Santo Antônio da Patrulha

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Município de Santo Antônio da Patrulha
"Terra da cachaça, sonho e rapadura"
Igreja Matriz de Santo Antônio da Patrulha

Igreja Matriz de Santo Antônio da Patrulha
Bandeira de Santo Antônio da Patrulha
Brasão de Santo Antônio da Patrulha
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 3 de abril de 1811 (203 anos)
Gentílico patrulhense
Lema Hospitalidade - Justiça - Labor
Prefeito(a) Paulo Roberto Bier (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Santo Antônio da Patrulha
Localização de Santo Antônio da Patrulha no Rio Grande do Sul
Santo Antônio da Patrulha está localizado em: Brasil
Santo Antônio da Patrulha
Localização de Santo Antônio da Patrulha no Brasil
29° 49' 04" S 50° 31' 12" O29° 49' 04" S 50° 31' 12" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008 [1]
Microrregião Osório IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Rolante, Riozinho, Viamão, Capivari do Sul, Osório, Caraá, Taquara e Glorinha
Distância até a capital 73 km
Características geográficas
Área 1 048,904 km² [2]
População 39 679 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 37,83 hab./km²
Altitude 131 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,77 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 461 758,165 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 11 748,97 IBGE/2008[5]
Página oficial

Santo Antônio da Patrulha é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul, pertencente à Região Metropolitana de Porto Alegre.

História[editar | editar código-fonte]

Em 1760 foi elevado a condição de Freguesia para, em 1809 passar a Vila e, em 03 de abril de 1811 foi instalado o Município de Santo Antônio da Patrulha que recebeu essa denominação em função das patrulhas instaladas em seu território objetivando a cobrança de impostos para a Coroa. É, ao lado de Porto Alegre, Rio Pardo e Rio Grande um dos 4 primeiros municípios do Estado.

As origens desse povoado remontam à própria história do Estado. Com a fundação da Colônia de Sacramento em 1680, cresce o interesse dos colonizadores portugueses em povoar e defender o território meridional do Brasil. Por volta de 1736 é aberta por Cristóvão Pereira de Abreu a Estrada dos Tropeiros. Devido ao contrabando de gado que passava por essa estrada, surgiu um "Registro" ou "Guarda", mais tarde chamada patrulha. Essa fiscalizava e cobrava impostos dos rebanhos que passavam por ali e seguiam para Sorocaba e Minas Gerais.

Esse aquartelamento, é responsável por parte do nome do município, que antes se chamava Guarda Velha de Viamão. No início de 1743, se estabelece efetivamente na atual sede do município com "roças e casas", Inácio José de Mendonça e Silva, que servia como soldado nessa "Guarda". Ele e sua esposa, Margarida Exaltação da Cruz são considerados os fundadores do município, pois resolveram construir em suas terras uma Capela onde hoje localiza-se a Pira, na Av. Borges de Medeiros. A Capela levara o nome de Santo Antônio, e, em volta dessa, começa a surgir um povoado.

Em 1760, foi inaugurada a Capela Curada de Santo Antônio da Guarda Velha de Viamão, e no seu entorno passou a organizar-se uma vida administrativa e social. Esse núcleo que atendia todo o Litoral Norte e parte da Serra aos poucos foi crescendo e em 1809 participou da divisão do Estado em quatro municípios.

A presença de casais açorianos em Santo Antônio da Patrulha deu-se por volta de 1760, sendo alguns fugidos de Rio Grande devido a invasão de espanhóis e outros avulsos. Mas só em 1771 que oficialmente o Governador da Capitania recebeu ordens de assentar casais açorianos em Santo Antônio da Patrulha. Recebiam - DATAS - pedaços de terra de tamanho variável. Segundo o Monsenhor Ruben Neis, foram 28 casais que se localizaram entre a sede do povoado (hoje a Vila de Santo Antônio da Patrulha) e as terras da Lagoa dos Barros. Alguns imigrantes abandonaram suas datas buscando terras em outras localidades, enquanto outros ilhéus ou descendentes os sucediam. A partir daí torna-se morfologicamente definido o primeiro núcleo de povoamento, que é hoje um núcleo histórico localizado na Cidade Alta.

Os Campos do Litoral Norte do Rio Grande do Sul favorecem a criação de rebanhos bovinos e eqüinos e, a partir de 1743, são distribuídas as primeiras sesmarias, geralmente à paulistas e lagunistas, nos Campos de Tramandaí, como era referido o Litoral Norte do Rio Grande do Sul na época.[6]

Governantes de Santo Antônio da Patrulha[editar | editar código-fonte]

Veja mais: Anexo:Lista de Governantes de Santo Antônio da Patrulha

Municípios originários de Santo Antônio da Patrulha[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a 29º49'03" de latitude sul e 50º31'11" de longitude oeste, a uma altitude de 131 metros. Sua população estimada em 2006 era de 38.818 habitantes.

Possui uma área de 1069,3 km². É um município que conta com as águas do rio dos Sinos e da lagoa dos Barros.

Limites[editar | editar código-fonte]

Santo Antônio da Patrulha limita-se ao norte com Rolante e Riozinho, ao sul com Viamão e Capivari do Sul, a leste com Osório e Caraá e, a oeste com Taquara e Glorinha.

Ligações com outros municípios[editar | editar código-fonte]

Distante 76 km de Porto Alegre, através da BR-290 e da RS-030, proporcionam ligação com a capital. E através do município de Osório, com o centro do país, pela BR-101. Já pela RS-474 a ligação é com Rolante, Taquara e a serra gaúcha.

Distritos[editar | editar código-fonte]

O território municipal é divido administrativamente em seis distritos:

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O Município de Santo Antônio é dividido por duas bacias hidrográficas. Na área plana, formada na grande planície lacustre, característica do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, encontra-se a bacia do Rio Gravataí, cuja nascente localiza-se no banhado do Chicolomã, sendo alimentada por dois arroios que cortam a área urbana.

Originária no município de Caraá, a bacia do rio dos Sinos corta o município com suas águas sendo utilizadas para agricultura e pecuária.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

É composta de Campos e Matas. Várzeas e Serras fazem parte da paisagem da cidade. Também está localizado dentro do município a Coxilha das Lombas que deu o nome da comunidade de Lombas que em extensão territorial é a maior comunidade do município, fazendo divisas com dois municípios (Capivari do Sul e Viamão) e com outras três comunidades (Barrocadas, Tapumes e Chicolomã). Lombas tem como economia a pecuária e a agricultura familiar. Também ficou marcada em sua história, nos séculos XIX e XX as Tafonas de Mandiocas. A comunidade era grande produtora de farinha de mandioca e seus derivados na época.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima do município é caracterizada por uma temperatura média anual de 20°C, sendo a média das temperaturas máximas de 23,8C, e a média das mínimas de 15,4°C. A temperatura máxima absoluta observada foi de 38,4°C e a mínima de 0°C. Quanto ao regime de chuvas, o mês mais chuvoso é o mês de setembro, sendo abril e maio os meses de menor precipitação.

Composição étnica[editar | editar código-fonte]

Grupos formadores e sua origem:

  • Lusos, brasileiros e negros: predominante no 1º, 2º e 6º distrito
  • Poloneses: predominante no 5º distrito
  • Alemães: predominam no 3º e 4º distrito
  • Italianos: inicialmente vieram para o atual município de Caará

Economia[editar | editar código-fonte]

Existem 1 283 empresas registradas com CGC no município, sendo que destas, 193 estão inscritas como indústria de transformação, com 2 988 empregados registrados, enquanto 595 registros de comércio atacadista ou varejista empregam 908 pessoas.

O setor agropecuário registra 2.939 estabelecimentos ocupando 8.507 pessoas numa área de 79.726 hectares.

A orizicultura é cultivada nas várzeas em escala extensiva e com alta tecnologia, sendo responsável por uma significativa parcela na geração de ICMS. Na região serrana, distribuída em minifúndios, desenvolvem-se outras culturas tais como o feijão, milho, fumo, cana de açúcar e mandioca.

Na pecuária, a criação de bovinos, devido a condições climáticas favoráveis, destaca-se como uma atividade economia importante. Existe, também, o incentivo a criação de ovelhas e galinhas, ainda que esta produção ainda tenha alcançado patamares significativos no município.

A indústria metal-mecânica alicerçou-se no município através da IMAP e da Masal, que provocaram a criação de uma série de outras pequenas indústrias que geram empregam e asseguram uma expressiva fatia da arrecadação de ICMS do município.

Outro setor forte é o setor de alimentício. A produção de produtos naturais como a rapadura e o melado, impulsionaram este importante setor, com a criação de inúmeras empresas e que hoje exportam seus produtos, que são consumidos em todo o Rio Grande do Sul e em várias unidades da Federação.

Também a produção de cachaça alcançou índices positivos, com a qualificação de culturas, métodos e trabalhadores, gerando um produto de alta qualidade e que é apreciado em vários mercados nacionais e internacionais.

Universidade Federal[editar | editar código-fonte]

Instalada em 2004 com curso de Pedagogia pelo módulo EaD, em 2008 a FURG instalou-se definitivamente no município através do Reuni, inaugurando assim o campus onde antes ficava a Escola Municipal Barão do Cahy, oferecendo dois cursos de graduação de Engenharia Agroindustrial.

Em 2010, uma grande área foi doada pelo Governo Municipal para que uma nova sede para a universidade possa ser construída.

No ano de 2013, a FURG recebeu R$10 milhões para ampliação do campus, construção de uma Casa do Estudante, áreas recreativas, laboratórios e oferta de 3 novos cursos: Engenharia da Computação, Engenharia Mecânica e Matemática. [7]

Mídia[editar | editar código-fonte]

Impressa[editar | editar código-fonte]

A cidade tem dois jornais, em formato tabloide.

Rádio[editar | editar código-fonte]

Também são duas as emissoras radiofônicas do município.

Notas

  1. Emancipou-se de Santo Antônio da Patrulha em 1996
  2. Emancipou-se de Santo Antônio da Patrulha em 1857
  3. Emancipou-se de Santo Antônio da Patrulha em 1955
  4. Emancipou-se de Santo Antônio da Patrulha em 1886
  5. Emancipou-se de Santo Antônio da Patrulha em 1850

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. História do Município. Santoantoniodapatrulha.rs.gov.br. Página visitada em 03 abr. 2012.
  7. http://zerohora.clicrbs.com.br/rs/geral/vestibular/noticia/2013/04/furg-investe-r-10-milhoes-no-campus-de-santo-antonio-da-patrulha-4092710.html

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]