Partido Progressista (Brasil)

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Partido Progressista
Presidente Esperidião Amin
Fundação 4 de abril de 2003
Sede São Paulo, SP
Antecessor Partido Progressista Brasileiro
Deputados Federais
39 / 513
Senadores
5 / 81
Deputados Estaduais
44 / 1 060
Cores Vermelho e Azul.
Site PP Nacional

Partido Progressista, cuja sigla oficial é PP, é um partido político do Brasil. Com 1 416 166 filiados em maio de 2012, é o quarto maior partido do país, atrás apenas do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), Partido dos Trabalhadores (PT) e do PSDB.[1] Suas cores são o vermelho, o branco e o azul e seu símbolo é uma flor estilizada. Seu código eleitoral é o 11.[2]

Sua mais conhecida liderança é o político, engenheiro e empresário paulista Paulo Maluf, concorreu indiretamente à Presidência da República em 1985, pleito, que na ocasião foi vencido por Tancredo Neves, e diretamente em 1989 no qual ficou em 5° lugar, pleito este vencido por Fernando Collor. Maluf conquistou então a Prefeitura de São Paulo em 1992, tendo sido responsável por grandes obras de engenharia e projetos habitacionais, inclusive tendo sido considerado em pesquisa do Datafolha, o melhor prefeito que a cidade já teve. — o PP ainda é o maior partido do Rio Grande do Sul, tendo eleito em 2010 a jornalista política Ana Amélia Lemos como senadora pelo estado, numa coligação entre PP, PSDB e PPS — Em Santa Catarina o partido mostra suas forças principalmente em torno da família Amin, Esperidião Amin foi eleito duas vezes governador e também prefeito da capital, Florianópolis, sua mulher Ângela Amin elegeu-se duas vezes prefeita de Florianópolis e por duas vezes disputou a eleição para governador do estado, tendo perdido ambas, inclusive em 2010 para o democrata Raimundo Colombo.

Outros membros históricos do PP são os economistas Roberto Campos (falecido em 2001 quando ainda estava filiado ao partido), Antônio Delfim Netto (que em 2005 saiu e ingressou no PMDB), e Pratini de Moraes (ainda membro do PP), todos ministros da área econômica do governo federal no período do regime militar, além de Affonso Celso Pastore (que também se desfiliou do PP), presidente do Banco Central do Brasil no governo João Figueiredo. O atual presidente do partido, o senador fluminense Francisco Dornelles, igualmente foi Ministro da Fazenda de Tancredo Neves e Ministro da Indústria e Comércio de Fernando Henrique Cardoso.

Atualmente o PP apoia o governo Dilma Rousseff, tendo seu filiado Aguinaldo Ribeiro como Ministro das Cidades.

História[editar | editar código-fonte]

Arena: o partido do governo militar[editar | editar código-fonte]

As origens do Partido Progressista estão ligadas à ditadura militar (1964–85), quando surgiu a Aliança Renovadora Nacional (Arena) — partido do governo — e, posteriormente, ao processo de redemocratização do Brasil e à eleição de Tancredo Neves e José Sarney, presidente e vice-presidente da República, pelo Colégio Eleitoral em janeiro de 1985.

No momento em que se decidia a sucessão do presidente João Figueiredo (1979-1985), o Partido Democrático Social (PDS), então partido de apoio ao governo, conseguiu impedir, na Câmara dos Deputados, o restabelecimento das eleições diretas, mas não evitou a disputa interna pela candidatura presidencial. O PDS dividiu-se em dois grupos e dois candidatos, o então ministro Mário Andreazza e o ex-governador Paulo Maluf. Com a vitória de Maluf na Convenção, o partido se desagregou. Uma de suas facções fundaria o PFL (Partido da Frente Liberal) e se aliaria ao PMDB para apoiar Tancredo Neves, enquanto a outra seguiria seu caminho até a derrota no Colégio Eleitoral. De partido de governo, o PDS passa ao declínio na oposição, à espera de melhores dias, preservando seus espaços. A fragmentação do quadro partidário brasileiro, contudo, vai aumentando ao sabor das crises políticas pós-Constituinte de 1988. Com a gradual normalização da vida política, após o impeachment de ex-presidente Collor de Mello, começa a nascer o atual Partido Progressista. Em 1993, o PDS funde-se com o Partido Democrata Cristão (criado em 1988) e nasce o Partido Progressista Reformador (PPR).

Partido Progressista Reformador (PPR)[editar | editar código-fonte]

Em convenção nacional datada de 4 de abril de 1993 o PDS se fundiu ao Partido Democrata Cristão (criado em 1985) e deu origem ao Partido Progressista Reformador (PPR). A nova agremiação disputou as eleições de 1994 e viu o senador Esperidião Amin ficar em sexto lugar na disputa pela Presidência da República, elegendo ainda três governadores de estado (Amazonino Mendes no Amazonas, Orleir Cameli no Acre e Siqueira Campos no Tocantins), dois senadores e cinquenta e dois deputados federais. Porém o reagrupamento de forças estaduais de perfil moderado e conservador seguiu adiante com a fusão, em 1995, entre o Partido Progressista Reformador e o primeiro Partido Progressista (PP), criado em 31 de janeiro de 1993 após a fusão de duas outras legendas, união que deu origem ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), desde logo comprometido com o apoio ao Plano Real, ao governo Fernando Henrique Cardoso e à estabilização econômica do Brasil.

Partido Progressista Brasileiro (PPB)[editar | editar código-fonte]

O primeiro embate para o novo partido aconteceu nas eleições municipais de 1996 quando seus candidatos conquistaram 625 prefeituras dentre as quais em Manaus com Alfredo Nascimento, em Palmas com Manoel Odir Rocha e em São Paulo com Celso Pitta, cujo triunfo demonstrou a predominância de Paulo Maluf sobre os rumos do partido. Quatro anos mais tarde o partido triunfaria em Florianópolis com Ângela Amin, a mais vistosa das 618 vitórias do partido. Em 1998 o PPB elegeu Esperidião Amin governador de Santa Catarina e Neudo Campos governador de Roraima obtendo também duas cadeiras no Senado e sessenta assentos na Câmara dos Deputados em 1998, números que refluiriam drasticamente em 2002 quando a legenda perdeu as disputas por cargos majoritários e elegeu apenas quarenta e nove deputados federais.

Partido Progressista (PP)[editar | editar código-fonte]

Findo o governo Cardoso e completado mais um ciclo na vida política do país, a Convenção Nacional do PPB, buscando inspiração nas transformações políticas internacionais, decide, em 4 de abril de 2003, alterar sua denominação para Partido Progressista (PP). Com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, o PP passou a integrar a base de apoio ao novo presidente no Congresso Nacional.

Manifesto do Partido[editar | editar código-fonte]

Segundo consta em seu manifesto, o PP se propõe à construção de uma sociedade livre, democrática, justa, pluralista, solidária e participativa, em que se ressalte o absoluto respeito à dignidade da pessoa humana. Dirige-se ao povo brasileiro, objeto de toda a sua motivação, para afirmar o compromisso de orientar sua ação política e parlamentar na sustentação desses princípios, e mais os seguintes, todos detalhados no programa partidário:

  1. Sistema econômico livre, que favoreça a prática das regras de mercado, mas que tenha como objetivo maior o bem-estar dos brasileiros e a eliminação das desigualdades;
  2. Ação econômica que leve em conta valores sociais como a criação de riquezas para todos, através da geração de empregos, da renda poupança e do funcionamento de efetiva economia social de mercado;
  3. Liberdade de culto religioso, garantia da inviolabilidade, da privacidade, direito ao trabalho digno, ao salário justo, à moradia, à educação, à alimentação, à segurança, como, também, o exercício de uma imprensa livre e responsável e à preservação do meio ambiente.

Eleições 2010[editar | editar código-fonte]

O partido elegeu 44 deputados federais e 4 senadores. Por pouco, não elegeu o governador de Roraima, Neudo Campos. Antes da eleição, tinha dos governadores: Goiás e Amapá. Além desses três Estados, o PP também lançou Celso Russomanno, candidato em São Paulo. Ficou em terceiro lugar.

A executiva nacional do PP declarou apoio à candidatura de Dilma Rousseff à presidência, sem integrar a coligação da ex-Ministra.[3] Em São Paulo, o partido que tem por principal líder Paulo Maluf, se manteve neutro.

As alianças entre os partidos moderados e de tendências pela esquerda acontecem em vários lugares, como na Bahia, onde o PP fez parte da coligação do candidato petista, tendo inclusive indicado o seu vice.[4] Sobre esse tipo de coligações, a ex-prefeita de São Paulo e ex-petista Luísa Erundina declarou, ainda em maio de 2010 , que "Dá uma tristeza, uma agonia ver o PP do Maluf com o PCdoB. Está tudo igual."[5]

No Rio Grande do Sul, o PP junto ao PPS, aliou-se a candidata tucana Yeda Crusius para sua reeleição, tendo em contrapartida, lançado a jornalista política Ana Amélia Lemos que com mais de 3,4 milhões de votos se elegeu senadora, vencendo o ex-governador gaúcho Germano Rigotto (PMDB). No estado, o partido apoiou o candidato tucano a presidência José Serra, assim como no Paraná e em Minas Gerais. [6]

Eleições 2012[editar | editar código-fonte]

Assim como muitos grandes partidos o PP perdeu prefeituras, caiu de 551 em 2008 para 467 em 2012 e saiu das eleições como 5º partido com maior número de prefeituras. Nas capitais, o partido conseguiu eleger os prefeitos de Palmas e Campo Grande. Em São Paulo apoiou Fernando Haddad, do PT

Bancada na Câmara dos Deputados[editar | editar código-fonte]

Composição atual[editar | editar código-fonte]

Deputados AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO
39 1 1 1 0 4 1 0 0 2 1 5 0 1 0 0 2 1 3 2 0 1 0 6 2 0 4 1

Bancada eleita para a legislatura[editar | editar código-fonte]

Legislatura Eleitos  % AC AL AM AP BA CE DF ES GO MA MG MS MT PA PB PE PI PR RJ RN RO RR RS SC SE SP TO Diferença
54ª (2011-2015)
44 8,58 1 1 2 0 4 1 0 0 2 1 5 0 2 0 1 2 1 3 3 0 1 1 6 2 0 4 1 +3
53ª (2007-2011)
41 7,99 1 1 2 0 3 2 0 0 2 0 3 1 2 1 0 1 1 3 2 1 0 1 5 3 0 5 1 -8
52ª (2003-2007)
49 9,55 2 0 0 1 2 1 0 2 3 1 4 0 1 1 1 3 0 4 6 1 0 1 6 4 1 3 1 -11
51ª (1999-2003)
60 11,70 1 0 1 0 1 1 2 1 1 0 7 1 0 1 1 2 0 5 6 1 0 4 5 4 1 12 2

Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.

Ranking da corrupção[editar | editar código-fonte]

Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de bancadas dos parlamentares cassados por corrupção desde os anos 2000. O PP, segundo maior partido do Brasil, ocupa a quarta colocação no ranking, com 26 cassações. [7]

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Desde as eleições de 2002, o PP passou a ter certa independência nas disputas presidenciais, apoiando informalmente candidatos tanto do PT quanto do PSDB.

Ano Candidato a Presidente Candidato(a) a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
1998 Fernando Henrique Cardoso (PSDB) Marco Maciel (PFL) PSDB, PFL, PPB, PTB e PSD 35.936.540 53,06
1994 Esperidião Amin (PPR) Maria Gardênia Gonçalves sem coligação 1.739.894 2,75
1989 Paulo Maluf (PDS) Bonifácio José de Andrada sem coligação 5.986.575 8,28

Referências

  1. PMDB tem maior número de filiados e PT vem em 2º. Jornal da Manhã (7 de maio de 2012). Página visitada em 14 de outubro de 2012.
  2. Erro de citação: Tag <ref> inválida; não foi fornecido texto para as refs chamadas tse01
  3. Site oficial da candidata. Na reta final, mais apoio à candidatura de Dilma. dilma13.com.br. Página visitada em 2/10/2010.
  4. Regina Bochicchio (01/04/2010). Ser ou não ser da chapa de Wagner é só questão de tempo para César. A Tarde. Página visitada em 2/10/2010.
  5. Malu Delgado (15/5/2010). Erundina diz que dá agonia ver PP ao lado do PCdoB. O Estado de São Paulo. Página visitada em 2/10/2010.
  6. Título não preenchido, favor adicionar. Folha.com (22/10/2010). Página visitada em 8/11/2010.
  7. Desde 2000, 623 políticos foram casados. = O Globo. Página visitada em 11 de julho de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]