Incêndio florestal

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Floresta queimada no Algarve, Portugal

Incêndio florestal é todo o fogo sem controle que incide sobre qualquer forma de vegetação , podendo ser tanto provocado pelo homem (provocado ou por negligência), ou por causa natural (como descargas elétricas -raios)(Prevfogo 2002).

Muitas vezes é confundido com as queimadas controladas, que se tratam de uma prática agropecuária ou florestal onde o fogo é utilizado de forma racional e circunscrito, atuando como um fator de produção ou no manejo de combustível seco(vegetação)para evitar a propagação de incêndios florestais, mesmo sendo uma prática proibida pela lei LEI Nº 4.771, DE 15 DE SETEMBRO DE 1965 art. 27: " É proibido o uso de fogo nas florestas e demais formas de vegetação."

O comportamento do fogo em um incêndio florestal, ou seja, como se comporta o fogo no terreno em que esta sendo afetado (forma, velocidade, direção, energia calórica liberada, dinamismo de coluna convectiva) depende de características da área afetada, representadas pelos seguintes fatores: topografia, meteorologia e combustíveis.

As perdas ocasionadas pelo fogo anualmente no mundo são ingentes. Os incêndios voluntários (pirômanos) ou não, ocasionam grandes gastos tanto em recursos como em vidas humanas, e semeiam a destruição de lugares naturais que demoram muito tempo em regenerar-se.

A maioria dos países destinam enormes somas de dinheiro a proteger-se do fogo em zonas especialmente sensíveis a ele como são as florestas, com hidro-aviões, helicópteros, barreiras para conter incêndios e brigadas especializadas de bombeiros.

São das catástrofes naturais mais graves em Portugal, não só pela elevada frequência com que acontecem e dimensão que alcançam, como pelos efeitos destruidores que causam. Para além dos prejuízos econômicos e ambientais, podem criar uma fonte de perigo para as populações e bens. Os incêndios florestais são considerados catástrofes naturais, mais pelo facto de se desenvolverem na natureza e por a sua possibilidade de acontecimento e características de divulgação dependerem de fatores naturais, do que por serem causados por fenômenos naturais. A intervenção humana pode desempenhar um papel decisivo na sua origem e na limitação do seu desenvolvimento. A importância da ação humana nestes fenômenos diferencia os incêndios florestais das restantes catástrofes naturais.

A divulgação de um incêndio depende das condições meteorológicas (direção e intensidade do vento, umidade relativa do ar, temperatura), do grau de secura e do tipo do coberto vegetal, topografia do terreno, acessibilidades ao local do incêndio, prazos de intervenção (tempo entre o alerta e a primeira intervenção no ataque ao fogo), etc. Um incêndio pode propagar-se pela superfície do terreno, pelas copas das árvores e através da manta morta. Os incêndios de grandes proporções são normalmente vistos a vários quilômetros, devido aos seus fumos negros e densos.

As causas dos incêndios florestais são várias. Têm, na sua grande maioria, origem humana, quer por descuido e acidente (queimadas, queima de lixos, lançamento de foguetes, cigarros mal apagados, linhas elétricas), quer por intenção. Os incêndios de causas naturais pertencem a uma pequena percentagem do número total de ocorrências.

A floresta tem sido ao longo dos últimos anos alvo de danos significativos quer em termos de áreas ardidas quer em destruição de espécies únicas.

Embora difícil de quantificar, os lançamentos de gases e fragmento libertados durante um incêndio, podem ser responsáveis por alguns impactos ambientais.

Uma área destruída por um incêndio florestal, quando chove com grande intensidade, pode tornar-se mais capaz e originar mais facilmente, outro tipo de riscos tais como deslizamentos e cheias. Com a destruição da camada superficial vegetal os solos ficam mais vulneráveis a fenômenos de erosão e transporte provocados pelas águas pluviais, reduzindo também a sua permeabilidade.

Para além da destruição da floresta os incêndios podem ser responsáveis por:

  • Morte e ferimentos nas populações e animais (queimaduras, inalação de partículas e gases)
  • Destruição de bens (casas, armazéns, postes de eletricidade e comunicações etc.)
  • Corte de vias de comunicação
  • Alterações, por vezes de forma irreversível, do equilíbrio do meio natural
  • Reprodução e difusão de pragas e doenças, quando o material ardido não é tratado

Com o crescimento das áreas residenciais na direção da floresta, os seus habitantes ficam sujeitos a um risco acrescido a este tipo de fenômenos.

A logística florestal dá resposta a este flagelo ao planificar o espaço florestal, por meio de projetos florestais, considerando à partida quais os locais mais propícios a ocorrerem incêndios e a evitá-los.

Algumas medidas preventivas a serem tomadas:

  • Manter limpa uma faixa de 50m à volta de habitações, estaleiros, armazéns, oficinas ou outras edificações, nos espaços rurais.
  • Manter limpa uma faixa superior a 100m à volta dos aglomerados populacionais, parques, polígonos industriais e aterros sanitários, inseridos ou confinantes com áreas florestais.
  • Proteção e combate ao fogo com gel retardante anti-fogo.[1] [2]

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