Blairo Maggi

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Blairo Borges Maggi
Blairo Maggi em 2012
Senador pelo  Mato Grosso
Mandato 1 de fevereiro de 2011
até atualidade
Governador do  Mato Grosso
Mandato 1 de janeiro de 2003
até 31 de março de 2010
Antecessor(a) Rogério Salles
Sucessor(a) Silval Barbosa
Vida
Nascimento 29 de maio de 1956 (58 anos)
São Miguel do Iguaçu, Paraná
 Brasil
Dados pessoais
Partido PPS
PR (atual)

Blairo Borges Maggi (São Miguel do Iguaçu, 29 de maio de 1956) é um agrônomo, empresário e político brasileiro conhecido como o "rei da soja".

Em 2005, quando governador, Maggi foi considerado pelos ambientalistas como um dos maiores promotores do desmatamento e da destruição da Floresta Amazônica.

Em 2008, Maggi criou o programa denominado MT Legal, que visa estimular a regularização e legalização fundiária, além de monitorar as propriedades rurais do seu estado através de imagens de satélite. Todavia, o estado de Mato Grosso não só continua incluído no chamado "Arco do Desmatamento" (a parte da Amazônia Legal que mais perde área florestada) como o ritmo do desmatamento do estado dobrou, entre agosto de 2012 e julho de 2013. Mato Grosso foi o estado que mais desmatou, depois do Pará, respondendo por 621 km² dos 2.007 km² de acréscimo à área devastada, nesse período.[1] Atualmente, é o 2º político mais rico do Brasil segundo a revista Forbes[2] . É também o autor da famosa frase: "Para mim, um aumento de 40% no desmatamento não significa nada; não sinto a menor culpa pelo que estamos fazendo aqui. Estamos falando de uma área maior que a Europa toda e que foi muito pouco explorada. Não há razão para se preocupar."[3] .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filiado ao Partido da República (PR), após desfiliar-se do PPS (Partido Popular Socialista). Foi governador do estado de Mato Grosso, eleito para o mandato 2003-7 e reeleito para o termo 2007-10.

Casado com Terezinha Maggi e tem três filhos: André, Belisa e Ticiane. Em 1973, a família fundou no Paraná a empresa Sementes Maggi, produtora de sementes de soja, cultura que começava a avançar pelo cerrado brasileiro.

Graduado em Agronomia pela Universidade Federal do Paraná, chegou a Mato Grosso, para plantar soja em Itiquira, no sul do estado. O negócio prosperou, dando origem ao atual Grupo Amaggi, um dos maiores produtores e exportadores de soja do Brasil, com negócios em diversas atividades econômicas, incluindo logística de transportes, pecuária e produção de energia elétrica.

Considerado o maior produtor individual de soja do mundo, Blairo Maggi (através do Grupo Amaggi) é responsável por 5% da produção anual do grão brasileiro[1]. Na safra de 2005/2006 perdeu o título para seu primo Eraí Maggi Scheffer, presidente do Grupo Bom Futuro.

Desfiliou-se do Partido Popular Socialista (PPS) por apoiar a reeleição do presidente Lula em 2006 a troco da renegociação de dívidas dos produtores rurais brasileiros com o Banco do Brasil e a prerrogativa de indicar ou vetar nomes para alguns cargos no governo federal, entre outros entendimentos candidamente expostos pelo governador na campanha pela reeleição de Lula. Renunciou ao cargo para poder ser candidato ao Senado Federal[4] .

Foi considerado pela Revista Época um dos 100 brasileiros mais influentes de 2009[5] .

Também em 2009, a Revista Forbes[6] considerou o empresário como 62º entre os 67 líderes mais influentes do mundo. Entre os critérios avaliados pela revista estão o grau de influência sobre outras pessoas, capacidade de liderança, importância econômica e as áreas de atuação que, no caso de Maggi, são política, industrial, na produção de alimentos e na logística de transportes.

Em 27 de fevereiro de 2013, Blairo assumiu a presidência da Comissão de Meio Ambiente, Fiscalização e Controle do Senado Federal, apesar da resistência dos parlamentares ligados ao movimento ambientalista[7] .

Prêmio Motosserra de Ouro[editar | editar código-fonte]

Em 2005, quando governador do estado de Mato Grosso, Maggi foi contemplado com o antiprêmio Motosserra de Ouro - criado pela ONG ambientalista Greenpeace - por sua relevante contribuição ao desmatamento e à destruição da Floresta Amazônica[8] . No entanto, Maggi se recusou a receber o prêmio, que seria entregue pela Mulher Samambaia durante um movimentado evento conduzido pelo Repórter Vesgo[9] [10] [11] .

Quatro anos após, em 2010, o Greenpeace novamente presenteou o governador Maggi - dessa vez, com uma caixa de bombons de cupuaçu[12] , fruto de uma árvore originária da Amazônia brasileira. Maggi foi premiado por implementar o programa MT Legal, criado por ele mesmo em 2008 com a finalidade de promover o licenciamento ambiental e o uso de tecnologias de controle do uso do solo através de imagens de satélite, além de fiscalizar as atividades desenvolvidas nas propriedades rurais, de modo a preservar matas ciliares e nascentes e afinal reduzir o passivo ambiental do seu estado. Até outubro de 2011, segundo informado no site de Blairo Maggi, o programa havia cadastrado 20 milhões de hectares de propriedades - cerca de metade da área de produção agrícola de Mato Grosso[13] .

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Rogério Salles
Governador de Mato Grosso
20032010
Sucedido por
Silval Barbosa