Campo Bom

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Município de Campo Bom
"O pequeno gigante do Vale"
Bandeira de Campo Bom
Brasão de Campo Bom
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 31 de janeiro de 1959 (55 anos)
Gentílico campo-bonense
Prefeito(a) Faisal Karam (PMDB)
(2013–2016)
Localização
Localização de Campo Bom
Localização de Campo Bom no Rio Grande do Sul
Campo Bom está localizado em: Brasil
Campo Bom
Localização de Campo Bom no Brasil
29° 40' 44" S 51° 03' 10" O29° 40' 44" S 51° 03' 10" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Metropolitana de Porto Alegre IBGE/2008[1]
Microrregião Porto Alegre IBGE/2008[1]
Região metropolitana Porto Alegre
Municípios limítrofes Sapiranga, Dois Irmãos e Novo Hamburgo
Distância até a capital 57 km
Características geográficas
Área 61,406 km² (BR: 5429º)[2]
População 60 081 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 978,42 hab./km²
Altitude 29 m
Clima Subtropical
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,837 muito alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 1 244 126 000 mil IBGE/2009[5]
PIB per capita R$ 20,530 00 IBGE/2008[5]
Página oficial

Campo Bom é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Pertence à Região Metropolitana de Porto Alegre à Microrregião Porto Alegre e também ao chamado Vale do Rio dos Sinos.

Com apenas 60 km² de área, Campo Bom não possui uma extensão territorial expressiva, mas o potencial empreendedor da cidade é notável. É por isso que o município é conhecido como "O pequeno gigante do Vale". Embora deva seu desenvolvimento ao setor calçadista, a cidade apresenta uma economia diversificada. As indústrias metalúrgica, química e oleira representam variedade produtiva, além da automotiva, que é mais recente. Também é o município onde foi promovida a 1ª feira nacional do calçado (1960), e que deu origem a Fenac, em Novo Hamburgo.

Em 2009 Campo Bom foi a cidade pioneira no Brasil a oferecer serviço gratuito de Internet sem fio para 100% da população, através do W-CampoBom. Em 2010 conquistou o título de terceira melhor cidade do Rio Grande do Sul em desenvolvimento social, a qualidade de vida, a educação e o lazer na cidade são referenciais no estado.

Histórico[editar | editar código-fonte]

A colonização da cidade começou em 1825, com a vinda dos imigrantes alemães. Os lotes foram distribuídos ao longo da Avenida Brasil. Eram de maioria protestantes de denominação luterana. Em 1829 construíram o primeiro templo evangélico do sul do Brasil, provavelmente uma casa de culto em enxaimel, que seria mais tarde substituída pelo prédio até hoje existente (1851)[6] .

Inicialmente, a agricultura de subsistência era a única atividade econômica. Com o empobrecimento rápido do solo, começam a aparecer as atafonas e moinhos, como o Moinho Deuner, situado no bairro Rio Branco e atualmente em ruínas (houve um projeto de transformação deste moinho num museu e espaço cultural nos anos 80, mas foi abortado pelas administrações posteriores). O aparecimento da indústria calçadista, e também das olarias e casas de comércio, foram responsáveis pelo impulsionamento da economia do local.

A vila de Campo Bom foi elevada a distrito de São Leopoldo em 1927. A localidade se desenvolveu e conseguiu a emancipação em 31 de janeiro de 1959.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localizada na encosta inferior do nordeste do estado, na latitude 29º40'44" sul e a na longitude 51º03'10" oeste, Campo Bom está a uma altitude de 29 metros acima do nível do mar. Sua população estimada em 2010 era de 60 081 habitantes.

É um município que conta com as águas do rio dos Sinos e registra as temperaturas mais altas do estado do Rio Grande do Sul no verão, e até mesmo algumas vezes durante o ano.

Está a 56,8 quilômetros do centro da capital Porto Alegre, por via asfáltica.A estação do Metrô mais próxima é a Estação São Leopoldo do Trensurb. Esta liga as cidades do Vale do Sinos à Porto Alegre e está a 25,9 quilômetros do centro de Campo Bom.

Da Estação Rodoviária de Campo Bom é possível seguir direto de ônibus a 70 destinos entre Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.Nos meses do verão também é possível seguir direto para todo litoral norte gaúcho.Campo Bom também tem acesso a dois grande terminais rodoviários com ônibus de meia em meia hora para São Leopoldo e de uma em uma hora para Porto Alegre, onde pode-se seguir viagem para quase todo o país e alguns países vizinhos como Uruguai, Paraguai, Chile e Argentina.

A cidade também está a apenas 53,9 quilômetros do Aeroporto Internacional Salgado Filho, principal aeroporto do Sul do País e entrada dos países do Mercosul.

Campo Bom também está bem próxima das melhores universidades do Rio Grande do Sul e também do Brasil, como a Feevale em Novo Hamburgo, a Unisinos, em São Leopoldo, Ulbra e La Salle em Canoas. E sem contar com as inúmeras opções de estudo na capital, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a PUCRS, a UniRitter, entre outras.

Economia[editar | editar código-fonte]

Inicialmente, a agricultura de subsistência era a única atividade econômica. Com o empobrecimento rápido do solo, começaram a aparecer as atafonas e moinhos, como o Moinho Deuner, situado no bairro Rio Branco e, atualmente, em ruínas. Houve um projeto de transformação deste moinho num museu e espaço cultural nos anos 80, mas foi abortado pelas administrações posteriores.

O aparecimento da indústria calçadista, e também das olarias e casas de comércio, foram responsáveis pelo impulsionamento da economia do local.Na década de 70 impulsionados pela exportação calçadista, o município recebeu vários imigrantes de todo o estado mas principalmente da região Centro Oriental Rio-Grandense e da Região das Minas de Carvão.

Algumas das mais importantes empresas do estado estão situadas em Campo Bom, como a Artecola, Box Print Embalagens e Displays, Caeté Embalagens, FCC, Getnet Tecnologia, Embratec Good Card, Metalgrin, Arezzo S.A, Secullum Sistemas de Ponto e Acesso, Gvd Internacional Trading S/A e Schutz Calçados. (estas últimas atuam no mercado nacional e internacional).

Em Campo Bom também se encontra o Parque Tecnológico do Vale do Sinos, chamado de VALETEC. O Parque Tecnológico do Vale do Sinos tem capacidade para abrigar mais de 120 empresas intensivas em conhecimento, centros de pesquisa, organizações voltadas para o desenvolvimento científico, tecnológico e econômico e prestadores de serviços avançados. Inicialmente, o segmento de Campo Bom conta com uma área de 365 quilômetros quadrados. O seu entorno vem acompanhando o crescimento pela expansão e diversificação das empresas já existentes, pela criação de ambientes de inovação para a instalação de novos negócios e pela criação de novas áreas para a instalação das sedes das empresas atraídas para a região.

Esporte[editar | editar código-fonte]

O time de futebol da cidade, chamado Clube 15 de Novembro, tem destaque regional. O prédio-sede deste clube caracteriza-se pelas influências germânicas. Atualmente, o 15 de Novembro também conta com departamentos de diversos esportes: tênis, tiro, bolão, arqueirismo, handebol e xadrez, além do departamento de Piscinas.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Um dos principais atrativos da cidade é o Largo Irmãos Vetter, que conta com uma torre-mirante e chafarizes com iluminação artística. Ao longo da Avenida Brasil estão distribuídas várias lanchonetes e restaurantes, lugares de encontro dos campo-bonenses.

Foi o primeiro município brasileiro a implantar uma ciclovia.[7] A ciclovia é muito utilizada para prática de corrida e caminhada dos campo bonenses.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A cultura da comunidade está ligada na colonização alemã, o gosto pelo canto, danças e tradições trazidos da pátria longínqua, fez com que nascesse as sociedades Concórdia (Atual XV de Novembro), o Clube recreativo e cultural Oriente e a Sociedade e canto Progresso. Na década de 1970, com o crescimento das indústrias de calçado, houve um grande movimento de migração de outros municípios, trazendo descendentes de outras etnias, perdendo-se um pouco as características da influência alemã.

O apego às tradições gaúchas também se fazem presentes através dos rodeios campeiros realizados pelos CTGs Campo Verde, M'Bororé, Palanques da Tradição e Guapos do Itapuí.

A cidade conta com um teatro e duas salas de cinema com moderna infraestrutura, no Centro de Educação Integrada de Campo Bom (C.E.I), onde também está localizada a estação rodoviária. Uma das salas de cinema leva o nome da atriz Bárbara Paz, que é natural de Campo Bom. No bairro Cohab Sul há ainda uma rua com o nome do pai de Bárbara Paz, a Rua Oripe Paz.

A maioria da população da cidade é formada por descendentes de alemães e italianos, mas existe também uma minoria descendentes de portugueses, espanhóis e poloneses.

Idiomas[editar | editar código-fonte]

Ao lado da língua nacional, o idioma alemão do município é considerado um patrimônio cultural imaterial que é protegido oficialmente pelo IPHAN desde 2008. Mesmo assim, seguindo o padrão regional e nacional de desaparecimento de línguas minoritárias (tanto alóctones como autóctones), espera-se (em 2010) uma extinção completa do falar minoritário germânico na região de Campo Bom.[8]

Religião[editar | editar código-fonte]

Devido à colonização alemã, inicialmente a religião predominante era a Evangélica, mas atualmente, a católica é a predominante. Isto ocorreu com a mescla de etnia e, consequentemente, o aumento da população. O município apresenta como principais segmentos religiosos: Igreja Católica, Igreja Evangélica Trindade (Confissão Luterana do Brasil), Igreja Luterana da Paz, Igreja Evangélica Assembleia de Deus, Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja do Evangelho Quadrangular, Igreja Apostólica Ágape, Ministério Vida e Paz, Igreja Adventista do Sétimo Dia, Salão Reino das Testemunhas de Jeová. O município conta ainda com a Casa Espírita e Seicho-no-ie.

A cidade também conta com a primeira Igreja Evangélica Luterana (IECLB) do sul do Brasil.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Portal Brasil
  7. [1]
  8. [2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • LANG, Guido e KNEWITZ, Andreia. Inventário do Patrimônio Cultural de Campo Bom. Campo Bom: IPHAN, 1996.
  • SPERB, Angela. Campo Bom: Escola e Comunidade contando sua história. Campo Bom: Caeté, 1988.
  • SPERB, Angela. Sal da Terra: 160 anos da comunidade e escola evangélica de Campo Bom. Canoas: Editora La Salle, 1992.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]