Júlio Campos

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Julio Campos
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Prefeito Várzea Grande Flag.jpg Várzea Grande
Período de governo 1973-1977
Antecessor(a) Ari Campos
Sucessor(a) Gonçalo de Barros
Deputado federal  Mato Grosso
Período de governo 1979-1983
1987-1991
2011-2015
Governador  Mato Grosso
Período de governo 1983-1986
Antecessor(a) Frederico Campos
Sucessor(a) Wilmar Peres de Faria
Senador  Mato Grosso
Período de governo 1991-1999
Vida
Nascimento 11 de dezembro de 1946 (68 anos)
Várzea Grande, MT
Dados pessoais
Esposa Isabel Pinto de Campos
Partido PSD, ARENA, PDS, PFL, DEM
Profissão agrônomo, engenheiro, empresario
linkWP:PPO#Brasil

Júlio José de Campos, mais conhecido como Júlio Campos (Várzea Grande, 11 de dezembro de 1946) é um político, engenheiro e empresário brasileiro. É proprietário da TV Brasil Oeste.[1]

Dados biográficos[editar | editar código-fonte]

Filho de Júlio Domingos de Campos e Amália Curvo de Campos. Iniciou sua carreira política em 1964 ao filiar-se ao PSD e em 1969 formou-se em Agronomia na Universidade Estadual Paulista. Secretário de Viação e Obras Públicas em Várzea Grande foi professor da Universidade Federal de Mato Grosso e chefiou o setor de Colonização e Operações da Companhia de Desenvolvimento de Mato Grosso (CODEMAT). Eleito prefeito de Várzea Grande pela ARENA em 1972 e deputado federal em 1978, migrou para o PDS elegendo-se governador de Mato Grosso em 1982 na primeira disputa direta para o Palácio Paiaguás desde a vitória de Pedro Pedrossian em 1965. Após migrar para o PFL renunciou ao governo e foi eleito sucessivamente deputado federal em 1986 e senador em 1990 ocupando uma cadeira que já pertencera ao seu tio, Sílvio Curvo. Derrotado por Dante de Oliveira ao disputar o governo estadual em 1998, retornou ao meio empresarial até ser eleito deputado federal em 2010.

Atividade empresarial[editar | editar código-fonte]

Durante sua passagem pela prefeitura solicitou ao Governo Federal um segundo canal de televisão em Cuiabá onde existia apenas a TV Centro América, pedido atendido em 1979 com a inauguração da TV Brasil Oeste com a posse de Frederico Campos no governo do estado, sendo que este não possui relação de parentesco com a família Campos. Durante a passagem pelo senado, conseguiu de 1995 a 1996, ter retransmissoras da TV Brasil Oeste, visto como uso político contra partidários do governador Dante de Oliveira, o que gerou polêmica. Alugou a TV Brasil Oeste que passou a exibir a programação da Igreja Mundial do Poder de Deus.

Gafe[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março de 2011, Júlio Campos provocou constrangimentos ao se referir a Joaquim Barbosa, ministro do STF, como "moreno escuro". O deputado depois se explicou, dizendo que não houve maldade em sua declaração, que ele apenas havia esquecido o nome do ministro.[2] [3]

Cassação do mandato[editar | editar código-fonte]

O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) cassou, por quatro votos a um, o mandato do deputado por compra de votos e gasto ilícito de dinheiro público na campanha eleitoral das eleições de 2010. O trecho da representação do Ministério Público Eleitoral (MPE) diz que “antes do período de campanha e ao longo dela, arrecadou e despendeu recursos ao arrepio do ordenamento normativo em vigor, que configuram captação de votos e a prática do chamado ‘caixa dois’”. Ainda conforme o Ministério Público Eleitoral, o filho dele, Júlio Campos Neto, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE), trocou votos por vales-compras e vales-combustíveis. Campos Neto emitia os vales em cartões de apresentação da empresa Empreendimentos Santa Laura, sendo as despesas arcadas por J. D. Campos Neto Treinamento Empresarial.[4]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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