Cidade dormitório

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Muitas vezes subúrbios são considerados cidades dormitórios. Na foto, subúrbio de Colorado Springs, Colorado, Estados Unidos da América.

Uma cidade dormitório é uma cidade de caráter principalmente residencial, na qual a maioria dos moradores trabalham em uma cidade próxima, de maior tamanho ou importância econômica. Geralmente, a divisão entre subúrbios e cidades dormitórios é imprecisa devido à conurbação das cidades. Cidades dormitórios costumam estar ligadas por meios de transporte de massa aos locais de trabalho da maioria de seus residentes.

Outros motivos para o surgimento de cidades dormitório podem ser a perda de uma fonte de renda importante na cidade, como uma fábrica, ou uma qualidade de vida melhor, atraindo habitantes ricos de cidades maiores.

[editar] Nos Estados Unidos e na Europa

Cidades dormitório surgiram em vários países do primeiro mundo nos anos 50, com a migração de pessoas do centro das cidades para os subúrbios em busca de qualidade de vida. Esse movimento está também associado com o "baby boom", o crescimento da população dos EUA depois da Segunda Guerra Mundial, levando a construção de novas áreas residenciais para atender a uma crescente demanda.

Nesses países, o estabelecimento de cidades dormitório foi acompanhado pela criação de uma vasta rede de autoestradas e trens de subúrbio para atender às necessidades de transporte do trabalho para o lar.

[editar] Nos países em desenvolvimento

Cidade Tiradentes, distrito do subúrbio de São Paulo. Possui o maior aglomerado de conjuntos habitacionais da América Latina.

Os países em desenvolvimento sofrem, ou sofreram, com o êxodo rural, que é a migração de pessoas do campo para as cidades em busca de emprego e qualidade de vida. Na maioria destes países, a migração exagerada levou ao surgimento de cidades dormitório para abrigar os migrantes. Tais cidades geralmente apresentam sérios problemas de infra-estrutura devido ao rápido crescimento e falta de planejamento, agravados pelo fato da população desses locais possuir uma renda menor do que a da metrópole.

Algumas cidades dormitórios estão tentando contornar essa situação através da criação de empregos: Por exemplo, a cidade brasileira de Duque de Caxias, investe na criação de um pólo industrial gás-químico, porém a maior parte dos funcionários graduados moram no Rio de Janeiro, que é uma cidade vizinha. Como resultado, a cidade possui o 13º maior PIB do país, mas convive com situações de abandono.

Muitas vezes, bairros ou distritos da metrópole também podem ser considerados Cidades dormitório, é o caso de Cidade Tiradentes, que apesar do nome, é um distrito do extremo leste de São Paulo. Conta com o maior aglomerado de conjuntos habitacionais da América Latina, e uma população de mais de 200.000 habitantes, que apesar do comércio da região, muitas vão até o centro da metrópole a trabalho, principalmente em regiões como o centro de São Paulo, Avenida Paulista, Itaim Bibi e Santo Amaro. Além de cidades vizinhas, que através da conurbação entre elas, se tornaram subúrbios de São Paulo como, Ferraz de Vasconcelos, Suzano, Mogi das Cruzes, um importante pólo industrial, Itaquaquecetuba, entre muitas outras.

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