Colúmbia Britânica

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Colúmbia Britânica
British Columbia
Colombie-Britannique
Bandeira Brasão de armas
Lema: Splendor Sine Occasu
(Do latim: Esplendor sem ocaso)
Mapa do Canadá com Colúmbia BritânicaBritish ColumbiaColombie-Britannique destacado
Outras províncias e territórios do Canadá
Capital Victoria
Maior cidade Vancouver
Governador Judith Guichon
Governador Christy Clark (Liberal)
Línguas oficiais Inglês
Área 944 735 km² km² (5º)
 - Terra 925 186 km²
 - Água 19 549 km² (2,1%)
População (2006)
 - População 4 310 452 (3º)
 - Densidade 4,34 hab/km² (7º)
Admissão na Confederação
 - Data 20 de julho de 1871
 - Ordem
Fuso horário UTC-8/-7
Representação parlamentar
 - Membros do Parlamento 36
 - Senadores 6
Abreviações
 - Abreviação postal BC
 - ISO 3166-2 CA-BC
Prefixo Postal V
Website oficial www.gov.bc.ca

A Colúmbia Britânica, também aceite no português europeu a grafia Colômbia Britânica[carece de fontes?] (em inglês: British Columbia; em francês: Colombie-Britannique), é uma das dez províncias do Canadá, parte das Províncias Ocidentais. A Colúmbia Britânica é a terceira maior província do Canadá, tanto em área (desconsiderando os territórios) quanto em população, atrás somente do Ontário (província mais populosa do país) e do Quebec (maior província do país em área). A Colúmbia Britânica, localizada no extremo oeste do Canadá, é a única das treze subdivisões canadenses que é banhada pelo Oceano Pacífico. A província é comumente chamada de B.C., que é a abreviação oficial de British Columbia.

Mais do que 60% da população da Colúmbia Britânica vive no sudoeste da província, nas regiões metropolitanas de Vancouver e de Victoria. Vancouver é a maior cidade da Colúmbia Britânica, e a sua região metropolitana é a terceira mais populosa do Canadá. Já Victoria, localizada na Ilha Vancouver, é a capital da província.

A Colúmbia Britânica é conhecida por suas belezas naturais. Nenhuma outra província canadense possui mais parques e reservas naturais do que a Colúmbia Britânica. Suas praias, montanhas e parques atraem milhões de turistas anualmente. A economia do estado é baseada primariamente no turismo e no transportes - Vancouver é o maior pólo portuário e o segundo maior centro aeroportuário do Canadá, além de ser um importante pólo ferroviário. A indústria madeireira e a agricultura também são fontes de renda primárias da Colúmbia Britânica - a província produz mais de 60% de toda a madeira produzida no país.

Até 1846, a região de toda a Colúmbia Britânica fez parte, juntamente com os actuais Estados americanos de Oregon, Idaho e Washington, do Oregon Country, um território britânico controlado pela Companhia da Baía de Hudson. A expansão americana em direcção ao Oeste fez com que surgissem atritos entre os britânicos e os americanos. Um tratado realizado em 1848 dividiu o Oregon Country, continuando usando o paralelo 49 como fronteira, com o norte do Oregon Country continuando sob controle britânico. Uma excepção foi a Ilha Vancouver, que continuou a ser administrado pelo Reino Unido segundo os termos do tratado, mesmo estando localizada ao sul do paralelo 49. Em 1870, a província foi admitida como a sexta província canadiana.

História[editar | editar código-fonte]

Até 1830[editar | editar código-fonte]

Mais de 30 tribos nativos americanos viviam na região que compreende atualmente a Colúmbia Britânica milhares de anos antes da chegada dos primeiros europeus à região. As tribos mais populosas eram os Athabaskans (que viviam no Norte) e os Salish (que viviam no Sudeste). As tribos Haida, Kwakiutl, Nootka e Tsimishin eram, porém, mais avançadas. Tais tribos construíram enormes esculturas de madeira (totens), esculturadas e pintadas directamente numa árvore de grande porte. Estas tribos viviam primariamente na costa do Pacífico e viviam, principalmente, da pesca.

A região não foi explorada por exploradores europeus até às décadas finais do século XVIII. O primeiro europeu a avistar as terras da actual Colúmbia Britânica foi o espanhol Juan Pérez, em 1774. Peréz estava ao comando de uma força naval espanhola. Porém, eles não desembarcaram. O primeiro europeu a pisar na Colúmbia Britânica foi o inglês James Cook, em 1778, que estabeleceu as primeiras relações amistosas entre os britânicos e os nativos americanos na região. Em alguns anos, fortes relações comerciais entre os britânicos e os nativos locais haviam-se desenvolvido: os britânicos obtinham peles de animais dos nativos americanos, que era vendida na Europa a altos preços.

Porém, os espanhóis reivindicavam a região, não somente por causa da viagem de Peréz como também por causa do Tratado de Tordesilhas, que delimitava que todas as terras a oeste do paralelo longitudinal 46° 37' O eram de propriedade da Espanha. Os espanhóis ficaram alarmados com o crescente comércio britânico na região, e capturaram vários navios britânicos, quase provocando guerra entre ambos os países. A Conveção de Nootka, realizada em 1790, resolveu parcialmente este problema, dando aos britânicos e aos espanhóis o direito de estabelecer postos comerciais e relações comerciais com os nativos americanos na região. Porém, ambos os países ainda continuariam a reivindicar a região em caráter permanente.

Em 1792, o explorador britânico George Vancouver explorou a região Sudoeste da Colúmbia Britânica. Ele foi o primeiro britânico a desembarcar na actual Ilha Vancouver e na região onde é hoje a cidade de Vancouver. Tanto a ilha quanto a cidade são nomeadas em sua homenagem. Outros exploradores europeus exploraram o interior do continente. Em 1808, Simon Fraser, tendo partido de Vancouver, subiu o Rio Fraser, que foi nomeada em homenagem a Simon, também um hábil comerciante.

A Companhia da Baía de Hudson - uma companhia britânica - passou a controlar o comércio de peles da região após 1821, bem como na região que actualmente compõem os Estados americanos de Oregon, Idaho e Washington. Esta região era conhecida como Oregon Country. A expansão populacional e política dos Estados Unidos desde sua independência em 1783 em direcção ao Oeste passou a fazer com que cada vez mais americanos se instalassem na Oregon Country, a partir da década de 1840. Estes americanos não reconheciam a autoridade dos britânicos na região. Crescentes atritos entre os americanos e as autoridades britânicas fizeram com que os americanos instalados em Oregon pedissem ao governo americano ajuda política e militar, bem como o estabelecimento de um governo na área.

1830 - 1900[editar | editar código-fonte]

Imagem do Rio Fraser e do Rio Columbia, bem como da atual fronteira canadense com os Estados Unidos.

Em 1844, James K. Polk tornou-se presidente dos Estados Unidos. Seu partido político, o Partido Democrata, queria dividir o Oregon Country usando o paralelo 54°40' como fronteira entre os Estados Unidos e o território controlado pelos britânicos. Estes queriam usar o paralelo 49°, das Montanhas Rochosas até o Rio Columbia, onde este, que corre em direção ao sudoeste, seria usado como fronteira. Se a proposta britânica tivesse sido aceita, a parte ocidental do atual estado de Washington teria passado ao controle britânico. O presidente Polk sugeriu um meio-termo. O paralelo 49° seria usado como a fronteira definitiva entre os territórios britânicos e os Estados Unidos, desde os Grandes Lagos até o Oceano Pacífico. A Ilha Vancouver continuaria a ser controlada pelos britânicos - mesmo a parte meridional da ilha estando abaixo do paralelo 49°. A proposta de Polk foi aceita, e assinada pelos americanos e pelos britânicos no Tratado de Oregon de 1846.

Em 1843, Victoria foi fundada pela Companhia da Baía de Hudson. A companhia recebeu a responsabilidade de colonizar a Ilha Vancouver em 1849. Assim sendo, James Douglas, um oficial do alto escalão da companhia, foi escolhido para ser o primeiro governador da colônia britânica da Ilha Vancouver. Douglas fez de Victoria a capital da colônia, e ali criou uma Assembléia Legislativa, inaugurada em 1856.

Ainda em 1858, ouro foi descoberto no Rio Fraser. Os britânicos criaram mais uma província colonial, a província de Colúmbia Britânica. Esta não incluía ainda a Ilha Vancouver. A capital desta província colonial era New Westminster, e Douglas foi escolhido como governador da nova colônia. Porém, Douglas também continuou a ser o governador da colônia de Ilha Vancouver.

O ouro atraiu mais de 30 mil pessoas à região. Para atender estas pessoas, a Colúmbia Britânica passou a construir várias estradas conectando cidades com as minas de ouro. Porém, eventualmente, esta corrida do ouro acabou, em torno de 1865. A Colúmbia Britânica estava completamente endividada pela construção, não tendo previsto o fim precoce desta corrida. Em 1866, os britânicos uniram ambas as colônias, que concordaram na união, para dividir com a arcação das dívidas. Colúmbia Britânica passou a ser o nome definitivo desta única e unida província, com a capital em New Westminster até 1868, quando a capital foi mudada definitivamente para Victoria.

Foto da instalação do último trilho da Canadian Pacific Railway.

Porém, a economia da província colonial entrara em uma grande recessão, por causa do fim da corrida do ouro. Muitas pessoas ficaram desempregadas. A dívida do governo da província continuava altíssima. O governo da Colúmbia Britânica passou a considerar uma fusão com os Estados Unidos ou com o Canadá. Em 1871, o governo da Colúmbia Britânica concordou em tornar-se a sexta província do Canadá, com a condição que a última construísse uma ferrovia conectando a isolada província com as províncias do leste canadense. A construção desta ferrovia, a Canadian Pacific Railway, foi inaugurada apenas em 1885, cinco anos após o prazo prometido pelo governo canadense da finalização da ferrovia. Durante este período, o governo da Colúmbia Britânica por várias vezes ameaçou separar-se do Canadá. Com a finalização da ferrovia, Vancouver, o término ocidental, tornou-se o maior pólo econômico do oeste canadense.

1900 - Tempos atuais[editar | editar código-fonte]

Os problemas financeiros da Colúmbia Britânica continuaram ao longo das primeiras décadas do século XX, com a crescente dívida pública da província. Em 1906, todas as províncias canadenses concordaram com uma resolução do governo federal que ajudaria economicamente a Colúmbia Britânica com uma ajuda financeira de um milhão de dólares canadenses. Esta ajuda foi dada ao longo de dez anuidades de 100 mil dólares cada. Enquanto isto, muitos imigrantes provenientes do Extremo Oriente (primariamente China e Japão) instalaram-se na província. Os problemas econômicos da Colúmbia Britânica foram agravados durante a década de 1930, com a Grande Depressão, onde muitos estabelecimentos comerciais e industriais foram fechados, e muitos ficaram desempregados. Muitos destes culpavam os asiáticos, que estariam "roubando empregos", causando grandes atritos entre brancos e asiáticos. Com a Segunda Guerra Mundial, muitos japoneses (mesmo aqueles que nasceram no Canadá) foram forçados a mudarem-se para campos de detenção localizados no interior da província.

A Colúmbia Britânica começou a prosperar economicamente após o início da Segunda Guerra Mundial. Várias ferrovias e rodovias foram construídas durante as décadas que sucederiam a guerra. Em 1951, reservas de petróleo e gás natural foram descobertas. As grandes florestas da Colúmbia Britânica passaram a ter grande valor econômico para a província durante a década de 1960, quando o Estados Unidos passou a importar madeira do Canadá. Em 1964, um acordo foi realizado entre o Canadá e os Estados Unidos sobre a construção de quatro represas no Rio Columbia. Três destas seriam construídas em território canadense, todas na Colúmbia Britânica. A primeira delas foi inaugurada em 1967, e a última delas em 1973.

A partir da década de 1970, o comércio internacional com o Japão passou a tornar-se gradualmente cada vez mais importante na economia da província. Até então, a Colúmbia Britânica dependia economicamente primariamente do Ontário, do Quebec e dos Estados Unidos. Estes laços comerciais estenderam-se posteriormente com a China. Atualmente, o porto de Vancouver é o mais movimentado do país, sendo um importante centro de recepção de produtos importados do Extremo Oriente, e de produtos canadenses exportados para a Ásia.

Vancouver sediou em 1986 a Expo 86, uma feira internacional de telecomunicações e transportes, o que ajudou a promover o turismo na cidade e na província. Em 2000, o governo da Colúmbia Britânica ratificou o Tratado de Nisga, onde o governo provincial cedia à tribo nativo americana Nisga mais de 2 mil quilômetros quadrados de terra no norte da província, bem como substancial ajuda financeira.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Colúmbia Britânica é rica em rios, lagos e montanhas.

A Colúmbia Britânica situa-se no extremo oeste do Canadá, na costa do Oceano Pacífico. É a única subdivisão canadense que é banhada pelo Pacífico. Limita-se com o estado americano de Alasca a noroeste, os territórios canadenses de Yukon e os Territórios do Noroeste ao norte, com a província canadense de Alberta a leste, e com os Estados americanos de Washington, Idaho e Montana ao sul. A fronteira sul da Colúmbia Britânica foi estabelecida pelo Tratado de Oregon de 1846.

O litoral da Colúmbia Britânica possui 25 725 quilômetros de extensão. Isto inclui o litoral formado pelas ilhas oceânicas da Colúmbia Britânica - que respondem por 75% do litoral da província - baías, estuários e qualquer outra região que possui contato com o mar. A hidrografia da Colúmbia Britânica é extensa e variada, com numerosos rios, lagos e cataratas. O rio mais extenso da província é o Rio Fraser, com seus 1 370 quilômetros de comprimento. O rio Fraser está localizado completamente dentro da Colúmbia Britânica. Sua nascente localiza-se nas Montanhas Rochosas. Desemboca no Oceano Pacífico. O delta do rio abriga a região metropolitana de Vancouver. O maior lago natural da Colúmbia Britânica é o Lago Babine, com 647 quilômetros quadrados. Contando-se reservatórios artificiais, o maior lago da província é o Lago Willinston, com seus 1 761 quilômetros quadrados. A queda d' água mais alta da província é o Delta Falls, que possui mais de 400 metros de altura. Florestas cobrem mais de 62% de todo a Colúmbia Britânica, ocupando uma área de mais de 600 mil quilômetros quadrados. A província possui cerca de 15% de todas as florestas do Canadá.

A Colúmbia Britânica pode ser dividida em seis distintas regiões geográficas:

Mapa da Colúmbia Britânica.
  • As Montanhas Insulares (ou Ilhas do Pacífico) são parte de uma cadeia de montanhas marítimas, isto é, que estão localizadas em sua maior parte sob o nível do mar. Na verdade, as Montanhas Insulares não passam de uma extensão das Montanhas Olímpicas. As partes mais altas destas montanhas emergem fora do mar, formando numerosas ilhas. A maior e mais populosa delas é a Ilha Vancouver, com 460 por 98 quilômetros de extensão. Alguns dos picos na Ilha Vancouver possuem mais de 1 500 metros de altura. O arquipélago Haida Gwaii também possuem tamanho considerável.
  • O Delta do Rio Fraser, ou Vale Inferior do Rio Fraser, é a região que corresponde à foz do Rio Fraser e áreas próximas. É facilmente a menor região da província, correspondendo a apenas 2% de toda a área da Colúmbia Britânica. É a região mais densamente habitada da província, onde moram mais da metade de toda a população da Colúmbia Britânica. Caracterizada pelo seu clima ameno o ano inteiro e pelo seu solo muito fértil, a maior parte da agricultura da Colúmbia Britânica é praticada aqui.
  • As Montanhas Costeiras localizam-se ao longo do litoral da Colúmbia Britânica. É caracterizada pela sua alta altitude e por ser pontuada de acidentes geográficos, especialmente próximos ao litoral. Aqui localizam-se as montanhas mais altas da província. A mais alta delas, o Monte Fairweather, possui 4 663 metros de altitude.
  • Os Planaltos do Interior localizam-se imediatamente a leste das Montanhas Costeiras, estendendo-se dos Estados Unidos até o Yukon. É caracterizada pelos seus rios longos e estreitos, cujos vales abastecem alguma agricultura.
  • As Montanhas Orientais localizam-se imediatamente a leste dos Planaltos do Interior, sendo um sistema de três distintas cadeias montanhosas, que são as Montanhas Rochosas, as Montanhas Columbia e as Montanhas Cassiar-Omineca. Este sistema ocupa todo o sudeste, centro-leste e parte do nordeste da Colúmbia Britânica. É caracterizada pelo seu terreno altamente acidentado, pontuado de altas montanhas, e pelo seus vales profundos.
  • As Planícies Transmontanas localizam-se no extremo nordeste da Colúmbia Britânica. É caracterizado por seu terreno plano e pouco acidentado. É a região mais escassamente habitada da província.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima da Colúmbia Britânica varia de região a região. O leste da província, especialmente no nordeste, possui as temperaturas mais baixas da Colúmbia Britânica no inverno, com mínimas entre -50 °C e 0 °C, e máximas de -30ºC e 8 °C. A temperatura média na região é de -23 °C no extremo nordeste, e de -17 °C no centro-leste e no centro-norte. A temperatura média no inverno no interior da Colúmbia Britânica é de -9 °C. Os invernos tendem a ser amenos ao longo do litoral, graças à corrente quente do Oceano Pacífico. Vancouver e Victoria registram mínimas que variam entre -14 °C a 8 °C, e máximas entre -5 °C e 15 °C. A média respectiva das mínimas e máxinas é de 1 °C e 7 °C. A temperatura mais baixa já registrada na Colúmbia Britânica foi de -59 °C, no Rio Smith, em 31 de janeiro de 1947.

No verão, as temperaturas mais altas são registradas no sul da província, especialmente no centro-sul, em torno de Kamloops. As temperaturas ao longo do litoral tendem a ser amenizadas pelo Oceano Pacífico. Vancouver e Victoria registram máximas de até 32 °C e mínimas de até 6 °C. As temperaturas tendem a ser amenas em toda a província no verão, com exceção das regiões de maior altitude, cuja média no verão é de 12 °C ou menos. A temperatura mais alta já registrada na Colúmbia Britânica foi de 44 °C, registrada em 16 e 17 de julho de 1941.

As taxas de precipitação média anual variam bastante de região a região. As Montanhas Costeiras servem como obstáculos naturais às correntes de ar úmido procedente do Oceano Pacífico. Estas correntes condensam-se em maior parte em uma estreita faixa de apenas 20 quilômetros de espessura ao longo do litoral da província. Por causa disso, o litoral no geral possui altas taxas de precipitação média anual, de mais de 250 centímetros - especialmente no outono e no inverno. Vancouver, por caus por exemplo, é conhecida nacionalmente como Rainy City (cidade chuvosa), enquanto que Victoria, localizada no extremo sul da província e não localizada próximo a grandes obstáculos naturais, registra apenas 86 centímetros anuais de precipitação. O clima do litoral é relativamente seco durante o verão, porém. São registrados em média 20 dias de chuva ou neve em Vancouver, no inverno, e apenas 7 dias chuvosos no verão.

A precipitação de chuva é mínima nos Planaltos do Interior, de menos de 70 centímetros anuais, aumentando no sudeste para 150 centímetros. Já a precipitação de neve é rara em toda a Colúmbia Britânica, especialmente ao longo do litoral, ocorrendo com mais frequência no interior, especialmente no nordeste, da província.

Política[editar | editar código-fonte]

Vista do Parlamento provincial da Colúmbia Britânica, em Victoria.

O tenente-governador representa a Rainha Isabel II do Reino Unido como Chefe de Estado da Colúmbia Britânica. O chefe do governo, em prática, e também maior oficial do Poder Executivo da província, é o Premier, governador ou primeiro-ministro em português, a pessoa que lidera o partido político com mais cadeiras na Assembleia Legislativa. O governador da Colúmbia Britânica preside sobre um Conselho Executivo, que é o Gabinete da província. O gabinete é formado por 25 diferentes ministros, como o Ministro da Educação, da Economia, do Trabalho, etc. O gabinete renuncia se perde o suporte da maioria dos membros do poder Legislativo da Colúmbia Britânica.

O Poder Legislativo da Colúmbia Britânica é a Assembleia Legislativa, que é composta por 79 membros. Cada um dos membros da Assembleia é eleito pela população de um dos 79 diferentes distritos eleitorais da província, para mandatos de até quatro anos de duração. Se o Tenente-Governador dissolver a Assembleia antes destes cinco anos, a pedido do governador, todos precisam concorrer às eleições novamente. Não há limite de termos que uma pessoa pode exercer.

A maior corte do Poder Judiciário da Colúmbia Britânica é a Court of Appeal of British Columbia. Esta é composta de um juiz-chefe e de outros 18 juízes. A Suprema Corte da Colúmbia Britânica é a segunda maior corte da província, e é composta por 155 juízes diferentes. Todos os juízes da Court of Appeal e da Suprema Cortesão escolhidos pelo governador da Colúmbia Britânica e aprovados simbolicamente pelo Tenente-Governador. Os juízes, uma vez escolhidos, podem exercer seus ofícios até os 75 anos de idade.

A Colúmbia Britânica possui cerca de 150 áreas incorporadas (cidades - cities ou towns - vilas e distritos municipais). Cada uma é governada por um prefeito, que lidera um Conselho Municipal, todos eleitos pela população da cidade, para mandatos de até 3 anos de duração. Além disso, a Colúmbia Britânica possui também 27 distritos regionais e duas regiões não-incorporadas. Estas regiões são administradas por um conselho, cujos membros são escolhidos diretamente pelo conselho. Os membros dos conselhos exercem seu ofício até que o conselho opte por substituí-lo. Impostos são responsáveis por cerca de 60% de toda a receita do orçamento do governo da Colúmbia Britânica. O restante vem de verbas recebidas do governo federal e de empréstimos.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional da Colúmbia Britânica
Ano Habitantes
1871 36 247
1881 49 459
1891 98 173
1901 178 657
1911 392 480
1921 524 582
1931 694 263
1941 817 861
1951 1 165 210
1961 1 629 082
Ano Habitantes
1966 1 873 674
1971 2 184 621
1976 2 466 608
1981 2 744 467
1986 2 889 207
1991 3 282 061
1996 3 724 500
2001 3 907 738
2006 4 310 452
2007 4 390 994

Segundo o censo nacional canadense de 2006, a população da Colúmbia Britânica era de 4 310 452 habitantes, um crescimento de 10,3%, em relação à população da província em 2001, que foi estimada em 3 907 738 habitantes. Uma estimativa realizada em 2005 estima a população da Colúmbia Britânica em 4 200 200 habitantes, um crescimento de 7,4% em relação à população da província em 2001.

A maior parte da população da Colúmbia Britânica vive no sul da província. Mais de 60% da população da Colúmbia Britânica vive em torno das regiões metropolitanas de Vancouver ou de Victoria. Vancouver, com seus 650 mil habitantes, é a cidade mais populosa da província. Sua região metropolitana possui aproximadamente 2,1 milhões de habitantes. Vancouver, segundo numerosas pesquisas internacionais, possui o melhor padrão de qualidade de vida do Canadá, entre cidades com mais de 250 mil habitantes, bem como o terceiro melhor padrão de qualidade de vida do mundo, atrás somente de Genebra e Zurique, ambos na Suíça. Já Victoria é a capital administrativa da província. Possui 72 mil habitantes, com mais de 335 mil habitantes em sua região metropolitana. Surrey, Richmond, e Burnaby também são grandes cidades, embora façam parte da região metropolitana de Vancouver. Outras cidades importantes são Kamloops, Kelowna e Prince George.

Cerca de 75% da população da província nasceu no Canadá. O restante são pessoas que imigraram para o Canadá e instalaram-se na província. A Colúmbia Britânica possui uma das taxas de imigração mais altas de todo o Canadá. Isto é uma característica típica da província desde a década de 1870, quando os primeiros chineses, italianos e alemães foram contratados como mão-de-obra barata para a construção da Canadian Pacific Railway. Após a inauguração da ferrovia, japoneses também começaram a instalarem-se na província.

Porém, as relações entre os brancos e os asiáticos não foram amistosas de início. Asiáticos eram amplamente discriminados na província, e a crescente imigração asiática levou a província a pedir ao governo nacional leis que impedissem a imigração de chineses e asiáticos ao país. Estas leis foram aprovadas na década de 1920, para serem eliminadas apenas na década de 1960.

A província recebeu grandes números de ingleses, escoceses e irlandeses durante a primeira metade do século XX, especialmente nos anos que sucederam as guerras mundiais. A imigração alemã e americana foi forte durante no final do século XIX e após o fim da Segunda Guerra Mundial. Grandes números de franceses, poloneses e neerlandeses instalaram-se na província após o fim da Segunda Guerra Mundial, e italianos instalaram-se na província durante a década de 1960.

Atualmente, a Colúmbia Britânica possui a segunda taxa de imigração mais alta do Canadá. Perde apenas para Ontário. Os imigrantes que instalam-se na província são em sua maioria chineses e indianos. A região metropolitana de Vancouver atrai mais imigrantes do que qualquer área urbana canadense com exceção de Toronto e região.

Os maiores grupos étnicos da província são, organizados em ordem decrescente, ingleses, escoceses, irlandeses, chineses, alemães, italianos, franceses, poloneses e neerlandeses. Cerca de 170 mil nativos americanos vivem na província.

Principais cidades[editar | editar código-fonte]

Posição Cidade População
Vancouver 545 645
Surrey 347 825
Burnaby 194 000
Richmond 164 350
Abbotsford 116 000
Coquitlam 112 890
Saanich 103 654
Delta 96 950
Kelowna 96 288
10º Langley 87 000
11º Nanaimo 83 810
12º Victoria 74 125

Economia[editar | editar código-fonte]

O produto interno bruto da Colúmbia Britânica é de mais de 120 bilhões de dólares canadenses por ano (3º no país). A economia da província em geral é baseada primariamente na agricultura, pecuária, mineração e na indústria madeireira, enquanto que na região metropolitana de Vancouver (e a menor grau também em Victoria) as principais fontes de renda são o comércio a varejo e atacado, o turismo e transportes. A taxa de desemprego da Colúmbia Britânica é de 4,5%, a menor nos últimos 30 anos na história da província.

O setor primário responde por 5% do PIB da Colúmbia Britânica. A agricultura e a pecuária respondem juntas por 1% do PIB da província, e empregam aproximadamente 29 500 pessoas. A Colúmbia Britânica possui cerca de 22 mil fazendas que cobrem 3% da província. Os principais produtos produzidos pela indústria agropecuária da província são flores ornamentais, ovos, uvas, trigo, soja e carne e leite bovino. A silvicultura responde por 2% do PIB da província, empregando cerca de 18 mil pessoas. A Colúmbia Britânica é a maior produtora de madeira do Canadá, respondendo por três quintos da produção nacional. É também a maior exportadora de madeira e derivados para o Estados Unidos. A pesca responde por cerca de 2% do PIB da província, empregando cerca de 12 mil pessoas. O valor anual da pesca coletada na Colúmbia Britânica é de cerca de 600 milhões de dólares canadenses.

O setor secundário responde por 22% do PIB da Colúmbia Britânica. O valor total dos produtos fabricados na província em 2003 foi de 15 bilhões de dólares canadenses. A indústria de manufatura responde por 12% do PIB da Colúmbia Britânica e emprega aproximadamente 206 mil pessoas. Os principais produtos fabricados na província são produtos de madeira, papel, alimentos industrializados e produtos eletrônicos. A indústria de construção responde por 5% do PIB da província e emprega cerca de 112 500 pessoas. A mineração responde por 3% do PIB da província e emprega aproximadamente 26 mil pessoas. A Colúmbia Britânica possui reservas consideráveis de carvão, cobre, chumbo, molibdênio, prata, gás natural, petróleo, ouro e zinco, que são os principais recursos naturais minerados ou extraídos na província.

O setor terciário responde por 73% do PIB da Colúmbia Britânica. Serviços comunitários e pessoais respondem por 25% do PIB da província e emprega cerca de 812 mil pessoas. Serviços financeiros e imobiliários empregam aproximadamente 122 mil pessoas e responde por mais de 22% do PIB da Colúmbia Britânica. O comércio por atacado e varejo responde por 11% do PIB da província e emprega aproximadamente 305 mil pessoas. Transportes e telecomunicações respondem por 10% do PIB da Colúmbia Britânica e empregam mais de 215 mil pessoas, e serviços governamentais respondem por 5% do PIB da província, empregando aproximadamente 90 mil pessoas. Utilidades públicas respondem por 2% do PIB da província e emprega aproximadamente 11,3 mil pessoas. 90% da eletricidade gerada na Colúmbia Britânica é produzida em usinas hidrelétricas. Os 10% restantes são produzidas primariamente em usinas termelétricas a carvão, a gás natural ou a madeira.

Educação[editar | editar código-fonte]

A primeira escola inaugurada no que é hoje a Colúmbia Britânica foi inaugurada em 1849 pela Companhia da Baía de Hudson. A companhia havia construído a escola para o ensino das crianças de seus funcionários. Em 1872, um ato provincial estabeleceu a criação de um sistema de educação pública. Atualmente, é o Ministério da Educação da Colúmbia Britânica o responsável por ditar regras e padrões das escolas da província. Cada cidade (ou distrito regional, quando as cidades e/ou vilas dentro do distrito são incapazes de fornecer este serviço devido à baixa população estudantil) é servida por um distrito escolar. Cada distrito escolar é governada por um conselho, cujos membros são escolhidos, dependendo da cidade, pelos eleitores, pelos municípios ou mesmo diretamente pelo governo provincial. Atendimento escolar é compulsório para todas as crianças e adolescentes com mais de seis anos de idade, até a conclusão do segundo grau ou até os vinte anos de idade.

Em 1999, as escolas públicas da província atenderam cerca de 616,6 mil estudantes, empregando aproximadamente 30,3 mil professores. Escolas privadas atenderam cerca de 59,3 mil estudantes, empregando aproximadamente 3,6 mil professores. O sistema de escolas públicas da província consumiu cerca de 4,899 bilhões de dólares canadenses, e o gasto das escolas públicas por estudante é de aproximadamente 7,2 mil dólares canadenses.

A maioria das cidades possui ao menos uma biblioteca pública. Muitas instituições de ensino superior da Colúmbia Britânica também possuem grandes bibliotecas acadêmicas cujo acesso é livre para o público em geral. A província possui sete universidades e dezenas de faculdades. A maioria das universidades da Colúmbia Britânica é administrada pela província, enquanto a grande maioria das faculdades é privada.

Transportes e telecomunicações[editar | editar código-fonte]

A geografia da Colúmbia Britânica, pontuada por obstáculos naturais, fez o desenvolvimento de diferentes sistemas de transportes difícil ao longo da história da província. As grandes cadeias de montanhas presentes na Colúmbia Britânica tornaram extremamente difícil e cara a construção de rodovias e ferrovias. Em 1995, a província possuía cerca de 65 728 quilômetros de vias públicas em geral, das quais mais da metade eram pavimentadas.

A primeira ferrovia transcontinental do Canadá, a Canadian Pacific Railway, foi inaugurada em 1885 na província. O primeiro trem viajando em uma viagem transcontinental chegou em Vancouver em 1887. Atualmente, a Colúmbia Britânica possui cerca de 6,8 mil quilômetros de ferrovias. Vancouver é um grande pólo ferroviário, trazendo produtos de diversas partes do oeste canadense para o porto da cidade. Vancouver é o centro portuário mais movimentado do Canadá.

O Aeroporto Internacional de Vancouver é o mais movimentado da Colúmbia Britânica, movimentando mais de 90% de todo o tráfego aéreo da província. É um dos três hubs da Air Canada, a principal linha aérea do país. É, também, o segundo aeroporto mais movimentado do Canadá, quanto ao número de passageiros movimentados anualmente, atrás apenas do Aeroporto Internacional de Toronto.

O primeiro jornal publicado na Colúmbia Britânica foi o Victoria Gazette, publicado em junho de 1858, em Victoria. Parou de ser publicado em novembro de 1859. O primeiro jornal da província publicado até os dias atuais é o Daily Colonist, em Victoria, em dezembro de 1858. O Daily Colonist fundiria-se com o Victoria Times em 1980, para formar o atual Times-Colonist. Atualmente, são publicados na Colúmbia Britânica cerca de 150 jornais, dos quais 16 deles eram diários.

A primeira estação de rádio da Colúmbia Britânica foi fundada em 1922, em Vancouver. A primeira estação de televisão da província foi fundada em 16 de dezembro de 1953, também em Vancouver. Atualmente, a província possui 98 estações de rádio - dos quais 54 são AM e 44 estações são FM - e 8 estações de televisão.

Religião[editar | editar código-fonte]

Em 2001 35% da população dizia que não tinha religião.[1]

Referências

  1. Religions in Canada 2.statcan.ca. Página visitada em February 22, 2011.

Referências[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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