Greenpeace

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Tipo Organização Não Governamental
Fundação Vancouver, na Colômbia Britânica, no Canadá (1971[1] )
Sede Amsterdão, nos Países Baixos
Empregados 150 [2]
Faturamento 360 milhões USD (2005)
Página oficial Greenpeace Brasil
Greenpeace Portugal
Greenpeace Internacional
Protesto do Greenpeace em Brasília, no Brasil

Greenpeace é uma organização não governamental de ambiente com sede em Amsterdã, nos Países Baixos, e com escritórios espalhados em 40 países.[3]

Atua internacionalmente em questões relacionadas à preservação do meio ambiente e desenvolvimento sustentável, com campanhas dedicadas às áreas de florestas (Amazônia no Brasil), clima, nuclear, oceanos, engenharia genética, substâncias tóxicas, transgênicos e energia renovável. A organização busca sensibilizar a opinião pública através de atos, publicidades e outros meios. Sua atuação é baseada nos pilares filosófico-morais da desobediência civil e tem, como princípio básico,[4] a ação direta.

Fundação[editar | editar código-fonte]

Fundado em 1971 no Canadá por imigrantes americanos, tem, atualmente, cerca de três milhões de colaboradores em todo o mundo - quarenta mil no Brasil (Greenpeace Brasil) - que doam quantias mensais que variam de acordo com o país. Entre os primeiros ativistas que ajudaram a fundar a organização na década de 1970, havia pessoas com estilo de vida hippie e membros de comunidades quakers americanas, que migraram para o Canadá por não concordarem com a Guerra do Vietnã.

Entre os nomes mais destacados entre os fundadores da organização, estão os de Robert (Bob) Hunter, falecido em maio de 2005, que foi membro do grupo por toda sua vida; Paul Watson, que saiu em 1977 por divergências com a direção do grupo, fundando, no mesmo ano, a Sea Shepherd Conservation Society, dedicada à proteção dos oceanos e Patrick Moore, que se desligou em 1986, criando, em 1991, a empresa Greenspirit, que presta consultoria ambiental à indústria madeireira, nuclear e de biotecnologia. O Greenpeace recebe, ainda, doações de equipamentos e outros bens materiais, usados geralmente nas campanhas e ações do grupo.

O grupo não aceita recursos de governos, empresas e partidos políticos. Atualmente, esta postura é colocada em dúvida.[5] [6] Entidades como o Activistfacts [7] rastreiam e revelam ao público as fontes de financiamento de ONGA's, como o Greenpeace.[8]

Entretanto, para a organização,[9] sua independência financeira é um valor de maior importância, pois é o que garante sua total liberdade de expressão. Dessa forma, pode assumir riscos e confrontar alvos, tendo compromisso apenas com a sociedade civil. São aceitas doações (em dinheiro ou recursos/equipamentos) apenas de pessoas físicas ao redor do globo, independente do valor.

Origem do nome Greenpeace[editar | editar código-fonte]

O nome da organização veio do acaso. Na ocasião da estreia da organização, para impedir um teste nuclear norte-americano nas Ilhas Aleutas, os ativistas tiveram a ideia de fazer e vender um button para ajudar a arrecadar fundos para a viagem. Ela deveria conter as palavras green (verde) e peace (paz), que constavam em duas bandeiras separadas, hasteadas a bordo da embarcação da organização, até então conhecida como "Comitê Não Faça Onda" (Don't Make a Wave Committee). As palavras haviam sido pensadas para expressar a ideia de pacifismo e defesa do meio ambiente, porém, vistas nas bandeiras, pareciam muito grandes para caber num button. Assim, foram juntadas, nascendo, assim, a expressão greenpeace, que passou a ser o nome adotado pela organização.[10]

Campanhas[editar | editar código-fonte]

As campanhas procuram confrontar e constranger os que promovem agressões ao meio ambiente. Dessa forma, o grupo conseguiu atrair a atenção da sociedade para assuntos urgentes e conquistou, ao longo de sua história, importantes vitórias, como o fim dos testes nucleares no Alasca e no Oceano Pacífico, o fechamento de um centro de testes nucleares americano, a proibição da importação de pele de morsa pela União Europeia, o combate à caça de baleias e a proteção da Antártida contra a mineração. No Brasil, o Greenpeace conseguiu vitórias principalmente na Amazônia, denunciando a extração ilegal de madeira na região.

A instituição mantém, ainda, vigilância sobre a exploração do urânio na cidade baiana de Caetité, tendo veiculado o vazamento do minério e a contaminação da água no município por diversas ocasiões,[11] tendo inclusive levado água caetiteense contaminada por vazamento de urânio até ministros do governo Lula, como Carlos Minc, sem que medidas concretas de proteção tenham sido adotadas.[12]

Em 2012, o grupo tem sido alvo de processo por conta da empresa JBS.[13] [14] [15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas

  1. O nome Greenpeace Foundation foi registado a 4 de Maio de 1972
  2. Work for Greenpeace
  3. Greenpeace International: Greenpeace worldwide
  4. http://archives.cbc.ca/IDD-1-69-867/life_society/greenpeace
  5. Alerta - Greenpeace: seguindo o rastro do dinheiro. Página visitada em 20/12/2010.
  6. Brasilianasorg - Dinheiro do petróleo e da grande mídia financia o Greenpeace. Página visitada em 20/12/2010.
  7. Activistfacts Página visitada em 29/08/2014.
  8. Activistfacts - Greenpeace. Página visitada em 29/08/2014.
  9. http://www.greenpeace.org/brasil/pt/quemsomos/Missao-e-Valores-/
  10. Greenpeace.org/Brasil Organização de envergadura mundial
  11. Greenpeace (9/11/2009). INB esconde vazamento de urânio. Página visitada em 16/10/2010.
  12. Greenpeace (14 dez 2008). Greenpeace entrega água radioativa para ministros em Brasília. Página visitada em 16/10/2010.
  13. JBS diz que vai processar Greenpeace por acusações "falsas"
  14. JBS obtém liminar contra Greenpeace
  15. JBS diz que vai processar Greenpeace por acusações "falsas"

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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