda que a contratava. Alguns desses proprietários proporcionavam o ensino não só aos seus filhos, mas também às crianças das redondezas. Com a preferência ao ensino público oficial, em 1886, na Vila de Viamão havia seis aulas públicas. Uma delas localizada no Passo da Figueira. Mais tarde, aproximadamente entre 1908 e 1910, têm-se conhecimento da escola de Augusta Agripina dos Santos, natural de Porto Alegre e professora estadual. Esta escola era aberta a comunidade, servindo a alunos de várias localidades, tais como Passo da Figueira, Passo do Feijó e adjacências. Em 1911, esta escola atendia a trinta e seis alunos, e localizava-se próxima a uma figueira na atual Av. Frederico Dihl.

Os loteamentos iniciaram por volta de 1940, tendo como uma de suas principais causas, o crescimento populacional das cidades vizinhas. Um dos primeiros loteamentos criado na região, foi o da vila Passo do Feijó. O loteamento foi aberto por um russo que dividiu as terras em pequenos terrenos. Em 22 de setembro de 1952, a prefeitura municipal de Viamão institui oficialmente o distrito de Passo do Feijó, apenas um ano antes de seu vizinho Passo do Sabão[6] . Surgiam também no distrito os loteamentos da Vila São Pedro e sucessivamente outros. Com 72,9 km², e área urbana legal de 52 Km2 o município é pequeno, um dos menores do Estado.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Alvorada faz divisa com os municípios de Porto Alegre, Viamão, Gravataí e Cachoeirinha.

Em seu território atravessa a rodovia RS-118.

Está próxima de Porto Alegre cerca de 16 quilômetros.

O crescimento do município deu-se à beira da avenida Presidente Getúlio Vargas, principal via que atravessa o centro da cidade.

A economia é baseada principalmente no comércio e no setor de serviços, além da maioria da população trabalhar no município de Porto Alegre, fazendo com que a cidade seja conhecida também como cidade-dormitório. Porém, o município também tem o seu distrito industrial, situado as margens da rodovia RS-118.

O município é separado de Porto Alegre pelo Arroio Feijó. Esse arroio sempre foi de extrema importância para Alvorada. Era através dele que os moradores mais antigos da cidade retiravam a água para o consumo.

O município possui um hospital público e mais 34 estabelecimentos de saúde (entre públicos e privados).

Na área de ensino existem 46 estabelecimentos de ensino pré-escolar (públicos e privados), 45 de ensino fundamental (públicos e privados), 11 de ensino médio (públicos e privados) e uma de ensino superior (privado).

Filhos ilustres[editar | editar código-fonte]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Brasão[editar | editar código-fonte]

Brasão de Alvorada

O brasão de Alvorada é um dos símbolos de Alvorada, Rio Grande do Sul. Foi instituído pela Lei Municipal nº 208/1977. [7]

Bandeira[editar | editar código-fonte]

Bandeira de Alvorada

A bandeira de Alvorada é um símbolo de Alvorada, município do estado do Rio Grande do Sul, Brasil. É composta por um fundo branco, em menção à paz, sobre o qual é visto o Brasão de Alvorada, ao centro.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O histórico de Viamão. Página visitada em 18/06/2011.
  7. [1]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]